Perguntas do paciente (151)
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Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da ge
Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da gente oficializar o nosso relacionamento. Não estou conseguindo lidar com isso! Ela ainda trabalha com as pessoas, e sinto que perdi a confiança nela, porém eu gosto muito dela e sei que ela é uma pessoa boa. Como proceder?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando algo assim vem à tona é natural que surjam sentimentos de insegurança, ciúme e até frustração. Porém, é importante lembrar que isso aconteceu antes de vocês oficializarem o relacionamento. Ou seja, naquele momento não havia um acordo estabelecido entre vocês.
O que parece estar te causando mais sofrimento não é exatamente o fato em si, mas a convivência dela com essas pessoas e os pensamentos que isso desperta em você. Muitas vezes, nossa mente cria cenários, interpretações e suposições que aumentam a ansiedade e abalam a confiança.
Confiança não é apenas sobre o passado do outro, mas sobre as escolhas que ele faz no presente. Pergunte a si mesmo: hoje ela demonstra compromisso com você? Existe transparência na relação? O diálogo entre vocês é aberto?
Converse com ela de forma madura, expondo como você se sente, sem acusações. Fale sobre suas inseguranças como algo seu, não como culpa dela. Relacionamentos saudáveis se constroem com comunicação clara, acordos bem definidos e disposição de ambos para fortalecer a segurança emocional.
Se, mesmo após diálogo e alinhamento, você perceber que não consegue lidar com isso internamente, talvez seja importante olhar para suas próprias inseguranças e trabalhar essa questão inclusive em terapia. Às vezes, a dificuldade está mais nas nossas feridas do que na atitude do outro. Relacionamento saudável não é ausência de passado é presença de respeito no presente.
Dra. Miriam
Psicóloga Clínica
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Olá, eu tenho uma parceira que bebe desde nova, e atualmente elas está com 19 anos e senti q está se
Olá, eu tenho uma parceira que bebe desde nova, e atualmente elas está com 19 anos e senti q está sem controle da bebida. Ela já esteve pior em relação a bebida. Mas estava num momento da vida sem ligar pra nada então vivia bebendo sempre. Hj em dia, praticamente bebe só final de semana. Mas nas últimas semanas ela tem bebido após o trabalho. E ela tem ficado bem alcoolizada, como se o álcool estivesse pegando mais sabe. Bebendo pouco e já ficando alta.
Ela teve muitos problemas familiares. E eu acredito q ela sinta falta desses familiares e tem recorrido a bebida. E ela está me pedindo ajuda pra parar de beber, está se sentindo alcoólatra... Por onde eu começo? Oq posso fazer pra ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, sua parceira já percebe que o consumo de álcool está saindo do controle e o fato de ela estar pedindo ajuda é um passo muito importante. O reconhecimento do problema costuma ser o primeiro passo para iniciar qualquer processo de mudança.
Muitas vezes o álcool acaba sendo utilizado como uma forma de aliviar dor emocional, lidar com perdas, conflitos familiares ou sentimentos difíceis. Quando a pessoa encontra na bebida uma forma de anestesiar essas emoções, o consumo pode se tornar cada vez mais frequente e difícil de controlar.
O fato de ela estar ficando alcoolizada com menor quantidade de bebida pode indicar que o organismo está reagindo de forma diferente ou que o consumo tem sido mais frequente do que parece. Isso merece atenção, principalmente porque ela é muito jovem e quanto antes houver intervenção, maiores são as chances de recuperação saudável.
O mais indicado é que ela procure ajuda profissional especializada, como psicoterapia e, se necessário, avaliação médica. O acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender as razões emocionais que estão levando ao consumo e desenvolver outras formas de lidar com suas dificuldades.
Você pode ajudá-la oferecendo apoio, incentivando a busca por tratamento e evitando julgamentos ou confrontos agressivos. Porém, é importante lembrar que a decisão de mudança precisa partir dela. O seu papel é apoiar, mas não carregar sozinho a responsabilidade pelo processo.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga clínica
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Boa tarde. Meu filho de 10 anos , tem nojo de restos de comida, que ele próprio comeu. Nojo de conti
Boa tarde. Meu filho de 10 anos , tem nojo de restos de comida, que ele próprio comeu. Nojo de continuar na mesa após fazer as refeições. Chega a vomitar se ficar olhando .Hipnose ajuda ? Psicólogo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em relação ao seu filho algumas crianças apresentam maior sensibilidade a determinados estímulos sensoriais como cheiro, textura ou aparência de alimentos e isso pode provocar reações de nojo mesmo em relação aos próprios restos de comida que consumiram. Muitas vezes essa reação está ligada ao desenvolvimento emocional e sensorial da criança e não necessariamente indica um problema mais grave. O mais importante é que os pais lidem com a situação de forma tranquila, sem críticas ou constrangimento, pois quando a criança se sente pressionada ou envergonhada a tendência é que a reação aumente. Uma boa estratégia é incentivar a criança a participar do processo de retirar o próprio prato da mesa e normalizar a rotina após as refeições, ajudando-a a lidar gradualmente com essa percepção. Também é importante observar se existem outras sensibilidades relacionadas a cheiro, textura ou organização dos alimentos. Caso esse comportamento esteja causando sofrimento ou se tornando muito frequente, a avaliação com um psicólogo infantil pode ajudar a compreender melhor a origem dessa reação e orientar a família sobre a melhor forma de conduzir a situação. A hipnose pode ser utilizada em alguns contextos terapêuticos porém o mais importante inicialmente é uma avaliação psicológica adequada para entender o funcionamento emocional da criança.
Dra Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Estou em um relacionamento, ele me pediu em namoro diversas vezes, mas eu falei que queria um pedido
Estou em um relacionamento, ele me pediu em namoro diversas vezes, mas eu falei que queria um pedido especial, com aliança e tal, o pedido que eu mencionei nunca aconteceu, porém eu e ele consideramos que estamos em um namoro, trocamos presente de dia dos namorados, ele é uma pessoa que posta bastante coisa em redes sociais mas nunca postou nada de nós dois, já cobrei ele mas não adiantou, já tentei terminar por causa disso, mas sinto que tenho uma dependencia emocional pois ele me trata muito bem e sinto muita atração fisica com ele, mas tenho receio desse não postar dele, de ele ter algum rolo e não querer que a pessoa saiba, quando eu tentei terminar, ele me implorou pra não terminar e me deu um perfume de presente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você está vivendo um conflito interno muito importante. Por um lado, existe o desejo de ser assumida, reconhecida e valorizada da forma como você idealiza com um pedido especial, com aliança, com algo que simbolize compromisso. Por outro lado, você aceita um relacionamento que na prática não atende a essa necessidade essencial para você.
Quando uma pessoa evita expor o relacionamento principalmente nas redes sociais e isso já foi conversado várias vezes sem mudança de atitude é importante observar não apenas o que ela diz mas o que ela faz. Relacionamentos saudáveis são coerentes entre discurso e comportamento.
Também chama atenção o fato de você mesma perceber uma possível dependência emocional. A dependência faz com que a gente tolere situações que machucam por medo de perder, por carência ou pela forte atração física. O gesto dele de implorar para você não terminar e dar um presente pode gerar alívio momentâneo, mas não resolve a questão central: você se sente segura e valorizada nessa relação?
Mais importante do que ele postar ou não é você entender por que permanece em algo que já te gera dúvida, insegurança e sofrimento. Amor saudável não é baseado em medo de perder, e sim em reciprocidade, clareza e respeito às necessidades do outro.
Reflita: você está escolhendo esse relacionamento por amor ou por medo de ficar sem ele?
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Amigos, há 5 meses eu fiz uso de cocaina, todos os fins de semana e eu parei há 7 dias e tenho apres
Amigos, há 5 meses eu fiz uso de cocaina, todos os fins de semana e eu parei há 7 dias e tenho apresentado síndrome do pânico, até em horas que eu to super tranquilo, meus bpm oscila entre 90-140, eu fico com muito medo de desmaiar ou ter um infarto, não tenho condições pra psicoterapia queria ver formas de resolver esse meu problema, ou se posso ficar tranquilo que é passageiro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve podem, sim, estar relacionados ao uso recente de cocaína e também ao período após a interrupção da substância. A cocaína é uma droga estimulante que afeta diretamente o sistema nervoso central, podendo provocar alterações importantes na ansiedade, no ritmo cardíaco e na forma como o organismo reage ao estresse.
Após interromper o uso, algumas pessoas podem apresentar sintomas como ansiedade intensa, crises de pânico, medo de morrer, sensação de infarto, taquicardia e hipervigilância corporal. Esses sintomas fazem parte de um processo de adaptação do organismo após o uso da substância.
O fato de você ter interrompido o uso há sete dias já é uma atitude muito positiva. No entanto, se os sintomas estão intensos ou frequentes, é muito importante procurar avaliação médica para verificar a saúde cardiovascular e receber orientação adequada.
Mesmo que você tenha dificuldade de iniciar psicoterapia neste momento, seria muito importante buscar algum tipo de acompanhamento, pois a ansiedade e o medo que surgem após o uso de substâncias podem ser trabalhados com orientação profissional.
Na maioria dos casos, esses sintomas tendem a diminuir com o tempo conforme o organismo se estabiliza, especialmente quando a pessoa permanece sem utilizar a substância. Ainda assim, procurar ajuda é a forma mais segura de cuidar da sua saúde física e emocional.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga clínica
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Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.
Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dependência emocional geralmente está ligada a necessidades afetivas profundas e a padrões de apego que foram construídos ao longo da vida. Mesmo quando a pessoa entende racionalmente o que está acontecendo a emoção continua retornando porque essas reações estão enraizadas em experiências inconscientes e na forma como aprendemos a nos relacionar.
O primeiro passo é desenvolver consciência sobre esses padrões e fortalecer a autonomia emocional. Isso envolve aprender a reconhecer suas próprias necessidades, trabalhar a autoestima e construir uma relação mais equilibrada consigo mesmo e com o outro. Não se trata necessariamente de acabar com o relacionamento, mas de transformar a forma como você se posiciona dentro dele.
A psicoterapia é fundamental nesse processo, pois ajuda a identificar a origem dessa dependência e a desenvolver recursos emocionais para lidar com a ansiedade, o medo da perda e a necessidade excessiva de validação. Assim, é possível construir vínculos mais saudáveis, baseados em escolha e não em necessidade.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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É normal ficar nervoso e ficar com vontade de chorar quando alguém briga ou reclama com você? Ou tam
É normal ficar nervoso e ficar com vontade de chorar quando alguém briga ou reclama com você? Ou também quando vê uma briga?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim é relativamente comum que algumas pessoas se sintam muito abaladas diante de conflitos, críticas ou discussões. Chorar ou sentir nervosismo pode ser uma reação emocional natural, principalmente quando a pessoa tem uma sensibilidade maior ou associa conflitos a experiências negativas do passado.
No entanto, quando essas reações são muito intensas ou frequentes, pode indicar uma dificuldade na regulação emocional. Nesses casos, o corpo reage como se estivesse diante de uma ameaça, ativando sentimentos de angústia, tristeza ou até sensação de rejeição.
A psicoterapia ajuda a compreender esses gatilhos emocionais e a desenvolver estratégias para lidar melhor com conflitos, aprender a expressar sentimentos de forma mais segura e fortalecer o equilíbrio emocional.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Descobri uma traição do meu namorado a dois anos atrás,doeu muito,mas conversamos e decidi perdoar,m
Descobri uma traição do meu namorado a dois anos atrás,doeu muito,mas conversamos e decidi perdoar,mas de lá pra cá eu vivo inseguro,sinto que ele continua me escondedo as coisas,não sei o que fazer,meu psicológico está a ser afectado,vivo tendo pesadelo com a pessoa que na qual fui traida,me dizendo que ele continua procurando-a.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando há uma traição não é apenas o relacionamento que é abalado, mas principalmente a confiança e a segurança emocional. Você decidiu perdoar, e isso demonstra maturidade e desejo de manter a relação. Porém, o perdão racional não significa que as emoções acompanharam no mesmo ritmo.
A insegurança constante, a sensação de que algo está sendo escondido e os pesadelos recorrentes mostram que essa ferida ainda não cicatrizou. Seu psicológico está reagindo a uma quebra de confiança que talvez não tenha sido totalmente elaborada. Quando não há reconstrução consistente da confiança com transparência, diálogo claro e atitudes coerentes a mente tende a permanecer em estado de alerta.
É importante você se perguntar: hoje, essa relação te traz mais segurança ou mais ansiedade? Ele tem demonstrado com atitudes concretas, que está comprometido em reconstruir a confiança? Relações saudáveis exigem responsabilidade emocional de ambos os lados.
Buscar apoio psicológico pode te ajudar a organizar esses sentimentos, fortalecer sua autoestima e tomar decisões baseadas na sua saúde emocional, e não apenas no medo de perder a relação. Você merece estar em um relacionamento que te traga paz, não sofrimento constante.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz
Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz que se sente me privando de um relacionamento bom, e que estou acorrentado a ela, que é "doente"
Já tentei dizer pra ela começar acompanhamento psicológico mas ela diz que isso não vai resolver e que esse pensamento não vai mudar.
O que eu posso fazer pra resolver essa situação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve sua namorada parece lidar com sentimentos profundos de inadequação e baixa autoestima. Quando uma pessoa acredita que não é “boa o suficiente” isso normalmente está ligado a questões internas que precisam ser trabalhadas com autoconhecimento e muitas vezes, com acompanhamento psicológico.
É importante entender que, por mais que você a ame e queira ajudá-la, você não pode resolver o conflito interno dela por ela. Esse tipo de bloqueio psicológico precisa ser reconhecido e trabalhado pela própria pessoa. O seu papel pode ser de apoio mas não de assumir a responsabilidade emocional pelo que ela sente.
Por isso, também é fundamental que você olhe para si mesmo nesse processo. Procure se conhecer, entender seus limites emocionais e perceber até onde você pode ajudar sem se anular.
Em muitos relacionamentos quando um parceiro tenta “salvar” o outro pode acabar entrando em um padrão de codependência, o que não é saudável para nenhum dos dois.
Posicionar-se com carinho, mas com firmeza, é essencial. Você pode dizer que se importa, que está disposto a apoiar, mas que ela também precisa assumir a responsabilidade pelo próprio cuidado emocional e considerar ajuda profissional.
Relacionamentos saudáveis acontecem quando duas pessoas conseguem se responsabilizar pela própria saúde emocional e caminhar juntas não quando uma carrega o peso emocional da outra.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Acredito que estou viciado em pornografia, tenho assistido 2 ou 3 vezes ao dia, e se
Acredito que estou viciado em pornografia, tenho assistido 2 ou 3 vezes ao dia, e sentindo alguns efeitos que citam na internet como problemas sociais.
Eu faço terapia atualmente mas não me sinto confortável de abordar especificamente esse assunto com uma mulher, o que recomendam fazer para tratar esse vício?
Procuro outro profissional só pra isso? Tento resolver sozinho? Troco de terapeuta?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você reconhecer que o consumo de pornografia pode estar se tornando um problema e já estar em terapia é um passo muito importante. Muitas pessoas demoram bastante para perceber quando esse comportamento começa a afetar a vida emocional, social ou os relacionamentos.
A pornografia pode se tornar um comportamento compulsivo quando passa a ser utilizada com muita frequência, quando a pessoa sente dificuldade em controlar o impulso ou quando começa a perceber prejuízos em outras áreas da vida.
Sobre o desconforto em falar desse assunto com sua terapeuta, isso também é algo relativamente comum. Temas relacionados à sexualidade ainda carregam muita vergonha ou receio de julgamento. Porém a psicoterapia é justamente um espaço seguro para tratar dessas questões.
Antes de pensar em trocar de terapeuta pode ser interessante refletir se esse desconforto está ligado ao tema em si ou à relação terapêutica. Em muitos casos, quando o paciente consegue trazer esse assunto para a sessão o processo terapêutico avança bastante, pois permite trabalhar as causas emocionais do comportamento e desenvolver estratégias de controle.
No entanto se você realmente sentir que não consegue falar sobre esse tema com essa profissional procurar um psicólogo que trabalhe com sexualidade ou comportamentos compulsivos também pode ser uma alternativa válida.
O mais importante é não lidar com essa dificuldade sozinho. O tratamento psicológico pode ajudar a compreender os gatilhos que levam ao consumo, trabalhar o controle de impulsos e construir uma relação mais saudável com a sexualidade.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Olá. Tenho 30 anos e sofro com ansiedade desde os 10. Há cinco anos recebi o diagnóstico de TAG e fa
Olá. Tenho 30 anos e sofro com ansiedade desde os 10. Há cinco anos recebi o diagnóstico de TAG e faço tratamento com terapia e remédio (sertralina). No entanto, nos últimos tempos tenho tipo episódios de desrealização, e o medo de ficar preso nessa sensação para sempre e enlouquecer está me consumindo. Já consultei mais de um neurologista e já fiz eletroencefalograma, com resultados normais. No entanto, ainda não consigo me convencer de que estou temendo algo de fato impossível. Parece que, a qualquer momento, perderei o contato com a realidade de forma irreversível. Faço tratamento com psicólogo e psiquiatra, mas gostaria de ouvir a opinião de outros profissionais para, quem sabe, me convencer. Por isso escrevo aqui, e espero que possam me ajudar. Obrigado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo que muitas pessoas com transtorno de ansiedade generalizada podem experimentar, especialmente em momentos de maior ativação do sistema de ansiedade. A sensação de desrealização quando o ambiente parece estranho, distante ou irreal costuma ser uma resposta do cérebro ao excesso de estresse ou ansiedade.
Embora essa sensação possa ser extremamente assustadora, ela geralmente não significa perda de contato com a realidade ou que a pessoa esteja “enlouquecendo”. Na verdade, trata-se de um mecanismo de proteção do sistema nervoso quando ele está sobrecarregado por níveis elevados de ansiedade.
O fato de seus exames neurológicos estarem normais é um indicativo importante de que não há um problema neurológico estrutural causando esses sintomas. Porém, o medo de que a sensação se torne permanente pode acabar alimentando ainda mais o ciclo da ansiedade, mantendo o cérebro em estado de alerta constante.
O tratamento psicológico costuma ajudar bastante nesses casos, porque trabalha tanto a regulação da ansiedade quanto os pensamentos catastróficos que reforçam o medo de perder o controle. Muitas vezes, quando a pessoa compreende melhor o funcionamento dessas sensações e aprende estratégias de manejo da ansiedade, a intensidade e a frequência dos episódios tendem a diminuir gradualmente.
Se esses sintomas continuam trazendo sofrimento ou interferindo na sua qualidade de vida, conversar com um profissional pode ajudar a aprofundar a compreensão do seu caso e encontrar estratégias mais específicas para recuperar sua sensação de segurança emocional.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Sou viciado em jogos de azar. Cheguei em um ponto que o dinheiro não tem mais “valor” para mim. O di
Sou viciado em jogos de azar. Cheguei em um ponto que o dinheiro não tem mais “valor” para mim. O dinheiro é apenas um mero número necessário para jogar mais. Se eu ganho no jogo, eu apenas uso o dinheiro para jogar mais (e eventualmente perco o que ganhei, é claro).
Me sinto um lixo, arrasado, tenho vergonha de admitir meu vicio para minha esposa. Me sinto pessimo por esconder isso dela e mentir.
Existe algum tratamento para superar esse vício?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo não é falta de caráter é um quadro de dependência comportamental. O jogo de azar ativa no cérebro os mesmos circuitos de recompensa envolvidos em outras dependências gerando compulsão, perda de controle e a necessidade de apostar cada vez mais mesmo quando há prejuízos financeiros, emocionais e familiares.
Quando o dinheiro passa a ser apenas um “meio para continuar jogando”, isso mostra que o foco já não é o ganho, mas a descarga emocional que o jogo proporciona: expectativa, adrenalina, tentativa de compensar perdas e muitas vezes fuga de sentimentos difíceis. A vergonha e a culpa que você relata são comuns mas elas acabam alimentando ainda mais o ciclo porque o sofrimento vira gatilho para jogar novamente.
Existe tratamento a psicoterapia é fundamental, especialmente abordagens que trabalham a reestruturação de pensamentos distorcidos (como a ilusão de controle e a crença de que “na próxima eu recupero”), o manejo da impulsividade e o fortalecimento do autocontrole. Em alguns casos, também é importante avaliação psiquiátrica para suporte medicamentoso.
Grupos de apoio, como Jogadores Anônimos, também ajudam muito, pois reduzem o isolamento e fortalecem a responsabilidade. Outro passo importante é criar barreiras práticas: limitar acesso a dinheiro, compartilhar a gestão financeira temporariamente com alguém de confiança e bloquear aplicativos ou sites de apostas. Isso não é fraqueza é estratégia de proteção.
Sobre sua esposa: a conversa é difícil, mas o segredo mantém o ciclo ativo. A recuperação começa quando você escolhe enfrentar a realidade com responsabilidade e busca ajuda.
Você não é um lixo. Você é alguém que precisa de tratamento e quanto antes começar, maiores são as chances de reconstrução.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga clínica
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Sentimento de dependência emocional, não aceitar um término e ter o sentimento de que sem o outro nã
Sentimento de dependência emocional, não aceitar um término e ter o sentimento de que sem o outro não será feliz, forte crise de ansiedade. Existe tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim existe tratamento e é muito importante buscar ajuda. O que você descreve não é apenas “não aceitar um término” mas um padrão de dependência emocional onde a sensação de perda ativa um medo intenso de abandono, pensamentos de incapacidade de viver sem o outro e até a crença de que o outro não será feliz sem você. Esses pensamentos costumam gerar uma forte crise de ansiedade com sintomas físicos e emocionais muito intensos.
É possível, sim, ter ansiedade mesmo sem estar em crise. A crise é o pico mas a ansiedade pode estar presente de forma constante, silenciosa, alimentada por pensamentos automáticos, medo de rejeição e necessidade excessiva de validação.
A dependência emocional geralmente está ligada a inseguranças profundas, medo de ficar só, baixa autoestima e, muitas vezes, padrões aprendidos ao longo da vida. A boa notícia é que há tratamento eficaz. A psicoterapia ajuda a: Identificar pensamentos distorcidos, fortalecer autoestima e autonomia emocional , trabalhar o medo do abandono, desenvolver vínculos mais saudáveis, aprender a regular a ansiedade.
Em alguns casos, pode ser necessária avaliação psiquiátrica para suporte medicamentoso, principalmente quando as crises são intensas. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Sofrer por um término é humano, mas quando há sofrimento intenso, desespero ou perda de controle emocional é sinal de que é hora de cuidar de você.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica.
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Bom, a minha namorada sempre lembra dos meus erros e eu sei que errei mas cada dia mais estou tentan
Bom, a minha namorada sempre lembra dos meus erros e eu sei que errei mas cada dia mais estou tentando concertar isso, como eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Reconhecer que errou já é um passo muito importante. No entanto, para que a relação se fortaleça, não basta apenas dizer que está tentando mudar é preciso demonstrar essa mudança com atitudes consistentes ao longo do tempo.
Quando a sua namorada relembra seus erros pode ser que ela ainda esteja magoada ou insegura. Isso indica que a confiança talvez ainda não tenha sido totalmente reconstruída. Pergunte a ela, com maturidade e abertura, o que ela precisa sentir ou ver de diferente para conseguir seguir em frente. Escute sem se defender. Validar o sentimento dela não significa concordar com tudo, mas mostrar que você compreende a dor causada.
Ao mesmo tempo, é importante que o relacionamento não fique preso ao passado. Se você está mudando de verdade, isso precisa ser reconhecido. Um diálogo claro, honesto e respeitoso é essencial para que ambos decidam se querem reconstruir juntos ou continuar alimentando ressentimentos. Mudança verdadeira é constância, responsabilidade e coerência entre fala e comportamento.
Dra Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação
Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação para nada. A melhor parte do meu dia é quando vou dormir (apesar de ter dificuldade de pegar no sono devido a ansiedade) e a pior parte é justamente quando acordo. Isso seria um possível quadro depressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece atenção e cuidado. A perda de prazer nas atividades da vida, a falta de motivação e a sensação de que o momento mais “aliviador” do dia é dormir podem, sim, estar associados a um quadro depressivo. Muitas pessoas que estão passando por depressão relatam exatamente essa sensação de vazio, de falta de energia emocional e dificuldade em encontrar sentido nas atividades do dia a dia.
Também é comum que a ansiedade esteja presente junto com a depressão, o que pode explicar a dificuldade para dormir e a piora do humor ao acordar, já que o início do dia pode trazer uma sensação de peso emocional.
A depressão tem tratamento e quanto antes você buscar ajuda, mais rápido poderá compreender o que está acontecendo e encontrar caminhos para recuperar seu bem-estar emocional. A psicoterapia ajuda a entender as causas desse sofrimento e a reconstruir gradualmente a motivação, o prazer e o sentido na vida.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. Procurar apoio psicológico é um passo importante para cuidar de si mesmo.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como
meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como falta de libido. Nesse período ficamos sem relação por uns meses, mas sempre envolvidos , companheiros. Porem ele começou a ficar diferente, frio, dizia q sentia um vazio, ausencia de sentimentos, e apos a retirada dos medicamentos ele perdeu a atração por mim. Diz que gosta porém não sente atração. Não sente nada. Agora esta fazendo terapia pois ele sente que criou um bloquei emocional , mental e ate sexual por mim. Isso existe, é possivel um bloqueio desse? Pois ele diz que me acha linda, que tenho um corpo lindo mas ele não sente o desejo, as vezes ele diz que parece um bloqueio ou uma maldição é a palavra q ele usa. Ele está ficando muito pressionado e sofre c isso, pois nos dávamos muito bem em tudo. Agora não sabemos o que fazer. Existe tratamento? terapia? tem solução ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer em alguns casos após períodos de depressão e também durante ou após o uso de determinados medicamentos antidepressivos. A depressão, por si só, pode provocar sensação de vazio emocional, diminuição do prazer nas atividades e redução do desejo sexual. Em alguns casos, mesmo após a melhora do quadro depressivo ou a retirada da medicação a pessoa pode levar um tempo para recuperar completamente a sensibilidade emocional e o desejo.
Além disso, quando alguém passa por um período prolongado de sofrimento emocional, pode desenvolver certos bloqueios psicológicos ou mecanismos de defesa. Esses bloqueios não são necessariamente conscientes, mas podem surgir como uma forma de proteção emocional. A pessoa pode continuar reconhecendo qualidades no parceiro, sentir carinho ou afeto, mas ter dificuldade de acessar o desejo ou a conexão emocional da mesma forma que antes.
Outro fator importante é a pressão que muitas vezes surge quando o casal começa a se preocupar muito com a situação. Quanto mais a pessoa tenta “forçar” o sentimento ou o desejo a voltar, maior pode ser a ansiedade, e isso acaba dificultando ainda mais o processo natural de reconexão.
O fato de ele estar em terapia é um passo muito positivo. A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo emocionalmente com ele, trabalhar possíveis bloqueios e permitir que ele reconstrua gradualmente a conexão com os próprios sentimentos.
Em alguns casos, também pode ser útil uma avaliação com o médico que acompanhou o tratamento medicamentoso, pois alguns efeitos relacionados à libido podem persistir por um período e precisam ser avaliados de forma individual.
Também pode ser interessante considerar, se ambos estiverem abertos, a possibilidade de terapia de casal. Esse espaço pode ajudar vocês a lidarem com a situação juntos, reduzindo a pressão e fortalecendo novamente a conexão emocional.
Situações como essa podem gerar muito medo e insegurança, mas em muitos casos há possibilidade de melhora com tempo, compreensão e acompanhamento adequado.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Preciso de ajuda para parar de beber. Já tentei muitas e muitas vezes e não consegui. Eu não bebo to
Preciso de ajuda para parar de beber. Já tentei muitas e muitas vezes e não consegui. Eu não bebo todos os dias, só em feriados, festas e fim de semana, mas quando bebo exagero. Bebo muito rápido. E fico bêbada muito rápido tb. Vcs tem algum tratamento q eu possa fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um padrão que muitas pessoas apresentam chamado de “beber episódico” ou “beber em excesso em determinadas ocasiões”. Mesmo quando a pessoa não bebe todos os dias, o fato de perder o controle quando começa a beber, consumir rapidamente e ter dificuldade de parar pode indicar um padrão de uso problemático do álcool.
O primeiro ponto importante é que você já reconhece que precisa de ajuda, e isso é um passo muito significativo. Muitas pessoas demoram muito tempo para perceber que o consumo de álcool está trazendo prejuízos.
Existem tratamentos que podem ajudar. A psicoterapia é uma das formas mais eficazes, pois ajuda a identificar os gatilhos que levam ao consumo, como situações sociais, emoções difíceis, ansiedade ou hábitos associados a festas e fins de semana. A terapia também auxilia no desenvolvimento de estratégias para lidar com essas situações sem recorrer ao álcool.
Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação com um médico psiquiatra, pois existem tratamentos e medicamentos que podem ajudar a reduzir a compulsão pela bebida.
Além disso, grupos de apoio como Alcoólicos Anônimos podem ser muito úteis, pois proporcionam um espaço de acolhimento e troca com pessoas que passam por situações semelhantes.
Com acompanhamento adequado e apoio, muitas pessoas conseguem reduzir ou interromper o consumo e retomar o controle da própria vida.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Fumo maconha há 20 anos, em algumas épocas fumava pouco e em outras todos os dias. Nesse meio tempo
Fumo maconha há 20 anos, em algumas épocas fumava pouco e em outras todos os dias. Nesse meio tempo tive depressão e acabei descobrindo que sou borderline.
A maconha pode ter relação com isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim há relação o uso prolongado de maconha pode influenciar significativamente o funcionamento emocional e psicológico da pessoa especialmente quando existe uma vulnerabilidade prévia para transtornos mentais.
A maconha atua no sistema nervoso central e pode interferir na regulação das emoções, na percepção da realidade, na motivação e no controle dos impulsos. Em algumas pessoas, principalmente quando o uso é frequente ou por muitos anos, ela pode intensificar sintomas como instabilidade emocional, ansiedade, irritabilidade e episódios depressivos.
No caso do transtorno de personalidade borderline, já existe uma tendência maior a oscilações emocionais intensas, impulsividade e dificuldade na regulação dos sentimentos. O uso de substâncias como a maconha pode agravar esses sintomas ou dificultar o manejo emocional, pois muitas vezes a substância passa a ser utilizada como uma forma de aliviar o sofrimento momentaneamente, mas acaba mantendo ou intensificando o problema a longo prazo.
Também é comum que algumas pessoas utilizem a maconha como uma tentativa de automedicação para lidar com sentimentos de vazio, angústia ou tristeza. No entanto, essa estratégia costuma trazer apenas um alívio temporário e pode dificultar o desenvolvimento de formas mais saudáveis de lidar com as emoções.
Por isso, é muito importante que o tratamento considere tanto o acompanhamento psicológico quanto, se necessário, psiquiátrico. A psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional, no autoconhecimento e na construção de estratégias mais saudáveis para lidar com os sentimentos e com o uso de substâncias.
Interromper o uso da maconha também pode ser um passo importante para que o tratamento tenha melhores resultados e para que haja maior estabilidade emocional ao longo do tempo.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Bom dia! Não tenho ânimo para fazer nada, quero ficar deitada o dia todo, meus projetos; Trabalho, E
Bom dia! Não tenho ânimo para fazer nada, quero ficar deitada o dia todo, meus projetos; Trabalho, Estudos, atividades do lar não quero fazer nada. Tento reagir , retomar, mas não tenho ânimo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo que muitas pessoas enfrentam e que costuma estar ligado a um esgotamento emocional profundo. Quando a mente está sobrecarregada por preocupações, ansiedade ou frustrações acumuladas, o corpo começa a responder com falta de energia, desânimo e dificuldade para realizar até atividades simples do dia a dia.
Não é preguiça e nem falta de força de vontade. Muitas vezes é um sinal de que algo dentro de você precisa ser cuidado e compreendido. Na terapia, trabalhamos justamente para entender o que está por trás dessa falta de ânimo: pode ser ansiedade, tristeza acumulada, excesso de responsabilidades ou até conflitos internos que foram sendo ignorados ao longo do tempo.
Quando conseguimos identificar a raiz do problema, a pessoa começa a recuperar a motivação, a energia e o sentido para seus projetos e sua vida.
Se isso tem acontecido com frequência, é importante olhar para essa situação com mais atenção e cuidado. Buscar ajuda pode ser o primeiro passo para recuperar sua qualidade de vida.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Sou casada a 18 anos e sofro com a dependência emocional,meu marido è manipulador,quer as coisas do
Sou casada a 18 anos e sofro com a dependência emocional,meu marido è manipulador,quer as coisas do jeito dele.Sai com os amigos,mais quando saiu com os meus ele se isola,fecha a cara.Passamos dias sem se falar,e na maioria das vezes eu que procuro pra dialogar,mesmo não estando errada.O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito comum em relacionamentos onde existe um padrão de dependência emocional e comportamentos manipuladores. Com o tempo, a pessoa começa a se sentir responsável por manter a paz no relacionamento mesmo quando não está errada e isso gera desgaste emocional, insegurança e sofrimento.
Quando alguém usa o silêncio o afastamento ou a indiferença como forma de controle, o outro acaba ficando preso em um ciclo de tentativa constante de agradar ou evitar conflitos.
O mais importante nesse momento é compreender que um relacionamento saudável precisa de diálogo, respeito e equilíbrio entre as duas pessoas. Quando isso não acontece é fundamental olhar para si mesma, fortalecer sua autoestima e aprender a estabelecer limites emocionais.
Na terapia trabalhamos exatamente essas questões: compreender a dinâmica do relacionamento fortalecer a autonomia emocional e ajudar a pessoa a tomar decisões mais conscientes sobre sua vida afetiva. Muitas pessoas só percebem o quanto estavam presas a esse ciclo depois que começam esse processo de autoconhecimento. Talvez este seja um momento importante para você cuidar de si mesma e entender melhor o que está vivendo.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Perguntas frequentes
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Tem algum problema tomar Daforin de manha e sulpan a noite ?
Se por Daforin você se refere à fluoxetina e por Sulpan ao medicamento que…