Perguntas do paciente (1175)

  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sinto muito por tudo o que você viveu. Pelo que você descreve, esse trauma ainda afeta a forma como você vivencia a intimidade e os relacionamentos. Nada disso faz de você uma pessoa "defeituosa". O seu sofrimento merece ser acolhido e levado a sério. A psicoterapia pode ser um espaço muito importante para que você elabore esse trauma, compreenda como ele continua se manifestando no presente e, aos poucos, construa uma relação mais segura com o seu corpo, com as suas emoções e com a intimidade. Se essas crises, as lembranças dos abusos e o sofrimento têm acontecido com frequência e comprometido a sua qualidade de vida, o próprio psicólogo poderá avaliar, ao longo do acompanhamento, se há necessidade de um tratamento combinado com um psiquiatra.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, parece que essa vontade de se conectar profundamente com alguém ocupa um lugar importante na sua vida há muitos anos. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o significado dessa busca: o que representa, para você, estar em um relacionamento, o que você espera encontrar nessa conexão e como essa expectativa tem influenciado a forma como vive o presente. Não existe uma regra de que você precise estar com a vida completamente estável para procurar alguém, nem de que um relacionamento, por si só, será o responsável pela sua felicidade. Essas são respostas muito particulares. Talvez o mais importante seja entender como você tem se relacionado com esse desejo e com a sensação de que algo está faltando. Compreender isso pode ajudá-lo a construir relações de forma mais consciente e também a viver esse processo com menos angústia.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Essa é uma pergunta muito importante, e acredito que a própria psicoterapia pode ajudá-la a encontrar essa resposta. Ao longo do acompanhamento, será possível compreender como você tem vivido essa gestação, quais sentimentos surgem quando pensa no bebê, o que significa essa gravidez para você e se o que existe hoje é uma dificuldade em aceitar essa nova realidade, os medos que ela desperta ou uma rejeição ao bebê em si. Nem sempre essas experiências são a mesma coisa, e dar espaço para falar sobre elas, sem julgamentos, pode ajudá-la a compreender melhor o que está sentindo e a construir essa relação da forma que for possível para você.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A depressão pode parecer que está sempre “à espreita” porque, em algumas pessoas, existe uma vulnerabilidade maior para novos episódios, principalmente quando já houve episódios anteriores, quando permanecem sintomas residuais ou quando existem situações de estresse contínuas. Os acontecimentos difíceis podem funcionar como gatilhos, mas a recaída não depende apenas do evento em si, e sim da interação entre a história da pessoa, sua forma de lidar com as dificuldades, os recursos emocionais disponíveis e o contexto em que ela está inserida. Isso não significa que toda pessoa que teve depressão terá novas crises, mas em alguns casos a recorrência pode acontecer porque fatores como ruminação, isolamento, evitação, alterações no sono, conflitos persistentes e outros estressores podem aumentar a vulnerabilidade. Após episódios recorrentes, algumas pessoas podem se tornar mais sensíveis ao estresse, fazendo com que até situações menores tenham um impacto maior. Por isso, o cuidado não envolve apenas tratar a depressão quando ela aparece, mas também reconhecer sinais de alerta, compreender os próprios gatilhos e construir estratégias de prevenção, como manter recursos que ajudaram no tratamento e buscar apoio quando perceber mudanças no funcionamento emocional.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, parece que o que mais machucou não foi apenas o que aconteceu no trabalho, mas a sensação de não ter sido acreditado justamente por alguém de quem você esperava acolhimento e proteção. Quando essa validação não acontece, podem surgir sentimentos de abandono, traição e desamparo que continuam presentes mesmo depois que a situação passou. Também é compreensível que, após uma experiência como essa, você passe a desconfiar mais das pessoas e conclua que elas não são confiáveis, como uma forma de tentar se proteger de novas decepções. A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender como essa experiência afetou a forma como você se relaciona consigo mesmo e com os outros, identificar quais situações reativam esses sentimentos, aprender maneiras mais saudáveis de lidar com essas emoções e construir novas experiências de vínculo que não sejam determinadas apenas pelo que aconteceu no passado.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, a psicoterapia pode ajudar. Independentemente da abordagem, o mais importante é buscar um psicólogo com quem você se identifique e que possa acolher a sua demanda. No processo terapêutico, será possível compreender por que essa necessidade de consumir conteúdos, buscar cursos ou aperfeiçoar tudo tem se apresentado dessa forma e qual função isso exerce na sua vida. A partir desse entendimento, vocês poderão construir estratégias que façam sentido para a sua realidade e que reduzam os prejuízos no trabalho, sem que você precise abrir mão do interesse por aprender, mas encontrando uma forma mais equilibrada de se relacionar com isso.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A repetição rítmica de uma palavra, frase ou mantra por alguns minutos pode, sim, favorecer uma sensação de relaxamento e ajudar a direcionar a atenção, reduzindo a ruminação e o excesso de pensamentos. No entanto, não é correto afirmar que isso simplesmente faz o cérebro passar de "ondas rápidas para lentas", já que as pesquisas mostram mudanças mais específicas na atividade cerebral, principalmente relacionadas a um estado de atenção mais estável e relaxada, e não a uma desaceleração geral do cérebro. Quanto à forma de praticar, tanto a repetição verbal quanto a mental são utilizadas e podem trazer benefícios. Até o momento, não há evidências consistentes de que uma seja superior à outra. O mais importante parece ser a repetição sustentada e o foco na prática, independentemente de ela ser feita em voz alta ou mentalmente.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Se isso acontece com frequência, pode ser interessante tentar direcionar a sua atenção para o que está acontecendo no momento presente e para a tarefa que você está realizando, em vez de se prender a todos os pensamentos que surgem. Também vale a pena observar se existe alguma estratégia ou mudança na sua rotina de trabalho que possa favorecer a sua concentração. Se essa dificuldade acontece principalmente nesse contexto, a psicoterapia pode ajudar a compreender o que está por trás dessa agitação, dos pensamentos acelerados e da dificuldade de manter o foco, para que assim seja possível construir estratégias que façam sentido para a sua realidade e permitam que o trabalho aconteça de uma forma mais tranquila.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo seu relato, não é possível dizer qual condição pode explicar esses sintomas apenas por essa descrição. O que você relata merece uma avaliação cuidadosa, principalmente por envolver diferentes experiências ao longo da vida e por estar causando preocupação atualmente. Um bom ponto de partida é buscar um acompanhamento psicológico, para que o profissional possa compreender melhor como esses sintomas se apresentam, a frequência, o impacto na sua rotina e o contexto em que surgem. A partir dessa avaliação, caso seja percebida a necessidade de um tratamento combinado, o próprio psicólogo poderá encaminhá-lo para uma avaliação psiquiátrica. O mais importante é não tentar chegar a um diagnóstico sozinho, mas buscar uma investigação adequada para que você receba o cuidado mais indicado para o seu caso.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sinto muito que essa situação esteja te causando tanto sofrimento. Entendo que essa culpa ainda parece ocupar um lugar importante para você e acho que o primeiro passo é acolher esse sentimento, em vez de apenas tentar eliminá-lo. Talvez valha refletir que a culpa pelo que aconteceu no passado não necessariamente deixará de existir por completo ou deixará de atravessá-la em algum momento, mas isso não significa que ela precise permanecer com a intensidade que tem hoje. Quanto ao pensamento que você teve, é difícil afirmar, por uma mensagem, se ele está relacionado ao TOC ou se representa algum sentimento por essa pessoa. O que me parece mais importante é compreender o significado que você atribuiu a esse pensamento e como ele despertou essa culpa tão intensa. Acredito que esse seja um tema muito rico para ser explorado em psicoterapia, para que você possa construir formas de se relacionar com essa culpa de maneira menos dolorosa e menos presente do que ela tem sido hoje.


  • Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi

    Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
    Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Me parece muito importante levar essa dúvida para a terapia e dedicar um tempo para explorar esse tema. Antes, você passou muitos anos se reconhecendo a partir de um funcionamento marcado pela ansiedade e, agora, com o início da medicação e a melhora dos sintomas, pode estar vivendo um processo de se reconhecer de uma forma diferente. Essa estranheza merece ser compreendida, não apenas em relação aos efeitos da medicação, mas também ao significado que essa nova experiência tem para você. Vale refletir, junto da sua psicóloga, como tem sido a proporção desses efeitos no seu dia a dia, o que mudou na forma como você se percebe e como tem sido construir essa nova relação consigo mesma. Acredito que esse seja um tema muito importante de ser trabalhado em terapia, para que essa experiência possa ser integrada à sua história e vivida com mais tranquilidade.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Antes de tudo, sinto muito pela experiência que você teve com esse terapeuta. Imagino o quanto uma pergunta como a que ele fez pode ter sido dolorosa, principalmente em um momento em que você estava buscando ajuda e se mostrando vulnerável. Pelo que você relata, percebo o quanto essa situação tem despertado culpa, angústia e sofrimento em você. A orientação que posso te dar é que você busque um processo de psicoterapia com um profissional com quem se sinta acolhida e confortável para compartilhar as suas dores, os seus medos e as suas dúvidas, sem receio de ser julgada. Acredito que encontrar esse espaço de escuta pode ajudá-la a compreender o significado de tudo isso na sua história, na sua relação com a sexualidade e na forma como você tem vivido essas experiências. Espero que, desta vez, você encontre um profissional que possa caminhar ao seu lado com respeito, acolhimento e escuta.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, parece que existe uma angústia em torno do "e se...". Como teria sido se você não tivesse errado? E se tivesse mantido contato? E se essa relação tivesse seguido outro caminho? Esses questionamentos podem manter viva uma possibilidade que nunca chegou a ser vivida por completo. Às vezes, o pensamento constante sobre o que poderia ter sido dificulta acreditar e se envolver com o que existe no presente, o que pode acabar interferindo na forma como você vive seus relacionamentos atuais. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o significado que essa pessoa ainda ocupa na sua história e elaborar essas possibilidades que ficaram em aberto, para que elas não continuem determinando a forma como você se relaciona hoje.


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, mais do que lembrar dessas pessoas, parece importante olhar para o sentimento que essas lembranças despertam em você. Esse sentimento de pena merece atenção e pode estar relacionado ao significado que a morte tem para você, à forma como você se enxerga diante da finitude ou ao que essas pessoas representam na sua história. Talvez seja interessante refletir sobre o que faz surgir essa piedade quando você pensa nelas e o que essas lembranças comunicam sobre a sua própria experiência. A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender esses significados e elaborar os sentimentos que acompanham essas recordações.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Um acompanhamento psicológico pode ser um bom ponto de partida. Pelo que você descreve, pode ser importante compreender por que esse comportamento começou justamente após a gravidez da sua esposa, o que mudou nesse período e o que a pornografia passou a representar para você. Na psicoterapia, vocês poderão explorar por que isso se tornou uma necessidade e o que faz com que, sempre que surge uma oportunidade, você busque esse conteúdo. O objetivo não é apenas interromper o comportamento, mas compreender a função que ele exerce na sua vida e construir outras formas de lidar com o que está por trás dessa busca. Caso, ao longo do processo, seja identificada a necessidade de um tratamento combinado, o próprio psicólogo poderá orientá-lo sobre a possibilidade de uma avaliação psiquiátrica.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, não é possível afirmar se isso está relacionado à ansiedade, ao TOC ou a outra condição apenas com esse relato. O que chama atenção é o quanto essa culpa continua presente e o quanto existe uma necessidade de buscar repetidamente a confirmação de que seu parceiro realmente o perdoou. A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender de onde vem essa necessidade de confirmação, o que você espera ouvir do seu parceiro e se, de alguma forma, essa busca está mais relacionada à dificuldade de você mesmo elaborar e conviver com o que aconteceu. É possível construir uma relação diferente com essa culpa, não necessariamente fazendo com que ela desapareça, mas aprendendo a conviver com ela de uma forma que gere menos sofrimento e não conduza suas ações de maneira tão intensa.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    É possível, sim. Pelo que você descreve, talvez essa dificuldade em identificar quando está se apaixonando tenha relação com a forma como o afeto foi apresentado e vivido ao longo da sua história. Quando crescemos com pouco espaço para reconhecer, expressar ou receber afeto, pode ser mais difícil nomear e compreender esses sentimentos na vida adulta. Pode ser interessante começar a observar em quais outros momentos você percebe sensações parecidas, como esse sentimento se apresenta para você e o que muda na forma como pensa, sente e se relaciona quando gosta de alguém. Esse movimento de se conhecer pode ajudá-lo a identificar essas experiências com mais facilidade. A partir disso, você pode pensar em estratégias para se expor gradualmente às relações, respeitando o seu tempo, para que novas experiências afetivas possam ser construídas. Quanto à relação entre amar e ter força para seguir suas metas, um vínculo afetivo pode funcionar como fonte de apoio e motivação para algumas pessoas, mas ele não precisa ser a única sustentação da sua vida. Construir outros espaços de pertencimento, interesses e projetos também pode fortalecer esse movimento de seguir em frente.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Isso não é uma prática tão comum e pode variar bastante de acordo com a abordagem teórica e com a forma de trabalho de cada profissional. Alguns psicólogos utilizam materiais, exercícios ou registros para serem feitos entre as sessões, enquanto outros priorizam que esse trabalho aconteça principalmente durante os encontros terapêuticos. Se essa é uma estratégia que você acredita que poderia ajudá-lo a lidar com a ansiedade e a angústia nos dias em que não há sessão, vale a pena compartilhar isso com o seu psicólogo. A partir dessa conversa, vocês podem pensar juntos se esse recurso faz sentido para o seu processo e desenvolver estratégias que estejam alinhadas às suas necessidades e aos objetivos do acompanhamento.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    É justificável sentir esse aperto no coração e ansiedade ao mudar essa dinâmica familiar, pois a preocupação com uma mãe de 75 anos reflete a relação entre vocês. O primeiro passo agora é acolher o que você está sentindo, reconhecendo que essa transição gera medo para ambos, sem tentar reprimir a culpa. Entenda que haverá uma distância física, mas isso não significa um distanciamento afetivo, e se for da sua vontade, há outros modos de cuidado para se manter por perto. Você pode criar uma rotina de contatos diários por ligações, definir a frequência de visitas presenciais, mapear vizinhos ou parentes para uma rede de apoio local e usar tecnologias como câmeras ou dispositivos de emergência. Adaptar a casa para evitar quedas e organizar a rotina de saúde dela também são formas de cuidar mesmo estando em outra casa.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sinto muito pela sua perda. Pelo que você descreve, parece que você ainda está vivendo o luto pela perda da sua cachorra. Com a partida dela, também foram interrompidos muitos planos, expectativas e momentos que você imaginava viver ao lado dela, como vê-la envelhecer com você. É natural que isso gere tristeza e que situações como ver outros cachorros despertem essa dor. Talvez, neste momento, mais do que tentar se conformar rapidamente, seja importante acolher o que você está sentindo. Permita-se lembrar dela, falar sobre ela, pensar nos momentos que viveram juntos e celebrar o tempo que compartilharam. Isso pode ajudar, aos poucos, na elaboração dessa perda. A culpa também costuma aparecer no luto, mas vale lembrar que ela nem sempre significa que realmente havia algo mais que poderia ter sido feito. Se perceber que esse sofrimento continua muito intenso e tem dificultado sua vida, a psicoterapia pode oferecer um espaço de acolhimento e elaboração dessa despedida.


Perguntas frequentes

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