Perguntas do paciente (1175)
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum sentir que tudo depende de você, principalmente quando existe uma tendência a assumir muitas responsabilidades. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que, embora muitas coisas realmente dependam das nossas escolhas e atitudes, muitas outras fogem completamente do nosso controle. Talvez seja interessante se perguntar, diante de cada situação: "o que, de fato, depende de mim e o que não depende?". A partir dessa diferenciação, fica mais fácil compreender qual responsabilidade cabe a você assumir e o que pertence às circunstâncias ou às escolhas de outras pessoas. Esse exercício pode ajudar a diminuir o peso de tentar controlar tudo e tornar a relação com as dificuldades um pouco mais leve.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, afinal, existe a perda de um vínculo, de planos, expectativas e de uma forma de viver que fazia parte da sua rotina. Não existe um passo a passo para superar essa dor ou um tempo determinado para que ela passe. Inicialmente, pode ser importante acolher o que você está sentindo, sem tentar apressar esse processo. Aos poucos, vale a pena se perguntar o que poderia ajudá-lo a se sentir melhor e o que, para você, significaria ter superado esse término. Essas respostas costumam ser muito particulares e podem orientar a construção de novos caminhos. Caso esse sofrimento esteja intenso ou persistente, a psicoterapia também pode ser um espaço importante para elaborar essa experiência e compreender o significado que essa relação teve na sua vida.
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perder objetos de infância sem a sua autorização pode ser uma experiência muito dolorosa, principalmente quando eles carregavam lembranças, histórias e significados importantes para você. Talvez seja interessante pensar sobre qual valor esses objetos tinham na sua vida, o que eles representavam e como você se sentiu ao perceber que foram perdidos sem que você fosse consultado. Às vezes, o sofrimento não está apenas na perda dos objetos, mas também na sensação de que algo importante foi decidido sem que você pudesse participar. Dar espaço para compreender o significado dessa perda pode ajudar na elaboração do que aconteceu e na forma como você tem vivido essa tristeza.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não precisa ter vergonha do que está sentindo. Pelo seu relato, parece existir um sofrimento muito intenso relacionado às interações sociais, e isso pode estar relacionado ao que chamamos de ansiedade social ou fobia social. Digo isso como uma hipótese a partir do que você descreveu, mas não é possível fechar um diagnóstico sem uma avaliação adequada, já que eu não acompanho o seu caso. O mais importante é que essas dificuldades que você relata são reais e têm causado prejuízos na sua vida, principalmente no campo profissional e na forma como você se relaciona com as pessoas. Buscar um psicólogo pode ser um caminho importante para compreender melhor o que acontece nesses momentos e construir, junto com o profissional, estratégias para que você consiga se aproximar das situações sociais de uma forma mais confortável, respeitando o seu tempo e a sua realidade. O objetivo não é transformar você em outra pessoa, mas ajudá-la a lidar com essa ansiedade para que ela não limite tanto as possibilidades da sua vida.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você já perceber que isso tem impactado seus relacionamentos e até sua vida profissional é um passo importante. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o que faz com que seja tão importante defender aquilo que faz sentido para você. O que você busca quando insiste em estar certo? O que acontece se a opinião do outro prevalecer? Refletir sobre essas questões pode ajudá-lo a entender a função que esse comportamento exerce na sua vida. A partir desse entendimento, é possível construir outras formas de lidar com os conflitos, sem que você precise abrir mão das suas opiniões, mas também sem que elas se tornem um obstáculo para as suas relações.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, parece que essa angústia está muito relacionada à forma como você tem se relacionado com o tempo. Mais do que as conquistas em si, o sofrimento parece estar na ideia de que elas acontecerão "tarde demais". Talvez seja interessante refletir sobre o que representa, para você, conquistar algo em determinada idade e não em outra. O que faz com que esse tempo até a conquista seja vivido como um problema? O que você imagina que perderia ao chegar aos 35 ou 40 anos? Também pode ser importante pensar sobre como você pretende viver após alcançar essas metas, já que, se a vida só puder começar depois das conquistas, existe o risco de desvalorizar tudo o que acontece até lá. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor essa relação com o tempo, com as expectativas e com a motivação, para que suas metas continuem fazendo sentido sem que a idade se torne o único critério para avaliar o valor da sua trajetória.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível, mas isso vai depender da disposição de ambos em reconhecer o que aconteceu, assumir a própria participação nos conflitos e se comprometer com as mudanças necessárias. Em muitos casos, a terapia de casal pode ser um espaço importante para trabalhar essas questões, favorecer o diálogo e construir novas formas de se relacionar. No entanto, também é preciso que o próprio casal reflita se acredita que esse respeito ainda pode ser reconstruído e se ambos desejam investir nessa relação. Não existe uma resposta que sirva para todos os casais, porque essa possibilidade depende da história, do grau de desgaste e, principalmente, do comprometimento de cada um com o processo de mudança.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, parece importante olhar para a forma como esse relacionamento tem impactado o seu humor. Você relata que, em alguns momentos, sente que não consegue expressar o que pensa, que precisa "pisar em ovos" para falar e que já se sentiu muito triste por perceber que seus sentimentos não foram validados. É possível que essas experiências estejam contribuindo para esse sofrimento, por isso vale a pena se perguntar se essa tristeza está relacionada a algo que de fato vem acontecendo na relação ou se ela também pode estar sendo atravessada por outras questões da sua história e acabando sendo projetada nesse relacionamento. A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender melhor esses sentimentos, reconhecer o que eles estão comunicando e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo mesma e com o outro.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma resposta que apenas você poderá construir, porque envolve aquilo que faz sentido para a sua história, para a relação que vocês construíram e para o que ainda é possível entre vocês. Talvez valha a pena se perguntar: "Você ainda acredita que essa relação pode ser reconstruída? Existe disponibilidade de ambas as partes para reconhecer dificuldades e investir em mudanças?". Quando um relacionamento passa a provocar sofrimento intenso e prejuízos importantes para a qualidade de vida de quem está envolvido, é um sinal de que essa situação merece atenção. A terapia pode ser um espaço importante para ajudá-lo a refletir sobre essas questões, compreender o que ainda cabe nessa relação, quais são os seus limites e quais possibilidades existem para o seu caso, sem partir de respostas prontas. Esse processo também pode ajudá-lo a pensar no impacto que essa dinâmica tem tido sobre você, sua esposa e seus filhos, favorecendo uma decisão mais consciente e alinhada com aquilo que você deseja construir para a sua vida.
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, parece que você está lidando com uma frustração e uma quebra de expectativa em relação a algo que se tornou muito significativo para você. É compreensível que isso gere tristeza, principalmente quando esse grupo ocupou um lugar importante na sua rotina e no seu bem-estar. Isso pode passar, mas também depende de como você atravessa esse momento e do que faz enquanto essa dor ainda está presente. Se hoje sua vida social está mais restrita, é possível que esse vínculo tenha ganhado ainda mais espaço e importância, tornando essa sensação de perda mais intensa. Talvez seja interessante pensar no que esse grupo representava para você e no que essa possível interação simbolizava, para além do encontro em si. Caso perceba que esse sofrimento está persistindo e afetando sua qualidade de vida, buscar um acompanhamento psicológico pode ajudá-lo a elaborar essa frustração, compreender o significado dessa experiência e construir outras formas de se conectar com pessoas e com atividades que também façam sentido para você.
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Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã
Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma forma de diferenciar é tentar olhar para os dados de realidade que você tem sobre a situação. Perguntar a si mesmo: "O que, de fato, indica que estou em perigo agora? Existe alguma evidência concreta de que algo ruim está prestes a acontecer ou essa sensação está sendo sustentada principalmente pela ansiedade?". Quando estamos ansiosos, é comum que o cérebro passe a interpretar situações neutras como ameaçadoras e permaneça em estado de alerta, como se um perigo pudesse surgir a qualquer momento. Já um risco real costuma estar acompanhado de elementos objetivos que justificam a necessidade de agir. Se essa sensação de alerta constante tem sido frequente e difícil de controlar, a psicoterapia pode ajudar você a reconhecer esses padrões, analisar com mais clareza os dados de realidade e construir uma relação diferente com a ansiedade, para que ela não conduza suas interpretações e decisões de forma tão intensa.
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Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?
Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O controle parental digital pode ser uma ferramenta importante, principalmente quando falamos de crianças e adolescentes, que estão expostos a uma grande quantidade de conteúdos e interações que nem sempre conseguem compreender ou manejar sozinhos. Nesse sentido, a presença e o acompanhamento dos responsáveis ajudam a proteger e orientar esse uso. Mais do que apenas controlar, o ideal é que esse acompanhamento venha acompanhado de diálogo e conscientização, para que a criança ou o adolescente aprenda a utilizar a internet de forma mais segura, crítica e responsável, desenvolvendo autonomia de maneira gradual conforme sua idade e maturidade.
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Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando o
Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando os problemas é normal? Isso é considerado uma questão comportamental ou não ? Existe algum medicamento que ajude ou o tratamento é apenas terapia? Há possibilidade de melhora ou até de "cura"? Em quanto tempo isso costuma acontecer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade para lidar com as emoções, com a pressão do dia a dia ou até mesmo a tendência a catastrofizar algumas situações pode acontecer e, por si só, não significa necessariamente que exista um transtorno mental. O mais importante é compreender a intensidade, a frequência e o quanto isso tem impactado a sua qualidade de vida. A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, oferecendo um espaço para compreender como essas reações foram construídas e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com elas quando surgirem. Isso não significa que elas deixarão de existir completamente, já que emoções e dificuldades fazem parte da experiência humana, mas é possível transformar a relação que você estabelece com elas, fazendo com que causem menos sofrimento e interfiram menos na sua vida. Em alguns casos, quando os sintomas são mais intensos ou persistentes, também pode ser indicada uma avaliação psiquiátrica para verificar a necessidade de um tratamento combinado. Quanto ao tempo de melhora, não existe um prazo que sirva para todas as pessoas, pois isso depende da história de vida, da intensidade do sofrimento, do comprometimento com o tratamento e das particularidades de cada caso.
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"Quais critérios psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos devem ser considerado
"Quais critérios psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos devem ser considerados na decisão clínica de encaminhamento psiquiátrico no contexto psicoterapêutico?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Apesar da pergunta trazer referenciais psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos, na minha prática clínica fenomenológico-existencial a decisão de encaminhamento para o psiquiatra não se apoia em critérios fechados de uma única abordagem, mas na compreensão global do modo como o sofrimento se apresenta e se sustenta na experiência do paciente ao longo do processo terapêutico. Ainda assim, é possível reconhecer que diferentes campos oferecem contribuições importantes para essa decisão, como a leitura de conflitos psíquicos mais intensos e estruturais, a observação de padrões cognitivos e comportamentais rigidamente disfuncionais e a identificação de possíveis comprometimentos de funções como atenção, memória, organização do pensamento e regulação emocional. Na prática clínica, esses elementos são considerados de forma integrada, sempre articulados ao impacto que produzem na vida cotidiana do paciente e ao grau de sofrimento envolvido. O encaminhamento psiquiátrico pode ser indicado quando há intensificação importante do sofrimento, prejuízos funcionais significativos ou suspeita de que uma avaliação médica possa contribuir para uma compreensão mais ampla do quadro e, se necessário, para suporte medicamentoso. Nessa perspectiva, a decisão é construída de forma ética e conjunta com o paciente, entendendo o encaminhamento como parte de um cuidado ampliado e não restrito a uma única leitura teórica do caso.
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"Em que condições clínicas, considerando comprometimentos cognitivos, neurocomportamentais e suspeit
"Em que condições clínicas, considerando comprometimentos cognitivos, neurocomportamentais e suspeita de disfunção neurobiológica, o psicólogo deve encaminhar o paciente para avaliação psiquiátrica?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Apesar da pergunta estar formulada a partir de uma perspectiva mais descritiva e neurobiológica, na minha prática clínica fenomenológico-existencial o encaminhamento para avaliação psiquiátrica não se baseia apenas em categorias ou sinais isolados, mas no modo como o funcionamento da pessoa vai se apresentando ao longo do processo terapêutico e no impacto disso na sua vida cotidiana. O encaminhamento pode ser considerado quando há comprometimentos significativos da atenção, memória, raciocínio ou organização do pensamento que interferem no funcionamento global, quando há alterações importantes no comportamento, como desorganização, impulsividade acentuada ou perda de contato com a realidade, ou ainda quando há suspeita de que fatores neurobiológicos possam estar contribuindo de forma relevante para o quadro clínico. Também se faz necessário quando o sofrimento ou a desorganização psíquica ultrapassam a possibilidade de manejo apenas psicoterapêutico naquele momento e pode haver indicação de uma avaliação médica mais aprofundada e, eventualmente, de suporte medicamentoso. Nesses casos, o encaminhamento é compreendido como parte do cuidado integral, construído de forma ética e conjunta com o paciente, visando ampliar a compreensão do quadro e favorecer melhores condições de tratamento.
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Quais são os critérios clínicos para o encaminhamento de pacientes ao psiquiatra na prática psicológ
Quais são os critérios clínicos para o encaminhamento de pacientes ao psiquiatra na prática psicológica, considerando as perspectivas da Psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da Neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Apesar da pergunta mencionar diferentes abordagens, vou responder como isso acontece na minha prática clínica fenomenológico-existencial. Nessa perspectiva, o encaminhamento ao psiquiatra não é pensado a partir de critérios rígidos ou protocolos fixos, mas a partir do que vai se revelando ao longo do processo terapêutico na experiência concreta da pessoa. É no próprio acompanhamento, na forma como o sofrimento se apresenta, se sustenta e impacta a vida do paciente, que pode surgir a necessidade de um cuidado combinado. De modo geral, o encaminhamento pode ser considerado quando há um sofrimento psíquico intenso e persistente que compromete significativamente o funcionamento cotidiano, quando existe risco à integridade do paciente ou quando o sofrimento ultrapassa a possibilidade de manejo apenas pela psicoterapia naquele momento. Também pode ocorrer quando há necessidade de avaliação médica para possível suporte farmacológico, que ajude a estabilizar o quadro e favoreça o trabalho psicoterapêutico. Nessa abordagem, essa decisão não é tomada de forma automática, mas construída junto ao paciente, respeitando sua singularidade e entendendo o encaminhamento como uma ampliação do cuidado, em que diferentes profissionais podem atuar de forma complementar.
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Como o terapeuta constrói pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) dentr
Como o terapeuta constrói pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) dentro do setting clínico?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O terapeuta contribui para a construção do pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) dentro do setting clínico por meio do vínculo terapêutico. É nessa relação, construída de forma gradual, baseada em confiança, acolhimento e respeito, que o paciente pode vivenciar uma experiência de pertencimento. A partir desse vínculo, terapeuta e paciente constroem juntos reflexões e estratégias que possam ser levadas para além da clínica, respeitando o tempo, as possibilidades e o momento de cada pessoa. O setting terapêutico, portanto, pode se tornar um espaço seguro para experimentar novas formas de se relacionar e fortalecer a sensação de pertencimento.
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Como a fenomenologia descreve a experiência subjetiva do não pertencimento social no Transtorno de P
Como a fenomenologia descreve a experiência subjetiva do não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva fenomenológica, a experiência subjetiva do não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendida não apenas como um sintoma, mas como uma forma de vivência do mundo e das relações. O que se destaca não é somente o comportamento, mas o modo como a pessoa se sente situada no mundo e diante do outro. Frequentemente, essa experiência pode ser descrita como uma sensação persistente de inadequação, instabilidade nas relações e dificuldade em sustentar um sentimento contínuo de vínculo e reconhecimento pelo outro. O pertencimento pode ser vivido de forma oscilante, ora com intensa necessidade de conexão, ora com sensação de afastamento ou rejeição iminente, o que pode gerar sofrimento significativo e insegurança nas relações. A fenomenologia, nesse sentido, busca compreender essa experiência a partir do vivido da pessoa, sem reduzi-la apenas a categorias diagnósticas, mas entendendo como esse não pertencimento se constitui na relação com o mundo, com os outros e consigo mesma.
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Como o psicólogo ajuda na construção de pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderli
Como o psicólogo ajuda na construção de pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psicólogo pode ajudar na construção do pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ao longo de todo o processo terapêutico, oferecendo um espaço seguro para compreender as dificuldades que o paciente vivencia em suas relações. Juntos, psicólogo e paciente podem pensar em estratégias que façam sentido para a sua realidade, respeitando seu tempo, seus limites e o que ele se sente confortável para experimentar. Aos poucos, esse trabalho pode favorecer a construção de vínculos mais satisfatórios e o fortalecimento da sensação de acolhimento e pertencimento, sem que o paciente precise se expor além do que consegue sustentar naquele momento.
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Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p
Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso vai depender muito da intenção com que esse comportamento acontece. Se a pessoa morde o próprio lábio com a intenção de se machucar, esse comportamento pode ser compreendido dentro de um contexto de autolesão. Porém, quando isso acontece como uma forma de aliviar, distrair ou lidar com a ansiedade, não necessariamente terá o mesmo significado, embora ainda mereça atenção. Como você relata que faz isso para lidar com a ansiedade e com a falta de motivação, talvez seja importante buscar outras estratégias que possam ajudá-lo a enfrentar essas dificuldades sem recorrer a um comportamento que pode causar lesões ou se tornar um hábito prejudicial. O acompanhamento psicológico pode ser um espaço importante para compreender o que esse ato representa para você e construir formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade e com o sofrimento que está vivenciando.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…