Perguntas do paciente (640)
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Perdi minha mãe há 2 meses. Sinto um buraco no peito, boca seca, muitondesanimo pela vida. As veze
Perdi minha mãe há 2 meses. Sinto um buraco no peito, boca seca, muitondesanimo pela vida.
As vezes acho que estou louca, só lembro das coisas ruins que aconteceram. Tenho tido crises.
Sinto formigamento nas mãos . Uma sensação q a qq momento tb vou morrer.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito pela perda da sua mãe. Dois meses é um tempo muito recente para uma perda tão significativa, e o que você está descrevendo pode fazer parte de um processo de luto intenso.
Esse “buraco no peito”, o desânimo, a dificuldade de lembrar de coisas boas e o foco em lembranças dolorosas podem acontecer quando o luto ainda está muito ativo. Em momentos assim, o cérebro e o corpo podem entrar em um estado de grande sobrecarga emocional, o que também pode explicar sintomas físicos como boca seca, formigamento, crises de ansiedade e a sensação de que algo muito ruim pode acontecer.
Isso não significa que você esteja “louca”. Significa que você está em sofrimento. O luto pode desorganizar bastante as emoções, a sensação de segurança e até a forma como pensamos, principalmente nos primeiros meses.
Algo importante de observar é que, quando a ansiedade e o luto se intensificam, é comum a mente ficar mais presa em lembranças negativas ou em cenários de medo. Isso não é um retrato fiel da realidade, mas sim um efeito do estado emocional em que você está.
Você não precisa passar por isso sozinha. Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a atravessar esse momento com mais suporte, espaço para elaborar a perda e também para reduzir a intensidade dessas crises. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser útil, especialmente se os sintomas estiverem muito intensos ou prejudicando seu funcionamento diário.
Apesar de tudo isso ser muito difícil, o luto tende a mudar de forma com o tempo, e o sofrimento não permanece sempre no mesmo nível.
Se em algum momento você sentir que as crises estão muito fortes ou que não está conseguindo se manter segura, busque ajuda imediatamente com um serviço de saúde ou alguém de confiança.
Estou aqui com você nesse momento difícil.
Espero ter ajudado.
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Não estou tendo fome , chego a fica 24h sem comer sem ter ânimo, estou emagrecendo , os médicos acha
Não estou tendo fome , chego a fica 24h sem comer sem ter ânimo, estou emagrecendo , os médicos acha que estou com tireoide. Não tenho ânimo nem pra ficar com meu namorado e principalmente família, vivo no meu quarto trancada sem ver a luz do dia , não tem um dia que eu não choro por palavras de pessoas. Minha mãe passou a me cobrar muito mais quanto fui demitida do meu trabalho , vive me pressionando , sempre joga na cara que eu não sirvo. Já tomei vários remédios pensando em me mata . Não me sinto feliz com nada me sinto uma Inútil. Não sou satisfeito com meu corpo e nem com minha aparência
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por tudo isso.
Pelo que você descreve, o seu sofrimento parece ser muito intenso e está afetando praticamente todas as áreas da sua vida. Você relata perda de apetite, emagrecimento, isolamento, falta de ânimo, choro frequente, sentimentos de inutilidade, insatisfação com o próprio corpo e, além disso, conta que já tomou vários remédios pensando em tirar a própria vida. Esse último ponto merece um cuidado especial.
Embora a investigação da tireoide seja importante, pois alterações hormonais podem causar sintomas como cansaço, desânimo e mudanças no peso, ela não explica, por si só, todo o sofrimento emocional que você está descrevendo. Independentemente do resultado dos exames, acredito que você também precisa de uma avaliação em saúde mental o quanto antes.
Os sentimentos de desesperança, a perda de interesse pelas pessoas que você ama, o isolamento e os pensamentos de morte podem estar presentes em quadros como a depressão, mas somente uma avaliação com um psicólogo e um psiquiatra poderá compreender exatamente o que está acontecendo e indicar o tratamento mais adequado.
Também me chamou atenção a forma como você descreve a relação com sua mãe. Ouvir repetidamente que você "não serve" ou sentir-se constantemente pressionada pode aumentar muito o sofrimento de alguém que já está emocionalmente fragilizado. Nenhuma pessoa deveria enfrentar esse tipo de dor sozinha.
Como você relata já ter tentado tirar a própria vida anteriormente, gostaria de lhe pedir que leve esses pensamentos muito a sério. Se eles voltarem ou se você sentir que está em risco de agir novamente, procure ajuda imediatamente. Conte a alguém de confiança o que está acontecendo e procure um serviço de urgência ou emergência em saúde. No Brasil, você também pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo telefone 188, que funciona 24 horas por dia, para conversar com um voluntário enquanto busca atendimento.
Quero destacar uma coisa importante: a forma como você está se sentindo hoje não define quem você é. Quando uma pessoa está vivendo um sofrimento intenso, é comum que passe a enxergar a si mesma apenas pelos próprios defeitos e pela dor que está sentindo. Isso pode fazer parecer que não existe saída, mas existem tratamentos eficazes, e muitas pessoas conseguem recuperar a vontade de viver mesmo quando, em determinado momento, acreditavam que isso não seria possível.
Você merece receber ajuda e não precisa enfrentar tudo isso sozinha.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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é normal imaginar cenários falsos ou a vida de outras pessoas?
é normal imaginar cenários falsos ou a vida de outras pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso pode ser normal.
Imaginar cenários, situações hipotéticas ou até “vidas alternativas” é algo que faz parte do funcionamento comum da mente humana. O cérebro tem uma capacidade natural de simular experiências — isso aparece quando planejamos o futuro, lembramos do passado ou criamos possibilidades na imaginação.
Muitas pessoas também imaginam a vida de outras pessoas ou constroem cenários fictícios como forma de compreender situações sociais, se proteger de incertezas ou simplesmente por hábito mental.
O ponto importante é observar o impacto disso na sua vida. Quando essas imaginações:
são pontuais e não causam sofrimento, geralmente fazem parte do funcionamento normal da mente;
começam a ser frequentes, invasivas, difíceis de controlar ou geram ansiedade, culpa ou confusão, podem estar associadas a quadros de ansiedade, ruminação ou até pensamentos obsessivos.
Em alguns casos, a mente pode ficar mais “ativa” e criativa justamente em momentos de estresse ou ansiedade, o que aumenta a tendência de criar cenários mentais de forma repetitiva.
Se isso estiver te causando sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a entender por que esses pensamentos estão surgindo com tanta frequência e a desenvolver uma relação mais leve com eles, sem necessidade de tentar eliminá-los à força.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Minha filha tem 13 anos, ela começou a tremer as mãos e não consegue se controlar, isso acontece qua
Minha filha tem 13 anos, ela começou a tremer as mãos e não consegue se controlar, isso acontece quase todos os dias. E já desmaiou duas vezes e as mãos,pés e boca atrofiaram. Levei no hospital disseram q era crise de ansiedade, fizeram exames do coração e deu tudo normal. É normal esses sintomas numa crise de ansiedade???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, alguns dos sintomas que você descreve podem ocorrer durante uma crise de ansiedade, principalmente quando há uma hiperventilação (respiração muito rápida ou profunda). Nesses momentos, é comum surgirem tremores, formigamentos ou sensação de endurecimento das mãos, dos pés e ao redor da boca, além de tontura e, em algumas situações, até desmaios.
Como ela já foi avaliada no hospital e os exames cardíacos estavam normais, isso é um dado tranquilizador. No entanto, pelo fato de os episódios estarem acontecendo quase todos os dias e ela ter apenas 13 anos, acredito que seja importante dar continuidade à investigação e ao acompanhamento.
A ansiedade pode se manifestar de forma bastante intensa na adolescência, mas antes de atribuir todos os sintomas exclusivamente a ela, é importante que a sua filha seja acompanhada pelo pediatra ou por um neuropediatra, caso ainda não tenha sido avaliada, para verificar se há necessidade de investigar outras possíveis causas.
Paralelamente, considero muito importante que ela seja acompanhada por um psicólogo. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender o que desencadeia essas crises, aprender estratégias para lidar com a ansiedade e reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas. Dependendo da avaliação, um psiquiatra infantil também poderá orientar se há necessidade de algum tratamento medicamentoso.
Quanto mais cedo ela receber o acompanhamento adequado, maiores são as chances de controlar esses sintomas e evitar que a ansiedade passe a interferir ainda mais na rotina dela.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Porque eu sinto uma sensação de que ninguém gosta de mim? eu sinto que toda coisa que eu faço tá err
Porque eu sinto uma sensação de que ninguém gosta de mim? eu sinto que toda coisa que eu faço tá errado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A sensação de que ninguém gosta de você e de que tudo o que faz está errado pode ser muito dolorosa. No entanto, é importante lembrar que sentir algo com muita intensidade não significa necessariamente que isso corresponda à realidade.
Quando estamos passando por períodos de sofrimento emocional, ansiedade, baixa autoestima, depressão ou experiências repetidas de crítica e rejeição, é comum que nossa atenção fique mais voltada para sinais que parecem confirmar a ideia de que não somos aceitos ou valorizados. Com isso, elogios, demonstrações de carinho e evidências contrárias podem acabar sendo minimizados ou ignorados.
Também pode acontecer de a pessoa desenvolver um padrão de autocrítica muito rígido, avaliando a si mesma por critérios que dificilmente aplicaria a outras pessoas. Nesses casos, qualquer erro, falha ou imperfeição passa a ser interpretado como prova de que há algo errado consigo.
Uma pergunta que pode ser útil é: quais evidências concretas mostram que ninguém gosta de você? E quais evidências apontam para uma direção diferente? Muitas vezes, percebemos que a sensação é muito forte, mas as evidências são mais complexas do que parecem à primeira vista.
Se esse sentimento tem sido frequente ou está causando sofrimento significativo, conversar com um psicólogo pode ajudá-lo(a) a compreender melhor essas experiências e a construir uma relação mais gentil consigo mesmo(a).
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá! Não sei mais como descrever, já faz dias que tô com a sensação de falta de ar, como se eu preci
Olá! Não sei mais como descrever, já faz dias que tô com a sensação de falta de ar, como se eu precisasse sempre respirar mais fundo, e tenho medo constante de ir a um médico e isso ser um problema e eu morrer, tô com um certo pavor na verdade, toda hora eu meço minha pressão arterial ( tenho o equipamento em casa) pois tô sempre com medo e isso tá me deixando doida. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve pode estar muito relacionado à ansiedade, especialmente quando existe uma sensação persistente de falta de ar, necessidade de “respirar fundo”, medo constante de algo grave acontecer e o hábito de ficar checando a pressão arterial repetidamente.
Na ansiedade, o sistema nervoso fica em estado de alerta, e isso pode alterar a forma como a respiração é percebida. Muitas pessoas passam a prestar atenção demais no ato de respirar ou começam a sentir que o ar não está “suficiente”, mesmo que a oxigenação esteja normal. Isso aumenta ainda mais a ansiedade e cria um ciclo difícil de interromper.
O mesmo acontece com o medo de estar doente: quanto mais a pessoa tenta garantir que está tudo bem (como medir a pressão várias vezes), mais atenção ela dá às sensações do corpo, e isso aumenta a percepção de perigo. A checagem até pode trazer alívio momentâneo, mas a longo prazo tende a manter o ciclo da ansiedade ativo.
Ainda assim, é importante não ignorar completamente os sintomas físicos. Sempre que eles são novos, intensos ou persistentes, uma avaliação médica pode ser importante para descartar causas clínicas. No seu caso, porém, o padrão que você descreve medo constante, checagem repetitiva e preocupação intensa com doença é muito característico de um ciclo ansioso.
O acompanhamento psicológico pode te ajudar bastante a entender esse funcionamento, reduzir o medo das sensações físicas e diminuir esse comportamento de checagem que acaba alimentando a ansiedade. Em alguns casos, uma avaliação com psiquiatra também pode ser útil, dependendo da intensidade do sofrimento.
Você não está “ficando doida” você está em um estado de ansiedade elevado que está sobrecarregando seu corpo e sua mente. E isso tem tratamento.
Espero ter ajudado.
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sou o Felipe e queria saber como ajudar uma amiga que tem bulimia?
queria saber como ajudar uma amiga que tem bulimia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É muito importante que você esteja buscando formas de ajudá-la. Ter uma pessoa acolhedora ao lado pode fazer bastante diferença para alguém que está enfrentando um transtorno alimentar.
Em primeiro lugar, procure oferecer um espaço de escuta sem julgamentos. Muitas pessoas com bulimia sentem vergonha, culpa ou medo de serem criticadas, o que pode dificultar que falem sobre o que estão vivendo. Às vezes, ouvir com interesse genuíno e validar o sofrimento é mais útil do que tentar encontrar soluções imediatas.
Também é importante evitar comentários sobre peso, corpo, aparência ou quantidade de comida, mesmo que sejam feitos com boa intenção. O foco deve estar em como ela está se sentindo, e não em sua aparência.
Se ela ainda não estiver em tratamento, você pode incentivá-la, com delicadeza, a buscar ajuda profissional. A bulimia é um transtorno que costuma responder melhor a um acompanhamento especializado, geralmente envolvendo um psicólogo e, em muitos casos, um nutricionista e um psiquiatra, dependendo da gravidade do quadro e da presença de outros sintomas, como ansiedade ou depressão.
Ao mesmo tempo, tente não assumir a responsabilidade de "salvá-la". É natural querer ajudar alguém de quem gostamos, mas a recuperação depende de um processo terapêutico e das escolhas da própria pessoa. Seu papel é o de apoio, não o de terapeuta.
Se você perceber que ela apresenta sinais de agravamento, como episódios muito frequentes de compulsão e comportamentos compensatórios, desmaios, fraqueza intensa, vômitos repetidos ou se ela demonstrar desesperança profunda ou falar sobre machucar a si mesma, é importante incentivá-la a procurar atendimento imediatamente e, se necessário, comunicar alguém de confiança que possa ajudá-la.
Uma frase simples como: "Percebo que você está sofrendo e me preocupo com você. Se quiser, posso te acompanhar na busca por ajuda" costuma ser mais acolhedora do que insistir para que ela "pare" com o comportamento.
O fato de você estar procurando entender como ajudá-la já demonstra cuidado e preocupação. Muitas vezes, saber que existe alguém disposto a ouvir sem julgar é um passo importante para que a pessoa aceite buscar tratamento.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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A algum tempo atrás vinha tendo muitas crises existenciais, por conta de está na igreja, e não acred
A algum tempo atrás vinha tendo muitas crises existenciais, por conta de está na igreja, e não acreditar mais em deuses. Comecei a me sentir mal e contei para meus pais sobre meu ateismo, eles ficaram chocados pois também eram religiosos, mas mesmo assim me aceitaram, pois sou de menor (16 anos). Mas depois de 1 ano, vejo que perdi o gosto da vida, não é depressão pois não me sinto triste, só tenho um sentimento as vezes que tanto faz eu viver ou não, fico insegura com meu futuro, mas não vejo muita vantagem em viver nesse mundo, tipo namorar, se divertir com amigos. Vejo isso só como fases da vida que irão passar e pronto, a pessoa morre. Me sinto aflita sobre isso porque não me sinto triste, só sem esperança e perda de gosto em viver, pra quê?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo seu relato, parece que você passou por uma mudança muito importante na forma como compreende o mundo. Deixar de acreditar em uma religião, especialmente quando ela ocupava um lugar significativo na sua vida e na sua família, pode desencadear uma verdadeira crise de sentido. Para muitas pessoas, isso não envolve apenas mudar uma crença, mas também reconstruir respostas para perguntas como: "Qual é o sentido da minha vida?", "Por que continuar vivendo?" e "O que realmente importa para mim?".
É importante destacar que isso, por si só, não significa necessariamente que você esteja com depressão. No entanto, o fato de você dizer que perdeu o gosto pela vida, sente pouca esperança e frequentemente pensa que "tanto faz viver ou não" merece atenção. Esses sentimentos podem estar presentes em diferentes situações, incluindo crises existenciais, mas também podem fazer parte de um quadro depressivo, mesmo que a tristeza não seja o sintoma predominante.
Outro ponto que me chamou atenção é que você não diz querer morrer, mas questiona o motivo de viver. Essa diferença é importante. Muitas pessoas passam por momentos em que deixam de encontrar sentido nas coisas, e isso pode gerar uma sensação de vazio ou de falta de direção. Felizmente, esse tipo de sofrimento pode ser trabalhado em psicoterapia.
Na sua idade, é natural que existam questionamentos sobre identidade, valores e propósito. Porém, quando essas reflexões passam a trazer desesperança e fazem com que a vida pareça perder o valor, vale a pena procurar um psicólogo. A terapia não tem o objetivo de convencer você a acreditar ou deixar de acreditar em alguma religião, mas de ajudá-la a construir um sentido de vida que seja coerente com quem você é hoje e com aquilo que considera importante.
Também gostaria de destacar algo positivo no seu relato: você contou aos seus pais sobre sua mudança de crença e, apesar do choque inicial, eles a aceitaram. Isso sugere que você não está completamente sozinha e pode contar com eles nesse momento.
Por fim, como você menciona que às vezes sente que "tanto faz viver ou não", considero importante conversar sobre isso com um adulto de confiança e buscar uma avaliação psicológica. Quanto mais cedo esse sofrimento for acolhido, maiores são as chances de compreender o que está acontecendo e encontrar caminhos para recuperar o interesse pela vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ola! Bom do nada eu começo a sentir um aperto no peito, uma agustia de imediato n consigo chorar mai
Ola! Bom do nada eu começo a sentir um aperto no peito, uma agustia de imediato n consigo chorar mais depois vai apertando mais e mais e mais ate que eu choro, isso é crise de ansiedade ou so angustia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, é difícil afirmar exatamente o que está acontecendo sem uma avaliação mais aprofundada, mas tanto a ansiedade quanto estados intensos de angústia podem se manifestar dessa forma.
A sensação de aperto no peito, um desconforto emocional que cresce aos poucos e culmina em choro é algo que muitas pessoas relatam quando estão passando por períodos de sofrimento emocional. Às vezes, a emoção surge antes mesmo de a pessoa conseguir identificar claramente o que está sentindo ou o que desencadeou aquele estado.
Quando está relacionada à ansiedade, essa experiência costuma vir acompanhada de outras manifestações, como preocupação excessiva, sensação de alerta, medo de que algo ruim aconteça, aceleração dos pensamentos ou sintomas físicos como tremores, falta de ar e palpitações. Já em outros casos, o aperto no peito pode estar mais ligado a sentimentos de tristeza, sobrecarga emocional, luto, conflitos pessoais ou emoções que vêm sendo carregadas há algum tempo.
Do ponto de vista clínico, talvez a pergunta mais importante não seja se é "ansiedade" ou "apenas angústia", mas compreender o que esse aperto está comunicando sobre sua experiência emocional. Muitas vezes, o choro aparece justamente quando a emoção atinge um ponto em que não consegue mais ser contida.
Se isso tem acontecido com frequência, está causando sofrimento ou interferindo na sua rotina, vale a pena buscar acompanhamento psicológico. A terapia pode ajudar a identificar os contextos em que essas crises surgem, compreender sua função e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com elas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Mesmo estando tudo bem em um relacionamento ou algo do tipo, uma pessoa fica procurando problema em
Mesmo estando tudo bem em um relacionamento ou algo do tipo, uma pessoa fica procurando problema em tudo, seja em ações ou palavras. É exagerada e dramática. O que pode ser isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O comportamento que você descreve pode ter diversas explicações, e não é possível determinar uma causa específica apenas com base nessa informação.
Em alguns casos, quando uma pessoa está constantemente procurando sinais de problema, rejeição ou ameaça em um relacionamento que aparentemente está bem, isso pode estar relacionado à ansiedade, insegurança afetiva, medo de abandono ou experiências anteriores de sofrimento emocional. Nesses contextos, a pessoa pode permanecer em estado de alerta, observando detalhes das falas, atitudes ou mudanças de comportamento do parceiro na tentativa de antecipar possíveis decepções.
Também pode acontecer que alguém tenha aprendido, ao longo da vida, que relacionamentos são instáveis ou imprevisíveis. Quando isso ocorre, mesmo situações neutras podem ser interpretadas como sinais de que algo está errado, gerando conflitos, cobranças ou preocupação excessiva.
Outro aspecto importante é que o que algumas pessoas chamam de "drama" ou "exagero" muitas vezes corresponde a um sofrimento emocional real. A intensidade da reação pode parecer desproporcional para quem observa de fora, mas costuma fazer sentido quando entendemos os medos, crenças e experiências que estão por trás dela.
Isso não significa necessariamente a presença de um transtorno psicológico. Muitas vezes estamos falando de padrões de funcionamento emocional, formas de lidar com insegurança ou dificuldades na regulação das emoções e dos relacionamentos.
Se esse padrão é frequente, causa sofrimento ou gera conflitos recorrentes, a psicoterapia pode ajudar a compreender melhor o que está sustentando essas reações e desenvolver formas mais flexíveis de lidar com a incerteza natural dos relacionamentos.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como posso ajudar alguém que já teve depressão e tá voltando a beber todos o s dias?
Como posso ajudar alguém que já teve depressão e tá voltando a beber todos os dias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Essa é uma situação que merece atenção, principalmente se a pessoa já teve um quadro de depressão e passou a beber todos os dias.
O consumo frequente de álcool pode estar relacionado a diferentes fatores. Em algumas situações, a pessoa utiliza a bebida como uma forma de aliviar emoções difíceis, como tristeza, ansiedade, culpa ou estresse. Embora isso possa trazer um alívio temporário, o álcool tende a piorar o humor ao longo do tempo, prejudicar o sono, aumentar a impulsividade e dificultar a recuperação da depressão.
Se você deseja ajudá-la, procure conversar em um momento em que ela esteja sóbria, demonstrando preocupação sem julgamentos ou acusações. Em vez de focar apenas na bebida, pode ser mais útil falar sobre o que você tem observado. Por exemplo: "Percebi que você tem bebido todos os dias e fiquei preocupado porque me importo com você. Como você tem se sentido?"
Também é importante incentivá-la a retomar ou procurar acompanhamento com um psicólogo e, se necessário, com um psiquiatra. Se ela já fez tratamento para depressão anteriormente, esse pode ser um sinal de que está precisando de uma nova avaliação, principalmente se o álcool estiver sendo utilizado para lidar com o sofrimento emocional.
Ao mesmo tempo, lembre-se de que você pode oferecer apoio, escuta e incentivo, mas não é sua responsabilidade convencer a pessoa a mudar ou resolver o problema sozinho. Em alguns casos, ela só aceitará ajuda após algum tempo, e manter uma postura acolhedora costuma ser mais eficaz do que insistir ou confrontá-la.
Por fim, se além do aumento do consumo de álcool você perceber que ela voltou a apresentar sintomas importantes de depressão, como isolamento, perda de interesse pelas atividades, desesperança ou falas sobre não querer mais viver, é importante incentivar a busca por atendimento o quanto antes e, se houver risco de que ela machuque a si mesma, procurar ajuda de familiares ou de um serviço de urgência.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Eu sinto um cansaço me mental e físico não tenho ânimo pra levantar da cama minha vontade e só dormi
Eu sinto um cansaço me mental e físico não tenho ânimo pra levantar da cama minha vontade e só dormir ,Eu sinto uma tristeza que não sei explicar pq estou sentindo essa tristeza profunda sinto vontade de chorar ,isso aconteceu depois da morte do meu pai
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito pela perda do seu pai.
Pelo que você descreve, o cansaço físico e mental, a falta de ânimo para sair da cama, a vontade de dormir, a tristeza profunda e o desejo de chorar surgiram após uma perda muito significativa. Diante desse contexto, é importante considerar que o luto pode se manifestar exatamente através de sentimentos como esses.
Quando perdemos alguém importante, não sofremos apenas pela ausência da pessoa, mas também pelas mudanças que essa perda provoca em nossa vida. É comum que surjam tristeza intensa, saudade, desânimo, dificuldades de concentração, alterações no sono e uma sensação de que as coisas perderam parte do sentido por um período.
Ao mesmo tempo, o fato de esses sintomas estarem tão intensos merece atenção e acolhimento. Embora possam fazer parte do processo de luto, também é importante observar o quanto eles estão impactando sua rotina, seu autocuidado e sua capacidade de seguir com as atividades do dia a dia.
Mais do que tentar descobrir imediatamente se isso é "apenas luto" ou algo além disso, talvez o mais importante seja reconhecer que você está sofrendo e que não precisa atravessar esse momento sozinho(a). O acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço seguro para expressar essa dor, elaborar a perda e encontrar formas de seguir vivendo sem precisar negar a importância que seu pai teve na sua vida.
O luto não tem um prazo exato nem uma forma única de acontecer. Cada pessoa vive esse processo de maneira diferente. Mas quando o sofrimento está muito intenso ou persistente, buscar ajuda é um gesto de cuidado consigo mesmo(a), não um sinal de fraqueza.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Quando fico nervosa ou agitada com algum assunto, me distraio fácil. Que profissional procurar?
Quando fico nervosa ou agitada com algum assunto, me distraio fácil.
Que profissional procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve pode ter diferentes explicações. Quando estamos muito nervosos, ansiosos ou emocionalmente envolvidos com algum assunto, é comum que a atenção fique prejudicada. Nesses momentos, o cérebro tende a direcionar recursos para lidar com a preocupação, tornando mais difícil manter a concentração e favorecendo distrações.
No entanto, a dificuldade de atenção também pode estar relacionada a outras condições, como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), alterações do humor, estresse crônico, problemas de sono ou outras questões clínicas. Por isso, é importante avaliar o contexto em que esses episódios acontecem, a frequência e o impacto que eles têm na sua rotina.
Acredito que o primeiro profissional a procurar seja um psicólogo. Durante a avaliação, será possível compreender melhor como essas dificuldades se manifestam, identificar se estão principalmente relacionadas à ansiedade ou se existe a necessidade de uma investigação mais ampla. Caso seja indicado, o psicólogo poderá encaminhá-la para uma avaliação psiquiátrica ou neuropsicológica.
Como você percebe que a distração acontece especialmente quando fica nervosa ou agitada, vale a pena investigar o papel da ansiedade nesse processo. Em muitos casos, ao tratar a ansiedade, a capacidade de concentração também melhora significativamente.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ola, comecei fazer terapia com psicóloga e psiquiatra estou medicada, mas parece que não está fazend
Ola, comecei fazer terapia com psicóloga e psiquiatra estou medicada, mas parece que não está fazendo efeito continuo sentindo muita vontade de sumir de desaparecer; entrar dentro de um buraco e ficar lá, solidão e tristeza.
Por favor me explica por que não consigo melhorar.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve vontade de sumir, sensação de vazio, solidão e tristeza intensa é um nível de sofrimento emocional importante, e é compreensível que, nesse estado, pareça que nada está funcionando.
Primeiro, é importante saber que melhora em saúde mental quase nunca é imediata. Mesmo com medicação, o corpo e o cérebro precisam de tempo para responder, e às vezes é necessário ajustar dose, trocar o remédio ou combinar diferentes estratégias. O mesmo vale para a psicoterapia: no início, muitas vezes a pessoa ainda está muito tomada pela dor e não consegue sentir alívio imediato, mesmo estando no caminho certo.
Outro ponto relevante é que, quando estamos em sofrimento intenso, a mente tende a produzir pensamentos como “não vou melhorar” ou “nada está fazendo efeito”. Esses pensamentos são parte do próprio estado emocional e não necessariamente refletem a realidade do tratamento, mas sim o quanto você está sobrecarregada neste momento.
Também é comum que, nas primeiras semanas ou meses de tratamento, a pessoa ainda oscile bastante, com dias muito difíceis e pouca percepção de melhora. Isso pode dar a sensação de estagnação, mesmo quando o processo já está em andamento.
O mais importante agora é você não carregar isso sozinha. Esse tipo de pensamento de “sumir” é um sinal de sofrimento que precisa ser comunicado o quanto antes para sua psicóloga e sua psiquiatra, para que elas possam avaliar ajustes no tratamento e te oferecer mais suporte.
Se esses pensamentos ficarem mais intensos ou surgirem ideias de se machucar, procure ajuda imediata (um serviço de urgência ou alguém de confiança). Você não precisa esperar piorar para merecer cuidado.
Mesmo que agora pareça que não há mudança, isso não significa que você não vá melhorar. Em muitos casos, o tratamento precisa de tempo, ajustes e continuidade para começar a fazer diferença de forma mais perceptível.
Por favor, fale com sua equipe o quanto antes sobre como você está se sentindo.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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No começo do ano pensei que tinha algum problema no coração e fiz exames, ecocardiograma, dopler, ho
No começo do ano pensei que tinha algum problema no coração e fiz exames, ecocardiograma, dopler, holter 24, mapa 24h e teste ergometrico, deu tudo normal graças a Deus. Pesquisando sobre esses sintomas parece que tenho ansiedade desde criança. Revendo tudo o que eu já senti no passado até hoje cheguei nessa conclusão, na infância deixei uma parte da minha cabeça careca de tanto arrancar cabelos e além disso machucava o couro cabeludo, sempre comi as unhas.
Sinto batimentos muito rápidos, sinto muita falta de paciência, muita raiva do nada, penso sempre no pior ou imagino coisas ruins, que nunca aconteceram, como minha unhas, especialmente no dedo indicador, preciso sentir a dor na unha. Fico pensando em várias coisas ao mesmo tempo, e uma coisa que acontece comigo é que eu não consigo relaxar de forma alguma para medir minha pressão ou ver meus batimentos no oximetro, eu fico extremamente nervoso, todo esse quadro me deixa muito ansioso pois penso nele o tempo todo e começo a achar que os exames não deram certo. Quero melhorar, deixar de sentir essas coisas.
Eu tinha dores fortíssimas na nuca que me faziam vomitar e essa dor subia para os lados da cabeça e até dentro do olho, mas essa dor consegui resolver depois que descobri que era tensão após entrar para a academia, meus ombros e músculos da nuca estavam super rígidos e haviam até os tais nós nos músculos. Eu sinto bem mais coisas do que relatei aqui.
O que posso fazer? Isso é ansiedade mesmo? Devo fazer todos os exames novamente? Fiz em abril.
Isso me deixa num desânimo e numa angústia grande.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Antes de tudo, quero destacar que você fez algo muito importante: procurou uma avaliação médica e realizou uma investigação cardiológica bastante completa. Pelo que você descreve, os exames não identificaram alterações significativas, o que é uma informação tranquilizadora.
Ao mesmo tempo, o seu relato reúne diversos elementos que podem estar associados à ansiedade: preocupação persistente com a saúde, dificuldade em confiar nos resultados dos exames, pensamentos frequentes sobre a possibilidade de estar doente, sensação de que "algo passou despercebido", além de sintomas físicos e emocionais que parecem acompanhá-lo desde a infância.
Também me chamou atenção quando você menciona que arrancava cabelos, roía as unhas e que, atualmente, sente necessidade de provocar dor na unha do dedo indicador. Esses comportamentos podem funcionar como formas de lidar com tensão ou desconforto emocional e merecem ser explorados em uma avaliação psicológica.
Outro aspecto importante é que, mesmo após uma investigação médica extensa, você relata continuar pensando constantemente que os exames podem não ter dado certo. Em algumas pessoas, a ansiedade leva a uma necessidade contínua de buscar confirmação de que está tudo bem. Infelizmente, essa tranquilidade costuma durar pouco tempo e, em seguida, a dúvida retorna, mantendo um ciclo de preocupação e novas verificações.
Isso não significa que você deva ignorar sintomas novos ou deixar de procurar atendimento médico quando houver indicação. No entanto, repetir todos os exames apenas alguns meses depois, na ausência de mudanças clínicas ou orientação médica, pode acabar reforçando esse ciclo de ansiedade em vez de resolvê-lo.
Acredito que, neste momento, além de manter o acompanhamento com seu médico, seria muito importante iniciar uma psicoterapia. O objetivo não seria convencê-lo de que "é só ansiedade", mas ajudá-lo a compreender por que sua mente permanece em estado de alerta, por que é tão difícil confiar nos exames e como reduzir o impacto que essas preocupações têm sobre sua vida.
Você também comentou que a musculação ajudou bastante nas dores relacionadas à tensão muscular. Isso mostra que algumas estratégias já tiveram um efeito positivo, e elas podem fazer parte de um plano mais amplo de cuidado, juntamente com a psicoterapia e, se necessário, uma avaliação psiquiátrica.
Pelo seu relato, a questão que mais parece estar causando sofrimento hoje não é apenas o medo de uma doença cardíaca, mas o fato de que sua preocupação ocupa um espaço muito grande na sua vida. E isso, felizmente, também pode ser trabalhado.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenh
Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenho expectativas para o meu futuro; eu estou completamente perdida e preciso de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por esse momento.
Pelo que você descreve, parece que houve uma mudança importante na forma como você tem vivido sua vida. Quando alguém que antes se sentia bem passa a experimentar falta de ânimo, sensação de estar perdida e dificuldade para enxergar perspectivas para o futuro, isso costuma gerar muito sofrimento e confusão.
Algo que me chamou a atenção na sua mensagem foi a frase: "preciso de ajuda". Reconhecer isso e expressá-lo já é um passo importante. Muitas pessoas tentam carregar esse sofrimento sozinhas por muito tempo, acreditando que deveriam conseguir resolver tudo sem apoio.
Embora seja natural buscar uma explicação para o que aconteceu, nem sempre conseguimos identificar imediatamente uma única causa. Às vezes, mudanças emocionais podem estar relacionadas a diferentes fatores da vida, enquanto em outras situações o sofrimento parece surgir de forma mais gradual e difícil de compreender.
Independentemente da origem, o fato de você estar sem ânimo e sem expectativas para o futuro merece atenção e cuidado. Um psicólogo pode ajudá-la a compreender melhor o que está acontecendo, acolher esse momento difícil e construir, aos poucos, caminhos para retomar aquilo que é importante para você.
Você não precisa esperar que a situação piore para buscar ajuda. Pelo contrário: procurar apoio quando percebemos que estamos sofrendo costuma ser um importante gesto de cuidado consigo mesmo.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Parei o tratamento, com os antidepressivos.E sinto ansiedade forte sem apetite e fico querendo puxar
Parei o tratamento, com os antidepressivos.E sinto ansiedade forte sem apetite e fico querendo puxar vômito, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você está descrevendo pode acontecer, sim, mas é um sinal importante de atenção.
Quando a pessoa interrompe o uso de antidepressivos, especialmente de forma abrupta ou sem orientação médica, é possível ocorrer o que chamamos de sintomas de descontinuação. Isso pode incluir aumento da ansiedade, irritabilidade, mal-estar físico, alterações no apetite, náusea e outras sensações desconfortáveis. Além disso, também pode haver um retorno dos sintomas originais que estavam sendo tratados, como a própria ansiedade.
Essa sensação de enjoo ou vontade de “forçar vômito” pode estar ligada tanto à ansiedade intensa quanto a esses efeitos de interrupção da medicação. Em momentos de muita ativação ansiosa, o corpo pode reagir com sintomas gastrointestinais fortes, como náusea e perda de apetite.
O mais importante agora é não lidar com isso sozinho(a). O ideal é procurar o médico que prescreveu a medicação o quanto antes para avaliar o que está acontecendo e orientar com segurança os próximos passos. Em alguns casos, pode ser necessário reintroduzir ou ajustar a medicação, mas isso precisa ser feito com acompanhamento profissional.
Se a ansiedade estiver muito intensa, vale também buscar apoio psicológico, porque isso pode ajudar a reduzir o ciclo de medo e sintomas físicos.
Você não precisa passar por isso sozinho(a), e esses sintomas têm tratamento e melhora quando bem conduzidos.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Há possibilidade de uma pessoa ter anorexia nervosa e estar com o peso normal? No caso, apresentar o
Há possibilidade de uma pessoa ter anorexia nervosa e estar com o peso normal? No caso, apresentar os sintomas da doença, incluindo fazer restrições extremas e exercícios físicos, porém ainda estar com imc normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, essa possibilidade existe.
Embora muitas pessoas associem a anorexia nervosa a um peso muito abaixo do esperado, o diagnóstico não depende exclusivamente do Índice de Massa Corporal (IMC). O aspecto mais importante é compreender a relação da pessoa com a alimentação, o peso e a imagem corporal, além dos comportamentos e do impacto que eles têm em sua saúde física e emocional.
Uma pessoa pode apresentar restrição alimentar intensa, medo persistente de ganhar peso, comportamentos compensatórios (como exercícios físicos excessivos) e uma preocupação desproporcional com o corpo, mantendo temporariamente um IMC dentro da faixa considerada normal. Isso pode acontecer, por exemplo, quando houve uma perda importante de peso, mas a pessoa ainda não atingiu baixo peso, ou quando a avaliação ocorre nas fases iniciais do transtorno.
Nesses casos, os profissionais também consideram a possibilidade de um quadro conhecido como anorexia nervosa atípica. Nessa condição, a pessoa apresenta as características psicológicas e comportamentais da anorexia nervosa, mas permanece com peso dentro ou até acima da faixa considerada normal. Ainda assim, o sofrimento e os riscos à saúde podem ser tão significativos quanto na anorexia com baixo peso.
Por isso, o peso isoladamente não deve ser utilizado para determinar a gravidade do quadro. Muitas pessoas deixam de buscar ajuda porque acreditam que "não estão magras o suficiente" para terem um transtorno alimentar, quando, na realidade, já apresentam um sofrimento importante e comportamentos que merecem atenção.
Se você se identificou com essa descrição ou está preocupado(a) com alguém, o mais indicado é procurar uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra que tenha experiência em transtornos alimentares. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores tendem a ser as chances de recuperação.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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A gente pode do nada ter uma crise? Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?
A gente pode do nada ter uma crise?
Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso pode acontecer.
Muitas pessoas acreditam que uma crise de ansiedade ou de pânico sempre precisa ser desencadeada por um evento específico e facilmente identificável. No entanto, nem sempre conseguimos perceber um gatilho claro no momento em que a crise ocorre.
Em alguns casos, fatores como estresse acumulado, preocupações persistentes, privação de sono, cansaço físico, consumo de estimulantes (como cafeína ou energéticos) ou situações emocionalmente difíceis podem aumentar a vulnerabilidade do organismo ao longo do tempo. Quando a crise acontece, a pessoa pode ter a impressão de que ela surgiu "do nada", mesmo que existam diversos fatores contribuindo de forma menos evidente.
Também é possível que determinadas sensações físicas, pensamentos ou emoções atuem como gatilhos sem que a pessoa os perceba conscientemente naquele momento.
Isso não significa que a crise seja imaginária ou que você esteja perdendo o controle. As sensações físicas e emocionais costumam ser reais e podem ser bastante intensas, mesmo quando a origem não é imediatamente identificada.
Se as crises têm sido frequentes ou estão causando sofrimento significativo, buscar ajuda psicológica pode auxiliar na compreensão dos fatores envolvidos e no desenvolvimento de estratégias para lidar com elas de forma mais eficaz.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Quando fico um tempo sem tomar sertralina e volto a tomar, sinto que meus ouvidos trancam como se eu
Quando fico um tempo sem tomar sertralina e volto a tomar, sinto que meus ouvidos trancam como se eu estivesse na serra, uma pigarra na garganta e falta de apetite.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Os sintomas que você descreve podem estar relacionados tanto à interrupção da sertralina quanto ao reinício do medicamento. Quando a sertralina é suspensa por alguns dias e depois retomada, algumas pessoas apresentam sintomas transitórios, especialmente nas primeiras semanas, enquanto o organismo se readapta.
A sensação de pressão ou de "ouvido tampado", alterações na garganta, diminuição do apetite, náuseas e outros desconfortos podem ocorrer em algumas pessoas durante esse período. No entanto, esses sintomas não são exclusivos da medicação e também podem estar relacionados à ansiedade ou a outras condições clínicas.
O mais importante é evitar interromper e reiniciar a sertralina por conta própria. Esse tipo de variação pode favorecer tanto sintomas de descontinuação quanto efeitos relacionados ao reinício do tratamento. Se você precisou suspender a medicação ou tem dificuldade em utilizá-la regularmente, converse com o médico que a prescreveu para que ele possa orientar a melhor forma de conduzir o tratamento.
Caso esses sintomas sejam intensos, persistam por vários dias, piorem progressivamente ou venham acompanhados de outras alterações importantes, é recomendável procurar seu médico para uma reavaliação e para descartar outras possíveis causas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…