Perguntas do paciente (640)
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Estresse pode aumentar a vontade de ir ao banheiro ?
Estresse pode aumentar a vontade de ir ao banheiro ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso pode acontecer.
O estresse e a ansiedade podem aumentar a vontade de ir ao banheiro, tanto para urinar quanto para evacuar. Isso ocorre porque, em situações de estresse, o organismo ativa uma série de respostas fisiológicas que podem influenciar o funcionamento da bexiga e do intestino.
Algumas pessoas percebem que precisam urinar com mais frequência antes de uma prova, uma entrevista de emprego ou outro evento importante. Outras apresentam aumento do funcionamento intestinal, com urgência para evacuar, desconforto abdominal ou até episódios de diarreia. Essas reações são relativamente comuns e refletem a forte comunicação entre o cérebro e o sistema digestivo.
No entanto, é importante que esses sintomas não sejam atribuídos automaticamente ao estresse. Se a vontade frequente de ir ao banheiro surgiu recentemente, é intensa, vem acompanhada de dor, sangue, febre, perda de peso ou outros sintomas físicos, é fundamental procurar um médico para investigar possíveis causas clínicas.
Se, após a avaliação médica, não forem encontradas alterações e os sintomas ocorrerem principalmente em momentos de tensão, ansiedade ou preocupação, a psicoterapia pode ajudar a compreender e manejar esses fatores emocionais, reduzindo gradualmente seu impacto sobre o organismo.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Se arranhar também pode contar como automutilação ?
Se arranhar também pode contar como automutilação ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, pode. A automutilação não se refere apenas a cortes profundos. Arranhar a própria pele de forma intencional para aliviar um sofrimento emocional, provocar dor ou causar algum tipo de lesão também pode ser considerado um comportamento de automutilação.
É importante entender que, na maioria dos casos, a automutilação não tem como objetivo tirar a própria vida. Muitas pessoas recorrem a esse comportamento como uma tentativa de lidar com emoções muito intensas, sensação de vazio, angústia, culpa ou outros sentimentos difíceis. Embora possa trazer um alívio momentâneo, esse alívio costuma ser temporário e pode acabar mantendo o ciclo de sofrimento.
Se você está se perguntando isso porque acontece com você, acredito que seria importante conversar sobre esse comportamento com o psicólogo que o acompanha ou procurar um profissional caso ainda não esteja em tratamento. A psicoterapia pode ajudar a compreender a função que esse comportamento exerce na sua vida e a desenvolver formas mais seguras e eficazes de lidar com o sofrimento emocional.
Caso os episódios estejam se tornando frequentes, mais intensos ou venham acompanhados de pensamentos de que a vida não vale a pena ou de vontade de morrer, procure ajuda imediatamente e compartilhe isso com um profissional de saúde ou com uma pessoa de sua confiança. Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinho.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Bom dia, alguém que terminou recentemente um relacionamento tóxico e está sofrendo absurdamente as f
Bom dia, alguém que terminou recentemente um relacionamento tóxico e está sofrendo absurdamente as fases iniciais como o luto, sem apetite, com insônia, pensamentos negativos, é recomendado o uso de algum tipo de medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Antes de tudo, sinto muito que você esteja passando por esse momento.
Após o término de um relacionamento, especialmente quando ele foi marcado por sofrimento, conflitos ou características tóxicas, é esperado que surjam reações intensas, como tristeza, saudade, alterações no sono, perda de apetite, dificuldade de concentração e pensamentos negativos. Nas primeiras semanas, esses sintomas podem fazer parte do processo de elaboração do luto e, por si só, não significam necessariamente que seja preciso iniciar uma medicação.
No entanto, a intensidade e o impacto desses sintomas são aspectos importantes. Quando o sofrimento é tão intenso que a pessoa deixa de conseguir se alimentar adequadamente, não consegue dormir por vários dias, não consegue trabalhar, estudar ou cuidar de si, ou quando os sintomas persistem por um período prolongado sem sinais de melhora, uma avaliação com um psiquiatra pode ser indicada para verificar se o uso de medicação pode ajudar temporariamente.
Também gostaria de destacar que a psicoterapia costuma ser uma das principais formas de cuidado nesse momento. Ela oferece um espaço para compreender o que esse relacionamento representou, elaborar a perda, reconstruir a autoestima e desenvolver recursos para enfrentar essa fase, em vez de apenas tentar aliviar os sintomas.
Além disso, se os pensamentos negativos evoluírem para desesperança intensa, vontade de machucar a si mesmo ou sensação de que a vida não vale a pena, é importante buscar ajuda imediatamente. Nesses casos, a avaliação profissional não deve ser adiada.
Portanto, não existe uma resposta única. Algumas pessoas conseguem atravessar esse período apenas com apoio psicológico e da rede de apoio, enquanto outras podem se beneficiar do uso de medicação por um tempo. O mais importante é que essa decisão seja tomada após uma avaliação individual, e não apenas pela presença do sofrimento.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá,bom dia,quero começar uma terapia e às vezes tenho uns pensamentos repetitivos e estranhos,nunca
Olá,bom dia,quero começar uma terapia e às vezes tenho uns pensamentos repetitivos e estranhos,nunca fui avaliado com depressão,nunca tive nenhum ataque de pânico ou ansiedade e esses pensamentos ás vezes param do nada e voltam quando estou irritado ou do nada mesmo,eles não me atrapalham no meu dia a dia nem nas minhas relações,mas são um incomodo que de vez em quando me deixam irritado e queria saber qual o melhor tipo de profissional para tratar isso.Grato.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá!
Pelo que você descreve, o melhor caminho para começar é procurar um psicólogo clínico. Ele é o profissional indicado para fazer uma avaliação inicial mais ampla do que você está sentindo, entender a frequência e o contexto desses pensamentos e, principalmente, te ajudar a lidar com o incômodo que eles geram.
Esses pensamentos repetitivos e intrusivos, mesmo quando não causam prejuízo importante na rotina ou nas relações, podem aparecer em diferentes contextos emocionais como estresse, irritação, ansiedade leve ou até como um padrão natural da mente de “produzir pensamentos automáticos”. O ponto central, no seu caso, é que eles são incômodos e geram irritação, o que já é motivo suficiente para buscar terapia.
Na psicoterapia, o objetivo não é necessariamente “eliminar pensamentos”, mas entender como você se relaciona com eles, por que eles ficam mais frequentes em certos momentos (como irritação) e desenvolver formas mais leves e menos desgastantes de lidar com isso.
Em relação à abordagem, você não precisa se preocupar em escolher perfeitamente agora. Tanto terapias contextuais, quanto TCC ou psicanálise podem ajudar o mais importante é o vínculo com o profissional e a sua abertura para o processo.
Como você relatou que não há prejuízo significativo no funcionamento, não há sinais claros de urgência, mas ainda assim a terapia pode ser muito útil justamente para prevenir que isso se intensifique e para te trazer mais conforto mental.
Se em algum momento esses pensamentos começarem a aumentar, causar sofrimento maior ou interferir no seu dia a dia, aí sim pode ser interessante uma avaliação mais aprofundada também com psiquiatra.
No geral, você está no momento ideal para iniciar terapia: quando já existe incômodo, mas ainda há preservação do funcionamento.
Espero ter ajudado.
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Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas n
Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas não vão de fato gostar de mim, sempre me acho inferior. Devo buscar ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, acredito que pode ser importante buscar ajuda psicológica.
O que você descreve envolve não apenas uma vontade de se isolar, mas também uma forma bastante dolorosa de se relacionar consigo mesmo(a), marcada por sentimentos de inferioridade, insegurança e pela expectativa de que as outras pessoas não irão gostar de você.
Muitas vezes, quando carregamos esse tipo de sofrimento, a tendência é nos afastarmos de situações sociais para evitar rejeição, críticas ou decepções. Embora esse afastamento possa trazer alívio momentâneo, ele também pode acabar reduzindo oportunidades de construir conexões significativas e de perceber que nem sempre os medos que a mente apresenta correspondem ao que acontece na realidade.
Além disso, viver constantemente sob a ideia de que não se é interessante, suficiente ou digno de aceitação costuma gerar um grande desgaste emocional.
A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a compreender melhor esses padrões, desenvolver uma relação mais gentil consigo mesmo(a) e construir formas de se aproximar das pessoas e da vida que são importantes para você, mesmo na presença da insegurança.
Você não precisa esperar que a situação piore para procurar ajuda. O sofrimento que você descreve já é um motivo legítimo para buscar apoio profissional.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalist
Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalista ou um psicólogo?
Já fazia acompanhamento com um psiquiatra.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Se você já realiza acompanhamento com um psiquiatra, buscar psicoterapia pode ser um complemento muito importante no tratamento da ansiedade, depressão e síndrome do pânico.
Em relação à sua dúvida, a psicanálise é uma das abordagens de psicoterapia. Portanto, tanto um psicólogo quanto um psicanalista podem oferecer acompanhamento, desde que possuam formação adequada para isso.
Mais do que escolher entre um "psicólogo" ou um "psicanalista", costuma ser importante encontrar um profissional qualificado e uma abordagem com a qual você se sinta confortável. Existem diferentes formas de psicoterapia, e cada uma possui métodos e objetivos específicos.
Muitas pessoas obtêm bons resultados com a combinação entre acompanhamento psiquiátrico e psicológico, já que a medicação pode ajudar no manejo dos sintomas, enquanto a psicoterapia auxilia na compreensão dos fatores envolvidos no sofrimento, no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e na construção de uma vida mais satisfatória.
Se estiver em dúvida, uma boa opção pode ser agendar uma avaliação inicial com um psicólogo e conversar sobre suas necessidades e expectativas em relação ao tratamento.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?
A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, as crises de ansiedade podem acontecer com mais frequência em horários semelhantes.
Isso pode ocorrer por alguns motivos. Um deles é o fato de o corpo e a mente criarem “associações” ao longo do tempo. Se a pessoa já teve crises em determinado horário (por exemplo, à noite, antes de dormir, ou ao acordar), o cérebro pode começar a antecipar que aquele período é “perigoso”, aumentando a ansiedade justamente nesse momento.
Outro fator comum é a rotina fisiológica e emocional do dia. Em alguns horários, como fim do dia ou início da manhã, o corpo pode estar mais cansado, mais sensível ou com menos distrações, o que facilita a percepção de sintomas de ansiedade.
Além disso, quando existe ansiedade antecipatória, a pessoa pode começar a ficar preocupada com o horário em que a crise costuma acontecer, o que por si só já aumenta a ativação do sistema de alerta e pode favorecer o surgimento dos sintomas.
Em termos mais simples, não é o relógio em si que “causa” a crise, mas a combinação de hábitos, contexto emocional e expectativas que podem tornar certos horários mais propensos.
A boa notícia é que isso pode ser trabalhado em terapia, ajudando a quebrar esse padrão de associação e reduzir a antecipação ansiosa, além de melhorar a regulação emocional ao longo do dia.
Se isso está acontecendo com você, vale a pena buscar acompanhamento psicológico, principalmente se já estiver afetando sua rotina ou seu sono.
Espero ter ajudado.
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Bom...eu me sinto vazia ou como eu chamo de "neutro" quando eu tenho nenhum tipo de sentimento, desâ
Bom...eu me sinto vazia ou como eu chamo de "neutro" quando eu tenho nenhum tipo de sentimento, desânimo total, sem vontade de nada e com vontade de me afastar de todas as pessoas que eu amo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve merece atenção. Essa sensação de estar "vazia" ou "neutra", acompanhada de desânimo, falta de vontade de fazer as coisas e desejo de se afastar das pessoas que ama, pode estar relacionada a um período de sofrimento emocional significativo.
Muitas pessoas imaginam que a depressão se manifesta apenas como tristeza intensa, mas algumas relatam algo mais próximo do que você descreveu: uma sensação de vazio, apatia, desconexão emocional ou ausência de interesse pelas coisas que antes tinham importância. Em vez de sentir muita tristeza, a pessoa sente como se estivesse emocionalmente "desligada".
Isso não significa necessariamente que você tenha depressão. Situações de estresse prolongado, esgotamento emocional, luto, ansiedade ou outras dificuldades psicológicas também podem gerar experiências parecidas. O mais importante é observar há quanto tempo isso acontece, com que frequência e o quanto está interferindo na sua vida.
Também chama atenção o desejo de se afastar das pessoas que você ama. Muitas vezes, quando estamos sofrendo, surge a vontade de nos isolar, seja porque estamos sem energia para interagir, seja porque sentimos que ninguém entenderá o que estamos vivendo. Embora isso possa parecer uma forma de proteção, o isolamento frequentemente acaba aumentando a sensação de solidão e desconexão.
Se esses sentimentos têm sido frequentes ou persistentes, acredito que seria importante buscar ajuda psicológica. Um psicólogo poderá ajudá-la a compreender melhor o que está acontecendo e oferecer um espaço seguro para falar sobre essas experiências.
Você não precisa esperar que a situação piore para procurar apoio.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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é possível que a nossa ansiedade (tenho tag, com sintomas desde que era criança) crie coisas que não
é possível que a nossa ansiedade (tenho tag, com sintomas desde que era criança) crie coisas que não existem? por exemplo, de tanto pensar em algo e sentir medo disso, isso acabe se tornando real pra mim?
comecei a ter medo de sentir um sentimento específico por uma pessoa, e comecei a pensar cada vez mais nisso e questionar cada pensamento meu sobre, até que comecei a me sentir como temiaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim — isso que você está descrevendo pode acontecer na ansiedade, especialmente no Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e também em outros quadros ansiosos.
A ansiedade não “cria a realidade” de fato, mas ela pode mudar muito a forma como você percebe, interpreta e sente as coisas. Isso acontece por alguns mecanismos bem conhecidos:
Quando você passa a temer um pensamento ou um sentimento, seu cérebro entra em um modo de vigilância constante. Você começa a:
observar demais o que sente,
checar se aquele sentimento apareceu ou não,
interpretar qualquer sensação neutra como algo significativo,
e tentar controlar algo que é automático (emoções e pensamentos).
Esse processo acaba gerando um efeito importante: hiperfoco e amplificação emocional.
Então, por exemplo, se você começa a ter medo de “sentir algo específico por alguém”, você pode:
ficar o tempo todo monitorando seus sentimentos,
interpretar dúvidas normais como sinais de que aquilo está acontecendo,
aumentar a ansiedade,
e, com isso, começar a sentir justamente confusão, desconforto e estranhamento emocional.
Isso não significa que o pensamento “virou verdade”, mas sim que você entrou em um ciclo onde:
medo → atenção excessiva → aumento de sensações → mais medo.
Outro ponto importante: sentimentos não são totalmente estáveis nem totalmente controláveis. Quando você começa a ficar muito atento a eles, eles naturalmente ficam mais confusos e intensos, o que pode dar a impressão de que “algo mudou”, quando na verdade o que mudou foi a sua relação com o que você sente.
Esse tipo de experiência é muito comum em quadros de ansiedade, especialmente quando há:
medo de perder o controle emocional,
ruminação (pensar repetidamente sobre o mesmo tema),
e tentativa constante de “ter certeza” do que está sentindo.
A boa notícia é que isso tem tratamento e melhora bastante com psicoterapia. Abordagens como TCC e ACT ajudam muito nesse tipo de padrão, porque o foco não é “descobrir a resposta perfeita sobre o sentimento”, e sim reduzir o ciclo de checagem e medo dos pensamentos, aprendendo a deixá-los existir sem precisar resolver tudo o tempo todo.
Em resumo: não, a ansiedade não cria sentimentos “reais do nada”, mas ela pode sim te levar a duvidar, intensificar e distorcer a forma como você percebe seus próprios sentimentos, o que parece muito real na experiência.
Se isso está te causando sofrimento, vale muito a pena levar exatamente esse exemplo para a terapia — ele é muito importante clinicamente.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Então,eu já sei que sofro de transtorno de ansiedade e mesmo assim acho que é algo mais sério,deveri
Então,eu já sei que sofro de transtorno de ansiedade e mesmo assim acho que é algo mais sério,deveria me preocupar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua preocupação. Ter um diagnóstico de transtorno de ansiedade já indica que existe um padrão de funcionamento emocional que merece acompanhamento e cuidado, mas isso não significa, por si só, que algo “mais grave” esteja acontecendo.
O que pode acontecer é que a ansiedade oscile ao longo do tempo. Em alguns períodos ela pode ficar mais controlada, e em outros pode se intensificar, principalmente diante de estresse, mudanças na rotina, conflitos emocionais, excesso de preocupações ou falta de descanso. Nesses momentos, é comum a pessoa sentir que “piorou” ou que existe algo mais sério por trás, justamente porque os sintomas ficam mais intensos e assustadores.
O ponto mais importante não é apenas o nome do diagnóstico, mas sim o quanto isso está afetando sua vida no momento atual. Por exemplo: sono, energia, capacidade de trabalhar, estudar, se relacionar, tomar decisões e se sentir em segurança consigo mesmo(a).
Se você sente que os sintomas aumentaram, que está mais difícil lidar com o dia a dia ou que surgiu a sensação de descontrole, isso não necessariamente significa algo diferente do transtorno de ansiedade, mas sim que você pode estar em um momento de maior intensidade do quadro e isso merece atenção.
Nessas situações, o mais indicado é buscar ou retomar acompanhamento com um psicólogo, e, se necessário, uma avaliação psiquiátrica. Isso ajuda a entender melhor o momento atual e ajustar o cuidado de forma adequada.
Então, mais do que “se preocupar com algo mais sério”, o mais útil é olhar para isso como um sinal de que você pode precisar de mais suporte agora.
Se quiser, posso te ajudar a entender quais sinais indicam piora da ansiedade e quando vale buscar ajuda com mais urgência.
Espero ter ajudado.
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O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?
O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de situações que percebemos como desafiadoras, incertas ou potencialmente ameaçadoras. Em níveis adequados, ela pode até ser útil, ajudando-nos a nos preparar para provas, entrevistas, decisões importantes ou outras situações que exigem atenção.
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas frequentemente incluem preocupação excessiva, sensação constante de alerta, dificuldade para relaxar, inquietação, irritabilidade, tensão muscular, alterações no sono, dificuldade de concentração, aceleração dos batimentos cardíacos, falta de ar, tremores, tontura ou desconfortos gastrointestinais.
O ponto principal não é apenas a presença desses sintomas, mas o impacto que eles causam na vida da pessoa. Quando a ansiedade passa a ser muito frequente, intensa ou começa a interferir nos relacionamentos, no trabalho, nos estudos ou em outras áreas importantes da vida, pode ser o momento de buscar ajuda profissional.
Também é recomendável procurar auxílio quando você percebe que está evitando situações importantes por causa da ansiedade, vivendo em constante estado de preocupação ou sentindo que o sofrimento está difícil de manejar sozinho(a).
A psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores envolvidos na ansiedade e desenvolver formas mais eficazes de lidar com pensamentos, emoções e sensações físicas associadas a ela. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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boa noite, por gentileza eu queria tirar uma duvida sobre o que estou passando. Ando tendo muitos se
boa noite, por gentileza eu queria tirar uma duvida sobre o que estou passando. Ando tendo muitos sentimentos de medo, muita ansiedade, insegurança e preocupação excessiva, como escola, relacionamento e outras questões cotidianas. O que eu preciso fazer?
Agradeço muito sua atençãoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve medo frequente, ansiedade, insegurança e preocupação excessiva com várias áreas da vida pode acontecer quando estamos passando por um período de sobrecarga emocional ou quando o sistema de ansiedade está mais ativado do que o habitual.
É importante entender que ansiedade, em si, é uma resposta natural do corpo, mas quando ela começa a ocupar muito espaço, afetar o sono, a concentração, o bem-estar ou gerar sofrimento constante, vale a pena olhar para isso com mais atenção.
Nessas situações, muitas vezes a pessoa entra em um ciclo: ela se preocupa, tenta se controlar ou antecipar tudo para evitar problemas, mas isso acaba aumentando ainda mais a ansiedade e a sensação de insegurança.
O primeiro passo importante é você não precisar lidar com isso sozinha. Buscar um psicólogo pode te ajudar a compreender melhor esses sentimentos, identificar o que mantém essa ansiedade ativa e construir formas mais saudáveis de lidar com as situações do dia a dia. Em alguns casos, também pode ser indicada avaliação com psiquiatra, especialmente se os sintomas estiverem muito intensos.
Além disso, algo importante é observar como você tem lidado com suas emoções: muitas vezes, tentar eliminar completamente o medo e a ansiedade não funciona, e o trabalho terapêutico envolve aprender a conviver com essas sensações sem que elas controlem suas escolhas.
Você não precisa esperar “piorar” para procurar ajuda. O fato de já estar sofrendo com isso é motivo suficiente para buscar apoio.
Espero ter ajudado.
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Olá, estou com dúvidas que eu esteja com depressão. As vezes fico triste do nada, sem motivo algum
Olá, estou com dúvidas que eu esteja com depressão.
As vezes fico triste do nada, sem motivo algum. Bate um desânimo total.
Tem vezes que quero só ficar deitada o dia todo, tenho dor de cabeça na maioria do tempo, talvez eu precise de uma ajuda de um psicólogo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve pode ser bastante difícil de lidar, especialmente quando a tristeza e o desânimo surgem sem que você consiga identificar claramente um motivo.
É importante saber que sentir tristeza ocasionalmente faz parte da experiência humana. No entanto, quando a tristeza, a falta de energia, a vontade de permanecer deitada, a perda de interesse pelas atividades ou outros sintomas começam a se tornar frequentes e impactam a rotina, vale a pena olhar para isso com mais atenção.
Apesar de alguns dos sintomas que você relata poderem estar presentes em quadros de depressão, não é possível confirmar um diagnóstico apenas por meio de uma mensagem. Uma avaliação profissional é necessária para compreender melhor o que está acontecendo e considerar outros fatores que também podem estar influenciando seu bem-estar.
Além disso, dores de cabeça frequentes podem ter diversas causas, físicas ou emocionais, e merecem investigação adequada caso persistam.
Respondendo à sua pergunta: sim, acredito que procurar um psicólogo pode ser uma decisão muito válida. Você não precisa esperar ter certeza de que está com depressão para buscar ajuda. A psicoterapia pode auxiliá-la a compreender melhor seus sentimentos, identificar possíveis fatores envolvidos e encontrar formas mais saudáveis de lidar com esse momento.
Buscar ajuda não significa que seu sofrimento seja "grave o suficiente"; significa apenas que você está cuidando de si mesma.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Não tenho fome.Estou emagrecendo muito.Isso começou logo no começo da Pandemia.Estou com medo de tud
Não tenho fome.Estou emagrecendo muito.Isso começou logo no começo da Pandemia.Estou com medo de tudo.Tenho muita ansiedade.Tem dias que estou mais ou menos, noutros fico pior.Tenhogastrite e Síndrome do Intestino Irritavel.Naoposso comer as coisas que gosto.Estatudorelacionado com o emocional???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, parece que esse quadro começou no início da pandemia e, desde então, você tem convivido com ansiedade intensa, medo constante, perda de apetite, emagrecimento e dificuldades relacionadas à gastrite e à Síndrome do Intestino Irritável. É compreensível que tudo isso esteja causando preocupação.
Existe, sim, uma relação bastante próxima entre o funcionamento emocional e o sistema digestivo. A ansiedade pode reduzir o apetite, aumentar o desconforto gastrointestinal e intensificar sintomas de condições como a gastrite e a Síndrome do Intestino Irritável. Ao mesmo tempo, conviver com essas doenças e com restrições alimentares pode aumentar ainda mais a ansiedade, criando um ciclo em que os sintomas físicos e emocionais passam a se alimentar mutuamente.
No entanto, o emagrecimento importante e a perda persistente de apetite não devem ser atribuídos automaticamente ao emocional. É fundamental que você continue sendo acompanhado pelo médico responsável para investigar outras possíveis causas e monitorar seu estado nutricional.
Também acredito que um acompanhamento psicológico pode ser muito útil. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender como a ansiedade e o medo têm influenciado sua relação com a alimentação e com o próprio corpo, além de desenvolver estratégias para reduzir o impacto do sofrimento emocional no seu dia a dia.
Como esses sintomas persistem há bastante tempo e estão levando à perda de peso, vale a pena buscar esse cuidado o quanto antes. Quanto mais cedo o tratamento abordar os aspectos físicos e emocionais de forma integrada, maiores são as chances de melhora.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá, tenho sintomas de ansiedade e tenho sentido pontadas na pele, como se fossem gotas de água cain
Olá, tenho sintomas de ansiedade e tenho sentido pontadas na pele, como se fossem gotas de água caindo, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso pode acontecer.
A ansiedade pode provocar diversas sensações físicas, inclusive alterações na percepção da pele. Algumas pessoas relatam pontadas, formigamentos, sensação de choques leves, dormência, ardor ou até a impressão de que gotas de água estão caindo sobre a pele, mesmo sem haver um estímulo externo. Esses sintomas podem estar relacionados à ativação do sistema nervoso, à tensão muscular ou à hipervigilância corporal que costuma acompanhar a ansiedade.
No entanto, é importante destacar que essas sensações não são exclusivas da ansiedade. Alterações neurológicas, deficiências de vitaminas, efeitos de medicamentos e outras condições clínicas também podem causar sintomas semelhantes. Por isso, principalmente se essas sensações forem persistentes, estiverem aumentando de intensidade ou vierem acompanhadas de outros sintomas, é recomendável procurar um médico para uma avaliação.
Caso uma causa clínica seja descartada e os sintomas estejam relacionados à ansiedade, a psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores que estão mantendo esse quadro e desenvolver estratégias para lidar melhor com ele. Se a ansiedade estiver intensa ou causando prejuízos importantes no seu dia a dia, um psiquiatra também poderá avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso.
Portanto, sim, a ansiedade pode estar associada a esse tipo de sensação na pele, mas o ideal é que ela seja avaliada no contexto do seu quadro geral, para que outras causas também sejam consideradas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Quando eu penso em sair com alguém ou estou para sair começo a ter crises de ansiedade como me acalm
Quando eu penso em sair com alguém ou estou para sair começo a ter crises de ansiedade tem tratamento para me acalmar? Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso tem tratamento e muitas pessoas procuram ajuda justamente por vivenciarem algo parecido.
Pelo que você descreve, a ansiedade parece surgir ou aumentar quando existe a possibilidade de um encontro, compromisso social ou interação com outras pessoas. Nessas situações, podem aparecer pensamentos de preocupação, medo de julgamento, insegurança, desconforto físico ou até mesmo crises de ansiedade mais intensas.
Embora esse tipo de reação seja relativamente comum, especialmente em pessoas mais tímidas ou que enfrentam dificuldades relacionadas à ansiedade social, o mais importante é observar o impacto que isso tem causado na sua vida. Quando o medo começa a limitar encontros, relacionamentos ou atividades que você gostaria de realizar, vale a pena buscar ajuda profissional.
Uma armadilha frequente é evitar completamente essas situações para reduzir a ansiedade. Embora a evitação possa trazer alívio momentâneo, muitas vezes ela acaba fortalecendo o medo a longo prazo, pois o cérebro aprende que a situação realmente deveria ser evitada.
A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor os fatores envolvidos nessas crises, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e construir mais segurança diante de situações sociais. Em alguns casos, dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.
Portanto, sim, existe tratamento, e você não precisa esperar que o problema se torne ainda maior para procurar ajuda. Muitas pessoas conseguem reduzir significativamente esse sofrimento com acompanhamento adequado.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Qual a melhor maneira de um adolescente se defender de um bully? Tanto verbalmente quanto fisicament
Qual a melhor maneira de um adolescente se defender de um bully? Tanto verbalmente quanto fisicamente. Tentando sempre manter a ética e a integridade dos dois.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Essa é uma pergunta muito importante. Quando um adolescente sofre bullying, é natural sentir vontade de se defender imediatamente. No entanto, a forma de fazer isso pode fazer diferença tanto para interromper a situação quanto para preservar a própria segurança.
Do ponto de vista verbal, costuma ser mais eficaz responder de maneira firme, breve e sem entrar em longas discussões. Frases como "Não gostei do que você falou", "Pare com isso" ou simplesmente se afastar da situação podem demonstrar um limite sem alimentar o conflito. Em muitos casos, quem pratica bullying busca justamente uma reação emocional intensa.
Se o bullying for recorrente, é importante que o adolescente não carregue isso sozinho. Conversar com os pais, responsáveis, professores, coordenação da escola ou outro adulto de confiança não é "dedurar", mas buscar ajuda para interromper uma situação de violência.
Em relação à agressão física, o foco principal deve ser a segurança. Sempre que possível, a melhor atitude é se afastar do local e procurar ajuda imediatamente. Se não houver como evitar uma agressão, a prioridade é proteger a própria integridade física e sair da situação o mais rápido possível, em vez de prolongar a briga. A legítima defesa existe para interromper uma agressão e preservar a própria segurança, e não para revidar ou punir a outra pessoa.
Também vale lembrar que sofrer bullying repetidamente pode afetar a autoestima, a ansiedade e até o rendimento escolar. Nesses casos, conversar com um psicólogo pode ser muito útil para fortalecer a confiança, desenvolver habilidades de enfrentamento e lidar com o impacto emocional dessa experiência.
Ninguém merece ser humilhado ou agredido. Defender-se é um direito, mas buscar apoio e proteção também faz parte dessa defesa.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Meu marido tem transtorno de personalidade narcisista e venho sofrendo abuso sistematicamente há 20
Meu marido tem transtorno de personalidade narcisista e venho sofrendo abuso sistematicamente há 20 anos. Tenho sintomas de síndrome de stress pós traumático complexo, não consigo viver normalmente, não como direito, tenho
insônia e nem cuidados básicos comigo mesma consigo ter. Sinto estar presa em uma situação que não consigo sair. E com
O psicologo que posso obter ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito pelo que você está vivendo. O que você descreve envolve um nível importante de sofrimento emocional e impacto na sua vida diária, e isso merece cuidado e apoio profissional.
Em situações como a sua, o profissional mais indicado para começar é o psicólogo clínico, especialmente alguém com experiência em trauma, violência psicológica, relações abusivas e estresse pós-traumático complexo. Esse tipo de acompanhamento pode te ajudar em dois níveis importantes: primeiro, oferecer um espaço seguro para você falar sobre o que está vivendo sem julgamento; e segundo, trabalhar formas de estabilização emocional e fortalecimento interno para que você consiga retomar, aos poucos, cuidados básicos consigo mesma e maior sensação de segurança.
Além da psicoterapia individual, em alguns casos também pode ser importante buscar:
Psiquiatra, caso os sintomas como insônia, ansiedade intensa e exaustão estejam muito fortes e precisem de suporte medicamentoso
Serviços de apoio à mulher em situação de violência, como redes de proteção social, que podem oferecer orientação e suporte prático
É importante reforçar que o que você descreve não precisa ser enfrentado sozinha. Quando uma pessoa relata dificuldades importantes com alimentação, sono e autocuidado, isso indica um nível elevado de sobrecarga emocional e possivelmente um quadro de sofrimento traumático que pode ser tratado, mas que precisa de apoio consistente.
Sobre a escolha do psicólogo, procure alguém que trabalhe com abordagens focadas em trauma (como terapias contextuais, DBT, EMDR ou outras abordagens baseadas em evidências para trauma e regulação emocional). O mais importante, porém, é que você se sinta acolhida e segura nessa relação terapêutica.
Você não está “presa sem saída”, mesmo que agora pareça assim. O primeiro passo pode ser justamente ter um espaço onde você não precise carregar tudo sozinha.
Se em algum momento você se sentir em risco ou sem segurança, procure ajuda imediata em serviços de emergência ou redes de proteção da sua cidade.
Você merece cuidado e apoio.
Espero ter ajudado.
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Boa tarde! Tenho a sensação que vou morrer, sinto que meu coração vai parar é meu corpo vai ficando
Boa tarde!
Tenho a sensação que vou morrer, sinto que meu coração vai parar é meu corpo vai ficando fraco.
Isso é sintomas da ansiedade?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, especialmente em crises de ansiedade ou ataques de pânico.
A sensação de que “vai morrer”, de que o coração vai parar ou de fraqueza no corpo é algo relativamente comum em estados intensos de ansiedade. Isso acontece porque o corpo entra em modo de alerta máximo (resposta de “luta ou fuga”), o que provoca alterações físicas importantes, como aumento da frequência cardíaca, respiração mais curta, tensão muscular e sensação de descontrole corporal.
Essas mudanças podem ser interpretadas pelo cérebro como sinais de perigo real, o que aumenta ainda mais o medo e intensifica os sintomas formando um ciclo de ansiedade.
Mesmo sendo muito assustador, esse tipo de crise não costuma representar um risco real de parada cardíaca em pessoas que já foram avaliadas e não têm problemas médicos identificados. Ainda assim, como os sintomas físicos são fortes, é sempre importante descartar causas clínicas quando eles aparecem pela primeira vez ou quando há mudança no padrão.
Do ponto de vista psicológico, o tratamento ajuda bastante, principalmente para:
reduzir o medo das sensações físicas
interromper o ciclo de interpretação catastrófica
diminuir a hipervigilância corporal
desenvolver estratégias de regulação emocional
Se isso tem acontecido com frequência, vale muito buscar acompanhamento com um psicólogo, e em alguns casos também com psiquiatra.
Você não está “ficando doente do coração” necessariamente muitas vezes é o próprio sistema de ansiedade ativado de forma intensa, e isso tem tratamento.
Espero ter ajudado.
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A ansiedade causa sensação de tontura ...?eu fiquei sentindo isso depois de sentir varias coisas ...
A ansiedade causa sensação de tontura ...?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a ansiedade pode causar sensação de tontura em algumas pessoas.
Isso acontece porque, durante estados de ansiedade, o corpo entra em um modo de alerta que pode alterar a respiração, a tensão muscular e a percepção corporal. Muitas vezes a respiração fica mais curta ou acelerada (mesmo sem a pessoa perceber), o que pode mudar o equilíbrio de gases no sangue e gerar sensações como tontura, cabeça leve, visão “estranha” ou sensação de instabilidade.
Além disso, a ansiedade também aumenta a atenção voltada para o próprio corpo, o que faz com que sensações físicas normais sejam percebidas de forma mais intensa e, às vezes, interpretadas como sinal de algo perigoso, o que pode aumentar ainda mais a tontura.
É importante lembrar que, embora a ansiedade possa causar esses sintomas, tontura também pode ter outras causas físicas. Por isso, se esse sintoma for frequente, intenso ou novo, é sempre indicado fazer uma avaliação médica para descartar outras possibilidades.
Quando a tontura está ligada à ansiedade, o tratamento psicológico ajuda bastante, porque trabalha tanto a regulação emocional quanto a forma como a pessoa reage às sensações corporais, reduzindo o ciclo de medo e intensificação dos sintomas.
Se isso tem acontecido com você com frequência, pode ser um sinal importante de que vale buscar apoio profissional.
Espero ter ajudado.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…