Perguntas do paciente (640)

  • Olá! Já tive quadros de ansiedade e uma psicóloga me descreveu que tive crises de pânico. Eu tive co

    Olá! Já tive quadros de ansiedade e uma psicóloga me descreveu que tive crises de pânico. Eu tive contato a 12 dias com um amigo que supostamente teve covid, e desde que ele me deu notícias da saúde da mãe dele venho sentindo um incômodo na garganta mas que não evolui para nada mais, e não está inflamada, inchada e nem dói quando bebo ou como. Só como se tivesse alguma coisa irritando, já senti minha garganta me incomodar outras vezes quando também tive muito medo de estar doente. É provável que esse incômodo seja da ansiedade? Não sinto nada além disso desde o contato.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. A despersonalização costuma ser uma experiência muito angustiante, e é compreensível que o medo de permanecer assim aumente ainda mais o sofrimento.

    Pelo que você descreve, além da sensação de despersonalização, o que mais parece estar lhe causando sofrimento é o fato de passar grande parte do dia pensando sobre ela, tentando entender por que aconteceu, imaginando que pode ser algo grave ou que nunca irá melhorar. Esse ciclo de preocupação constante pode acabar mantendo a ansiedade e fazendo com que a própria sensação pareça mais intensa e persistente.

    A boa notícia é que, na maioria dos casos em que a despersonalização está relacionada à ansiedade ou ao estresse, ela não é permanente. Muitas pessoas apresentam melhora significativa à medida que a ansiedade é tratada e deixam de ficar monitorando continuamente se a sensação ainda está presente.

    Isso não significa que seja fácil "parar de pensar". Pelo contrário, quando tentamos expulsar um pensamento ou verificar o tempo todo se "já voltamos ao normal", muitas vezes acabamos mantendo nossa atenção voltada justamente para aquilo que queremos que desapareça.

    Acredito que seria importante procurar um psicólogo para uma avaliação, caso ainda não esteja em acompanhamento. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o que está acontecendo e a desenvolver uma relação diferente com essas experiências, reduzindo o medo e a necessidade de monitorá-las. Dependendo da intensidade dos sintomas, um psiquiatra também poderá avaliar se há indicação de tratamento medicamentoso.

    Também é importante lembrar que a despersonalização pode estar presente em diferentes condições, por isso uma avaliação profissional é fundamental para compreender o seu caso específico.

    Por fim, gostaria de tranquilizá-lo em relação ao medo de "não voltar a ser quem era". Muitas pessoas que passam por esse tipo de experiência têm exatamente esse receio, mas conseguem recuperar sua qualidade de vida com o tratamento adequado. O fato de você estar há dois meses com os sintomas não significa que eles serão permanentes.

    Você não precisa enfrentar isso sozinho. Existe tratamento, e há boas perspectivas de melhora.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • É possível alaguem com depressão ter oscilações de humor bruscas diárias? Como um exemplo, posso aco

    É possível alaguem com depressão ter oscilações de humor bruscas diárias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sim, é possível.

    Embora a depressão seja frequentemente associada a um humor mais persistentemente deprimido, muitas pessoas com quadro depressivo também podem apresentar oscilações emocionais ao longo do dia, especialmente em períodos de maior intensidade do sofrimento.

    Isso pode acontecer por alguns motivos:

    Em primeiro lugar, na depressão há uma maior sensibilidade emocional e menor “reserva” psicológica. Isso faz com que pequenas situações do dia a dia tenham um impacto maior no humor, gerando variações mais rápidas entre momentos de tristeza, irritabilidade, ansiedade ou até breves momentos de alívio.

    Além disso, é comum que a depressão venha acompanhada de ansiedade. Nesses casos, o humor pode oscilar mais ao longo do dia devido a pensamentos preocupantes, tensão constante e reações emocionais mais intensas a estímulos internos e externos.

    Outro ponto importante é que algumas pessoas apresentam um padrão mais instável de regulação emocional, no qual o humor pode mudar com mais rapidez em resposta a eventos, pensamentos ou interações. Isso não significa necessariamente outro diagnóstico, mas pode indicar um quadro mais complexo que precisa ser avaliado com cuidado.

    Também é importante considerar que nem toda oscilação de humor está ligada à depressão em si — fatores como estresse, privação de sono, conflitos interpessoais e ansiedade podem intensificar essas variações.

    Por isso, mais importante do que a presença ou ausência de oscilações é observar:

    a intensidade dessas mudanças,
    a frequência,
    o impacto na vida diária,
    e o conjunto geral de sintomas.

    Se isso está te causando sofrimento ou prejuízo no seu dia a dia, o ideal é buscar acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico, para uma avaliação mais completa e individualizada.

    Existe tratamento, e muitas pessoas apresentam melhora significativa quando recebem o cuidado adequado.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Frequentemente sinto uma sensação de gelo no peito é como se eu levasse um susto, logo após sinto um

    Frequentemente sinto uma sensação de gelo no peito é como se eu levasse um susto, logo após sinto uma dor leve no peito e tenho muita vontade de chorar e começo a pensar que vou morrer de ataque cardíaco. É um gelo muito forte como se faltasse ar. Seria ansiedade ou problema cardíaco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    A sensação que você descreve um “gelo no peito”, como um susto repentino, acompanhado de falta de ar, vontade de chorar e medo intenso de morrer ou ter um ataque cardíaco pode ocorrer em quadros de ansiedade, especialmente durante crises de ansiedade ou episódios de pânico.
    Quando o sistema de alerta do organismo é ativado de forma intensa, podem surgir sensações físicas muito marcantes e assustadoras. Muitas pessoas relatam exatamente essa impressão de um “choque”, “frio no peito”, aperto, vazio repentino no estômago ou no tórax, seguida por pensamentos de catástrofe, como a sensação de que algo muito grave está prestes a acontecer.
    Ao mesmo tempo, é importante ter cautela. Sintomas no peito não devem ser automaticamente atribuídos à ansiedade sem avaliação médica, principalmente se forem recentes, se houver fatores de risco cardiovasculares ou se você nunca investigou essas sensações anteriormente.
    A diferença é que, em muitos quadros de ansiedade, o medo de estar tendo um problema cardíaco acaba se tornando parte do próprio ciclo dos sintomas: a sensação física surge, é interpretada como sinal de perigo, o medo aumenta e o corpo reage com ainda mais intensidade.
    Se você já realizou avaliações cardiológicas e não foram encontradas alterações significativas, a hipótese de ansiedade ganha mais força. Ainda assim, caso esses sintomas sejam novos ou estejam se intensificando, vale a pena conversar com um médico para uma avaliação adequada.
    Além disso, um acompanhamento psicológico pode ajudar muito a compreender a relação entre essas sensações corporais, o medo de morrer e os estados de ansiedade, reduzindo gradualmente o sofrimento associado a elas.
    Você não está sozinho(a) nessa experiência, e ela merece ser acolhida e investigada com cuidado.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tenho ansiedade tenho sentido dores do peito esquerdo e falta de ar já fui no médico particular fiz

    Tenho ansiedade tenho sentido dores do peito esquerdo e falta de ar já fui no médico particular fiz exame de sangue ecocardiograma e raio x dos pulmões por causa da falta de ar os exames derao tudo certo e me foi receitado alprazolam
    Já estou tomando a 5 dias e ainda sinto os sintomas porém mais leves .
    Devo me investigar mais afundo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Pelo que você descreve, você já realizou uma investigação importante, incluindo exames de sangue, ecocardiograma e radiografia de tórax, e os resultados foram tranquilizadores. Isso reduz a probabilidade de que os sintomas estejam relacionados a algumas das principais causas cardíacas e pulmonares avaliadas por esses exames.

    A dor no peito e a sensação de falta de ar são sintomas que podem ocorrer em quadros de ansiedade. Mesmo quando a causa é emocional, eles costumam ser bastante reais e intensos, o que frequentemente gera ainda mais preocupação e mantém um ciclo de medo e vigilância sobre o próprio corpo.

    Também é importante lembrar que você iniciou o alprazolam há apenas cinco dias. Embora esse medicamento possa aliviar a ansiedade rapidamente em algumas pessoas, ele não trata, por si só, as causas do transtorno de ansiedade. Além disso, o tempo de resposta e a intensidade da melhora variam de uma pessoa para outra.

    Quanto à necessidade de investigar mais profundamente, isso depende da evolução dos sintomas e da avaliação do médico que está acompanhando você. Em geral, se já houve uma investigação adequada, os exames foram normais e não surgiram sintomas novos ou sinais de alerta, repetir exames imediatamente nem sempre traz respostas diferentes e, em algumas situações, pode acabar reforçando a preocupação com a saúde.

    Ao mesmo tempo, se a dor no peito ou a falta de ar mudarem de característica, se tornarem muito intensas, vierem acompanhadas de desmaio, dificuldade importante para respirar ou outros sintomas preocupantes, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

    Além do acompanhamento médico, acredito que a psicoterapia pode ser uma parte muito importante do tratamento. Ela ajuda a compreender os fatores que mantêm a ansiedade e a reduzir o impacto que os sintomas físicos exercem sobre a sua vida.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Ultimamente estou dormindo mal pq sinto meu pescoço e costa tudo duro, so melhora quando troca de po

    Ultimamente estou dormindo mal pq sinto meu pescoço e costa tudo duro, so melhora quando troca de posiçao na cama, sinto um relaxamento na tensao, mais depois de 10 minutos volta a tensao e me faz trocar de um lado pro outro toda vez e isso nao esta me fazendo dormir direito, ja troquei de

    colchao e tomo ibuprofeno mais nada esta resolvendo, sinto essa pressao so pra dormir, e

    psicologico

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Dormir mal por causa dessa tensão constante pode ser muito desgastante.

    Pelo que você descreve, a sensação de rigidez no pescoço e nas costas melhora temporariamente quando você muda de posição, mas retorna poucos minutos depois, fazendo com que você passe a noite se virando na cama. Esse padrão pode estar relacionado à tensão muscular, que muitas vezes é influenciada pelo estresse e pela ansiedade.

    No entanto, não é possível afirmar apenas pelo seu relato que seja um problema psicológico. A dor e a rigidez muscular também podem estar associadas a condições ortopédicas, reumatológicas, alterações posturais, problemas na coluna, distúrbios do sono ou outras causas clínicas. Além disso, o fato de o ibuprofeno não estar resolvendo não permite concluir qual é a origem do problema.

    Como você relata que isso está prejudicando significativamente seu sono, considero importante procurar um médico para uma avaliação mais detalhada. Dependendo da suspeita clínica, ele poderá indicar exames ou encaminhá-lo para um especialista, como um ortopedista ou fisiatra.

    Se, após a investigação, não forem encontradas alterações físicas que expliquem os sintomas, ou se houver sinais de que a ansiedade esteja contribuindo para a tensão muscular, a psicoterapia também pode ser bastante útil. Muitas pessoas com ansiedade mantêm uma contração muscular persistente, principalmente na região do pescoço, ombros e costas, e isso pode se intensificar justamente na hora de dormir, quando o corpo deveria relaxar.

    Enquanto isso, vale a pena observar se essa tensão costuma aumentar em períodos de maior preocupação ou estresse e evitar o uso prolongado de medicamentos por conta própria, pois eles podem ter efeitos adversos quando utilizados sem orientação médica.

    Portanto, a ansiedade pode contribuir para esse tipo de sintoma, mas é importante que outras causas sejam investigadas antes de concluir que a origem é exclusivamente psicológica.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • O pai e o irmão do meu marido tem dislexia , só que o meu marido não tem . Meu filho(a) tem chance d

    O pai e o irmão do meu marido tem dislexia , só que o meu marido não tem . Meu filho(a) tem chance de ser dislexo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sim, existe uma possibilidade maior em comparação com a população geral, mas isso não significa que seu filho necessariamente terá dislexia.

    A dislexia possui um importante componente genético. Isso significa que ela tende a ocorrer com mais frequência em algumas famílias. O fato de o pai e o irmão do seu marido terem dislexia sugere que há uma predisposição familiar. Mesmo que seu marido nunca tenha apresentado dificuldades de leitura e escrita compatíveis com o transtorno, ele ainda pode compartilhar parte dessa predisposição genética.

    No entanto, a herança da dislexia é complexa e envolve múltiplos fatores genéticos e ambientais. Não existe uma transmissão direta em que "se há casos na família, a criança também terá". Muitas crianças com histórico familiar nunca desenvolvem o transtorno, enquanto outras, sem antecedentes conhecidos, podem apresentar dislexia.

    Caso seu filho apresente, durante a alfabetização, dificuldades persistentes para aprender a ler e escrever, trocar letras, reconhecer sons das palavras ou acompanhar o ritmo esperado para a idade, é importante buscar uma avaliação precoce. Quanto mais cedo as dificuldades forem identificadas, maiores são as chances de oferecer intervenções adequadas e reduzir os impactos no desenvolvimento escolar.

    Se surgir essa suspeita, a avaliação costuma envolver uma equipe multiprofissional, podendo incluir psicólogo com experiência em aprendizagem, neuropsicólogo, fonoaudiólogo e, quando necessário, outros profissionais.

    Portanto, seu filho pode ter um risco um pouco maior devido ao histórico familiar, mas não é possível prever apenas com base nisso se ele desenvolverá dislexia.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • olá! eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sint

    olá!
    eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sintomas do toc, como pensamentos compulsivos, isso atrapalha muito meu dia a dia, não consigo
    mais estudar, não consigo mais viver sem me sentir culpada por causa desses pensamentos
    parece que eu nunca vou conseguir me livrar deles, é uma angústia enorme...

    posso fazer terapia para que isso melhore?..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja bem.
    Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que descreve, esses pensamentos têm gerado bastante sofrimento e estão impactando áreas importantes da sua vida, como os estudos, a rotina e seu bem-estar emocional.
    Embora não seja possível confirmar um diagnóstico por meio de uma resposta online, pensamentos intrusivos, recorrentes e acompanhados de intensa culpa ou angústia podem, de fato, estar presentes em quadros relacionados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Muitas pessoas acabam acreditando que esses pensamentos dizem algo sobre quem elas são, quando, na realidade, o sofrimento costuma estar justamente no fato de que eles entram em conflito com aquilo que valorizam.
    A boa notícia é que existem tratamentos psicológicos eficazes para esse tipo de dificuldade. A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor a relação que você tem desenvolvido com esses pensamentos e a construir formas mais saudáveis de lidar com eles, reduzindo gradualmente o impacto que exercem sobre sua vida.
    Também é importante destacar que o objetivo do tratamento nem sempre é eliminar completamente os pensamentos, mas aprender a responder a eles de uma maneira diferente, para que deixem de ocupar tanto espaço e interferir nas suas escolhas e atividades do dia a dia.
    Considerando o sofrimento que você relata e os prejuízos nos estudos e na rotina, acredito que buscar acompanhamento psicológico seja uma decisão bastante importante neste momento. Caso ainda não esteja em acompanhamento, vale a pena procurar um profissional para uma avaliação mais detalhada.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • eu comecei a ter dores de cabeça recentemente, fiquei bastante ansioso e a dor não passou. A ansieda

    eu comecei a ter dores de cabeça recentemente, fiquei bastante ansioso e a dor não passou. A ansiedade pode piorar a dor de cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, a ansiedade pode piorar e até manter dores de cabeça.
    Quando estamos ansiosos, o corpo entra em um estado de alerta constante. Isso pode aumentar a tensão muscular (principalmente na região da testa, couro cabeludo, pescoço e ombros), alterar o padrão de respiração e deixar o sistema nervoso mais “sensível”. Tudo isso pode favorecer ou intensificar dores de cabeça tensionais.
    Além disso, a própria preocupação com a dor pode criar um ciclo: você sente a dor → fica mais ansioso com ela → o corpo tensiona mais → a dor se mantém ou piora. Esse ciclo é muito comum em quadros de ansiedade.
    Por outro lado, é importante não assumir automaticamente que toda dor de cabeça é causada pela ansiedade. Existem diversas causas possíveis (sono, alimentação, visão, tensão muscular, sinusite, entre outras). Como você mencionou que a dor é recente e não passou, é recomendável também uma avaliação médica para descartar causas físicas e trazer mais segurança.
    Se não houver uma causa orgânica significativa, o manejo da ansiedade costuma ajudar bastante na redução da frequência e intensidade dessas dores.
    A psicoterapia pode ser útil justamente para quebrar esse ciclo de preocupação + tensão corporal + dor, além de ajudar você a lidar melhor com o estado de ansiedade que está mantendo o sintoma.
    Se a dor estiver muito forte, persistente ou diferente do seu padrão habitual, procure atendimento médico o quanto antes.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Olá fui no médico não tenho nada no coração no pulmão estou muito bem inclusive fui no médico do hos

    Olá fui no médico não tenho nada no coração no pulmão estou muito bem inclusive fui no médico do hospital e particular. E as vezes me acelera o coração sensação de aperto no peito respiração fica ruim e o médico disse que é ansiedade. Agora estou
    tomando remédio hj é o 6 dia já já faz efeito né? As vezes sente ruim a garganta tanto para engolir e também para comer comida fica parece que algo preso ali incomodando, seria interessante fazer acompanhamento com psicologo pra ajudar a passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Pelo que você descreve, você já passou por uma avaliação médica, inclusive no hospital e em consulta particular, e não foram encontradas alterações no coração ou nos pulmões. Isso é uma informação importante, pois ajuda a descartar algumas causas clínicas para os sintomas.

    As sensações que você relata — coração acelerado, aperto no peito, dificuldade para respirar e sensação de algo preso na garganta — podem, de fato, estar presentes em quadros de ansiedade. Muitas pessoas também descrevem uma sensação de "bolo na garganta" ou dificuldade para engolir durante períodos de maior tensão emocional.

    Em relação à medicação, é comum que muitos antidepressivos utilizados no tratamento da ansiedade não apresentem efeito completo nos primeiros dias. Em geral, os benefícios começam a aparecer de forma gradual ao longo de algumas semanas. Portanto, com apenas seis dias de uso, ainda pode ser cedo para perceber a melhora esperada. É importante utilizar o medicamento conforme a orientação do seu psiquiatra e não interrompê-lo por conta própria. Caso surjam efeitos colaterais importantes ou dúvidas sobre o tratamento, converse com o médico que o prescreveu.

    Quanto à sua pergunta, sim, acredito que o acompanhamento psicológico pode ser muito importante. A medicação pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas, mas a psicoterapia auxilia a compreender os fatores que mantêm a ansiedade, identificar gatilhos e desenvolver estratégias para lidar com as sensações físicas e com as preocupações de forma mais saudável. A combinação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico costuma apresentar bons resultados para muitas pessoas.

    Também é comum que, quando a ansiedade é intensa, a pessoa passe a monitorar constantemente o próprio corpo, o que pode fazer com que essas sensações pareçam ainda mais intensas. Na terapia, é possível aprender maneiras de reduzir esse ciclo e recuperar a confiança no próprio corpo.

    Portanto, considerando o seu relato, acredito que manter o acompanhamento com o médico e iniciar ou continuar a psicoterapia pode ser um caminho bastante positivo.

    Espero que, com o tratamento, você perceba uma melhora gradual nas próximas semanas.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Eu já fui diagnosticado com depressão e borderline, vi que tenho sintomas sim dos dois, mas tem uma

    Eu já fui diagnosticado com depressão e borderline, vi que tenho sintomas sim dos dois, mas tem uma coisa que eu sou, muito ansioso, queria saber se isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, isso pode acontecer.
    Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente apresentam níveis elevados de ansiedade, e também é comum que a ansiedade esteja presente em quadros de depressão. Além disso, algumas pessoas têm, simultaneamente, um transtorno de ansiedade, como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico ou Ansiedade Social. Ou seja, sentir-se muito ansioso não é algo incomum em quem já possui esses diagnósticos.
    No TPB, a ansiedade pode estar relacionada ao medo de abandono, à incerteza nos relacionamentos, à dificuldade de regular emoções e à sensação de que acontecimentos negativos podem ocorrer a qualquer momento. Já na depressão, embora a tristeza e a falta de energia sejam sintomas bastante conhecidos, muitas pessoas também experimentam inquietação, preocupação excessiva e tensão constante.
    O mais importante, entretanto, não é apenas saber se a ansiedade "faz parte" desses transtornos, mas compreender como ela se manifesta em você. Por exemplo:
    Ela é constante ou aparece em crises?
    Está relacionada a preocupações específicas ou surge sem motivo aparente?
    Ela interfere no sono, no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos?
    Essas informações ajudam a definir quais estratégias terapêuticas serão mais úteis.
    Se você já está em acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, vale a pena conversar sobre essa ansiedade de forma específica. Muitas vezes, ela merece um foco próprio dentro do tratamento. Abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades de regulação emocional e para uma relação mais flexível com pensamentos e emoções difíceis, enquanto o psiquiatra pode avaliar se há necessidade de ajustes na medicação, quando ela estiver sendo utilizada.
    Portanto, sim, é relativamente comum que ansiedade esteja presente em pessoas com TPB e depressão, mas isso não significa que você precise conviver com esse sofrimento sem tratamento. Quanto melhor a ansiedade for compreendida, maiores tendem a ser as possibilidades de manejá-la de forma eficaz.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Boa noite, venho sofrendo bastante com ansiedade, tais sintomas como falta de ar, pensamento no que

    Boa noite, venho sofrendo bastante com ansiedade, tais sintomas como falta de ar, pensamento no que ainda vai acontecer. Fui no clinico geral que me receitou o uso do Rivotril para ansiedade. Só que à noite eu não consigo dormir vem a minha mente pensamentos de que vou morrer, fico com falta de ar, as vezes dores de cabeça. Tenho os piores pensamentos de que a qualquer momento vou morrer, as vezes acontece de ter sonhos que me deixa mais desesperada ainda e isso me deixa muito desesperada. Eu só consigo dormir a partir das 4h da manha porque sei que o dia já está a caminho. Preciso que algum especialista me oriente o que possa ser isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, os seus sintomas parecem estar muito relacionados a um quadro de ansiedade intensa, especialmente com crises de ansiedade/pânico e um padrão forte de preocupação antecipatória.

    Esses pensamentos de “vou morrer a qualquer momento”, a falta de ar, a sensação de desespero à noite e a dificuldade de dormir são muito comuns em quadros ansiosos mais elevados. Durante a noite, quando há menos distrações, a mente tende a ficar mais focada nas sensações do corpo e em pensamentos automáticos de ameaça, o que pode intensificar ainda mais a ansiedade.

    O que você está vivendo pode envolver alguns processos típicos da ansiedade:

    hipervigilância corporal, em que qualquer sensação (como respiração ou batimento cardíaco) é interpretada como perigo;
    catastrofização, que são pensamentos automáticos de que algo grave vai acontecer (como morrer);
    ciclo de ansiedade noturna, em que o medo de não conseguir dormir aumenta a ansiedade e isso, por sua vez, dificulta ainda mais o sono.

    Esses sintomas são muito angustiantes, mas é importante reforçar: apesar de parecerem perigosos, eles são frequentes em transtornos de ansiedade e pânico e não indicam, por si só, que algo grave esteja acontecendo com o seu corpo.

    O Rivotril pode ajudar em momentos de crise e na redução da ansiedade, mas ele não trata sozinho a raiz do problema. Por isso, é muito importante manter acompanhamento médico regular, porque pode ser necessário ajustar o tratamento, e também fazer psicoterapia, que é fundamental nesse tipo de quadro.

    A terapia ajuda a:

    entender e interromper o ciclo de pensamentos catastróficos;
    reduzir o medo das sensações físicas;
    trabalhar a ansiedade noturna;
    e melhorar a relação com os pensamentos de “morte iminente” que estão te assustando.

    Se possível, também vale reavaliar com o médico que prescreveu a medicação como estão esses sintomas, principalmente por causa da dificuldade importante de sono.

    Você não está “ficando louca” e nem sozinha nisso — o que você descreve é muito compatível com ansiedade intensa, e tem tratamento.

    Se esses pensamentos ficarem muito intensos ou incontroláveis em algum momento, procure ajuda imediata em um serviço de saúde ou alguém de confiança.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Olá. Há alguns meses tenho notado o surgimento de uma ansiedade muito intensa (quase um ataque de pâ

    Olá. Há alguns meses tenho notado o surgimento de uma ansiedade muito intensa (quase um ataque de pânico, eu diria) toda vez que faço ingestão de bebidas alcoólicas mesmo em pequenas quantidades. Não após beber, mas durante. Sinto taquicardia, palpitação e aquele mal-estar típico da ansiedade, com sensação de falta de ar (somente sensação), leve tremedeira, pensamentos extremamente acelerados, midríase e sensação de estar perdendo o controle, enlouquecendo. Não sou alcoólatra e nem tenho histórico. O álcool pode produzir efeitos paradoxais/contrários? Isso pode ser indicativo de algum problema fisiológico ou psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, isso pode acontecer.
    Embora muitas pessoas associem o álcool à sensação de relaxamento, ele pode produzir o efeito oposto em algumas pessoas. Há indivíduos que, mesmo após pequenas quantidades de bebida, apresentam sintomas como taquicardia, palpitações, tremores, sensação de falta de ar, pensamentos acelerados e intenso desconforto, semelhantes a uma crise de ansiedade ou de pânico.
    Isso pode ocorrer por diferentes motivos. O álcool interfere no funcionamento do sistema nervoso central e, conforme sua concentração no organismo varia, pode favorecer um aumento da ativação fisiológica em pessoas mais sensíveis ou predispostas à ansiedade. Além disso, se a pessoa já teve crises de ansiedade anteriormente, as alterações corporais provocadas pelo álcool podem ser interpretadas como sinais de perigo, desencadeando ou intensificando uma crise.
    Também é importante considerar que algumas condições médicas, interações medicamentosas, alterações metabólicas ou até reações individuais ao álcool podem produzir sintomas semelhantes. Por isso, não é possível concluir apenas pelo relato se a origem é exclusivamente psicológica ou fisiológica.
    Como os episódios são recorrentes e parecem acontecer sempre durante a ingestão de bebidas alcoólicas, acredito que valha a pena conversar com um médico para uma avaliação clínica. Se não forem identificadas alterações físicas relevantes, uma avaliação psicológica também pode ajudar a compreender por que essas reações estão ocorrendo e se existe algum fator de ansiedade contribuindo para o quadro.
    Enquanto essa investigação é realizada, uma medida prudente seria evitar ou suspender o consumo de álcool, já que ele parece funcionar como um gatilho consistente para os sintomas.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Boa tarde me chamo Rosicleia ,e ando sentido muita ansiedade creio eu que e ansiedade, todos os dias

    Boa tarde me chamo Rosicleia ,e ando sentido muita ansiedade creio eu que e ansiedade, todos os dias eu sinto ,muito falta de ar,dor no peito, fadiga ,angustia .tristeza , boca seca, vontade excessiva de fazer xixi,calafrios constantes uma tristeza tão
    grande que me doi o corpo , tenho chorado o tempo todo ,tenho ficado irrita muito irrita ,isso tem me atrapalhano muito no serviço pq ando muito sem ação ,chego atrasada pq nao ando dormindo com
    insonia , e uma tristeza tão grande que so tenho vontade de chorar e ficar deitada , o psicologo ou psiquiatra podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá, Rosicleia!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, esse sofrimento parece estar afetando profundamente sua rotina, seu trabalho, seu sono e seu bem-estar.

    Embora sintomas como falta de ar, dor no peito, boca seca, vontade frequente de urinar, calafrios e sensação de angústia possam estar relacionados à ansiedade, o conjunto de sintomas que você relata também inclui tristeza intensa, choro frequente, irritabilidade, insônia, perda de disposição e dificuldade para realizar suas atividades no trabalho. Isso mostra que há um sofrimento importante que merece uma avaliação cuidadosa.

    Não é possível confirmar um diagnóstico apenas por uma mensagem, mas, considerando a intensidade e o impacto desses sintomas, acredito que tanto um psicólogo quanto um psiquiatra podem ajudá-la.

    O psicólogo poderá auxiliá-la a compreender o que está acontecendo, identificar fatores que possam estar contribuindo para esse sofrimento e desenvolver estratégias para lidar melhor com as emoções e com a ansiedade. Já o psiquiatra poderá avaliar se existe algum transtorno de ansiedade, depressão ou outra condição que justifique o uso de medicação, caso ela seja indicada.

    Também gostaria de fazer uma observação importante: como você relata falta de ar e dor no peito, caso esses sintomas sejam intensos, diferentes do habitual, ou surjam acompanhados de sinais como desmaio, dor muito forte ou outros sintomas físicos preocupantes, é importante procurar atendimento médico para descartar causas clínicas.

    Pelo seu relato, você não está apenas vivendo um período de estresse. Seus sintomas estão trazendo prejuízos importantes para o sono, o trabalho e sua qualidade de vida, e isso indica que vale a pena buscar ajuda o quanto antes. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores tendem a ser as chances de recuperação.

    Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha. Há tratamentos eficazes para quadros como esse, e muitas pessoas conseguem recuperar o equilíbrio e voltar a ter uma boa qualidade de vida.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ans

    O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ansiedade? Ir tb no psicologo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, procurar um psicólogo pode ser uma alternativa importante, especialmente se você sente que os medicamentos não estão trazendo os resultados esperados.
    É importante lembrar que o tratamento da depressão e dos transtornos de ansiedade nem sempre depende apenas da medicação. Em muitos casos, a combinação entre acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia apresenta resultados melhores do que qualquer uma das intervenções isoladamente.
    Além disso, quando uma medicação não produz o efeito esperado, isso não significa necessariamente que não exista tratamento para o seu caso. Pode ser importante conversar novamente com o psiquiatra para revisar o diagnóstico, a dose utilizada, o tempo de uso, possíveis fatores associados e outras opções terapêuticas.
    A psicoterapia pode ajudar a compreender padrões de pensamento e comportamento, lidar com emoções difíceis, desenvolver habilidades de enfrentamento e retomar atividades importantes que muitas vezes acabam sendo abandonadas durante períodos de sofrimento intenso.
    Portanto, se você ainda não está em acompanhamento psicológico, vale a pena considerar essa possibilidade. E, se já faz acompanhamento psiquiátrico, procure manter esse diálogo aberto com o profissional sobre a evolução dos sintomas.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Depressão causa esquecimento? (tenho 16 anos) tive uma crise de pânico um dia antes do meu aniversár

    Depressão causa esquecimento? (tenho 16 anos) tive uma crise de pânico um dia antes do meu aniversário e do nada eu mudei fiquei triste e sem energia para fazer nada, eu fico com medo, eu tenho saudades de como eu era antes, meu sono é horrível parece que fico agitada na hora de dormir e não sinto fome, também sinto uma pressão na minha cabeça bem na parte da frente, meus sentimentos também parece que se foram eu me sinto vazia e sem esperanças mas eu não quero desistir mas está sendo tudo tão difícil

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, parece que houve uma mudança muito significativa na forma como você vinha se sentindo, e isso certamente pode ser bastante assustador.

    Respondendo à sua pergunta: sim, a depressão pode causar dificuldades de concentração, atenção e memória. Muitas pessoas relatam esquecimentos, dificuldade para estudar, sensação de que a mente está "lenta" ou de que não conseguem se concentrar como antes. No entanto, esses sintomas também podem aparecer em quadros de ansiedade intensa, após uma crise de pânico, alterações do sono e outras condições. Por isso, é importante que sejam avaliados dentro do contexto da sua história.

    Também me chamou atenção o conjunto de sintomas que você descreve: tristeza persistente, falta de energia, alteração do sono, diminuição do apetite, sensação de vazio, perda da esperança e a impressão de que "não é mais a mesma pessoa". Tudo isso merece uma avaliação profissional e não deve ser encarado como algo que você precisa enfrentar sozinho.

    Ao mesmo tempo, gostaria de destacar uma frase sua: "eu não quero desistir". Apesar de todo o sofrimento, existe uma parte sua que quer melhorar e recuperar a vida que tinha antes. Isso é muito importante e vale a pena ser acolhido.

    Como você tem 16 anos, acredito que seja fundamental conversar com um adulto de confiança — como seus pais, um responsável ou outro familiar — e contar como você tem se sentido. Também recomendo procurar um psicólogo para uma avaliação o quanto antes. Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser indicada.

    Se, em algum momento, esse sentimento de desesperança aumentar ou você passar a pensar em machucar a si mesmo ou sentir que não consegue se manter seguro, procure ajuda imediatamente e conte a um adulto de confiança. Você não precisa enfrentar isso sozinho.

    O fato de hoje tudo parecer muito difícil não significa que você vá se sentir assim para sempre. Com o tratamento adequado, muitos adolescentes conseguem recuperar o bem-estar e voltar a realizar suas atividades normalmente.

    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Olá , por vezes quando tenho ansiedade antes de exames da universidade as vezes quando me vou deitar

    Olá , por vezes quando tenho ansiedade antes de exames da universidade as vezes quando me vou deitar ou estou sozinho num ambiente sem barulho sinto uma grande sensibilidade ao som e sinto “medo” dos barulhos a meu redor como por exemplo respirar, mexer no telemóvel , ouvir qualquer barulho me deixa com medo , gostaria de saber o nome dessa condição e se existe tratamento .
    Cumprimentos .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    O que você descreve pode estar relacionado a um estado de hipervigilância, que é comum em pessoas com ansiedade. Nesses momentos, o cérebro entra em um estado de alerta aumentado e passa a monitorar o ambiente de forma muito intensa. Como consequência, sons que normalmente passariam despercebidos como a própria respiração, o toque no celular ou pequenos ruídos do ambiente podem parecer muito mais evidentes e até provocar medo ou desconforto.

    Isso não significa, necessariamente, que você tenha uma condição específica chamada "sensibilidade ao som". Existem quadros como a hiperacusia (aumento da sensibilidade aos sons), mas, pelo fato de os sintomas aparecerem principalmente em períodos de ansiedade e em momentos de silêncio, é possível que essa percepção esteja mais relacionada ao estado de alerta do que a uma alteração da audição.

    Também é comum que, quando estamos ansiosos, o silêncio faça com que a atenção se volte ainda mais para os sons do próprio corpo e do ambiente, aumentando a sensação de que eles são ameaçadores ou difíceis de tolerar.

    A boa notícia é que esse tipo de sintoma costuma responder ao tratamento da ansiedade. A psicoterapia, especialmente abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), pode ajudar a reduzir a hipervigilância, modificar a forma como você interpreta essas sensações e desenvolver estratégias para lidar melhor com elas. Em alguns casos, quando a ansiedade é intensa ou persistente, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.

    Caso essa sensibilidade ao som passe a ocorrer mesmo quando você não está ansioso, ou venha acompanhada de dor, perda auditiva, zumbido intenso ou outros sintomas relacionados à audição, também é recomendável procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Gostaria de saber , se além de exercício de respiração, existe outra técnica para melhorar a crise d

    Gostaria de saber , se além de exercício de respiração, existe outra técnica para melhorar a crise de ansiedade e as dores frequentes no peito? Já passei por cardiologista e exames n apresentou nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, além dos exercícios de respiração, existem outras estratégias que podem ajudar a lidar com as crises de ansiedade e com os sintomas físicos associados, como a sensação de aperto ou dor no peito. Como você já realizou avaliação cardiológica e não foram identificadas alterações, pode ser útil investigar também o papel que a ansiedade está desempenhando nessas experiências.
    Uma estratégia bastante utilizada é o aterramento no momento presente. Durante uma crise, tente direcionar sua atenção para o ambiente ao redor: observe objetos, sons, cheiros e sensações corporais. Isso pode ajudar a reduzir a tendência de ficar preso em pensamentos catastróficos ou em uma vigilância excessiva dos sintomas físicos.
    Também pode ser útil observar a ansiedade com curiosidade, em vez de travar uma luta constante contra ela. Muitas vezes, quanto mais tentamos eliminar imediatamente uma sensação desagradável, mais atentos ficamos a ela. Aprender a reconhecer os sintomas como experiências temporárias pode reduzir seu impacto ao longo do tempo.
    Além disso, hábitos como atividade física regular, sono adequado e momentos de lazer costumam contribuir significativamente para a regulação da ansiedade.
    Se as crises forem frequentes ou estiverem trazendo sofrimento importante, a psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores envolvidos e desenvolver estratégias personalizadas para lidar com elas de forma mais eficaz.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Boa tarde, tenho 59 anos passando por um quadro de depressão e ansiedade. Tomo hj quietiapina e desv

    Boa tarde, tenho 59 anos passando por um quadro de depressão e ansiedade. Tomo hj quietiapina e desvenlafaxina. Perdi dentro de mim tudo oq gostava. Hj só angústias, medos, não durmo direito, falta de apetite, estou com um psiquiatra, mas algo
    está errado comigo. Faço medicação, oração, mas parece que meu cérebro nunca está plugado no que estou fazendo.fugi de todos, hj vivo mais tempo no quarto, só . Sei que falta algo que me impulsione,
    todos dizem se estorco, um psicologo pode me ajudar no como?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por esse momento tão difícil. Pelo que você descreve, há um sofrimento importante envolvendo depressão e ansiedade, com sintomas como angústia constante, medos, perda de prazer nas coisas que antes gostava, isolamento, dificuldade para dormir e falta de apetite. Isso tudo realmente pode dar a sensação de que “algo está errado dentro de você”, mas é importante dizer com clareza: isso não significa que você esteja quebrado ou sem solução.

    Quando alguém está em um quadro depressivo e ansioso, é muito comum ocorrer o que você descreveu como “não sentir mais prazer em nada” e “parecer que o cérebro não está conectado no que está fazendo”. Isso pode estar relacionado tanto à própria depressão quanto a um estado de ansiedade persistente, que deixa a mente sempre em alerta e dificulta a presença no momento.

    Você já está fazendo algo muito importante, que é estar em acompanhamento com psiquiatra e usando medicação. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar dose, tempo de uso ou até reavaliar a combinação dos medicamentos, porque nem sempre a resposta é imediata ou completa com a primeira estratégia.

    Em relação à sua pergunta: sim, o psicólogo pode ajudar muito no seu caso. A psicoterapia não substitui o psiquiatra, mas complementa o tratamento de forma essencial. Ela pode te ajudar a:

    compreender o que está mantendo esse estado de angústia e isolamento;
    trabalhar a perda de prazer e motivação (algo muito comum na depressão);
    lidar com pensamentos de medo e desesperança;
    reconstruir aos poucos o contato com atividades e pessoas;
    e principalmente recuperar a sensação de sentido e presença no dia a dia.

    Um ponto importante: na depressão, não é incomum a pessoa sentir que “falta algo” ou que precisa esperar uma motivação aparecer para conseguir agir. Na prática, muitas vezes o caminho é o contrário — pequenas ações orientadas no tratamento vão, aos poucos, ajudando o cérebro a retomar essa capacidade de interesse e conexão.

    Você não está sozinho nisso, e o fato de você estar buscando ajuda já é um passo muito importante.

    Se em algum momento o sofrimento aumentar muito ou surgirem pensamentos de desistir da vida, é fundamental procurar ajuda imediata em um serviço de saúde ou alguém de confiança.

    Existe tratamento, e muitas pessoas conseguem melhorar mesmo quando no início parece que nada vai mudar.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Estou sentindo muitas dores há mais de 2 meses. Não tem 1 dia que não tenho dor. São dores de cabeça

    Estou sentindo muitas dores há mais de 2 meses. Não tem 1 dia que não tenho dor. São dores de cabeça horríveis, parece que vou morrer, às vezes se enrradia pro pescosso e para os braços. Já fiz vários exames e não encontro resposta. Todos normais. Eu tenho muito medo de morrer, as vezes eu penso que tenho uma doença grave, que tenho pouco tempo de vida. Sinto uma necessidade de fazer exame de tudo. As vezes desconfio dos resultados dos meus exames e penso em fazer outro bem mais profundo. vivo com medo, vivo ansiosa e estressada. Alguns médicos que fui me passaram remédios controlados. Minha família acredita que é tudo psicológico. Minha dor pode ser psicológica? Estou sofrendo muito

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Conviver com dores diárias e, ao mesmo tempo, com o medo constante de estar com uma doença grave pode ser extremamente desgastante.

    Pelo que você relata, você já realizou diversos exames e as avaliações médicas não identificaram uma causa que explique os sintomas. Além disso, você descreve um medo intenso de morrer, necessidade frequente de fazer novos exames e dificuldade em confiar nos resultados, mesmo quando eles vêm normais. Esse conjunto de experiências merece ser avaliado com bastante atenção.

    Respondendo à sua pergunta: sim, a dor pode ser influenciada por fatores psicológicos, mas isso não significa que ela seja "inventada" ou "menos real". A ansiedade e o estresse podem aumentar a sensibilidade do sistema nervoso, favorecer tensão muscular (principalmente na região da cabeça, pescoço e ombros) e fazer com que a pessoa perceba a dor de forma mais intensa e persistente.

    Ao mesmo tempo, é importante que essa conclusão seja feita somente depois de uma investigação médica adequada, como parece estar acontecendo no seu caso. Quando os profissionais descartam causas clínicas importantes, passa a ser relevante considerar também o papel que a ansiedade pode estar desempenhando na manutenção dos sintomas.

    Outro aspecto que chamou minha atenção foi a dificuldade de confiar nos exames e a necessidade de buscar cada vez mais investigações. Em algumas pessoas, essa busca constante por confirmação acaba proporcionando um alívio temporário, mas, pouco tempo depois, a dúvida retorna e a necessidade de novos exames reaparece. Esse é um ciclo que pode aumentar ainda mais a ansiedade e o sofrimento.

    Nesse contexto, acredito que o acompanhamento psicológico pode ser muito importante. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender a relação entre a ansiedade, o medo de adoecer e as sensações físicas, além de desenvolver estratégias para reduzir o sofrimento e recuperar a qualidade de vida. Se alguns médicos já prescreveram medicação, também vale a pena manter o acompanhamento com o psiquiatra para avaliar a resposta ao tratamento e realizar ajustes, se necessário.

    Você merece ser acolhida no seu sofrimento. O fato de a ansiedade poder estar contribuindo para as dores não significa que elas não existam, mas sim que elas podem ser tratadas de uma forma mais ampla, considerando tanto os aspectos físicos quanto os emocionais.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Como funciona o processo de elaboração de um luto? Faço essa pergunta não no sentido da morte de alg

    Como funciona o processo de elaboração de um luto? Faço essa pergunta não no sentido da morte de alguém, mas no de desvincilações simbólicas com os objetos que interagimos ao longo da vida — amores platônicos, mudanças de cidade etc. Sinto "ressaca afetiva" de coisas simples e pareço ficar triste por perdas bobas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sua pergunta é muito interessante porque, de fato, o luto não se restringe à morte de alguém. Em psicologia, costumamos entender o luto como uma resposta a qualquer perda significativa de algo ao qual estávamos emocionalmente vinculados. Isso pode incluir relacionamentos, projetos de vida, mudanças de cidade, amizades, versões de nós mesmos, sonhos que não se realizaram e até fases da vida que chegaram ao fim.
    Quando nos vinculamos a algo, não investimos apenas tempo ou energia. Investimos expectativas, significados, memórias, identidades e possibilidades futuras. Por isso, muitas vezes o sofrimento não está apenas na perda do objeto em si, mas na perda do que ele representava.
    A elaboração do luto costuma envolver um processo gradual de reorganização dessa relação. Não necessariamente esquecemos aquilo que foi perdido. Em vez disso, vamos aprendendo a carregar sua memória de uma forma que não paralise nossa vida. Aos poucos, a energia emocional que estava investida naquele vínculo pode ser redirecionada para outras experiências, relações e projetos.
    Do ponto de vista das terapias contextuais, poderíamos dizer que o sofrimento frequentemente surge não apenas porque algo foi perdido, mas porque aquilo tinha valor para nós. A dor acaba sendo uma evidência da importância que aquela experiência teve. Nesse sentido, sentir tristeza por mudanças, despedidas ou amores não correspondidos não é necessariamente um sinal de fragilidade emocional; muitas vezes é um reflexo da capacidade de se vincular profundamente às coisas.
    O que você chama de "ressaca afetiva" me parece uma descrição bastante sensível desse fenômeno. Algumas pessoas precisam de mais tempo para se adaptar às transições da vida. Elas não estão sofrendo porque as perdas são objetivamente grandes ou pequenas, mas porque processam os significados dessas experiências de forma intensa.
    Talvez seja importante questionar a ideia de que existem "perdas bobas". Uma mudança de cidade pode representar a perda de um senso de pertencimento. Um amor platônico pode representar a perda de uma possibilidade imaginada de futuro. O fim de uma fase pode representar a despedida de uma identidade que fazia sentido para a pessoa. O sofrimento costuma acompanhar o significado, não o tamanho aparente da perda.
    A elaboração do luto não acontece quando deixamos de sentir saudade ou tristeza. Ela acontece quando conseguimos olhar para aquilo que foi perdido sem que nossa vida fique presa exclusivamente ao passado. A memória permanece, mas volta a coexistir com a possibilidade de novos vínculos e novas experiências.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


Perguntas frequentes

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