Perguntas do paciente (640)
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Fui muito humilhada por pessoas que ajudei,me desdobrei pra ajudar essas pessoas deixei a minha de l
Fui muito humilhada por pessoas que ajudei,me desdobrei pra ajudar essas pessoas deixei a minha de lado pra ajudar elas.No fim das contas me caluniaram, difamaram e tentaram me agredir fisicamente.
Me sinto triste, desanimada e cansada mentalmente as penso em tirar minha vida e acabar com toda dor de uma vez.Sao pessoas que gosto e sempre cuidei dando minha atenção achei que eram minhas amigas.
Não sei como esquecer isso e superar!O que devo fazer pra superar isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você tenha passado por uma situação tão dolorosa e injusta. Ser humilhada, caluniada e ainda se sentir traída por pessoas que você ajudou e confiava é algo que realmente pode gerar um impacto emocional muito forte.
Pelo que você descreve, além da tristeza e do cansaço mental, você também está lidando com sentimentos de desânimo profundo e pensamentos de tirar a própria vida. Esse é um sinal importante de sofrimento intenso e precisa de atenção imediata.
Antes de qualquer coisa, quero te dizer com muita seriedade: você não precisa enfrentar isso sozinha. Quando surgem pensamentos de “acabar com tudo”, isso indica que a dor emocional está muito maior do que a sua capacidade atual de lidar com ela — e isso não significa fraqueza, mas sim que você precisa de apoio agora.
Se esses pensamentos estiverem fortes ou se você sentir risco de agir, procure ajuda imediatamente. Fale com alguém de confiança, vá a um pronto atendimento ou serviço de emergência da sua cidade. No Brasil, você também pode ligar para o CVV (188), que funciona 24 horas por dia e oferece apoio emocional gratuito.
Sobre a situação que você viveu: o que aconteceu com você envolve quebra de confiança, possível abuso emocional e violência psicológica, e isso pode deixar marcas importantes. É esperado que você esteja se sentindo triste, desanimada, cansada e até confusa.
Para começar a superar isso, alguns passos importantes são:
Se afastar dessas pessoas, pelo menos por enquanto, para se proteger emocionalmente.
Parar de tentar encontrar explicações ou justificativas para o comportamento delas, porque isso tende a aumentar o sofrimento.
Reconstruir seus limites, entendendo que ajudar alguém não pode significar se abandonar.
Buscar apoio psicológico, porque esse tipo de experiência pode gerar feridas emocionais profundas que precisam ser elaboradas com ajuda profissional.
Não é algo que você precise “esquecer” rapidamente. Superar envolve elaborar a dor, validar o que aconteceu e reconstruir sua segurança emocional aos poucos.
Apesar de tudo isso, é muito importante reforçar: o que essas pessoas fizeram não define o seu valor. O fato de você ter sido generosa e ter cuidado delas fala sobre a sua capacidade de se importar — não sobre fraqueza.
Mas agora, o cuidado precisa ser com você.
Você merece apoio, proteção e um espaço seguro para atravessar isso.
Se puder, procure ajuda profissional o quanto antes e não carregue isso sozinha.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Boa dia Não sei se vc pode me ajudar, mas ando com um problema. Eu não To aguentando ver pessoas,
Boa dia
Não sei se vc pode me ajudar, mas ando com um problema. Eu não To aguentando ver pessoas, me dão aversão, me sinto mal, as únicas pessoas que tolero são as que amo, mesmo assim depende. Outro problema é que quando saio na rua me sinto mal, no meu trabalho sinto muita dor no estômago e falta ar e meus olhos tremem, e não consigo comer nem beber água. Deus me perdoe mas não tolero mais clientes (pessoas) (obs: trabalho de vendedora numa ótica) Estou de férias e nem assim consigo relaxar. Passo o tempo todo estressada, irritada, nervosa, ansiosa.
Nada mais tem graça, meu namorado coloca uns vídeos engraçados pra gente ver mas eu não acho a menor graça enquanto ele morre de rir.
Aperto tanto meus dentes o tempo todo que sempre tenho dor de cabeça. Não sei o que fazer.
As vezes acho que to ficando louca, pois como pode uma pessoa não tolerar outra pessoa? É um pecado isso, mas não escolhi ta me sentindo assim.
Meu pai é depressivo e alcoólatra e age com muita ignorância com minha mãe e isso ta me matando. Queria sumir!
Em 2015 passei por 2 assaltos num mês e de la pra cá tudo mudou. Ja fui em psicólogo mas ela me liberou dizendo que não dava conta de mim. Na sessão de relaxamento eu não relaxava, outras pessoas do grupo dormiam até babaca, e eu la de olho arregalado, nada me fez relaxar. Sou muito tensa e ligada o tempo todo. Dizem pra eu fazer o que gosto, mas não gosto de nada além de dormir, mas até dormir tem sido difícil pra mim. Vivo cansada, já acordo como se tivesse um caminhão passado por cima mim. Vou segurando as pontas pois não quero ver meus pais sofrerem. Ja tomei uns antidepressivos mas so ajudam nos primeiros dias e depiois não. Mas sinto que preciso de ajuda. Como lidar com as pessoas se não to conseguindo lidar com elas? Preciso trabalhar pra me manter mas ir pra la tel sido uma tortura muito difícil pra mim. Não é drama nem preguiça. A única coisa que tem me trago um pouco de conforto é meu cachorro salsicha.
O que posso fazer pra melhorar?
Aguardo respostas! Obrigada!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Antes de tudo, quero dizer que sinto muito por tudo o que você está vivendo. Pelo seu relato, fica claro que esse sofrimento vai muito além de simplesmente "não gostar de pessoas". Você descreve um conjunto de sintomas que tem afetado praticamente todas as áreas da sua vida: ansiedade intensa, irritabilidade, tensão constante, dificuldade para relaxar, insônia, cansaço, perda de prazer nas atividades, sintomas físicos no trabalho, além de um desejo frequente de desaparecer.
Também chamou minha atenção quando você relata que, desde os assaltos que sofreu em 2015, percebe que "tudo mudou". Experiências traumáticas podem deixar consequências emocionais importantes e, em algumas pessoas, favorecer um estado permanente de alerta, hipervigilância, irritabilidade, dificuldade para confiar nas pessoas e grande desconforto em ambientes sociais. Além disso, conviver com conflitos familiares e com um pai depressivo e alcoolista pode aumentar ainda mais a sobrecarga emocional.
O fato de você sentir alívio apenas quando está com seu cachorro também é um dado relevante. Muitas pessoas que estão vivendo um sofrimento intenso conseguem manter vínculos afetivos com animais mesmo quando o contato social se torna extremamente desgastante. Isso não significa que você seja uma pessoa ruim ou que esteja "ficando louca". Significa que seu sistema emocional parece estar funcionando há muito tempo em estado de exaustão e ameaça.
Você comenta que uma psicóloga disse que "não dava conta" do seu caso. Embora isso possa ter sido muito frustrante, não significa que a psicoterapia não possa ajudá-la. Existem diferentes abordagens e profissionais com experiência em ansiedade, trauma e transtornos relacionados ao estresse. Às vezes, encontrar um terapeuta com esse perfil faz bastante diferença.
Também considero importante uma reavaliação psiquiátrica. Você relata que utilizou antidepressivos anteriormente, mas que o efeito parecia desaparecer após alguns dias. Isso merece ser discutido com um psiquiatra, pois pode haver necessidade de revisar o diagnóstico, a medicação ou a estratégia de tratamento.
Por fim, gostaria de destacar um ponto importante: quando você diz que "queria sumir" e que está apenas "segurando as pontas" para não fazer seus pais sofrerem, isso indica que seu sofrimento merece atenção imediata. Se esses pensamentos se intensificarem ou você sentir que está em risco de agir contra si mesma, procure um serviço de urgência ou emergência e conte a alguém de sua confiança o que está acontecendo. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha.
Há tratamento para o que você está vivendo, mesmo que hoje pareça difícil acreditar nisso. Buscar novamente ajuda especializada pode ser um passo importante para que você recupere, aos poucos, a sensação de segurança, prazer e qualidade de vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Minha mãe faleceu há 4 meses e sinto vontade de chorar todos os dias quando penso nela, mesmo pensan
Minha mãe faleceu há 4 meses e sinto vontade de chorar todos os dias quando penso nela, mesmo pensando só nos momentos bons que vivemos, sinto uma angústia muito grande por saber que tudo acabou.É normal isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda.
O que você descreve é muito compatível com o processo de luto, especialmente considerando que se passaram apenas quatro meses desde a morte da sua mãe um tempo ainda recente diante da profundidade de um vínculo como esse.
Sentir vontade de chorar ao lembrar dela, mesmo das memórias boas, e experimentar uma angústia ao perceber que essa convivência acabou, é uma reação bastante comum. No luto, não sofremos apenas pela ausência da pessoa, mas também pela ruptura do vínculo, pela mudança definitiva na forma como aquela relação existia no mundo. Por isso, até lembranças felizes podem gerar dor, porque elas também reforçam a consciência da perda.
O luto não é um processo linear e não tem um “tempo certo” para passar. Em muitos casos, especialmente quando o vínculo era forte, a dor permanece presente por meses e pode vir em ondas: em alguns dias mais intensa, em outros um pouco mais suave, mas ainda facilmente ativada por lembranças, datas, lugares ou pensamentos.
Também é importante diferenciar sofrimento normal do luto de sinais de que a dor está se tornando muito incapacitante. O fato de você conseguir reconhecer os momentos bons e ainda assim sentir tristeza indica que há um processo de elaboração acontecendo — não necessariamente algo patológico.
Com o tempo, o que geralmente acontece não é o “esquecimento”, mas uma reorganização interna: a presença da pessoa deixa de ser tão dolorosamente ausente e passa a ser integrada como memória afetiva, permitindo que a vida continue com menos sofrimento intenso.
Se, no entanto, essa angústia estiver muito intensa a ponto de prejudicar seu sono, sua rotina, seu apetite ou sua capacidade de funcionar no dia a dia, pode ser muito importante buscar acompanhamento psicológico. O apoio terapêutico pode ajudar a atravessar esse período com mais suporte emocional e menos solidão.
Você não está “exagerando” nem “presa” ao passado você está vivendo um luto significativo.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Todos os dias tenho ansiedade! Mesmo tomando paroxetina e alprozolon. O que faço ?
Todos os dias tenho ansiedade! Mesmo tomando paroxetina e alprozolon. O que faço ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Conviver com ansiedade diariamente pode ser bastante desgastante, especialmente quando você já está em tratamento e ainda percebe sofrimento significativo.
É importante lembrar que a persistência dos sintomas não significa que não existe solução ou que o tratamento tenha falhado. Diversos fatores podem influenciar a resposta ao tratamento, como a dose da medicação, o tempo de uso, características individuais e as situações que estão contribuindo para manter a ansiedade no dia a dia.
Por isso, uma conversa com o médico que acompanha seu caso é fundamental. Ele poderá avaliar se há necessidade de ajustes no tratamento ou de uma reavaliação mais ampla do quadro.
Além disso, o tratamento da ansiedade geralmente vai além da medicação. A psicoterapia pode ajudar a desenvolver formas mais flexíveis de lidar com pensamentos, emoções e situações difíceis, reduzindo o impacto que a ansiedade exerce sobre a vida cotidiana.
Enquanto busca ajuda profissional, procure observar algo importante: mesmo quando a ansiedade está presente, quais atividades, relações ou compromissos continuam sendo valiosos para você? Muitas vezes, aprender a seguir em direção ao que importa, mesmo na presença do desconforto, faz parte do processo de recuperação.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Há uns 2 anos tive problema de ansiedade, tomei escitalopram 10mg durante 6 meses e melhorei. Esse a
Há uns 2 anos tive problema de ansiedade, tomei escitalopram 10mg durante 6 meses e melhorei. Esse ano depois q tive covid, voltei a apresentar forte ansiedade. Há 2 meses o médico receitou escitalopram 15mg, senti uma grande melhora mas sinto uns sintomas como uma dorzinha no peito (às vezes lado esquerdo, as vezes direito), quando sinto isso desencadeia minha ansiedade, fico com medo de ter infarto, avc... Já fiz eletro, ecocardiograma e está tudo normal com o coração. Pode ser psicologico? Precisaria aumentar a medicação? (não queria).
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, é possível que esses sintomas estejam relacionados à ansiedade, principalmente considerando que você já realizou uma investigação cardiológica com eletrocardiograma e ecocardiograma, e ambos não identificaram alterações.
Muitas pessoas com transtornos de ansiedade apresentam dores ou desconfortos no peito, que podem estar relacionados à tensão muscular, alterações na respiração ou ao próprio estado de alerta do organismo. O que costuma acontecer é que a sensação física desperta o pensamento de que pode haver um infarto ou AVC, aumentando o medo e, consequentemente, intensificando ainda mais os sintomas. Esse ciclo é bastante comum na ansiedade.
Também é interessante notar que você relata ter melhorado bastante com o escitalopram, mas que a dor no peito ainda funciona como um gatilho para o medo. Isso sugere que, além do tratamento medicamentoso, pode ser importante trabalhar a forma como você interpreta essas sensações corporais. Muitas vezes, o sofrimento deixa de ser causado apenas pela sensação física e passa a ser mantido pelo medo do que ela possa significar.
Quanto à necessidade de aumentar a medicação, essa é uma decisão que deve ser tomada em conjunto com o médico que o acompanha. O fato de ainda existirem alguns sintomas não significa, necessariamente, que seja preciso aumentar a dose. Em muitos casos, quando há uma resposta parcial ao medicamento, a psicoterapia ajuda justamente a reduzir o medo das sensações físicas e a quebrar esse ciclo de ansiedade, sem que seja necessário modificar a medicação.
Continue acompanhando seu quadro com o médico e informe a ele sobre esses sintomas persistentes. Caso eles se mantenham, piorem ou surjam sintomas novos, uma nova avaliação poderá ser necessária. Entretanto, pelos exames normais e pela história que você relata, a ansiedade é, de fato, uma hipótese bastante plausível.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Fiz MAPA, Ecocardiograma, Eletrocardiograma e Teste Ergométrico, e todos deram normal, e o teste erg
Fiz MAPA, Ecocardiograma, Eletrocardiograma e Teste Ergométrico, e todos deram normal, e o teste ergométrico deu extrassístoles ventriculares isoladas, mas dentro do normal. Mas recentemente tenho sentido palpitações que começam do nada, e duram um certo período e fico com sensação de que algo ruim pode acontecer. Isso pode ser causado pela ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, o que você descreve pode estar relacionado à ansiedade.
Mesmo com exames cardiológicos normais — como MAPA, ecocardiograma e eletrocardiograma — é possível que a pessoa continue sentindo palpitações, especialmente em períodos de maior estresse ou ansiedade. O fato de o teste ergométrico ter mostrado extrassístoles ventriculares isoladas dentro do esperado também costuma ser algo benigno e relativamente comum em muitas pessoas.
Na ansiedade, o sistema nervoso fica mais ativado, o que pode aumentar a percepção dos batimentos cardíacos e, em alguns casos, gerar palpitações reais ou a sensação de que o coração está “descompassado”. Além disso, quando a pessoa percebe essas sensações, pode surgir um medo de que algo grave esteja acontecendo, o que aumenta ainda mais a ansiedade e, consequentemente, intensifica as palpitações criando um ciclo.
Esse ciclo costuma funcionar assim:
sensação física → interpretação de perigo → aumento da ansiedade → mais sintomas físicos.
A sensação de que “algo ruim pode acontecer” também é muito comum em quadros de ansiedade, especialmente quando há foco intenso nas sensações corporais.
É importante reforçar que, como seus exames cardiológicos estão normais, isso é um bom indicativo de que não há uma alteração cardíaca significativa identificada até o momento. Ainda assim, se houver mudança no padrão dos sintomas ou piora importante, é sempre válido manter acompanhamento médico.
Do ponto de vista psicológico, a terapia pode ajudar bastante nesse tipo de situação, principalmente para:
reduzir o medo das sensações corporais
interromper o ciclo de interpretação catastrófica
diminuir a hipervigilância com os batimentos cardíacos
aumentar a tolerância às sensações de ansiedade
Se isso tem te causado sofrimento, vale muito buscar acompanhamento porque, mesmo sendo comum na ansiedade, isso não precisa ser algo que você tenha que lidar sozinho(a).
Espero ter ajudado.
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Bom tenho 18 anos e ando todo durao Na rua,minha familia disse q tbm eu ando as vezes meio q pulan
Bom tenho 18 anos e ando todo durao
Na rua,minha familia disse q tbm eu ando as vezes meio q pulando meus amigos tbm ja falaram e ja me zoaram muito por causa disso e riram de mim,por causa disso nao saio de casa faz muito tempo
mesmo,nao sei se e psicologico ou se e um poblema fisico,isso me deixa muito triste mesmo queria viver normalmente e queria ser feliz,sofro muito bullyng porcausa disso,quero poder trabalhar
entre outas coisas,e meu andar so piora quando percebo quando eu to andando um pessoa atras de mim ai q fico desesperado e nao ando direito.isso e psicologico ou seria um poblema com meus ossos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, além da preocupação com a forma de andar, o bullying e o medo do julgamento das outras pessoas têm causado um sofrimento muito intenso e estão fazendo com que você evite sair de casa e até pense que isso possa impedir você de trabalhar e seguir sua vida.
É importante dizer que, apenas pelo seu relato, não é possível afirmar se essa alteração na marcha tem origem psicológica ou física. Existem condições ortopédicas, neurológicas e musculares que podem influenciar a forma de andar, assim como fatores emocionais podem fazer com que a marcha fique mais rígida ou diferente, especialmente quando a pessoa se sente observada ou muito ansiosa.
Um aspecto que chamou atenção foi você dizer que seu andar piora quando percebe que há alguém atrás de você. Isso pode indicar que a ansiedade e a preocupação com a forma como está sendo visto estejam intensificando o problema. Muitas pessoas, quando passam a monitorar excessivamente os próprios movimentos, acabam ficando mais tensas e andando de maneira menos natural.
Por isso, acredito que o ideal seja investigar as duas possibilidades. Uma avaliação médica, com um ortopedista ou neurologista, pode verificar se existe alguma alteração física. Caso não seja encontrada uma causa orgânica, um acompanhamento psicológico poderá ajudá-lo a trabalhar a ansiedade, o impacto do bullying na sua autoestima e o medo de ser observado, que parecem estar contribuindo para o sofrimento que você relata.
Independentemente da causa, saiba que você não merece ser ridicularizado por isso. O bullying pode deixar marcas importantes na forma como a pessoa se percebe e aumentar ainda mais a insegurança. Buscar ajuda é um passo importante para compreender o que está acontecendo e recuperar sua confiança para voltar a estudar, trabalhar e viver com mais tranquilidade.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tome um antiinflamatório é, fiquei com dor no braço! O ortopedista, disse que eu tive um mini infart
Sofro de ansiedade, desde o dia que o ortopedista, disse que eu tive um mini infarto, agora toda hora, penso que vou ter um ataque cardíaco. Preciso tomar remedio ou so ajuda do psicologo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você relata, parece que houve uma mudança importante após receber essa informação do médico. Quando uma pessoa passa por uma situação envolvendo a possibilidade de um problema cardíaco, é bastante comum que fique mais atenta ao corpo e mais preocupada com a própria saúde. Em algumas pessoas, essa preocupação pode se tornar tão intensa que pensamentos sobre infarto, morte ou novas complicações passam a ocupar grande parte do dia.
Nesses casos, a psicoterapia pode ajudar muito. O trabalho psicológico permite compreender como esse medo passou a funcionar, como ele influencia sua atenção às sensações corporais e de que forma a preocupação constante pode estar alimentando ainda mais a ansiedade.
Sobre a necessidade de medicação, não existe uma resposta única. Algumas pessoas melhoram significativamente apenas com psicoterapia, enquanto outras se beneficiam de uma avaliação psiquiátrica para verificar se um medicamento poderia ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas. Essa decisão depende da frequência dos pensamentos, do sofrimento envolvido e do impacto que isso está causando na sua vida.
Se você está constantemente pensando que terá um ataque cardíaco, evitando atividades por medo ou vivendo em estado de alerta quase permanente, acredito que vale a pena procurar um psicólogo. A partir de uma avaliação mais detalhada, será possível entender melhor a situação e, se necessário, considerar também uma avaliação psiquiátrica.
O mais importante é que você não precisa escolher entre uma coisa ou outra neste momento. Buscar ajuda psicológica já é um excelente primeiro passo, e a necessidade de outros cuidados pode ser avaliada ao longo do processo.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depo
Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depois disso ela tem muito medo de ir na esquina sozinha, qual especialista devo consultar, porque ela chega a passar mal quando eu mando ela ir, fica pálida e chora muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá!
Pelo que você relata, seria recomendável procurar um psicólogo infantil para uma avaliação.
Sua filha passou por uma situação potencialmente traumática e, mesmo após um ano, continua apresentando reações intensas de medo quando precisa se aproximar de locais que podem estar associados à experiência vivida. O fato de ela ficar pálida, chorar e passar mal sugere que esse medo está gerando um sofrimento importante.
Após vivenciar eventos de violência, algumas crianças podem desenvolver respostas de medo persistentes, sensação de insegurança ou comportamentos de evitação. Isso não significa necessariamente que ela tenha um transtorno específico, mas indica que a situação merece atenção profissional.
Nesse momento, pode ser mais útil acolher o medo dela do que insistir para que enfrente a situação sozinha. Quando a criança se sente compreendida, costuma ser mais fácil trabalhar gradualmente a recuperação da sensação de segurança.
Um psicólogo infantil poderá avaliar melhor o impacto dessa experiência, orientar a família e ajudar sua filha a desenvolver recursos para lidar com esse medo de forma gradual e adequada à idade dela.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Que especialista trata compulsão alimentar? É por consulta semanal apenas com tratamento verbal com
Que especialista trata compulsão alimentar? É por consulta semanal apenas com tratamento verbal com conversa ou tem que tomar algum remédio? Ou é tratamento multidisciplinar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A compulsão alimentar costuma ser tratada de forma mais eficaz quando o cuidado é individualizado e, em muitos casos, multidisciplinar.
O profissional que geralmente coordena o tratamento é o psicólogo, especialmente quando possui experiência em transtornos alimentares. A psicoterapia busca compreender os fatores que desencadeiam e mantêm os episódios de compulsão, como dificuldades na regulação das emoções, padrões de pensamento, restrições alimentares, estresse, ansiedade ou outros aspectos da história de vida. Ou seja, não se trata apenas de "conversar", mas de um tratamento estruturado, com intervenções específicas para modificar os processos que sustentam a compulsão.
Em relação à frequência, é comum que as sessões sejam semanais, principalmente no início do tratamento. No entanto, isso pode variar de acordo com a intensidade do quadro e as necessidades de cada pessoa.
O acompanhamento com um nutricionista também costuma ser muito importante, especialmente um profissional que trabalhe com comportamento alimentar ou transtornos alimentares. O objetivo não é impor dietas restritivas, mas ajudar a reconstruir uma relação mais saudável e flexível com a alimentação.
Já o psiquiatra pode ser indicado quando existem transtornos associados, como depressão, ansiedade ou quando a compulsão alimentar é muito intensa. Em alguns casos, medicamentos podem ajudar a reduzir os episódios de compulsão ou tratar condições que contribuem para o problema. No entanto, nem todas as pessoas precisam de medicação. Essa decisão deve ser tomada após uma avaliação individual.
Portanto, não existe uma única forma de tratamento. Algumas pessoas melhoram apenas com psicoterapia, enquanto outras se beneficiam de um acompanhamento conjunto entre psicólogo, nutricionista e psiquiatra. O mais importante é que a avaliação seja feita de maneira cuidadosa para definir qual abordagem faz mais sentido para o seu caso.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Bom dia! Estou muito ansiosa, não consigo dormir minha rua e muito barulhenta a noite toda, já não s
Bom dia! Estou muito ansiosa, não consigo dormir minha rua e muito barulhenta a noite toda, já não sei mais o que fazer, já tive depressão na época tomei ansiolítico, mas consegui largar hoje só tomo antidepressivo Citalopran, mas parece não ser suficiente, terapia pode me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia!
O que você está descrevendo ansiedade intensa, dificuldade para dormir por causa do barulho e sensação de que a medicação não está sendo suficiente é algo que realmente pode gerar bastante desgaste físico e emocional.
Sim, a terapia pode te ajudar bastante nesse contexto. Ela não substitui a medicação, mas pode atuar diretamente em pontos importantes que muitas vezes o remédio sozinho não resolve, como:
a forma como você lida com a ansiedade no momento em que ela aparece
a reação do corpo ao estresse e à falta de sono
estratégias para reduzir a ativação emocional à noite
formas de lidar com pensamentos e preocupações que aumentam a insônia
adaptação a situações externas difíceis (como o barulho constante)
Além disso, a terapia também pode te ajudar a entender melhor se há algo além da ansiedade contribuindo para esse estado atual, como estresse acumulado, alterações de humor ou sobrecarga emocional.
Em relação ao medicamento, é importante não ajustar ou interromper por conta própria. Se você sente que o efeito não está sendo suficiente, o ideal é conversar com o psiquiatra que te acompanha, pois às vezes é necessário apenas ajuste de dose, horário ou estratégia medicamentosa.
De forma geral, quando há ansiedade + insônia + ambiente estressante (como barulho contínuo), o tratamento costuma ser mais eficaz quando combina:
acompanhamento psiquiátrico
psicoterapia
estratégias de higiene do sono e manejo do ambiente
Então sim: a terapia pode ser uma parte muito importante da sua melhora, especialmente para te dar mais recursos para lidar com essa ansiedade e recuperar o sono.
Se quiser, posso te sugerir algumas estratégias práticas para tentar reduzir o impacto do barulho à noite enquanto você inicia a terapia.
Espero ter ajudado.
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Estou anciosa nervosa tenho tonturas sensação de cabeça cansada minha pressão fica 14 por 10 sempre
Estou ansiosa nervosa tenho tonturas sensação de cabeça cansada minha pressão fica 14 por 10 sempre que verifico é a médica passou venlafaxina. Ela pode aumentar a pressao? Ou vale a pena fazer terapia para ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, os sintomas de ansiedade, nervosismo, tonturas e sensação de "cabeça cansada" têm lhe causado bastante preocupação.
Em relação à venlafaxina, sim, esse medicamento pode aumentar a pressão arterial em algumas pessoas**, especialmente em doses mais elevadas. No entanto, esse efeito não acontece com todos os pacientes e, quando ocorre, costuma ser acompanhado pelo médico durante o tratamento. Por isso, é importante não interromper a medicação por conta própria, mas informar sua médica caso perceba elevações persistentes da pressão ou qualquer outro efeito que a preocupe.
Também vale lembrar que a própria ansiedade pode provocar elevações temporárias da pressão arterial, principalmente quando ela é medida em momentos de nervosismo ou preocupação. Por isso, uma medida isolada de *14x10* não é suficiente para concluir que você tenha hipertensão, sendo necessária uma avaliação médica considerando diferentes medidas e o seu histórico.
Quanto à psicoterapia, a resposta é sim. Ela é uma das principais formas de tratamento para os transtornos de ansiedade e pode ser tão importante quanto a medicação. Enquanto o medicamento ajuda a reduzir os sintomas, a terapia busca compreender os fatores que mantêm a ansiedade e desenvolver estratégias para lidar com ela no dia a dia, diminuindo o sofrimento e reduzindo o impacto que ela tem sobre sua vida.
Portanto, o ideal é que você mantenha o acompanhamento com sua médica, informe como está evoluindo com a venlafaxina e, paralelamente, considere iniciar uma psicoterapia. Em muitos casos, a combinação dessas duas abordagens oferece os melhores resultados.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Sinto aperto na cabeça sensação de desmaio enjôo tontura tremores diarréia coração acelerado sensaçã
Sinto aperto na cabeça sensação de desmaio enjôo tontura tremores diarréia coração acelerado sensação que vou ,já tem 2 anos isso pode ser ansiedade generalizada?
Eu penso as vezes que pode ser um tumor cerebral pelo fato desse aperto na cabeçaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Os sintomas que você descreve — aperto na cabeça, sensação de desmaio, enjoo, tontura, tremores, diarreia, coração acelerado e sensação de que algo muito ruim vai acontecer — podem, sim, estar presentes em quadros de ansiedade, incluindo o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). No entanto, eles não são exclusivos da ansiedade e, por isso, não é possível confirmar um diagnóstico apenas com base nessa descrição.
Um aspecto que chamou minha atenção foi o fato de você relatar que esses sintomas acontecem há cerca de dois anos e que frequentemente pensa na possibilidade de ter um tumor cerebral por causa da sensação de aperto na cabeça. Esse tipo de preocupação é relativamente comum em pessoas com ansiedade, especialmente quando há uma tendência a interpretar sintomas físicos como sinal de uma doença grave.
Ao mesmo tempo, é importante que sintomas persistentes sejam avaliados por um médico para descartar causas clínicas. Se essa investigação já foi realizada e não foram encontradas alterações que expliquem o quadro, a ansiedade passa a ser uma hipótese ainda mais relevante.
A ansiedade pode provocar manifestações físicas bastante intensas, porque mantém o organismo em um estado constante de alerta. Quanto mais medo a pessoa sente dos sintomas, maior tende a ser a atenção voltada para eles, o que pode aumentar ainda mais o desconforto e manter esse ciclo.
Se esses sintomas têm interferido na sua qualidade de vida, acredito que seria importante procurar um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra. A psicoterapia pode ajudar tanto a compreender esse padrão de ansiedade quanto a reduzir o medo relacionado às sensações do próprio corpo.
Existe tratamento para esse tipo de sofrimento, e muitas pessoas conseguem apresentar uma melhora significativa quando recebem o acompanhamento adequado.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Por favor algum médico me ajuda.Estou grávida e estou com depressão e com muito medo por favor.
Estou grávida e estou com depressão. Devo procurar algum especialista para obter alguma ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, acredito que seja importante buscar ajuda profissional.
A gestação é um período de muitas mudanças físicas, hormonais, emocionais e sociais. Embora seja comum vivenciar oscilações emocionais durante esse momento, quando existe a suspeita ou o diagnóstico de depressão, é fundamental que isso seja acompanhado adequadamente.
A depressão na gravidez não é sinal de fraqueza, falta de amor pelo bebê ou incapacidade de ser mãe. Trata-se de um sofrimento real que merece atenção e cuidado. Sintomas como tristeza persistente, desânimo, perda de interesse pelas atividades, alterações no sono, sentimentos de culpa, desesperança ou dificuldades para lidar com a rotina podem indicar a necessidade de acompanhamento especializado.
Um psicólogo pode oferecer um espaço seguro para acolher suas emoções, compreender o que está acontecendo e ajudá-la a desenvolver estratégias para atravessar esse período com mais suporte. Além disso, também é importante conversar com o médico que acompanha sua gestação, pois ele poderá avaliar a necessidade de outros cuidados ou encaminhamentos.
Você não precisa esperar que os sintomas se tornem mais intensos para buscar ajuda. Quanto mais cedo receber apoio, maiores tendem a ser as possibilidades de cuidado para você e para seu bebê.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho 13 anos e meu coração tem palpitado um pouco mais forte já faz um tempinho, quando eu estou de
Tenho 13 anos e meu coração tem palpitado um pouco mais forte já faz um tempinho, quando eu estou deitada ou relaxando ele do nada dá uma palpitada e depois volta ao normal, ela as vezes vem com uma dor no peito, dor de cabeça, tontura, sono, e as vezes (bem raro) ele acelera e isso me deixa muito nervosa, eu já fui ao médico e fiz um eletro, mas ele não detectou nada de anormal, e disse que podia ser por conta de ansiedade. Me pergunto se isso é realmente ansiedade ou outra coisa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo que esses sintomas possam assustar, principalmente quando acontecem de forma inesperada.
O fato de você já ter passado por uma avaliação médica e de o eletrocardiograma não ter mostrado alterações é uma informação tranquilizadora. Quando o coração está estruturalmente saudável, a ansiedade é uma das causas mais comuns de palpitações, sensação de batimentos mais fortes e até episódios de aceleração dos batimentos, especialmente em adolescentes.
Além disso, a ansiedade também pode provocar sintomas como dor no peito, tontura, dor de cabeça e uma sensação de que "algo está errado", o que acaba aumentando ainda mais a preocupação e fazendo com que você preste mais atenção aos batimentos do coração.
No entanto, isso não significa que qualquer sintoma deva ser atribuído automaticamente à ansiedade. Se as palpitações estiverem ficando mais frequentes, durarem mais tempo, acontecerem durante exercícios físicos, vierem acompanhadas de desmaios ou se os sintomas piorarem, é importante retornar ao médico. Em alguns casos, o cardiologista pode solicitar exames complementares, como um Holter de 24 horas, que registra os batimentos cardíacos durante as atividades do dia a dia.
Se, após a investigação, não for encontrada uma causa física, vale a pena conversar com um psicólogo. A psicoterapia pode ajudar a compreender se a ansiedade está participando desse quadro e ensinar estratégias para lidar com ela antes que esses sintomas passem a interferir na sua rotina.
Você fez a coisa certa ao procurar um médico. Agora, caso os sintomas continuem preocupando você, não hesite em retornar para uma nova avaliação e conversar também com seus responsáveis sobre como tem se sentido.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Eu tenho muita ansiedade e também sou paranóico de que estou sempre doente, com doenças perigosas, e
Eu tenho muita ansiedade e também sou paranóico de que estou sempre doente, com doenças perigosas, e eu estou com muita dormência e formigamento em meus membros, o principal a cabeça, que acabo nem sentindo ela... a ansiedade pode ser o motivo disto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a ansiedade pode estar relacionada a sintomas como dormência e formigamentos, inclusive na cabeça, principalmente quando a pessoa está vivendo um estado de ansiedade intensa ou constante.
Pelo que você descreve, outro aspecto que chama atenção é a preocupação frequente de estar com uma doença grave. Quando existe um medo persistente em relação à saúde, é comum que a atenção fique muito voltada para as sensações do próprio corpo. Isso faz com que sintomas físicos, que muitas vezes são benignos ou relacionados à ansiedade, sejam percebidos com maior intensidade e interpretados como sinais de uma doença perigosa.
Além disso, durante períodos de ansiedade, alterações na respiração, aumento da tensão muscular e a ativação constante do organismo podem provocar sensações de formigamento, dormência e estranhamento em diferentes partes do corpo.
No entanto, embora esses sintomas possam estar relacionados à ansiedade, eles não devem ser atribuídos automaticamente a ela. Se essa dormência é persistente, está piorando, acomete apenas um lado do corpo ou veio acompanhada de outros sintomas neurológicos, é importante procurar um médico para uma avaliação e descartar outras possíveis causas.
Se, após essa avaliação, não houver uma condição clínica que explique os sintomas, a ansiedade passa a ser uma hipótese bastante relevante. Nesses casos, a psicoterapia pode ajudar tanto no manejo da ansiedade quanto na preocupação excessiva com a saúde, reduzindo o sofrimento e a necessidade constante de interpretar sensações corporais como sinais de doenças graves.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá! Já usei escitalopram, sertralina e não funcionaram pra minha depressão, pelo contrário até. A B
Olá! Já usei escitalopram, sertralina e não funcionaram pra minha depressão, pelo contrário até. A Bupropiona que tem me ajudado, mas já usei ela na dose máxima e sinto que falta algo. Eu ainda sou triste, (apenas não fico pensando em suicídio com ela) fazer terapia vai complementsr o tratamento e ajudar atrazer a alegria de volta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a psicoterapia pode complementar de forma importante o tratamento medicamentoso da depressão, especialmente quando há uma melhora parcial, como parece ser o seu caso.
Pelo que você descreve, a bupropiona trouxe um benefício significativo ao reduzir os pensamentos suicidas, o que é um resultado muito importante. No entanto, você ainda relata tristeza persistente e a sensação de que "falta algo". Isso pode indicar que alguns sintomas da depressão ainda permanecem ativos, mesmo com a medicação.
A psicoterapia não substitui o tratamento medicamentoso quando ele é necessário, mas pode atuar em aspectos que os medicamentos, sozinhos, nem sempre conseguem modificar. Ela ajuda a compreender padrões de pensamento e comportamento que mantêm o sofrimento, fortalecer estratégias de enfrentamento, reconstruir atividades que tragam sentido e prazer e retomar, gradualmente, o contato com aquilo que é importante para a pessoa.
Nas terapias cognitivas comportamentais contextuais, por exemplo, o objetivo não é apenas diminuir os sintomas, mas ajudar a pessoa a reconstruir uma vida mais significativa, mesmo enquanto a recuperação acontece. Muitas vezes, a sensação de alegria não retorna de forma imediata; ela costuma surgir gradualmente à medida que a pessoa volta a se envolver com atividades, relacionamentos e objetivos que fazem sentido para ela.
Também considero importante que você converse com o seu psiquiatra sobre essa melhora parcial. Em algumas situações, pode ser necessário reavaliar a estratégia medicamentosa, ajustar a dose ou considerar outras possibilidades de tratamento.
O fato de você já ter percebido uma melhora com a bupropiona é um sinal de que o tratamento está produzindo algum efeito. A associação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico costuma oferecer resultados melhores do que qualquer uma dessas intervenções isoladamente para muitos pacientes.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Sinto muita dor no coracao uma dor no peito como se fosse morrer sinto que ninquem gosta de mim simt
Sinto muita dor no coracao, uma dor no peito como se fosse morrer sinto que ninguém gosta de mim, que as pessoas só me procuram interessada em alguma coisa e que meu marido não gosta de mim. Devo procurar um especialista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, pelo que você descreve, é muito importante procurar um especialista.
A dor no peito junto com sensação de medo intenso de morrer pode acontecer em quadros de ansiedade forte ou crises de pânico, mas antes de atribuir isso apenas ao emocional, é essencial descartar causas médicas, especialmente quando há dor no peito.
Além disso, você relata pensamentos muito dolorosos, como sentir que ninguém gosta de você ou que seu marido não gosta de você. Em momentos de ansiedade intensa ou sofrimento emocional, a mente pode passar a interpretar relações e situações de forma mais negativa, como se tudo fosse confirmação de rejeição ou abandono, mesmo sem evidências claras disso.
Esse tipo de experiência pode acontecer em quadros de ansiedade, depressão ou insegurança emocional importante — e, independentemente do nome do diagnóstico, o ponto principal é: você está sofrendo e isso precisa de cuidado.
O mais indicado neste caso é:
procurar um médico (clínico geral ou cardiologista) para avaliar a dor no peito e garantir que está tudo bem fisicamente;
procurar um psicólogo para compreender melhor esses pensamentos de rejeição e a intensidade emocional que você está vivendo;
se necessário, um psiquiatra pode avaliar se há indicação de medicação para reduzir a intensidade dos sintomas.
É importante você não ficar sozinha com isso, porque esse tipo de sofrimento costuma aumentar quando é vivido sem apoio.
E um ponto importante: sentir isso não significa que é verdade que ninguém gosta de você — muitas vezes, é a forma como a ansiedade ou o sofrimento emocional distorce a percepção da realidade.
Se esses sintomas estiverem intensos ou frequentes, buscar ajuda o quanto antes pode fazer uma grande diferença no seu bem-estar.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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é normal ter ataques de raiva na depressão? Tipo não conseguir controlar a raiva Quebrando as coisas
é normal ter ataques de raiva na depressão? Tipo não conseguir controlar a raiva Quebrando as coisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a irritabilidade e a raiva podem estar presentes em quadros de depressão. Embora muitas pessoas associem a depressão apenas à tristeza, ao desânimo e à falta de energia, algumas pessoas experimentam o sofrimento principalmente através de impaciência, explosões emocionais, frustração intensa e dificuldade para lidar com contrariedades.
No entanto, quebrar objetos ou perder completamente o controle da raiva não é algo que deve ser encarado como "normal" apenas porque a pessoa tem depressão. Isso indica que existe um sofrimento emocional importante e dificuldades na regulação das emoções que merecem atenção clínica.
É importante lembrar que episódios de explosão de raiva podem estar relacionados a diferentes fatores, como depressão, ansiedade, estresse intenso, uso de substâncias, dificuldades de regulação emocional ou outras condições psicológicas. Por isso, é necessário compreender o contexto em que essas crises acontecem.
Uma pergunta importante seria: o que costuma acontecer antes desses episódios? A raiva surge de forma repentina ou vai se acumulando ao longo do tempo? Há sentimentos de tristeza, frustração, rejeição, injustiça ou impotência por trás dessas explosões? Muitas vezes, a raiva é a emoção que aparece na superfície, enquanto outras emoções dolorosas estão presentes por baixo dela.
Se você ou alguém próximo está quebrando objetos, tendo explosões frequentes ou sentindo dificuldade para controlar a própria agressividade, seria muito recomendável procurar acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico. Isso não significa que a pessoa seja agressiva ou má, mas que está lidando com emoções intensas de uma forma que está gerando prejuízos e sofrimento.
Com ajuda adequada, é possível aprender maneiras mais seguras e eficazes de compreender e lidar com essas emoções.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ola, crise de ansiedade pode causar dor no peito (não uma dor forte) uma sensação de aperto , sensaç
Ola, crise de ansiedade pode causar dor no peito (não uma dor forte) uma sensação de aperto , sensação de algo na garganta( não chega a ser dor em engolir) e sensação de testa quente ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a ansiedade pode estar associada a sintomas como os que você descreve.
Durante períodos de ansiedade ou em uma crise ansiosa, é relativamente comum que a pessoa sinta aperto ou desconforto no peito, sensação de "bolo na garganta", tensão na região do pescoço e da garganta, além de sensações de calor pelo corpo ou na testa. Essas manifestações ocorrem porque a ansiedade ativa o sistema de alerta do organismo, produzindo alterações musculares, respiratórias e fisiológicas que podem ser percebidas de forma bastante intensa.
A sensação de algo na garganta, por exemplo, é uma queixa frequente em quadros de ansiedade e costuma ocorrer mesmo quando não existe nenhuma dificuldade real para engolir. Da mesma forma, a sensação de aperto no peito pode surgir em decorrência da tensão muscular e do estado de alerta constante.
No entanto, é importante lembrar que sintomas físicos não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade sem uma avaliação adequada, especialmente se forem novos, persistentes ou estiverem se intensificando. Por isso, caso você ainda não tenha investigado essas sensações com um médico, vale a pena fazê-lo para descartar outras causas.
Se a avaliação médica não apontar alterações relevantes, a ansiedade passa a ser uma hipótese bastante plausível, principalmente se os sintomas aparecem em momentos de preocupação, estresse ou medo.
A psicoterapia pode ajudar não apenas a reduzir a ansiedade, mas também a compreender a relação entre os estados emocionais e essas manifestações físicas, que muitas vezes acabam gerando ainda mais preocupação e alimentando um ciclo de sofrimento.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…