Perguntas do paciente (640)
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Boa noite, tenho 27 anos e sofro de ansiedade e pânico já em tratamento corro e já fiz todos os exam
Boa noite, tenho 27 anos e sofro de ansiedade e pânico já em tratamento corro e já fiz todos os exames possíveis do coração, cardio diz que está tudo ok, agora retorno anualmente, corro de 4 a 5x por semana mas mesmo assim as vezes tenho taquicardia como hoje sentado do nada meu coração disparou a 140 bpm 30m pós almoço, tive que sair do trabalho e vir para casa descansar e tomar concardio “todo todos os dias 2.5mg” que era para controlar isso.
Deveria olhar mais alguma coisa fazer mais algum exame?
Muito obrigado isso me incomoda muito pois além da taquicardia o pânico e o medo tomam conta juntos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, você já realizou uma investigação cardiológica, faz acompanhamento com o cardiologista, pratica atividade física regularmente e foi orientado de que, até o momento, não há alterações cardíacas que expliquem esses episódios. Isso é um dado importante, pois reduz a probabilidade de uma doença cardíaca estrutural ser a causa dos sintomas.
Ainda assim, é compreensível que uma taquicardia de início súbito, acompanhada de medo intenso, seja muito assustadora. Em pessoas com transtorno de ansiedade e síndrome do pânico, é comum que a aceleração dos batimentos desencadeie um ciclo em que o coração acelera, a pessoa interpreta isso como um sinal de perigo, o medo aumenta e, consequentemente, a frequência cardíaca sobe ainda mais.
Como você relata que o episódio ocorreu mesmo estando sentado e já faz uso de medicação para controlar a frequência cardíaca, acredito que seja importante informar o cardiologista sobre esse novo evento. Dependendo da frequência desses episódios e da avaliação clínica, ele poderá decidir se há necessidade de repetir algum exame, solicitar um monitoramento prolongado, como um Holter, ou investigar outras possíveis causas clínicas, como alterações hormonais, metabólicas ou relacionadas ao uso de medicamentos. Essa decisão deve ser individualizada e baseada na sua história clínica.
Do ponto de vista psicológico, também considero importante trabalhar o medo das próprias sensações corporais. Muitas pessoas passam a viver em estado de vigilância constante em relação aos batimentos cardíacos, e isso acaba aumentando a ansiedade e mantendo o problema. Nas terapias cognitivas comportamentais contextuais, busca-se desenvolver uma relação diferente com essas sensações, reduzindo o ciclo entre taquicardia, medo e pânico.
Como você já está em tratamento, vale a pena conversar tanto com seu cardiologista quanto com o profissional que acompanha sua ansiedade sobre esses episódios recentes. Um cuidado integrado costuma trazer melhores resultados do que abordar apenas um dos aspectos do problema.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Oi, estou tomando velinha para fibromialgia . Sempre tive pensamentos de suicídio desde os treze ano
estou tomando veligia para fibromialgia . Sempre tive pensamentos de suicídio desde os treze anos e tem aumentado muito, me sinto mal e inútil pra minha família, sou mãe e tenho um casamento estável, também tenho dores nas articulações o tempo todo, nao queria tomar remedios mais fortes, como a terapia poderia me ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Obrigado por compartilhar o que está vivendo. Pelo que você descreve, parece que esse sofrimento vem acompanhando você há muitos anos e, recentemente, os pensamentos de suicídio têm se intensificado. Esse é um aspecto que merece atenção imediata e não deve ser enfrentado sozinho.
A psicoterapia pode ajudá-la de diferentes formas. Em primeiro lugar, oferecendo um espaço seguro para compreender como esses pensamentos se desenvolveram ao longo da sua história, quais situações tendem a intensificá-los e quais recursos podem ajudá-la a lidar com eles de maneira diferente. Além disso, o tratamento busca fortalecer estratégias para enfrentar o sofrimento, reduzir a autocrítica e reconstruir, gradualmente, o contato com aquilo que dá sentido à sua vida.
No seu caso, também é importante considerar o impacto da fibromialgia. A dor crônica costuma afetar o humor, a disposição e a qualidade de vida, e muitas vezes cria um ciclo em que dor e sofrimento emocional acabam se alimentando mutuamente. A psicoterapia pode auxiliar justamente no manejo desse ciclo, ajudando a desenvolver formas mais saudáveis de responder à dor e às dificuldades do dia a dia.
Você comenta que não gostaria de utilizar medicações mais fortes. Essa é uma decisão que deve ser discutida com o médico que acompanha o seu tratamento. Caso os pensamentos de suicídio estejam aumentando, é muito importante comunicar isso ao seu psiquiatra ou ao médico responsável, para que o tratamento seja reavaliado. Muitas vezes existem alternativas terapêuticas que podem ser consideradas antes de concluir que não há mais opções.
Gostaria de destacar um ponto importante: quando você relata que esses pensamentos estão aumentando, isso indica que o momento atual exige uma atenção especial. Se, em algum momento, você sentir que pode agir contra si mesma ou que não consegue se manter em segurança, procure imediatamente um serviço de urgência ou emergência e informe alguém de sua confiança sobre o que está acontecendo. Você não precisa lidar com isso sozinha.
Mesmo que hoje pareça difícil acreditar, muitas pessoas que viveram um sofrimento intenso conseguem apresentar melhora significativa quando recebem um tratamento adequado e integrado, envolvendo psicoterapia e acompanhamento médico.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ansiedade
Quem tem ansiedade pode se isolar, se afastar das pessoas e evitar sair de casa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja bem!
Sim, isso pode acontecer. Algumas pessoas que vivenciam ansiedade acabam se afastando de situações, lugares ou pessoas que despertam desconforto emocional. Em um primeiro momento, evitar essas situações pode trazer uma sensação de alívio, mas, com o tempo, esse padrão pode contribuir para o aumento do isolamento e para a manutenção do sofrimento.
Dependendo da forma como a ansiedade se manifesta, a pessoa pode começar a evitar encontros sociais, compromissos, ambientes movimentados ou até mesmo sair de casa. Isso não significa falta de interesse pelos outros ou preguiça, mas sim uma tentativa de se proteger de emoções e sensações que parecem difíceis de enfrentar naquele momento.
É importante lembrar que o isolamento também pode estar presente em outras condições psicológicas, como depressão, luto, estresse intenso ou esgotamento emocional. Por isso, é fundamental compreender o contexto mais amplo e não apenas um sintoma isolado.
Se você percebe que tem se afastado das pessoas, deixado de realizar atividades importantes ou reduzido significativamente sua vida social por causa da ansiedade, buscar ajuda psicológica pode ser um passo importante. A psicoterapia pode auxiliar na compreensão desses padrões e no desenvolvimento de formas mais flexíveis de lidar com o desconforto emocional.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?
Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando estamos vivendo uma crise de ansiedade, é natural querer que ela passe o mais rápido possível. No entanto, muitas vezes a tentativa de lutar contra a ansiedade acaba aumentando ainda mais o sofrimento.
Nesses momentos, pode ser útil direcionar a atenção para o momento presente. Observe sua respiração, perceba os sons ao seu redor, os objetos que consegue ver e as sensações do seu corpo. O objetivo não é eliminar a ansiedade imediatamente, mas criar um pouco mais de espaço para ela, sem precisar travar uma batalha constante contra o que está sentindo.
Também pode ajudar lembrar que a ansiedade, embora seja desconfortável, é uma experiência humana e passageira. Ela não costuma ser perigosa, mesmo quando parece muito intensa.
Após a crise, procure observar quais situações, pensamentos ou emoções podem ter contribuído para seu surgimento. Compreender esses padrões pode ser um passo importante para desenvolver formas mais saudáveis de lidar com eles.
Escolher atividades que sejam relaxantes para você também uma estratégia eficaz, alguns pacientes gostam de banho quente, ouvir musica, realizar alguma atividade fisica, meditação.
Se as crises forem frequentes, intensas ou estiverem causando prejuízos na sua vida, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a construir estratégias mais eficazes para lidar com a ansiedade.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como pode surgir o ódio de si mesmo? Ele pode estar por trás da falta de iniciativa em tomar decis
Como pode surgir o ódio de si mesmo?
Ele pode estar por trás da falta de iniciativa em tomar decisões para o futuro? E também por algumas lesões físicas ou estéticas, como quebrar fios de cabelo e começou unhas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O ódio de si mesmo pode surgir a partir de diferentes experiências ao longo da vida, especialmente quando a pessoa passa por críticas constantes, rejeição, invalidação emocional, bullying, traumas ou ambientes em que ela aprendeu a se avaliar sempre de forma negativa. Com o tempo, esses padrões podem se internalizar e a pessoa passa a tratar a si mesma com a mesma dureza que recebeu do ambiente externo.
Esse tipo de relação consigo mesmo pode, sim, estar por trás da falta de iniciativa e dificuldade de tomar decisões para o futuro. Isso acontece porque, quando alguém acredita que “não é bom o suficiente”, “vai falhar” ou “não merece”, tende a evitar escolhas importantes por medo de errar, fracassar ou confirmar essas crenças negativas. Isso pode gerar procrastinação, paralisia e sensação de estagnação.
Além disso, o sofrimento emocional pode aparecer também no corpo e em comportamentos repetitivos. Algumas pessoas, diante de ansiedade, tensão ou autocrítica intensa, desenvolvem comportamentos como roer unhas, puxar ou quebrar fios de cabelo, cutucar a pele, entre outros. Esses comportamentos podem funcionar como uma forma inconsciente de aliviar tensão emocional, mesmo que tragam prejuízos físicos ou estéticos depois. Em alguns casos, isso pode estar relacionado a quadros como ansiedade, transtornos obsessivo-compulsivos ou comportamentos repetitivos focados no corpo.
É importante reforçar que esses padrões não significam “fraqueza” ou falta de força de vontade. Em geral, são formas aprendidas de lidar com sofrimento emocional intenso.
A psicoterapia pode ajudar bastante nesse tipo de situação, porque permite compreender a origem dessa autocrítica, trabalhar a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e desenvolver estratégias mais saudáveis de regulação emocional e cuidado pessoal. Em abordagens como ACT, TCC e Terapia do Esquema, por exemplo, esse tipo de sofrimento é frequentemente trabalhado com bons resultados.
Se isso tem afetado sua vida, vale a pena buscar apoio profissional — não apenas para “parar o comportamento”, mas para entender o que ele está tentando aliviar emocionalmente.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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É normal ter um sentimento passageiro de que o mundo não é real e você não tem controle sobre suas a
É normal ter um sentimento passageiro de que o mundo não é real e você não tem controle sobre suas ações? Quando acontece minha visão fica toda embaçada e parece que estou olhando para minha vida como observador. Esses episódios estão acontecendo mais frequentemente nos últimos meses, não sei o que pode ser.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve pode estar relacionado a episódios de desrealização e despersonalização, experiências que podem ocorrer em algumas pessoas, principalmente em períodos de ansiedade intensa, estresse prolongado ou crises de pânico.
A sensação de que o mundo não é real, de estar observando a própria vida como um espectador ou de sentir um estranhamento em relação a si mesmo pode ser bastante assustadora. Algumas pessoas também relatam visão embaçada, sensação de estar "desconectadas" do ambiente ou dificuldade de se sentir plenamente presentes durante esses episódios.
No entanto, um ponto importante do seu relato é que esses episódios estão se tornando mais frequentes nos últimos meses. Independentemente da causa, esse aumento na frequência merece uma avaliação profissional para compreender melhor o que está acontecendo e descartar outras condições que também podem provocar sintomas semelhantes.
Quando essas experiências estão relacionadas à ansiedade, elas costumam melhorar à medida que o quadro ansioso é tratado. A psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores que desencadeiam esses episódios e desenvolver estratégias para reduzir seu impacto. Dependendo da avaliação, um acompanhamento psiquiátrico também pode ser indicado.
Portanto, embora esse tipo de sensação possa ocorrer em quadros de ansiedade, o ideal é não tentar lidar com isso sozinho. Procure um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação mais detalhada, principalmente pelo fato de os episódios estarem se tornando mais frequentes.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Meu filho tem 8 anos e vem apresentando quadros de ansiedade. Acelera o coração, ele fica gelado e c
Meu filho tem 8 anos e vem apresentando quadros de ansiedade. Acelera o coração, ele fica gelado e com tontura. E sempre a noite. Quanto o celular, nessa quarentena(sem escola e só dentro de casa) pode influenciar em desencadear a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, o uso excessivo de telas pode contribuir para o aumento da ansiedade em algumas crianças, principalmente quando está associado à redução de outras atividades importantes, como brincadeiras, atividade física, contato social e uma rotina regular de sono.
No entanto, pelo que você descreve, acredito que seja importante não atribuir os sintomas apenas ao uso do celular. Episódios de coração acelerado, mãos ou corpo gelados e tontura podem ocorrer em crises de ansiedade, mas também merecem uma avaliação médica para descartar outras possíveis causas, especialmente quando acontecem de forma recorrente.
Também vale considerar o contexto em que esses sintomas surgiram. Períodos de isolamento, mudanças na rotina, ausência da escola e redução do convívio com outras crianças podem aumentar a ansiedade, principalmente em crianças que já têm uma maior sensibilidade emocional.
Se a avaliação médica não identificar alterações físicas, um acompanhamento psicológico pode ser muito útil. A terapia ajuda a compreender quais situações estão desencadeando a ansiedade, ensina estratégias para que a criança lide melhor com essas sensações e orienta a família sobre como oferecer apoio nesses momentos.
Enquanto isso, pode ser interessante observar alguns aspectos da rotina, como manter horários regulares para dormir e acordar, incentivar momentos de brincadeiras longe das telas, atividade física e estabelecer limites equilibrados para o uso do celular. Essas medidas, por si só, nem sempre resolvem a ansiedade, mas costumam contribuir para uma melhor regulação emocional.
Quanto mais cedo a ansiedade for compreendida e tratada, maiores são as chances de evitar que ela passe a interferir no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida
Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida com a situação tive muitas perda a na família e esse quadro de ansiedade foi só agravando o que. Faco pra sai dessa rotina de transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Conviver com crises de ansiedade, palpitações, dores no peito e, ao mesmo tempo, lidar com perdas importantes na família pode ser extremamente desgastante.
Pelo que você relata, parece que esses acontecimentos tiveram um impacto significativo na sua vida emocional. Em muitas situações, experiências de perda, luto e estresse intenso podem contribuir para o aumento da ansiedade e fazer com que o organismo permaneça em constante estado de alerta.
Embora os sintomas físicos da ansiedade possam ser muito intensos e assustadores, é importante lembrar que eles podem ser compreendidos e tratados. Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para entender melhor o que está acontecendo e desenvolver formas mais eficazes de lidar com esse sofrimento.
A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a processar as perdas vividas, compreender os fatores que mantêm a ansiedade e construir estratégias para retomar atividades importantes da sua vida, mesmo na presença de emoções difíceis.
Caso você ainda não tenha realizado uma avaliação médica dos sintomas físicos, também é recomendável conversar com um médico para descartar outras possíveis causas.
Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho(a). Com apoio adequado, muitas pessoas conseguem reduzir significativamente o sofrimento e recuperar qualidade de vida.
Espero ter ajudado.
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Oi, eu queria saber se é todo mundo que tem depressão sente dor no corpo? Porque eu não sinto assim
Oi, eu queria saber se é todo mundo que tem depressão sente dor no corpo? Porque eu não sinto assim do nada, só sinto na lombar se eu ficar sentada ou fazer esforços pequenos ou grandes
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não, nem todas as pessoas com depressão sentem dor no corpo.
A depressão pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa. Algumas apresentam mais sintomas emocionais, como tristeza, desânimo, perda de interesse e falta de energia. Outras podem ter sintomas físicos, como dores no corpo, cansaço, alterações no sono ou no apetite. Mas isso não é obrigatório nem universal.
No seu caso, a dor na lombar que aparece quando você fica sentada por muito tempo ou faz esforço físico é mais compatível com uma dor musculoesquelética, ou seja, relacionada à postura, tensão muscular ou esforço, e não necessariamente um sintoma direto de depressão.
É importante lembrar que depressão não é definida apenas por dor física. O diagnóstico envolve um conjunto de sintomas emocionais, cognitivos e comportamentais que persistem ao longo do tempo e afetam o funcionamento da pessoa.
Se você está em dúvida sobre depressão, o mais importante é observar outros sinais, como:
desânimo frequente;
perda de interesse em atividades;
alterações no sono ou apetite;
sensação de vazio ou desesperança;
dificuldade de concentração.
Se esses sintomas estiverem presentes de forma consistente, vale a pena procurar um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação mais completa.
Mas, em relação especificamente à dor na lombar que você descreveu, ela não é um sinal típico de depressão e pode ter uma causa física mais simples, especialmente relacionada à postura ou esforço.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me
Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja tudo bem!
Não, a ansiedade não é um defeito da pessoa. E a pessoa não é ''quebrada'' por sentir uma emoção normal.
A ansiedade é uma emoção natural e faz parte do funcionamento humano. Ela surgiu ao longo da evolução como uma forma de nos preparar para lidar com situações percebidas como ameaçadoras ou desafiadoras. O problema não é sentir ansiedade, mas quando ela se torna muito frequente, intensa ou começa a interferir na qualidade de vida.
Muitas pessoas acreditam que só deveriam sentir ansiedade quando existe um motivo óbvio para isso. No entanto, nem sempre conseguimos identificar facilmente os fatores que estão contribuindo para essa experiência. Aspectos como histórico de vida, estresse acumulado, preocupações recorrentes, dificuldades emocionais, características individuais e até fatores biológicos podem influenciar o surgimento da ansiedade.
Além disso, a ansiedade nem sempre está relacionada a um perigo real e imediato. Às vezes, ela pode surgir diante de possibilidades futuras, incertezas ou até mesmo de sensações corporais que o organismo interpreta como sinais de alerta.
Por isso, sentir ansiedade não significa fraqueza, falta de controle ou defeito de personalidade. Significa apenas que você está vivenciando uma experiência humana que pode ter diferentes causas e que merece ser compreendida com cuidado.
Se a ansiedade tem sido frequente ou está causando sofrimento significativo, o acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar os fatores envolvidos e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com ela.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Sinto falta de ar que piora à noite, seguida de pressão no peito, tremedeira e sensação de sufoco. S
Sinto falta de ar que piora à noite, seguida de pressão no peito, tremedeira e sensação de sufoco. Sinto uma sensação de morte. Atualmente essa falta de ar se estende pela tarde. Um dia sim, outro não. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Os sintomas que você descreve — falta de ar, pressão no peito, tremedeira, sensação de sufoco e medo intenso de morrer — podem estar presentes em quadros de ansiedade, especialmente durante crises de ansiedade ou de pânico. É comum que essas crises sejam acompanhadas por uma sensação muito forte de que algo grave está acontecendo, mesmo quando não existe um risco físico imediato.
O fato de os sintomas piorarem à noite também é frequente em pessoas ansiosas. Nesse período, há menos distrações e a atenção tende a se voltar mais para as sensações do próprio corpo, o que pode aumentar a percepção da falta de ar e do desconforto. No entanto, como você relata que a falta de ar também passou a ocorrer durante a tarde e que isso vem se repetindo há algum tempo, é importante que esses sintomas sejam avaliados por um médico.
Embora a ansiedade possa provocar manifestações físicas bastante intensas, falta de ar e pressão no peito também podem estar relacionadas a outras condições clínicas, especialmente quando surgem pela primeira vez, mudam de intensidade ou persistem ao longo do tempo. Por isso, é fundamental descartar causas médicas antes de atribuir os sintomas exclusivamente à ansiedade.
Se, após a avaliação clínica, não houver uma causa física que explique o quadro, a ansiedade passa a ser uma hipótese importante. Nessa situação, o acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender o que está desencadeando essas crises e a desenvolver estratégias para reduzir tanto a ansiedade quanto o medo das próprias sensações corporais. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser indicado.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ando com um sentimento estranho de achar que tudo a minha volta não é real ou não faz sentido; Const
Ando com um sentimento estranho de achar que tudo a minha volta não é real ou não faz sentido; Constantemente sinto isso, além de uma grande angústia e um vazio, vivo sempre sonhando acordada, pode está relacionada com a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, é possível que isso tenha relação com a ansiedade, mas não necessariamente apenas com ela.
A sensação de que as coisas ao seu redor não parecem reais, de que o mundo está estranho ou sem sentido, pode ocorrer em momentos de ansiedade intensa, estresse prolongado, crises de pânico ou períodos de sobrecarga emocional. Algumas pessoas descrevem essa experiência como se estivessem "assistindo à própria vida de fora", vivendo no automático ou sentindo uma espécie de distanciamento da realidade.
Além disso, a angústia constante, o sentimento de vazio e a tendência a passar muito tempo "sonhando acordada" podem estar associados a diferentes formas de sofrimento psicológico. Por isso, é importante olhar para o conjunto da experiência e não apenas para um sintoma isolado.
O que chama atenção no seu relato é a frequência dessas sensações. Quando elas acontecem ocasionalmente, podem surgir em momentos de cansaço ou estresse. Mas quando passam a ser constantes e acompanhadas de sofrimento emocional significativo, vale a pena investigá-las com mais cuidado.
Isso não significa necessariamente que exista algo grave acontecendo, mas sim que seu sofrimento merece atenção. Um psicólogo pode ajudar a compreender melhor quando essas sensações começaram, em quais contextos aparecem, o que parece intensificá-las e como elas se relacionam com sua história de vida e seu estado emocional atual.
Se essas experiências estiverem se tornando muito frequentes, causando prejuízos ou gerando medo, também pode ser importante uma avaliação psiquiátrica para complementar a investigação.
Você não precisa descobrir sozinha o que está acontecendo. Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para entender melhor essas sensações e encontrar formas de lidar com elas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Desde a metade do ano passado tenho perdido totalmente o desejo sexual, ando me sentindo mais cansad
Desde a metade do ano passado tenho perdido totalmente o desejo sexual, ando me sentindo mais cansado, não consigo dormir direito, me sinto fraco, não acordo mais com ereção, não sinto prazer nas coisas, ando ficando triste, não consigo manter uma ereção quando tento fazer sexo e na maioria das vezes acabo sendo precoce, e quando acontece, só piora tudo em mim. Isso além de ser algo que preciso trabalhar junto com um psicólogo, poderia ser hormonal também? Baixa testosterona diminuindo a libido? Faço exercícios diários, me alimento bem, tenho mudado a minha rotina mas tudo continua a mesma coisa. Procuro um urologista também? Tenho ficado muito nervoso com isso, meio paranóico também.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Os sintomas que você descreve merecem uma avaliação cuidadosa, pois podem estar relacionados tanto a fatores psicológicos quanto a fatores físicos, e muitas vezes essas duas dimensões se influenciam mutuamente.
A perda do desejo sexual, dificuldade para manter a ereção, ejaculação precoce, ausência de ereções matinais, cansaço, alterações do sono, diminuição do prazer nas atividades e tristeza podem ocorrer em quadros de ansiedade, depressão, estresse crônico ou outras condições emocionais. Ao mesmo tempo, alterações hormonais — incluindo níveis reduzidos de testosterona —, problemas da tireoide, efeitos de medicamentos e outras condições clínicas também podem contribuir para esse conjunto de sintomas.
O fato de você praticar exercícios regularmente, alimentar-se bem e ainda assim perceber uma piora persistente reforça a importância de não atribuir tudo apenas ao aspecto emocional.
Além disso, é comum que as dificuldades sexuais gerem um ciclo de preocupação. Depois de algumas experiências frustrantes, muitas pessoas passam a antecipar que "vai dar errado de novo", aumentando a ansiedade durante a relação sexual. Essa ansiedade pode, por si só, dificultar a ereção ou favorecer a ejaculação precoce, mantendo o problema.
Por isso, acredito que a melhor conduta seja investigar as duas possibilidades ao mesmo tempo.
Seria interessante procurar um urologista, que poderá avaliar sua saúde sexual e, se considerar necessário, solicitar exames hormonais e outros exames complementares. Paralelamente, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o impacto emocional dessa situação, reduzir a ansiedade de desempenho e trabalhar outros fatores que possam estar contribuindo para o quadro.
Se houver sintomas persistentes de tristeza, perda de prazer, alterações importantes do sono e da energia, também pode ser útil uma avaliação psiquiátrica para investigar se existe algum transtorno do humor associado.
Você não está errado em querer investigar. Pelo contrário, diante do conjunto de sintomas que descreveu, faz sentido buscar uma avaliação ampla, sem presumir que exista apenas uma única causa.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá, eu não faço exercícios físicos, evito comer ao máximo, pulo muitas refeições e como pouco, a um
Olá, eu não faço exercícios físicos, evito comer ao máximo, pulo muitas refeições e como pouco, a um mês atrás fui internada por 7 dias por infecçao de rim e anemia, eu sinto que quero emagrecer mais, minha mãe e irmã falam que estou com anoréxia, pois minha irmã ja teve à alguns anos atrás, e elas reconhecem os sintomas, mas eu realmente me nego a aceitar isso, eu sempre fui magra mas estou mais magra que o comum e nao me sinto confortável com o meu peso e gostaria de emagrecer mais uns 3 ou 4 kilos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Obrigado por compartilhar o que está acontecendo com você.
Ao ler seu relato, me chamou a atenção que, apesar de ter sido recentemente internada por uma infecção renal e anemia, você continua sentindo um forte desejo de emagrecer e relata que evita refeições com frequência. Independentemente de qual seja o diagnóstico, esses sinais merecem atenção e cuidado, certo?
É compreensível que seja difícil aceitar a possibilidade de um problema relacionado à alimentação, especialmente quando a preocupação com o peso e a aparência parece fazer muito sentido para quem está vivendo essa experiência. Muitas pessoas passam por conflitos semelhantes e nem sempre conseguem perceber com clareza o impacto que esses comportamentos estão tendo em sua saúde.
Também é importante lembrar que a relação que temos com nosso corpo nem sempre corresponde à forma como ele realmente está. Por isso, quando familiares próximos demonstram preocupação, vale a pena considerar essa percepção com abertura, mesmo que neste momento você não concorde totalmente com ela.
Pela descrição que você trouxe, considero importante buscar uma avaliação profissional o quanto antes. Um psicólogo com experiência em transtornos alimentares, em conjunto com acompanhamento médico e nutricional quando necessário, poderá ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e oferecer o suporte adequado.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Procurar ajuda não significa confirmar um diagnóstico, mas sim cuidar da sua saúde e entender melhor o que está vivendo.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico Especialista em Transtornos Alimentares (CRP 06/204166)
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Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto es
Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto estranha, não tenho reação as coisas.
Se algo de ruim ou bom acontece não manifesto reação sobre isso. E agora tenho sentido uma estranheza das coisas e ambiente q me encontro.
Isso pode ser devido a ansiedade não tratada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É possível que os sintomas que você está descrevendo estejam relacionados à ansiedade, mas também podem estar associados a outros fatores emocionais que merecem uma avaliação mais cuidadosa.
A sensação de não reagir emocionalmente a acontecimentos importantes, sejam eles positivos ou negativos, pode ocorrer em alguns quadros de sofrimento psicológico. Da mesma forma, essa "estranheza" em relação ao ambiente ou às situações ao seu redor pode ser uma experiência que algumas pessoas relatam em períodos de ansiedade intensa, estresse prolongado, esgotamento emocional ou outros transtornos psicológicos.
Como você mencionou que interrompeu o tratamento, pode ser importante considerar uma nova avaliação profissional. Nem sempre é fácil identificar sozinho o que está acontecendo, especialmente quando os sintomas vão surgindo de forma gradual.
Um psicólogo poderá ajudá-la a compreender melhor essas experiências, avaliar o contexto em que elas ocorrem e identificar possíveis fatores envolvidos. Dependendo da avaliação, também pode ser útil retornar ao psiquiatra que a acompanhava anteriormente.
O mais importante é não ignorar esses sinais, principalmente se eles estiverem causando sofrimento ou afetando sua qualidade de vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Estou há 2 dias tendo crises intensas de choro, sinto muito frio ( como se fosse febre), falta de ap
Estou há 2 dias tendo crises intensas de choro, sinto muito frio ( como se fosse febre), falta de apetite e vontade de não fazer nada. Pode ser um sinal de crise de ansiedade/panico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Os sintomas que você descreve podem estar relacionados à ansiedade, ao pânico ou a um período de sofrimento emocional intenso, mas não é possível afirmar isso com segurança apenas por essa mensagem.
Crises de choro frequentes, sensação de frio ou calafrios, perda de apetite, falta de energia e vontade de se afastar das atividades podem aparecer em momentos de ansiedade elevada. No entanto, também podem estar associados a outras condições, como um episódio depressivo, uma reação a situações estressantes recentes, um processo de luto ou até mesmo questões médicas que merecem investigação.
Algo que chama atenção no seu relato é a intensidade e a duração dos sintomas nos últimos dois dias. Mais do que tentar encaixá-los imediatamente em um diagnóstico específico, talvez seja importante observar o contexto: aconteceu algo significativo recentemente? Houve alguma mudança, perda, conflito ou situação que tenha aumentado seu nível de sofrimento?
Se essa sensação de frio for acompanhada de febre, mal-estar físico importante ou outros sintomas clínicos, também é recomendável procurar avaliação médica para descartar causas orgânicas.
Independentemente da origem, o fato de você estar chorando intensamente, sem apetite e com vontade de não fazer nada indica que está passando por um momento que merece cuidado. Caso os sintomas persistam ou estejam dificultando muito sua rotina, buscar acompanhamento psicológico pode ser uma forma importante de compreender o que está acontecendo e receber apoio adequado.
E se, além disso, surgirem pensamentos de que a vida não vale a pena, vontade de desistir de tudo ou qualquer preocupação com sua própria segurança, procure ajuda profissional imediatamente e converse com alguém de confiança.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Perdi Minha mãe a cerca de 15 dias, a qual vivia comigo, o contato e apego era muito grande. Depois
Perdi Minha mãe a cerca de 15 dias, a qual vivia comigo, o contato e apego era muito grande. Depois da perda comecei a ficar com a voz seca constantemente ter crises de choro, pressão repentinas no peito, Acredito estar com crise de ansiedade, que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja tudo bem com você!
Sinto muito pela perda da sua mãe. Quinze dias é um tempo muito recente, especialmente quando havia convivência diária e um vínculo muito próximo.
O que você descreve: crises de choro, sensação de aperto ou pressão no peito, voz seca, ondas repentinas de sofrimento pode sim acontecer no luto. Em muitos casos, o luto inicial vem acompanhado de reações intensas do corpo e da mente, incluindo sintomas muito parecidos com crises de ansiedade. Isso não significa que “tem algo errado com você”, mas que seu sistema emocional está reagindo a uma perda significativa.
Nesse momento, é comum que o corpo oscile entre estados de choque, tristeza profunda e ansiedade. A sensação de aperto no peito e os picos de angústia podem surgir quando a emoção fica muito intensa e o organismo entra em estado de alerta.
O mais importante agora não é tentar “parar” esses sentimentos à força, mas buscar formas de atravessar esse período com suporte. Algumas coisas podem ajudar um pouco no curto prazo: permitir-se chorar sem se cobrar, tentar manter uma rotina mínima de alimentação e sono, e, quando vierem as ondas mais fortes de ansiedade, focar em respiração mais lenta e em perceber o ambiente ao redor para ajudar o corpo a sair do estado de alerta.
Ao mesmo tempo, esse é um momento em que o acompanhamento psicológico pode ser muito importante. Um psicólogo pode te ajudar a elaborar essa perda, dar sentido ao que você está sentindo e te dar suporte para lidar com essas crises de forma mais segura. Em alguns casos, quando os sintomas físicos estão muito intensos, uma avaliação médica ou psiquiátrica também pode ser útil.
Você está vivendo um processo de luto recente e intenso, e não precisa passar por isso sozinho(a). O que você sente é uma resposta humana a uma perda importante, e com apoio adequado isso tende a ficar mais suportável com o tempo.
Se em algum momento a angústia ficar muito forte ou difícil de aguentar, buscar ajuda imediata também é válido.
Espero ter ajudado.
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Fui vítima de abuso sexual na infância, e gostaria de saber informações sobre quais tratamentos devo
Fui vítima de abuso sexual na infância, e gostaria de saber informações sobre quais tratamentos devo procurar. Grata
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Antes de tudo, sinto muito que você tenha passado por essa experiência. O fato de estar buscando informações sobre tratamento já demonstra um importante movimento de cuidado consigo mesma.
Não existe um único tratamento para pessoas que sofreram abuso sexual na infância. O mais importante é procurar um psicólogo que tenha experiência no atendimento de traumas, para que o processo aconteça de forma segura e respeitando o seu ritmo. Em geral, o objetivo da terapia não é fazer a pessoa reviver a experiência, mas ajudá-la a compreender o impacto que ela teve ao longo da vida e a construir novas formas de lidar com as emoções, os relacionamentos e as lembranças associadas ao trauma.
Existem diferentes abordagens psicológicas que apresentam evidências de eficácia para o tratamento do trauma, como terapias cognitivas focadas em trauma, EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), algumas abordagens da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e também abordagens contextuais, como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que podem auxiliar na relação com memórias difíceis e no processo de reconstrução de uma vida alinhada aos próprios valores.
Caso você apresente sintomas intensos, como ansiedade persistente, depressão, crises de pânico, dificuldades importantes no sono, pesadelos frequentes ou lembranças intrusivas, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada. Em algumas situações, a medicação pode ajudar a reduzir os sintomas enquanto o trabalho psicoterapêutico é realizado.
É importante lembrar que cada pessoa reage de uma maneira diferente ao trauma. Algumas apresentam sintomas logo após a violência, enquanto outras só percebem seus efeitos muitos anos depois. Independentemente do tempo que passou, ainda é possível buscar tratamento e elaborar essa experiência.
Você não precisa contar tudo de uma vez nem se sentir pressionada a falar sobre o ocorrido nas primeiras sessões. Um bom processo terapêutico respeita o seu tempo e prioriza que você se sinta segura antes de abordar experiências tão dolorosas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob es
Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob estresse por causa dos incômodos da gravidez, da vida a dois e da pandemia. Devo procurar um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra para me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, está vivenciando diversas mudanças importantes ao mesmo tempo: a primeira gestação, uma fase recente do casamento, adaptações na vida a dois e o estresse decorrente das circunstâncias atuais. Mesmo quando esses acontecimentos são desejados, eles podem exigir um grande esforço emocional.
Nesse contexto, buscar ajuda profissional pode ser uma decisão muito saudável. Um psicólogo pode auxiliá-la a compreender melhor o que está sentindo, lidar com as mudanças dessa fase da vida, desenvolver estratégias para manejar o estresse e criar um espaço de acolhimento para suas dúvidas, medos e expectativas em relação à maternidade e ao relacionamento.
A psicanálise é uma das abordagens possíveis dentro da psicoterapia. Portanto, caso se identifique com essa forma de trabalho, um psicanalista também pode oferecer esse acompanhamento.
Já o psiquiatra costuma ser especialmente indicado quando existem sintomas mais intensos, como ansiedade significativa, sofrimento emocional persistente, alterações importantes de humor ou quando há necessidade de avaliar a possibilidade de tratamento medicamentoso.
Pelo seu relato, uma avaliação psicológica parece um bom primeiro passo. A partir dela, caso seja necessário, o próprio profissional poderá orientá-la sobre a necessidade de um acompanhamento complementar com psiquiatra.
Cuidar da sua saúde emocional durante a gestação também é uma forma de cuidado com você e com seu bebê.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pa
Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pandemia sei que a atividade física é essencial. Como posso melhorar meu condicionamento se a ansiedade me tira o fôlego?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A falta de ar é um sintoma bastante comum em quadros de ansiedade e síndrome do pânico, e pode ser especialmente assustadora porque muitas vezes gera a sensação de que algo grave está acontecendo com a respiração, mesmo quando não há uma limitação física real da capacidade pulmonar.
Antes de tudo, é importante que qualquer sintoma respiratório persistente seja avaliado por um médico, para descartar possíveis causas clínicas. Uma vez que a falta de ar esteja relacionada à ansiedade, a atividade física continua sendo uma aliada importante, mas pode ser necessário retomar os exercícios de forma gradual.
Muitas pessoas acabam evitando o exercício porque algumas sensações naturais do esforço físico como aumento da frequência cardíaca e da respiração podem ser confundidas com sinais de uma crise de ansiedade. Com isso, cria-se um ciclo em que o medo das sensações leva à evitação, e a evitação pode contribuir para a manutenção do problema.
Uma estratégia frequentemente útil é começar com atividades leves e progressivas, respeitando seus limites atuais, em vez de tentar alcançar um desempenho elevado logo no início. Caminhadas curtas, por exemplo, podem ser um primeiro passo mais acessível.
Além disso, a psicoterapia pode ajudar a compreender melhor a relação entre ansiedade, sensações corporais e comportamentos de evitação, favorecendo uma retomada mais segura das atividades que são importantes para você.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…