Perguntas do paciente (640)

  • Estou com problemas de arrotos constantes, há um mês e meio, sem qualquer problema no estômago, inte

    Estou com problemas de arrotos constantes, há um mês e meio, sem qualquer problema no estômago, intestino, conforme exames já realizados (endoscopia).
    Tenho ansiedade e iniciei tratamento com psicoterapeuta cognitivo comportamental para auxílio, porém faz apenas uma semana. Desta forma, tenho emagrecido muito devido à sensação de plenitude constante.
    Os arrotos iniciam já de manhã, sem comer qualquer coisa, e seguem até à noite. A cada 10 minutos tenho necessidade de arrotar.

    Sugerem consulta com psiquiatra ou mantenho por um tempo com terapia? Uso de antidepressivo ou ansiolítico tendem a resolver a situação?

    Obrigada desde já pela atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Pelo que você descreve, é compreensível que esteja preocupada. Arrotos frequentes, sensação constante de plenitude e perda de peso podem causar bastante desconforto e merecem uma avaliação cuidadosa.
    É importante destacar que a ansiedade pode, sim, estar relacionada a sintomas gastrointestinais. Algumas pessoas desenvolvem um padrão chamado aerofagia ou arroto supragástrico, em que há ingestão involuntária de ar, frequentemente associada à tensão, ao estresse ou à ansiedade. Nesses casos, os exames digestivos podem estar normais, mas os sintomas persistem porque o funcionamento do sistema digestivo é influenciado pelo estado emocional.
    No entanto, também me chamou atenção o fato de você estar emagrecendo devido à sensação de plenitude. Embora a ansiedade possa contribuir para isso, a perda de peso é um sinal que merece acompanhamento médico. Se os sintomas persistirem, vale a pena manter o seguimento com o gastroenterologista para verificar se há necessidade de outras avaliações além da endoscopia.
    Em relação à psicoterapia, uma semana ainda é um período muito curto para esperar mudanças significativas. A Terapia Cognitivo-Comportamental possui boas evidências para o tratamento da ansiedade e também de sintomas físicos relacionados a ela, mas seus efeitos costumam aparecer de forma gradual ao longo das semanas.
    Sobre a medicação, antidepressivos e, em alguns casos, ansiolíticos podem ajudar quando os sintomas estão relacionados a um transtorno de ansiedade. No entanto, não existe um medicamento que trate especificamente os arrotos. Se eles estiverem sendo mantidos principalmente pela ansiedade, é possível que a melhora do quadro ansioso também reduza os sintomas digestivos. A indicação de medicamentos deve ser feita por um psiquiatra, após uma avaliação individual.
    Como você já iniciou a psicoterapia e está apresentando um prejuízo importante, especialmente pela perda de peso, acredito que uma avaliação psiquiátrica pode ser uma boa opção. Isso não significa abandonar a terapia, mas complementar o tratamento caso o psiquiatra considere que a medicação possa ser útil.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por a

    Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por ansiedade? Qual o profissional adequado para tratar esse tipo de problemas: Psiquiatra, psicólogo ou neurologista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    A ansiedade pode estar relacionada tanto à insônia quanto aos tremores, especialmente em períodos de estresse intenso, preocupação excessiva ou sobrecarga emocional. No entanto, esses sintomas também podem estar associados a outras condições médicas, neurológicas, hormonais ou ao uso de determinados medicamentos.
    Por esse motivo, é importante evitar conclusões precipitadas e buscar uma avaliação adequada. Em geral, um médico pode ajudar a investigar as possíveis causas físicas dos sintomas. Dependendo da avaliação inicial, pode haver encaminhamento para um neurologista ou psiquiatra, quando necessário.
    Além disso, caso fatores emocionais estejam contribuindo para o quadro, o acompanhamento psicológico pode ser bastante útil para auxiliar no manejo da ansiedade, do estresse e das dificuldades relacionadas ao sono.
    Como os tremores e a insônia podem ter diferentes origens, uma avaliação profissional é o caminho mais seguro para compreender o que está acontecendo e definir o tratamento mais adequado.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?

    A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, a depressão pode afetar o raciocínio e a capacidade de pensar com clareza. Muitas pessoas que vivenciam um quadro depressivo relatam dificuldades de concentração, lentificação do pensamento, esquecimentos mais frequentes, indecisão e sensação de que a mente está "mais lenta" ou "embaçada".
    Essas alterações não significam necessariamente um problema de inteligência ou uma perda permanente das capacidades cognitivas. Em muitos casos, elas estão relacionadas ao impacto que a depressão exerce sobre processos como atenção, memória de trabalho, motivação e processamento de informações.
    Além disso, sintomas como tristeza persistente, preocupações constantes, alterações do sono, fadiga e falta de energia também podem contribuir para a sensação de dificuldade para raciocinar ou tomar decisões.
    É importante lembrar que outras condições, físicas ou psicológicas, também podem causar sintomas semelhantes. Por isso, quando essas dificuldades são intensas, persistentes ou estão causando prejuízos significativos na vida cotidiana, uma avaliação profissional pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.
    Com o tratamento adequado, muitas pessoas observam melhora não apenas do humor, mas também da concentração, da clareza mental e do funcionamento cognitivo de forma geral.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida. Posso te

    Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida.
    Posso ter algum transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, pode haver uma possibilidade de você estar lidando com um padrão relacionado a compulsão alimentar ou transtornos da alimentação mas isso não significa necessariamente um diagnóstico fechado.
    O que você descreve é algo bastante comum: a pessoa consegue seguir a dieta por um período, mas em algum momento ocorre uma perda de controle em relação à comida, com sensação de “descontrole” ou de comer mais do que gostaria. Isso pode acontecer por diversos fatores, não apenas pela comida em si.
    Em uma perspectiva mais contextual, esse comportamento muitas vezes não está ligado apenas à “falta de força de vontade”, mas pode ser uma forma que o organismo encontrou de lidar com estados internos difíceis, como ansiedade, estresse, privação emocional, rigidez na dieta ou até períodos prolongados de controle alimentar muito intenso. Em alguns casos, quanto mais restrição e controle rígido, maior pode ser a probabilidade de episódios de perda de controle depois.
    Por isso, é importante olhar não só para o comportamento de comer em si, mas para o que acontece antes, durante e depois desses episódios: emoções, pensamentos, contextos e funções desse comportamento (por exemplo, aliviar tensão, evitar desconforto emocional, ou responder a um padrão de restrição).
    Um psicólogo pode te ajudar a compreender esse ciclo de forma mais profunda, sem julgamento, e a construir uma relação mais flexível com a alimentação e com as emoções envolvidas. Em alguns casos, também pode ser útil acompanhamento com nutricionista e, dependendo da avaliação, psiquiatra.
    Se isso tem gerado sofrimento ou sensação de perda de controle, já é um bom motivo para buscar ajuda não é preciso esperar “piorar” para cuidar disso.
    Espero ter ajudado.


  • Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida. Posso te

    Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida.
    Posso ter algum transtorno?
    Devo procurar um psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja tudo bem!
    O fato de você ter dificuldade para manter uma dieta e, em determinado momento, sentir que perde o controle sobre a alimentação não significa necessariamente que exista um transtorno psicológico. No entanto, esse padrão merece atenção, especialmente se estiver causando sofrimento, culpa ou ocorrendo com frequência.
    Muitas vezes, períodos de restrição alimentar muito rígida podem aumentar a vontade de comer e favorecer episódios de descontrole. Além disso, fatores emocionais como ansiedade, estresse, frustração, tristeza ou até mesmo hábitos construídos ao longo da vida podem influenciar a relação com a comida.
    Mais importante do que avaliar apenas a quantidade de alimento consumida é compreender o contexto em que esses episódios acontecem. Eles costumam ocorrer após longos períodos sem comer? Em momentos de estresse? Quando você se sente triste ou ansioso(a)? Essas informações ajudam a entender melhor o que está acontecendo.
    Buscar um psicólogo pode ser uma excelente ideia, especialmente se você percebe que a alimentação tem gerado sofrimento, preocupação excessiva ou sensação de perda de controle. O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender a função que a comida está exercendo na sua vida e a desenvolver uma relação mais equilibrada com a alimentação.
    Dependendo do caso, o trabalho conjunto entre psicólogo, nutricionista e médico também pode ser bastante benéfico.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico Especialista em Transtornos Alimentares (CRP 06/204166)


  • Sou consultora de vendas na rua e tenho tido muita dificuldade de vender. Na maioria dos dias não co

    Sou consultora de vendas na rua e tenho tido muita dificuldade de vender. Na maioria dos dias não consigo sair de casa e quando saio não consigo oferecer os produtos, fico sentada em qualquer lugar esperando as horas passarem. Sinto medo de abordar os clientes, de sair de casa. Meu chefe ameaçou me mandar embora, mas não consigo me importar. Quando sou cobrada sinto tanta tensão que
    minha cabeça dói, sinto tristeza e frustração. Não sei se tem a ver, mas tenho gases em excesso li que pode ser ansiedade. Tem algo que eu possa fazer pra quebrar esse ciclo ruim na minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, esse sofrimento parece estar afetando diretamente o seu trabalho, sua motivação e a forma como você tem conseguido lidar com as situações do dia a dia.

    Chamou minha atenção o fato de você dizer que, muitas vezes, não consegue nem sair de casa e, quando consegue, sente medo de abordar os clientes, permanecendo sentada esperando o tempo passar. Além disso, você relata tristeza, tensão intensa quando é cobrada e uma sensação de não conseguir mais se importar com a possibilidade de perder o emprego. Esses sinais sugerem que o problema vai além de uma dificuldade momentânea para vender.

    Embora não seja possível fazer um diagnóstico apenas por uma mensagem, os sintomas que você descreve podem estar relacionados a um quadro de ansiedade, mas também podem indicar a presença de sintomas depressivos. É comum que essas duas condições ocorram juntas, levando à perda de motivação, ao medo de enfrentar determinadas situações e à sensação de estar "travada", mesmo querendo agir.

    Em relação aos gases, sim, eles podem estar associados à ansiedade. O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse e muitas pessoas ansiosas apresentam sintomas gastrointestinais, como gases, distensão abdominal, desconforto, diarreia ou constipação. Ainda assim, caso esse sintoma seja persistente, também é importante conversar com um médico para descartar outras causas.

    Acredito que, neste momento, o mais importante seja buscar ajuda profissional. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender esse ciclo entre ansiedade, medo, evitação e frustração, além de desenvolver estratégias para retomá-lo de forma gradual. Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.

    Você pergunta se existe algo que possa fazer para quebrar esse ciclo. Existe, sim, mas provavelmente não depende apenas de "força de vontade". Quando a ansiedade e a tristeza atingem esse nível, é comum que a pessoa queira agir, mas se sinta bloqueada. Com tratamento adequado, esse ciclo pode ser interrompido, permitindo que você recupere, aos poucos, a confiança e a capacidade de enfrentar essas situações.

    Você não precisa continuar enfrentando isso sozinha.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Venho tendo crises de desespero quando recebo uma mudança de função no meu trabalho, apesar dessas m

    Venho tendo crises de desespero quando recebo uma mudança de função no meu trabalho, apesar dessas mudanças serem sempre constantes e eu dominar bem todas as funções. O que isso pode significar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Pelo que você descreve, isso pode estar relacionado a um padrão de ansiedade ligada a mudanças e ao desempenho, mesmo quando você já tem competência para realizar as tarefas.

    Em algumas pessoas, situações de mudança — especialmente no trabalho — podem ativar um forte estado de alerta emocional, gerando crises de desespero, insegurança e sensação de perda de controle, mesmo quando racionalmente a pessoa sabe que consegue lidar com a função. Isso costuma acontecer quando o cérebro interpreta mudanças como “ameaça”, e não necessariamente como algo neutro ou positivo.

    O fato de você dizer que domina bem todas as funções é um ponto importante: isso sugere que a dificuldade não está na sua capacidade, mas na forma como o seu sistema emocional reage à mudança em si. Ou seja, pode haver um padrão de ansiedade antecipatória ou medo de não dar conta, que é ativado sempre que há alteração de rotina ou responsabilidade.

    Essas reações também podem estar associadas a:

    ansiedade de desempenho;
    intolerância à incerteza;
    experiências anteriores de estresse no ambiente de trabalho;
    ou um padrão mais geral de ansiedade.

    O ponto central é que a reação emocional (crise de desespero) parece ser desproporcional ao nível real de exigência da situação, o que é comum em quadros ansiosos.

    A boa notícia é que isso pode melhorar bastante com tratamento psicológico. A psicoterapia ajuda a trabalhar a tolerância a mudanças, a reduzir a catastrofização e a desenvolver formas mais estáveis de lidar com situações novas, mesmo quando elas geram desconforto inicial. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser útil.

    Se isso estiver prejudicando seu bem-estar no trabalho ou gerando sofrimento frequente, vale muito a pena buscar ajuda profissional para uma avaliação mais aprofundada.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Autoestima baixa pode estar relacionada com depressão?

    Autoestima baixa pode estar relacionada com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, a baixa autoestima pode estar relacionada à depressão, mas isso não significa que toda pessoa com baixa autoestima esteja deprimida, nem que toda depressão seja causada por problemas de autoestima.
    A autoestima refere-se à forma como percebemos e avaliamos a nós mesmos. Já a depressão é uma condição mais ampla, que pode envolver sintomas como tristeza persistente, perda de interesse ou prazer nas atividades, desânimo, alterações no sono e apetite, dificuldades de concentração e sentimentos de desesperança, entre outros.
    Muitas pessoas que estão passando por um quadro depressivo desenvolvem uma visão mais negativa de si mesmas, tendendo a focar excessivamente em falhas, defeitos ou dificuldades. Da mesma forma, uma autoestima fragilizada pode aumentar a vulnerabilidade ao sofrimento emocional em determinadas situações da vida.
    No entanto, a relação entre autoestima e depressão nem sempre é simples. Fatores biológicos, psicológicos, sociais e experiências de vida também podem influenciar o desenvolvimento e a manutenção dos sintomas depressivos.
    Se você percebe que sua autoestima está muito baixa ou que tem enfrentado tristeza, desânimo ou sofrimento emocional frequente, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e a desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar consigo mesma.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Ola boa noite Meu namorado está depressivo a mais de 6 meses e não quer fazer tratamento com antid

    Ola boa noite

    Meu namorado está depressivo a mais de 6 meses e não quer fazer tratamento com antidepressivo por não ter condições de comprar. Como posso ajudar , visto que moro em outra cidade e não vou visitar ele sempre. Ele é muito depressivo, ciumento etc.. e nada faz para se ajudar.fica em casa direto sem sair , não trabalha , nem cuida si sendo a mãe que cuida.
    Não tenho muito tempo pq trabalho muito e ele só implica pq não vou até onde mora e sempre são brigas , mas ele não faz nada para mudar a condição em que se encontra ...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você e seu namorado estejam passando por essa situação. Conviver com alguém que está deprimido pode gerar muita preocupação, principalmente quando a pessoa não consegue ou não deseja buscar tratamento.

    Pelo que você descreve, ele apresenta sinais importantes de sofrimento, como isolamento, falta de iniciativa, ausência de trabalho, dificuldade de cuidar de si mesmo e conflitos frequentes no relacionamento. Esses comportamentos podem estar relacionados à própria depressão, que muitas vezes reduz a energia, a motivação e até a esperança de que seja possível melhorar.

    Ao mesmo tempo, é importante lembrar que você não é responsável por tirá-lo dessa condição. Você pode oferecer apoio, acolhimento e incentivo para que ele procure ajuda, mas a decisão de iniciar e manter um tratamento depende dele.

    Você comenta que ele não quer usar antidepressivos por questões financeiras. Nesse caso, vale lembrar que existem alternativas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde é possível ter acesso à avaliação com médico, acompanhamento psicológico e, quando indicado, medicações disponibilizadas gratuitamente. Essa pode ser uma opção importante para ele.

    Também me chamou atenção o fato de você relatar que as conversas acabam se transformando em brigas e que ele cobra sua presença, apesar de você trabalhar muito e morar em outra cidade. É compreensível querer ajudá-lo, mas é igualmente importante cuidar dos seus próprios limites. A depressão pode explicar parte do comportamento dele, mas não significa que você deva carregar sozinha a responsabilidade pelo bem-estar dele ou abrir mão das suas necessidades.

    Se ele aceitar, incentive-o a procurar atendimento psicológico e psiquiátrico. Caso ele continue recusando ajuda, você pode permanecer disponível para apoiá-lo, mas sem assumir um papel que cabe aos profissionais e à própria decisão dele.

    Se, em algum momento, ele começar a falar que não quer mais viver, demonstrar desesperança intensa ou mencionar planos de machucar a si mesmo, isso deve ser levado a sério. Nessa situação, procure orientar que ele busque um serviço de urgência em saúde mental ou converse com um familiar próximo para que ele não enfrente esse momento sozinho.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Olá! Tenho 21 anos e eu possuo Transtorno Alimentar Seletivo, desde criança odeio queijo, leite e de

    Olá! Tenho 21 anos e eu possuo Transtorno Alimentar Seletivo, desde criança odeio queijo, leite e derivados, todo tipo de massas, vegetais, tenho mta dificuldade para comer coisas novas. Sinto ânsia de vomito só de pensar em ter q comer alguma coisa q não gosto. Frutas eu como todas, como apenas feijão preto e biscoitos. Eu particularmente não me importo de ter o transtorno, mas as pessoas ao meu redor me julgam muito, me humilham, me chamam de fresca, nojenta, e isso desgasta minhas relações sociais. Sinto q ninguém pode me ajudar, minha mãe é dura comigo e quando as pessoas me dão atenção aí q eu pioro e desabo a chorar mesmo sem motivo. Eu não quero me tratar do Transtorno Alimentar pq tenho medo de engordar e nem da ansiedade, por medo de não da certo. Minha vida é pautada por medo, eu vivo por conta das experiências traumáticas q sofri no passado (bullying), não consigo mais dançar e nem conviver bem em festas. O q eu procuro ou faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Antes de tudo, sinto muito pelo sofrimento que você tem enfrentado. Pelo seu relato, parece que a dificuldade com a alimentação é apenas uma parte daquilo que você está vivendo. O bullying, os julgamentos, o medo constante e a ansiedade parecem estar causando um impacto muito grande na sua vida.

    O que você descreve é compatível com características do Transtorno Alimentar Seletivo (também conhecido como Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo da Ingestão de Alimentos – ARFID), em que a dificuldade para consumir determinados alimentos não ocorre necessariamente por preocupação com o peso ou com a aparência, mas por fatores como aversão intensa às características dos alimentos, medo de experimentar novos sabores ou desconforto muito intenso diante de determinadas texturas, cheiros ou consistências.

    Também me chamou atenção quando você diz que tem medo de procurar tratamento porque acredita que pode engordar e porque teme que nada dê certo. Esse receio é compreensível, principalmente quando a pessoa já passou por experiências difíceis e perdeu a confiança de que pode melhorar. No entanto, é importante saber que o objetivo do tratamento não é obrigar você a comer tudo nem fazer mudanças bruscas na alimentação. O processo costuma acontecer de forma gradual, respeitando seus limites e buscando reduzir o sofrimento que essa dificuldade tem causado. Embora sua descrição seja bastante compatível com um Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo da Ingestão de Alimentos (ARFID), chamou minha atenção o fato de você relatar medo de engordar. Essa informação merece uma investigação cuidadosa, pois pode indicar que, além da seletividade alimentar, existam preocupações relacionadas ao peso ou à imagem corporal. Somente uma avaliação clínica detalhada poderá esclarecer se essa preocupação faz parte do ARFID ou se há outro transtorno alimentar associado.

    Além disso, o bullying que você sofreu e o fato de hoje evitar dançar, ter dificuldades em festas e viver pautada pelo medo sugerem que existem outras questões emocionais importantes que merecem cuidado. Independentemente de você decidir ou não trabalhar a alimentação neste momento, acredito que esses aspectos já seriam motivos suficientes para procurar um psicólogo.

    Se possível, procure um profissional que tenha experiência com transtornos alimentares e ansiedade. Em alguns casos, o acompanhamento de um nutricionista especializado em comportamento alimentar também pode ser útil, sempre respeitando o seu ritmo e sem abordagens baseadas em imposição ou julgamento.

    Gostaria de destacar também que você não é "fresca" nem "nojenta". Pessoas com ARFID costumam ouvir esse tipo de comentário durante muitos anos, mas esse tipo de julgamento não explica o problema e, na maioria das vezes, apenas aumenta o sofrimento e a sensação de isolamento.

    Você não precisa decidir hoje que vai tratar tudo de uma vez. Talvez o primeiro passo seja apenas encontrar um espaço onde possa ser acolhida, compreender melhor o que está vivendo e recuperar a confiança de que mudanças são possíveis.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    A baixa autoestima não significa necessariamente que uma pessoa tenha depressão. Embora os dois fenômenos possam estar relacionados, eles não são a mesma coisa.
    A autoestima está ligada à forma como percebemos e avaliamos a nós mesmos. Já a depressão é uma condição que pode envolver, além de pensamentos negativos sobre si, sintomas como tristeza persistente, perda de interesse ou prazer, alterações no sono, apetite, energia e dificuldades no funcionamento diário.
    É verdade que muitas pessoas com depressão apresentam uma visão mais crítica de si mesmas. Da mesma forma, pessoas com baixa autoestima podem experimentar sofrimento emocional importante sem necessariamente preencher critérios para um quadro depressivo.
    Em relação a aumentar a autoestima, uma armadilha comum é acreditar que ela melhora apenas quando passamos a nos sentir mais confiantes ou quando eliminamos completamente as inseguranças. Na prática, muitas vezes a autoestima se fortalece por meio das experiências que construímos ao longo da vida.
    Isso pode envolver desenvolver habilidades, aproximar-se de pessoas importantes, praticar o autocuidado, estabelecer metas realistas, reconhecer conquistas e agir de acordo com aquilo que é significativo para você, mesmo quando surgem dúvidas ou inseguranças.
    Também pode ser útil observar como você costuma falar consigo mesmo. Muitas pessoas mantêm um padrão de autocrítica muito mais rígido do que aquele que utilizariam com alguém que amam ou respeitam.
    Se a baixa autoestima tem causado sofrimento frequente ou prejuízos em diferentes áreas da sua vida, a psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores envolvidos e a construir uma relação mais equilibrada e acolhedora consigo mesmo(a).
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Quais fatores levam o desenvolvimento da bulimia?

    Quais fatores levam o desenvolvimento da bulimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    A bulimia nervosa não costuma surgir por um único motivo. Atualmente, entende-se que seu desenvolvimento resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, que variam de pessoa para pessoa.

    Do ponto de vista psicológico, é comum que pessoas com bulimia apresentem grande preocupação com o peso, a forma corporal e a alimentação. Muitas vezes, a autoestima passa a depender excessivamente da aparência ou da capacidade de controlar o próprio corpo. Além disso, dificuldades para lidar com emoções intensas, perfeccionismo, impulsividade e autocrítica elevada também podem contribuir para o desenvolvimento e a manutenção do transtorno.

    Outro fator importante é o comportamento de restrição alimentar. Dietas muito rígidas ou tentativas frequentes de controlar a alimentação podem aumentar a vulnerabilidade para episódios de compulsão alimentar. Após esses episódios, sentimentos intensos de culpa, vergonha ou medo de engordar podem levar a comportamentos compensatórios, como vômitos autoinduzidos, uso inadequado de laxantes, jejum prolongado ou exercícios físicos em excesso, formando um ciclo que tende a se repetir.

    Experiências de vida também podem desempenhar um papel relevante. Bullying relacionado ao peso, críticas frequentes sobre a aparência, experiências de rejeição, traumas, abuso físico ou sexual e ambientes familiares marcados por conflitos ou elevada cobrança podem aumentar o risco em algumas pessoas. No entanto, é importante destacar que nem todas as pessoas que passam por essas experiências desenvolvem bulimia.

    Além disso, existe uma influência biológica. Estudos mostram que fatores genéticos e alterações em mecanismos relacionados à regulação do apetite, das emoções e da impulsividade podem aumentar a predisposição ao transtorno.

    Por fim, fatores culturais também exercem influência. A valorização excessiva da magreza, a pressão estética e a exposição constante a padrões corporais irreais podem contribuir para a insatisfação corporal, especialmente em pessoas que já possuem outras vulnerabilidades.

    Em resumo, a bulimia é um transtorno complexo, que não deve ser entendido como falta de força de vontade ou vaidade. Felizmente, existem tratamentos eficazes. A psicoterapia é considerada uma das principais formas de tratamento e, em muitos casos, o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo psicólogo, psiquiatra e nutricionista, oferece os melhores resultados.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Eu não me sinto à vontade em falar. Eu tenho vergonha, eu nem sequer sei que especialidade eu devo p

    Eu não me sinto à vontade em falar. Eu tenho vergonha, eu nem sequer sei que especialidade eu devo procurar. Eu fico pensando que isso seria só fraqueza e vaidade. Será que teria algum tipo de assistência, algum tipo de lugar onde eu pudesse me questionar? Eu não consigo mais resolver minha vida só eu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    O que você está descrevendo não é fraqueza nem vaidade. Pelo contrário: é um sinal de que você está lidando com algo que está ficando pesado demais para carregar sozinho(a).
    É muito comum que, quando a pessoa está sofrendo emocionalmente, surjam pensamentos como “eu deveria dar conta sozinho(a)” ou “isso não é tão grave assim”. Mas o fato de você estar com dificuldade de falar e de sentir vergonha não invalida a sua necessidade de ajuda isso também faz parte do sofrimento.
    Você não precisa, neste momento, saber exatamente qual especialidade procurar. Em geral, um bom primeiro passo é o psicólogo. Esse profissional pode te ouvir sem julgamento, te ajudar a entender o que você está vivendo e, se for necessário, te orientar para outros tipos de cuidado (como psiquiatra ou outros serviços).
    E existem sim lugares onde você pode começar de forma mais leve, sem precisar “se expor tudo de uma vez”, por exemplo:
    unidades básicas de saúde (UBS)
    CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) no SUS
    clínicas-escola de universidades de psicologia
    atendimento psicológico online
    Na terapia, você não precisa começar sabendo explicar tudo. Muitas vezes o começo é justamente dizer algo como: “eu não sei por onde começar e tenho vergonha de falar”. Isso já é material suficiente para iniciar o processo.
    Você não precisa resolver sua vida sozinho(a). Pedir ajuda não é sinal de incapacidade, mas de estar tentando cuidar de si em um momento difícil.
    Se quiser, posso te ajudar a pensar no primeiro passo mais simples e realista para a sua situação.
    Espero ter ajudado.


  • Há 5 anos tive minha primeira crise de ansiedade, já tentei tratamento medicamentoso, mas continuo c

    Há 5 anos tive minha primeira crise de ansiedade, já tentei tratamento medicamentoso, mas continuo com muito mal estar diário, tonturas, e também tenho quadro depressivo que não melhora, o que poderia fazer para melhorar desse grande mal estar e tontura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Conviver por tantos anos com ansiedade, tonturas frequentes, mal-estar diário e sintomas depressivos pode ser extremamente desgastante. Quando os sintomas persistem apesar do tratamento medicamentoso, é importante evitar a conclusão de que "não há solução", pois existem várias possibilidades que precisam ser reavaliadas.
    Primeiramente, vale conversar novamente com o psiquiatra para revisar o tratamento. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar doses, trocar medicações ou reavaliar o próprio diagnóstico e os fatores que estão contribuindo para a manutenção dos sintomas.
    Também é importante considerar que a tontura e o mal-estar podem ter múltiplas causas. Mesmo quando a ansiedade está presente, é recomendável que haja uma investigação médica adequada para descartar condições clínicas que possam estar contribuindo para esses sintomas.
    Do ponto de vista psicológico, muitas pessoas acabam entrando em um ciclo no qual os sintomas físicos passam a ocupar grande parte da atenção. Quanto mais a pessoa monitora o corpo, tenta prever crises ou busca sinais de que algo está errado, mais sensível ela pode ficar às próprias sensações físicas, aumentando o sofrimento associado a elas.
    Além disso, quando ansiedade e depressão coexistem por muito tempo, é comum ocorrer redução das atividades prazerosas, isolamento, perda de rotina e diminuição do envolvimento com áreas importantes da vida. Esses fatores podem contribuir para a manutenção do quadro, mesmo quando a medicação ajuda parcialmente.
    Por isso, além do acompanhamento psiquiátrico, a psicoterapia pode ser um recurso muito importante. Ela pode ajudar a compreender os fatores que mantêm o sofrimento, desenvolver estratégias para lidar com os sintomas físicos e emocionais e reconstruir gradualmente uma vida menos organizada em torno da doença e mais conectada com aquilo que é importante para você.
    Após cinco anos de sofrimento, acredito que uma reavaliação cuidadosa do tratamento seja um passo bastante importante. Persistência dos sintomas não significa ausência de tratamento eficaz, mas sim que talvez seja necessário ajustar a forma como o problema está sendo abordado.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Os sintomas do transtorno de estresse pos-traumatico (pesadelos recorrentes, por exemplo) podem reap

    Os sintomas do transtorno de estresse pos-traumatico (pesadelos recorrentes, por exemplo) podem reaparecer depois de terem desaparecido por anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, isso pode acontecer.
    Em algumas pessoas, os sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), como pesadelos recorrentes, memórias intrusivas, hipervigilância, reações intensas a determinados estímulos ou evitação de situações associadas ao trauma, podem reaparecer após um longo período de melhora ou aparente ausência dos sintomas.
    Esse reaparecimento nem sempre significa que a pessoa "voltou à estaca zero". Muitas vezes, ele pode estar relacionado a situações de estresse intenso, novas experiências de perda, mudanças importantes na vida ou contato com estímulos que lembrem, direta ou indiretamente, o evento traumático.
    Também é possível que determinadas lembranças ou reações emocionais permaneçam latentes por anos e se tornem mais evidentes em momentos de maior vulnerabilidade emocional.
    Caso os sintomas estejam retornando e causando sofrimento significativo, pode ser importante buscar acompanhamento psicológico para compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver estratégias adequadas para lidar com essas experiências.
    O fato de os sintomas reaparecerem não significa que todo o progresso anterior foi perdido. Muitas pessoas conseguem recuperar a estabilidade emocional com apoio adequado e retomando recursos que já haviam desenvolvido anteriormente.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz

    Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Se você está enfrentando desânimo, choro frequente e falta de vontade de realizar atividades do dia a dia, procurar ajuda psicológica pode ser um passo importante.
    Em relação ao "tipo" de psicólogo, muitas pessoas ficam em dúvida sobre qual abordagem escolher. Na prática, não existe uma única especialidade obrigatória para tratar esses sintomas. O mais importante é buscar um psicólogo qualificado, regularmente inscrito no Conselho Regional de Psicologia, e com quem você se sinta acolhido(a) e confortável para conversar.
    Durante as primeiras consultas, o profissional poderá compreender melhor o que você está vivenciando, avaliar o impacto dos sintomas na sua rotina e ajudá-lo(a) a identificar possíveis caminhos para o tratamento.
    Dependendo da intensidade, duração e características dos sintomas, também pode ser recomendada uma avaliação psiquiátrica, especialmente se houver sofrimento significativo ou prejuízos importantes no funcionamento diário.
    Você não precisa ter certeza do que está acontecendo para procurar ajuda. Se o desânimo, o choro ou a falta de motivação estão causando sofrimento, isso por si só já é um motivo válido para buscar apoio profissional.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Bom dia Ao realizar uma consulta com o psiquiatra e passar a fazer uso de uma determinada medicaçã

    Bom dia
    Ao realizar uma consulta com o psiquiatra e passar a fazer uso de uma determinada medicação se faz necessário um acompnhamento pelo psicólogo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja tudo bem com ti!
    Não necessariamente, mas em muitos casos o acompanhamento psicológico pode ser bastante benéfico.
    A medicação prescrita pelo psiquiatra pode ajudar a reduzir sintomas como ansiedade, depressão, alterações de humor, insônia e outros desconfortos emocionais. No entanto, ela não costuma atuar diretamente sobre aspectos como padrões de pensamento, formas de lidar com emoções, relacionamentos, hábitos ou situações de vida que podem estar contribuindo para o sofrimento.
    A psicoterapia oferece um espaço para compreender melhor essas questões, desenvolver estratégias de enfrentamento e promover mudanças que vão além do alívio dos sintomas. Por esse motivo, em muitos quadros, a combinação entre acompanhamento psiquiátrico e psicológico tende a trazer resultados bastante positivos.
    Isso não significa que toda pessoa que utiliza medicação seja obrigada a fazer terapia. A necessidade e a indicação dependem das características de cada caso, da intensidade dos sintomas e dos objetivos do tratamento.
    Se você tem dúvidas sobre o que seria mais adequado para sua situação, vale a pena conversar tanto com o psiquiatra quanto com um psicólogo. Juntos, eles poderão ajudá-lo(a) a construir um plano de cuidado mais adequado às suas necessidades. Uma frase que eu sempre lembro aos meus pacientes é: Medicação não ensina comportamento. Sempre é bom a gente focar nessas questões também.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Dúvidas, inseguranças e medos podem surgir em qualquer fase da vida, inclusive na terceira idade. Mudanças relacionadas à saúde, aposentadoria, perdas de pessoas importantes, alterações na rotina ou preocupações com o futuro podem trazer desafios emocionais que merecem atenção e acolhimento.
    Nessas situações, um psicólogo pode ser um profissional importante para ajudar a compreender melhor o que está acontecendo, oferecer suporte emocional e auxiliar no desenvolvimento de estratégias para lidar com essas questões de forma mais saudável. A psicoterapia não é indicada apenas para transtornos psicológicos, mas também para momentos de transição, adaptação e sofrimento emocional.
    Dependendo dos sintomas apresentados, também pode ser útil buscar avaliação médica, especialmente se houver alterações significativas de memória, humor, sono ou outras mudanças que possam estar relacionadas a questões de saúde física.
    É importante lembrar que sentir medo ou insegurança em alguns momentos não é sinal de fraqueza. Buscar apoio quando necessário é uma forma de cuidado consigo mesmo e pode contribuir para uma melhor qualidade de vida.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Eu sou diagnosticada com TOC misto, TAG e depressão severa crônica. Tenho uma bebê de 1 ano. Essas d

    Eu sou diagnosticada com TOC misto, TAG e depressão severa crônica. Tenho uma bebê de 1 ano. Essas doenças podem ser congénitas ou conviver comigo pode influencia-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja tudo bem!
    Essa é uma preocupação muito compreensível, especialmente para quem é mãe e deseja o melhor para sua filha.
    De forma geral, condições como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e depressão não são consideradas doenças congênitas no sentido de que uma criança nascerá necessariamente com elas. O que pode existir é uma predisposição biológica ou genética que aumenta a vulnerabilidade para o desenvolvimento de determinadas dificuldades emocionais ao longo da vida.
    No entanto, predisposição não é destino. O desenvolvimento da saúde mental é influenciado por uma combinação complexa de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Muitas pessoas podem ter uma predisposição genética e nunca desenvolver um transtorno, enquanto outras podem apresentar dificuldades mesmo sem histórico familiar conhecido.
    Quanto à convivência, é natural que o ambiente familiar influencie o desenvolvimento emocional de uma criança. Porém, isso não significa que o fato de você ter esses diagnósticos fará com que sua filha desenvolva os mesmos problemas. O que costuma fazer diferença é a forma como as dificuldades são reconhecidas, cuidadas e manejadas ao longo do tempo.
    Algo que seu relato sugere é justamente um fator de proteção importante: sua preocupação com o bem-estar da sua filha. Buscar tratamento, cuidar da própria saúde mental e procurar oferecer um ambiente de afeto, segurança e acolhimento são atitudes que podem contribuir positivamente para o desenvolvimento dela.
    Também é importante lembrar que nenhuma mãe é perfeita. Crianças não precisam de pais sem sofrimento ou sem dificuldades; elas precisam, principalmente, de cuidadores que busquem cuidar de si mesmos e que estejam disponíveis para construir vínculos seguros e afetuosos.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vo

    Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vontade de socializar. Qual o especialista indicado para meu caso? Quem devo procurar? Psicólogo,psiquiatra ou psicanalista? estou receosa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Pelo que você descreve, o sofrimento que está vivenciando merece atenção e cuidado. Um ataque de pânico, associado a choro frequente, angústia intensa e perda da vontade de socializar, pode causar um impacto significativo na qualidade de vida.
    Respondendo à sua pergunta: um psicólogo pode ser um excelente primeiro profissional para procurar. A psicoterapia oferece um espaço para compreender melhor o que está acontecendo, identificar possíveis fatores envolvidos e desenvolver estratégias para lidar com os sintomas e o sofrimento emocional.
    Ao mesmo tempo, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser válida, especialmente se os sintomas forem muito intensos, persistentes ou estiverem prejudicando significativamente sua rotina, sono, alimentação, trabalho ou relacionamentos. O psiquiatra poderá avaliar se existe necessidade de tratamento medicamentoso ou de outras intervenções.
    Em relação à psicanálise, ela é uma abordagem de psicoterapia. Ou seja, um psicanalista geralmente é um profissional que realiza atendimento psicológico ou médico a partir dessa perspectiva teórica. O mais importante não costuma ser apenas o nome da abordagem, mas encontrar um profissional qualificado com quem você se sinta acolhida e segura para trabalhar suas dificuldades.
    Você mencionou estar receosa, e isso é bastante compreensível. Muitas pessoas sentem insegurança ao procurar ajuda pela primeira vez ou após experiências difíceis. Ainda assim, o fato de estar buscando orientação já demonstra um importante movimento de cuidado consigo mesma.
    Você não precisa esperar que os sintomas piorem para buscar apoio. Quanto antes compreender o que está acontecendo, maiores tendem a ser as possibilidades de alívio e recuperação.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


Perguntas frequentes

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