Perguntas do paciente (640)

  • Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu

    Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
    Isso é um problema neurológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja tudo bem!
    Os sintomas que você descreve irritabilidade, impaciência, diminuição da motivação para trabalhar, vontade de se isolar e mudanças no interesse por atividades sociais podem estar relacionados a diversos fatores, incluindo as mudanças físicas e emocionais que ocorrem durante a menopausa.
    As alterações hormonais desse período podem influenciar o humor, a energia, o sono e a forma como lidamos com situações do dia a dia. Além disso, sintomas como ansiedade, tristeza, cansaço e redução do interesse por atividades antes prazerosas também podem surgir ou se intensificar nessa fase da vida.
    Com base apenas nas informações que você trouxe, não é possível concluir que se trate de um problema neurológico. Entretanto, uma avaliação médica é importante para investigar possíveis fatores físicos envolvidos e orientar os cuidados mais adequados.
    Também vale observar o impacto desses sintomas na sua rotina. A leitura, por si só, não costuma ser um problema. Porém, se estiver sendo utilizada de forma constante para evitar situações, emoções ou atividades importantes, pode ser interessante explorar essa questão com mais profundidade.
    Um acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo, identificar os fatores envolvidos e desenvolver estratégias para lidar com essas mudanças de forma mais saudável e flexível.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja tudo bem.
    De modo geral, não existe um único tipo de psicólogo específico para tratar timidez e insegurança. O mais importante é buscar um profissional devidamente qualificado, com quem você se sinta acolhido e que trabalhe com abordagens baseadas em evidências.
    A timidez e a insegurança podem ter origens variadas e se manifestar de formas diferentes em cada pessoa. Para alguns, estão mais relacionadas ao medo de avaliações negativas; para outros, a dificuldades de autoestima, experiências passadas ou padrões de evitação em situações sociais.
    A psicoterapia pode ajudar a compreender esses fatores, desenvolver maior autoconhecimento e construir formas mais flexíveis de lidar com pensamentos, emoções e situações que hoje geram desconforto.
    Caso a timidez esteja causando sofrimento significativo, prejudicando relacionamentos, estudos, trabalho ou impedindo você de realizar atividades importantes, vale a pena procurar ajuda profissional. Não é necessário esperar que o problema se torne muito intenso para buscar apoio.
    Ao escolher um psicólogo, pode ser interessante conhecer sua formação, experiência clínica e abordagem de trabalho, buscando alguém com quem você se sinta confortável para construir uma relação terapêutica de confiança.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Olá Boa tarde descobrir que Meu filho está usando maconha ele tem 23anos como devo conversar com ele

    Olá Boa tarde descobrir que Meu filho está usando maconha ele tem 23anos como devo conversar com ele,?pois sinto que preciso ajudá-lo?,mas ele está muito ignorante

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Imagino o quanto essa descoberta possa ter sido preocupante para você. É natural sentir vontade de ajudar seu filho, mas a forma como essa conversa acontece pode fazer bastante diferença.

    Antes de tudo, é importante lembrar que o fato de ele estar usando maconha não permite concluir, por si só, que ele tenha uma dependência. É necessário compreender com que frequência ele usa, em quais situações, quais consequências isso tem trazido para a vida dele e como ele próprio percebe esse comportamento.

    Como você relata que ele está muito irritado e "ignorante", talvez este não seja o melhor momento para iniciar uma conversa em tom de confronto. Em vez disso, procure um momento em que ambos estejam mais calmos e tente conversar de maneira acolhedora e curiosa, buscando compreender o que está acontecendo.

    Você pode, por exemplo, dizer que percebeu o uso da substância, que ficou preocupada e que gostaria de entender como ele está, sem partir imediatamente para acusações ou exigências. Perguntas como "Como você tem se sentido?", "O que a maconha representa para você?" ou "Você percebe que isso tem trazido algum prejuízo?" costumam favorecer mais o diálogo do que tentar convencê-lo a parar logo no início.

    Também é importante evitar transformar a conversa em uma disputa. Quando a pessoa se sente julgada ou pressionada, é comum que ela adote uma postura defensiva, dificultando ainda mais a comunicação.

    Caso o uso esteja trazendo prejuízos importantes — como problemas no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos, dificuldades financeiras ou perda de controle sobre o consumo — vale a pena incentivá-lo, com respeito, a procurar ajuda profissional. A psicoterapia pode auxiliá-lo a compreender a função que a maconha exerce na vida dele e, se necessário, construir estratégias para reduzir ou interromper o uso.

    Por fim, lembre-se de que, aos 23 anos, seu filho é um adulto. Você pode oferecer apoio, demonstrar preocupação e manter o diálogo aberto, mas a decisão de aceitar ajuda precisará partir dele. Muitas vezes, manter uma relação de confiança aumenta as chances de que ele procure apoio quando estiver preparado.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do

    Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do álcool. Não bebe sempre, mas tem vez que quando bebe não consegue parar, parece não ter controle.
    Fico na dúvida do melhor profissional, seria psicólogo ou psiquiatra ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    A perda de controle sobre a quantidade de álcool consumida pode ser um sinal de que existe uma relação problemática com a bebida, mesmo que a pessoa não beba todos os dias. O uso prejudicial de álcool não é definido apenas pela frequência, mas também pelas consequências que o consumo traz para a vida da pessoa e pela dificuldade de controlar o comportamento quando começa a beber.
    Tanto o psicólogo quanto o psiquiatra podem ajudar nessa situação. O psicólogo pode auxiliar na compreensão dos fatores que mantêm o consumo, no desenvolvimento de estratégias para lidar com situações de risco e na construção de mudanças comportamentais. Já o psiquiatra pode avaliar a necessidade de intervenções médicas, especialmente quando existem sintomas associados, como ansiedade, depressão ou sinais de dependência mais significativa.
    Muitas vezes, o tratamento mais eficaz envolve a atuação conjunta desses profissionais.
    Também é importante lembrar que a mudança costuma acontecer mais facilmente quando a própria pessoa reconhece que existe um problema e está disposta a buscar ajuda. Como familiar, você pode oferecer apoio e expressar sua preocupação de forma acolhedora, evitando julgamentos ou confrontos excessivos.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tenho pavor a mudança de tempo, assim que vejo o céu branco corro para previsão do tempo, se vejo qu

    Tenho pavor a mudança de tempo, assim que vejo o céu branco corro para previsão do tempo, se vejo que vai haver chuva, relâmpagos e trovões já entro em pânico e começo uma crise de enxaqueca. Como posso me livrar desse medo? E se Isso está relacionado a alguma fobia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    O que você descreve pode sim estar relacionado a um tipo de fobia específica, mais precisamente algo que algumas pessoas chamam de medo de tempestades (às vezes conhecido como astrafobia), mas o nome em si é menos importante do que entender como esse padrão se forma e se mantém.
    Pelo seu relato, parece haver um ciclo bem característico: você percebe sinais de mudança no tempo → isso gera antecipação de perigo → você busca previsões do tempo para tentar ter controle → se há confirmação de chuva/trovões, seu corpo entra em alerta → surgem sintomas físicos como ansiedade intensa e enxaqueca.
    Em uma perspectiva mais contextual, esse tipo de medo costuma ser mantido não apenas pelo evento em si (tempestades), mas pela resposta de evitação e tentativa de controle. Ou seja, checar o tempo repetidamente pode até trazer um alívio momentâneo, mas também reforça a ideia de que aquilo é perigoso e precisa ser constantemente monitorado.
    As crises de enxaqueca podem estar associadas ao aumento de estresse e ativação fisiológica que ocorre nesses momentos de antecipação e pânico, já que o corpo entra em estado de alerta intenso.
    Sobre “como se livrar desse medo”, geralmente o caminho mais eficaz não é tentar eliminar completamente a ansiedade ou o medo de forma direta, mas sim trabalhar:
    a redução da evitação (como checagens excessivas de previsão do tempo)
    a diminuição da necessidade de controle total sobre o clima
    a regulação da resposta física de ansiedade
    a exposição gradual e segura a essas situações, com apoio terapêutico
    A psicoterapia pode te ajudar muito nesse processo, especialmente abordagens que trabalham com ansiedade e regulação emocional, ajudando você a construir uma relação diferente com essas sensações de medo e com os gatilhos ambientais.
    Se o pânico e a enxaqueca estiverem muito intensos, também pode ser importante uma avaliação médica para manejo dos sintomas físicos em paralelo.
    Você não está “exagerando” seu corpo aprendeu a reagir a esse tipo de estímulo como ameaça, e isso pode ser reeducado com cuidado e consistência ao longo do tempo.
    Espero ter ajudado.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja bem!
    Entendo sua preocupação. Ansiedade e estresse podem apresentar sintomas bastante parecidos, como preocupação excessiva, irritabilidade, tensão muscular, dificuldade para relaxar, alterações no sono, cansaço e dificuldades de concentração. Por isso, nem sempre é fácil diferenciar um do outro sem uma avaliação mais aprofundada.
    De forma geral, o estresse costuma estar mais relacionado a situações específicas da vida que exigem adaptação ou geram sobrecarga. Já a ansiedade pode persistir mesmo quando não há um fator estressor claramente identificado, envolvendo preocupações frequentes, antecipação de problemas e um estado constante de alerta.
    A melhor forma de compreender o que está acontecendo é por meio de uma avaliação profissional. Um psicólogo poderá conversar com você sobre seus sintomas, sua história de vida, os contextos em que o sofrimento aparece e o impacto que ele tem causado na sua rotina. Em alguns casos, também pode ser recomendada uma avaliação médica para descartar fatores físicos que possam estar contribuindo para os sintomas.
    Mais importante do que dar um nome ao que está acontecendo é compreender como esses sintomas estão afetando sua vida e quais estratégias podem ajudá-lo(a) a lidar melhor com eles.
    Se você percebe que esse sofrimento tem sido intenso ou persistente, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante para obter mais clareza e encontrar formas eficazes de cuidado.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad

    Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Os sintomas que você descreve desânimo, sensação de acordar mais cansado do que quando foi dormir, irritabilidade, vontade de se isolar, excesso de sono e medo intenso podem estar presentes em quadros de depressão. No entanto, não é possível confirmar um diagnóstico apenas com base nesses sinais isoladamente.
    A depressão costuma envolver um conjunto de sintomas que persistem por um período significativo e causam prejuízos importantes na vida da pessoa. Além disso, outros fatores também podem produzir manifestações semelhantes, como transtornos de ansiedade, estresse intenso, dificuldades relacionadas ao sono, esgotamento emocional, problemas de saúde física ou até a combinação de diferentes condições.
    Algo importante é observar há quanto tempo esses sintomas estão presentes, qual a intensidade deles e o impacto que têm causado na sua rotina, nos relacionamentos, nos estudos, no trabalho e em outras áreas da vida.
    Independentemente de se tratar de depressão ou não, o fato de você estar vivenciando esse nível de sofrimento já é um motivo válido para buscar ajuda profissional. Um psicólogo poderá realizar uma avaliação mais aprofundada e ajudá-lo(a) a compreender melhor o que está acontecendo. Dependendo do caso, também pode ser indicada uma avaliação psiquiátrica.
    Você não precisa esperar ter certeza do diagnóstico para procurar apoio. O sofrimento merece atenção mesmo antes de receber um nome.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Quais os sintomas mais comuns de alguém que apresenta crises de ansiedade ?

    Quais os sintomas mais comuns de alguém que apresenta crises de ansiedade ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    As crises de ansiedade podem se manifestar de formas diferentes em cada pessoa, mas alguns sintomas são bastante comuns.
    Muitas pessoas relatam sensação intensa de medo ou apreensão, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer, mesmo sem um perigo claro naquele momento. Junto disso, podem surgir sintomas físicos como coração acelerado, palpitações, falta de ar, aperto no peito, tontura, tremores, suor excessivo, náuseas, sensação de fraqueza ou formigamentos pelo corpo.
    Também é frequente a sensação de perda de controle, medo de desmaiar, medo de enlouquecer ou até mesmo de morrer. Durante uma crise, essas sensações podem parecer extremamente reais e assustadoras, o que costuma aumentar ainda mais a ansiedade.
    Além das crises mais intensas, muitas pessoas convivem com sintomas persistentes entre os episódios, como preocupação excessiva, dificuldade para relaxar, irritabilidade, tensão muscular, problemas de sono e sensação constante de estar em alerta.
    É importante lembrar que esses sintomas podem se parecer com os de algumas condições médicas. Por isso, quando surgem pela primeira vez ou causam preocupação significativa, é recomendável uma avaliação profissional para compreender melhor o que está acontecendo.
    A boa notícia é que a ansiedade tem tratamento, e muitas pessoas conseguem reduzir significativamente os sintomas por meio de psicoterapia e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Se você deseja entender melhor se os sintomas que está sentindo podem estar relacionados à ansiedade, depressão ou outra dificuldade emocional, um bom ponto de partida é procurar um psicólogo para uma avaliação inicial.
    Muitas pessoas acreditam que precisam saber exatamente o que têm antes de buscar ajuda, mas, na prática, o papel do profissional é justamente auxiliar nessa compreensão. Durante as primeiras consultas, o psicólogo irá investigar seus sintomas, sua história de vida, os contextos em que as dificuldades surgem e o impacto que elas estão tendo na sua rotina.
    Em relação às diferentes abordagens da Psicologia, não existe uma única especialidade obrigatória para ansiedade ou depressão. O mais importante é buscar um profissional qualificado, com quem você se sinta acolhido(a) e à vontade para conversar. A qualidade da relação terapêutica costuma ser um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento.
    Dependendo da avaliação, o psicólogo também poderá sugerir uma consulta com um psiquiatra, especialmente se houver necessidade de investigar o uso de medicação ou sintomas mais intensos.
    Portanto, você não precisa descobrir sozinho(a) qual é o diagnóstico ou exatamente qual profissional procurar. Um psicólogo pode ajudá-lo(a) a dar esse primeiro passo e orientar os próximos caminhos, caso seja necessário.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de

    Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. Conviver constantemente com medo, sensação de mal-estar ao sair de casa e sintomas físicos intensos pode ser extremamente desgastante.
    Pelo que você relata, os médicos já avaliaram seus sintomas e consideraram que a ansiedade pode estar relacionada ao que você está sentindo. Em algumas pessoas, a ansiedade pode se manifestar de forma muito intensa, provocando sintomas físicos reais, como aperto no peito, sensação de desmaio, falta de ar, tontura, tremores e a impressão de que algo muito grave está prestes a acontecer.
    Algo que me chamou a atenção foi a pergunta: "Será que um dia voltarei a ser normal?". Quando estamos sofrendo há muito tempo, é comum a sensação de que as coisas nunca vão melhorar. No entanto, o fato de você estar vivendo essa experiência hoje não significa que ela será assim para sempre. Muitas pessoas que enfrentam quadros de ansiedade e depressão conseguem apresentar melhora significativa com o tratamento adequado.
    Também vale lembrar que tentar eliminar completamente o medo a qualquer custo pode, às vezes, acabar aumentando ainda mais a atenção aos sintomas. Parte do processo terapêutico costuma envolver aprender novas formas de se relacionar com essas sensações, reduzindo o impacto que elas exercem sobre a vida.
    Se você ainda não está em acompanhamento psicológico, acredito que esse pode ser um passo importante. Caso já esteja em tratamento, pode ser útil conversar com os profissionais que a acompanham sobre a persistência dos sintomas, para que o plano terapêutico seja reavaliado, se necessário.
    Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha. O sofrimento que está descrevendo merece cuidado, acolhimento e apoio profissional.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Nem sempre. Embora a ansiedade possa estar presente em muitas situações de timidez, elas não são exatamente a mesma coisa.
    A timidez pode ser entendida como uma tendência a sentir desconforto, insegurança ou inibição em situações sociais, especialmente quando existe a possibilidade de ser avaliado pelos outros. Já a ansiedade é uma emoção natural que surge diante de situações percebidas como desafiadoras, incertas ou ameaçadoras, como uma forma de preparação ao perigo.
    Em algumas pessoas, a ansiedade social pode intensificar a timidez, fazendo com que falar em público, conhecer pessoas novas ou expressar opiniões se torne mais difícil. No entanto, também existem pessoas tímidas que conseguem se relacionar, trabalhar e viver bem, mesmo sentindo algum desconforto em determinadas situações.
    Mais importante do que eliminar a ansiedade é compreender como nos relacionamos com ela. Muitas vezes, quanto mais tentamos evitar o desconforto, mais limitamos nossa vida. Aprender a agir em direção ao que é importante para nós, mesmo na presença de ansiedade, costuma ser um caminho mais útil do que esperar que ela desapareça completamente.
    Se a timidez estiver causando sofrimento intenso, isolamento ou prejuízos significativos na vida pessoal, acadêmica ou profissional, pode ser interessante buscar ajuda psicológica para compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver formas mais flexíveis de lidar com essas experiências.
    Atenciosamente,
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
    Atendimento Online.


  • Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na

    Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na minha vida e tenho focado nisso,porém não estava nos meus planos apaixonar pela minha terapeuta,por conselho e pesquisa sobre o assunto criei coragem e falei para ela,só que se é uma "transferencia" não deveria estar cessando? pq está aumentando ? eu devo trocar de profissional? Não estou sabendo lidar com isso e está dificil! O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Antes de tudo, gostaria de reconhecer sua coragem. Falar sobre sentimentos românticos em relação à própria terapeuta costuma ser algo muito difícil, e o fato de você ter conseguido abordar esse tema em sessão demonstra confiança no processo terapêutico.
    Sobre sua dúvida, não necessariamente sentimentos de transferência diminuem logo após serem revelados. Na verdade, em alguns casos, eles podem até se tornar mais intensos por um período. Isso pode acontecer porque o tema deixa de ser evitado e passa a ser observado de forma mais direta, trazendo emoções que antes estavam em segundo plano.
    Além disso, independentemente do nome que se dê a esses sentimentos transferência, paixão, admiração, apego ou outra experiência emocional o mais importante costuma ser compreender o significado que eles têm para você. Muitas vezes, a relação terapêutica desperta necessidades emocionais importantes, como acolhimento, segurança, validação, compreensão ou conexão, e explorar essas experiências pode fazer parte do próprio tratamento.
    Em relação à troca de profissional, não existe uma regra que determine que isso deva acontecer automaticamente. Em muitos casos, quando existe manejo ético e profissional adequado, esses sentimentos podem ser trabalhados dentro da própria terapia e gerar reflexões importantes sobre a história emocional da pessoa, seus relacionamentos e suas necessidades afetivas.
    Algo que me chamou a atenção foi você dizer que está passando por um processo terapêutico após duas tentativas de suicídio e que a situação está ficando difícil de lidar. Nesse contexto, parece especialmente importante não tomar decisões precipitadas sozinho(a), mas continuar conversando abertamente com sua terapeuta sobre o que está sentindo, inclusive sobre o aumento desses sentimentos e sobre as dúvidas que isso tem gerado.
    O fato de os sentimentos existirem não significa que você esteja fazendo algo errado nem que a terapia tenha deixado de funcionar. Muitas vezes, justamente aquilo que aparece dentro da relação terapêutica pode se tornar um material importante para o trabalho clínico.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro Vivo perdendo as coisas e sofrendo com is

    Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro
    Vivo perdendo as coisas e sofrendo com isso
    O que posso fazer para melhorar e diminuir esta angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Pelo que você descreve, parece que não é apenas o fato de perder objetos que está causando sofrimento, mas também a preocupação constante com a possibilidade de perdê-los.
    Algo que chama atenção é que, mesmo vigiando, cuidando e conferindo repetidamente, a angústia continua presente. Em algumas situações, quando tentamos obter certeza absoluta de que nada será perdido, acabamos entrando em um ciclo de verificações e preocupações que traz alívio apenas temporário, mas não resolve o medo de forma duradoura.
    Vale lembrar que perder coisas ocasionalmente faz parte da experiência humana. No entanto, quando o receio de perder algo passa a ocupar muito espaço na rotina ou gera sofrimento intenso, pode ser útil investigar o que está por trás dessa preocupação. Às vezes, a dificuldade não está apenas no objeto em si, mas na sensação de responsabilidade, culpa, insegurança ou necessidade de controle associada a ele.
    Uma estratégia prática pode ser criar locais específicos para guardar objetos importantes e estabelecer uma rotina simples de organização, evitando verificações repetidas além do necessário. Porém, se a angústia continuar muito intensa, talvez seja importante olhar não apenas para os objetos, mas para a relação que você tem com a possibilidade de cometer erros ou lidar com imprevistos.
    A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor esse padrão e desenvolver formas mais flexíveis de lidar com a incerteza, reduzindo o sofrimento associado a essas situações.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com cris

    Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com crises graves na segunda gravidez com 25 anos, fui afastada pelo inss por várias vezes mas me davam alta e tinha que retornar. Resultado, perdi um ótimo emprego, meu marido perdeu op dele por faltar porque eu não tinha condições de cuidar nem de mim, quem dirá de duas crianças, de lá pra cá já tentei trabalhar algumas vezes, tentei fazer faculdade. Sou inteligente porém, mal saio de casa sozinha. Eu tenho como tentar aposentadoria? ou LOAS? pq não pago INSS há muitos anos. O que eu poderia fazer? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sinto muito por tudo o que você vem enfrentando. Pelo seu relato, fica claro que não se trata apenas de um diagnóstico, mas de um sofrimento importante que impactou profundamente sua vida pessoal, familiar e profissional ao longo dos anos.
    Sobre a sua dúvida, existem dois caminhos possíveis dentro da legislação brasileira que costumam ser avaliados em situações como a sua: benefício por incapacidade (aposentadoria por invalidez/benefício por incapacidade permanente) e o BPC/LOAS.
    De forma geral:
    A aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) exige, em regra, qualidade de segurado do INSS e contribuições recentes, além de comprovação de incapacidade laboral.
    Já o BPC/LOAS não exige contribuição ao INSS, mas requer que a pessoa comprove deficiência ou impedimento de longo prazo que gere limitação significativa para a vida e o trabalho, além de critérios de renda familiar.
    No seu caso, como você mencionou que está há muitos anos sem contribuir, o caminho mais provável de análise costuma ser o BPC/LOAS, mas isso depende de uma avaliação social e médica do INSS, considerando não apenas o diagnóstico, mas principalmente o grau de limitação funcional no dia a dia (capacidade de trabalhar, autonomia, funcionamento social, necessidade de apoio, etc.).
    Algo importante: no contexto de saúde mental, o INSS não olha apenas o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline, mas sim como isso impacta sua funcionalidade global e sua capacidade de manter atividades de vida e trabalho de forma consistente.
    Um passo prático importante seria:
    buscar orientação no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da sua cidade, que pode te orientar sobre o BPC/LOAS;
    e também um acompanhamento médico/psiquiátrico atualizado, com documentação detalhada do seu funcionamento atual;
    além de laudos psicológicos/psiquiátricos que descrevam não só o diagnóstico, mas principalmente as limitações funcionais.
    Se possível, também pode ser útil contar com apoio de um assistente social ou advogado previdenciário, porque esses casos costumam envolver critérios técnicos específicos.
    Você não está sozinha nesse processo e o ponto central aqui não é apenas o diagnóstico, mas o impacto real que isso tem tido na sua vida ao longo do tempo.
    Espero ter ajudado.


  • Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mão

    Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mãos fecharam. Qual a melhor maneira de se tratar e como lhe dar com isso nessas horas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Nessas horas, o mais importante é não confrontar nem discutir. Mantenha a calma, fale pouco, com voz baixa, e priorize a segurança dela, afastando objetos que possam machucar. Se possível, dê espaço até a crise diminuir
    Depois que ela estiver mais calma, aí sim é possível conversar com acolhimento, ajudando a nomear o que sentiu e entender o que desencadeou a crise.
    Se esses episódios forem frequentes ou muito intensos, o ideal é buscar avaliação com psicólogo infantil/adolescente. Em alguns casos, também pode ser indicada avaliação psiquiátrica.


  • Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e t

    Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e tomei Citalopram, depois mudei para o Exodus. agora parei com tudo uns 5 dias.Tenho Sindrome do Panico a muitos anos, com a morte da minha irma fiquei com depressao severa.Os medicamentos nao ajudam muito.Nem Terapia.Me isolei de todos, penso na minha irma toda hora, nao posso falar sobre o assunto com ninguem desde o falecimento dela.Nem com minha familia.Ninguem fala sobre a morte dela.Sei que meu pai esta tao mal quanto eu.Mas o resto , vida que segue.Eu nao consigo seguir minha vida, talvez por isso.Fiz tratamento com uma psicologa que nao ajudou nada.Agora sem medicaçao parece que foi ontem que aconteceu tudo.Lembro da minha irma ali sendo velada.Minha querida e amada irma.Choro muito.Dificil de acreditar.Ela estava me ajudando a superar minhas crises, de repente ela fica doente e morre.Nao moramos no mesmo Estado.Minha familia toda mora em Curitiba .Eu e meu filho em Santa Catarina, Bombinhas.Eramos muito unidas sempre. Agora me sinto perdida e sem rumo.Nao posso falar da minha dor.Remedios apenas aliviam no momento.O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá.
    Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer pela confiança em compartilhar uma dor tão profunda para nós.
    Ao ler seu relato, me chamou a atenção não apenas a saudade da sua irmã, mas também a solidão com que você parece estar carregando esse sofrimento. Você descreve algo muito difícil: perder alguém tão importante e, ao mesmo tempo, sentir que não existe espaço para falar sobre essa perda dentro da própria família.
    Nem sempre o sofrimento persistente após uma perda significa que a pessoa não está tentando seguir em frente. Às vezes, o que acontece é justamente o contrário: a dor continua muito viva porque não encontrou espaço para ser acolhida, compartilhada e integrada à história de vida da pessoa.
    Pelo que você relata, sua irmã ocupava um lugar extremamente significativo na sua vida. Além de uma irmã querida, ela também era uma fonte de apoio em momentos difíceis. Quando alguém assim parte, não perdemos apenas uma pessoa; perdemos também uma parte importante da nossa rotina, da nossa história e da forma como nos relacionávamos com o mundo.
    Também me chamou a atenção que você interrompeu recentemente a medicação. É importante conversar com o médico que acompanha seu tratamento sobre isso, especialmente considerando a intensidade do sofrimento que descreve.
    Quanto à psicoterapia, uma experiência anterior que não trouxe os resultados esperados não significa que outras abordagens ou outros profissionais também não possam ajudar. A relação terapêutica é um fator muito importante, e às vezes é necessário encontrar um profissional com quem você se sinta verdadeiramente compreendida e acolhida.
    Algo que aparece com força em sua mensagem é a necessidade de falar sobre sua irmã. Talvez uma parte importante do seu processo não seja esquecer ou deixar de sentir saudade, mas encontrar espaços seguros onde essa história possa ser lembrada, compartilhada e acolhida.
    Você descreve uma dor muito grande, mas também um amor muito grande. E, muitas vezes, o luto é justamente a expressão desse amor diante de uma ausência que continua sendo significativa.
    Espero que você possa buscar apoio e não precise carregar tudo isso só.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Primeiramente, gostaria de dizer que o que você viveu foi uma situação extremamente difícil. Impedir uma tentativa de suicídio de alguém que amamos costuma ser uma experiência muito impactante emocionalmente, mesmo quando, no momento, parecemos estar lidando bem com tudo.
    Algo que chama atenção no seu relato é que você conseguiu seguir em frente por algum tempo após o ocorrido, mas semanas depois começou a perceber desânimo, tristeza, confusão e falta de energia. Isso não significa necessariamente que a medicação "parou de funcionar". Em algumas situações, o impacto emocional de eventos muito intensos pode aparecer de forma mais evidente apenas algum tempo depois, quando a pessoa já não está mais funcionando em modo de urgência.
    Também compreendo sua resistência à terapia, especialmente se você teve experiências anteriores negativas. Quando nos sentimos decepcionados ou não acolhidos em processos terapêuticos passados, é natural surgir a dúvida sobre tentar novamente.
    No entanto, é importante lembrar que uma experiência ruim com um profissional não significa que todas as experiências serão iguais. A relação terapêutica varia muito entre profissionais, abordagens e momentos de vida. Às vezes, um terapeuta que não funcionaria para você em determinado período poderia ser útil em outro contexto, e vice-versa.
    Você também não precisa chegar à terapia motivada ou sabendo exatamente o que quer trabalhar. Muitas pessoas procuram ajuda justamente quando estão sem energia, sem direção ou sem esperança de melhora.
    Além disso, considerando o que aconteceu com sua mãe e a mudança recente no seu estado emocional, acredito que vale a pena continuar conversando com seu psiquiatra sobre a evolução dos sintomas, especialmente se eles persistirem ou se intensificarem.
    Talvez, neste momento, a pergunta não seja "tenho vontade de fazer terapia?", mas sim "existe alguma possibilidade de eu me dar a oportunidade de tentar receber ajuda novamente, mesmo estando receosa?". Às vezes, essa pequena abertura já pode ser um começo.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Esse tipo de experiência, muitas vezes descrita como “música na cabeça” ou pensamentos repetitivos e intrusivos, pode acontecer em diferentes contextos psicológicos e nem sempre indica algo grave por si só. Em algumas pessoas, isso aparece associado à ansiedade, estresse, cansaço mental ou até ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), dependendo da forma como o pensamento é vivido.
    Quando esses pensamentos se tornam persistentes, difíceis de controlar e geram sofrimento ou prejuízo na concentração e no dia a dia, eles podem ser tratados, sim. No entanto, é importante entender que o objetivo do tratamento geralmente não é “eliminar completamente” todos os pensamentos, mas mudar a forma como a pessoa se relaciona com eles, reduzindo o impacto e o sofrimento que causam.
    Abordagens psicológicas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental e terapias contextuais, têm bons resultados nesse tipo de queixa. Em alguns casos, pode ser necessário também acompanhamento psiquiátrico, dependendo da intensidade dos sintomas.
    Portanto, existe tratamento e melhora significativa é possível, especialmente com acompanhamento adequado.
    Se isso estiver te incomodando, buscar avaliação com um psicólogo pode ser um bom primeiro passo.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv

    Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja bem.
    A sensação de falta de ar pode ser bastante angustiante, por isso é compreensível que ela gere preocupação. Quando exames cardiológicos, pulmonares e laboratoriais não identificam alterações que expliquem os sintomas, uma das possibilidades a ser considerada é a influência de fatores emocionais, como ansiedade, estresse ou períodos de sobrecarga.
    No entanto, é importante lembrar que não é possível determinar a causa apenas por uma resposta online. O fato de os exames terem vindo normais é uma informação relevante, mas a avaliação clínica completa continua sendo fundamental.
    Muitas pessoas que vivenciam ansiedade relatam sensações como dificuldade para respirar profundamente, aperto no peito, necessidade de puxar mais ar ou a impressão de que a respiração está "limitada". Esses sintomas são reais e podem causar bastante sofrimento, mesmo quando não existe uma alteração física identificável nos exames.
    Também vale observar se a falta de ar aparece ou piora em determinados contextos, como momentos de preocupação, estresse, tensão emocional ou maior atenção às sensações corporais. Essas informações podem ajudar a compreender melhor o quadro.
    Caso os sintomas persistam, uma avaliação com um profissional de saúde mental pode ser útil para investigar a possível participação de fatores psicológicos e desenvolver estratégias adequadas para lidar com eles.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • A ansiedade pode causar a sensação constante de bolo na garganta? Pois sinto um bolo na garganta, at

    A ansiedade pode causar a sensação constante de bolo na garganta? Pois sinto um bolo na garganta, ataca mais na hora de dormir, e as vezes até sai uma baba branca, bem grossa mesmo, sinto como se fosse sufocar e fico tonta e parece que vou desmaiar, minha respiração fica forçada, tambem não consigo respirar bem pelo nariz, me ajude por favor! Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sim, a ansiedade pode causar a sensação de "bolo na garganta", um sintoma bastante comum conhecido como globus faríngeo. Muitas pessoas descrevem exatamente essa impressão de que há algo preso na garganta, mesmo sem existir uma obstrução real.

    Além disso, durante períodos de ansiedade intensa também podem surgir sintomas como falta de ar, sensação de sufocamento, tontura, respiração mais forçada e medo de desmaiar. Esses sintomas costumam ser consequência da ativação do sistema nervoso em situações de estresse e podem ficar mais intensos à noite, quando há menos distrações e a atenção se volta mais para as sensações do corpo.

    No entanto, alguns pontos do seu relato merecem uma avaliação médica. A dificuldade para respirar pelo nariz e a presença dessa secreção branca e espessa podem estar relacionadas a outras condições, como rinite, sinusite, refluxo ou alterações na garganta, e não devem ser atribuídas automaticamente à ansiedade.

    Por isso, o mais indicado é realizar uma avaliação com um médico para investigar essas queixas físicas. Caso não seja encontrada uma causa clínica que explique os sintomas, a ansiedade passa a ser uma hipótese importante.

    Se você já percebe que esses episódios estão relacionados à ansiedade ou têm ocorrido junto com outros sintomas ansiosos, a psicoterapia também pode ajudar bastante. O tratamento psicológico auxilia a reduzir o estado de alerta do organismo e a diminuir o medo em relação às sensações físicas, fazendo com que esses sintomas tendam a perder intensidade ao longo do tempo.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


Perguntas frequentes

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