A pessoa com "visão de túnel" no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) percebe que seu foco é limita
3
respostas
A pessoa com "visão de túnel" no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) percebe que seu foco é limitado?
Olá, como vai? Muitas vezes a pessoa percebe, sim, que está focada de forma excessiva, mas sente-se incapaz de sair daquele pensamento no momento da crise. É comum que ela diga “eu sei que não faz sentido, mas não consigo pensar diferente”. Essa distância entre o que se sabe e o que se sente gera sofrimento e frustração. Na psicanálise, isso pode ser entendido como um conflito entre razão e afeto, em que o pensamento obsessivo tenta conter algo mais profundo que assusta. Reconhecer esse limite com gentileza pode ser mais útil do que lutar contra si mesmo. Buscar ajuda, inclusive no CAPS, pode ajudar a ampliar o campo mental. Espero ter ajudado, fico à disposição.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Oi, tudo bem?
Essa é uma pergunta muito interessante — e pouco comentada, mesmo entre pessoas que conhecem bem o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Durante a chamada “visão de túnel” no TOC, a pessoa geralmente não percebe, naquele momento, que o foco está limitado. O cérebro fica completamente capturado pela obsessão — aquela ideia, imagem ou dúvida — e tudo o resto parece ficar em segundo plano. É como se o campo de consciência se estreitasse e só existisse aquilo que causa medo ou incerteza.
Do ponto de vista neurobiológico, isso acontece porque há uma hiperativação em circuitos que ligam o córtex orbitofrontal, o giro do cíngulo e os gânglios da base — regiões que funcionam como um “sistema de alarme”. Elas permanecem ligadas mesmo quando já não há perigo real. Assim, a pessoa sente que precisa resolver ou neutralizar aquele pensamento antes de conseguir seguir adiante. Por isso, a lógica se torna rígida e o olhar sobre o mundo fica restrito à ameaça percebida.
Só depois que a intensidade da ansiedade diminui é que a pessoa consegue olhar para trás e pensar: “nossa, eu fiquei completamente fixado nisso”. Esse momento de insight é valioso — é nele que a terapia trabalha para ajudar o cérebro a reconhecer os sinais precoces de quando o foco está se estreitando.
Você já notou se, em momentos de obsessão, o tempo parece distorcido ou o corpo parece agir no “modo automático”? E o que acontece quando tenta se afastar do pensamento — ele fica mais forte ou mais insistente? Essas percepções ajudam muito a identificar o ponto em que o foco começa a se fechar.
Na terapia, o objetivo não é eliminar os pensamentos, mas ensinar a mente a não se fundir com eles. Aos poucos, o campo de visão emocional e cognitivo vai se ampliando novamente — e o cérebro reaprende que é possível sentir medo sem precisar se aprisionar dentro dele.
Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta muito interessante — e pouco comentada, mesmo entre pessoas que conhecem bem o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Durante a chamada “visão de túnel” no TOC, a pessoa geralmente não percebe, naquele momento, que o foco está limitado. O cérebro fica completamente capturado pela obsessão — aquela ideia, imagem ou dúvida — e tudo o resto parece ficar em segundo plano. É como se o campo de consciência se estreitasse e só existisse aquilo que causa medo ou incerteza.
Do ponto de vista neurobiológico, isso acontece porque há uma hiperativação em circuitos que ligam o córtex orbitofrontal, o giro do cíngulo e os gânglios da base — regiões que funcionam como um “sistema de alarme”. Elas permanecem ligadas mesmo quando já não há perigo real. Assim, a pessoa sente que precisa resolver ou neutralizar aquele pensamento antes de conseguir seguir adiante. Por isso, a lógica se torna rígida e o olhar sobre o mundo fica restrito à ameaça percebida.
Só depois que a intensidade da ansiedade diminui é que a pessoa consegue olhar para trás e pensar: “nossa, eu fiquei completamente fixado nisso”. Esse momento de insight é valioso — é nele que a terapia trabalha para ajudar o cérebro a reconhecer os sinais precoces de quando o foco está se estreitando.
Você já notou se, em momentos de obsessão, o tempo parece distorcido ou o corpo parece agir no “modo automático”? E o que acontece quando tenta se afastar do pensamento — ele fica mais forte ou mais insistente? Essas percepções ajudam muito a identificar o ponto em que o foco começa a se fechar.
Na terapia, o objetivo não é eliminar os pensamentos, mas ensinar a mente a não se fundir com eles. Aos poucos, o campo de visão emocional e cognitivo vai se ampliando novamente — e o cérebro reaprende que é possível sentir medo sem precisar se aprisionar dentro dele.
Caso precise, estou à disposição.
A “visão de túnel” no TOC pode ser percebida ou não. Algumas pessoas têm insight e sabem que estão focadas demais em um pensamento, mas não conseguem sair dele. Outras não percebem e acreditam totalmente na obsessão. O tratamento ajuda a ampliar essa consciência e flexibilizar o foco.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Como lidar com pensamentos intrusivos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e ansiedade antecipatória?
- Um paciente com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) apresenta déficit em qual tipo de atenção?
- Quais funções executivas costumam estar prejudicadas no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
- O que caracteriza o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) cognitivamente?
- O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem algo a ver com inteligência?
- Como diferenciar intuição de ansiedade antecipatória?
- A cafeína piora os pensamentos intrusivos de pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
- O que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de Saúde?
- O que significa Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) “Puro” ?
- A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) diminui com a estabilização do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 1237 perguntas sobre Transtorno Obsesivo Compulsivo (TOC)
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.