Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
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Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
Quando alguém sente um vazio de sentido na vida, pode acabar reagindo de forma impulsiva para tentar preencher essa falta rapidamente. A impulsividade funciona como uma fuga da angústia, oferecendo um alívio imediato, mas não é permanente. Nesse movimento, a reflexão é deixada de lado e dá lugar a ações apressadas gerando mais sofrimento, já que não resolve a causa real do desconforto. O desafio é usar essa angústia como força para buscar um propósito mais consistente. Procure um bom psicanalista, estou a sua disposição.
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Na tentativa de mudar uma condição, seja ela a busca da felicidade, ou exterminar uma dor, a impulsividade é a tentativa de mudança sem ter pensar nas consequências. Exemplo, um emprego que produz grande infelicidade, a impulsividade de sair pode existir. Mas se você depende do emprego financeiramente, não pode esquecer da vida financeira. Portanto a impulsividade é ação sem a análise das consequências.
Na perspectiva da psicanálise, primeiro vem um pensamento obsessivo. Algo que angustia, pra se livrar desse pensamento que pode ser inclusive inconsciente, vem o comportamento compulsivo. É uma forma de atuação. Coloca na ação aquilo que não foi expresso em palavras. Esse comportamento pode ser uma repetição. A tentativa de repetir pra tentar solucionar
que ótima pergunta para você se fazer em sua psicanálise, com seu psicanalista...
Olá! A psicanálise vai te dar essa resposta.
A busca por sentido e o comportamento impulsivo estão mais próximos do que parece. Muitas vezes, a impulsividade surge quando algo dentro de nós tenta se expressar, mas ainda não encontra palavras — é o corpo e a ação tentando dizer o que a mente ainda não consegue elaborar.
Quando a vida perde sentido, ou quando o que antes dava direção já não funciona mais, pode aparecer uma urgência de sentir algo: fazer, reagir, agir sem pensar. A impulsividade pode ser uma forma inconsciente de tentar preencher um vazio, aliviar uma tensão interna, ou até recuperar uma sensação de presença diante de uma existência que parece sem rumo.
Mas essa mesma força que leva ao ato também pode se transformar em um movimento de descoberta. Em análise, é possível compreender o que está por trás do impulso — o que ele tenta comunicar — e, a partir disso, dar um novo lugar ao desejo. Assim, o que antes aparecia como descontrole pode se tornar uma via de criação, um caminho para encontrar um sentido mais próprio na vida.
Quando a vida perde sentido, ou quando o que antes dava direção já não funciona mais, pode aparecer uma urgência de sentir algo: fazer, reagir, agir sem pensar. A impulsividade pode ser uma forma inconsciente de tentar preencher um vazio, aliviar uma tensão interna, ou até recuperar uma sensação de presença diante de uma existência que parece sem rumo.
Mas essa mesma força que leva ao ato também pode se transformar em um movimento de descoberta. Em análise, é possível compreender o que está por trás do impulso — o que ele tenta comunicar — e, a partir disso, dar um novo lugar ao desejo. Assim, o que antes aparecia como descontrole pode se tornar uma via de criação, um caminho para encontrar um sentido mais próprio na vida.
A busca por sentido surge quando algo falta, quando o sujeito se depara com um vazio que o faz se questionar. O comportamento impulsivo aparece numa tentativa de tamponar esse vazio, de agir antes que a falta seja sentida (será que isso é possível?). Na psicanálise, a impulsividade pode ser entendida como uma resposta à angústia que aparece quando não há sentido encontrado. Ao invés de tentar preencher essa falta com certa impulsividade, o analista convida o sujeito a escutar o que essa urgência revela, o que está sendo evitado, o que falta nomear, a partir disso que se pode começar a construir o sentido.
A busca por sentido não se relaciona, necessariamente com comportamento impulsivo. Pelo contrário, a busca de sentido permite a adequação do comportamento para as necessidades relacionadas ao sentido. Diminuindo a probabilidade de comportamentos impulsivos.
Simples: quando existe significado na vida os impulsos tornam-se poder para construir, de outra forma, quando não há sentido, os impulsos desorganizam tudo. Essa impulsividade não é má nem boa. Se torna boa quando a mente está tomada de sentido. Uma vida sem sentido é o caos, e o caos somado à impulsividade gera desarranjos.
Essa relação é profunda e muito presente na clínica, especialmente em casos de comportamentos impulsivos recorrentes.
Em muitos contextos, a impulsividade não é “falta de controle” apenas — é também um grito psíquico por sentido, conexão ou regulação emocional.
Vamos por partes
1. Quando falta sentido, o impulso tenta preencher o vazio
Na Logoterapia (de Viktor Frankl), a ausência de propósito ou direção clara pode gerar o que ele chamava de “vácuo existencial” — uma sensação de vazio, tédio ou falta de rumo.
Esse estado psíquico é profundamente desconfortável. E, para anestesiar ou escapar dessa sensação, muitas pessoas recorrem a ações imediatas:
uso de substâncias,
sexo compulsivo,
compras impulsivas,
comportamentos de risco,
compulsões alimentares,
explosões emocionais.
A ação impulsiva dá uma descarga momentânea que mascara a dor de fundo — mas não resolve o vazio, perpetuando o ciclo.
2. A impulsividade como tentativa inconsciente de dar “intensidade” à vida
Quando a vida perde cor ou sentido, comportamentos impulsivos criam uma sensação temporária de intensidade: adrenalina, prazer rápido, sensação de estar “vivo”.
É como se o impulso dissesse: “preciso sentir algo agora, porque não suporto o nada.”
Esse mecanismo é comum em pessoas que vivem crises existenciais, lutos, traumas emocionais ou desconexão de si mesmas.
3. Falta de sentido enfraquece a capacidade de adiar recompensas
Quando alguém tem clareza de propósito — mesmo que pequeno —, ela tolera melhor a frustração e adia gratificações imediatas, porque vê um objetivo maior.
Mas quando não há esse norte, o cérebro tende a buscar recompensas imediatas para aliviar o desconforto existencial.
Isso explica porque muitas pessoas impulsivas dizem: “Eu sei que não deveria fazer isso… mas na hora, parece que é a única coisa real.”
4. O impulso também pode ser uma busca distorcida por liberdade
Algumas pessoas associam inconscientemente impulsividade com autonomia:
“Faço o que quero, quando quero.”
“Pelo menos aqui, eu decido.”
Quando falta sentido ou controle em outras áreas da vida, a ação impulsiva funciona como um falso empoderamento, ainda que traga culpa depois.
5. A busca por sentido atua como antídoto à impulsividade
Quando a pessoa começa a construir um sentido para sua vida — mesmo que de forma gradual —, acontece algo interessante:
O impulso perde força, porque deixa de ser o único caminho para preencher o vazio;
A pessoa aprende a escolher, não apenas reagir;
O prazer deixa de ser imediato e passa a estar conectado a metas com significado.
Na clínica, isso se traduz em comportamentos mais intencionais e em uma sensação maior de “eu no comando da minha vida”.
Em resumo:
A impulsividade muitas vezes é um sintoma de vazio existencial — uma tentativa de anestesiar ou dar intensidade à vida.
Quando há propósito, a tolerância à frustração aumenta, e o impulso deixa de dominar.
Trabalhar a busca por sentido (como propõe a Logoterapia) é uma forma eficaz de reduzir impulsos autodestrutivos e construir escolhas mais alinhadas ao eu real.
Em muitos contextos, a impulsividade não é “falta de controle” apenas — é também um grito psíquico por sentido, conexão ou regulação emocional.
Vamos por partes
1. Quando falta sentido, o impulso tenta preencher o vazio
Na Logoterapia (de Viktor Frankl), a ausência de propósito ou direção clara pode gerar o que ele chamava de “vácuo existencial” — uma sensação de vazio, tédio ou falta de rumo.
Esse estado psíquico é profundamente desconfortável. E, para anestesiar ou escapar dessa sensação, muitas pessoas recorrem a ações imediatas:
uso de substâncias,
sexo compulsivo,
compras impulsivas,
comportamentos de risco,
compulsões alimentares,
explosões emocionais.
A ação impulsiva dá uma descarga momentânea que mascara a dor de fundo — mas não resolve o vazio, perpetuando o ciclo.
2. A impulsividade como tentativa inconsciente de dar “intensidade” à vida
Quando a vida perde cor ou sentido, comportamentos impulsivos criam uma sensação temporária de intensidade: adrenalina, prazer rápido, sensação de estar “vivo”.
É como se o impulso dissesse: “preciso sentir algo agora, porque não suporto o nada.”
Esse mecanismo é comum em pessoas que vivem crises existenciais, lutos, traumas emocionais ou desconexão de si mesmas.
3. Falta de sentido enfraquece a capacidade de adiar recompensas
Quando alguém tem clareza de propósito — mesmo que pequeno —, ela tolera melhor a frustração e adia gratificações imediatas, porque vê um objetivo maior.
Mas quando não há esse norte, o cérebro tende a buscar recompensas imediatas para aliviar o desconforto existencial.
Isso explica porque muitas pessoas impulsivas dizem: “Eu sei que não deveria fazer isso… mas na hora, parece que é a única coisa real.”
4. O impulso também pode ser uma busca distorcida por liberdade
Algumas pessoas associam inconscientemente impulsividade com autonomia:
“Faço o que quero, quando quero.”
“Pelo menos aqui, eu decido.”
Quando falta sentido ou controle em outras áreas da vida, a ação impulsiva funciona como um falso empoderamento, ainda que traga culpa depois.
5. A busca por sentido atua como antídoto à impulsividade
Quando a pessoa começa a construir um sentido para sua vida — mesmo que de forma gradual —, acontece algo interessante:
O impulso perde força, porque deixa de ser o único caminho para preencher o vazio;
A pessoa aprende a escolher, não apenas reagir;
O prazer deixa de ser imediato e passa a estar conectado a metas com significado.
Na clínica, isso se traduz em comportamentos mais intencionais e em uma sensação maior de “eu no comando da minha vida”.
Em resumo:
A impulsividade muitas vezes é um sintoma de vazio existencial — uma tentativa de anestesiar ou dar intensidade à vida.
Quando há propósito, a tolerância à frustração aumenta, e o impulso deixa de dominar.
Trabalhar a busca por sentido (como propõe a Logoterapia) é uma forma eficaz de reduzir impulsos autodestrutivos e construir escolhas mais alinhadas ao eu real.
Sob a ótica da psicanálise clínica, a busca por sentido é uma necessidade humana fundamental: é o que dá direção, consistência e propósito à existência. Quando o sujeito não encontra esse sentido — ou se desconecta do seu desejo profundo — pode surgir um vazio psíquico que se manifesta de diversas formas, entre elas o comportamento impulsivo.
A impulsividade, nesses casos, funciona como uma resposta imediata à angústia existencial. O ato impulsivo tenta preencher rapidamente aquilo que não encontra significado: um gesto, uma compra, uma palavra dita sem pensar, um prazer momentâneo. É como se o sujeito dissesse, de modo inconsciente, “ajo, logo existo” — tentando silenciar a falta de sentido através da ação.
Enquanto a busca por sentido implica pausa, reflexão e contato com o próprio desejo, o impulso nasce da urgência, do não suportar o vazio. Por isso, o trabalho analítico é justamente criar espaço para escutar o que o ato quer dizer, ajudando o indivíduo a transformar o agir automático em um movimento consciente de elaboração.
Encontrar sentido, portanto, não é eliminar o impulso, mas reconhecer o que ele revela: uma tentativa de encontrar, no fazer, aquilo que falta no ser.
A impulsividade, nesses casos, funciona como uma resposta imediata à angústia existencial. O ato impulsivo tenta preencher rapidamente aquilo que não encontra significado: um gesto, uma compra, uma palavra dita sem pensar, um prazer momentâneo. É como se o sujeito dissesse, de modo inconsciente, “ajo, logo existo” — tentando silenciar a falta de sentido através da ação.
Enquanto a busca por sentido implica pausa, reflexão e contato com o próprio desejo, o impulso nasce da urgência, do não suportar o vazio. Por isso, o trabalho analítico é justamente criar espaço para escutar o que o ato quer dizer, ajudando o indivíduo a transformar o agir automático em um movimento consciente de elaboração.
Encontrar sentido, portanto, não é eliminar o impulso, mas reconhecer o que ele revela: uma tentativa de encontrar, no fazer, aquilo que falta no ser.
Quando falo disso com meus pacientes, costumo colocar assim:
A busca por sentido, quando fica subterrânea demais, pode se transformar em impulsividade. Quando a pessoa não sabe para onde está indo, o corpo passa a agir antes que a mente compreenda. É como um vazio pedindo preenchimento imediato.
A impulsividade, muitas vezes, não é rebeldia nem falta de controle: é um grito. Um gesto rápido tentando tampar uma falta antiga, uma angústia sem nome, uma sensação de que algo essencial está fora do lugar. O sujeito age para não sentir. Age para não encarar o buraco.
Quanto menos sentido a pessoa encontra na própria história, mais ela tende a se lançar em atos que prometem alívio rápido — mesmo que tragam culpa ou arrependimento depois.
Na análise, eu ajudo o paciente a escutar o que está por trás do impulso: o desejo verdadeiro, o medo, a demanda afetiva que nunca encontrou palavra. Quando isso vem à superfície, a impulsividade perde força, porque o sentido começa a se reconstruir por dentro.
]Fico à disposição
A busca por sentido, quando fica subterrânea demais, pode se transformar em impulsividade. Quando a pessoa não sabe para onde está indo, o corpo passa a agir antes que a mente compreenda. É como um vazio pedindo preenchimento imediato.
A impulsividade, muitas vezes, não é rebeldia nem falta de controle: é um grito. Um gesto rápido tentando tampar uma falta antiga, uma angústia sem nome, uma sensação de que algo essencial está fora do lugar. O sujeito age para não sentir. Age para não encarar o buraco.
Quanto menos sentido a pessoa encontra na própria história, mais ela tende a se lançar em atos que prometem alívio rápido — mesmo que tragam culpa ou arrependimento depois.
Na análise, eu ajudo o paciente a escutar o que está por trás do impulso: o desejo verdadeiro, o medo, a demanda afetiva que nunca encontrou palavra. Quando isso vem à superfície, a impulsividade perde força, porque o sentido começa a se reconstruir por dentro.
]Fico à disposição
Essa é uma pergunta muito importante, e a relação entre esses dois aspectos é mais profunda do que parece.
Quando uma pessoa está em busca de sentido, seja na vida, nos relacionamentos ou em si mesma, é comum que ela sinta um certo vazio ou uma falta de direção interna. E quando não existe um “norte” emocional claro, o cérebro tende a buscar alívios imediatos, e é aí que o comportamento impulsivo costuma aparecer.
A impulsividade, nesses casos, funciona como uma tentativa rápida de
reduzir a angústia,
preencher um vazio,
evitar pensar em algo que dói,
ou sentir algum tipo de controle naquele momento.
É uma resposta emocional, não racional.
Mas quando a pessoa começa a construir um sentido mais claro para a vida entendendo seus valores, limites, necessidades e identidade emocional a impulsividade tende a diminuir, porque as escolhas passam a ser guiadas por algo mais profundo, e não apenas pelo alívio imediato.
Ou seja, a falta de sentido aumenta a impulsividade,
e a construção de sentido traz mais calma, clareza e escolhas conscientes.
E isso é algo totalmente possível de desenvolver ao longo do processo terapêutico.
Quando uma pessoa está em busca de sentido, seja na vida, nos relacionamentos ou em si mesma, é comum que ela sinta um certo vazio ou uma falta de direção interna. E quando não existe um “norte” emocional claro, o cérebro tende a buscar alívios imediatos, e é aí que o comportamento impulsivo costuma aparecer.
A impulsividade, nesses casos, funciona como uma tentativa rápida de
reduzir a angústia,
preencher um vazio,
evitar pensar em algo que dói,
ou sentir algum tipo de controle naquele momento.
É uma resposta emocional, não racional.
Mas quando a pessoa começa a construir um sentido mais claro para a vida entendendo seus valores, limites, necessidades e identidade emocional a impulsividade tende a diminuir, porque as escolhas passam a ser guiadas por algo mais profundo, e não apenas pelo alívio imediato.
Ou seja, a falta de sentido aumenta a impulsividade,
e a construção de sentido traz mais calma, clareza e escolhas conscientes.
E isso é algo totalmente possível de desenvolver ao longo do processo terapêutico.
Oi, a sensação de vazio constante pode levar a atos impulsivos como tentativas de preencher algo que não se nomeia; quando a pessoa não encontra sentido, busca alívio imediato, e isso aparece em impulsos, mudanças bruscas e dificuldade de conter emoções, então trabalhar o sentido ajuda a reduzir a impulsividade.
A busca por sentido esta relacionada ao autoconhecimento. O comportamento impulsivo tem grandes melhoras com a hipnoterapia.
Na clínica, observamos que o ato impulsivo muitas vezes interrompe a angústia gerada pela falta de sentido. O interessante seria não eliminar o impulso, mas reinseri-lo em um circuito potente do desejo, explorar sua potência criativa sem autodestruição. O trabalho clínico tem o intuito de dar suporte a falta de sentido, reduzindo a necessidade de atuações impulsivas como solução imediata.
No transtorno de personalidade borderline, a busca por sentido costuma estar ligada a um sentimento profundo de vazio e instabilidade interna. Quando a pessoa não consegue sustentar uma sensação contínua de identidade, valor ou direção, o impulso aparece como uma tentativa rápida de sentir algo, de se afirmar ou de aliviar uma dor emocional intensa. Agir impulsivamente pode trazer, naquele momento, uma sensação de existência, intensidade ou controle, mesmo que depois venha culpa ou sofrimento.
Do ponto de vista emocional e do funcionamento do cérebro, a dificuldade em regular afetos faz com que o impulso seja vivido como urgência, quase como se não houvesse tempo para pensar. Ao mesmo tempo, a falta de sentido deixa a pessoa mais vulnerável a buscar respostas imediatas em ações, relações ou decisões extremas. O trabalho terapêutico ajuda justamente a construir sentido de forma mais estável, fortalecer a identidade e ampliar a capacidade de pausar, pensar e escolher, reduzindo a necessidade de agir impulsivamente para tentar preencher esse vazio.
Do ponto de vista emocional e do funcionamento do cérebro, a dificuldade em regular afetos faz com que o impulso seja vivido como urgência, quase como se não houvesse tempo para pensar. Ao mesmo tempo, a falta de sentido deixa a pessoa mais vulnerável a buscar respostas imediatas em ações, relações ou decisões extremas. O trabalho terapêutico ajuda justamente a construir sentido de forma mais estável, fortalecer a identidade e ampliar a capacidade de pausar, pensar e escolher, reduzindo a necessidade de agir impulsivamente para tentar preencher esse vazio.
A busca por sentido tem uma relação profunda com o comportamento impulsivo, especialmente quando observada pelas lentes da psicoterapia, da psicanálise.
Falta de sentido e impulsividade:
Quando a pessoa não consegue atribuir significado à própria vida, surge um vazio existencial. Esse vazio pode gerar angústia, tédio, ansiedade ou sensação de não pertencimento.
O papel da psicoterapia
Nas sessões de psicoterapia ou psicanalise, trabalhar a busca por sentido permite transformar impulsos em reflexão. Ao nomear angústias e elaborar conflitos, o sujeito passa a agir menos para “calar” o vazio e mais para responder, de forma simbólica e responsável, às demandas da própria existência.
Quanto maior o vazio de sentido, maior a tendência ao comportamento impulsivo. À medida que o sujeito constrói significado para sua vida, os impulsos deixam de comandar e passam a ser compreendidos, regulados e integrados à experiência psíquica.
Onde falta sentido, o impulso tenta preencher.
Onde o sentido é construído, o comportamento tende a se organizar.
Falta de sentido e impulsividade:
Quando a pessoa não consegue atribuir significado à própria vida, surge um vazio existencial. Esse vazio pode gerar angústia, tédio, ansiedade ou sensação de não pertencimento.
O papel da psicoterapia
Nas sessões de psicoterapia ou psicanalise, trabalhar a busca por sentido permite transformar impulsos em reflexão. Ao nomear angústias e elaborar conflitos, o sujeito passa a agir menos para “calar” o vazio e mais para responder, de forma simbólica e responsável, às demandas da própria existência.
Quanto maior o vazio de sentido, maior a tendência ao comportamento impulsivo. À medida que o sujeito constrói significado para sua vida, os impulsos deixam de comandar e passam a ser compreendidos, regulados e integrados à experiência psíquica.
Onde falta sentido, o impulso tenta preencher.
Onde o sentido é construído, o comportamento tende a se organizar.
A busca por sentido e o comportamento impulsivo podem ter uma relação complexa e muitas vezes paradoxal.
Quando uma pessoa sente um **vazio existencial** ou a falta de um propósito claro na vida, essa ausência de sentido pode gerar uma profunda angústia, frustração ou tédio. Para escapar desses sentimentos desconfortáveis, ela pode recorrer a **comportamentos impulsivos**. Agir por impulso, sem pensar muito nas consequências, pode oferecer uma gratificação imediata, uma emoção forte ou uma distração temporária que preenche momentaneamente esse vazio. É uma tentativa, muitas vezes inconsciente e pouco eficaz a longo prazo, de *sentir algo* ou de fugir da sensação de insignificância. Essas ações impulsivas podem variar desde gastos excessivos, consumo de substâncias, relacionamentos arriscados, até atitudes precipitadas no trabalho ou nas relações pessoais.
Por outro lado, o **comportamento impulsivo crônico** pode, paradoxalmente, dificultar ainda mais a busca e a construção de sentido. A impulsividade muitas vezes leva a decisões ruins, instabilidade, problemas nos relacionamentos e à falta de persistência em projetos de longo prazo. Como a construção de sentido geralmente envolve reflexão, planejamento, valores e compromissos duradouros, a impulsividade constante impede o desenvolvimento dessas bases, criando um ciclo vicioso onde a falta de sentido alimenta a impulsividade, e a impulsividade impede a construção de sentido.
Em resumo, a falta de sentido pode impulsionar comportamentos impulsivos como uma forma de lidar com a angústia ou o vazio, mas a impulsividade, por sua vez, pode sabotar os esforços para encontrar e estabelecer um propósito mais profundo na vida.
Quando uma pessoa sente um **vazio existencial** ou a falta de um propósito claro na vida, essa ausência de sentido pode gerar uma profunda angústia, frustração ou tédio. Para escapar desses sentimentos desconfortáveis, ela pode recorrer a **comportamentos impulsivos**. Agir por impulso, sem pensar muito nas consequências, pode oferecer uma gratificação imediata, uma emoção forte ou uma distração temporária que preenche momentaneamente esse vazio. É uma tentativa, muitas vezes inconsciente e pouco eficaz a longo prazo, de *sentir algo* ou de fugir da sensação de insignificância. Essas ações impulsivas podem variar desde gastos excessivos, consumo de substâncias, relacionamentos arriscados, até atitudes precipitadas no trabalho ou nas relações pessoais.
Por outro lado, o **comportamento impulsivo crônico** pode, paradoxalmente, dificultar ainda mais a busca e a construção de sentido. A impulsividade muitas vezes leva a decisões ruins, instabilidade, problemas nos relacionamentos e à falta de persistência em projetos de longo prazo. Como a construção de sentido geralmente envolve reflexão, planejamento, valores e compromissos duradouros, a impulsividade constante impede o desenvolvimento dessas bases, criando um ciclo vicioso onde a falta de sentido alimenta a impulsividade, e a impulsividade impede a construção de sentido.
Em resumo, a falta de sentido pode impulsionar comportamentos impulsivos como uma forma de lidar com a angústia ou o vazio, mas a impulsividade, por sua vez, pode sabotar os esforços para encontrar e estabelecer um propósito mais profundo na vida.
Em muitos casos de Transtorno de Personalidade Borderline, o comportamento impulsivo não é apenas falta de controle, mas uma tentativa intensa de lidar com um vazio subjetivo e com a sensação de ausência de sentido. Quando o sujeito não consegue simbolizar o que sente, o ato aparece como forma de aliviar, ainda que momentaneamente, uma angústia profunda.
A impulsividade pode funcionar como um modo de sentir algo imediatamente, de interromper um estado interno vivido como insuportável. Compras, uso de substâncias, sexo impulsivo, automutilação ou explosões emocionais muitas vezes surgem nesse lugar, como tentativas de dar contorno a uma experiência psíquica sem nome.
Do ponto de vista da psicanálise, trabalhar a busca por sentido não significa oferecer respostas prontas, mas possibilitar que o sujeito construa, pela palavra, um modo menos destrutivo de lidar com essa angústia. Quando algo do sofrimento pode ser elaborado, a necessidade do ato tende a diminuir.
A impulsividade pode funcionar como um modo de sentir algo imediatamente, de interromper um estado interno vivido como insuportável. Compras, uso de substâncias, sexo impulsivo, automutilação ou explosões emocionais muitas vezes surgem nesse lugar, como tentativas de dar contorno a uma experiência psíquica sem nome.
Do ponto de vista da psicanálise, trabalhar a busca por sentido não significa oferecer respostas prontas, mas possibilitar que o sujeito construa, pela palavra, um modo menos destrutivo de lidar com essa angústia. Quando algo do sofrimento pode ser elaborado, a necessidade do ato tende a diminuir.
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