Como superar o bullying e o trauma? .

Como superar o bullying e o trauma? .

7 respostas


Muitas pessoas tentam minimizar o que viveram (“foi coisa de criança”, “já passou”), mas o sofrimento precisa ser reconhecido para que possa ser elaborado. Validar a própria experiência é o primeiro passo para não carregar a culpa do que aconteceu. O bullying pode gerar baixa autoestima, insegurança e medo de rejeição. Em psicoterapia, é possível revisitar essas vivências de forma segura, elaborando o que aconteceu e ressignificando a experiência. A psicanálise, por exemplo, ajuda a compreender como aquelas violências foram internalizadas e ainda afetam os relacionamentos e a autoimagem.

Dayse Ferreira

Dayse Ferreira

Psicólogo

São José dos Campos

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Superar o bullying e o trauma não significa esquecer o que aconteceu, mas reconstruir a relação com o vivido, de modo que a dor não defina mais quem a pessoa é. Na psicoterapia, o processo envolve: – acolher e validar a experiência, sem minimizar; – trabalhar emoções como medo, vergonha e raiva, que costumam ficar presas no corpo e na memória; – reconstruir a narrativa pessoal, diferenciando o que aconteceu do que a pessoa é; – fortalecer recursos internos, como autoestima, assertividade e confiança nos vínculos; – e, quando necessário, integrar abordagens corporais ou técnicas específicas para o trauma. Com o tempo e o cuidado certo, é possível retomar o senso de valor, segurança e pertencimento, transformando o que foi vivido em parte da história e não em destino.


A terapia ajuda a pessoa que sofreu bullying e traumas emocionais a se reconectar com suas emoções no presente, permitindo a expressão autêntica do que antes foi silenciado, reconhecendo também o corpo como um lugar onde o sofrimento se manifesta e se comunica e que muitas vezes guarda o que não pôde ter sido dito. Nesse processo, o terapeuta da o suporte e o apoio necessários para que a pessoa pouco a pouco consiga se reconectar com sua história e com seu corpo, reconhecer suas potencialidades que ficaram “escondidas” pelo trauma, e reencontrar e se apropriar da sua voz que ficou silenciada em meio a dor emocional.

Karolina Paes

Karolina Paes

Psicólogo

Vila Velha

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Para investigarmos os efeitos do bullying, é necessário compreender a dinâmica de como se estabelece o trauma. O primeiro tempo é o do acontecimento traumático em si, marcado pela violência, pela humilhação, pela agressão verbal ou física. Em seguida, no segundo tempo, surge a ausência de reconhecimento. O ambiente não valida a dor, não protege, ou até minimiza o sofrimento. Esse silêncio é devastador porque reforça a sensação de abandono e desamparo. No terceiro tempo, o trauma retorna em sintomas, em repetições, em dificuldades de confiança, ou ainda em formas de dissociação que funcionam como proteção psíquica, O bullying, assim como o trauma, pode ser compreendido a partir do que Ferenczi chamou de “confusão de línguas”: o desencontro entre a linguagem de ternura da criança, que pede proteção, e a resposta do adulto cuidador ou do ambiente, que se manifesta em omissão ou invalidação da dor. Essa lacuna gera uma confusão interna, levando o sujeito a duvidar da própria percepção e, muitas vezes, a silenciar-se ou adaptar-se ao desejo do outro, mesmo quando isso o fere. Superar o trauma é reconstruir essa ponte entre línguas. É poder voltar a confiar na própria experiência, dar nome à dor e encontrar alguém que responda com empatia e presença. Esse encontro abre a possibilidade de que as repetições e sintomas se transformem em elaboração. Em outras palavras, o processo de perlaboração consiste em desfazer a confusão, recuperar a legitimidade da própria voz, reconhecer que o vivido foi real e injusto, e encontrar relações que devolvam ao sujeito a chance de ser ouvido em sua própria língua. É nesse encontro que o trauma pode finalmente se transformar em cicatriz, abrindo espaço para novas formas de viver e se relacionar.

Jessica Nevel

Jessica Nevel

Psicanalista

Curitiba

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Para superar o bullying e o trauma é necessário reconhecer e validar os sentimentos e danos causados por estes. Buscar ajuda profissional para reconstrução de autoimagem, autoestima e lidar com os pensamentos distorcidos. Ter uma rotina / afazeres que estimule a autoconfiança, a segurança, o bem estar e que potencialize as suas qualidades.

Alexia Mallab

Alexia Mallab

Psicólogo

Sete Lagoas

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Superar exige um processo de reestruturação cognitiva e emocional na psicoterapia, visando separar a visão sobre si mesmo das agressões sofridas, ressignificar as memórias do passado e reconstruir a confiança nas relações interpessoais no presente. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Superar começa pela compreensão de que a responsabilidade pertence a quem praticou a violência, nunca à vítima. Depois, é necessário recuperar segurança, fortalecer vínculos protetivos e deixar de tratar os rótulos recebidos como verdades sobre si. Esse processo pode incluir psicoterapia, apoio familiar, medidas institucionais e retomada gradual de atividades evitadas. Não se trata de eliminar pensamentos e emoções difíceis, mas de aprender a não permitir que eles comandem todas as decisões. Quando o medo deixa de ser o único guia, a pessoa pode voltar a se aproximar do que realmente importa. Se você percebe que ainda organiza sua vida para evitar antigas feridas, a terapia pode ajudá-lo a construir novas possibilidades.

Dra. Paula Orlandi

Dra. Paula Orlandi

Psicólogo

Florianópolis

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.