Desde minha primeira relação sexual não sinto prazer na penetração, no oral é normal, mas na "hora H
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Desde minha primeira relação sexual não sinto prazer na penetração, no oral é normal, mas na "hora H" a sensação é só de estar entrando e saindo, nada mais, tanto é que em todas as vezes que tento praticar o ato perco a ereção (pois sem estímulo não tem como ela se manter). Soube de muitas mulheres que passam por isso, mas nunca um homem como eu, como posso resolver esse empasse?
Olá. Você conta na sua história que com o estímulo oral as sensações estão preservadas. Essa informação sugere que não há uma causa orgânica importante. Sugiro que procure um urologista e em seguida um sexólogo, para que em uma consulta haja mais tempo para colher mais informações e estabelecer a melhor terapia para você. Não desista, pois há boa probabilidade de dua dificuldade ser resolvida .
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Alem do que a colega disse, alguns homens não sentem prazer na penetração por alguns motivos: histórico de masturbação em que segura o pênis com muita força e faz movimentos rápidos, vício em pornografia e ansiedade. Te aconselho a procurar profissional para avaliação mais a profundada do seu caso. Abraços
Os transtornos sexuais podem ter diversas causas, físicas e emocionais.
Mas concordo com a resposta do colega acima, acredito saber desde quando isso vem acontecendo, rever hábitos como: Ociosidade, Ansiedade, compulsão e vício danoso em pornografia que traz consequências mentais, sociais entre outras já citadas. Busque ajuda.
Abraço
Mas concordo com a resposta do colega acima, acredito saber desde quando isso vem acontecendo, rever hábitos como: Ociosidade, Ansiedade, compulsão e vício danoso em pornografia que traz consequências mentais, sociais entre outras já citadas. Busque ajuda.
Abraço
Olá, como vai? Algumas pessoas simplesmente não gostam de sexo penetrativo. Isso, por si só, não indica doença/transtorno psicológico. Temos um nome para a prática de sexo sem penetração: gouinage e um nome para quem pratica isso: gouine. Você pode pesquisar mais sobre. Já algumas pessoas podem ter ansiedade sexual, que aparece na hora da penetração, gerando perda de ereção e quebra da libido. Uma avaliação com psicólogo sexólogo irá te auxiliar a entender se o seu caso se trata de ansiedade sexual ou apenas uma preferência por sexo não penetrativo. Se essa for sua preferência, não há nada errado contigo. Um abraço!
Do ponto de vista psicanalítico, a dificuldade que você está enfrentando pode estar relacionada a questões inconscientes que podem afetar sua sexualidade. O fato de você não sentir prazer na penetração pode estar ligado a ansiedades e conflitos não resolvidos em relação à sua sexualidade.
A psicanálise considera que as vivências da infância e da adolescência têm um papel fundamental na construção da sexualidade na fase adulta. É possível que experiências passadas, como traumas, rejeições ou dificuldades de aceitação, estejam afetando sua capacidade de vivenciar a sexualidade de forma prazerosa.
É importante lembrar que cada pessoa tem sua própria trajetória sexual, e não há nenhuma "norma" que determine o que é ou não é prazeroso. O que é prazeroso para você pode não ser para outra pessoa, e vice-versa. O importante é que você se sinta confortável e consiga encontrar de alguma forma como se relacionar sexualmente e que seja satisfatória para você e para o(a) parceiro(a).
Se a dificuldade persistir, pode ser interessante buscar ajuda de um terapeuta psicanalista que tenha experiência em questões sexuais. Através de sessões de terapia, é possível explorar as causas subjacentes à dificuldade que você está enfrentando e encontrar caminhos para superá-la.
A psicanálise considera que as vivências da infância e da adolescência têm um papel fundamental na construção da sexualidade na fase adulta. É possível que experiências passadas, como traumas, rejeições ou dificuldades de aceitação, estejam afetando sua capacidade de vivenciar a sexualidade de forma prazerosa.
É importante lembrar que cada pessoa tem sua própria trajetória sexual, e não há nenhuma "norma" que determine o que é ou não é prazeroso. O que é prazeroso para você pode não ser para outra pessoa, e vice-versa. O importante é que você se sinta confortável e consiga encontrar de alguma forma como se relacionar sexualmente e que seja satisfatória para você e para o(a) parceiro(a).
Se a dificuldade persistir, pode ser interessante buscar ajuda de um terapeuta psicanalista que tenha experiência em questões sexuais. Através de sessões de terapia, é possível explorar as causas subjacentes à dificuldade que você está enfrentando e encontrar caminhos para superá-la.
Olá! Vamos fazer algumas reflexões: Esse relato revela uma experiência de desconexão entre o corpo, o desejo e a expectativa cultural do que “deveria” ser o prazer sexual masculino — especialmente o prazer peniano na penetração. Você nomeia algo raramente verbalizado por homens, e isso por si só já é uma atitude de coragem emocional. Vamos por partes:
O que pode estar acontecendo?
1. Prazer genital ≠ prazer sexual completo
• Muitas vezes, o prazer na penetração é superestimado culturalmente. O fato de você se excitar com estímulos orais mostra que seu corpo responde, mas não de forma automática à penetração — o que não é uma falha, e sim uma singularidade.
2. O modelo sexual dominante é limitante
• A expectativa de que o homem “deve” gostar da penetração como principal fonte de prazer é uma construção. Sua experiência pode estar revelando uma estrutura erótica mais sensorial, relacional, ou até mesmo baseada em estímulos não tão mecânicos.
3. Resposta erótica seletiva
• Homens também têm zonas erógenas diversas (como períneo, próstata, mamilos, pescoço), e podem não ter como foco de prazer o que o script tradicional dita. A perda de ereção nesse contexto pode ser mais uma reação do corpo à frustração ou ao tédio do que à disfunção em si.
4. Atenção ao condicionamento psicoemocional
• Qual foi o clima emocional das primeiras experiências sexuais? Houve culpa, ansiedade, medo de não “dar conta”? Memórias sexuais precoces mal digeridas moldam muito da resposta atual.
5. Homens também sofrem com o mito da performance
• O foco excessivo no desempenho (ereção, tempo, penetração) pode tornar a experiência sexual uma tarefa de aprovação, e não uma vivência de prazer. Isso mina o desejo e a ereção.
Caminhos de investigação e reconstrução:
1. Exploração sem roteiro
• Reescreva seu repertório sexual fora da lógica “oral → penetração → fim”. Experimente tocar, explorar e ser tocado sem o objetivo final de penetrar.
2. Terapia sexual especializada
• Um(a) terapeuta sexual pode ajudar a decodificar essas vivências, ampliar seu mapa de prazer e identificar possíveis bloqueios emocionais ou somáticos. Isso não é sobre “corrigir” algo, e sim acessar camadas de você que ainda não foram reconhecidas.
3. Corpo como fonte, não como obstáculo
• Busque práticas que conectem você ao seu corpo sem pressão: tantra, massagens sensoriais, slow sex, mindfulness sexual. O prazer é uma habilidade a ser cultivada, não um reflexo automático.
4. Falar sobre isso com quem transa com você
• A partilha honesta, mesmo que em doses, permite construir experiências com menos cobrança e mais curiosidade.
5. Rever sua narrativa sobre o que é “ser homem” sexualmente
• Talvez a maior revolução aqui seja emocional: permitir-se não encaixar em modelos. Isso pode libertar não só sua sexualidade, mas sua forma de viver intimidade.
Microação para hoje:
Escreva, sem filtro, um relato da sua primeira experiência sexual. Depois, releia e sublinhe trechos que geram incômodo, vergonha ou tristeza. Isso não é para julgar, mas para reconhecer onde seu corpo pode ter começado a se proteger.
Às vezes, o que a gente chama de disfunção é só uma parte nossa tentando dizer: “eu não quero funcionar desse jeito”. O corpo fala quando a gente silencia desejos mais autênticos. E quando escutamos, o que parecia problema vira caminho. Nem sempre o prazer vem do que foi ensinado — às vezes ele se revela no que ainda não foi vivido.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em terapia sistêmica, terapia de casal e sexualidade humana. Agradeço a oportunidade de refletir sobre esse tema e espero ter ajudado com novos caminhos, referências e perspectivas.
O que pode estar acontecendo?
1. Prazer genital ≠ prazer sexual completo
• Muitas vezes, o prazer na penetração é superestimado culturalmente. O fato de você se excitar com estímulos orais mostra que seu corpo responde, mas não de forma automática à penetração — o que não é uma falha, e sim uma singularidade.
2. O modelo sexual dominante é limitante
• A expectativa de que o homem “deve” gostar da penetração como principal fonte de prazer é uma construção. Sua experiência pode estar revelando uma estrutura erótica mais sensorial, relacional, ou até mesmo baseada em estímulos não tão mecânicos.
3. Resposta erótica seletiva
• Homens também têm zonas erógenas diversas (como períneo, próstata, mamilos, pescoço), e podem não ter como foco de prazer o que o script tradicional dita. A perda de ereção nesse contexto pode ser mais uma reação do corpo à frustração ou ao tédio do que à disfunção em si.
4. Atenção ao condicionamento psicoemocional
• Qual foi o clima emocional das primeiras experiências sexuais? Houve culpa, ansiedade, medo de não “dar conta”? Memórias sexuais precoces mal digeridas moldam muito da resposta atual.
5. Homens também sofrem com o mito da performance
• O foco excessivo no desempenho (ereção, tempo, penetração) pode tornar a experiência sexual uma tarefa de aprovação, e não uma vivência de prazer. Isso mina o desejo e a ereção.
Caminhos de investigação e reconstrução:
1. Exploração sem roteiro
• Reescreva seu repertório sexual fora da lógica “oral → penetração → fim”. Experimente tocar, explorar e ser tocado sem o objetivo final de penetrar.
2. Terapia sexual especializada
• Um(a) terapeuta sexual pode ajudar a decodificar essas vivências, ampliar seu mapa de prazer e identificar possíveis bloqueios emocionais ou somáticos. Isso não é sobre “corrigir” algo, e sim acessar camadas de você que ainda não foram reconhecidas.
3. Corpo como fonte, não como obstáculo
• Busque práticas que conectem você ao seu corpo sem pressão: tantra, massagens sensoriais, slow sex, mindfulness sexual. O prazer é uma habilidade a ser cultivada, não um reflexo automático.
4. Falar sobre isso com quem transa com você
• A partilha honesta, mesmo que em doses, permite construir experiências com menos cobrança e mais curiosidade.
5. Rever sua narrativa sobre o que é “ser homem” sexualmente
• Talvez a maior revolução aqui seja emocional: permitir-se não encaixar em modelos. Isso pode libertar não só sua sexualidade, mas sua forma de viver intimidade.
Microação para hoje:
Escreva, sem filtro, um relato da sua primeira experiência sexual. Depois, releia e sublinhe trechos que geram incômodo, vergonha ou tristeza. Isso não é para julgar, mas para reconhecer onde seu corpo pode ter começado a se proteger.
Às vezes, o que a gente chama de disfunção é só uma parte nossa tentando dizer: “eu não quero funcionar desse jeito”. O corpo fala quando a gente silencia desejos mais autênticos. E quando escutamos, o que parecia problema vira caminho. Nem sempre o prazer vem do que foi ensinado — às vezes ele se revela no que ainda não foi vivido.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em terapia sistêmica, terapia de casal e sexualidade humana. Agradeço a oportunidade de refletir sobre esse tema e espero ter ajudado com novos caminhos, referências e perspectivas.
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