O que acontece com o cérebro de quem para de fumar?

2 respostas
O que acontece com o cérebro de quem para de fumar?
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
A nicotina age diretamente no sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina e criando uma sensação imediata de prazer. Ao interromper o uso, o cérebro sente essa falta, o que pode causar sintomas como irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e desejo intenso pela substância (a chamada fissura).
Com o tempo o cérebro começa a se reajustar. A produção e o equilíbrio natural de neurotransmissores, como a dopamina, vão sendo restaurados. A neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de se adaptar — cria novas conexões sem depender da nicotina para gerar bem-estar. Esse processo pode levar algumas semanas a meses, dependendo da pessoa.
Com a interrupção do cigarro o funcionamento cerebral tende a melhorar: o humor se estabiliza, o sono se regula e a clareza mental aumenta. A longo prazo, o risco de doenças neurológicas, como AVC e demência, também diminui O apoio psicológico pode ser essencial nesse processo de adaptação e fortalecimento.

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 Thayana Montechiare
Psicólogo
Rio de Janeiro
Ótima pergunta! O cérebro passa por várias mudanças positivas quando a pessoa para de fumar:
-Primeiras horas/dias:
• A nicotina sai do corpo e os receptores cerebrais ficam “em abstinência”, causando irritabilidade, ansiedade e forte desejo de fumar.
• A circulação cerebral já começa a melhorar.
-Semanas a meses:
• O cérebro começa a reduzir o número de receptores de nicotina (que tinham aumentado por causa do vício).
• A química cerebral se reequilibra, com melhora do humor, sono e concentração.
-Meses a anos:
• Diminui o risco de AVC e de declínio cognitivo precoce.
• A memória, a atenção e a capacidade de aprendizado tendem a melhorar.
• O risco de demência relacionada ao tabagismo (como Alzheimer e vascular) vai caindo.

Em resumo: no início o cérebro sente a falta da nicotina e reage com sintomas de abstinência, mas com o tempo se reorganiza, recupera funções cognitivas e reduz os riscos de doenças neurológicas graves.

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