O que fazer durante um episódio de hiperfoco intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
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O que fazer durante um episódio de hiperfoco intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Oi, tudo bem? Que bom que você trouxe essa questão, porque o hiperfoco intenso pode ser uma experiência realmente desgastante para quem vive com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ele costuma vir como uma tentativa do cérebro de aliviar uma dor emocional insuportável — é como se, ao concentrar toda a atenção em uma pessoa ou situação, a mente dissesse: “se eu não pensar em mais nada, talvez isso pare de doer um pouco”.
Durante esses episódios, o desafio não é “parar de sentir”, mas reconhecer o que está acontecendo dentro de você. Às vezes, o hiperfoco é uma forma de se proteger da sensação de vazio ou da angústia da possível perda. Você já tentou perceber o que costuma vir antes desses momentos? Uma discussão, um afastamento, uma lembrança de rejeição? Identificar esse gatilho é um passo importante, porque o hiperfoco não surge do nada — ele é a resposta emocional a algo que o corpo entende como ameaça.
Do ponto de vista neurocientífico, é como se o sistema emocional entrasse em modo de alerta máximo, reduzindo a capacidade do córtex pré-frontal (a parte racional do cérebro) de modular as reações. Por isso, técnicas de respiração, grounding ou pausas de atenção plena podem ajudar a reativar o equilíbrio entre emoção e razão. Mas mais importante do que “o que fazer” é entender o “por que fazer”: quando o hiperfoco é acolhido e compreendido, ele perde parte do poder de dominar.
Você já experimentou observar o que sente quando tenta se desconectar desse foco? Vem medo, culpa, solidão? Essas respostas são valiosas para o processo terapêutico, porque apontam exatamente onde estão as feridas emocionais que precisam ser cuidadas.
Quando sentir que esses episódios estão se tornando muito intensos ou frequentes, conversar sobre isso em terapia pode ajudar a transformar o hiperfoco em autoconhecimento, e não em sofrimento. Caso precise, estou à disposição.
Durante esses episódios, o desafio não é “parar de sentir”, mas reconhecer o que está acontecendo dentro de você. Às vezes, o hiperfoco é uma forma de se proteger da sensação de vazio ou da angústia da possível perda. Você já tentou perceber o que costuma vir antes desses momentos? Uma discussão, um afastamento, uma lembrança de rejeição? Identificar esse gatilho é um passo importante, porque o hiperfoco não surge do nada — ele é a resposta emocional a algo que o corpo entende como ameaça.
Do ponto de vista neurocientífico, é como se o sistema emocional entrasse em modo de alerta máximo, reduzindo a capacidade do córtex pré-frontal (a parte racional do cérebro) de modular as reações. Por isso, técnicas de respiração, grounding ou pausas de atenção plena podem ajudar a reativar o equilíbrio entre emoção e razão. Mas mais importante do que “o que fazer” é entender o “por que fazer”: quando o hiperfoco é acolhido e compreendido, ele perde parte do poder de dominar.
Você já experimentou observar o que sente quando tenta se desconectar desse foco? Vem medo, culpa, solidão? Essas respostas são valiosas para o processo terapêutico, porque apontam exatamente onde estão as feridas emocionais que precisam ser cuidadas.
Quando sentir que esses episódios estão se tornando muito intensos ou frequentes, conversar sobre isso em terapia pode ajudar a transformar o hiperfoco em autoconhecimento, e não em sofrimento. Caso precise, estou à disposição.
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Durante um episódio de hiperfoco intenso no Transtorno de Personalidade Borderline, o mais importante é interromper o ciclo de impulsividade e resgatar a percepção de si mesmo. Isso começa com o reconhecimento de que o estado de hiperfoco não é totalmente voluntário, mas fruto de uma tentativa psíquica de estabilizar emoções intensas por meio da fixação em algo ou alguém. Nesse momento, o ideal é não tentar “forçar” o desligamento, mas criar pequenas pausas que permitam ao corpo e à mente retomarem o equilíbrio.
Técnicas de grounding, como prestar atenção à respiração, ao contato dos pés no chão ou a sons e cheiros do ambiente, ajudam a reconectar com o presente e diminuir a intensidade emocional. É útil também nomear o que está acontecendo, por exemplo: “percebo que estou muito focado nisso agora”, porque dar nome ao estado ajuda a criar um pequeno distanciamento emocional. Buscar uma atividade que exija movimento corporal leve, como caminhar ou alongar-se, também auxilia na autorregulação.
Após o episódio, é importante refletir sobre o que pode ter despertado esse foco intenso, sentimentos de abandono, insegurança, idealização ou medo de perda, e levar esse material para a psicoterapia. O acompanhamento profissional possibilita aprender a reconhecer esses padrões precocemente e substituí-los por formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade relacional e com as próprias necessidades emocionais.
Técnicas de grounding, como prestar atenção à respiração, ao contato dos pés no chão ou a sons e cheiros do ambiente, ajudam a reconectar com o presente e diminuir a intensidade emocional. É útil também nomear o que está acontecendo, por exemplo: “percebo que estou muito focado nisso agora”, porque dar nome ao estado ajuda a criar um pequeno distanciamento emocional. Buscar uma atividade que exija movimento corporal leve, como caminhar ou alongar-se, também auxilia na autorregulação.
Após o episódio, é importante refletir sobre o que pode ter despertado esse foco intenso, sentimentos de abandono, insegurança, idealização ou medo de perda, e levar esse material para a psicoterapia. O acompanhamento profissional possibilita aprender a reconhecer esses padrões precocemente e substituí-los por formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade relacional e com as próprias necessidades emocionais.
Antes de agir, é importante pausar. O hiperfoco costuma ser uma tentativa de aliviar a angústia de abandono. Nomear o que está sendo sentido já ajuda a reduzir a intensidade. Buscar outras fontes de regulação, rotina, corpo, e principalmente a terapia é fundamental para que o outro não se torne a única forma de estabilidade emocional.
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