O que fazer se eu souber que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está se autoagr

4 respostas
O que fazer se eu souber que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está se autoagredindo?
Leve a situação a sério
A autoagressão não é “drama” nem manipulação. No TPB, ela costuma ser uma forma (mal-adaptativa) de lidar com emoções intensas, sensação de vazio ou medo de abandono.
A melhor ajuda combina acolhimento + segurança + encaminhamento profissional. Pessoas com TPB podem melhorar muito com tratamento adequado e relações que sejam firmes, empáticas e consistentes.

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Nesse momento é importante acionar as pessoas mais próximas para manter a pessoa em segurança. Buscar então ajuda de um profissional capacitado para tratamento intensivo com o paciente e orientação para os familiares.
Quando alguém com TPB está se autoagredindo, o mais importante é não minimizar nem julgar o sofrimento envolvido. A autoagressão costuma ser uma tentativa de lidar com uma dor psíquica intensa, e o acolhimento pode fazer diferença para que essa pessoa não se sinta sozinha. Incentivar a busca por ajuda profissional, mostrando que existe um espaço de escuta e cuidado, é um passo fundamental. A psicoterapia pode ajudar a compreender o sentido dessa dor e a construir outras formas de enfrentamento. Se essa situação te toca de perto, também é importante que você não carregue isso sozinho e busque orientação.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Se você percebe que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline está se autoagredindo, o ponto mais importante é levar isso a sério e não tratar como algo “passageiro” ou apenas uma forma de chamar atenção. A autoagressão geralmente é um sinal de que a pessoa está lidando com um nível de sofrimento que, naquele momento, ela não está conseguindo regular de outra forma.

Nessas situações, o mais útil costuma ser se aproximar com calma, sem julgamento, mostrando disponibilidade para escutar. Evitar críticas ou confrontos diretos faz diferença, porque a pessoa já tende a estar muito sensível. Ao mesmo tempo, não é necessário assumir o papel de resolver tudo sozinho. Incentivar que ela busque ajuda profissional é fundamental, e, em alguns casos, pode ser importante envolver familiares ou pessoas de confiança.

Também é importante observar o nível de risco. Se houver sinais de que a situação pode se agravar ou se tornar perigosa, buscar ajuda imediata, como serviços de emergência, pode ser necessário. Isso não é exagero, é cuidado.

Agora, tem um ponto que muitas vezes fica esquecido: você também precisa se cuidar nesse processo. Estar próximo de alguém em sofrimento intenso pode ser emocionalmente desgastante, e manter seus próprios limites ajuda a sustentar esse apoio de forma mais saudável.

Talvez valha a pena você refletir: como você costuma reagir quando percebe esse tipo de situação? Você se sente responsável por impedir que isso aconteça? E até onde você consegue ajudar sem se sobrecarregar?

Ajudar alguém nesse contexto é importante, mas não precisa ser solitário nem improvisado. Quando há apoio adequado e limites claros, a chance de realmente ajudar aumenta bastante. Caso precise, estou à disposição.

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