O que o terapeuta deve fazer se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tentar i

O que o terapeuta deve fazer se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tentar interromper o tratamento ou se afastar?

3 respostas


Quando um paciente com TPB tenta interromper o tratamento ou se afastar, geralmente isso não é “só desistência” — costuma ser uma comunicação emocional importante, muitas vezes ligada a medo de abandono, frustração, vergonha ou sensação de não estar sendo compreendido. A forma como o terapeuta responde a esse momento pode fortalecer ou fragilizar o vínculo. Alguns princípios clínicos fundamentais: 1. Validar antes de intervir Evite confrontar diretamente ou “convencer” o paciente a ficar. Primeiro, valide a experiência: “Faz sentido que você esteja pensando em se afastar, considerando o quanto isso tem sido difícil pra você.” Isso reduz defensividade e abre espaço para diálogo. 2. Explorar o significado da ruptura A tentativa de abandono precisa ser investigada com curiosidade clínica: O que aconteceu antes disso? Houve sensação de rejeição, crítica ou frustração na terapia? Está testando se o terapeuta vai insistir ou abandoná-lo? Muitas vezes é uma reedição de padrões relacionais. 3. Nomear o processo (com cuidado) Se houver vínculo suficiente, o terapeuta pode ajudar o paciente a perceber o padrão: “Percebo que, quando algo fica muito intenso aqui, surge vontade de se afastar… isso acontece em outras relações também?” Isso promove insight sem julgamento.

Dra. Roberta Barros

Dra. Roberta Barros

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Quando o paciente tenta interromper ou se afastar, é importante compreender o que está por trás disso, sem pressionar ou invalidar. Abrir espaço para falar sobre esse movimento pode ajudar a transformar o afastamento em algo que possa ser elaborado dentro da terapia.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. O terapeuta deve explorar o motivo, validar emoções e compreender o contexto da ruptura. É importante manter postura acolhedora, sem punição ou pressão. Reforçar o vínculo, revisar metas e ajustar intervenções ajuda a retomar o processo. A decisão final é sempre do paciente, mas o diálogo reduz abandonos impulsivos. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.