O que o terapeuta deve fazer se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tentar i
O que o terapeuta deve fazer se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tentar interromper o tratamento ou se afastar?
3 respostas
Quando um paciente com TPB tenta interromper o tratamento ou se afastar, geralmente isso não é “só desistência” — costuma ser uma comunicação emocional importante, muitas vezes ligada a medo de abandono, frustração, vergonha ou sensação de não estar sendo compreendido. A forma como o terapeuta responde a esse momento pode fortalecer ou fragilizar o vínculo. Alguns princípios clínicos fundamentais: 1. Validar antes de intervir Evite confrontar diretamente ou “convencer” o paciente a ficar. Primeiro, valide a experiência: “Faz sentido que você esteja pensando em se afastar, considerando o quanto isso tem sido difícil pra você.” Isso reduz defensividade e abre espaço para diálogo. 2. Explorar o significado da ruptura A tentativa de abandono precisa ser investigada com curiosidade clínica: O que aconteceu antes disso? Houve sensação de rejeição, crítica ou frustração na terapia? Está testando se o terapeuta vai insistir ou abandoná-lo? Muitas vezes é uma reedição de padrões relacionais. 3. Nomear o processo (com cuidado) Se houver vínculo suficiente, o terapeuta pode ajudar o paciente a perceber o padrão: “Percebo que, quando algo fica muito intenso aqui, surge vontade de se afastar… isso acontece em outras relações também?” Isso promove insight sem julgamento.
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Quando o paciente tenta interromper ou se afastar, é importante compreender o que está por trás disso, sem pressionar ou invalidar. Abrir espaço para falar sobre esse movimento pode ajudar a transformar o afastamento em algo que possa ser elaborado dentro da terapia.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. O terapeuta deve explorar o motivo, validar emoções e compreender o contexto da ruptura. É importante manter postura acolhedora, sem punição ou pressão. Reforçar o vínculo, revisar metas e ajustar intervenções ajuda a retomar o processo. A decisão final é sempre do paciente, mas o diálogo reduz abandonos impulsivos. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
