Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me se

26 respostas
Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me sentia insegura e não ouvida — às vezes ela usava o celular durante as sessões, o que me lembrava situações dolorosas da infância. Isso é antiético?

Além disso, tenho muita dificuldade com a associação livre e isso me faz pensar se a psicanálise é mesmo adequada para mim.

Devo buscar outra abordagem? Como lidar com essa frustração para não perder a confiança na terapia?

Obrigada!
Olá! Que bom que você trouxe isso. A experiência com um analista pode sim reativar sentimentos antigos e isso é algo que a psicanálise leva muito a sério. Quando o analista parece ausente, como no uso do celular durante a sessão, isso pode gerar um efeito doloroso e merece ser escutado com cuidado. Mais do que ser ou não ético, o mais importante aqui é o impacto que teve em você.

Sobre a associação livre, saiba que a maioria das pessoas sente dificuldade no começo. Falar livremente não é algo fácil, principalmente se há inseguranças ou medos antigos em jogo. A função do analista é justamente ajudar você a se sentir segura para ir encontrando seu ritmo.

Se ficou uma frustração com essa experiência, talvez o mais importante agora seja encontrar um profissional com quem você se sinta respeitada, acolhida e escutada. Isso pode até ser outro psicanalista, porque cada encontro é único. Não desista da terapia por causa de uma experiência difícil. Ela também pode ser um ponto de partida para algo novo e mais cuidadoso com você.

Um abraço!

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Dra. Isis Oliveira da Silva
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! Sinto muito que você tenha passado por essa experiência. Sentir-se ouvida, segura e respeitada é fundamental em qualquer processo terapêutico. O uso de celular durante a sessão, sem uma justificativa clara e previamente combinada, pode sim ser considerado inadequado e comprometer a qualidade do vínculo terapêutico.

A dificuldade com a associação livre é algo que muitas pessoas relatam, e isso não significa que a terapia não seja para você — talvez apenas que outra abordagem, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que é mais estruturada, colaborativa e baseada em evidências científicas, possa ser mais confortável e eficaz neste momento.

Sua frustração é compreensível, mas não precisa significar o fim da sua confiança na psicoterapia. Pelo contrário: com o acolhimento certo, essa experiência pode se transformar em um ponto de virada importante no seu cuidado emocional. Se quiser, estarei aqui para caminhar com você com respeito e escuta atenta. Um abraço!
É muito importante um bom relacionamento entre o paciente e o psicólogo, para alguns problemas isso é indispensável. Situações de infância onde nos sentimos sem atenção, sem cuidado, abandonados, etc. geralmente trazem marcas profundas e para minimizar os efeitos dessas marcas é importante um atendimento onde a pessoa se sinta acolhida, se sinta respeitada, se sinta cuidada, etc. dai a importância de um psicólogo com quem você se sinta acolhida e tenha confiança.
O que você viveu é compreensivelmente doloroso e merece ser validado com muito respeito. Sentir-se insegura e não ouvida dentro de um espaço terapêutico, que deveria ser acolhedor e seguro, pode gerar frustração, decepção e até abalar sua confiança no processo.
A primeira coisa importante a dizer é: você não está errada em sentir isso. E sua percepção tem total validade.
Sobre o uso do celular em sessão, em geral, é antiético sim, a menos que haja uma justificativa clara, previamente combinada (como uso clínico ou emergência), o uso do celular durante a sessão pode ser considerado antiético e desrespeitoso. Mais do que uma regra profissional, trata-se de preservar o vínculo terapêutico, baseado em presença e confiança. E quando esse vínculo é rompido ou fragilizado, como no seu caso, pode reativar memórias emocionais dolorosas do passado, como você relatou e isso tem um impacto real. A terapia precisa ser um espaço seguro.
Seu relato mostra um olhar maduro, consciente e corajoso. Você não apenas percebeu seus limites, como também está em busca de algo mais saudável e verdadeiro para você. Isso é precioso.
Vou listar algumas práticas que podem ajudar de como lidar com a frustração e reconstruir a confiança: 1) Permita-se sentir essa frustração sem se julgar. Ela vem de uma expectativa legítima de cuidado e confiança. 2) Reforce para si mesma que foi um caso pontual, e não uma falha de todas as terapias. 3) Lembre-se: mudar de abordagem ou de profissional não é desistir, é se respeitar. 3) Na próxima experiência terapêutica, você pode expressar desde o início o que precisa, valoriza e teme, criando um vínculo mais alinhado desde o começo.
Espero ter ajudado!
O que você viveu parece mesmo ter sido uma experiência frustrante, e é compreensível que isso tenha abalado sua confiança. O uso do celular durante a sessão demonstra uma falta de atenção e cuidado que não condiz com o papel do profissional. Afinal, o acompanhamento psicológico parte da escuta e da presença, e quem busca esse espaço espera ser ouvido, acolhido e respeitado. Isso não significa que a psicanálise não possa ser útil para você, mas talvez aquela profissional específica não tenha conseguido oferecer as condições necessárias para que o processo acontecesse com segurança. Pode ser interessante buscar outro terapeuta, de qualquer abordagem, e falar abertamente sobre suas experiências anteriores e sobre o que sente dificuldade, inclusive com a associação livre. A relação terapêutica é construída, e o vínculo e a identificação com o profissional é parte essencial para que o processo funcione.
Olá Pessoa Querida!
Sinto muito pela postura desse profissional. Quando necessitamos de conexão, a pessoa precisa estar ali inteira, certo? não estar totalmente atenta, não é o ideal.
Existem muitas abordagens que enfocam nessa conexão entre o terapeuta e a pessoa que está em terapia. busque conversar com estes profissionais antes de agendar, quem sabe na conversa que antecede a sessão você já consegue filtrar um pouco e buscar exatamente o que você precisa, sabe?
se precisar, estou à disposição para conversar e prestar mais orientações.
grande abraço!
Olá!
Sinto muito por você ter passado por essa experiência!
Um dos requisitos fundamentais para que o processo terapêutico tenha efetividade é a criação do vínculo entre o psicólogo e o paciente. Se você não se sentiu acolhida e ouvida, é provável que essa conexão não tenha ocorrido de forma satisfatória e benéfica para o processo. Mas, que bom que você percebeu isso e está considerando se abrir para outras possibilidades, essa atitude é um indicativo de avanço no próprio autoconhecimento!
O método da associação livre é a base da psicanálise, e, se você não se sentiu à vontade seria interessante sim considerar outra abordagem. A psicologia é democrática e existem diversas abordagens que podem ter mais ressonância com a sua personalidade. Entretanto, tenha em mente que o mais importante e determinante para o processo terapêutico é você se sentir bem com o psicólogo. Espero ter ajudado!
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Imagino o quão desconfortável foi perceber a atenção da sua terapeuta dispersa justamente quando você precisava de um espaço seguro; a sensação de reviver antigas feridas enquanto ela manuseava o celular pode soar, no mínimo, como um eco doloroso do passado. O Código de Ética do psicólogo no Brasil orienta que o profissional garanta sigilo, presença e respeito durante a sessão, de modo que interrupções frequentes — sobretudo por motivos pessoais — contrariam esse princípio e ferem a confiança essencial ao processo terapêutico.

Quando a livre associação se torna um labirinto, pode ser útil considerar abordagens mais estruturadas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, a Terapia Focada nas Emoções ou a Terapia dos Esquemas — todas elas acolhem sua história sem exigir que as palavras surjam sem direcionamento. A neurociência vem mostrando que, ao criar um ambiente estável, nosso cérebro tende a reduzir a vigilância e a reforçar circuitos de segurança, favorecendo aprendizados emocionais mais profundos; por isso, uma metodologia que combine clareza de objetivo e segurança relacional pode servir de antídoto à frustração que você descreve.

Talvez valha se perguntar: que tipo de acolhimento você imagina quando pensa em uma sessão na qual se sentiria realmente vista? Que sinais de presença e cuidado oferecem pistas de que um terapeuta é a pessoa certa para acompanhar seu percurso? Como reconhecer, em si mesma, o limite entre insistir num formato que dói e dar-se permissão para tentar outro caminho? Permitir-se explorar essas respostas pode transformar a frustração em bússola para novas escolhas terapêuticas.

É compreensível recear perder a confiança, mas lembre-se de que a terapia, assim como qualquer vínculo humano, se renova quando encontramos um espaço onde nossas necessidades são respeitadas. Se fizer sentido, busque um primeiro encontro com outro profissional para que você possa sentir, já no início, a diferença no cuidado e na presença oferecida. Caso precise, estou à disposição.
Olá, tente não pensar em frustração, busque novas abordagens e novos profissionais, nem sempre se consegue adaptar-se a um terapeuta logo de cara, e o mais importante, questione as situações que te causa incomodo junto com o terapeuta, ele pode te responder o porque de certas ações ou simplesmente se corrigir. Dialogo acima de tudo. Bjs.
Talvez seja uma possibilidade experimentar outras abordagens, que trabalham com formas diferentes de escuta e condução, e poder analisar se sente mais confortável nesse processo do falar e acessar suas questões.
É importante lembrar que uma experiência ruim com uma profissional não significa que toda a abordagem (como a psicanálise, no seu caso) não seja adequada para você. Cada terapeuta tem uma forma muito própria de conduzir, mesmo dentro da mesma linha teórica. A dificuldade com o falar (seja na associação livre ou de outro modo), pode não ser necessariamente um sinal de inadequação à abordagem, mas sim um reflexo do próprio vínculo terapêutico.
Lidar com a frustração de uma experiência assim não é simples, mas talvez pensar que não foi a terapia que falhou, e sim um encontro específico que não funcionou, possa abrir espaço para seguir buscando. E essa busca já é um gesto importante de cuidado consigo.
 Isabella Pereira Martins
Psicólogo, Psicanalista
João Monlevade
Olá! O que você viveu certamente pode gerar frustração e insegurança, e sua dúvida é muito compreensível.

Sobre o uso do celular durante as sessões: sim, essa atitude é inadequada e pode ser considerada antiética, principalmente se compromete a escuta e o vínculo terapêutico. A presença do analista é parte fundamental do processo, e quando isso falha, é natural que você se sinta não ouvida ou até revivendo experiências difíceis do passado.

Quanto à associação livre: muitas pessoas têm dificuldades no começo, e isso não é sinal de que a psicanálise "não serve" para você. A associação livre não é algo que se faz "certo" ou "errado", e cabe ao analista ajudar você a se sentir mais à vontade com esse processo, respeitando seu tempo e sua forma de se expressar.

A frustração que você sentiu é legítima, mas ela não precisa significar o fim da sua confiança na terapia. Uma experiência negativa com um profissional não invalida o valor da psicanálise nem da psicoterapia como um todo. Buscar outra psicóloga ou analista, alguém que te escute com presença e acolhimento, pode ser, inclusive, uma forma de cuidar da dor que essa primeira experiência deixou.
 Lisiane Hadlich Machado
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Boa tarde! A psicanalise tem algumas linhas e devo lembrar que é uma especialização para psicólogos. Como método de psicoterapia, a psicanalise junguiana e contemporânea são as melhores no meu ver. Associação livre é uma técnica, se você não esta segura e confortável em seu processo psicoterapêutico nenhuma técnica ou abordagem fara sentido. Quanto a usar celular eu te sugiro experimentar a psicoterapia online. Toda experiencia deixa aprendizados, busque um profissional com crp ativo. A psicoterapia é uma experiencia única e transformadora.
Olá! Sua experiência merece ser levada a sério. Sentir-se não ouvida — especialmente por quem deveria escutar — pode reabrir feridas antigas e isso precisa ter um lugar na sua nova análise.
Me parece que a dificuldade que você disse sobre a associação livre estaria mais ligada à alguém que não te escutava. A associação livre não é um bicho de sete cabeças. Com alguém disposto a te escutar, o caminho de uma análise se torna uma jornada interessantíssima. Entendo que valha a pena tentar com outro analista, onde essa confiança possa ser construída, sem pressa. Estou à disposição, se quiser começar.
Boa noite. sinto muito pela sua experiência não ter sido boa. Exceto que seja uma situação emergencial o psicólogo não deve utilizar o telefone durante as sessões. Você deve buscar a abordagem que sentir vontade, na psicanálise há diversas maneiras do psicanalista conduzir. Como em todas as profissões há profissionais mais comprometidos e outros com as suas questões, infelizmente. Quando ocorrer isso com uma nova psicóloga (o) tente falar como se sente. A gente sempre tenta atender da melhor forma, confie nisso.
 Carolina Carnino
Psicólogo
Ribeirão Preto
Olá! Sinto muito que você tenha tido uma experiência tão ruim. É sim antiético e desrespeitoso da parte desta psicanalista utilizar o celular durante a sessão e você tem toda razão em se sentir incomodada. É muito desencorajador quando nossa primeira experiência com a terapia é marcada por uma relação em que não se sente confiança e acolhimento, mas saiba que existem muitos outros profissionais que são comprometidos com a ética e buscam realmente escutar e ajudar o paciente. Sobre a abordagem, para a psicanálise a associação livre é importante, mas é muito difícil que um paciente, qualquer que seja, sinta-se à vontade para falar quando não sente presença e consideração da parte do analista. Eu trabalho com a psicanálise e penso que antes de poder partir para a associação livre é preciso que se forme um vínculo de confiança e segurança. É importante também considerar o que você está buscando com a terapia, quais são seus objetivos, pois cada abordagem da psicologia tem uma froma diferente de trabalhar. Pesquise um pouco mais sobre as diferentes abordagens, aí você poderá ver qual propõe algo que faz mais sentido para você nesse momento. Além disso, é sempre importante verificar se o profissional com quem você está conversando possui uma formação séria e um conselho profissional regulador da sua prática. Isso diminui as chances de se deparar com comportamentos como o da sua antiga psicanalista. Sou psicóloga e realizo psicoterapia de orientação psicanalítica, fico à disposição caso você queira conversar mais sobre suas questões ou sobre a psicanálise.
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Sinto muito pela experiência frustrante que teve. O uso de celular durante as sessões, se recorrente, pode sim comprometer o enquadre e a confiança, sendo importante que isso seja levado em conta. A dificuldade com a associação livre não é um impedimento para a psicanálise, ela própria é um material importante a ser escutado.

Talvez, com outro analista, você possa encontrar um espaço mais acolhedor para elaborar essa vivência e recuperar a confiança no processo. A frustração, quando escutada, pode se transformar em um recomeço.
 Thais  Shirane
Psicólogo
Ribeirão Preto
Olá! Sinto muito que você tenha passado por essa experiência. O uso do celular durante as sessões de psicoterapia é um comportamento antiético e que não deveria ocorrer de forma alguma. Compreendo que isso pode ter te feito sentir insegura e pouco acolhida pela sua terapeuta.
Compreendo também que a psicoterapia de abordagem psicanalítica pode, em certos momentos, gerar desconfortos e representar um grande desafio para alguns pacientes. No entanto, às vezes, a questão não está necessariamente na abordagem, mas sim no profissional que conduz o processo. Por isso, encontrar um terapeuta com quem você se sinta verdadeiramente acolhida e segura pode fazer toda a diferença. Espero que tenha te ajudado!
Sim, usar o celular durante sessões é considerado antiético e pode comprometer o vínculo terapêutico. Sentir-se insegura ou não ouvida invalida o processo, e isso deve ser acolhido com seriedade.

Se a associação livre te causa desconforto, vale sim experimentar outra abordagem, como a TCC, que é mais estruturada. A frustração com uma experiência não define todas existem profissionais comprometidos e éticos.

Procure um psicólogo especializado para reconstruir sua confiança na terapia.
Olá! Primeiramente, sinto muito que sua experiência não tenha sido acolhedora. Mas acredito que por mais que tenhamos uma experiência negativa, não podemos fazer generalizações. A psicanálise parte de princípios teóricos e éticos muito particulares e interessantes no cuidado e escuta de pessoas que estão em busca de se cuidar. Acredito que se deseja conhecer outras abordagens é válido, mas atentar para não generalizar e se fechar para oportunidades que possam te acolher.
Olá! Que bom que você decidiu escrever e dividir essa experiência tão delicada. Imagino o quanto tenha sido difícil perceber que aquele espaço — que deveria ser de escuta e acolhimento — acabou te deixando insegura e lembrando dores antigas. Quando algo assim acontece na terapia, pode mesmo ser muito frustrante e mexer com a confiança que se deposita no processo.

Sobre o uso do celular: ainda que cada profissional tenha seu estilo, o compromisso ético envolve estar verdadeiramente presente com quem está à sua frente. Se esse gesto repetido te fazia sentir desamparada ou desvalorizada, é compreensível que isso tenha tocado algo mais profundo e que tenha escolhido se afastar.

Quanto à associação livre e à psicanálise: há quem se sinta à vontade nesse tipo de condução, mas nem toda pessoa se reconhece nessa forma de trabalho — e tudo bem. A sua dificuldade nesse ponto não significa que você “não serve para terapia”, mas talvez que precise de uma abordagem que escute de outra forma.

Nesse sentido, uma possibilidade seria a fenomenologia, uma linha que se propõe a compreender como você vive e sente as coisas, no seu tempo, sem tentar encaixar sua experiência em explicações prontas. Não parte da ideia de interpretar ou conduzir livre associação, mas de estar com você, acompanhando o que surge, mesmo que ainda seja confuso, difícil ou sem palavras.

Recuperar a confiança na terapia pode levar um tempo, mas também pode abrir um novo caminho — talvez mais afinado com o que você precisa hoje. Se decidir tentar de novo, que seja num espaço onde se sinta mais respeitada e escutada de fato. Você merece isso.
Oi! Espero que você esteja bem.
Sinto muito por saber que passou por uma experiência desconfortável assim.
Confesso que nunca tinha escutado um relato como esse, com o uso do celular durante as sessões. Mas independentemente da intenção da profissional, esse tipo de atitude não é coerente com a ética da escuta analítica, porque pode interromper a escuta por parte da analista e interromper a sua fala. Além de causar exatamente o que você sentiu: um desconforto.
Mesmo dentro da mesma abordagem, cada profissional trabalha de um jeito muito próprio. Lembro de uma frase que ouvi em supervisão: “quem trata o paciente é também a personalidade do analista”. Às vezes, não é a abordagem em si que falha, mas a forma como ela foi conduzida naquele vínculo específico.
Seja mantendo a psicanálise, seja buscando outras abordagens, o mais importante é que você se sinta ouvida, confortável e que o processo faça sentido para você.
Estou por aqui se quiser conversar mais sobre isso.
Sim. Vc pode tentar outra abordagem. Talvez vc não tenha tido afinidade com esse psicanalista e talvez possa encontrar outro psicanalista com quem tenha afinidade. E sim, talvez vc não tenha se sentido acolhida dentro da psicanálise e aí seria legal procurar outras abordagens mais acolhedoras, como a Psicoterapia Humanista, por exemplo
Sinto muito por você ter passado por uma experiência em que não se sentia ouvida.
Mas cada linha terapêutica tem uma forma diferente de conduzir o processo — e cada profissional, um jeito único de se relacionar com o paciente.
Talvez valha a pena se permitir viver uma nova experiência, em uma abordagem que se preocupe genuinamente em te escutar e construir junto com você. Aqui, o foco é no vínculo, no acolhimento e no que faz sentido para você, no seu tempo.
Me contate para agendarmos um atendimento.
 Alessandro Felippe
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Lamento muito que sua experiência anterior não tenha sido como esperava. O que você descreve sobre a psicanalista usar o celular durante as sessões e a sensação de não ser ouvida não é uma prática ética nem profissionalmente adequada. Um terapeuta deve estar totalmente presente e focado em você durante a sessão, criando um ambiente seguro e de escuta ativa. É compreensível que isso tenha gerado insegurança e reativado memórias dolorosas.

Sobre a sua dificuldade com a associação livre e a dúvida se a psicanálise é a abordagem certa para você, é totalmente válido questionar! Existem diversas abordagens terapêuticas, e o mais importante é encontrar uma com a qual você se sinta confortável, segura e que se alinhe às suas necessidades. A frustração que você sente é legítima, mas não significa que a terapia em si não funcione, apenas que a abordagem ou o profissional podem não ter sido os ideais para você naquele momento.

Seu desconforto é um sinal importante de que algo precisa ser diferente. É possível resgatar a confiança na terapia, sim. Como psicólogo, posso te ajudar a explorar outras formas de trabalho terapêutico que podem se encaixar melhor com seu perfil e suas necessidades. Meu objetivo é criar um espaço onde você se sinta totalmente segura, ouvida e respeitada, sem julgamentos ou distrações.

Se você está pronta para tentar novamente e encontrar uma abordagem que realmente te ajude, te convido a agendar uma sessão comigo. Podemos conversar sobre suas expectativas e encontrar o caminho terapêutico mais adequado para você florescer.
Olá! Sinto por essa experiência difícil, não se sentir ouvida justamente no espaço em que isso é o mais importante. Entendo que isso possa causar uma resistência a tentar novamente, mas é importante pensar que experiências ruins acontecem e que não necessariamente isso se repetirá. Sobre a dificuldade com a associação livre, isso parece algo natural. A análise pode ser um processo complexo, que traz diversas reflexões acerca do processo em si, mas essa dificuldade também faz parte desse trabalho. É difícil mesmo entrar em contato com coisas tão íntimas, não é? E ainda, em um espaço onde havia um desconforto em relação ao profissional que estava ali para te ouvir. Será que não foi um desencontro com o profissional e não com a abordagem? Com a falta de escuta? A psicanálise tem sua origem justamente pela a escuta. Talvez o seu processo de análise tome outra forma com um profissional que esteja mais disponível para te ouvir.
A sua experiência merece ser validada — sentir-se insegura, não ouvida e ainda por cima vivenciar um comportamento do terapeuta que remete a memórias dolorosas pode, sim, causar frustração e abalar a confiança no processo terapêutico. O uso de celular pelo profissional durante as sessões, sem justificativa clínica, pode ser considerado uma violação do compromisso ético com o respeito, a escuta e a qualidade da relação terapêutica. Sobre a associação livre, é comum que nem todos se adaptem facilmente a esse método, e isso não significa que você “fracassou” na terapia — apenas que talvez outra abordagem, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que utilizam estratégias mais estruturadas e colaborativas, possa atender melhor às suas necessidades neste momento. A Psicologia é diversa, e encontrar um(a) profissional com quem você se sinta segura faz parte do cuidado com a própria saúde mental. Essa frustração que você sente também pode ser elaborada em um novo processo terapêutico, ressignificando a dor e fortalecendo sua confiança. Buscar outro caminho é, na verdade, um sinal de que você continua se escolhendo.

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