Os medos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) "Somático são reais?
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Os medos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) "Somático são reais?
Olá, como vai? Os medos são sentidos como muito reais pela pessoa, pois vêm acompanhados de grande angústia e sensação de urgência. Mesmo que exames e profissionais digam que está tudo bem, o pensamento retorna com força e dúvida. Na perspectiva psicanalítica, o medo tem um significado psíquico que vai além do corpo físico, ligado a conflitos internos e à dificuldade de simbolizar o afeto. Por isso, o sofrimento é verdadeiro e merece acolhimento, não julgamento. Caso o medo esteja paralisando a rotina, o CAPS pode ser um lugar de cuidado. Espero ter ajudado, fico à disposição!
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Olá, tudo bem?
Essa é uma pergunta muito importante — e bastante comum entre quem vive o que chamamos de TOC somático, ou hipocondríaco. Quando falamos em “medos reais”, precisamos distinguir duas coisas: a realidade da sensação e a realidade da ameaça. No TOC somático, o medo é real no corpo — ele é sentido de verdade, com sintomas físicos, pensamentos insistentes e ansiedade que parecem incontroláveis. O cérebro ativa os mesmos circuitos envolvidos em situações de perigo real, especialmente regiões ligadas à vigilância e à detecção de ameaça. Ou seja, o corpo realmente reage como se algo estivesse errado.
O que acontece é que o cérebro, tentando proteger você, interpreta sinais neutros do corpo como se fossem ameaçadores. Um batimento diferente, uma sensação na pele, uma tensão muscular… tudo isso pode ser entendido como um alerta de algo grave. O problema é que esse “sistema de alarme” acaba ficando hipersensível — e, com o tempo, o medo passa a se alimentar da própria tentativa de ter certeza de que está tudo bem. É como se quanto mais você tentasse controlar ou entender o que sente, mais a mente dissesse: “tem algo errado aí, presta atenção!”.
Vale refletir: o quanto você sente que o medo controla o seu dia a dia? Há momentos em que ele parece se acalmar quando você se distrai ou está emocionalmente envolvido com outra coisa? E como seria se, em vez de lutar contra as sensações, você apenas as observasse por alguns instantes, sem tentar provar que estão certas ou erradas? Essas são perguntas que ajudam a entender o funcionamento do ciclo obsessivo.
O medo, portanto, é real na experiência, mas nem sempre verdadeiro na ameaça. Na terapia, o trabalho é justamente ajudar o cérebro a reaprender o que é um “alarme falso” e a reconectar-se com a confiança no próprio corpo — algo que, com o tempo e as técnicas certas, é possível alcançar.
Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta muito importante — e bastante comum entre quem vive o que chamamos de TOC somático, ou hipocondríaco. Quando falamos em “medos reais”, precisamos distinguir duas coisas: a realidade da sensação e a realidade da ameaça. No TOC somático, o medo é real no corpo — ele é sentido de verdade, com sintomas físicos, pensamentos insistentes e ansiedade que parecem incontroláveis. O cérebro ativa os mesmos circuitos envolvidos em situações de perigo real, especialmente regiões ligadas à vigilância e à detecção de ameaça. Ou seja, o corpo realmente reage como se algo estivesse errado.
O que acontece é que o cérebro, tentando proteger você, interpreta sinais neutros do corpo como se fossem ameaçadores. Um batimento diferente, uma sensação na pele, uma tensão muscular… tudo isso pode ser entendido como um alerta de algo grave. O problema é que esse “sistema de alarme” acaba ficando hipersensível — e, com o tempo, o medo passa a se alimentar da própria tentativa de ter certeza de que está tudo bem. É como se quanto mais você tentasse controlar ou entender o que sente, mais a mente dissesse: “tem algo errado aí, presta atenção!”.
Vale refletir: o quanto você sente que o medo controla o seu dia a dia? Há momentos em que ele parece se acalmar quando você se distrai ou está emocionalmente envolvido com outra coisa? E como seria se, em vez de lutar contra as sensações, você apenas as observasse por alguns instantes, sem tentar provar que estão certas ou erradas? Essas são perguntas que ajudam a entender o funcionamento do ciclo obsessivo.
O medo, portanto, é real na experiência, mas nem sempre verdadeiro na ameaça. Na terapia, o trabalho é justamente ajudar o cérebro a reaprender o que é um “alarme falso” e a reconectar-se com a confiança no próprio corpo — algo que, com o tempo e as técnicas certas, é possível alcançar.
Caso precise, estou à disposição.
No TOC somático, os medos parecem extremamente reais para o paciente, mas não correspondem a um risco real ou a uma condição médica concreta. O cérebro interpreta sensações corporais comuns como ameaças graves, gerando hipervigilância, checagens e ansiedade intensa. Trata-se de um erro de interpretação, não de um perigo verdadeiro. O medo é genuinamente sentido, mas é fruto do transtorno, assim como no TOC de contaminação ou moral. Com tratamento adequado (EX/RP e, em alguns casos, medicação), esses medos tendem a reduzir significativamente.
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