Quais são os traços de personalidade borderline com traços narcisistas?
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Quais são os traços de personalidade borderline com traços narcisistas?
Olá, tudo bem?
Essa pergunta toca em uma sobreposição delicada, mas bastante relevante na clínica: quando características de diferentes estilos emocionais se misturam, como no caso de traços borderline combinados com aspectos narcisistas. É como se duas forças internas conflitantes tentassem, ao mesmo tempo, se proteger da dor e garantir algum tipo de controle ou validação nas relações. E isso pode gerar um sofrimento intenso tanto para quem vive isso por dentro quanto para quem se relaciona por perto.
Em geral, a pessoa pode apresentar oscilações emocionais intensas, medo de abandono, crises de identidade e dificuldade em regular os afetos — o que costuma estar ligado aos traços borderline. Ao mesmo tempo, podem surgir comportamentos marcados por uma necessidade excessiva de admiração, dificuldade de reconhecer o outro como um ser separado, e uma sensibilidade elevada a críticas — traços comuns ao narcisismo. Em alguns momentos, a fragilidade é exposta com intensidade; em outros, aparece uma defesa quase rígida, como uma armadura emocional.
Do ponto de vista da neurociência, o cérebro de uma pessoa com esses traços pode estar em constante estado de hipervigilância afetiva. O sistema límbico — responsável pelas respostas emocionais — tende a se ativar com muita intensidade, enquanto o córtex pré-frontal, que ajuda a regular impulsos e tomar decisões conscientes, pode ficar sobrecarregado. Isso explica por que pequenas frustrações podem desencadear reações desproporcionais ou mudanças bruscas no humor e na percepção de si e dos outros.
Você sente que, às vezes, é tomado por emoções tão fortes que parece perder o controle do que diz ou faz? Ou nota momentos em que alterna entre se sentir profundamente rejeitado(a) e, em outros, com um impulso de se afastar ou se proteger emocionalmente? Em que momentos você sente que precisa provar valor para não se sentir diminuído(a)? Será que existe uma parte sua que está cansada de viver nesses extremos?
Caso precise, estou à disposição.
Essa pergunta toca em uma sobreposição delicada, mas bastante relevante na clínica: quando características de diferentes estilos emocionais se misturam, como no caso de traços borderline combinados com aspectos narcisistas. É como se duas forças internas conflitantes tentassem, ao mesmo tempo, se proteger da dor e garantir algum tipo de controle ou validação nas relações. E isso pode gerar um sofrimento intenso tanto para quem vive isso por dentro quanto para quem se relaciona por perto.
Em geral, a pessoa pode apresentar oscilações emocionais intensas, medo de abandono, crises de identidade e dificuldade em regular os afetos — o que costuma estar ligado aos traços borderline. Ao mesmo tempo, podem surgir comportamentos marcados por uma necessidade excessiva de admiração, dificuldade de reconhecer o outro como um ser separado, e uma sensibilidade elevada a críticas — traços comuns ao narcisismo. Em alguns momentos, a fragilidade é exposta com intensidade; em outros, aparece uma defesa quase rígida, como uma armadura emocional.
Do ponto de vista da neurociência, o cérebro de uma pessoa com esses traços pode estar em constante estado de hipervigilância afetiva. O sistema límbico — responsável pelas respostas emocionais — tende a se ativar com muita intensidade, enquanto o córtex pré-frontal, que ajuda a regular impulsos e tomar decisões conscientes, pode ficar sobrecarregado. Isso explica por que pequenas frustrações podem desencadear reações desproporcionais ou mudanças bruscas no humor e na percepção de si e dos outros.
Você sente que, às vezes, é tomado por emoções tão fortes que parece perder o controle do que diz ou faz? Ou nota momentos em que alterna entre se sentir profundamente rejeitado(a) e, em outros, com um impulso de se afastar ou se proteger emocionalmente? Em que momentos você sente que precisa provar valor para não se sentir diminuído(a)? Será que existe uma parte sua que está cansada de viver nesses extremos?
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Não há traços, a partir de uma perspectiva de "receita de bolo" para definir um transtorno de personalidade. Existem critérios, como no caso do transtorno de personalidade borderline, como o próprio nome evidencia: o sujeito se coloca em situações "limites", "fronteiriças", que podem lhe trazer prejuízos. No entanto, um diagnóstico deve ser acompanhado por um profissional adequado para tal função, ao invés de "rotular" por estereótipos advindos de fontes não confiáveis.
Oi! Essa é uma dúvida muito válida, especialmente porque os traços de personalidade podem se sobrepor e confundir bastante.
Antes de mais nada, é fundamental passar por uma avaliação clínica cuidadosa. Muitos comportamentos que parecem “traços narcisistas” ou “borderline” podem ter origens diferentes, e um diagnóstico só é feito com base em critérios bem definidos, após uma escuta profissional detalhada.
Dito isso, em alguns casos, podem aparecer juntos comportamentos como medo intenso de rejeição, instabilidade emocional (típicos de borderline), junto com atitudes de autoproteção exagerada, dificuldade de empatia ou necessidade de validação (mais próximos do narcisismo). Mas cada pessoa manifesta isso de forma muito única, o mais importante é entender o que está por trás desse sofrimento.
Se quiser conversar sobre isso com mais calma, estou à disposição.
Antes de mais nada, é fundamental passar por uma avaliação clínica cuidadosa. Muitos comportamentos que parecem “traços narcisistas” ou “borderline” podem ter origens diferentes, e um diagnóstico só é feito com base em critérios bem definidos, após uma escuta profissional detalhada.
Dito isso, em alguns casos, podem aparecer juntos comportamentos como medo intenso de rejeição, instabilidade emocional (típicos de borderline), junto com atitudes de autoproteção exagerada, dificuldade de empatia ou necessidade de validação (mais próximos do narcisismo). Mas cada pessoa manifesta isso de forma muito única, o mais importante é entender o que está por trás desse sofrimento.
Se quiser conversar sobre isso com mais calma, estou à disposição.
Uma pessoa com traços borderline e narcisistas costuma ter emoções muito intensas e instáveis, medo de rejeição e abandono (traço borderline), mas também pode demonstrar arrogância, necessidade excessiva de admiração e dificuldade em reconhecer os sentimentos dos outros (traço narcisista). É comum alternar entre se sentir inferior e se sentir superior.
Olá! Responderei essa pergunta sob o viés da psicanálise: O que se chama por aí de narcisismo, traços narcisistas, é muito impreciso. O narcisismo se constitui a partir dos cuidados e do amor que o bebê/criança recebe: Toda essa atenção faz com que a sensação, para o bebê, seja de que ele é o centro do mundo, ou o próprio mundo, sem o bebê precisar fazer nada para isso. Isso se chama narcisismo primário. Ao crescer, a criança percebe que precisa de certas "façanhas" para ser parabenizada, como tirar notas boas, se desenvolver socialmente, ir bem em algum esporte, etc... Há uma perda muito difícil aí, pois a fase de completude entre a criança e o mundo (o mundo do bebê costuma ser a mãe ou cuidador), se perde para sempre. Se tudo correr bem, a criança passa a criar, com base nas referências que ela tem, um "ideal do eu", e busca o que ela considera esse ideal. Também sofre por não conseguir atingi-lo, mas mesmo assim almeja, se movimenta, cresce... O narcisista, chamado assim na internet, seria talvez alguém que não fez muito bem essa passagem para o narcisismo secundário, e continua reivindicando para si amor e atenção, mesmo sem "fazer por onde". Pode se achar merecedor e querer reconhecimento pelo simples fato de "ser", e não de fazer coisas que o tornem amável, reconhecido, admirável, amigável... O Borderline, por si só, já inclui essa dificuldade.
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