Quando a impulsividade é um problema? .

3 respostas
Quando a impulsividade é um problema? .
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
A impulsividade, em si, faz parte da vida psíquica: todos nós, em algum momento, agimos sem pensar muito. Ela pode ser um recurso criativo, ligado ao desejo e à espontaneidade. No entanto, torna-se um problema quando passa a dominar a pessoa, levando-a a repetir situações que causam sofrimento a si mesma ou aos outros; seja em relações, no trabalho, na vida afetiva ou mesmo na saúde.

Na escuta psicanalítica, mais do que “eliminar” a impulsividade, interessa compreender de onde ela fala no sujeito: o que esse ato imediato tenta expressar ou evitar? Muitas vezes, a impulsividade revela algo do inconsciente, uma urgência que não encontrou ainda espaço para ser simbolizada em palavras.

Por isso, o tratamento não é apenas sobre “controlar” os impulsos, mas sobre abrir um caminho para que o sujeito possa se reconhecer neles e construir outras formas de lidar com o que o atravessa.

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A impulsividade se torna um problema quando começa a gerar prejuízos para a qualidade de vida, afetando relacionamentos, trabalho, saúde ou decisões importantes.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A impulsividade vira um problema quando ela deixa de ser uma “resposta pontual” e começa a virar um padrão que te custa caro, mesmo que por alguns segundos pareça aliviar. Não é sobre agir rápido de vez em quando; é sobre agir no impulso com frequência e depois lidar com prejuízos, arrependimento, culpa, conflitos ou sensação de perda de controle.

Um sinal bem claro é o impacto: você tem se metido em discussões que poderiam ser evitadas, tomado decisões que pioram sua vida no médio prazo, gastado dinheiro de forma que te atrapalha, feito escolhas que colocam sua segurança em risco ou prejudicam seus relacionamentos? Outro ponto é a repetição do ciclo: emoção sobe, vem uma urgência, você faz algo para aliviar, sente alívio curto e depois vem o “estrago” emocional ou prático.

Também vale observar o contexto: a impulsividade aparece mais quando você está ansioso(a), irritado(a), frustrado(a), com sensação de rejeição, vazio, tédio ou cansaço? É como se a mente tentasse apagar um incêndio com um balde de gasolina: resolve por um instante, mas piora o cenário depois. E quando você tenta pausar, você consegue ou parece que o corpo já foi sozinho?

Em terapia, a gente costuma mapear gatilhos, emoções e pensamentos que antecedem o impulso, além de treinar estratégias para ganhar alguns segundos de escolha antes da ação. Se quiser, me diga em quais áreas isso mais te atrapalha hoje e com que tipo de impulso você mais sofre, porque isso muda bastante o caminho do trabalho. Caso precise, estou à disposição.

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