Quero conversar com as pessoas e ficar em lugares cheios, porém não consigo. bate uma tristeza depoi

8 respostas
Quero conversar com as pessoas e ficar em lugares cheios, porém não consigo. bate uma tristeza depois de não conseguir. Estou me sentindo bem sozinho, será que eu estou com fobia social ou depressão?
É muito importante que você tenha conseguido nomear e compartilhar esses sentimentos. Isso já é um grande passo no processo terapêutico.
O que você está vivenciando pode, sim, estar relacionado a aspectos da ansiedade social — como o medo de se expor ou se sentir julgado — mas também pode ter relação com sintomas depressivos, especialmente quando há esse sentimento de tristeza e solidão após as situações.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, nós buscamos compreender como seus pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados. Por exemplo, pode ser que você tenha pensamentos automáticos do tipo 'as pessoas vão me julgar', 'vou travar na conversa', e isso leve ao evitamento social — o que, por sua vez, reforça o sentimento de frustração e solidão depois.

O nosso trabalho será identificar esses padrões, entender suas origens e, pouco a pouco, trabalhar juntos em estratégias para mudar essa percepção, desafiar esses pensamentos e construir respostas mais funcionais.

Você não está sozinho nesse processo. Podemos caminhar juntos para que esses momentos de contato social passem a ser menos ameaçadores e mais significativos para você."

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Podem haver vários fatores que levaram uma situação semelhante. Por exemplo, se em algum relacionamento houve uma quebra de confiança, um abuso, desprezo, etc., isso pode inibir novas iniciativas de tentar fazer outros relacionamentos, mas isso não é uma regra, pois depende de muitas outras coisas. Se esses eventos de solidão, tristeza, tem sido frequentes, vale apenas buscar por um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para te ajudar a entender o que está acontecendo e elaborar o que for necessário.
Olá! Entendo como pode ser difícil querer estar perto das pessoas e, ao mesmo tempo, sentir que algo te impede. Nem sempre isso significa um diagnóstico como depressão ou fobia social, mas de um momento em que se torna difícil se relacionar com o mundo e com os outros do modo que você gostaria. Na Psicologia Existencial, entendemos que esses sentimentos de solidão e bloqueio podem expressar uma tentativa de lidar com algo mais profundo, como o medo de não ser aceito, a autocrítica, ou até um período de afastamento de si mesmo e do que faz sentido na vida. Buscar um acompanhamento psicológico pode te ajudar a compreender melhor o que tem acontecido, dar sentido a essas experiências e encontrar caminhos possíveis para se relacionar com os outros.
 Rafael Ronque
Psicólogo
Foz do Iguaçu
Olá! Quando você diz sentir vontade de se aproximar das pessoas, mas algo te impede e depois vem a tristeza e a solidão. Isso não significa necessariamente que você tenha uma fobia social ou depressão, embora possam existir traços de ambos.

Fobia social é quando o medo de ser julgado, rejeitado ou se expor é tão forte que leva à evitação constante de situações sociais. Nesse caso, a ansiedade aparece antes e durante o contato com os outros.

Depressão envolve uma tristeza persistente, sensação de vazio, falta de energia e perda do prazer, mesmo em coisas que antes traziam alegria.

Para se ter uma certeza maior de que há a existência de uma fobia social ou depressão é importante buscar um profissional, ele pode ajudar a entender qual o núcleo do problema.

Digo isso porque existe a possibilidade de você não ter nada do que descrevi acima e, na verdade, o que você sente é um sinal de que algo em você quer se desenvolver ou é um alerta de que você tem alguma necessidade que precisa ser acolhida, escutada e satisfeita.
Olá!

Realmente fobia social ou depressão são diagnósticos que podem apresentar esse funcionamento que você citou. Mas é necessário avaliar várias outros pontos pra ter uma conclusão. É possível que não seja necessariamente um diagnóstico de alguma patologia específica, mas sim algum desajuste momentâneo.

Algo importante é tentar entender quais são as sensações que você tem ao ficar em lugares cheios e ao tentar conversar com pessoas. Que sensações físicas, emoções e pensamentos você tem? Prestar atenção nisso pode te ajudar no diálogo com um profissional quando ele for te avaliar, o que é o mais indicado.

Talvez um bom começo seria tentar interagir com pessoas em situações que não sejam de lugares cheios ou que te pareçam um pouco menos ameaçadoras. Isso pode ir te ajudando a criar repertórios positivos e ir te fortalecendo aos poucos pra tentar outras investidas.

Sem dúvidas um profissional pra olhar especificamente pro seu momento e pra sua história de vida vai fazer toda a diferença e te trazer mais tranquilidade quanto a essas questões de socialização.

Tudo de bom pra você!
É muito positivo que você tenha o desejo de se conectar com outras pessoas e estar em lugares cheios — esses momentos podem trazer bons momentos para você.
Pelas informações que trouxe, não é possível afirmar com precisão se se trata de fobia social, depressão ou outro quadro. O mais importante, neste momento, é olhar para o que está te trazendo sofrimento — como o desejo de socializar, mas sentir-se travado, a tristeza depois disso e o sentimento de solidão.
Recomendo que busque um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), para te ajudar a compreender melhor essas dificuldades e desenvolver estratégias para enfrentá-las.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
O que você descreve parece revelar uma tensão importante entre desejo e limitação, algo que a psicanálise observa com atenção. Existe, claro, o desejo de se relacionar, de participar, de estar em lugares cheios e conversar com pessoas, alguns sinais de que o contato com o outro é importante para você. Por outro, surge um impedimento: a dificuldade de agir conforme esse desejo, seguida de tristeza e frustração. Esse conflito entre querer e não conseguir é um material clínico valioso, porque pode apontar para como o sujeito se posiciona diante do mundo e de suas próprias ansiedades.
Do ponto de vista psicanalítico, o que se sente pode ser entendido como uma defesa psíquica contra o excesso de exposição ou do contato social percebido como ameaçador. A tristeza após a frustração revela que o desejo de conexão existe, mas há resistências internas, medos ou inseguranças que dificultam a ação. Não é apenas uma questão de “fobia social” ou de “depressão” enquanto diagnósticos formais, mas de como o sujeito organiza seu laço, o medo de julgamento e a regulação da própria presença social.
É importante notar que sentir-se bem sozinho não contradiz a dificuldade de se relacionar; muitas vezes, o isolamento oferece um espaço seguro, onde o sujeito consegue sustentar sua integridade psíquica sem enfrentar a ansiedade que o contato social provoca. A psicanálise vê isso não como falha, mas como estratégia de autoproteção que merece ser compreendida e trabalhada, não reprimida.
Buscar a escuta de um psicólogo ou psicanalista pode ajudar a entender melhor esses conflitos: explorar o que há de medo, de expectativa e de desejo no contato social, identificar padrões de frustração e, gradualmente, encontrar formas de presença que respeitem seu ritmo, sem sofrimento excessivo. O trabalho clínico não visa forçar socialização, mas possibilitar que você compreenda e transforme a relação com o mundo e consigo mesmo, tornando os encontros mais possíveis e menos dolorosos.
Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Oi, tudo bem?
O que você descreve é algo que muitas pessoas vivenciam. O desejo de se aproximar dos outros e participar de situações sociais, mas sentir um bloqueio quando chega o momento. Depois, vem a frustração e a tristeza por não ter conseguido agir como gostaria.
Essas dificuldades podem ter diferentes origens. Às vezes estão relacionadas a experiências sociais difíceis desagradáveis no passado, a padrões de evitação que se fortaleceram ao longo do tempo ou até a questões mais complexas.
Só uma avaliação cuidadosa com um profissional pode determinar se se trata de uma fobia social, de um quadro depressivo ou de outra questão. Cada pessoa tem uma história e um contexto que precisam ser considerados.
Espero ter te ajudado!

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