Se eu contar para a psiquiatra que estou praticando auto mutilação, ela pode ou deve contar aos meus

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Se eu contar para a psiquiatra que estou praticando auto mutilação, ela pode ou deve contar aos meus pais? Mesmo que eu peça para que não faça isso pois minha situação e as coisas em casa só pioraria?

Ps: já sou maior de idade, tenho 18 anos e não frequento psiquiatra.
Se seu comportament não implicar risco de vida imediatos ou lesões graves, em princípio deve ser mantido em sigilo, se for seu desejo. Este tipo de comportamento pode ter muitas causas: há pessoas que, em episódios depressivos sentem um breve e leve alívio, quando se mutilam, pois o estímulo doloroso físico pode diminuir a "dor" mental. Há situações, também, em que é uma forma desadaptativa de se comunicar com seu meio. Isto precisa ser analisado caso a caso, para se indicar o melhor tratamento. Independente da obrigação do psiquiatra de manter sob sigilo as informações, o fato de não querer que seus pais saibam, por si só sugere um problema de comunicação. Pois, quando a relação é boa, espera-se que os filhos/as filhas tenham real interesse em contar aos seus pais sobre seu sofrimento e seus comportamentos problemáticos. Assim, outra questão que precisa ser investigada, é o que leva você a querer esconder dos seus pais este problema.

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Prof. Theodor Lowenkron
Psiquiatra, Psicanalista
Rio de Janeiro
Um psiquiatra deve mante o sigilo do tratamento realizado. Apenas um condição deve ser comunicado para os familiares mais próximos na vigência de ideação suicida. Vale a pena procurar um psiquiatra. Abraço
Dra. Daniele  Costa Rachid Lacerda
Psiquiatra, Especialista em clínica médica
Belo Horizonte
Sendo você maior de idade, a regra é que o atendimento psiquiátrico é sigiloso. A médica não deve comunicar seus pais sem seu consentimento, pois o sigilo profissional é um princípio ético fundamental.

Entretanto, há exceções quando existe risco iminente à sua integridade ou à vida, como em situações de alto risco de suicídio ou dano grave. Nesses casos, o profissional pode precisar envolver familiares ou rede de apoio para garantir sua segurança.

No geral, quando há automutilação sem risco imediato de morte, a conduta costuma ser conversar com você, avaliar gravidade, frequência e risco, e construir um plano de cuidado conjunto. Muitos psiquiatras priorizam manter a confiança e o vínculo terapêutico.

É importante que você busque ajuda; a automutilação é um sinal de sofrimento que merece acolhimento, não punição. Se estiver em risco imediato, procure um serviço de emergência.

Caso deseje agendar uma consulta, estarei disponível para te ajudar.

Atenciosamente,
Dra. Daniele Lacerda

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