Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva

13 respostas
Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
(Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Na perspectiva psicanalítica, o sonho é uma via privilegiada de expressão do inconsciente. Quando as emoções vividas no sonho ultrapassam o limiar do simbólico e se tornam ações físicas, podemos supor que há conteúdos internos muito carregados de afeto, talvez raiva, medo, culpa ou angústia, que não encontram um espaço de representação adequada na vida desperta. O corpo, então, entra em cena como porta-voz desses conteúdos.
Por isso, não se tratam apenas de “sonhos ruins”, mas de experiências psíquicas que pedem escuta.
No campo da psicanálise, o trabalho é o de permitir que esse “corpo que fala” encontre palavras, compreender o que ele está tentando expressar, o que há de não-dito que retorna nos sonhos e nos gestos involuntários. O processo analítico pode ajudar a nomear essas forças através da fala, das palavras, interpretações, que são inconscientes, reduzindo a necessidade de que o corpo as manifeste de modo tão intenso.
Em conclusão, permitir que o inconsciente, que hoje se expressa em gritos noturnos, possa falar na sessão, com escuta e elaboração. É nesse espaço entre o corpo e a palavra que a saúde mental encontra sua verdadeira possibilidade de equilíbrio.
Espero ter ajudado em algo e sigo à disposição.

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Muitas vezes situações difíceis que passamos acabam aparecendo nos sonhos em forma de pesadelos. Muitas questões da infância e adolescência com muita carga emocional podem prejudicar tanto os nossos sonhos com nosso dia dia, seja repetindo com outros o que passamos, seja evitando relacionamentos, seja se conformando com a situação em sofrimento. Para essas situações, um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode lhe ajudar.
A terapia pode ajudar nesse processo, oferecendo um espaço seguro para você falar sobre esses sonhos, sobre o que sente e também sobre essas reações durante o sono. A partir das falas nas sessões, é possível compreender melhor o que pode estar por trás dessas manifestações e buscar formas mais saudáveis de lidar com o que vem acontecendo.
O que você descreve pode estar relacionado a distúrbios do sono, como movimentos involuntários durante sonhos intensos.
O ideal é procurar um neurologista ou médico do sono para uma avaliação e, paralelamente, um psicólogo clínico para trabalhar possíveis causas emocionais, como estresse ou ansiedade. A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) e o EMDR podem te ajudar nesse processo.
Esses episódios são involuntários e têm tratamento buscar ajuda é o primeiro passo para cuidar do seu sono e do seu bem-estar.
Dr. Pedro Dalla Zanello
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, os sonhos manifestam aquilo que está reprimido em nosso inconsciente e que não puderam ser expressos durante a vigília: impulsos agressivos, sexuais, emoções e ideias reprimidas. Ou seja, os sonhos funcionam como uma válvula de escape daquilo que precisamos ''segurar'' durante a vida cotidiana - isso fica guardado no inconsciente gerando pressão, e consegue uma via de escoamento através dos sonhos. Seria importante trazer esses conteúdos do inconsciente para a consciência, pois tudo que é inconsciente ganha força sobre nós. Até!
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, os sonhos que contém conteúdos importantes advindos do nosso inconsciente. Então neste caso você já faz um tempo que você tem sonhos tão insistentes e perturbadores, onde cada que procuram um processo de psicanálise para te ajudar a entender que conteúdo é esse. Eu coloco à disposição!
Olá, tudo bem paciente? Como vai hoje? Apesar de involuntários, certas técnicas da terapia cognitiva comportamental ajudam com pesadelos. A reescrita dos sonhos alinhada com técnicas de sonhos lúcidos pode alterar o curso tais episódios. Caso precise de ajuda, posso te auxiliar com tais técnicas. É só entrar em contato comigo. Te desejo boa sorte em sua jornada!
Oi! Como você está hoje?

Percebo quanto isso tem sido invasivo e desgastante para você. Quando o corpo reage assim durante o sono, muitas vezes está dando forma a tensões que não encontram espaço durante o seus dias, enquanto está consciente. Pode-se dizer que seu organismo físico é uma extensão da sua psique (mente). Aquilo que aparece a ela em sonho (na maioria das vezes em linguagem simbólica, através de imagens e signos aparentemente sem muito sentido), precisa ser compreendido com tempo e profundidade, para que você dê a si mesma a chance de enfrentar suas questões de forma mais compreensiva e sustentável.
De fato, não é algo que você esteja escolhendo fazer, e isso é importante de ser dito, mas tendo em vista a maneira mais "agressiva", por assim dizer, que seu corpo tem reagido a esses estímulos, é possível estimar a dimensão desse conflito que deve estar te consumindo internamente. Imagino, assim, o quão logo queira ser ver livre desse sofrimento.

Podemos trabalhar essas emoções com cuidado na terapia, e também pensar juntos na necessidade de uma avaliação médica para te oferecer mais segurança e alívio.

Espero que possa encontrar uma forma segura de manifestar essas angústias e que saiba também acolhê-las, quando surgirem.
Um abraço.
 Thais Melo Oliveira
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá,

É importante dizer, antes de tudo, que você não está fazendo isso de propósito e que muitas pessoas vivenciam episódios de sono com movimentos involuntários, especialmente quando há sonhos intensos ou carregados de emoção.

O sono não é um estado totalmente “desligado”. Em algumas fases, o corpo pode reagir ao que está sendo sonhado, principalmente quando há estresse, ansiedade, cansaço extremo ou conflitos emocionais. Morder a língua, se arranhar ou se mover bruscamente pode estar relacionado a isso.

Como isso já está te prejudicando e afetando seu marido, o mais importante agora é não lidar com isso sozinha. Procurar um médico (como um clínico ou neurologista) e um psicólogo pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo tanto do ponto de vista do sono quanto do emocional. Existem tratamentos e estratégias que podem reduzir muito esses episódios. Espero ter ajudado!
Entendo como isso deve ser difícil e até constrangedor pra você, ainda mais por acontecer sem intenção e acabar afetando quem dorme ao seu lado. Quero te dizer algo importante: isso não te define e não significa que você seja agressiva. Pelo que você descreve, são reações involuntárias, como se o corpo estivesse tentando descarregar algo enquanto você dorme. Sonhos muito intensos, cheios de raiva ou tensão, às vezes fazem o corpo reagir como se estivesse em alerta, mesmo durante o sono. A mente está sonhando, mas o corpo entra em defesa, e por isso surgem chutes, tapas, gritos ou até morder a língua. Muitas vezes isso tem relação com acúmulo emocional, estresse, cansaço ou sentimentos que ficam guardados no dia a dia. Vale observar como você tem se sentido acordada e tentar criar um momento mais calmo antes de dormir, sem tantos estímulos. Também é importante pensar em formas de se proteger e proteger quem está ao seu lado enquanto isso não se organiza, sem culpa ou julgamento. Pelo impacto que isso já está tendo na sua vida, é algo que pode e merece cuidado. Conversar sobre esses sonhos, entender o que eles estão comunicando e aprender a lidar com essas emoções faz muita diferença. Você não precisa enfrentar isso sozinha, seu corpo não está te atrapalhando, ele está pedindo atenção e acolhimento.
olá! O que você descreve parece ir além de um 'sonho ruim' convencional e merece uma investigação cuidadosa. Tecnicamente, quando o conteúdo agressivo do sonho é acompanhado de movimentos físicos, como debater-se, bater em quem está ao lado ou morder a língua —, podemos estar diante do que chamamos de um transtorno do sono.
​Normalmente, durante os sonhos, nosso corpo entra em um estado de atonia muscular (uma espécie de paralisia temporária) justamente para evitar que 'atuemos' o que estamos sonhando. Quando essa barreira falha, o sonho invade a realidade física.
​Do ponto de vista psicológico e neurológico, é importante observar três pontos:
​Atuando a Angústia: Na psicanálise, entendemos que o sonho é uma tentativa de elaborar conteúdos psíquicos. Se o corpo precisa se mover de forma violenta, isso indica que a carga de angústia ou agressividade reprimida está transbordando a capacidade de simbolização da mente.
​Segurança do Sono: Morder a língua e atingir o parceiro(a) são sinais de alerta. É fundamental avaliar se há fatores externos aumentando esse estresse (como privação de sono ou altos níveis de ansiedade vígil).
​Abordagem Multidisciplinar: O ideal é buscar um psicólogo para entender o conteúdo dessas agressões simbólicas e, simultaneamente, realizar uma Polissonografia com um especialista em Medicina do Sono para descartar questões orgânicas.
O que você descreve pode estar relacionado a alterações no sono, como episódios de movimentação intensa durante os sonhos ou outros distúrbios do sono. Quando isso começa a causar sofrimento ou risco de machucar a si mesma ou a quem dorme ao lado, é importante investigar com mais atenção.

Uma avaliação médica, especialmente com um neurologista ou especialista em medicina do sono, pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo. Paralelamente, observar fatores como estresse, ansiedade e qualidade do sono também é importante, pois questões emocionais podem influenciar a forma como dormimos e sonhamos.

Buscar ajuda profissional pode trazer mais clareza e caminhos de tratamento para que seu sono volte a ser mais tranquilo.
Sugiro buscar uma avaliação médica, para descartar distúrbios do sono e avaliação psicológica para avaliar se as questões emocionais possam estar interferindo no seu dia a dia.

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