Tenho muito medo de me posicionar, principalmente no ambiente de trabalho, fico tão nervosa quando p

18 respostas
Tenho muito medo de me posicionar, principalmente no ambiente de trabalho, fico tão nervosa quando preciso falar alguma coisa para as minhas chefes, ou quando não posso fazer alguma coisa, eu começo a tremer e sinto que meus batimentos aceleram, e geralmente não consigo falar o que penso, também costumo me arrepender das coisas que falo ou da maneira como falo, me sinto insegura, e sempre penso em não ser boa o suficiente, de ser demitida, ou de ter que lidar com alguém me tratando de forma diferente por esse motivo, prefiro que os outros decidam por mim, e acabo aceitando mas depois me sinto mal, tenho TOC e tomo medicação a mais de 10 anos
É totalmente compreensível que você se sinta desgastada e insegura diante dessas situações: quando o corpo treme, o coração acelera e a mente dispara cenários de crítica, rejeição ou demissão, isso não significa fraqueza, mas sim que você vem enfrentando, há muito tempo, um nível de ansiedade que ultrapassa o limite do tolerável, especialmente para quem já convive com TOC; e é justamente por isso que o acompanhamento psicológico pode fazer uma diferença profunda e libertadora: na psicoterapia, trabalhamos de forma técnica, acolhedora e segura para identificar esses padrões de antecipação catastrófica, reforçar habilidades de enfrentamento, fortalecer sua autoconfiança e ajudá-la a se posicionar com mais tranquilidade, passo a passo, no seu ritmo, sem julgamentos; você não precisa enfrentar tudo isso sozinha, e o processo terapêutico existe justamente para oferecer compreensão, ferramentas e um espaço ético e protegido onde você possa recuperar o senso de capacidade, de escolha e de merecimento que a ansiedade vem tentando tirar de você. Conte com meu apoio nesta jornada de descobrimentos e mudanças!

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 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Seria bem interessante procurar um psicólogo para começar uma terapia, a medicação por si só não resolverá o que descreveu, ela provavelmente amenizou alguns sintomas e agiu em cima disso, mas só vai até um certo ponto. Começar uma terapia pode te ajudar a falar e se ouvir de uma maneira que nunca fez antes para que possa falar sobre esse nervosismo de falar algo a uma chefe, sobre o que representa isso para você.
Em terapia, ou análise com algum psicanalista, poderá elaborar melhor as questões em torno desse incômodo de se posicionar, como começou, como se sente, como esse sintoma vem se desenvolvendo e articulando em sua vida e isso, para que possa lidar e superar isso, nesse caso medicamento não é o suficiente, são precisas algumas sessões de terapia.
Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Olá! Sou a Mariane, psicóloga clínica! Li sua pergunta e, primeiramente, gostaria de pontuar a importância da psicoterapia como maneira de te auxiliar em sua comunicação no meio profissional e proporcionar um olhar para você mesma. Assim, é importante ter um espaço acolhedor e empático para que você consiga se sentir bem e, assim, compreender esses pontos que acabam desencadeando sofrimento em sua vida. Espero ter ajudado, fique bem!
quando você prefere que o outro decida por você, parece haver uma compreensão implícita de que o outro sabe mais, de que ele ocupa naturalmente um lugar de autoridade sobre você, mesmo quando não há, de fato, essa hierarquia. Parece que independente do que você escolhe fazer, vocÊ falha (falando se arrepende e não falando também).

Nesse movimento, o outro acaba ganhando um espaço quase superior, como se tivesse mais legitimidade para decidir sobre sua vida e até sobre o que é “adequado”. E, ao mesmo tempo, quando você aceita, se sente mal.
Como foi sendo construído esse modo de se colocar no mundo, onde você parece sempre estar em dívida?
O que faz com que a ideia de se arriscar seja mais apavorante do que o desconforto de viver a partir do desejo do outro?
como seria reconhecer sua própria medida, sua própria possibilidade de estar com os outros sem desaparecer neles?
Essas perguntas não buscam encontrar uma “causa” única, mas abrir espaço para compreender como você tem vivido essa relação consigo mesma e com os outros.

Na terapia, o caminho não é corrigir comportamentos, mas dar voz à sua experiência, compreendê-la na profundidade em que ela acontece. E, pouco a pouco, abrir um espaço onde você possa se encontrar com sua própria maneira de existir, com menos medo e mais sentido.
Pelo que você descreve, essa reação parece estar muito relacionada à ansiedade. O tremor, o coração acelerado, a dificuldade de se posicionar, o medo de desagradar, a insegurança e o arrependimento depois de falar são sinais de que seu corpo e sua mente entram em um estado de alerta muito intenso nessas situações. Isso é comum em quadros de ansiedade e pode se intensificar quando já existe um histórico, como no seu caso com o TOC. Mesmo com a medicação, ainda podem surgir momentos em que a ansiedade se manifesta dessa forma. A terapia pode te ajudar a entender melhor essas reações, a trabalhar sua autoconfiança e a construir formas mais seguras de se posicionar, pouco a pouco e no seu ritmo.
 Thatyana  Vianna
Psicólogo
Campos Dos Goytacazes
Olá!

Entendo que seja difícil lidar com o medo e a insegurança e o quanto isso tem causado sofrimento e atrapalhado a sua vida. Se você não estiver realizando acompanhamento psicológico, iniciar a terapia poderá te ajudar a compreender melhor suas emoções e seus pensamentos e a construir outras maneiras de enfrentar as situações que vêm te causando sofrimento.

Você não precisa passar por isso sozinha. É possível ter melhora com o tratamento. Recomendo para você a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha com a ideia de que nossos pensamentos, comportamentos e emoções estão interligados. A partir da TCC é possível identificar padrões de pensamento que causam sofrimento, entender como os nossos pensamentos influenciam nossas ações e nossas emoções e desenvolver estratégias para modificar os pensamentos, diminuindo o sofrimento.
Esse tipo de situação é comum e a boa notícia é que ela pode ser mudada. O medo de decidir, medo de fazer coisas erradas, medo de falar algo e não ser bem recebido, etc. prejudicam muito a nossa qualidade de vida. Um bom psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar a se fortalecer e conseguir diminuir a insegurança.
Olá, boa tarde.

Uma pena saber que passa por esse tipo de sofrimento. Desejo forças para que consiga lidar com suas questões e se precisar de algo, busque ajuda.

Grande abraço.
O que você descreve : medo intenso de se posicionar, tremores, aceleração cardíaca, insegurança, arrependimento depois, sensação de não ser boa o suficiente, é muito comum em pessoas com ansiedade social, traços de autoexigência elevada e histórico de TOC.
Mesmo tomando medicação, alguns padrões emocionais continuam porque vêm de crenças profundas: medo de desagradar, medo de ser punida por errar, dificuldade de confiar no próprio valor e, muitas vezes, experiências antigas em que se posicionar não era seguro.
A boa notícia é que isso tem tratamento. Na psicoterapia, trabalhamos exatamente esses pontos:
aprender a se posicionar sem culpa,
regular o corpo quando a ansiedade dispara,
fortalecer a autoconfiança,
entender a origem desse medo,
e construir novos padrões de comportamento - mais firmes e mais leves.
Com o processo terapêutico certo, você não só perde o medo de falar, como passa a sentir que tem lugar, voz e valor.
Se quiser começar esse processo e transformar essa insegurança em força, estou aqui pra te ajudar. Isadora Klamt, Psicóloga CRP 07/19322
Olá. É compreensível que você se sinta assim e é muito importante que tenha compartilhado isso. O que você descreve é um ciclo de ansiedade onde o medo de errar paralisa a sua ação, levando você a aceitar decisões dos outros para evitar o conflito, o que gera culpa depois.

O fato de você ter TOC e tomar medicação mostra que já existe um cuidado, mas a dificuldade de se posicionar (assertividade) é uma questão comportamental e cognitiva. A terapia ajudaria você a entender que se posicionar não é perigoso e a diminuir essa autocrítica severa que aparece após as conversas. Não deixe de levar essa questão específica para um psicólogo; com o treino adequado, essa angústia no trabalho pode diminuir drasticamente.
Seria interessante compreender na sua história de vida, como seu comportamento de falar e se expressar podem ser analisados em uma perspectiva funcional.
O que você descreve mostra o quanto essas situações despertam ansiedade e insegurança, e isso costuma acontecer quando a pessoa já chega muito sobrecarregada emocionalmente e passa anos tentando evitar conflitos para não sentir ainda mais desconforto. O medo de não ser boa o suficiente e de ser mal interpretada acaba deixando o corpo em alerta, por isso os tremores, o coração acelerado e a dificuldade de organizar as palavras. Mesmo tomando medicação, esses padrões podem se manter porque são aprendidos ao longo do tempo e precisam ser trabalhados com cuidado na terapia. É possível aprender a se posicionar de forma mais tranquila, entender de onde vem esse medo tão grande e construir segurança aos poucos, sem se cobrar perfeição. Você não está sozinha nisso e buscar apoio pode tornar essas situações menos pesadas e mais manejáveis no dia a dia.
Olá!

A terapia, especialmente a psicanalítica, pode ajudar muito a entender o que está em jogo emocionalmente quando você precisa se posicionar e de onde vem o medo de punição ou rejeição.

Quando esses conflitos começam a ser elaborados, o corpo pode relaxar, o medo pode diminuir e falar deixa de parecer um risco tão grande.

Você não precisa enfrentar isso sozinha, há caminhos para que sua palavra volte a ter espaço.

Fico à disposição caso precise de ajuda.
Olá, tudo bem? Dá pra sentir o quanto isso tem te desgastado, esse medo de se posicionar não é “frescura”, é um padrão que vai se reforçando com ansiedade, insegurança e um histórico emocional que você já carrega há muito tempo.

O que você descreve: tremer, coração acelerado, travar na hora de falar, se arrepender depois, medo constante de ser mal interpretada ou demitida ,é muito comum em pessoas que têm ansiedade social, autocrítica elevada e também em quem convive com TOC há muitos anos. O TOC costuma aumentar a sensação de responsabilidade exagerada e o medo de errar, o que deixa qualquer situação de exposição ainda mais difícil.

Quero te dizer com carinho: isso não significa que você é fraca ou incapaz, significa que seu corpo reage com muito medo a situações em que você precisa se mostrar, e aí a tendência é evitar, se calar ou aceitar tudo só pra não correr riscos. Só que depois vem a culpa e a sensação de injustiça consigo mesma.

O caminho pra melhorar existe, e passa por:
– trabalhar esses pensamentos automáticos (“vou ser demitida”, “não sou boa o suficiente”)
– praticar posicionamentos pequenos e graduais, pra seu corpo aprender que não é perigoso
– técnicas de regulação fisiológica pra diminuir tremor, falta de ar e coração acelerado
– revisar, na terapia, crenças relacionadas a erro, controle e responsabilidade
– ajustar a medicação, se necessário, com o psiquiatra, já que você usa há muitos anos

Você não precisa enfrentar isso sozinha nem carregar esse medo todo. Com acompanhamento certo, você consegue falar de um jeito mais seguro, firme e leve, sem sentir que está em risco o tempo todo.

Espero ter ajudado e pode contar comigo.
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Na psicoterapia, você teria um espaço para compreender melhor como esse medo funciona em você e, a partir disso, construir outras formas de lidar com essas situações.
Acompanhamento psicológico pode te trazer mais clareza, apoio e possibilidades de mudança.
Um abraço.
Olá, tudo bem? A ansiedade é algo que causa prejuízo na vida da pessoa. Quanto maior o prejuízo, maior o nível da ansiedade. Se você está, apesar de ansiosa, fazer suas coisas normalmente, como trabalho, estudo e lazer, talvez sua ansiedade seja leve. Caso já esteja tendo dificuldade moderada em algum destes ambientes, incluindo dificuldade de contornar situações geradas pela ansiedade, pode ser que esteja com ansiedade moderada. Caso não esteja conseguindo estudar, trabalhar e fazer suas atividades rotineiras, possivelmente está com ansiedade grave. No caso da moderada e da grave, é importante consultar tanto com psiquiatra quanto com psicólogo. O TOC pode ser colocado no mesmo nível de gravidade da ansiedade moderada e grave, precisando dos dois profissionais em conjunto. Espero ter ajudado!
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
É compreensível que falar, pedir algo ou se posicionar desperte tamanha angústia, especialmente quando isso toca medos antigos de desaprovação, rejeição ou perda. Os tremores, o coração acelerado e a sensação de “não conseguir dizer o que pensa” revelam um conflito interno profundo: o desejo de se afirmar coexistindo com o temor de desagradar e ser punida por isso.

Na psicanálise, esse sofrimento é compreendido como parte de uma história subjetiva, marcada por experiências que, ao longo da vida, ensinaram você a silenciar para se proteger. A terapia permite que esses padrões — muitas vezes inconscientes — sejam escutados, simbolizados e transformados. É um espaço em que você pode dizer sem medo, explorar suas fantasias de inadequação e entender por que assumir um lugar próprio parece tão arriscado.

E, como você já utiliza medicação há muitos anos, revisar esse tratamento com um psiquiatra pode ser importante, garantindo que ele continue adequado às suas necessidades atuais. A combinação de psicoterapia e acompanhamento médico costuma oferecer o melhor suporte para diminuir a ansiedade, melhorar sua segurança interna e permitir que você se posicione sem tanto sofrimento.
 Luiz Siqueira
Psicólogo
Rio de Janeiro
O que você descreve é muito angustiante e compatível com ansiedade social/de desempenho no trabalho, intensificada pelo TOC. Nessas situações, o corpo entra em modo de ameaça: tremor, coração acelerado, “branco” ao falar, medo de errar ou ser punida, seguido de ruminação. Isso não é fraqueza, é um sistema de alarme hiperativo.

O TOC aumenta a dúvida constante, e a ansiedade leva o cérebro a evitar risco a qualquer custo. Deixar que outros decidam traz alívio imediato, mas depois vem culpa e mal-estar, reforçando o ciclo.

O que pode ajudar:

Treinar micro-posicionamentos com frases curtas (“Preciso verificar”, “Posso responder amanhã?”).

Separar medo de realidade: ansiedade é reação automática, não previsão.

Limitar a ruminação após falar.

Reavaliar o tratamento com psiquiatra e considerar psicoterapia focada em TOC/ansiedade social (TCC-EPR, ACT).

Você não evita se posicionar por escolha, mas porque o corpo entra em pânico — e isso é tratável. Assertividade é habilidade aprendida, não traço fixo. Se quiser, posso ajudar com frases prontas ou um plano de micro-exposições.

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