Transtorno hipercinético tem cura?
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Transtorno hipercinético tem cura?
Como disse o Psicologo Daniel Lirio, antes de pensarmos em patologia e medicamento é preciso gastar tempo para ouvir a criança e entender os seus porquês.
A pratica cotidiana vem mostrando que em grande maioria dos casos vemos que o baixo rendimento escolar e a agitação infantil esta relacionado com situações no ceio da família.
Os medicamentos trarão uma solução para os sintomas aparentes, porém a origem de toda a alteração continuará intacta,
É necessário dar voz a criança e com isso entender a forma como ela esta se colocando no mundo.
A pratica cotidiana vem mostrando que em grande maioria dos casos vemos que o baixo rendimento escolar e a agitação infantil esta relacionado com situações no ceio da família.
Os medicamentos trarão uma solução para os sintomas aparentes, porém a origem de toda a alteração continuará intacta,
É necessário dar voz a criança e com isso entender a forma como ela esta se colocando no mundo.
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Dentro do TDAH o tratamento deve envolver uma abordagem multidisciplinar associando o uso de medicamentos e intervenções psicoeducativas e psicoterapêuticas. Os medicamentos devem obrigatoriamente ser administrados por um médico após o diagnóstico. Na área da psicologia falar em cura para os pais é um erro pq as intervenções podem ajudar no controle da agressividade, modular o comportamento social, ensinar estratégias de solução de problemas, controle da impulsividade e aumento da atenção. A TCC é uma importante terapia nesses casos, ajudando tanto a crianças quanto seus familiares.
Antes de se discutir a cura do TDAH é preciso discutir a forma e frequência com que esse diagnóstico tem sido usado. Quando uma criança apresenta algum problema na escola, é preciso:
1 Compreender a dinâmica familiar. Frequentemente os "segredos", "tabus" ou "não ditos" familiares perturbam a aprendizagem;
2. Avaliar o equilíbrio entre atividades estruturadas e a livres. Crianças repletas de atividades pré-formatadas, como judô, inglês, natação, piano etc., mas sem tempo algum para brincar e experimentar o próprio corpo de maneira livre terão dificuldade de concentração;
3. Avaliar se a cobrança escolar é compatível com a idade ou se decorre de um expectativa muita alta de desempenho;
4. Ouvir a criança para saber se há algo de sua história com a familia, colegas e escola que dificulte o aprendizado;
5. Se esses passos forem seguidos de forma correta, o auxílio psiquiátrico provavelmente não será necessário.
Vejam essa psiquiatra:
www.youtube.com/watch?v=MTFOb2bLjLA
1 Compreender a dinâmica familiar. Frequentemente os "segredos", "tabus" ou "não ditos" familiares perturbam a aprendizagem;
2. Avaliar o equilíbrio entre atividades estruturadas e a livres. Crianças repletas de atividades pré-formatadas, como judô, inglês, natação, piano etc., mas sem tempo algum para brincar e experimentar o próprio corpo de maneira livre terão dificuldade de concentração;
3. Avaliar se a cobrança escolar é compatível com a idade ou se decorre de um expectativa muita alta de desempenho;
4. Ouvir a criança para saber se há algo de sua história com a familia, colegas e escola que dificulte o aprendizado;
5. Se esses passos forem seguidos de forma correta, o auxílio psiquiátrico provavelmente não será necessário.
Vejam essa psiquiatra:
www.youtube.com/watch?v=MTFOb2bLjLA
O transtorno hipercinético do CID 10 hoje conhecido como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade do DSM IV- TR embora não tenha cura, conforme bem esclareceu o colega Hugo Leonardo acima pode ser controlada se seguidas as estratégias descritas pelo colega Daniel Lírio. As estratégias descritas por Daniel Lírio têm sido descritas e utilizadas pela neuropsicologia com promissores resultados na reabilitação cognitiva dos pacientes.
Pela sua pergunta, não sei dizer ao certo se você está preocupado com um diagnóstico que você mesmo(a) recebeu, ou se o diagnóstico é de outra pessoa. De qualquer forma, está claramente querendo saber se é possível "se livrar" desse tal transtorno hipercinético/TDAH/DDA/hiperatividade que tanto se fala por aí.
Concordo com os colegas acima de que há realmente um excesso nesse diagnóstico. Embora haja um certo consenso na comunidade científica em relação ao TDAH e quanto à importância da medicação no seu tratamento, também é verdade que a medicação não cura - a Ritalina e outras drogas só podem manejar os sintomas mas, na falta da medicação, o sintoma volta.
O uso responsável da medicação pode ajudar a pessoa que está lidando com isso a dar conta de suas tarefas imediatas com menos ou nenhum sofrimento. No entanto, um acompanhamento psicológico pode ajudar muito essa pessoa a dar conta do seu sofrimento e a desenvolver estratégias para viver com essa condição sem a medicação.
Concordo com os colegas acima de que há realmente um excesso nesse diagnóstico. Embora haja um certo consenso na comunidade científica em relação ao TDAH e quanto à importância da medicação no seu tratamento, também é verdade que a medicação não cura - a Ritalina e outras drogas só podem manejar os sintomas mas, na falta da medicação, o sintoma volta.
O uso responsável da medicação pode ajudar a pessoa que está lidando com isso a dar conta de suas tarefas imediatas com menos ou nenhum sofrimento. No entanto, um acompanhamento psicológico pode ajudar muito essa pessoa a dar conta do seu sofrimento e a desenvolver estratégias para viver com essa condição sem a medicação.
Concordo com o colega Dr. Marcio Candiani. Infelizmente o preconceito retarda a oportunidade de uma criança ou um adulto ser apoiado convenientemente. É bom nunca esquecer que a falta de tratamento do TDAH favorece ao fracasso escolar, desajustes socio familiares, tendência ao uso e abuso de drogas, comportamento antisocial, fracasso profissional etc. O tratamento é multidisciplinar.
O TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que frequentemente tem os sintomas manifestados na infância e acompanha o indivíduo por toda sua vida. A psicoterapia junto com a medicação acompanhada pelo psiquiatra, traz uma qualidade de vida suficiente, e faz com que o paciente tenha uma rotina de trabalho, e vida social satisfatória.
Diria que pode haver cura desde que haja tratamento medicamentoso e psicológico especializado.
Infelizmente vivemos um período em que a ética entre profissionais de diversas áreas do saber anda meio enfraquecida. Em primeiro lugar, como chegaram a este diagnóstico? Respondendo a um pedido da escola que não sabia como agir com a criança? Ou por um médico próximo à família? Muitas vezes também este diagnóstico escamoteia outros conflitos vivenciados pela criança, recaindo sobre ela todo o peso de ela ter apresentado sintomas.
Um acompanhamento por um psicanalista que atenda a criança e sua família podem dar melhores resultados do que um controle eterno de um transtorno sem cura.
Boa sorte!
Um acompanhamento por um psicanalista que atenda a criança e sua família podem dar melhores resultados do que um controle eterno de um transtorno sem cura.
Boa sorte!
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