Uma pessoa que é muito carinhosa mas diz que se sente incapaz de amar, de se relacionar, e ter apego
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Uma pessoa que é muito carinhosa mas diz que se sente incapaz de amar, de se relacionar, e ter apego com a família. Vive trabalhando, e quando esta em casa fica sozinha com a casa toda fechada. Mas é uma pessoa que todos gostam e admiram. Pode ser sintomas de algum problema psicológico?
O fator mais importante para delimitar se é um problema psicológico ou não é se isso traz alguma forma de sofrimento ou prejuízo para a pessoa. Se ela sofrer por ser assim ou tiver problemas nas grandes esferas da vida (trabalho, estudos, família, vida conjugal, etc) é sinal de que há alguma forma de transtorno mental. Caso contrário pode se tratar de uma variação da normalidade, mas não transtorno.
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Olá. Penso ser importante avaliar esses comportamentos da pessoa dentro do contexto de vida da mesma. Se isso traz ou não limitações importantes para o desenvolvimento individual, social, profissional da mesma. Assim, seria benéfico buscar ajuda terapêutica/terapia para poder com o olhar conjunto avaliar esses aspectos. A disposição.
Olá, pode ser um tipo de personalidade, pois existem pessoas extrovertidas (falam mais, são expansivas e pouco reclusas) e outras introvertidas (mais recatadas, gostam de ficar sozinhas, se concentram mais) e ambos são saudáveis, tem níveis entre si e não quer dizer que a pessoa seja tímida ou não. O mais importante é saber se a pessoa se sente mal com isto ou com as consequências disto, e se este for o caso, uma psicoterapia que compreenda a ideia de que introversão não é algo negativo pode auxiliar a pessoa a lidar melhor com os outros e compreender que todos são diferentes, aprendendo a respeitar. Caso tenha mais dúvidas, estou à disposição.
Alguém carinhoso que se diz "incapaz de amar", pode ter tido uma desilusão amorosa. Isso denota um sofrimento que pode ser trabalhado em um atendimento clínico, mas não caracteriza um problema grave a princípio. E se essa pessoa está sempre trabalhando, o fato de ficar em casa fechado quando não está também não consiste necessariamente num sintoma patológico.
Agora, se a própria pessoa, sente além disso uma angústia maior, e tem seu funcionamento prejudicado por limitações maiores, impedindo cumprir tarefas, afetando sua rotina, e se esse sofrimento não for suportável, é melhor investigar. Nesse caso, só uma avaliação mais a fundo.
Mas o mesmo tem querer procurar e aceitar ajuda.
Agora, se a própria pessoa, sente além disso uma angústia maior, e tem seu funcionamento prejudicado por limitações maiores, impedindo cumprir tarefas, afetando sua rotina, e se esse sofrimento não for suportável, é melhor investigar. Nesse caso, só uma avaliação mais a fundo.
Mas o mesmo tem querer procurar e aceitar ajuda.
A palavra chave do que relatou pode ser que seja: APEGO. Cada pessoa cresce em uma família com dinâmica familiar muito própria. Em alguns casos, por "n" motivos, os pais podem ser mais distanciados emocionalmente, com poucas demonstração de carinho e afeto, poucas palavras calorosas e de incentivo, ou eventualmente, até ambientes hostis e violentos, etc. A criança internaliza essa forma de se relacionar, pq esteve imersa nesse contexto durante muitos anos (aprende-se por osmose quase). Quando fica adulto pode manter esse padrão e ter dificuldades de criar intimidade. Uma outra pessoa pode ter tido um contexto familiar oposto, com pais calorosos, sempre presentes, preocupados, afetuosos e carinhosos - por conta disso espera-se que todo mundo seja mais ou menos assim. Mas cada um tem uma história que lhe é muito própria e isso influenciará a forma como age e espera que os outros ajam. Para descobrir essas coisas a terapia ajuda bastante!
O atendimento psicanalítico trata o mal-estar e o sofrimento em sua condição singular.
É uma forma de abordagem do humano tem particularidades e método clínico. A clínica psicanalítica é um conjunto de procedimentos exige diagnostica (sintoma), semiologia (signos) e etiologia (causa)
Contemporaneamente nos definimos e nos percebermos, e através de ideais e construções sócio -históricas, categorizadas, e muitas vezes, de forma objectificável, imposta, repetida e também transmitida de forma desapercebida, mas não sem consequências.
Catalogação patologizante de sinais, sintomas e distúrbios (TOC, depressão, ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade, estresse pós-traumático, somatização etc.) Faixa etária, fases da vida, gerações (criança, adultescente, terceira idade, y, x, boomers, nem-nens, millennials etc.); cor de pele, raça, etnia; anatomia, identidade de gênero, orientação afetiva (cis, trans, hétero, homo etc.); papéis familiares, profissionais e culturais (casais, pais, separados, mães, filhos, gestantes, puérperas, adotados, empresários, aposentados, desempregados etc.) ; diagnósticos biofísicos, intelectuais, comportamentais.
Essas categorizações falham ao não levar em conta a particularidade da vivência pessoal diante dos acontecimentos da vida.
Todavia, cada termo possui um conjunto de características próprias que o qualifica e nos identifica, constitui-nos, dão-nos lugar. O que torna possível definir previamente o público a quem se destina nossos serviços, e delimitar assim especializações psicoterapêuticas e especificações para a efetivação de políticas públicas e outros fins.
Lembrando, a psicanálise privilegia o encontro, no um a um e a cada sessão de análise. Sem a necessidade de ter um nome, uma descrição para legitimar, acolher e tratar o sofrimento. Leva em conta as narrativas de cada sujeito, sem medidas normatizadas as quais se adequar.
Atendimento a pacientes com: Depressão; Estresse; Ansiedades; isolamento; dificuldades de relacionamento; medos; fobias; síndrome do pânico; transtorno afetivo bipolar; transtorno obsessivo-compulsivo; transtornos alimentares, entre outros diagnósticos descritos pelo CID 10 – Classificação Estatística Internacional de Doenças. Levando em conta uma experiência de cura , calcada em uma confrontação com a verdade do sujeito, que não se define apenas pelo comportamento objetificável, mas pela relação que o sujeito estabelece com aquilo.
O sintoma tem relação com nossa vida, nossa família e nossa cultura. Respeitar o sintoma até que o sujeito não precise mais disso, e possa estar com o outro e reconhecer seu desejo de outra maneira
É uma forma de abordagem do humano tem particularidades e método clínico. A clínica psicanalítica é um conjunto de procedimentos exige diagnostica (sintoma), semiologia (signos) e etiologia (causa)
Contemporaneamente nos definimos e nos percebermos, e através de ideais e construções sócio -históricas, categorizadas, e muitas vezes, de forma objectificável, imposta, repetida e também transmitida de forma desapercebida, mas não sem consequências.
Catalogação patologizante de sinais, sintomas e distúrbios (TOC, depressão, ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade, estresse pós-traumático, somatização etc.) Faixa etária, fases da vida, gerações (criança, adultescente, terceira idade, y, x, boomers, nem-nens, millennials etc.); cor de pele, raça, etnia; anatomia, identidade de gênero, orientação afetiva (cis, trans, hétero, homo etc.); papéis familiares, profissionais e culturais (casais, pais, separados, mães, filhos, gestantes, puérperas, adotados, empresários, aposentados, desempregados etc.) ; diagnósticos biofísicos, intelectuais, comportamentais.
Essas categorizações falham ao não levar em conta a particularidade da vivência pessoal diante dos acontecimentos da vida.
Todavia, cada termo possui um conjunto de características próprias que o qualifica e nos identifica, constitui-nos, dão-nos lugar. O que torna possível definir previamente o público a quem se destina nossos serviços, e delimitar assim especializações psicoterapêuticas e especificações para a efetivação de políticas públicas e outros fins.
Lembrando, a psicanálise privilegia o encontro, no um a um e a cada sessão de análise. Sem a necessidade de ter um nome, uma descrição para legitimar, acolher e tratar o sofrimento. Leva em conta as narrativas de cada sujeito, sem medidas normatizadas as quais se adequar.
Atendimento a pacientes com: Depressão; Estresse; Ansiedades; isolamento; dificuldades de relacionamento; medos; fobias; síndrome do pânico; transtorno afetivo bipolar; transtorno obsessivo-compulsivo; transtornos alimentares, entre outros diagnósticos descritos pelo CID 10 – Classificação Estatística Internacional de Doenças. Levando em conta uma experiência de cura , calcada em uma confrontação com a verdade do sujeito, que não se define apenas pelo comportamento objetificável, mas pela relação que o sujeito estabelece com aquilo.
O sintoma tem relação com nossa vida, nossa família e nossa cultura. Respeitar o sintoma até que o sujeito não precise mais disso, e possa estar com o outro e reconhecer seu desejo de outra maneira
Acho importante salientar, também, que se você está com dificuldades de se relacionar com esta pessoa, pode ser o caso de você procurar ajuda psicológica para você mesmo, se isto estiver te incomodando.
Entendo que possa ser difícil conviver com uma pessoa com tais características, no entanto, não é possível afirmar que a mesma possui algum transtorno psicológico sem uma avaliação adequada. Porém, casos como esse podem apresentar mudanças significativas na forma de se relacionar com as pessoas (se de fato não houver algum transtorno envolvido) com a ajuda da psicoterapia.
Olá
O fato de não entendermos as pessoas, o fato delas serem diferentes, de não se encaixarem dentro do que esperamos é perfeitamente normal. Se essa incapacidade de amar ou de se relacionar, que a pessoa diz ter, estiver causando sofrimento a ela, aí sim, é recomendado a procura de um psicólogo.
Boa sorte.
O fato de não entendermos as pessoas, o fato delas serem diferentes, de não se encaixarem dentro do que esperamos é perfeitamente normal. Se essa incapacidade de amar ou de se relacionar, que a pessoa diz ter, estiver causando sofrimento a ela, aí sim, é recomendado a procura de um psicólogo.
Boa sorte.
Mediante ao seu relato não dá para saber se ocorre algo de errado com essa pessoa. Visto que é sua visão com relação e ela. Mas a partir do momento que ela sinaliza que há algo de errado ou que precisa de ajuda, se faz necessário investigar os fatores de impacto.
Se a pessoa sentir e perceber suas dificuldades deve procurar inicialmente um tratamento psicológico, mas se a observação vem de outra pessoa, como seu relato, é interessante conversar sobre suas observações e incentivá-la para iniciar um tratamento psicológico. Problemas e dificuldades todos nós temos e o tratamento psicológico é um excelente caminho, não só para melhorarmos sentimentos e comportamentos, mas para superar nossas dificuldades e aprimorarmos nossas qulidades.
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