Perguntas do paciente (6926)

  • De que forma os profissionais de psicologia e psiquiatria lidam com os desafios no atendimento e tra

    De que forma os profissionais de psicologia e psiquiatria lidam com os desafios no atendimento e tratamento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Profissionais de psicologia e psiquiatria lidam com os desafios do TPB por meio de uma abordagem integrada, consistente e estruturada, que combina manejo do vínculo terapêutico, intervenções específicas e, quando necessário, uso criterioso de medicação; na psicoterapia, trabalham a regulação emocional, a mentalização e a construção de uma identidade mais integrada, ao mesmo tempo em que estabelecem limites claros para lidar com impulsividade, crises e possíveis rupturas na relação, enquanto a psiquiatria atua no alívio de sintomas-alvo como ansiedade, instabilidade de humor e impulsividade, evitando polifarmácia desnecessária, sendo fundamental a continuidade do cuidado, o alinhamento entre os profissionais e, quando possível, o envolvimento da rede de apoio para promover maior estabilidade e adesão ao tratamento.


  • O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?

    O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Sim, o vazio crônico é um fator central de sofrimento psíquico, especialmente no TPB, porque não se trata apenas de um desconforto passageiro, mas de uma experiência contínua de falta de sentido, desconexão interna e fragilidade na sensação de identidade. Esse estado tende a corroer o interesse pela vida, dificultar a sustentação de vínculos e intensificar angústias, muitas vezes levando o sujeito a buscar formas rápidas de alívio, como impulsividade, uso de substâncias ou relações instáveis, que acabam por ampliar ainda mais o sofrimento. Do ponto de vista clínico, ele também aparece na transferência como uma oscilação entre demandas intensas e afastamentos, revelando uma tentativa de lidar com essa sensação de “não se sentir em si”. Pensar o vazio como sofrimento é reconhecer que há algo a ser escutado ali, não apenas preenchido, mas simbolizado ao longo do processo terapêutico.


  • Como o vazio crônico pode ser diferenciado de sentimentos normais de solidão?

    Como o vazio crônico pode ser diferenciado de sentimentos normais de solidão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    A solidão, em termos mais comuns, é um estado afetivo transitório ligado à ausência de vínculos ou à necessidade de contato, preservando a sensação de identidade e podendo ser aliviada com a presença do outro ou com atividades significativas; já o vazio crônico, típico no TPB, é mais profundo e persistente, não depende apenas da falta de companhia e muitas vezes permanece mesmo quando o sujeito está acompanhado, como uma sensação de inexistência interna, de falta de consistência do eu. Enquanto a solidão ainda aponta para um desejo direcionado ao outro, o vazio tende a desorganizar esse desejo, produzindo tédio, impulsividade e tentativas urgentes de preenchimento que não se sustentam; nesse sentido, não se trata apenas de estar só, mas de não conseguir se sentir em si, o que pode convidar a pensar de que modo esse vazio se constitui na história do sujeito e como ele se atualiza nos vínculos atuais.


  • De que maneira o vazio crônico afeta a qualidade de vida dos pacientes com Transtorno de Personalida

    De que maneira o vazio crônico afeta a qualidade de vida dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O vazio crônico no TPB não é apenas uma sensação de solidão, mas uma experiência persistente de falta de sentido e de identidade, como se algo essencial estivesse sempre ausente; isso fragiliza a continuidade do eu, tornando o cotidiano sem direção, o que impacta decisões, vínculos e projetos de vida. Na prática, esse estado favorece impulsividade, uso de substâncias, relações instáveis e comportamentos autodestrutivos como tentativas de preencher ou silenciar esse buraco, além de intensificar sentimentos de tédio, desesperança e desconexão com o outro e consigo mesmo. A qualidade de vida fica comprometida porque há dificuldade em sustentar prazer, constância emocional e pertencimento, e mesmo conquistas podem perder rapidamente o valor. Do ponto de vista clínico, esse vazio também tensiona a relação terapêutica, podendo aparecer como demandas intensas ou afastamentos bruscos, indicando o quanto o sujeito oscila entre buscar preenchimento no outro e temer sua perda.


  • Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado

    Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que você descreve não é apenas “curiosidade” dele, mas um padrão de vigilância e interrogatório constante sobre sua vida passada e atual, o que tende a produzir um clima de controle emocional na relação, onde você começa a se sentir sempre em avaliação e nunca suficientemente “explicada”, e isso, com o tempo, pode afetar sua espontaneidade e bem-estar. Pela psicanálise, esse tipo de dinâmica costuma indicar uma dificuldade do outro em lidar com insegurança e ambivalência sem tentar dominar o que não pode controlar, mas o ponto central aqui não é interpretar ele, e sim observar o efeito disso em você: você está ficando ansiosa, limitada e sem espaço psíquico dentro da relação. Sim, faz sentido procurar um especialista, não para “consertar a relação”, mas para te ajudar a pensar com clareza sobre limites, tolerância e até se esse vínculo é saudável para você sustentar. Se quiser, você pode conhecer meu perfil ou entrar em contato para uma escuta mais cuidadosa desse momento.


  • Como o psiquiatra avalia a evolução clínica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o psiquiatra avalia a evolução clínica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    A evolução clínica do TPB é avaliada pelo psiquiatra a partir da observação longitudinal da intensidade e frequência dos sintomas, como impulsividade, instabilidade afetiva e comportamentos de risco, mas também pela qualidade do funcionamento global, incluindo vínculos, autonomia e capacidade de reflexão sobre si; considera-se a redução de crises, hospitalizações e autoagressões, a adesão ao tratamento e o uso mais flexível de recursos psíquicos, além de mudanças na forma como o paciente significa suas experiências; escalas podem auxiliar, mas o eixo central é a narrativa clínica construída ao longo do tempo, especialmente no modo como o sujeito passa a sustentar relações menos marcadas por rupturas e maior integração do self; nesse sentido, mais do que eliminar sintomas, trata-se de acompanhar transformações na maneira de viver e se relacionar, o que convida a pensar como você percebe suas próprias mudanças e o que tem sido possível sustentar hoje que antes não era.


  • Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parcei

    Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parceiro não ficou incomodado quando lhe contei, mas desde então tenho pensamentos repetitivos sobre se fiz algo errado. Passo muito tempo a rever mentalmente o que aconteceu, a analisar cada detalhe e a sentir culpa, apesar de procurar confirmação junto de outras pessoas. Como posso lidar com esta necessidade constante de ter a certeza de que não fiz algo errado? Sinto a necessidade de perguntar a toda a gente se considera traição, se eu agi errado, e minha cabeça fica o tempo todo “isso é traição” “coitado do seu namorado, vc não merece ele” “será que eu dei abertura?” “Será que eu fiz com intenção?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que você descreve se parece com um ciclo de ruminação e busca de certeza, em que a mente tenta aliviar a ansiedade transformando uma situação ambígua em um julgamento definitivo, mas quanto mais você procura confirmação externa, mais a dúvida se reorganiza e retorna. Pela psicanálise, isso pode ser entendido como um conflito interno entre desejo, culpa e ideal de “ser correto”, em que a mente tenta controlar a angústia através de autojulgamento constante, mas acaba ficando presa nesse movimento. O caminho não costuma ser encontrar uma resposta perfeita sobre “foi traição ou não”, e sim suportar um pouco mais a incerteza e observar o que exatamente em você é tocado por essa situação, reduzindo a necessidade de confissão e validação contínua. Se quiser trabalhar isso com mais profundidade e entender a origem dessa culpa e dessa exigência interna, você pode conhecer meu perfil ou entrar em contato para uma escuta mais cuidadosa.


  • O que acontece se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe a medicação

    O que acontece se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe a medicação sem orientação médica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    A interrupção da medicação sem orientação médica no TPB pode levar à piora dos sintomas, como aumento da instabilidade emocional, impulsividade, ansiedade e risco de crises mais intensas, além de possíveis efeitos de descontinuação, especialmente com antidepressivos, como tontura, irritabilidade, insônia e sensação de mal-estar; isso pode comprometer o equilíbrio que estava sendo construído no tratamento e dificultar o manejo clínico, por isso é fundamental que qualquer ajuste seja feito com acompanhamento psiquiátrico para garantir segurança e continuidade do cuidado.


  • O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade

    O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O psiquiatra deve orientar que, no TPB, os medicamentos são auxiliares e não substituem o trabalho psicoterápico, priorizando prescrição por alvo com o menor número de fármacos possível, explicando benefícios esperados, riscos, interações e sinais de alerta, além de combinar metas claras e revisões frequentes para ajustar ou retirar o que não agrega; é importante alinhar horários, evitar automodificações, monitorar efeitos cognitivos e emocionais no dia a dia e integrar o cuidado com a equipe, favorecendo autonomia e compreensão do próprio funcionamento; também convém explorar como cada medicação impacta sua experiência de si e suas relações, para que o uso não funcione apenas como contenção, mas como apoio a um processo de elaboração que você pode construir em contato.


  • Qual é o papel da psicoeducação no uso de medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    Qual é o papel da psicoeducação no uso de medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    A psicoeducação no uso de medicamentos no TPB tem um papel fundamental ao ajudar o paciente a compreender para que serve a medicação, quais sintomas ela pode aliviar, quais são os possíveis efeitos colaterais e a importância do uso contínuo e orientado, reduzindo medos, expectativas irreais e abandonos precoces; além disso, favorece maior adesão ao tratamento, promove autonomia e permite que o paciente reconheça sinais de melhora ou efeitos adversos, participando de forma mais ativa e consciente do próprio cuidado.


  • Olá. Gostaria de saber qual é a eficácia da combinação entre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC

    Olá. Gostaria de saber qual é a eficácia da combinação entre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e o EMDR para tratar o vício/compulsão em pornografia que se iniciou ainda na infância. Percebo que esse comportamento está profundamente enraizado e diretamente ligado a traumas e vivências dessa época. Gostaria de entender como essas abordagens atuam juntas para reprocessar o passado e regular a impulsividade no presente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    A combinação entre TCC e EMDR pode ser bastante útil em quadros de compulsão sexual ou uso problemático de pornografia, especialmente quando há associação com experiências precoces dolorosas, mas a eficácia depende menos da técnica isolada e mais da formulação clínica do caso e da consistência do processo terapêutico. O EMDR atua no reprocessamento de memórias traumáticas e experiências emocionalmente carregadas, reduzindo a ativação afetiva que essas lembranças geram no presente, enquanto a TCC trabalha na identificação de gatilhos atuais, padrões de pensamento, estratégias de evitação e no desenvolvimento de habilidades de regulação e controle de impulsos. Em conjunto, uma abordagem pode ajudar a diminuir a carga emocional do passado e a outra a reorganizar o comportamento no presente, o que tende a reduzir o ciclo de compulsão. Pela psicanálise, também é importante considerar que o sintoma não é apenas um “hábito a ser corrigido”, mas uma forma de organização do sofrimento psíquico, o que exige um trabalho de elaboração do sentido dessa repetição. Se quiser aprofundar isso com cuidado e entender o que sustenta esse padrão em você, você pode conhecer meu perfil ou entrar em contato para uma escuta mais contínua.


  • Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade ext

    Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade extrema, estresse frequente e episódios de raiva sem um motivo aparente. Gostaria de saber quais condições de saúde mental ou fatores biológicos costumam estar associados a esse quadro de irritabilidade persistente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Oscilações de humor com irritabilidade frequente podem estar associadas a diferentes condições e não indicam, por si só, um diagnóstico específico. Do ponto de vista clínico, isso pode aparecer em quadros de ansiedade crônica, depressão com predominância de irritabilidade, transtornos relacionados ao estresse, alterações do sono, uso de substâncias, além de condições como TDAH em adultos ou transtornos do humor em que há desregulação afetiva mais marcada. Fatores biológicos também podem contribuir, como privação de sono, alterações hormonais, disfunções tireoidianas e estados de sobrecarga do sistema nervoso. Pela psicanálise, esse tipo de irritabilidade pode ser compreendido como um modo de expressão de tensões internas que não estão sendo simbolizadas, aparecendo como descarga afetiva no corpo e nas relações. Se isso está persistente e afetando sua vida, vale buscar uma avaliação profissional para compreender a origem desse padrão de forma mais integrada.


  • Como o psicólogo trabalha a impulsividade sexual no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o psicólogo trabalha a impulsividade sexual no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O trabalho clínico com a impulsividade sexual no TPB parte de compreender sua função psíquica, frequentemente ligada à regulação de afetos intensos, busca de validação ou tentativa de evitar sentimentos de vazio e abandono, e não apenas de conter o comportamento; o psicólogo ajuda a ampliar a consciência dos gatilhos emocionais e relacionais, favorecendo a construção de um intervalo entre desejo e ato por meio da simbolização, do reconhecimento corporal e da reflexão sobre fantasias e significados envolvidos, ao mesmo tempo em que se fortalecem recursos de regulação emocional e limites interpessoais mais estáveis; no campo transferencial, essas dinâmicas podem emergir e ser trabalhadas com cuidado ético, permitindo integrar aspectos do self antes fragmentados; assim, o foco não é suprimir a sexualidade, mas torná-la menos compulsiva e mais integrada à experiência subjetiva, e pode ser importante observar o que antecede esses impulsos em você e o que eles parecem tentar resolver, para que possamos pensar isso em contato


  • Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderl

    Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O psicólogo tem papel central no acompanhamento das comorbidades no TPB ao integrar a compreensão dos diferentes quadros (como depressão, ansiedade, uso de substâncias ou TEA) dentro de uma formulação clínica unificada, ajudando a diferenciar o que pertence ao transtorno de personalidade e o que é adicional; além disso, atua no manejo dos sintomas associados, na regulação emocional, na adaptação das intervenções às necessidades específicas e na articulação com outros profissionais, como o psiquiatra, favorecendo um cuidado mais coerente, contínuo e individualizado.


  • . Como deve ser o manejo de limites terapêuticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Perso

    . Como deve ser o manejo de limites terapêuticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O manejo de limites no TPB precisa ser claro, consistente e sustentado de forma firme e ao mesmo tempo empática, não como punição, mas como enquadre que protege o vínculo e favorece a simbolização, pois a previsibilidade do setting ajuda a regular a intensidade afetiva e a conter atuações; isso implica combinar regras explícitas sobre horários, contatos fora de sessão, faltas e crises, manter coerência nas respostas e trabalhar as inevitáveis rupturas e testes de limite como material clínico, nomeando o que se passa na relação sem ceder a atuações nem recorrer a rigidez defensiva; os limites funcionam como função de contenção e também como experiência relacional corretiva, na qual o paciente pode experimentar frustração sem abandono; pode ser importante observar como você vivencia esses limites nas relações e o que eles mobilizam em você, para que possamos pensar isso em contato.


  • Quais são os fatores que indicam melhor prognóstico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Quais são os fatores que indicam melhor prognóstico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Indicadores de melhor prognóstico no TPB incluem capacidade crescente de reconhecer e nomear afetos antes de agir, redução de impulsividade e comportamentos de risco, maior estabilidade e continuidade nos vínculos, manutenção de trabalho ou estudo, adesão consistente ao tratamento, uso mais flexível de estratégias de regulação emocional e avanço na mentalização e integração do self; também favorecem o curso a presença de rede de apoio, menor comorbidade grave, revisões farmacológicas cuidadosas e experiências relacionais que sustentem confiança e reparação de rupturas; mais do que ausência de sintomas, o sinal é a ampliação do espaço entre sentir e agir e a possibilidade de sustentar escolhas ao longo do tempo; pode ser interessante observar quais desses movimentos já aparecem na sua experiência e o que tem facilitado ou dificultado isso, para que possamos trabalhar em contato.


  • . Como psicólogos podem lidar com a transferência e contratransferência no Transtorno de Personalida

    . Como psicólogos podem lidar com a transferência e contratransferência no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    No TPB, o manejo da transferência e da contratransferência exige que o psicólogo reconheça que sentimentos intensos de idealização, desvalorização, dependência ou rejeição tendem a emergir no vínculo como expressão dos padrões relacionais do paciente, e não como dados literais da realidade, utilizando o enquadre, a constância e a interpretação cuidadosa desses movimentos como ferramentas clínicas; ao mesmo tempo, a contratransferência pode ser fortemente ativada, gerando impaciência, urgência de resgatar, frustração ou desejo de afastamento, o que torna essencial o monitoramento interno do terapeuta, supervisão contínua e sustentação do setting para evitar atuações reativas; quando esses fenômenos são trabalhados de forma pensada e não atuada, eles se tornam material central para a integração do self e para a reconstrução de padrões de vínculo mais estáveis; nesse sentido, o que emerge na relação terapêutica pode ser visto como uma oportunidade de compreensão profunda dos modos como você se vincula e reage ao outro, algo que pode ser elaborado em contato.


  • . Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta na adolescência e quais são os de

    . Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta na adolescência e quais são os desafios diagnósticos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Na adolescência, o TPB pode se manifestar por intensa instabilidade emocional, impulsividade, mudanças frequentes de humor, dificuldades nas relações interpessoais, medo de abandono, comportamentos autolesivos e sensação de vazio ou identidade instável; no entanto, o diagnóstico é desafiador porque muitos desses aspectos podem fazer parte do desenvolvimento típico dessa fase, marcada por oscilações emocionais e busca de identidade, o que exige do clínico uma avaliação cuidadosa da persistência, intensidade, rigidez e prejuízo funcional dos sintomas ao longo do tempo, além de diferenciar de outros quadros como depressão, transtornos de ansiedade ou questões contextuais.


  • Como a instabilidade emocional do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta decisões clín

    Como a instabilidade emocional do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta decisões clínicas e o relacionamento terapêutico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    A instabilidade emocional no TPB pode impactar decisões clínicas ao aumentar a oscilação de demandas, urgências e percepções sobre o tratamento, o que exige do clínico maior consistência técnica para evitar respostas reativas, mudanças frequentes de conduta ou reforço inadvertido de atuações; no relacionamento terapêutico, essa instabilidade pode se manifestar em idealização e desvalorização do terapeuta, medo de abandono, testes de limite e rupturas de vínculo, o que torna o enquadre e a previsibilidade do setting fundamentais para sustentar continuidade e favorecer elaboração; quando bem manejada, essa dinâmica não é apenas um desafio, mas também um campo de trabalho clínico importante, pois permite observar e transformar padrões relacionais em tempo real; pode ser útil refletir como você vive essas oscilações nas suas relações e o que costuma acontecer quando a intensidade emocional aumenta, para que isso possa ser pensado em contato.


  • Quais são as terapias emergentes ou complementares no tratamento do Transtorno de Personalidade Bord

    Quais são as terapias emergentes ou complementares no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Entre as abordagens emergentes ou complementares no TPB, além das psicoterapias já consolidadas como DBT e terapias baseadas em mentalização, vêm sendo estudadas intervenções como terapias focadas em compaixão, abordagens baseadas em esquemas, terapia baseada em aceitação e compromisso, além de protocolos integrados que combinam regulação emocional com treinamento de funções executivas e habilidades sociais; também há interesse crescente em intervenções de neurofeedback, mindfulness estruturado e programas de psicoeducação intensiva como complemento ao tratamento principal, embora com níveis de evidência ainda variáveis; em todos os casos, o que parece mais consistente é a integração entre vínculo terapêutico estável, desenvolvimento de mentalização e treino de regulação emocional, mais do que uma técnica isolada; pode ser útil pensar quais dessas formas de cuidado fazem sentido para você e como elas poderiam se articular ao seu processo em contato com um profissional.


Perguntas frequentes

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