Perguntas do paciente (6926)

  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Sim, acho importante que você procure ajuda. Pelo que você descreve, parece existir um sofrimento que já vem ocupando bastante espaço na sua vida, principalmente esse vazio, a falta de vontade, a sensação de que os momentos bons não permanecem e a preocupação constante com o futuro. E quando aparecem pensamentos sobre acabar com tudo, isso merece ser cuidado com atenção, não porque exista algo “errado” em você, mas porque você não precisa enfrentar isso sozinho. Um espaço de psicoterapia pode ajudar justamente a entender o que está por trás dessas sensações e construir, aos poucos, outras possibilidades para você


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Entendo por que você chegou a essa conclusão, principalmente quando algumas relações importantes terminam e deixam a sensação de que todo investimento acaba sendo perdido. Mas talvez a questão não seja escolher entre se apegar às pessoas ou ser completamente autossuficiente, e sim compreender que os vínculos podem ter valor mesmo quando não são permanentes. Algumas pessoas permanecem por muitos anos, outras atravessam apenas uma fase da nossa vida, e isso não necessariamente torna o vínculo menos significativo. Buscar não depender emocionalmente de ninguém pode parecer uma forma de proteção, mas também pode acabar funcionando como uma maneira de evitar a possibilidade de novas perdas. Talvez seja mais interessante construir relações sem exigir delas a garantia de que serão para sempre, permitindo que tenham importância enquanto fizerem parte da sua vida


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Sim, essa preocupação faz bastante sentido. Nem todo terapeuta de casal possui familiaridade com relacionamentos não monogâmicos, então mais importante do que procurar simplesmente um terapeuta de casal é encontrar um profissional que tenha uma postura acolhedora e não patologizante em relação à não monogamia. Um profissional preparado não deve partir da ideia de que o relacionamento aberto é o problema, mas compreender como essa dinâmica funciona para vocês, quais acordos existem, onde surgem os conflitos e quais questões estão levando vocês a buscar terapia. Portanto, se vocês já sabem que essa é uma parte importante da relação, vale perguntar antes de marcar se o profissional possui experiência com relacionamentos abertos ou não monogâmicos. Isso pode evitar que vocês entrem em um processo no qual precisem ficar constantemente explicando ou defendendo a própria configuração do relacionamento.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que você está sentindo não significa que você não ame seu bebê ou que será uma mãe ruim. Parece existir um conflito entre a chegada de uma nova responsabilidade e uma sensação anterior de que você ainda não teve a oportunidade de construir a própria vida, experimentar coisas, fazer planos e descobrir quem você é. A gravidez pode intensificar muito esse sentimento, principalmente quando já existe sofrimento psicológico. Seu bebê não precisa ocupar o lugar de todos os seus projetos, e ser mãe não significa deixar de existir como mulher, pessoa e indivíduo. Talvez o primeiro passo seja justamente buscar um espaço de psicoterapia para conseguir falar sobre esse medo sem culpa e compreender o que você deseja construir para si mesma a partir de agora. Você não precisa ter todos os planos definidos neste momento, mas precisa começar a reconhecer que a vida que está chegando pode incluir o bebê e também incluir você.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Esse tipo de situação, isoladamente, não permite concluir que exista traição, TOC, ansiedade ou outro transtorno. O relato descreve uma preocupação com a forma como pessoas do passado podem percebê-la, acompanhada de necessidade de parecer bem e de culpa pelos próprios pensamentos. Na perspectiva psicanalítica, pode ser compreendido como uma questão relacionada ao olhar do outro, à autoestima e à necessidade de reconhecimento, mas seria necessário compreender a história e a dinâmica desses pensamentos para identificar seu significado e sua função psíquica.


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Se por “pornografia teleguiada” você está se referindo ao consumo compulsivo de pornografia, o caminho não costuma ser simplesmente eliminar o desejo, mas compreender a função que esse comportamento ocupa na sua vida. Pela perspectiva psicanalítica, pode ser importante investigar quando você busca pornografia, quais estados emocionais aparecem antes e depois e o que esse consumo tenta aliviar ou preencher. A partir disso, é possível construir outras formas de lidar com ansiedade, solidão, tédio ou tensão, reduzindo gradualmente a dependência desse recurso. Um psicólogo ou psicanalista pode ajudar a compreender esse ciclo sem transformar o desejo em culpa, trabalhando para que você tenha mais liberdade diante dele.


  • Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um

    Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Não exatamente. Contar mentalmente pode ajudar a reduzir a ativação e a ruminação porque ocupa parte da atenção e pode tornar a respiração e o pensamento mais regulares, mas não existe uma regra segundo a qual contar números faz automaticamente o cérebro “descer” de ondas rápidas para “alfa profundo”. As ondas alfa estão associadas principalmente a estados de vigília relaxada, especialmente quando a pessoa está com os olhos fechados, e a atividade cerebral não funciona como uma escada simples em que você passa de beta para alfa apenas porque contou durante alguns minutos. Contar de um número muito grande por vários minutos pode manter a atenção concentrada e até ser relaxante para algumas pessoas, mas também pode gerar esforço mental e manter outras redes cerebrais bastante ativas. Se a intenção é relaxar, o efeito provavelmente está mais relacionado à redução da ruminação, direcionamento da atenção e desaceleração fisiológica do que ao número em si ou ao tempo necessário para terminar a contagem.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que você está sentindo não necessariamente significa que o amor acabou, mas pode indicar que ele mudou de forma, o que é bastante comum ao longo do tempo. No começo, é natural haver mais intensidade, novidade e idealização, e depois isso dá lugar a algo mais estável, o que às vezes é confundido com perda de sentimento. A sua angústia parece vir dessa comparação entre o que você sentia antes e o que sente agora, como se o amor precisasse sempre ter a mesma intensidade para ser verdadeiro. Ao mesmo tempo, você descreve uma relação em que existe troca, cuidado e presença, o que mostra que ainda há vínculo. Talvez, em vez de tentar recuperar exatamente o que era no início, faça mais sentido olhar para o que esse relacionamento representa para você hoje e se permitir entender seus sentimentos sem se cobrar tanto, porque o amor também pode existir de formas mais tranquilas e menos intensas.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que você relata mostra um processo de mudança acontecendo. A melhora da ansiedade não significa que você deixará de ser uma pessoa reservada, mas que poderá se relacionar sem ser dominada pelo medo do julgamento do outro. Na perspectiva psicanalítica, o objetivo não é transformar quem você é, mas permitir que você viva suas relações com mais liberdade. Comentários sobre você ser séria ou quieta podem tocar marcas antigas de rejeição e bullying, fazendo com que situações simples sejam sentidas como confirmação de que existe algo errado com você. Porém, ser mais tranquila ou reservada não é um problema; a questão é compreender se o silêncio vem de uma escolha ou do medo de ser rejeitada. O fato de você ter permanecido em um trabalho com tantas interações e perceber uma redução da ansiedade já demonstra uma mudança importante, mostrando que você está construindo mais confiança para ocupar espaços sendo quem você é.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que você está vivendo acontece quando a mente fica presa tentando dar sentido ao medo e acaba se alimentando dele, então diminuir aos poucos as pesquisas já ajuda a enfraquecer esse ciclo e a abrir espaço para outras experiências mais reais do que essas ideias que só aumentam a angústia; sobre a terapia online, ela pode ser difícil no começo mesmo, mas você não precisa entrar profundamente de imediato, pode começar aos poucos, até com falas curtas ou só se permitindo estar ali, porque o importante é não enfrentar isso sozinho e ter um espaço onde esse sofrimento possa ser escutado e elaborado.


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Não necessariamente, essa posição da mão tipo “T-rex” ao dormir costuma ser apenas um hábito corporal ou uma forma de o corpo encontrar conforto e contenção, muitas vezes ligada a um relaxamento muscular ou até a uma necessidade inconsciente de se recolher, então isoladamente não indica transtorno; só merece mais atenção se vier acompanhada de dor, formigamento frequente, rigidez ou outras alterações no corpo, ou se estiver associada a questões mais amplas que apareçam no seu cotidiano, caso contrário tende a ser apenas uma expressão natural do corpo durante o sono.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Sim, pesquisar sintomas em excesso pode atrapalhar o tratamento porque, do ponto de vista psíquico, isso tende a alimentar a angústia e fixar o pensamento em torno da doença, como se a mente tentasse encontrar uma certeza que nunca vem, reforçando o medo e os sintomas em vez de elaborá-los; o início do uso do escitalopram também costuma levar algumas semanas para produzir efeito mais consistente, então essa sensação de não melhora imediata é esperada; a terapia pode te ajudar justamente a compreender o que está por trás dessa necessidade de pesquisar e desse medo de sair, criando um espaço para dar sentido a essa angústia e, aos poucos, reduzir esse ciclo que te mantém preso, permitindo que você retome sua vida com mais segurança e autonomia.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    A dificuldade de foco pode ser compreendida, na psicanálise, não apenas como falta de disciplina, mas como um deslocamento do desejo e da forma como você lida com o prazer e a frustração. O consumo rápido de estímulos, como nas redes sociais, oferece uma satisfação imediata que reduz a tolerância ao tempo mais lento e exigente da leitura e do estudo, produzindo um conflito interno entre o que dá prazer imediato e o que exige investimento psíquico. Em vez de combater diretamente o impulso de distração, é mais produtivo investigar o que torna o estudo hoje mais pesado ou esvaziado de sentido, já que o sintoma do desvio de atenção pode estar ligado a isso. Retomar o foco passa por reconstruir uma relação mais significativa com o que você estuda, aceitar pequenas doses de frustração e reorganizar gradualmente seu ritmo, sem exigências excessivas, permitindo que o desejo volte a se implicar na atividade.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Os sintomas que você descreve, como lapsos de memória, dificuldade de concentração, ansiedade intensa, sensação de vazio, choro frequente e perda de interesse, podem sim estar relacionados a um quadro depressivo, possivelmente associado à ansiedade, mas na psicanálise não se trata de rotular apenas por diagnóstico, e sim de compreender isso como um sinal de sofrimento psíquico importante que merece escuta e cuidado. Esse sentimento de não se reconhecer, de se perceber sem energia e com medo constante de abandono pode indicar um enfraquecimento do seu senso de si, muitas vezes ligado a conflitos internos e experiências emocionais que estão difíceis de elaborar. É fundamental que você busque ajuda profissional o quanto antes, como um psicólogo ou psiquiatra, porque esse nível de sofrimento não deve ser enfrentado sozinho, e há formas de tratamento que podem te ajudar a se reorganizar internamente e recuperar gradualmente seu bem-estar.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Sim, isso é uma experiência bastante comum e, do ponto de vista psicanalítico, pode ser entendida como um efeito da intensidade do vínculo e da presença do outro na sua economia psíquica. Quando vocês passam vários dias juntos, há uma espécie de reorganização interna em que o outro se torna parte ativa da sua rotina, do seu ritmo e do seu campo de satisfação, e a separação pode produzir uma sensação de falta mais acentuada, quase como um “esvaziamento” temporário. Esse vazio não indica fragilidade do relacionamento, mas justamente o quanto houve investimento afetivo nesse tempo compartilhado, e a saudade intensa aparece como expressão desse laço. Com o tempo, essa sensação tende a se reorganizar, e integrar momentos de presença e ausência faz parte da construção do vínculo, permitindo que o desejo continue circulando sem depender exclusivamente da presença constante do outro.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Na psicanálise, a transferência não é algo separado de um possível interesse amoroso, mas justamente o campo onde esse interesse aparece e ganha sentido, pois envolve a repetição de formas de se vincular que têm origem em experiências anteriores e que são atualizadas na relação com a psicóloga. A diferença não está tanto em “ser real ou não”, mas em como esse sentimento se organiza, já que na transferência o afeto tende a ser intenso, idealizado e carregado de expectativas que dizem mais sobre a sua história do que sobre a pessoa concreta da terapeuta. Em vez de tentar distinguir sozinho, o caminho mais ético e produtivo é levar isso para a própria análise, pois é justamente nesse espaço que esse tipo de sentimento pode ser compreendido, elaborado e transformado, sem precisar ser negado ou atuado fora do setting.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que você está vivendo não tem nada de defeituoso, tem história, tem marca, tem algo que foi atravessado cedo demais e que ainda encontra formas de aparecer quando o corpo se aproxima de algo íntimo. Nessas horas, não é sobre falta de vontade ou amor, é como se algo dentro de você precisasse interromper, proteger, lembrar que ali existe um ponto sensível que ainda não pôde ser elaborado. Tentar silenciar isso com álcool só intensifica o que já está tentando se dizer, por isso as crises e as imagens retornam com mais força. Existe um caminho possível para que essas experiências deixem de invadir você dessa forma e possam ser colocadas em palavras, no seu tempo, sem te paralisar ou te assustar. Você não precisa atravessar isso sozinha, e cuidar disso também é uma forma de cuidar da relação que você deseja construir. Se fizer sentido, podemos trabalhar isso juntos com cuidado e respeito ao seu ritmo.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    O que aparece na sua fala não é falta de resposta, é justamente o quanto essa pergunta sobre o outro toca algo muito íntimo em você, algo que parece estar em aberto há bastante tempo e que insiste em buscar um lugar onde possa finalmente se sustentar. Essa angústia não vem só da ausência de um relacionamento, mas do encontro com uma expectativa de que já deveria ter resolvido isso, como se existisse um tempo certo para sentir, amar ou se conectar. Quando você tenta antecipar respostas como “quando serei feliz” ou “devo esperar minha vida estabilizar”, talvez esteja tentando dar forma a algo que não se organiza pela lógica do controle, mas pela possibilidade de se implicar no próprio desejo, inclusive nas frustrações que já viveu. Não se trata de sair à procura de alguém como solução, nem de esperar estar pronto, mas de entender o que em você busca esse encontro e o que tem se repetido nas relações que não se aprofundam. Isso pode começar a ganhar outro sentido quando você tem um espaço para falar disso sem precisar já saber a resposta, e é nesse processo que novas formas de se relacionar podem surgir, inclusive com menos peso e mais verdade. Se quiser, podemos pensar isso juntos com mais cuidado.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Essa dúvida não aponta necessariamente para rejeição, mas para um conflito que ainda está em processo dentro de você. Nem sempre a chegada de um bebê é acompanhada de aceitação imediata, às vezes o que aparece primeiro é estranhamento, ambivalência, medo, até uma certa distância emocional, e isso não te define como alguém que rejeita, mas como alguém que ainda está tentando dar um lugar psíquico para essa experiência. A diferença não está em um “saber certo”, mas em como você se percebe em relação a isso ao longo do tempo, se há uma recusa rígida que não se move ou se existem oscilações, dúvidas, tentativas de se aproximar mesmo com dificuldade. Poder falar sobre isso sem culpa já é um movimento importante, porque quando esses sentimentos ficam calados, eles tendem a pesar mais. Esse é um processo que pode ser construído, no seu ritmo, e não precisa ser vivido sozinha, se fizer sentido, podemos abrir esse espaço de escuta para você compreender melhor o que está acontecendo aí dentro.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anthony Souza

    Porque o que você chama de “depressão” não é apenas algo que vai embora por completo após um momento difícil, mas algo que encontra nesses acontecimentos um ponto de retorno, como se certas experiências reativassem marcas que já estavam ali, mesmo que em silêncio. Situações dolorosas podem tocar em sentimentos antigos de perda, desamparo ou insuficiência, fazendo com que esse estado volte a se aproximar, não como algo novo, mas como algo que já fazia parte da sua história e ganha força novamente. Não é uma falha sua, nem falta de esforço, mas um sinal de que existem conteúdos que ainda não puderam ser totalmente elaborados e que reaparecem quando algo ressoa com eles. Compreender o que esses momentos despertam em você pode transformar essa sensação de estar sempre à espreita em algo que passa a ter sentido, e não apenas repetição. Se fizer sentido, esse é um caminho que pode ser cuidado com mais profundidade em um espaço de escuta.


Perguntas frequentes

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