Perguntas do paciente (11)

  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Primeiro gostaria de evidenciar que é muito importante que você esteja buscando compreender as angústias que tem te acometido.

    Perder objetos da infância sem que essa decisão tenha passado por você pode despertar uma tristeza legítima. Muitas vezes, esses objetos representam lembranças importantes da nossa história, de modo que a dor não está apenas na perda material, mas também no significado afetivo.

    Por isso, essa situação pode ter despertado questões relacionadas à sua história, e em psicoterapia é possível elaborar e compreender melhor qual o sentido da perda, para além dos objetos, além de encontrar outras formas de lidar com as memórias. O que vivemos e os significados que construímos ao longo da vida não desaparecem completamente com a perda do que os representava.

    Espero que tenha te ajudado!


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Primeiro gostaria de evidenciar que é muito importante que você esteja buscando compreender as angústias que tem te acometido. O que você descreve demonstra o quanto a rotina tem sido desgastante. Um aspecto importante é que você reconhece tanto o sofrimento causado pela dinâmica da relação quanto a sua própria parte nas discussões. Essa disposição para refletir sobre si costuma ser um ponto de virada em qualquer processo de mudança.

    Do ponto de vista psicológico, não existe um momento exato que determine quando um relacionamento pode ou não ser reconstruído. Em geral, a possibilidade de mudança depende da disponibilidade de ambos para construir novas formas de se relacionar. Quando isso não acontece e o sofrimento passa a comprometer a saúde emocional, é importante que haja oportunidade para compreender as emoções e avaliar os próximos passos com mais clareza, a psicoterapia pode ser um espaço para isso. Para essa situação, aprofundar na história pessoal e do relacionamento, dos sentidos em torno do casamento, é necessário para melhor entender como os vínculos se estruturam e se organizam abrindo margem ou não para a mudança.
    Independentemente da decisão, buscar acompanhamento psicológico individual pode ajudar a compreender essa dinâmica e construir caminhos que preservem o bem-estar das pessoas envolvidas, inclusive os filhos.
    Espero ter ajudado!


  • Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant

    Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Primeiro gostaria de evidenciar a importância de você estar buscando ajuda.
    Em muitos casos, o uso recorrente da pornografia aparece como uma estratégia possível para lidar com angústias, solidão, ansiedade e outros sintomas psicológicos, especialmente em fases da vida marcadas por transições e incertezas, como os 20 anos. Quando a pornografia passa a ocupar o lugar de válvula de escape, vale perguntar “o que ela está ajudando a suportar?”. Isso não significa normalizar o sofrimento, mas compreender que ele cumpre uma função psíquica: aliviar tensões, produzir excitação, anestesiar sentimentos difíceis quando faltam outros recursos.
    Cabe investigar: Em que momentos o consumo aparece com mais força? Quais sentimentos estão relacionados a ele, como, por exemplo, o tédio, tristeza, solidão, frustração, ansiedade? Outro fator importante é saber sobre a vida sexual, se tem sido impactada, se tem se relacionado sexualmente como de costume, etc.

    Atividades corporais podem ajudar a lidar com esse hábito, já que exercícios físicos tendem a reduzir tensões físicas e emocionais. Além disso, especialmente quando o sintoma se relaciona a perda de controle ou impacto nas relações, a psicoterapia é um espaço fundamental. Não para corrigir um comportamento, mas para construir outras formas de lidar com o que hoje está concentrado nessa prática. Em um espaço terapêutico, é possível falar sobre sexualidade, desejo, fantasia e limites sem julgamento, entendendo como tudo isso se articula com sua história e com o momento que você está vivendo.
    O trabalho possível é justamente criar novos recursos, e isso não precisa ser feito sozinho.
    Espero ter ajudado!


  • Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po

    Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Importante sua busca por apoio num momento tão delicado. O que você descreve envolve vários aspectos: a pausa no relacionamento, o contexto familiar da parceira, o ambiente de trabalho e as crises de ansiedade. É compreensível que seu corpo e suas emoções estejam reagindo dessa forma. É importante considerar que você tem passado por um momento de grande sobrecarga emocional, o que pode sinalizar um limite emocional sendo atingido.
    Do ponto de vista do relacionamento, a confiança é construída (e reconstruída) ao longo do tempo. Também é importante respeitar o momento de ambos. Ao que parece há uma necessidade de se reorganizar emocionalmente. Diante de tantas mudanças, é compreensível que a ansiedade e sensação de perda de controle apareçam. Relacionamentos não costumam se definir apenas por um episódio isolado, mas pela forma como o casal lida com os acontecimentos ao longo do tempo.
    Vale olhar com cuidado para as crises que você está tendo. Os sintomas descritos (falta de ar, choro intenso) indicam um nível importante de sofrimento emocional. Buscar acompanhamento psicológico pode te ajudar tanto a manejar essas crises quanto a lidar de forma mais segura com o relacionamento e com o ambiente de trabalho.
    Neste momento, se comunicar com honestidade e dar espaço para que as coisas possam ser reconstruídas pode ser um caminho.
    Espero ter ajudado!


  • É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo

    É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Primeiro gostaria de evidenciar a importância de você estar buscando ajuda diante de seus desconfortos. Respondendo às suas dúvidas, te adianto que muitos são os fatores que contribuem para sintomas de ansiedade, inclusive maus hábitos quanto a disposição corporal, alimentação, sono desregulado, falta de atividade física, etc. Seria importante investigar sua rotina e histórico pessoal para identificar a relação dos maus hábitos com os sintomas da ansiedade, além de ser necessário investigar que outros hábitos podem estar influenciando esse mal-estar. Uma outra investigação relevante seria se você tem sentido sintomas da ansiedade, o que pode ocorrer pontualmente, ou tem desenvolvido um transtorno de ansiedade, que tem um caráter mais prolongado além de outras especificidades. Pode parecer se tratar do mesmo quadro, o sintoma e o transtorno, mas existem diferenças que orientam como o tratamento deve ocorrer.
    Espero ter ajudado!


  • Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode lidar com o próprio ciúme?

    Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode lidar com o próprio ciúme?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Gostaria de evidenciar a importância de você estar buscando ajuda.
    Em primeiro lugar, o ciúme no TPB deve ser compreendido como um fenômeno que se relaciona com sentimentos de perda, abandono ou da instabilidade do vínculo. Do ponto de vista clínico, a escuta deve reconhecer a dor implicada no ciúme, ao mesmo tempo em que diferencia sentimento e comportamento, pois o que se faz com o que se sente é o diferencial na manutenção das relações.
    Assim, é importante reconhecer e nomear os afetos, pois o ciúme costuma encobrir sentimentos primários como desamparo, raiva e vergonha. É importante também investigar como o ciúme emerge nas situações: mudanças de rotina, presença de terceiros? Identificar esses gatilhos ajuda a perceber a história de sofrimento inerente aos medos relacionados ao ciúme.
    A partir disso, a elaboração do sentimento pode ocorrer através da relação psicoterapêutica entre paciente e psicólogo, devido ao espaço privilegiado que se configura na clínica como forma de trabalhar essas dinâmicas, especialmente quando o ciúme se atualiza na transferência. A psicoterapia visa ampliar a capacidade do sujeito de sustentar vínculos sem recorrer a estratégias de controle ou ruptura como formas de defesa.


  • meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con

    meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Primeiro gostaria de evidenciar que é muito importante que você esteja buscando compreender as angústias que tem te acometido.
    Entendo que essa situação pode gerar dúvidas, insegurança e até desconforto para você.
    Por outro lado, é importante considerar que o comentário e a reação na foto podem ter tido outras motivações. Quando pensamos no uso da internet e das redes sociais, é importante considerar que esses espaços nem sempre refletem de forma clara os significados das interações. Um comentário ou uma reação pode ter diferentes interpretações.
    Assim, o ambiente online tende a ampliar percepções e gerar leituras mais sensíveis ou até ambíguas, justamente porque não temos acesso ao contexto completo nem às intenções reais da outra pessoa.
    Apesar disso, o que você sente válido. Quando algo nos incomoda em um relacionamento, isso merece atenção e diálogo. Em vez de focar apenas no comportamento dele, pode ser uma alternativa viável expressar como você se sentiu diante da situação. Buscar entender a intenção dele e expressar seus sentimentos pode ajudar a construir mais segurança e clareza na relação.
    Uma conversa aberta, sem acusações, pode ajudar a esclarecer limites, expectativas e acordos dentro da relação. Cada casal constrói ao longo do tempo formas próprias de lidar com situações que envolvem terceiros, especialmente quando há filhos de relações anteriores.
    Buscar um espaço terapêutico pode ser uma forma importante de compreender melhor seus sentimentos e fortalecer a comunicação no relacionamento. O mais importante é que haja respeito, transparência e espaço para que você se sinta segura dentro da relação.
    Espero ter ajudado!


  • Recentemente me descobri uma mulher lésbica depois de uma vida toda sendo reprimida (tenho 22 anos),

    Recentemente me descobri uma mulher lésbica depois de uma vida toda sendo reprimida (tenho 22 anos), há pouco menos de um mês eu comecei a namorar uma menina, ela foi a primeira garota com quem eu fiquei e nós começamos a namorar muito rápido. Há uns dias atrás ela me contou que é um homem trans, ela já sabia antes mas nunca tinha me dito, ela também disse que não vai fazer transição e que eu posso continuar tratando ela no feminino, mas agora eu não consigo parar de pensar nisso. Pensei em terminar com ela mas me sinto uma completa transfóbica por isso, mas ao mesmo tempo ficar nesse relacionamento vai me trazer sofrimento, eu sinto que agora que eu finalmente comecei a viver a minha sexualidade eu acabei presa em um homem de novo. Eu estou sendo transfóbica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Sua questão é muito importante, gostaria de evidenciar a busca em compreender as angústias que tem te acometido.
    Quando começamos a compreender melhor nossa própria sexualidade, é comum que surjam dúvidas e até sentimentos de culpa, especialmente porque vivemos num contexto em que existem muitas expectativas sobre como deveríamos desejar e nos relacionar.
    Descobrir-se uma mulher lésbica pode implicar uma reorganização dos sentidos que você atribui às suas relações e ao seu próprio desejo. Nesse caminho, é importante lembrar que o desejo não funciona como uma escolha racional ou como uma obrigação moral. Ele se constrói ao longo da vida, a partir das experiências, dos vínculos e também das referências culturais que atravessam nossas histórias. Ao mesmo tempo, reconhecer e respeitar a identidade de gênero de uma pessoa é algo fundamental nas relações.
    Isso significa que é possível sustentar o respeito pela identidade de um homem trans e, ainda assim, estar refletindo sobre o que faz ou não sentido para você no campo do desejo e da orientação sexual.
    Talvez o mais importante seja se permitir pensar sobre o que você sente, sem se colocar imediatamente no lugar da culpa ou da acusação. Processos de descoberta da sexualidade muitas vezes envolvem revisões, dúvidas e tempo para elaboração.
    Caso essa situação esteja gerando angústia ou confusão, a psicoterapia pode ser um espaço interessante para aprofundar essas reflexões e compreender melhor os sentidos que essa experiência tem na sua trajetória.
    Espero ter ajudado!


  • Acredito que estou viciado em pornografia, tenho assistido 2 ou 3 vezes ao dia, e se

    Acredito que estou viciado em pornografia, tenho assistido 2 ou 3 vezes ao dia, e sentindo alguns efeitos que citam na internet como problemas sociais.
    Eu faço terapia atualmente mas não me sinto confortável de abordar especificamente esse assunto com uma mulher, o que recomendam fazer para tratar esse vício?
    Procuro outro profissional só pra isso? Tento resolver sozinho? Troco de terapeuta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Primeiro gostaria de evidenciar que é muito importante que você esteja buscando compreender as angústias que tem te acometido. Em relação aos questionamentos, parto de uma perspectiva em que o vício não é definido apenas pela frequência (embora o número de 2 a 3 vezes ao dia seja expressivo). Existem outros fatores que influenciam, como a rotina, a história de vida, o contexto em que o consumo da pornografia começou, os relacionamentos interpessoais, sejam eles amorosos ou não, nível de sofrimento, entre outros.
    Um profissional de psicologia, seja homem ou mulher, está apto a lidar com histórias e narrativas que a sociedade costuma julgar. Por outro lado, é compreensível seu desconforto. Já pensou se outros aspectos da relação terapêutica entre você e sua atual psicóloga estejam influenciando esse desconforto? Apesar do sofrimento pelo vício em pornografia, é importante lembrar que pessoas/pacientes não se resumem aos seus sintomas. É possível que, se você escolher por outra profissional (mesmo que seja mulher), surja abertura dentro do processo para que você aborde sobre esse e outros temas que te aflige. Ou ainda, se conversar com sua psicóloga atual o fato de não se sentir à vontade para falar sobre tudo, pode ser que se proporcione um (re)caminho dentro da psicoterapia que já vem trilhando.
    Identificado o vício em pornografia, o tratamento exige que aprofunde nas causas e consequências para se pensar em intervenções adequadas. Em geral, o vício em pornografia está relacionado a outros transtornos e, especialmente nesse caso, é essencial que o tratamento seja interdisciplinar, envolvendo outros especialistas da saúde.
    Espero que tenha te ajudado!


  • oi,sou um homem gay e sinto que nasci com características do corpo feminino como cintura fina, perna

    oi,sou um homem gay e sinto que nasci com características do corpo feminino como cintura fina, perna....eu amo essas características mas ao msm tempo me sinto estranho por n ter um corpo 100% masculino, e quando tento mudar alguma coisa no meu corpo para uma coisa mais masculina eu nao consigo e tb tenho dificuldade para engordar, como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Primeiro gostaria de evidenciar que é muito importante que você esteja buscando compreender as angústias que tem te acometido. A relação que temos com o próprio corpo de fato pode ser bastante complexa, especialmente quando sentimos que algumas características não correspondem às expectativas sociais.
    Homens também sofrem com o que o senso comum costuma se referir ao que seria um corpo “masculino”. Muitos passam por esse tipo de conflito: ao mesmo tempo em que reconhecem aspectos do corpo que gostam, também surgem estranhamentos sobre como são percebidos ou como gostariam de se sentir em relação a si mesmos.
    É importante considerar que o corpo já é uma experiência de mundo, além de está inserido em outras experiências relacionais que não necessariamente estão relacionais apenas ao corpo em si, mas também aos sentidos que construímos sobre si mesmo, masculinidade, desejo, identidade e outros aspectos ao longo da vida.
    A psicoterapia pode ser um espaço importante para falar sobre essas questões com mais cuidado, entendendo como elas aparecem na sua história, nos seus vínculos e na forma como você se percebe.
    Espero ter ajudado!


  • Sou casado ha muitos anos, sou heterosexual, gosto muito de mulher mas gosto e tenho prazer em usar

    Sou casado ha muitos anos, sou heterosexual, gosto muito de mulher mas gosto e tenho prazer em usar calcinha, se eu pudesse só usaria elas todos os dias, minha esposa nao gosta mas aceita.
    Por que este desejo de usar calcinha?
    Me traz bem estar, prazer, gosto de me ver de calcinha.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ingrid Maciel de Melo

    Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Gostaria de evidenciar a importância de você buscar compreender algo que te provoca inquietações. Quanto a sua dúvida, o hábito de usar calcinha não indica problema psicológico. O uso de determinadas peças de roupa pode estar relacionados a diversos motivos como bem-estar, conforto, prazer ou expressão da própria identidade.
    O fato de se identificar como heterossexual e, ao mesmo tempo, sentir prazer em usar calcinha não é contraditório. A sexualidade humana é ampla e envolve diferentes dimensões, como desejos, preferências, fantasias e formas de se perceber no próprio corpo.
    Um ponto importante é que essa prática não traz prejuízos para você nem para sua vida, e sua esposa demonstra certa aceitação, o que já indica um espaço de diálogo no relacionamento.
    A psicoterapia tem potencial de te ajudar a compreender melhor essa e outras preferências, sem julgamentos, na medida que promove um aprofundamento na consciência de si mesmo, o que pode gerar menos desconforto consigo e no relacionamento.

    Espero ter ajudado!


Perguntas frequentes

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