Recentemente me descobri uma mulher lésbica depois de uma vida toda sendo reprimida (tenho 22 anos),
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Recentemente me descobri uma mulher lésbica depois de uma vida toda sendo reprimida (tenho 22 anos), há pouco menos de um mês eu comecei a namorar uma menina, ela foi a primeira garota com quem eu fiquei e nós começamos a namorar muito rápido. Há uns dias atrás ela me contou que é um homem trans, ela já sabia antes mas nunca tinha me dito, ela também disse que não vai fazer transição e que eu posso continuar tratando ela no feminino, mas agora eu não consigo parar de pensar nisso. Pensei em terminar com ela mas me sinto uma completa transfóbica por isso, mas ao mesmo tempo ficar nesse relacionamento vai me trazer sofrimento, eu sinto que agora que eu finalmente comecei a viver a minha sexualidade eu acabei presa em um homem de novo. Eu estou sendo transfóbica?
Oi, tudo bem com você?
Não devemos ficar em um relacionamento, onde não estamos nos sentindo bem. Mas se existe sentimento e desejar ficar, cabe a vocês como casal sentar e conversar. Entender como fazer para o relacionamento funcionar para os dois lados.
Seria interessante uma terapia de casal ou uma individual, para você trabalhar essas questões dentro de você. Caso tenho o interesse, me coloco a disposição para continuarmos essa conversa.
Não devemos ficar em um relacionamento, onde não estamos nos sentindo bem. Mas se existe sentimento e desejar ficar, cabe a vocês como casal sentar e conversar. Entender como fazer para o relacionamento funcionar para os dois lados.
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Obrigada por confiar esse momento tão delicado. O que você está vivendo toca em muitas camadas: o despertar da sua sexualidade, a experiência do primeiro namoro com uma mulher, e agora, o impacto de uma revelação inesperada. Não é simples, e é compreensível que você esteja se sentindo confusa, dividida, até culpada por ter pensado em terminar.
Será que essa culpa vem por sentir que você deveria responder de uma determinada forma, mesmo quando algo dentro de você grita por outra coisa? Será que é possível reconhecer a dor que isso te causa sem transformar isso num julgamento moral sobre você?
Não parece que você esteja sendo transfóbica por estar em conflito. O que você descreve tem a ver com o seu processo de identidade, com o desejo de viver uma relação que ressoe com quem você é e com o que esperava construir nesse momento tão importante da sua vida. A revelação que recebeu pode ter tocado algo fundo, como uma sensação de ter sido enganada ou até mesmo de que sua própria descoberta enquanto mulher lésbica foi interrompida.
O que é que essa relação estava significando para você antes dessa revelação? E o que mudou depois que soube?
Essas são perguntas que talvez precisem de tempo, escuta e um espaço seguro para serem sentidas. Uma conversa sincera com essa pessoa, e talvez o acompanhamento terapêutico, podem ajudar a você se aproximar com mais clareza do que sente — sem culpa, sem atropelos. Seu desejo importa. Seu limite importa. E tudo isso pode ser vivido com respeito, tanto com você quanto com quem está ao seu lado.
Será que essa culpa vem por sentir que você deveria responder de uma determinada forma, mesmo quando algo dentro de você grita por outra coisa? Será que é possível reconhecer a dor que isso te causa sem transformar isso num julgamento moral sobre você?
Não parece que você esteja sendo transfóbica por estar em conflito. O que você descreve tem a ver com o seu processo de identidade, com o desejo de viver uma relação que ressoe com quem você é e com o que esperava construir nesse momento tão importante da sua vida. A revelação que recebeu pode ter tocado algo fundo, como uma sensação de ter sido enganada ou até mesmo de que sua própria descoberta enquanto mulher lésbica foi interrompida.
O que é que essa relação estava significando para você antes dessa revelação? E o que mudou depois que soube?
Essas são perguntas que talvez precisem de tempo, escuta e um espaço seguro para serem sentidas. Uma conversa sincera com essa pessoa, e talvez o acompanhamento terapêutico, podem ajudar a você se aproximar com mais clareza do que sente — sem culpa, sem atropelos. Seu desejo importa. Seu limite importa. E tudo isso pode ser vivido com respeito, tanto com você quanto com quem está ao seu lado.
Você tem direito de escolher com quem quer se relacionar. É possível compreender sua angústia em relação a percepção de seus desejos, a confusão quanto aos sentimentos a partir deste relacionamento; mas como você mencionou: "começamos a namorar rápido demais". Isto evidencia que talvez a pressa de vocês não tenha dado tempo de efetuar uma construção. Quanto a sua preocupação, creio que esta é o suficiente para trata-lo de maneira respeitosa. De qualquer forma, é possível notar que é importante, neste momento de suas descobertas, realizar uma psicoterapia, pois esta irá lhe auxiliar a encontrar saídas mais interessantes para seus conflitos, respeitando suas idiossincrasias.
Nomear o que você sente não é violência. O que você está vivendo é confuso e emocionalmente delicado, e isso não te faz uma pessoa má. Você passou a vida inteira reprimindo sua sexualidade, e agora que está começando a explorar e se permitir sentir desejo por outras mulheres, é natural que surjam inseguranças. Você se apaixonou por alguém que, inicialmente, se apresentou como mulher. A revelação de que essa pessoa se entende como um homem trans transforma a estrutura da relação, e é legítimo que isso te abale. Não é sobre rejeitar a identidade dele, mas sim sobre entender o que isso significa para você, para seu desejo e para sua vivência enquanto mulher lésbica.
Olá! A sexualidade é algo individual e deve ser vivida dentro daquilo que você se identifica, te proporciona prazer e conforto. Os relacionamentos também devem ser vivenciados de acordo com a sua escolha. Como você não tinha a informação sobre quem ela era, não há porque se sentir transfóbica. O ideal é ter um conversa sincera, respeitosa e viver naquilo que você é. Se precisar de ajuda fico à disposição.
Em qualquer relacionamento, cada pessoa tem a expectativa de ter algumas de suas necessidades supridas, nos diferentes aspectos. É diferente termos um relacionamento de amizade de um relacionamento de intimidade. Podemos ter um grande apresso por determinada amizade, mas não implica que gostaríamos de nos relacionarmos intimamente com aquela pessoa.
Não é transfobia reconhecer que o seu desejo e as suas expectativas em um relacionamento não estão sendo atendidos. Você passou muito tempo reprimida e agora está buscando viver sua sexualidade com liberdade e verdade, por isso é natural se sentir confusa ou até frustrada ao perceber que a relação atual causa esse desconforto, já que foge do que você esperava. Isso não invalida a identidade da outra pessoa, mas mostra que, talvez, vocês estejam em lugares diferentes quanto ao que querem viver. É importante refletir com sinceridade sobre o que você deseja, o que faz sentido para você neste momento da sua vida e quais são os limites que não quer mais ultrapassar. A comunicação aberta e respeitosa com quem você está se relacionando é essencial para que vocês possam entender o que faz sentido seguir ou não. Você tem o direito de viver sua sexualidade de forma alinhada com quem você é.
Não, você não está sendo transfóbica por sentir dúvidas ou sofrimento diante dessa situação. É importante respeitar seus sentimentos e limites, refletindo sobre o que é saudável para você. Buscar diálogo aberto e, se precisar, apoio psicológico pode ajudar a lidar com essas emoções de forma mais clara e cuidadosa.
Olá, tudo bem?
Antes de qualquer coisa, quero reconhecer a coragem que existe em viver a própria verdade depois de uma vida inteira de repressão. O processo de descobrir-se, se permitir amar, e se posicionar no mundo com mais autenticidade não é nada simples — e você está fazendo isso com uma honestidade que já merece respeito. O que você está sentindo agora não é simples, e tudo bem que seja assim.
Essa inquietação não é necessariamente um sinal de preconceito, mas sim de um conflito interno real e legítimo: você começou a viver sua orientação afetiva como mulher lésbica e, de repente, se vê em uma relação que parece embaralhar essa identidade recém-assumida. A mente entra em estado de confusão porque o que era um marco de liberdade acaba vindo acompanhado de uma sensação de aprisionamento emocional. E isso pode doer.
Do ponto de vista da neurociência, quando algo contraria uma convicção recém-formada (como sua identidade lésbica), o cérebro aciona áreas de conflito cognitivo, tentando entender se você está sendo injusta ou apenas incoerente consigo mesma. E, muitas vezes, o peso da culpa — como o medo de estar sendo transfóbica — entra como um ruído emocional, ofuscando o que talvez seja só um sinal interno de que algo não está mais te fazendo bem. Ser transfóbica envolve desrespeito, rejeição ou violência à identidade de alguém. Questionar seus sentimentos e refletir sobre seus limites não é isso. É autocuidado.
Você sente que consegue expressar tudo isso abertamente com ela, sem medo de ser mal interpretada? Que parte dessa relação parece te fazer sentir mais presa do que livre? E, se você se permitisse escolher com base no que faz sentido para a sua trajetória — e não apenas no que seria mais “correto” — qual seria sua decisão mais autêntica?
A liberdade que você começou a construir inclui também o direito de se ouvir. E, por mais que seja um tema delicado, não precisa ser resolvido com pressa ou culpa. Pode ser com carinho, escuta e responsabilidade afetiva — com você e com a outra pessoa. Caso precise, estou à disposição.
Antes de qualquer coisa, quero reconhecer a coragem que existe em viver a própria verdade depois de uma vida inteira de repressão. O processo de descobrir-se, se permitir amar, e se posicionar no mundo com mais autenticidade não é nada simples — e você está fazendo isso com uma honestidade que já merece respeito. O que você está sentindo agora não é simples, e tudo bem que seja assim.
Essa inquietação não é necessariamente um sinal de preconceito, mas sim de um conflito interno real e legítimo: você começou a viver sua orientação afetiva como mulher lésbica e, de repente, se vê em uma relação que parece embaralhar essa identidade recém-assumida. A mente entra em estado de confusão porque o que era um marco de liberdade acaba vindo acompanhado de uma sensação de aprisionamento emocional. E isso pode doer.
Do ponto de vista da neurociência, quando algo contraria uma convicção recém-formada (como sua identidade lésbica), o cérebro aciona áreas de conflito cognitivo, tentando entender se você está sendo injusta ou apenas incoerente consigo mesma. E, muitas vezes, o peso da culpa — como o medo de estar sendo transfóbica — entra como um ruído emocional, ofuscando o que talvez seja só um sinal interno de que algo não está mais te fazendo bem. Ser transfóbica envolve desrespeito, rejeição ou violência à identidade de alguém. Questionar seus sentimentos e refletir sobre seus limites não é isso. É autocuidado.
Você sente que consegue expressar tudo isso abertamente com ela, sem medo de ser mal interpretada? Que parte dessa relação parece te fazer sentir mais presa do que livre? E, se você se permitisse escolher com base no que faz sentido para a sua trajetória — e não apenas no que seria mais “correto” — qual seria sua decisão mais autêntica?
A liberdade que você começou a construir inclui também o direito de se ouvir. E, por mais que seja um tema delicado, não precisa ser resolvido com pressa ou culpa. Pode ser com carinho, escuta e responsabilidade afetiva — com você e com a outra pessoa. Caso precise, estou à disposição.
Olá, querida! Primeiramente, parabéns pela conquista em assumir quem você é. Agora, sobre o seu relacionamento, eu recomendo relfetir como você se sente com ela, na comapanhia, nos valores, na conversa, na sexualidade...
Compreendo seu conflito interno, como se depois de tanta luta, voltasse as expectavivas sociais impostas a você. Nisso, cabe outra investigação. Acredito que um processo de pscioterapia seria benefico a você, para que você compreenda melhor a sua história, seu modo de ser e suas vontades dentro de um relacionamento.
Fico a disposição, abraços.
Compreendo seu conflito interno, como se depois de tanta luta, voltasse as expectavivas sociais impostas a você. Nisso, cabe outra investigação. Acredito que um processo de pscioterapia seria benefico a você, para que você compreenda melhor a sua história, seu modo de ser e suas vontades dentro de um relacionamento.
Fico a disposição, abraços.
O que você está sentindo não te faz uma pessoa transfóbica. Isso fala sobre seus próprios processos de construção, sobre sua identidade, seus desejos e sua busca por viver de forma autêntica depois de tanto tempo se reprimindo.
Quando entramos em contato com situações que mexem com a nossa história, é natural que surjam dúvidas, conflitos, medo de ferir, de errar… e também de se anular novamente.
Se escutar, entender seus próprios sentimentos e desejos é fundamental.
A psicoterapia é um espaço seguro, livre de julgamentos, onde você pode elaborar tudo isso com cuidado, acolhimento e respeito.
Se fizer sentido para você, eu posso te ajudar nesse processo.
Quando entramos em contato com situações que mexem com a nossa história, é natural que surjam dúvidas, conflitos, medo de ferir, de errar… e também de se anular novamente.
Se escutar, entender seus próprios sentimentos e desejos é fundamental.
A psicoterapia é um espaço seguro, livre de julgamentos, onde você pode elaborar tudo isso com cuidado, acolhimento e respeito.
Se fizer sentido para você, eu posso te ajudar nesse processo.
Oie, como você está?
Penso que antes de se perguntar se você está sendo transfóbica ou não, você poderia se perguntar quem você imagina do seu lado? Quem é o(a) sujeito(a) que você quer se relacionar? Quais comportamentos são indispensáveis para você? Quais são os seus limites? Como está a sua relação com essa garota que você conheceu? É uma relação que vale a pena?
A partir disso, penso que você pode encontrar novos caminhos para seguir e, junto com todos esses questionamentos, pensar também sobre nossos preconceitos, medos, etc.
Qualquer coisa, estou por aqui!
Fique bem.
Penso que antes de se perguntar se você está sendo transfóbica ou não, você poderia se perguntar quem você imagina do seu lado? Quem é o(a) sujeito(a) que você quer se relacionar? Quais comportamentos são indispensáveis para você? Quais são os seus limites? Como está a sua relação com essa garota que você conheceu? É uma relação que vale a pena?
A partir disso, penso que você pode encontrar novos caminhos para seguir e, junto com todos esses questionamentos, pensar também sobre nossos preconceitos, medos, etc.
Qualquer coisa, estou por aqui!
Fique bem.
Não, você não está sendo transfóbica por sentir confusão e sofrimento diante dessa situação. O que você está vivendo é um conflito legítimo entre o desejo de viver sua sexualidade e a surpresa (e medo) diante de uma nova realidade afetiva que ainda precisa ser elaborada.
É importante acolher seus sentimentos sem culpa, pois eles revelam suas necessidades e limites, que merecem respeito.
O que importa é você ser verdadeira consigo mesma, e isso pode significar conversar mais com ela, refletir sobre o que você quer e até buscar apoio para entender melhor suas emoções.
Se quiser um espaço seguro para explorar essas questões com escuta cuidadosa, estou disponível para atendimentos psicológicos.
É importante acolher seus sentimentos sem culpa, pois eles revelam suas necessidades e limites, que merecem respeito.
O que importa é você ser verdadeira consigo mesma, e isso pode significar conversar mais com ela, refletir sobre o que você quer e até buscar apoio para entender melhor suas emoções.
Se quiser um espaço seguro para explorar essas questões com escuta cuidadosa, estou disponível para atendimentos psicológicos.
olá conforme o seu relato que trouxe passou a vida toda reprimida, seriam 22 anos, voce ja elaborou o por que ficou todo esse tempo, reprimindo a sua identidade, no seu relato voce diz que se descobriu lesbica e a pouco mais de um mês começou a namorar uma menina, como foi que começou a namorar essa menina , como se deu esse inicio e como esta seu sentimento quanto a ela, a elaboração de seus sentimentos, o que nesse momento esta em questão quem namora ou o seu sentimento em relação a quem namora? existem fatores a serme elaborados , talvez uma terapia para que voce possa buscar uma elaboração de seus sentimento fosse o mais indicado
Boa tarde, importante você ter seu autoconhecimento visando seu equilíbrio, assertividade emocional para construir relacionamentos com bem estar interior. Cuidado com estereótipos, a intuição é a melhor aliada embora esta junto do seu autoconhecimento. Por isso, sugiro fazer terapia. Fico a disposição.
Olá, como tem passado?
O que você traz não é sobre ser uma pessoa transfóbica, mas sobre estar diante de um conflito interno real, que mobiliza sua própria construção subjetiva, seus desejos, suas fantasias e, principalmente, sua recém-descoberta possibilidade de viver aquilo que, por tanto tempo, foi reprimido.
Do ponto de vista da psicanálise, a sexualidade não é uma questão de biologia, mas de desejo, de representação, de sentido inconsciente. E desejo não se explica pela lógica. Ele se constrói na história de cada sujeito, marcado por identificações, interdições, fantasias e percursos singulares. É absolutamente compreensível que, depois de um longo caminho para reconhecer-se como mulher lésbica, encontrar-se, subitamente, diante dessa revelação gere confusão, angústia e até uma sensação de deslocamento. Isso não te faz uma pessoa ruim, nem transfóbica. Isso te faz uma pessoa que está se deparando com seus próprios limites, seus desejos e, principalmente, com o direito de se escutar.
A psicanálise entende que não existe desejo certo, desejo errado, desejo politicamente correto. Existe desejo. E o desejo é sempre singular, atravessado pela própria estrutura inconsciente de cada sujeito. O mais importante, aqui, não é se forçar a permanecer, nem se culpar se decidir sair. É poder se escutar de verdade, entender de onde vem esse sofrimento e se permitir elaborar isso tudo com profundidade, sem se violentar, sem se abandonar e, principalmente, sem trair a si mesma. Talvez seja exatamente esse o momento em que a terapia pode se apresentar como um espaço seguro para que essa elaboração aconteça, sem julgamentos, sem imposições, apenas com acolhimento e escuta do que, de fato, pulsa dentro de você.
Fico à disposição.
O que você traz não é sobre ser uma pessoa transfóbica, mas sobre estar diante de um conflito interno real, que mobiliza sua própria construção subjetiva, seus desejos, suas fantasias e, principalmente, sua recém-descoberta possibilidade de viver aquilo que, por tanto tempo, foi reprimido.
Do ponto de vista da psicanálise, a sexualidade não é uma questão de biologia, mas de desejo, de representação, de sentido inconsciente. E desejo não se explica pela lógica. Ele se constrói na história de cada sujeito, marcado por identificações, interdições, fantasias e percursos singulares. É absolutamente compreensível que, depois de um longo caminho para reconhecer-se como mulher lésbica, encontrar-se, subitamente, diante dessa revelação gere confusão, angústia e até uma sensação de deslocamento. Isso não te faz uma pessoa ruim, nem transfóbica. Isso te faz uma pessoa que está se deparando com seus próprios limites, seus desejos e, principalmente, com o direito de se escutar.
A psicanálise entende que não existe desejo certo, desejo errado, desejo politicamente correto. Existe desejo. E o desejo é sempre singular, atravessado pela própria estrutura inconsciente de cada sujeito. O mais importante, aqui, não é se forçar a permanecer, nem se culpar se decidir sair. É poder se escutar de verdade, entender de onde vem esse sofrimento e se permitir elaborar isso tudo com profundidade, sem se violentar, sem se abandonar e, principalmente, sem trair a si mesma. Talvez seja exatamente esse o momento em que a terapia pode se apresentar como um espaço seguro para que essa elaboração aconteça, sem julgamentos, sem imposições, apenas com acolhimento e escuta do que, de fato, pulsa dentro de você.
Fico à disposição.
Ei...
- Provável que não. Você se sentir assim pode ser um sinal de empatia, pois a outra pessoa disse que estar disposta a fazer sacrifícios por você. Ao que parece esse relacionamento já estar trazendo um pouco de sofrimento, uma vez que esses pensamentos apareceram em você. Você também não deve se obrigar a se relacionar com outras pessoas, é uma questão pessoal sua, ninguém pode te obrigar a se relacionar com uma pessoa hetero, gay, trans... isso que você relata não significa que você é transfóbica. Continue lutando por sua liberdade.
- Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder.
Abraços
Bom dia!
Acredito que muitas crenças podem impedir as pessoas de viver a sexualidade de forma plena.
Sugiro procurar um profissional para ajudar nesta questão.
At,
Izolina Kreutzfeld(Psicóloga Clínica)
Acredito que muitas crenças podem impedir as pessoas de viver a sexualidade de forma plena.
Sugiro procurar um profissional para ajudar nesta questão.
At,
Izolina Kreutzfeld(Psicóloga Clínica)
Essa é uma pergunta muito importante e corajosa. O que você está sentindo não é um sinal de intolerância, mas um conflito legítimo entre o seu desejo, a sua história e o modo como a revelação da identidade de gênero da pessoa com quem você se relaciona te atravessou.
Na psicanálise, o que conta não é a moralização do afeto, mas o que cada experiência faz com o sujeito. O seu incômodo não te faz automaticamente uma pessoa transfóbica. Ele revela que algo muito importante para você foi tocado: a sua identidade como mulher lésbica e o modo como você se relaciona com o desejo.
Depois de anos de repressão, agora que você finalmente começou a viver sua sexualidade de forma mais livre, o seu desejo quer ter um lugar de reconhecimento e escolha. Não se trata de rejeitar o outro por ser trans, mas de olhar com honestidade para o que você deseja e precisa nesse momento da sua vida.
A culpa que você sente é compreensível, porque a gente vive numa cultura que muitas vezes transforma conflitos afetivos em dilemas morais. Mas desejo não se governa por culpa ou obrigação. Ele precisa ser escutado.
Talvez o mais importante agora seja se perguntar:
"Ficar nesse relacionamento é algo que me permite ser fiel ao meu desejo?"
"Estou aqui por medo de parecer intolerante, ou porque quero de fato estar?"
Nenhuma escolha será simples. Mas talvez o maior gesto de respeito – com você e com a pessoa com quem está – seja ser honesta sobre o que você sente, sem se violentar e sem violentar o outro.
Se puder, procure um espaço de escuta (uma psicóloga, por exemplo) para elaborar tudo isso com calma. Decidir a partir da culpa tende a gerar mais sofrimento. O caminho é fazer a escolha que te permita viver em coerência com o que, hoje, você reconhece como seu desejo.
Na psicanálise, o que conta não é a moralização do afeto, mas o que cada experiência faz com o sujeito. O seu incômodo não te faz automaticamente uma pessoa transfóbica. Ele revela que algo muito importante para você foi tocado: a sua identidade como mulher lésbica e o modo como você se relaciona com o desejo.
Depois de anos de repressão, agora que você finalmente começou a viver sua sexualidade de forma mais livre, o seu desejo quer ter um lugar de reconhecimento e escolha. Não se trata de rejeitar o outro por ser trans, mas de olhar com honestidade para o que você deseja e precisa nesse momento da sua vida.
A culpa que você sente é compreensível, porque a gente vive numa cultura que muitas vezes transforma conflitos afetivos em dilemas morais. Mas desejo não se governa por culpa ou obrigação. Ele precisa ser escutado.
Talvez o mais importante agora seja se perguntar:
"Ficar nesse relacionamento é algo que me permite ser fiel ao meu desejo?"
"Estou aqui por medo de parecer intolerante, ou porque quero de fato estar?"
Nenhuma escolha será simples. Mas talvez o maior gesto de respeito – com você e com a pessoa com quem está – seja ser honesta sobre o que você sente, sem se violentar e sem violentar o outro.
Se puder, procure um espaço de escuta (uma psicóloga, por exemplo) para elaborar tudo isso com calma. Decidir a partir da culpa tende a gerar mais sofrimento. O caminho é fazer a escolha que te permita viver em coerência com o que, hoje, você reconhece como seu desejo.
Primeiramente é fundamental entender que ninguém deve permanecer em um relacionamento no qual se sente em conflito ou onde precisa abrir mão de sua própria verdade para manter a relação.
Não parece que você está sendo transfóbica por estar questionando e refletindo sobre seus sentimentos e afetos. Relacionamentos saudáveis são construídos com base na transparência, no respeito mútuo e na liberdade de ambas as pessoas viverem suas identidades com plenitude. Quando um desses elementos está comprometido, o ideal seria vocês enquanto casal terem uma conversa honesta sobre o assunto.
Seria recomendado fazer uma terapia individual. Um processo psicoterapêutico com um(a) profissional que acolha questões de gênero e sexualidade poderá te ajudar a elaborar esses sentimentos de culpa, identidade, e os conflitos que emergem dessa experiência.
Além disso, se houver espaço e desejo mútuo para preservar o vínculo, também é possível considerar a terapia de casal como um recurso para estabelecer um diálogo mais profundo e respeitoso sobre os sentimentos e as expectativas de ambas as partes.
Não parece que você está sendo transfóbica por estar questionando e refletindo sobre seus sentimentos e afetos. Relacionamentos saudáveis são construídos com base na transparência, no respeito mútuo e na liberdade de ambas as pessoas viverem suas identidades com plenitude. Quando um desses elementos está comprometido, o ideal seria vocês enquanto casal terem uma conversa honesta sobre o assunto.
Seria recomendado fazer uma terapia individual. Um processo psicoterapêutico com um(a) profissional que acolha questões de gênero e sexualidade poderá te ajudar a elaborar esses sentimentos de culpa, identidade, e os conflitos que emergem dessa experiência.
Além disso, se houver espaço e desejo mútuo para preservar o vínculo, também é possível considerar a terapia de casal como um recurso para estabelecer um diálogo mais profundo e respeitoso sobre os sentimentos e as expectativas de ambas as partes.
Olá, como vai?
Nesses casos, eu sugiro você conversar com outras pessoas trans para ouvir delas se essa situação se configuraria como transfobia. Também sugiro de vocês dois conversarem e esclarecer o direcionamento da relação. Viver sob essa angústia tambem é prejudicial a sua saúde mental. Se precisar de ajuda com psicoterapia, fique a vontade de entrar em contato!
Nesses casos, eu sugiro você conversar com outras pessoas trans para ouvir delas se essa situação se configuraria como transfobia. Também sugiro de vocês dois conversarem e esclarecer o direcionamento da relação. Viver sob essa angústia tambem é prejudicial a sua saúde mental. Se precisar de ajuda com psicoterapia, fique a vontade de entrar em contato!
Eu entendo que isso pode ser uma situação bem confusa e desafiadora para você. Primeiro, é importante lembrar que seus sentimentos são válidos. Estar em um relacionamento é sobre conexão e respeito mútuo. Se , por algum motivo, você sente que não está pronta ou confortável com algo, qual o sentido de se manter na relação? Isso é algo que você precisa considerar com calma. Não se rotule ou julgue de maneira negativa. O importante é que você seja honesta primeiramente com você e tente compreender os seus sentimentos nesse momento, buscar o que faz sentido e te faz sentir bem. Se precisar de apoio, conversar com um profissional pode ser útil e ajude na sua autocompreensão.
Se você encerrar a relação você não vai estar sendo transfóbica, pois você se entende como uma mulher lésbica e não sente atração por homens, é possível ver que há sentimentos, porém não é saudável (pra nenhum dos dois) continuar tratando-o no feminino se ele não se entende como uma mulher, mesmo não transicionando agora.
Possivelmente essas questões de identidade ( se não forem bem resolvidas ) possam gerar atritos futuramente.
Possivelmente essas questões de identidade ( se não forem bem resolvidas ) possam gerar atritos futuramente.
Essa é uma pergunta extremamente delicada, e o mais importante é que você está tentando refletir com sinceridade sobre o que sente — e isso não é transfobia. O fato de você se questionar já demonstra que está comprometida em não ferir ninguém, mas também é importante incluir a si mesma nessa conta: você merece viver sua sexualidade de forma plena e verdadeira, sem culpa. Caso deseje falar mais a respeito me coloco a disposição para debruçarmos juntas em sua narrativa!
Olá espero que essa resposta te encontre bem.
Essa é uma situação muito delicada, tanto para você quanto para ele. Acredito que aceitar ser chamado no feminino mesmo sendo um homen trans é muito prejudicial para ele e talvez não seja sustentável. Agora sobre você, eu não acredito que seja transfóbico da sua parte não querer ficar com um homem trans por você ser lésbica, você realmente não gosta de homens. A questão é como isso vai se desenvolver para vocês dois. Acredito que conversar com ele sobre isso seja importante e colocar se faz sentido para vocês dois irem entendo se a relação faz sentido para vocês dois ao longo do tempo e do processo de transição.
Espero ter ajudado!
Essa é uma situação muito delicada, tanto para você quanto para ele. Acredito que aceitar ser chamado no feminino mesmo sendo um homen trans é muito prejudicial para ele e talvez não seja sustentável. Agora sobre você, eu não acredito que seja transfóbico da sua parte não querer ficar com um homem trans por você ser lésbica, você realmente não gosta de homens. A questão é como isso vai se desenvolver para vocês dois. Acredito que conversar com ele sobre isso seja importante e colocar se faz sentido para vocês dois irem entendo se a relação faz sentido para vocês dois ao longo do tempo e do processo de transição.
Espero ter ajudado!
Não, você não está sendo transfóbico; você está sendo bem honesto com o que sente. Vou te trazer algumas reflexões.
Primeiro, você acabou de conseguir se reconhecer enquanto mulher lésbica, depois de uma vida inteira de repressão. Esse é um processo bem difícil, que implica ressignificar a sua sexualidade pelo menos desde a adolescência, o que torna mais lento o amadurecimento das relações amorosas na vida adulta. Então não tem como se cobrar que “já saia bem” logo de início; é normal que tudo seja muito confuso e que, às vezes, a gente vá com “muita sede ao pote”.
Sobre seu relacionamento atual: é comum que pessoas trans não contem logo de início que são trans, porque estão acostumadas a sofrer preconceito e exclusão. Isso não torna errado o fato de você desejar se relacionar com uma mulher; querer se relacionar com mulheres é uma expressão do seu desejo, não é preconceito.
Pense assim: se eu saio para comer pastel e chego em um restaurante onde não tem pastel, posso ir embora e procurar outro lugar. Isso não é preconceito, é escolher de acordo com o que deseja. Preconceito seria hostilizar aquilo que é diferente do seu desejo.
Em nossa trajetória de relacionamentos, vamos conhecendo pessoas e experimentando o que gostamos e o que não gostamos, seja em aspectos da relação (como jeito de se comunicar, de se comprometer) seja em características físicas e de expressão (cabelo, estilo, expressão de gênero, gosto musical, etc.). Você está bem no início dessa construção.
A recomendação é: tente deixar isso o mais leve possível e não se cobrar tanto. Imagine uma amiga hétero que namora desde os 14 anos: ela tem muito mais experiência em relacionamentos do que você, que está começando agora a viver a sua sexualidade de forma mais livre. Você está aprendendo, e está tudo bem.
Espero ter ajudado. Abraço.
Primeiro, você acabou de conseguir se reconhecer enquanto mulher lésbica, depois de uma vida inteira de repressão. Esse é um processo bem difícil, que implica ressignificar a sua sexualidade pelo menos desde a adolescência, o que torna mais lento o amadurecimento das relações amorosas na vida adulta. Então não tem como se cobrar que “já saia bem” logo de início; é normal que tudo seja muito confuso e que, às vezes, a gente vá com “muita sede ao pote”.
Sobre seu relacionamento atual: é comum que pessoas trans não contem logo de início que são trans, porque estão acostumadas a sofrer preconceito e exclusão. Isso não torna errado o fato de você desejar se relacionar com uma mulher; querer se relacionar com mulheres é uma expressão do seu desejo, não é preconceito.
Pense assim: se eu saio para comer pastel e chego em um restaurante onde não tem pastel, posso ir embora e procurar outro lugar. Isso não é preconceito, é escolher de acordo com o que deseja. Preconceito seria hostilizar aquilo que é diferente do seu desejo.
Em nossa trajetória de relacionamentos, vamos conhecendo pessoas e experimentando o que gostamos e o que não gostamos, seja em aspectos da relação (como jeito de se comunicar, de se comprometer) seja em características físicas e de expressão (cabelo, estilo, expressão de gênero, gosto musical, etc.). Você está bem no início dessa construção.
A recomendação é: tente deixar isso o mais leve possível e não se cobrar tanto. Imagine uma amiga hétero que namora desde os 14 anos: ela tem muito mais experiência em relacionamentos do que você, que está começando agora a viver a sua sexualidade de forma mais livre. Você está aprendendo, e está tudo bem.
Espero ter ajudado. Abraço.
Olá, sua pergunta é muito interessante!
Posso dizer que não, você não está sendo transfóbica por reconhecer um limite do seu desejo e do seu momento de vida.
Transfobia é deslegitimar a identidade de uma pessoa trans, negar seu direito de existir ou tratá-la com violência simbólica ou concreta. O que você descreve é outra coisa.
Você está no início do seu processo de se reconhecer como uma mulher lésbica, depois de uma história de repressão. Esse é um momento muito delicado, em que o desejo ainda está se organizando, buscando referências e segurança. Quando sua parceira se apresenta como um homem trans, mesmo dizendo que não fará transição e que aceita pronomes femininos, algo importante se desloca para você no plano simbólico: a experiência de estar, novamente, vinculada a um homem, algo que você entende que não quer.
Não desejar se relacionar com homens, inclusive homens trans, não é transfobia. Orientação sexual diz respeito a quem você deseja, não a quem você respeita. Você pode reconhecer e validar a identidade dela como homem trans e, ao mesmo tempo, admitir que isso atravessa o seu desejo e te gera sofrimento. Mas sabemos que esse pode ser um processo muito intenso e cheio de reviravoltas. Espero ter ajudado!
Posso dizer que não, você não está sendo transfóbica por reconhecer um limite do seu desejo e do seu momento de vida.
Transfobia é deslegitimar a identidade de uma pessoa trans, negar seu direito de existir ou tratá-la com violência simbólica ou concreta. O que você descreve é outra coisa.
Você está no início do seu processo de se reconhecer como uma mulher lésbica, depois de uma história de repressão. Esse é um momento muito delicado, em que o desejo ainda está se organizando, buscando referências e segurança. Quando sua parceira se apresenta como um homem trans, mesmo dizendo que não fará transição e que aceita pronomes femininos, algo importante se desloca para você no plano simbólico: a experiência de estar, novamente, vinculada a um homem, algo que você entende que não quer.
Não desejar se relacionar com homens, inclusive homens trans, não é transfobia. Orientação sexual diz respeito a quem você deseja, não a quem você respeita. Você pode reconhecer e validar a identidade dela como homem trans e, ao mesmo tempo, admitir que isso atravessa o seu desejo e te gera sofrimento. Mas sabemos que esse pode ser um processo muito intenso e cheio de reviravoltas. Espero ter ajudado!
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