Perguntas do paciente (35)

  • Olá! Estou na dúvida de como lidar com alguém que apresenta dificuldades de se comunicar no relaci

    Olá!
    Estou na dúvida de como lidar com alguém que apresenta dificuldades de se comunicar no relacionamento, e que aparentemente prefere ignorar ou acreditar que não tem o que dizer, acredito que exista preocupação da parte dele em resolver, mas tem dificuldade em querer conversar, prefere fugir, ignorar a situação e ficar na defensiva, mesmo sendo algo que julgo ser tranquilo de resolver, como posso lidar com esse comportamento e incentivar mais a conversa sem o risco de pressionar e causar apenas desconforto, e de onde vem essas reações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    É bastante frequente que, em um relacionamento, um dos parceiros tenha mais facilidade em se expressar, enquanto o outro apresente resistência ou até evite conversas difíceis. Esse comportamento pode estar ligado a vários fatores: experiências anteriores, medo de conflito, dificuldade em lidar com emoções ou até padrões aprendidos na família.

    Quando a pessoa prefere se calar, fugir ou ficar na defensiva, geralmente não é porque não se importa, mas porque ainda não encontrou recursos internos para lidar com o diálogo de forma aberta.

    Algumas atitudes podem ajudar:

    Criar um espaço seguro: escolher momentos tranquilos, sem pressão, para conversar.

    Falar de si em vez de acusar: usar frases como “eu sinto” em vez de “você nunca”.

    Respeitar o tempo do outro, entendendo que forçar pode gerar mais fechamento.

    Validar o esforço dele quando se expressar, mesmo que seja pouco.

    Essas reações muitas vezes vêm de padrões emocionais antigos e inconscientes. Nesse sentido, a terapia pode ser um espaço valioso tanto para a pessoa que tem dificuldade em se comunicar quanto para o casal, ajudando a construir novas formas de diálogo sem medo, fuga ou defensividade.


  • Abandono do esposo pode ser tratada com terapia sistêmica?

    Abandono do esposo pode ser tratada com terapia sistêmica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Sim, o abandono do esposo — ou seja, o impacto emocional e relacional deixado por essa experiência — pode ser trabalhado em terapia, inclusive na terapia sistêmica. Essa abordagem entende que não sofremos sozinhos, mas em rede: nossas relações familiares, conjugais e sociais influenciam diretamente no modo como vivemos e elaboramos as perdas.

    Na terapia sistêmica, o foco não é apenas na dor individual, mas também em como essa vivência se conecta à sua história, ao funcionamento da família e aos padrões relacionais que se repetem. Isso ajuda a ressignificar a experiência de abandono, reconstruir autoestima e abrir espaço para novas formas de se relacionar.

    Em alguns casos, outras abordagens (como a psicanálise) também podem ser indicadas, dependendo da sua demanda pessoal. O importante é buscar um espaço terapêutico que lhe ajude a expressar sentimentos, elaborar o luto e retomar sua vida com mais leveza e sentido.


  • O que acontece com uma mulher que teve uma primeira vez traumática ao fazer sexo quando o cara não p

    O que acontece com uma mulher que teve uma primeira vez traumática ao fazer sexo quando o cara não parou na hora que ela pediu para parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Quando uma mulher passa por uma primeira experiência sexual traumática, como no caso em que o parceiro não respeitou o pedido para parar, isso pode deixar marcas emocionais profundas. Além do impacto físico imediato, o trauma pode gerar consequências como:

    Medo ou rejeição ao contato sexual, dificuldade em relaxar ou se entregar em novas relações;

    Sentimentos de culpa, vergonha ou insegurança, mesmo que a responsabilidade não seja dela;

    Ansiedade, lembranças intrusivas e desconfiança em relação a parceiros futuros;

    Possibilidade de desenvolver transtornos ansiosos ou depressivos associados ao trauma.

    É importante ressaltar: essa vivência não define quem a mulher é, mas pode influenciar sua forma de se relacionar consigo mesma e com os outros. O acompanhamento psicológico, especialmente em abordagens como a psicanálise ou terapias voltadas ao trauma, pode ajudar a elaborar a experiência, ressignificar a sexualidade e recuperar a confiança em si mesma e nos relacionamentos.

    Nesses casos, o suporte profissional é fundamental para que a mulher não carregue sozinha um peso que não lhe pertence e possa reconstruir uma vivência afetiva e sexual mais saudável.


  • Como fazer perguntas ao subconsciente com papel e caneta? Precisa entrar em um estado alterado de co

    Como fazer perguntas ao subconsciente com papel e caneta? Precisa entrar em um estado alterado de consciencia??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Fazer perguntas ao subconsciente com papel e caneta é uma forma de acessar pensamentos e sentimentos que muitas vezes não vêm à tona na mente consciente. Você não precisa necessariamente entrar em um estado profundo ou alterado de consciência; o importante é criar um espaço tranquilo e focado.

    Algumas orientações:

    Escolha um momento calmo e sem interrupções.

    Escreva a pergunta claramente: por exemplo, “O que me impede de me sentir confiante em relacionamentos?”.

    Escreva tudo que vier à mente, sem censura, mesmo que pareça desconexo ou estranho.

    Não se preocupe com gramática ou coerência — o objetivo é permitir que o subconsciente se manifeste livremente.

    Após escrever, leia o que surgiu e reflita sobre padrões, sentimentos ou insights que apareceram.

    Essa prática pode ser combinada com psicanálise ou outras abordagens terapêuticas, ajudando a compreender melhor emoções, bloqueios e desejos inconscientes.


  • Olá bom dia, gostaria de saber o ponto de vista dos doutores se utilizamos a maldade para maldar uma

    Olá bom dia, gostaria de saber o ponto de vista dos doutores se utilizamos a maldade para maldar uma situação ou apenas uma vigilância atenção perspicácia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A palavra “maldade” pode ter sentidos diferentes dependendo do contexto. Em geral, quando falamos em “maldar”, pensamos em uma atitude negativa, voltada a prejudicar ou julgar o outro. Mas muitas vezes, o que a pessoa chama de “maldade” pode ser apenas um olhar mais atento, crítico ou perspicaz diante de uma situação.

    A diferença está na intenção:

    Se o objetivo é ferir, criticar de forma destrutiva ou alimentar ressentimentos, aí podemos falar de maldade.

    Se a atitude é de observar, analisar e se proteger, então estamos falando de vigilância, atenção e discernimento — o que é saudável.

    Na terapia, é comum trabalhar essa fronteira entre cuidado legítimo e interpretações negativas que geram peso emocional. Muitas vezes, aprender a nomear corretamente o que sentimos ajuda a reduzir a culpa e a viver de forma mais leve.


  • O que eu deveria esperar de um tratamento com psicólogo? Eu sinto que o tratamento que eu iniciei e

    O que eu deveria esperar de um tratamento com psicólogo?
    Eu sinto que o tratamento que eu iniciei e abandonei recentemente só me serviu de perda de tempo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que se deve esperar de um tratamento com psicólogo, especialmente pela psicanálise, é um espaço seguro para explorar sentimentos, pensamentos e padrões que muitas vezes estão fora da consciência. A psicanálise não oferece soluções imediatas, mas ajuda a entender a origem de conflitos, repetição de comportamentos e dificuldades emocionais, promovendo mudanças profundas ao longo do tempo.

    É normal que, no início, algumas sessões pareçam lentas ou pouco produtivas, mas isso faz parte do processo de aproximação com o próprio inconsciente. Se você sentiu que experiências anteriores não funcionaram, isso não significa que a psicanálise não possa ajudar — muitas vezes, o efeito se manifesta de forma gradual, à medida que você se conecta com sua história, seus desejos e seus padrões internos.

    O mais importante é se sentir acolhido, ouvido e capaz de explorar suas questões sem julgamento, permitindo que a transformação aconteça de dentro para fora.


  • Não tenho tanta dificuldade em interagir socialmente, mas depois da interação eu fico me sentindo mu

    Não tenho tanta dificuldade em interagir socialmente, mas depois da interação eu fico me sentindo muito angustiada, chorando, morrendo de vergonha por ter falado alguma bobagem ou não ter me expressado direito. Por que isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que você descreve pode estar relacionado a um processo de autocrítica intensa e a uma tendência a ruminar sobre interações sociais. Muitas pessoas conseguem se comunicar normalmente, mas depois revivem mentalmente a situação, focando em possíveis “erros” ou na forma como foram percebidas. Isso pode gerar angústia, vergonha e choro, mesmo que a interação tenha sido tranquila para os outros.

    Na psicanálise, entende-se que essas reações podem ter origem em experiências passadas, padrões de crítica interna ou inseguranças inconscientes. O processo terapêutico ajuda a:

    Compreender de onde vêm esses sentimentos;

    Reduzir a autocrítica exagerada;

    Desenvolver formas de se relacionar socialmente com mais leveza e segurança, sem carregar tanto peso após cada interação.

    É importante lembrar que essas sensações não significam que você é “ruim em se relacionar”, mas sim que existe um padrão emocional que pode ser trabalhado com acompanhamento profissional.


  • Não faço exercícios por estar triste, mas estou triste por detestar o meu corpo. Como me livrar dess

    Não faço exercícios por estar triste, mas estou triste por detestar o meu corpo. Como me livrar desse loop?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que você descreve é um ciclo bastante comum: a tristeza e a insatisfação com o corpo reduzem a motivação para se cuidar, e a falta de cuidado acaba reforçando a tristeza e a crítica a si mesma. Esse “loop” muitas vezes envolve críticas internas, padrões aprendidos e expectativas irreais sobre o corpo e o autocuidado.

    Na psicanálise, trabalhamos justamente para entender de onde vêm esses sentimentos e crenças — muitas vezes ligados a experiências passadas, comparações ou mensagens familiares e sociais internalizadas. Ao explorar essas raízes, é possível:

    Reduzir a autocrítica exagerada;

    Desenvolver uma relação mais gentil e realista com o próprio corpo;

    Retomar gradualmente hábitos de cuidado físico e emocional, sem culpa ou pressão.

    O primeiro passo é reconhecer o padrão e buscar ajuda profissional para lidar com a tristeza e a insatisfação, permitindo que pequenas mudanças se tornem possíveis e sustentáveis.


  • É normal demorar quase 1 mês pra se adaptar a um novo hábito? Parece ser tão mais fácil pra outras p

    É normal demorar quase 1 mês pra se adaptar a um novo hábito? Parece ser tão mais fácil pra outras pessoas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Sim, é absolutamente normal que demorar algumas semanas para se adaptar a um novo hábito aconteça. Cada pessoa tem seu próprio ritmo, e fatores como rotina, motivação, crenças, experiências passadas e até padrões emocionais influenciam a velocidade da mudança.

    Na psicanálise, entende-se que os hábitos não envolvem apenas comportamentos conscientes, mas também aspectos inconscientes da personalidade e experiências passadas. Por isso, o processo de adaptação pode ser mais lento do que parece “normal” ou do que se vê nos outros.

    Comparar-se com os outros costuma gerar frustração e autocrítica, mas o que realmente importa é reconhecer seus próprios avanços, mesmo que pequenos. Com paciência, consistência e apoio terapêutico, é possível construir hábitos de forma sustentável, respeitando seu tempo e suas necessidades.


  • Por que me estresso com tanta facilidade? Detesto me estressar, me sinto muito mal. Contudo, sempr

    Por que me estresso com tanta facilidade?
    Detesto me estressar, me sinto muito mal. Contudo, sempre me irritei muito fácil, principalmente com a minha mãe - que é maravilhosa. Fico tão triste por não conseguir mudar...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Sentir-se facilmente estressada ou irritada, especialmente com pessoas próximas e queridas, é mais comum do que parece. Muitas vezes, essas reações não estão totalmente ligadas à outra pessoa, mas a padrões emocionais internos, experiências passadas e formas inconscientes de lidar com frustrações.

    Na psicanálise, entende-se que a irritação pode surgir de sentimentos guardados ou necessidades não expressas, que se manifestam de maneira automática. Não é uma falha sua ou falta de vontade de mudar — o estresse e a irritação são respostas aprendidas ao longo da vida, que podem ser reconhecidas e transformadas com o tempo.

    O acompanhamento terapêutico ajuda a:

    Entender a origem dessas reações, muitas vezes ligadas a vínculos importantes como o familiar;

    Aprender a lidar com emoções intensas sem se culpar;

    Desenvolver maneiras mais conscientes e saudáveis de se relacionar, reduzindo o sofrimento e a autocrítica.

    Reconhecer essas emoções já é um passo importante: mostra que você se importa consigo mesma e com os vínculos que valoriza.


  • Cresci em um lar onde não me sentia segura, com muitas brigas e situações violentas. Na adolescência

    Cresci em um lar onde não me sentia segura, com muitas brigas e situações violentas. Na adolescência tive um diagnóstico de uma condição crônica degenerativa dos músculos, e sinto que não pude viver minha adolescência. Hoje adulta, não tenho desejo sexual, é como se a energia não passasse pelo meu corpo. Antes era como se não me sentisse merecedora de uma vida alegre e enérgica, e após o diagnóstico é como se isso tivesse se confirmado. Hoje luto internamente para querer que a energia corra dentro de mim, para ter vontades, mas não tenho vontade nenhuma de nenhuma troca os atividade sexual. Independente de se isso é patológico ou não, porque é genuinamente quem posso ser agora, como posso fazer para a energia de vida correr em mim espontaneamente outra vez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que você descreve revela um processo de vida marcado por traumas, desafios físicos e limitações que afetaram sua experiência de prazer, desejo e vitalidade. Crescer em um ambiente inseguro e conviver com uma condição crônica degenerativa pode gerar sensações de falta de merecimento, bloqueios corporais e emocionais, que influenciam diretamente a energia vital e a sexualidade.

    Na psicanálise, entende-se que a energia de vida (ou libido, no sentido amplo) não é apenas sexual, mas também relacionada ao desejo de viver, criar, sentir prazer e se relacionar. Bloqueios desse tipo são compreensíveis: o corpo e a mente carregam experiências de dor, medo ou frustração, e a energia vital pode ficar represada.

    Alguns caminhos que podem ajudar a permitir que essa energia flua novamente incluem:

    Explorar emoções e memórias ligadas à infância, adolescência e à relação com seu corpo;

    Reconhecer e validar o sofrimento e as limitações, sem culpa ou julgamento;

    Praticar presença no corpo: pequenas experiências sensoriais, movimento, respiração consciente, podem ajudar a reconectar-se com a vitalidade;

    Psicanálise ou terapia focada em trauma pode apoiar a ressignificação das experiências passadas, permitindo que o desejo e a energia vital surjam de forma espontânea, no seu próprio tempo.

    O processo é gradual: não se trata de “forçar” a sexualidade ou a energia, mas de reconstruir a relação consigo mesma, com o corpo e com o prazer de viver, respeitando seu ritmo e história.


  • O que poderia ser? Não me sinto bem em certos lugares (curso, escola etc) eu diria que é timidez, ma

    O que poderia ser? Não me sinto bem em certos lugares (curso, escola etc) eu diria que é timidez, mas parece que nem sempre é. O desconforto continua ali, principalmente se tenho que lidar com isso sozinho. O nervosismo mesmo, que deixa até minha voz trêmula, vem em momentos específicos. Tem muitas coisas que não entendo: nunca consigo ser próximo de alguém mesmo querendo, tenho poucos amigos que não tenho vontade de me esforçar pra manter a amizade, rotinas chatas me dá 0 motivação e me fizeram faltar por dias tanto no curso quanto na escola. Tudo isso me atrapalhou e me causou algum problema

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que você descreve pode envolver diferentes aspectos da vida emocional e social, e nem sempre se trata apenas de timidez. Sentir desconforto em certos lugares, nervosismo intenso, dificuldade em criar laços próximos e falta de motivação em rotinas repetitivas pode estar ligado a padrões emocionais e experiências passadas, que moldam como você se relaciona consigo mesmo e com os outros.

    Na psicanálise, busca-se compreender a origem desses padrões, muitas vezes inconscientes, que influenciam a maneira como você se comporta e sente. O objetivo é:

    Entender por que certos lugares ou situações geram ansiedade;

    Explorar a dificuldade em criar e manter vínculos, respeitando seu jeito de se relacionar;

    Identificar o que bloqueia a motivação e encontrar formas de lidar com tarefas ou rotinas sem se sobrecarregar emocionalmente.

    Mesmo que essas experiências tenham causado dificuldades no passado, o acompanhamento terapêutico ajuda a compreender a si mesmo com mais clareza, desenvolver estratégias de enfrentamento e construir relações e hábitos que respeitem seu ritmo e suas necessidades.


  • Sofro com o vício da pornografia e da masturbação, e não consigo largar.

    Sofro com o vício da pornografia e da masturbação, e não consigo largar. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que você descreve indica um padrão compulsivo, que muitas vezes envolve não apenas o comportamento em si, mas também questões emocionais, de autoestima, solidão ou dificuldade em lidar com frustrações. A compulsão não é sinal de fraqueza ou falta de força de vontade: é um mecanismo de alívio ou fuga que o corpo e a mente encontram, ainda que gere sofrimento.

    Alguns caminhos que podem ajudar:

    Reconhecer o padrão sem se culpar: perceber quando o impulso surge e quais emoções o antecedem;

    Explorar os gatilhos emocionais: ansiedade, tédio, estresse ou solidão frequentemente estão por trás do comportamento;

    Psicanálise ou terapia individual: ajuda a compreender a origem desse padrão, ressignificar a relação com o corpo e o prazer, e encontrar formas mais saudáveis de lidar com impulsos e emoções;

    Pequenos passos de mudança: substituir comportamentos automáticos por outras atividades que promovam satisfação emocional e bem-estar.

    O processo é gradual e exige paciência consigo mesmo. O objetivo não é apenas “parar”, mas entender e transformar a relação com seus desejos e emoções, permitindo escolhas mais conscientes e saudáveis.


  • Na hipnose, houveram casos de gatilhos serem ativados no tratamento e que o terapeuta não conseguiu

    Na hipnose, houveram casos de gatilhos serem ativados no tratamento e que o terapeuta não conseguiu desativa-lo ou elimina-lo? Isso é comum e qual a periculosidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Na hipnose clínica, o objetivo é trabalhar com memórias, comportamentos e gatilhos emocionais de maneira controlada e segura. É muito raro que um gatilho seja “ativado” de forma fora de controle. O que pode acontecer, especialmente em casos mais sensíveis, é que emoções fortes ou lembranças intensas apareçam durante a sessão, mas um terapeuta capacitado está treinado para orientar a pessoa, estabilizar a experiência e retornar a um estado seguro.

    Casos em que um gatilho não é adequadamente gerenciado são excepcionais e geralmente relacionados a profissionais sem experiência adequada. Por isso, a escolha de um hipnoterapeuta qualificado é fundamental.

    A hipnose não é perigosa quando conduzida por um profissional treinado e ético, mas pode gerar desconforto momentâneo se a pessoa estiver lidando com traumas profundos. Nessas situações, é essencial que haja acompanhamento contínuo e técnicas de ancoragem ou relaxamento para garantir segurança emocional durante e após a sessão.

    Em resumo: é incomum e raro que um gatilho se torne incontrolável, e a hipnose clínica, quando realizada corretamente, é segura e eficaz para trabalhar com questões emocionais, comportamentais e psicológicas.


  • Como a psicanálise funciona/ ajuda? Estou fazendo a 8 meses e não sei se estou vendo mudança.

    Como a psicanálise funciona/ ajuda?
    Estou fazendo a 8 meses e não sei se estou vendo mudança.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A psicanálise funciona como um processo de exploração da mente e das emoções, ajudando você a compreender padrões de comportamento, sentimentos e pensamentos que muitas vezes estão fora da consciência. Ela não busca mudanças imediatas ou soluções rápidas, mas permite aprofundar o autoconhecimento e ressignificar experiências passadas que influenciam o presente.

    É comum que, nos primeiros meses, a mudança não seja totalmente perceptível. Muitas vezes, o impacto acontece de forma sutil e gradual, na maneira como você se relaciona com os outros, lida com frustrações ou compreende seus próprios sentimentos.

    O acompanhamento contínuo ajuda a:

    Identificar padrões repetitivos que causam sofrimento;

    Entender a origem de emoções e conflitos;

    Desenvolver recursos internos para lidar com desafios da vida de forma mais consciente e equilibrada.

    A psicanálise é um processo que requer paciência e consistência, e o progresso é percebido no tempo do próprio paciente, à medida que ele se conecta mais profundamente com sua história e seus desejos.


Perguntas frequentes

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