Perguntas do paciente (35)

  • De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de

    De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Experiências de abandono na infância, especialmente envolvendo figuras importantes como o pai ou a mãe, podem influenciar profundamente a forma como a pessoa se sente nos relacionamentos ao longo da vida. Quando uma criança vive uma perda, afastamento ou ausência significativa, isso pode ser registrado emocionalmente como uma sensação de insegurança ou de que os vínculos não são estáveis.

    Na vida adulta, essa marca emocional pode aparecer como medo constante de ser deixado, dificuldade de confiar, necessidade de confirmação frequente ou sensação de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento, mesmo quando não há sinais claros disso.

    Isso não significa que a pessoa esteja exagerando, mas sim que o sistema emocional aprendeu, em algum momento, que as relações podem ser interrompidas de forma dolorosa, e passa a ficar mais alerta para evitar que isso se repita.

    Na psicoterapia ou na psicanálise, o trabalho consiste em compreender como essa experiência foi vivida, que significados ela ganhou ao longo do tempo e de que forma continua influenciando as relações atuais. Ao elaborar essas vivências, muitas pessoas conseguem diferenciar o passado do presente e reduzir a sensação constante de insegurança.


  • Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari

    Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Descobrir uma traição costuma ser uma experiência emocionalmente muito intensa, e é comum que, por um período, os pensamentos fiquem repetitivos e difíceis de controlar. Isso acontece porque a quebra de confiança pode afetar não apenas o relacionamento, mas também a forma como a pessoa se percebe, se sente segura e se relaciona com os outros.

    Quando uma situação assim ocupa todo o pensamento, muitas vezes não é apenas o fato atual que está em jogo, mas também sentimentos mais profundos, como medo de abandono, insegurança, sensação de não ser suficiente ou experiências anteriores que podem ter deixado marcas emocionais.

    Na psicanálise, buscamos compreender justamente o que essa dor mobiliza internamente. Em vez de olhar apenas para o acontecimento, o trabalho é investigar por que ele toca em pontos tão sensíveis e o que isso revela sobre sua forma de se vincular, confiar e lidar com perdas.

    Esse tipo de compreensão não serve para justificar o que aconteceu, mas para ajudar você a lidar com a situação de maneira mais consciente, sem ficar preso apenas à repetição do sofrimento.


  • Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se

    Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Passar por uma traição pode abalar profundamente a confiança, não apenas no parceiro, mas também na própria capacidade de escolher, confiar e se sentir seguro em um relacionamento. Depois de uma experiência assim, é comum surgir o medo de que a mesma situação se repita em vínculos futuros.

    Esse receio muitas vezes não está ligado somente ao que aconteceu agora, mas também à forma como cada pessoa construiu, ao longo da vida, suas expectativas sobre amor, confiança e abandono. Quando ocorre uma quebra de confiança, essas bases emocionais podem ficar mais sensíveis, fazendo com que a mente fique em estado de alerta para evitar novas frustrações.

    Trabalhar esse medo envolve compreender alguns pontos importantes:

    Como você costuma se sentir dentro dos relacionamentos

    Quais sinais despertam insegurança ou necessidade de controle

    Que experiências anteriores podem ter influenciado sua forma de confiar

    Como diferenciar o que pertence ao passado do que está acontecendo no presente

    Na psicoterapia ou na psicanálise, o objetivo não é fazer você confiar cegamente novamente, mas ajudar a reconstruir uma sensação interna de segurança, para que novos vínculos não fiquem presos ao medo do que aconteceu antes.


  • Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A duração de uma análise pode variar bastante, porque depende dos objetivos da pessoa, da profundidade das questões trabalhadas e da frequência das sessões.

    A psicanálise é um processo que busca compreender não apenas sintomas pontuais, mas também padrões emocionais mais profundos, que muitas vezes foram construídos ao longo da vida. Por isso, não existe um tempo fixo igual para todos.

    Algumas pessoas procuram atendimento para lidar com uma dificuldade específica e permanecem por um período mais curto. Outras desejam um trabalho mais aprofundado de autoconhecimento, e nesse caso o processo pode durar mais tempo.

    Na psicanálise, o tempo não é definido previamente, mas construído ao longo do processo, conforme as necessidades e o momento de cada pessoa.


  • E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

    E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    É relativamente comum sentir estranhamento nas primeiras sessões de terapia ou análise. No início, você ainda está conhecendo o profissional, o método de trabalho e também se adaptando a falar sobre aspectos pessoais da sua vida.

    Por isso, muitas vezes vale a pena dar algumas sessões para observar se o vínculo terapêutico começa a se construir. A confiança e a sensação de segurança costumam surgir gradualmente.

    Por outro lado, se após algumas sessões você continua se sentindo muito desconfortável, não compreendido ou percebe que não consegue se abrir, pode ser válido considerar procurar outro profissional. A qualidade da relação terapêutica é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento.


  • Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar c

    Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar com essa culpa sem me forçar a perdoar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Sim, a psicanálise pode ajudar a lidar com esse tipo de conflito.

    Em muitos casos, a culpa surge quando existe um choque entre duas necessidades importantes: o desejo de preservar o vínculo familiar e a necessidade de proteger o próprio bem-estar emocional. Esse conflito pode gerar muita ambivalência — ao mesmo tempo em que a pessoa sente necessidade de se afastar, também se sente culpada por isso.

    No processo psicanalítico, o objetivo não é forçar decisões como perdoar, retomar vínculos ou se afastar. O foco é compreender os significados dessas relações na sua história, como determinados sentimentos foram construídos ao longo do tempo e por que a culpa aparece com tanta força.

    Ao compreender melhor esses processos internos, muitas pessoas conseguem:

    diferenciar responsabilidade real de culpa excessiva

    reconhecer seus próprios limites emocionais

    tomar decisões mais conscientes sobre a relação com a família

    reduzir o peso emocional dessas escolhas

    A ideia não é dizer o que você deve fazer, mas ajudá-la a entender melhor seus sentimentos para que suas decisões sejam mais alinhadas com o seu bem-estar.


  • É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Essa é uma ideia bastante comum, mas não é exatamente assim.

    Na psicanálise, o profissional tende a falar menos do que em abordagens mais diretivas, porque o foco está em permitir que o paciente associe livremente, reflita e construa sentidos a partir da própria fala. O silêncio, quando ocorre, não é ausência — é um recurso técnico.

    Isso não significa que o terapeuta “quase não fala”. Ele intervém com perguntas, interpretações, pontuações e devoluções que ajudam a aprofundar a compreensão do que está sendo trazido.

    O objetivo não é dar conselhos prontos, mas favorecer que você compreenda os padrões inconscientes que influenciam suas emoções e escolhas.

    Cada profissional também tem seu estilo clínico, então a experiência pode variar.

    Se quiser, posso explicar como funciona na prática uma sessão.


  • Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus

    Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus traumas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A psicanálise pode ajudar no autoconhecimento porque parte do princípio de que muitos dos nossos conflitos atuais têm raízes em experiências passadas que não foram totalmente elaboradas.

    Traumas não são apenas os acontecimentos em si, mas a forma como foram registrados emocionalmente. Muitas vezes, repetimos padrões, reagimos de maneira intensa ou nos sabotamos sem compreender exatamente por quê.

    No processo psicanalítico, por meio da fala, da escuta e da investigação dos sentidos que você atribui às suas experiências, é possível:

    Identificar padrões repetitivos de comportamento e relacionamento

    Compreender a origem de emoções intensas ou reações desproporcionais

    Dar novo significado a experiências passadas

    Desenvolver mais consciência sobre seus desejos, limites e necessidades

    O objetivo não é apagar o trauma, mas integrá-lo à sua história de forma menos dolorosa, reduzindo seu impacto nas escolhas e relações atuais.

    Cada processo é singular, mas quando há disposição para se conhecer com profundidade, a análise pode promover mudanças consistentes e duradouras.

    Se quiser, posso explicar como funciona na prática um processo terapêutico.


  • Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois

    Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois disso não consegui voltar "ao normal" como era antes. Isso é natural de acontecer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Sim, isso pode acontecer.

    Uma crise de ansiedade intensa não é apenas um episódio isolado — ela costuma marcar a pessoa emocionalmente. Depois de uma experiência assim, é comum surgir uma sensação de que algo mudou, como se o corpo ou a mente estivessem mais sensíveis do que antes.

    Muitas pessoas relatam que passam a ficar mais atentas aos sinais do próprio corpo, com medo de uma nova crise, e isso pode dar a impressão de que “não voltaram ao normal”. Em alguns casos, o que permanece não é a crise em si, mas a preocupação com ela.

    É importante avaliar se o que você sente hoje é uma ansiedade residual, medo de recaída ou mudanças na forma como você passou a se perceber após a crise. Cada caso precisa ser compreendido individualmente.

    Com acompanhamento adequado, é possível não apenas recuperar estabilidade, mas desenvolver recursos emocionais mais sólidos do que antes.

    Se quiser, posso te explicar melhor como funciona esse processo.


  • Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melh

    Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O ciúme é uma emoção humana comum, mas quando passa a gerar sofrimento, insegurança constante ou conflitos no relacionamento, merece atenção.

    Primeiro ponto importante: não se trata apenas de “parar de sentir”. Emoções não desaparecem por decisão racional. A questão é entender de onde esse ciúme está vindo.

    Algumas possibilidades que costumam estar por trás do ciúme excessivo:

    Medo de abandono

    Baixa autoestima ou sensação de não ser suficiente

    Experiências passadas de traição

    Padrões aprendidos na família

    Necessidade de controle como forma de reduzir ansiedade

    O caminho para melhorar envolve:

    Identificar os gatilhos (o que ativa o ciúme).

    Diferenciar fatos de interpretações.

    Trabalhar a segurança interna — autoestima e autonomia emocional.

    Desenvolver comunicação assertiva no relacionamento.

    Em muitos casos, o ciúme fala mais sobre inseguranças pessoais do que sobre o comportamento do parceiro. Um processo terapêutico pode ajudar a compreender essas raízes e diminuir a intensidade emocional dessas reações.

    Você não precisa deixar de sentir, mas pode aprender a lidar com isso de forma mais saudável.


  • Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?

    Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A duração de uma psicoterapia de orientação psicanalítica pode variar bastante, pois depende dos objetivos da pessoa, da profundidade das questões que serão trabalhadas e da frequência das sessões.

    Diferente de abordagens mais focadas em sintomas específicos, a psicanálise busca compreender padrões emocionais mais profundos, que muitas vezes foram construídos ao longo de muitos anos. Por isso, o tempo de tratamento não é igual para todos.

    Em alguns casos, quando a pessoa tem uma demanda mais pontual, o processo pode durar alguns meses. Já quando o objetivo envolve autoconhecimento mais aprofundado, dificuldades repetitivas nos relacionamentos ou questões emocionais antigas, o acompanhamento pode durar mais tempo.

    Na psicanálise, o tempo não costuma ser definido previamente, mas avaliado ao longo do processo, de acordo com as necessidades e os avanços de cada pessoa.


  • Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele n

    Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele não faz, diz q não gosta q peço. Tento dialogar ele nao quer, e isso vem ocorrendo ha bastante tempo já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Dificuldades na vida sexual do casal são mais comuns do que parece, e muitas vezes não estão relacionadas apenas ao desejo físico, mas também a fatores emocionais, crenças, inseguranças ou dificuldades de comunicação entre os parceiros.

    Quando um dos dois evita determinados tipos de intimidade, como toque nas partes íntimas, sexo oral ou mudanças de posição, isso pode ter diferentes causas, por exemplo:

    Insegurança com o próprio desempenho

    Crenças ou tabus sobre sexualidade

    Dificuldade em lidar com pedidos ou cobranças

    Problemas no relacionamento fora da área sexual

    Diferenças de desejo entre o casal

    O fato de você tentar dialogar e não conseguir também é um ponto importante, porque a qualidade da comunicação costuma ter grande impacto na vida sexual.

    A terapia individual ou de casal pode ajudar a compreender o que está acontecendo nessa dinâmica, sem a intenção de culpar alguém, mas buscando entender as dificuldades de cada um e encontrar formas mais saudáveis de lidar com a intimidade.


  • . Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?

    . Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Os processos cognitivos são as funções mentais que utilizamos para aprender. Eles incluem atenção, memória, percepção, linguagem, raciocínio e funções executivas (como planejamento e organização).

    A aprendizagem acontece quando conseguimos:

    Prestar atenção ao conteúdo

    Compreender o que está sendo apresentado

    Armazenar essa informação na memória

    Recuperá-la e aplicá-la depois

    Se algum desses processos estiver comprometido — por exemplo, dificuldade de concentração, memória fraca ou desorganização — o aprendizado pode se tornar mais difícil.

    Além disso, fatores emocionais como ansiedade, estresse ou insegurança também podem interferir diretamente nos processos cognitivos, prejudicando o desempenho.


  • Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtivi

    Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O pensamento acelerado geralmente vem acompanhado de ansiedade, dificuldade de foco e sensação de cansaço mental — como se a mente não conseguisse “desligar”. A pessoa pula de uma ideia para outra sem conseguir organizar ou concluir, o que pode gerar desgaste e até insônia.

    Já a criatividade e produtividade costumam trazer o oposto: foco, clareza e energia direcionada para realizar algo. Nesses momentos, as ideias fluem, mas com um sentido de prazer, motivação e possibilidade de execução.

    Um ponto simples para diferenciar é observar: depois desse processo, sinto-me esgotado ou realizado?

    Se há esgotamento, insônia e ansiedade, pode ser pensamento acelerado.

    Se há satisfação, clareza e resultados concretos, provavelmente é criatividade e produtividade.

    A psicanálise pode ajudar a identificar esses padrões, reduzir o excesso de ansiedade e transformar a energia mental em algo construtivo.


  • Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    Existem diferentes formas de compreender os projetos de vida, pois eles variam conforme os valores, os desejos e a fase da vida de cada pessoa. De modo geral, podemos pensar em alguns tipos principais:

    Projetos pessoais: ligados ao autoconhecimento, desenvolvimento emocional, equilíbrio mental e físico.

    Projetos profissionais: relacionados à carreira, empreendedorismo, estudos ou crescimento no ambiente de trabalho.

    Projetos familiares e relacionais: voltados para a construção de vínculos, cuidado com a família, educação dos filhos, vida a dois ou fortalecimento de laços sociais.

    Projetos de contribuição social: quando a pessoa busca deixar uma marca no mundo, seja através de voluntariado, engajamento comunitário ou impacto positivo na sociedade.

    Projetos espirituais e existenciais: conectados ao sentido da vida, espiritualidade e busca por propósito.

    Na prática clínica, percebo que muitas vezes o sofrimento surge quando a pessoa perde o contato com seus projetos ou não consegue organizá-los. A psicanálise pode ajudar a resgatar esse olhar, compreender obstáculos internos e externos e construir um caminho mais coerente com a própria história e desejo.


  • A crise existencial é sempre ruim? .

    A crise existencial é sempre ruim? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A crise existencial nem sempre é algo ruim. Ela costuma surgir em momentos de mudança, dúvida ou insatisfação, quando a pessoa começa a questionar o sentido da vida, suas escolhas e seus valores. Embora possa trazer desconforto, insegurança e até angústia, também pode ser uma oportunidade de crescimento.

    Muitas vezes, é justamente a crise que impulsiona a busca por autoconhecimento, novos caminhos e propósito. É como se a vida pedisse uma pausa para reorganizar prioridades.

    O que pode torná-la mais difícil é quando a pessoa fica presa apenas na angústia, sem conseguir transformar essas perguntas em aprendizado. Nessas situações, a psicoterapia pode ajudar a atravessar esse processo com mais clareza e construir novos sentidos.


  • Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido m

    Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido medo e me preocupado até com o que vou falar pra não ser mal interpretado.
    Por exemplo: será que a pessoa entendeu o que eu falei? Será que não entendeu e vai ficar chateada comigo?
    Além disso tenho tido muitos medo de algumas situações, tenho evitado está em lugares com muitas pessoas, pois já fico imaginando se alguém olhar muito pra mim já fico com medo, pensando: será que essa pessoa está pensando contra mim?
    É como se eu estivesse sempre muito observador, e com tudo me preocupo.
    Já tomo medicamento pra TAG DULOXETINA 60 mg, já faz duas semanas.
    O que pode está acontecendo comigo? Esse medo irracional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que você descreve — pensamentos intrusivos, medo de ser mal interpretado, receio de estar em lugares com muitas pessoas e a sensação de estar constantemente em alerta — pode estar relacionado à ansiedade generalizada e, em alguns casos, também a sintomas de transtornos ansiosos associados, como fobia social ou transtorno do pânico.

    É comum que, mesmo após o início da medicação (como a duloxetina), os sintomas ainda não tenham desaparecido totalmente, já que o efeito pleno do medicamento pode levar algumas semanas para se consolidar. Além disso, o remédio atua em conjunto com a psicoterapia, que ajuda a trabalhar a forma como você lida com os pensamentos, interpreta as situações e organiza suas emoções.

    O “medo irracional” que você menciona é uma característica da ansiedade: a mente cria cenários de ameaça mesmo quando não há perigo real. Isso gera insegurança, autocobrança e, muitas vezes, esquiva social.

    O ideal é continuar o acompanhamento com o psiquiatra para avaliar a evolução do tratamento medicamentoso e, paralelamente, investir em psicoterapia (como a psicanálise ou outras abordagens), que pode ajudar a entender a origem desses pensamentos e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com eles.


  • Moro só há mais de 25 anos e não me vejo nem me relacionando nem dividindo espaço com ninguém. Detes

    Moro só há mais de 25 anos e não me vejo nem me relacionando nem dividindo espaço com ninguém. Detesto receber pessoas em casa , adoro me divertir só - saio muito , vou para restaurantes , museus , trilhas. Isso tudo começo quando percebi que gostava de minha companhia e que levei muito tempo para ter meu espaço e viver a vida que queria . Ultimamente olhei para trás e percebi que meu último relacionamento foi em 2013, que não sinto falta e que estou bem . Que tipo de pessoa meu comportamento me faz em termos de sociabilidade ? Sou um heremita?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    O que você descreve não significa, necessariamente, ser um “hermitão” ou ter um problema de sociabilidade. Na verdade, mostra que você construiu uma forma de viver que valoriza sua autonomia, liberdade e o prazer de estar consigo mesmo. Muitas pessoas encontram bem-estar justamente ao respeitar seus limites e preferências.

    Gostar da própria companhia não é sinal de isolamento patológico. O ponto central é: você sente-se bem assim? Você consegue se divertir, sair, participar de atividades que gosta? Se a resposta é sim, isso revela uma sociabilidade diferente da tradicional (baseada em convívio constante), mas ainda saudável.

    É claro que algumas pessoas podem estranhar ou julgar, porque estamos acostumados a associar felicidade a relacionamentos amorosos ou convivência intensa. Porém, existem diferentes formas de viver bem.

    A psicoterapia pode ajudar, se for de seu interesse, a refletir sobre esse estilo de vida: entender se é apenas uma escolha consciente e satisfatória ou se existe algum traço de evitação ou defesa emocional envolvido. Mas, pelo que você relata, parece muito mais um caminho de autenticidade e autorrespeito do que isolamento prejudicial.


  • Como posso identificar se o método da psicanálise é adequado para minha demanda?

    Como posso identificar se o método da psicanálise é adequado para minha demanda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A psicanálise pode ser adequada quando você sente necessidade de entender melhor suas emoções, pensamentos e padrões de comportamento, especialmente aqueles que parecem se repetir ou trazer sofrimento. Esse método não se limita a “resolver sintomas”, mas busca investigar as causas mais profundas, muitas vezes ligadas à história de vida e às experiências inconscientes.

    Alguns sinais de que a psicanálise pode ajudar:

    quando há questões emocionais recorrentes, como ansiedade, insegurança ou dificuldades nos relacionamentos;

    quando você sente que está vivendo em “piloto automático” e gostaria de se conhecer melhor;

    quando percebe conflitos internos que atrapalham suas escolhas e sua realização pessoal.

    O melhor caminho para saber se é adequado é conversar com o psicanalista em uma primeira sessão: juntos, vocês poderão avaliar se esse é o método que atende sua demanda ou se outra abordagem pode ser mais indicada.


  • Em que problemas emocionais ou físicos a hipnose pode ser usada?

    Em que problemas emocionais ou físicos a hipnose pode ser usada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jaime Kuhn

    A hipnose clínica pode ser utilizada como recurso terapêutico para auxiliar no tratamento de diversos problemas emocionais e também em algumas condições físicas, sempre como complemento a um acompanhamento profissional adequado.

    Ela costuma ser aplicada em casos como:

    Ansiedade e estresse

    Fobias e medos específicos

    Insônia

    Dores crônicas (como enxaqueca, tensão muscular, fibromialgia)

    Hábitos que a pessoa deseja mudar (como compulsões, roer unhas, comer em excesso)

    Questões relacionadas à autoestima e autoconfiança

    Dificuldades emocionais ligadas a experiências passadas

    A hipnose não é um estado de perda de controle, mas sim um estado de atenção focada e relaxamento, no qual a pessoa pode acessar conteúdos emocionais com mais facilidade e trabalhar novas formas de resposta.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.