Perguntas do paciente (113)
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as vezes sem motivo algum eu fico mordendo muito os lábios, rancando as pelinhas ou passando os labi
as vezes sem motivo algum eu fico mordendo muito os lábios, rancando as pelinhas ou passando os labios no ferro do aparelho pra sentir a dor porque é estranhamente muito boa (???) as vezes também me pego apertando as partes de baixo da gengiva com a unha para sentir a dor, quando faço isso é uma sensação muito boa porém eu sinto que não é suficiente e é como se eu necessitasse de mais e essas manias não sendo o bastante para preencher. Queria saber porque do nada e sem motivo eu faço isso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Algumas regiões do corpo são propícias à prática de suscitar a dor prazerosa que você descreve. As partes mais interiores dos lábios—as que roçam o ferro do aparelho—são compostas por mucosa cuja sensibilidade é bem maior do que a da pele comum. Pessoas que roem unhas ou arrancam peles no intuito de suscitar a mesma sensação se valem do fato de que os dedos são no geral mais sensíveis do que outras partes do corpo. O mesmo vale para gengivas. Para um exemplo extremo, há pessoas que derivam um prazer similar impingindo dor na genitália. Comportamentos desse tipo têm a capacidade de apaziguar ansiedade, a qual deve ser vista como a causa imediata do hábito. A terapia que poderá auxiliar no tratamento dela mostrará, entretanto, que há causas não-imediatas, razões situadas no passado e na estória individual, coisas que explicam não apenas o comportamento, mas a ansiedade e a disposição que são parte importante de sua personalidade neste momento. Afinal, você próprio respondeu "por que do nada e sem motivo" faz isso. Por conta da necessidade de preencher. A questão é: de onde vem tal necessidade? A terapia que o ajudará a melhor formular essa pergunta e a respondê-la a partir da investigação de si mesmo se chama psicanálise. Faço votos de que busque um bom profissional da área para ajudá-lo, porque estou convencido de que se beneficiará muito dela. Boa sorte, e adeus.
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Olá ! Estou com tendinopatia no ombro esquerdo sinto mais dores no frio e ultimamente ando muito ans
Olá ! Estou com tendinopatia no ombro esquerdo sinto mais dores no frio e ultimamente ando muito ansiosa tanto fisicamente e principalmente psicologicamente e com o aumento da dor intensifica por causa disso ando muito ansiosa gostaria de saber se essa ansiosidade constante pode ser por causa da lesão e tbm pelo fato de ser no ombro??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada, como vai? Foram referidas pelos colegas algumas maneiras pelas quais o psíquico, digamos assim, pode influir no corporal: antes de tudo, a ansiedade e a tensão psicológica podem aumentar a tensão muscular em repouso e aumentar a carga suportada pelos tendões; hormônios são em seguida mobilizados para lidar com a dor e a inflamação, acarretando, porém, aumento da ansiedade e gerando um ciclo; por fim, a preocupação leva-nos a mobilizar a atenção para acompanhar a evolução do processo, atenção essa que atua como uma lente de aumento e não apenas não nos permite "esquecer" da dor, mas a magnifica e torna-a o centro de nossos pensamentos. Como disseram os colegas e você própria, o principal problema e mesmo a causa de a dor ter se tornado um problema tão importante é a ansiedade. Subscrevo essa opinião e recomendo igualmente que procure cuidar de si e arrefecer esse fator de sua personalidade, a preocupação excessiva. Procure por uma modalidade de cuidado terapêutico que busque pelas causas de ter ela se instalado como um elemento importante de quem você é. Elas estarão depositadas em sua estória individual, e deverão ser recuperadas e reintegradas através de um trabalho cuidadoso de investigação. A linha de trabalho que segue esses princípios se chama psicanálise, e recomendo buscar um bom profissional dessa vertente para ajudá-la. Meus melhores votos, e boa sorte.
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Levei minha filha ao psiquiatra e apenas em uma sessão ela foi diagnosticada com transtorno de perso
Levei minha filha ao psiquiatra e apenas em uma sessão ela foi diagnosticada com transtorno de personalidade antissocial, para ter certeza se esse diagnóstico está correto ou não, estou pensando em levá-la para fazer uma avaliação psicológica, mas estou em dúvida se com um psicanalista poderia também obter a mesma resposta, por condições financeiras
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada, olá. Como você viu, o diagnóstico psiquiátrico é hoje antes uma ferramenta classificatória do que um elemento do dispositivo terapêutico. Você cogita levá-la a um outro tipo de profissional, a alguém que esteja comprometido a propiciar um cuidado à altura não apenas de comportamentos esparsos que ela talvez hoje manifeste, mas daquilo que ela de fato é, do que ela pode ser, e dos ideais que você, como mãe, há de nutrir por ela. E você não deseja desperdiçar tempo e dinheiro com outro profissional que não tome em consideração esses elementos fundamentais da subjetividade. Pois bem, o psicanalista é o profissional que você procura. Para ele, o diagnóstico não é uma ferramenta para aplicação de medicamentos, e não é mais importante do que a tomada em consideração da subjetividade ela toda de seu paciente. Seu objetivo, na psicanálise de crianças, é balizar os elementos da subjetividade de modo a permitir vir à tona uma personalidade que, ao mesmo tempo em que presta contas às exigências da sociedade, não abre mão de cultivar um desejo salutar, contente consigo mesmo, e capaz de perseverar. Um pouco o que uma mãe tem em mente quando faz, para seu filho, o voto: "Eu só quero que ele seja feliz". De minha parte, faço votos de que encontre um bom profissional, e sugiro procurar por alguém que siga a orientação dita lacaniana, para quem a reconfiguração da personalidade é a principal meta terapêutica.
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Boa noite ! passei por uma separação e para mim está sendo difícil sai para mim divertir ,devido vár
Boa noite ! passei por uma separação e para mim está sendo difícil sair para me divertir, devido a várias perguntas porque o marido não veio, me sinto mal, e a vontade é de voltar pra casa, isso é normal ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é normal. Uma separação equivale ao luto da pessoa querida. O luto é um processo em que é parte fundamental a aceitação de que a pessoa querida não poderá mais estar conosco. Inicia-se aí um período de por assim dizer descolamento de tudo o que estava associado a essa pessoa: minúcias do convívio e lembranças passam por um processo de desinvestimento no qual terminam por não suscitar o abatimento e a angústia que colorem o luto, em especial em seu início. As lembranças e os afetos concatenados a ela vão sendo experienciados e rearranjados. À medida que o tempo passa, memórias se ressignificam e nos vinculamos a símbolos de nossa relação com a pessoa que se foi, mediante por exemplo fotografias e objetos. O luto é, portanto, uma experiência, a qual é feita sozinho e com pessoas próximas, e ela exige, por assim dizer, ocasião, isto é, privacidade, apoio dos amigos e familiares, e tempo. Há aspectos sob os quais uma separação pode ser mais difícil do que um luto propriamente dito: (i) a existência do ente querido pode tornar mais difícil a aceitação, especialmente quando a conduta de uma ou de ambas as partes é a de reconciliação; (ii) nossa cultura valoriza prazeres passageiros e paira uma ética mais ou menos explícita não apenas de gozar a vida, mas de exibi-lo; em uma situação de separação, apenas aparentemente menos séria do que a da perda definitiva do ser querido, pode parecer a nossos amigos e familiares que a boa conduta é a de se distrair e, como se diz, de "superar"; (iii) por conta das razões anteriores, é mais difícil preservar símbolos de apego à pessoa querida e reconhecer a importância que ela sempre terá em nossa vida. Como se não bastasse, há, no mundo de hoje, dificuldades mais gerais que tornam difícil metabolizar qualquer perda, a maior das quais é sem dúvida a falta de tempo. O sentimento, ou melhor, a vontade de estar só não apenas é natural, ela reflete uma necessidade básica do enlutado, e deveria ser respeitada. A carência da nossa cultura relativamente ao luto é tal que sequer sabemos como proceder em situação desse tipo. Ficamos com dúvida se nossas inclinações ou sentimentos são reações naturais. Por isso, sugiro aprender como outras culturas preconizam manejar a perda. Você aprenderá quais sentimentos são universais, e quão radicais são certas práticas e rituais, o que reflete a gravidade da situação. Pesquise sobre o luto judaico tradicional e, se se interessar pelo tema, entre em contato e lhe passarei outras referências. Desejo-lhe o melhor neste período difícil, e fico à disposição para esclarecimentos.
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Tenho 67 anos, e sou viúva há cinco anos, acordo no meio da noite com imensa vontade de fazer sexo,
Tenho 67 anos, e sou viúva há cinco anos, acordo no meio da noite com imensa vontade de fazer sexo, mas não tenho nenhum relacionamento...Porque sinto essa vontade que até me deixa mal?? Minha educação nunca permitiu ter relação sexual sem casamento.... Sofro com isso....
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada, vou me permitir discordar dos colegas e aventar uma hipótese que pode ser importante. Antes de tudo, o desejo sexual tende a diminuir com a idade e, em particular, com a menopausa. Em segundo lugar, ele é incrivelmente plástico, e muitas pessoas condicionam seus interesses de uma maneira tal que se pode dizer que a energia que estava originalmente destinada ao sexo ficou canalizada para outras práticas e hábitos. Estes dois pontos servem meramente para sustentar a seguinte ideia: inúmeras pessoas, em particular mulheres, em sua idade não são sexualmente ativas e não sentem desejo sexual, muito menos assomos impetuosos capazes de interromper o sono. A bem dizer, algumas estatísticas giram em torno de 50% das pessoas na faixa dos 65 aos 80 anos. Por isso, minhas considerações são: caso esse desejo tenha aparecido de forma relativamente repentina, digamos, desde há poucos meses, e não corresponda a algo que você reconheça como seu dos últimos anos que esteve na companhia de seu esposo, leve em consideração a possibilidade de um distúrbio neurológico e faça exames. Há inúmeras condições médicas cuja manifestação típica é aumento exacerbado da libido, em particular cerebrais e que envolvem o lobo temporal. Uma vez excluída essa possibilidade é que eu estaria disposto a falar sobre seu mal-estar decorrente da sua educação e crenças. Desejo-lhe saúde e boa sorte, e coloco-me à disposição para esclarecimentos.
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Em 2021 houve uma tempestade muito forte onde eu moro, e isso acabou me deixando com medo. No mesmo
Em 2021 houve uma tempestade muito forte onde eu moro, e isso acabou me deixando com medo. No mesmo ano, após alguns meses passou um ciclone que "destruiu" a cidade inteira, depois desses acontecimentos eu percebi que quando o tempo fica escuro, com raios, trovões e principalmente com vento seja fraco ou forte, eu fico com muito medo, meu coração acelera, minha barriga dói, começo a tremer, e até fico com vontade de chorar. Eu queria saber se posso ter desenvolvido um trauma, ou será que é apenas uma fobia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? O termo "trauma" sugere algo de muito sério, o que é verdade. A fobia, porém, também pode comprometer parte significativa da vida de uma pessoa. O que você descreve remete a um quadro pós-traumático, com reações colinérgicas típicas (coração acelerado, movimentos peristálticos, tremores e angústia). Há, porém, elementos que remetem a uma fobia, como o fato de o medo poder ser invocado por coisas pouco ameaçadoras, como vento que não é forte. Caso sua resposta de estresse possa ser invocada por um efeito desse tipo de maneira isolada—isto é, fora do contexto de uma chuva forte ou de uma tempestade—será possível afirmar que, como se diz em psicanálise, você está sofrendo de uma reminiscência; isso significa que certas memórias suas estão investidas com a carga afetiva de outros acontecimentos, estes verdadeiramente pungentes, e que foram esquecidos justamente para evitar que fosse suscitado o afeto de angústia e dor. Noutras palavras, neste caso, suas memórias estariam em descompasso com seus afetos, e isso não por conta de uma desproporção na intensidade da resposta emocional, como em alguém traumatizado, mas porque certas coisas passaram a significar algo que elas não deveriam originalmente. Se este, mais uma vez, for o caso e se você se identificar com as ideias que formulei, saiba que o trabalho com um psicanalista se destina a dissolver problemas precisamente desse tipo. Desejo-lhe boa sorte, e envio-lhe meus melhores votos.
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Conheci alguém que gosta de mim e somos MUITO parecidos, isso me assusta, a ideia de começar a namor
Conheci alguém que gosta de mim e somos MUITO parecidos, isso me assusta, a ideia de começar a namorar sério, coloco várias desculpas como linhas entre nós que tenho medo de ultrapassar, poderia me explicar o porquê tanto medo se nunca namorei?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Imagine que você pudesse ser representada, em toda a complexidade de seus sentimentos e experiências, em toda sua estória e inclinações, por sua imagem no espelho. Toda sua pessoa encontra-se refletida em sua frente, todo seu futuro e seu passado. O amor é uma forma de se acreditar nisso, salvo que, no lugar de seu reflexo no espelho, está a pessoa do amado. Tudo o que foi, é e pode ser depende de sua relação a essa entidade—quase mais do que uma pessoa. Na primeira vez em que isso ocorre, a crença nisso é completa e não é possível vislumbrar saída uma vez consentido o envolvimento com o outro, uma vez abraçada, por assim dizer, essa imagem. A bem dizer, não apenas na primeira vez. Tudo isso é percebido por qualquer pessoa apaixonada, mesmo que ela nunca tenha namorado. E o medo não é outro senão o de perder-se a si mesma. Isso é intensificado pelo fato de que a pessoa que gosta de você ser muito parecida com você—de uma certa forma, ela já é seu reflexo.
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Eu não gosto de ser tímida, eu gosto muito de interagir com as pessoas, fazer novas amizades, ir a e
Eu não gosto de ser tímida, eu gosto muito de interagir com as pessoas, fazer novas amizades, ir a eventos, essas coisas... Mas eu simplesmente não consigo ser eu mesma em público, não consigo conversar direito, me sinto desconfortável, sem energia, fico muito vermelha e tenho taquicardia. Pra piorar parece que ninguém sente vontade de se aproximar de mim, parece que eu sou desinteressante para a maioria das pessoas... Isso tudo me deixa muito triste, eu tento melhorar me colocando em situações que me façam interagir mais com as pessoas mas já virou uma bola de neve e não consigo mais lidar com isso. O que eu posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada, como vai? O termo timidez expressa o receio ou acanhamento suscitado no convívio social. Toda relação social gera tensões, e há muitas razões pelas quais elas podem se tornar intensas a ponto de impedir o estreitamento de vínculos. Há pessoas com uma dificuldade quase que congênita para se relacionar com pessoas, a qual se caracteriza, além da intensidade, pela relativa ausência de interesse em estabelecer vínculos. Outra classe de pessoas manifesta vontade e interesse intensos nesse sentido, os quais são frustrados por dificuldades tais como as que você mencionou, de um desconforto muito forte e do sentimento de se estar sem energia para fazer frente às tensões próprias das relações sociais. É comum o relato da experiência de se sentir desguarnecido ou desprovido de uma identidade com a qual se possa ingressar no jogo de interações sociais. Isso não significa que a pessoa não possua uma identidade, mas que ela tem características tais que o convívio se torna mais difícil, às vezes para ambas as partes da relação. Um exemplo seria o de uma personalidade rígida, que se aferra às próprias ideias e para a qual qualquer tentativa de diálogo possui conotação adversativa e equivale a um desafio. Com seu interesse em novas relações e em estreitar vínculos, acho que esse exemplo tem pouco ou nada a ver com você. O ponto é que certas peculiaridades da personalidade e da auto identidade estão por detrás de impasses ligados às relações sociais e à possibilidade de estreitar laços. Por isso, é inteligente recorrer a uma modalidade de terapia que enfoque e tematize explicitamente modificações na personalidade e na relação do sujeito consigo mesmo, o que chamei de auto identidade. Para você, recomendaria uma das duas linhas de trabalho: a chamada psicanálise winnicottiana, e a denominada lacaniana (se a ideia de consultar um psiquiatra tiver lhe ocorrido, sugiro deixá-la em suspenso e procurar primeiramente a ajuda de um terapeuta—ele poderá ajudar a apreciar essa possibilidade, que intuo não ser interessante para você). Entre em contato se precisar de indicações. Meus melhores votos, e boa sorte.
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Olá, minha filha tem 2 anos e 10 meses, apresenta atrasos na fala. Fala algumas frases de 2 a 3 pala
Olá, minha filha tem 2 anos e 10 meses, apresenta atrasos na fala. Fala algumas frases de 2 a 3 palavras, ex “to com fome”, “quero sair”, sabe expressar Oq deseja mas tb repete palavras. Quando faço alguma pergunta ela repente a pergunta e não consegue responder. Pergunta simples “qual seu nome” e ela somente repete. Eventualmente anda na ponta dos pés, algumas vezes percebi ela enfileirando carrinhos. Ela atende quando chamam pelo nome, olha nos olhos, socializa muito bem com adultos e crianças, não se incomoda com barulhos, mudança de rotina ou ambientes. Frequenta escola, brinca e interage normalmente com as crianças. Ela pode ter TEA?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Todo o autismo está baseado na dificuldade e na falta de interesse em interações sociais. Decorre daí a falta de amizades e a limitação do rol de experiências disponíveis ao indivíduo—nosso mundo é um mundo inteiramente lastreado em socialização. Dado que sua filha não apresenta dificuldades nesse âmbito, acredito que você não tenha razões para se preocupar.
Pelo seu relato é possível ver que sua filha constituiu bem a referência a si própria: "<eu> tenho fome", "<eu> quero sair". Ela ainda não se coloca no lugar do "você" quando alguém se dirige a ela. Esse aprendizado não é trivial, e o atraso não é motivo de preocupação. Você saberá que ele ocorreu quando ela dirigir a você perguntas desse mesmo tipo, que envolvam a noção de "você", de "tu". Se isso não ocorrer até os 3 anos, busque por um psiquiatra.
Algo que seria motivo de preocupação seria se ela apresentasse qualquer tipo de perda ou regresso nas habilidades adquiridas. Não vejo nenhum indício de que isso pudesse ocorrer com sua filha, mas é a única coisa que considero uma prescrição universal para se procurar a ajuda de um psiquiatra, e que me parece certo referir aqui. No mais, envio-lhe meus melhores votos e lhe parabenizo pela família.
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Tenho sindrome de ansiedade, e uma coisa vem me atrapalhando muito ultimamente, eu não consigo camin
Tenho sindrome de ansiedade, e uma coisa vem me atrapalhando muito ultimamente, eu não consigo caminhar direito na rua, fico prestando atenção nos meus passos, e me atrapalho demais, o que posso fazer para caminhar normalmente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezado, como apontado por colegas, a raiz da sua dificuldade é a ansiedade. Mesmo quando voltar a caminhar normalmente, haverá outra coisa que cairá sob o radar dela, e que se converterá em um novo problema. Não deixe de seguir as dicas que foram dadas aqui e busque a ajuda de um psicólogo ou de um psiquiatra.
A ansiedade é um sentimento que colore toda a vida do sujeito, cada um de seus momentos. Em um certo sentido, ela é tão própria como a personalidade ela mesma. Um trabalho que vise diminuir a ansiedade é complexo e demorado. Desconfie de alguém que trate de sua ansiedade como uma doença alheia a quem você é, e não se esqueça que síndromes como a de ansiedade são reuniões de traços para as quais não há causa conhecida senão sua própria constituição e estória. Noutras palavras, o que define sua ansiedade é o mesmo que define você. Alguém que não tome isso em consideração ao procurar ajudá-lo não estará seguindo a melhor linha de tratamento.
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Sofri uma traição e decidi manter o casamento confiando no arrependimento da minha esposa. O problem
Sofri uma traição e decidi manter o casamento confiando no arrependimento da minha esposa. O problema é que em minha mente vem pensamentos recorrentes sobre a traição e esta afetando meu dia a dia, no trabalho, nos estudos e etc. Perdi totalmente minha confiança nela e tenho uma mistura de sentimentos que vai de amor a raiva. Não sei como lidar com tudo isso, as vezes penso em me separar, as vezes penso que ela se arrependeu de verdade outras vezes não. Outras vezes me culpo. Na verdade minha mente esta toda confusa depois de tudo isso. Tenho um filho com ela e sou muito apegado a ele também, o que mexe com minha tomada de decisão também.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? Pensamentos que nos tomam de assalto e que resistem em se dissolver constituem um sofrimento atroz. Especialemente quando seus conteúdos inspiram afetos fortes e que contrastam entre si. Raiva e ódio, tristeza e desgosto, a afeição por fim e a vontade de seguir em frente—quando essas coisas são suscitadas todas juntas, pode-se dizer que a mente se encontra como que sitiada não por um, mas por uma variedade de exércitos com propósitos diferentes e distintas maneiras de causar sofrimento.
Trata-se de um conflito. Como você disse que o assunto já foi tratado com ela e que confia no arrependimento de sua esposa, esse conflito não envolve ninguém senão você próprio—partes de você, melhor dizendo. Há algo em você que alimenta esse impasse, e dificilmente modificações na realidade trarão qualquer alívio (tampouco conversas com amigos devem ajudar, já que estes não podem fazer muito mais do que sugerir esta ou aquela ação, quer dizer, esta ou aquela intervenção na realidade). O indicado em situações assim é procurar pela oportunidade de conversar com um terapeuta cujo trabalho vise a modificação não do mundo, mas do jogo de forças que se vai avigorando dentro de você. Sugiro buscar por um psicanalista e confiar em sua intuição para avaliar se ele é a pessoa certa para lhe ajudar. Faço-lhe os melhores votos e desejo que encontre um bom profissional. Adeus.
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Boa tarde. Há alguma relação entre a ansiedade e doenças de pele? Quando estou em um período que a a
Boa tarde. Há alguma relação entre a ansiedade e doenças de pele? Quando estou em um período que a ansiedade está mais grave, algumas áreas da pele ficam com um aspecto mais ressecado e aparentemente machucado. De ínicio pensei que era alguma alergia, mas depois percebi que nesses momentos específicos que a pele fica assim.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde. Sua intuição está correta. A pele é um órgão altamente responsivo a vivências afetivas, e se torna mais ou menos saudável em função de fatores como estresse e sono. Conquistas e momentos de bonança também lhe conferem um aspecto mais saudável e jovial. Isso não quer dizer que a pele deva ser o foco da preocupação. Ela é, por assim dizer, o sintoma de um problema mais profundo. Como apontado por uma colega, esse problema pode estar ligado a certas condições vasculares ou alergias. Porém, ele é normalmente reflexo de alguma dificuldade específica de relação com pessoas importantes, como amigos, familiares e mesmo chefes. Ele é como a febre—pode ser signo de uma variedade de "doenças" ou causas subjacentes distintas.
A pele é nosso cartão de visitas. Imagine um psicólogo que não saiba ajudar seus pacientes, e que os trate mal. Além disso, ele cobra um valor excessivo pelas sessões. O que ele seria se pensasse que a razão por que está tendo dificuldades em achar pacientes é que seu cartão de visitas não é bonito o bastante? Dentre as várias respostas possíveis, acredito que pelo menos uma é certa: ele seria cego para suas próprias insuficiências. Por mais que nos esforcemos, somos todos em parte como esse psicólogo. Não se deixe levar por esse caminho.
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Ola. Há 01 ano, passei por uma situação difícil no meu casamento, onde me separei e ainda está sendo
Ola. Há 01 ano, passei por uma situação difícil no meu casamento, onde me separei e ainda está sendo doloroso pra mim. Me culpo por tudo o que houve e não consigo superar. Tenho alguns problemas de saúde (diabetes 1) e desde então, tenho passado muito mal com crises de tonturas seguido de zumbidos muito, muito forte na cabeça, onde sou obrigada a me deitar rapidamente, para não desmaiar. Estou passando por essa crise agora. Há 5 dias, não consigo ficar de pé. A cabeça não para de chiar e eu não sei o quê pode ser. Tenho complicações da diabetes como: retinopatia e nefropatia porém, estão estabilizadas e eu não creio que seja da doença e sim de todo o estresse que estou vivendo. Algum profissional poderia me sugerir algum tratamento ou pode me dizer se é emocional? Eu preciso superar e voltar a viver
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada, olá, como vai? A condição de quem sofre com diabetes é muito difícil. Mas ela é tornada pior quando o sofrimento psíquico se torna um fator. O sintoma que você descreveu, zumbido forte nos ouvidos, é chamado acúfeno ou tinido e é uma complicação conhecida da diabetes, especialmente da de tipo 2, mas estou certo de que ela, bem como sua condição metabólica como um todo, tornam-se fardos mais pesados por conta do que se passou entre você e seu marido. Minha sugestão é a de que você procure por um endocrinologista para falar sobre seu sintoma e por um bom psicólogo para metabolizar o que se aconteceu em seu casamento. Faço votos de que você se restabeleça e possa em breve se por em pé novamente. Adeus.
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Boa tarde! Sou uma avó preocupada pois observo que meu neto de 4 anos parece que tem prazer em destr
Boa tarde! Sou uma avó preocupada pois observo que meu neto de 4 anos parece que tem prazer em destruir o brinquedo que vê o irmão montar! Me choco com a agressividade de jogar as coisas no chão quando está brabo, e não junta!
Também difícil o brinquedo que prenda ele. Brinca um pouco e já pergunta: brinca comigo vovó?
Parece que não sabe inventar uma brincadeira! Estou preocupada! ObrigadaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada senhora, como avó, a senhora está longe de ser marinheira de primeira viagem no cuidado de crianças. Se é sua intuição que a agressividade dele é excessiva e que ele não tem tido oportunidade de desenvolver a imaginação, é preciso agir para educá-lo. A brincadeira com o irmão pode ser ocasião para isso. Quando ele manifestar agressividade indevida, ele deve ser repreendido e deve ser mostrado para ele que há limites. Isso propiciará que ele possa brincar com outra criança, o que fomenta a imaginação, as habilidades sociais e, neste caso, o vínculo familiar. Vale lembrar também que brincar exclusivamente com a senhora e manifestar dificuldades em brincar sozinho é compatível com um esforço para conquistar sua atenção às expensas do irmão. A criança é muito sagaz e não mede esforços nesse tipo de "conquista", especialemente nessa idade. Meus votos de uma vida familiar harmoniosa e de saúde para seus netos.
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Quando alguém se interessa por mim,me sinto mau e ansiosa,quero namorar mas isso me impede e tbm não
Quando alguém se interessa por mim, me sinto mau e ansiosa, quero namorar mas isso me impede e tbm não consigo conversar com as pessoas de maneira profunda me sinto venerável, como mudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Relacionar-se com alguém é a um tempo colocar-se em uma posição vulnerável e na condição de quem deseja e é desejado. Isso pode ser difícil porque acreditamos que, quando estamos interessados em alguém, como que baixamos a guarda e revelamos algo muito importante; e que isso é ruim. Na realidade, poucas coisas são mais atraentes do que a percepção de alguém que deseja e que corre atrás do que lhe interessa. Isso funciona um pouco diferente no caso do homem e da mulher, mas posso garantir que, se um homem te perceber como vulnerável, ele irá por isso mesmo te perceber como venerável. Você pode procurar esconder seu desejo, mas não procure abafá-lo, e provavelmente se sentirá menos ansiosa.
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Ultimamente ando sentindo como se eu estivesse manipulando as pessoas ao meu redor, sendo uma pessoa
Ultimamente ando sentindo como se eu estivesse manipulando as pessoas ao meu redor, sendo uma pessoa falsa e agindo da maneira que elas querem para ter uma certa aprovação social e dar a elas uma falsa impressão delas me conhecerem.
Também tenho me questionado sobre o meu valor e quem sou verdadeiramente, visto que, cheguei a conclusão que a minha personalidade é baseada em coisas externas.
Tenho um perfil de ser chantagista emocional, ter quadros de ansiedade, medo de abandono, necessidade de controle, postura egocêntrica e agir de forma manipuladora inconscientemente.
Obs: Sou uma adolescente de 16 anos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Minha cara, olá, como vai?
Você coloca em questão atitudes suas relacionadas à constituição de sua personalidade, ou melhor, da personalidade que aparece para os outros. Em seguida, você refere a causa dessas atitudes, e diz que estão destinadas a conseguir aprovação social. Você também menciona o medo de abandono. Quero crer que esse afeto pode ser o caminho para entender melhor seu sofrimento. Eis uma sugestão: busque um espaço em que possa falar livremente sobre esse sentimento e onde seja possível compreender como ele se relaciona a sua estória. Não tente extirpá-lo como se se tratasse de uma doença, e desconfie de quem procurar consolá-la com palavras fáceis como "não é preciso ter medo". Você já sabe disso. Se o medo pode motivar tantas ações e preocupações em sua vida, é porque ele é uma parte importante de você, reconhecido ou não enquanto tal.
Lembre-se de que, quando o morador de uma casa é expulso pela porta da frente, ele costuma utilizar a chave para entrar pela porta dos fundos.
Se não tiver condições de pagar um terapeuta, busque em clínicas universitárias por tratamento gratuito. Evite plantões psicológicos, já que eles são breves e que, quero crer, você se beneficiará de um cuidado prolongado com uma mesma pessoa. Serviços sociais de certas cidades, igrejas e ONGs também são possibilidades.
Sem mais, faço os melhores votos para você. Boa sorte, e adeus.
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Me envolvir sentimentalmente com o marido da minha amiga. Não procurei essa situação, ele sempre em
Me envolvir sentimentalmente com o marido da minha amiga. Não procurei essa situação, ele sempre em cima de mim, tentei me afastar diversas vezes, sempre tive uma posição referente a isso, sou casada, tenho um marido maravilhoso que também era amigo dele, mas acabei cedendo a situação, por me deixar envolver. Minha amiga descobriu e tudo que está acontecendo hoje , sei que mereço. Não consigo dormir , comer , meu marido me perdoou, mas estou sendo crucificada por todos os demais amigos que temos. Como faço para tirar essa angústia ? Sou uma ótima pessoa , nunca fui falsa , sempre fui dedicada a tudo e a todos e tudo de bom que eu fui por conta desse erro simplesmente some. :(
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Minha cara, como vai você? Sua situação é muito difícil. Imagino que o que lhe cause mais dor seja o rompimento com sua amiga. Em seu lugar, eu buscaria o perdão dela de qualquer forma que fosse possível. Você deve conhecê-la bem. Aguarde o momento oportuno e envie-lhe um recado, ou telefone para ela. Deixa-a saber que você está disponível e que a estará esperando quando ela estiver preparada para conversar e se reaproximar—esse momento chegará. Com relação aos amigos, acredito que terá lugar o mesmo processo. Todos passam por situações assim e, com o tempo, a hipocrisia das pessoas (que também é natural), cede ao sentimento mais forte da amizade. Com o tempo, seus amigos voltarão a tratar com você os laços se restabelecerão.
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Bom dia, deixei me apaixonar por uma pessoa, fora do meu casamento, com isso, perdi muitas coisas, v
Bom dia, deixei me apaixonar por uma pessoa, fora do meu casamento, com isso, perdi muitas coisas, valores, religião, um pouco do respeito da família e tomei coragem de assumir esse romance, mas a pessoa que se dizia apaixonada por mim, desistiu, diz não abrir mão da liberdade por relacionamentos, isso acabou comigo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada, um bom dia, como vai? Você perdeu valores, religião e parte do respeito da família, e, quando era amada, perseverava viva alguma coisa de essencial de si mesma. Terminado o amor, isso acabou com você e em você. Tal é o poder do amor, que despoja a existência de tudo o que é coadjuvante para fazer permanecer apenas algo de essencial, o âmago e íntimo da subjetividade. Por isso as pessoas largam tudo por amor. Lamento muito não ter sido possível continuar nesse caminho. A verdade é que será preciso reconstruir sua vida, ou bem com seu marido ou sem ele. Uma questão que deve ser formulada é por que casar-se com alguém que não suscitou em você o mesmo arrebatamento que essa outra pessoa. Asseguro-lhe que essas coisas não são obra do acaso. Se isso não for tratado, é alto o risco de se repetir essa situação, a de casar-se com alguém que não deseja para abandoná-la por outro que te deixará em posição de objeto. Meus votos de boa sorte.
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Quando eu tinha 11 anos, minha mãe me comprou um caderno lindo e super caro pra eu ir pra minha esco
Quando eu tinha 11 anos, minha mãe me comprou um caderno lindo e super caro pra eu ir pra minha escola nova, mas em menos de uma semana eu perdi esse caderno pq deixei embaixo da carteira da escola e no dia seguinte não estava mais, ela me deu um esporro e comprou outro mais barato para eu estudar, na época minha mãe n tinha condições e se esforçou ao máximo pra me dar aquele caderno pq eu queria muito e ela quis me agradar, hj eu estou com 22 anos e ainda não consegui me perdoar por aquilo, eu não consigo entender pq era só um caderno e hj temos condições de comprar até dois, mas toda vez q penso nisso me dar vontade de chorar, me culpo, me sinto horrível, uma filha terrível e eu realmente n sei oq fazer sobre isso porque me parece algo tão bobo, tão sem noção da minha parte, mas que me afeta demais, oq devo fazer? Isso seria um caso de terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezada, seu caderno, ou melhor, a ideia dele, congrega uma quantidade enorme de afeto. Ele representa o esforço de sua mãe, a ruptura de alguma coisa muito importante em vossa relação, e coloca em questão sua posição de filha e as responsabilidades que adviriam dela. Apesar de o caderno ter sido esquecido (vale notar que você não perdeu o caderno, e sim o esqueceu; o responsável por ele não ter podido ser recuperado é quem o levou e o não devolveu), foi suficiente para que você estudasse um caderno mais barato, e eis que, hoje, vocês têm condições de comprar até dois como aquele, se o desejassem. Parece, porém, que o que você deseja é ajudar sua mãe. Talvez fosse esta a mensagem que você desejasse passar para ela: não é necessário o caderno caro, devolvo-o para a carteira. Um barato é suficiente para eu cumprir meu dever de filha e estudar. Como você está cumprindo hoje.
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Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e g
Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e grato pelo amor que recebo, mas vez ou outra dúvido da minha vontade de querer estar em um relacionamento. As vezes sinto saudades da vida de solteiro. Contudo esses pensamentos só ocorrem quando eu estou sozinho. Quando estou com ele, meu mundo é completamente diferente: como disse, me sinto a pessoa mais feliz e sortuda do mundo por ter do meu lado alguém como ele. Nada me incomoda no nosso relacionamento, mas tenho medo de que esses pensamentos e desejos irracionais possam acabar destruindo tudo o que construímos até aqui. Como evitá-los e assim preservar meu namoro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo por se envolver com outras pessoas se faz presente nalgum momento para qualquer pessoa que esteja em um relacionamento. A bem da verdade, costumam aparecer tanto mais fortes quanto mais ideal ou perfeita parece ser a realidade que estamos vivenciando. Além disso, a fidelidade como dever moral é uma construção simbólica de tradição cristã. Não sei se o poder que tem sobre nossas mentes deve ser levado a sério em situações em que não existe a perspectiva de se construir com o parceiro os pilares da vida cristã, notadamente a família e a vida paroquial. Noutras palavras, se você não pretender constituir família e participar de uma igreja com seu namorado, a única coisa que lhe impede de sair com outras pessoas é a imaginação de como ele se sentiria se descobrisse. Digo isso porque os desejos irracionais que menciona não precisam ser vistos como tão fora de proporção com seu relacionamento, com aquilo que construíram até aqui. Inclusive, evitá-los poderá levar antes a destruir do que a preservar seu namoro, já que o desejo é absoluto e não admite negociações.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…