Perguntas do paciente (113)

  • Hoje eu e meu namorado tivemos uma conversa profunda, como sempre e rolou o assunto "término". Foi m

    Hoje eu e meu namorado tivemos uma conversa profunda, como sempre e rolou o assunto "término". Foi mais uma conversa sobre nosso relacionamento, sobre o que admiramos e não gostamos muito um no outro e sobre como, caso um dia terminemos, seguiremos nossas vidas e o que levaremos conosco. Foi uma ótima conversa, mas me deixou incomodada um pouco depois. Será que ele quer terminar e ainda não tomou coragem, ou talvez ainda não esteja certo sobre isso? Posso normalizar esse tipo de conversa ou devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Prezada, como vai? Parece-me claro que suscitar a ideia de término em uma conversa significa que ela está sendo contemplada seriamente por pelo menos uma das partes. Francamente, não sei porque a maioria dos colegas não tem a mesma impressão. O fato de ter ficado incomodada, essa como que intuição de sua parte, é indício forte nesse sentido.


  • O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Há basicamente dois tipos de depressão. Uma delas coincide com o que se chamava estado de melancolia, e pode ser descrito como um desligamento psicótico da realidade caracterizado por total apatia, ausência completa de prazer, indiferença à dor, delírios mais ou menos organizados de autorrecriminação e eventualmente catatonia. É raríssima. Trata-se da melancolia clássica e da depressão propriamente dita. Normalmente, ela não é sensível à terapia psicológica, mas pode ser bem responsiva à medicamentosa. O outro tipo agrega a miríade de estados de abatimento decorrentes do que pode ser chamado a situação vital da pessoa. Quando se diz que a depressão vem aumentando, a referência é ao segundo tipo, e tal aumento decorre da precarização da existência decorrente do avanço da civilização e da moral modernas. Avanço este que pode ser subsumido pela famosa sentença: “tudo o que é sólido se desmancha no ar”, e que, trocando em miúdos, significa que o reconhecimento simbólico e institutos correlatos vêm desaparecendo. É hoje dificílimo realizar-se no casamento, no trabalho, ou em qualquer função propriamente simbólica, já que os diversos papeis que cada qual pode vir a ocupar pautam-se pelo critério único da produção de valor. A própria família extingue-se, e com ela a possibilidade de se transmitir os elementos básicos que permitiriam a alguém realizar-se por meio do reconhecimento do outro. O resultado é que as pessoas deprimem-se. A depressão nesta segunda acepção pode até ser definida como o estado que decorre de se ter aberto mão da própria realização. Um indício forte é que a terapia, que tem por objetivo permitir ser retomada a caminhada de uma tal realização, suprime a depressão. É enganoso e falso afirmar sem mais que ela é uma doença. Apenas a melancolia propriamente dita poderia ser chamada assim, e com prudência.


  • Olá! Eu fui casada por 7 anos e quando tive meu bebê, ele ficou na UTI por complicações do parto. Qu

    Olá! Eu fui casada por 7 anos e quando tive meu bebê, ele ficou na UTI por complicações do parto. Quando ele teve alta, o pai dele nos deixou. Logo assumiu relacionamento com outra mulher. Ja se passaram 4 anos e eu não consigo me aprofundar em relacionamentos com ninguém. Só tive relações superficiais, sinto medo da intimidade e da convivência, sempre acabo fugindo dos rapazes e sinto uma grande angústia quando penso nesse assunto de relacionamentos. Como posso vencer isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Olá. Te ocorreu que você pode ainda gostar do pai de sua filha?


  • Olá, eu acompanhava psicóloga e sempre tive um problema de lembrar da minha infância qnd era assunto

    Olá, eu acompanhava psicóloga e sempre tive um problema de lembrar da minha infância qnd era assunto. Ela suspeitava e perguntava pra minha mãe se eu já passei por um evento traumático mas n passei por nenhum..queria entender pq n lembro de mta coisa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Olá, como vai? Uma rápida resposta: quando nos esquecemos de um nome que sabemos que conhecemos, é normalmente tanto mais difícil lembrar quanto mais alguém nos pressiona. Naturalmente, sua psicóloga sabe disso. Não sei porque ela insistia, e confesso que também não sei porque se dirigiu a sua mãe para falar *sobre* você, no lugar de falar *com* você. De toda forma, sei que, se você tiver oportunidade de retomar uma terapia, você falará sempre sobre aquilo que realmente importa no momento, e que alguém que a saiba escutar a ajudará a fazer avançar seus questionamentos e a mitigar o sofrimento. Um abraço.


  • Eu tomo depakene e sertralina de depressão e um de dormir e de um de esquizofrenia eu tenho sequelas

    Eu tomo depakene e sertralina de depressão e um de dormir e de um de esquizofrenia eu tenho sequelas de meningite do pescoço pra cima eu uso aparelho auditivo nós dois lados eu posso estar usando maconha ou Cocaia ou bebida alcoólica eu fumo cigarro e não me prodigica me responde ficarei grato

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Claro que não pode.


  • Estou namorado a 3 meses, e minha namorada reclama que eu sou muito intenso, e até demais. Tivem

    Estou namorado a 3 meses, e minha namorada reclama que eu sou muito intenso, e até demais.

    Tivemos já conversas sobre mas ela reclama que as vezes eu faço demais, e acaba “se afastando”

    Tento fazer de tudo. Pagar um jantar, convidar pra sair, ficar junto, dou presentes.

    Faço de tudo para ser um bom namorado e ser presente, porem, isso me dá muito incômodo e medo e perder ela

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Prezado, como vai? Normalmente, o desejo é suprimido com a fartura. Especialmente em relações que estão começando, é importante não satisfazer toda demanda, formulada ou não, do parceiro. É excitante estar com alguém que tem seu próprio desejo e para quem não sou tudo. Provavelmente, sua namorada gostaria de te ver como um alguém assim.


  • Eu tenho protusão discal lombar e suspeita de fibromialgia. Estava fazendo fisioterapia para tratar

    Eu tenho protusão discal lombar e suspeita de fibromialgia. Estava fazendo fisioterapia para tratar a inflamação da minha coluna, deveria evitar esforço, porém fui organizar o mesversário da minha sobrinha, esse esforço gerou muitas dores, mas fiquei preocupada porque foi a pior crise que já tive, além da dor me estressei muito, não consegui controlar, e quanto mais as pessoas vinham falar comigo para eu parar, mais eu piorava e o barulho me irritava muito. Além disso, não conseguia me mexer e não tinha força alguma, é como se o meu cérebro não estivesse mandando a informação de movimento, eu sentia o toque, mas não conseguia movimentar e quando eu me esforçava pra movimentar algum membro ele tremia muito, sentia que minha coluna e meu cérebro estavam sendo muito agredidos. Estou assustada com o que aconteceu e triste também, gostaria de saber o que gerou isso e o que eu poderia fazer? Foi a primeira vez que algo desse tipo aconteceu, eu outras crises de dor eu sentia essa dificuldade pra me movimentar, mas não com tanta intensidade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Prezada, olá, como vai? Se sentindo melhor hoje? Cuidado com suas costas, procure descansar por um período até que as dores diminuam e que você não precise se preocupar com ela nas tarefas do dia a dia.

    Em uma situação como a que você descreveu, era natural você querer proteger sua coluna e seu cérebro, como você se expressou. Adoraria saber mais sobre sua paralisia. Ela já havia acontecido antes? Foi possível realizar a festa a despeito de o que você sofreu? Sei que você não deixará de levar a sério seus sintomas, mesmo quando eles não puderem ser tratados com eficácia por médicos e medicamentos. Desejo-lhe boa sorte. Um abraço.


  • Tenho hibristofilia agressiva, onde também fico excitada assistindo algum crime ser cometido (fictíc

    Tenho hibristofilia agressiva, onde também fico excitada assistindo algum crime ser cometido (fictício ou não). Não gosto de sofrer nenhum tipo violência, e não tenho tendências suicidas (claro, sem contar em querer se relacionar com pessoas de transtorno de personalidade antissocial). Também consigo me relacionar normalmente com pessoas que não cometeram nenhum ultraje (pois fantasio durante o ato que fizeram algo) mas é uma preferência querer alguém que sim. Venho de um ambiente familiar agressivo (psicologicamente falando), mas o causador faleceu o ano passado, e desde então tudo está conforme o planejado, bem harmonioso.
    Fico me perguntando, se eu seria capaz de fazer algo para suprir minhas vontades além da fantasia, e provavelmente tenho algum problema de personalidade também por não me importar com as vítimas que o acusado fez. Poderia supor que diagnóstico se aproximaria para o meu perfil alem dessa parafilia? Sei que é necessário mais informações mas só quero especulações. Já tentei me consultar com um especialista, porém não gostei da metodologia e desisti. A ironia é que faço medicina, e pretendo ser psiquiatra forense.

    Não pensava que era um problema até estudar sobre isso na faculdade, e me enquadrar totalmente nos sintomas. Dependendo das suposições que farão sobre mim, irei procurar novamente ajuda, obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Como você disse, a hibristofilia agressiva se caracteriza não apenas pelo fascínio pela pessoa do transgressor, mas pelo sentimento de prazer em ver ou fantasiar o ato criminoso violento. Claramente você é uma pessoa inteligente e não preciso lhe dizer que você, enquanto médica, estará em posição de impingir uma variedade de sofrimentos, psicológicos e físicos, a pessoas que talvez jamais se dêem conta de nada. A pergunta que você formulou é na verdade o crucial: você seria capaz de fazer algo para trazer essas fantasias à realidade? Se você sente prazer nas cenas, é claro que a única coisa que a impediria seria seu sentimento moral. Se algo dentro de você diz que o prazer com a violência física brutal é errado e não deveria existir nem em você, nem em outras pessoas, eu, no seu lugar, procuraria o quanto antes um profissional que ajudasse a dissolvê-lo. Pois ele não é normal e pode ter consequências.


  • Meu neto tem 4 anos é muito comunicativo e amável gosta de ver desenhos e filmes de monstro e quando

    Meu neto tem 4 anos é muito comunicativo e amável gosta de ver desenhos e filmes de monstro e quando o desenho tem super heróis ele quer ser sempre o vilão, como meninos de pijama, ele diz que é o Romeu o menino cientista vilão que sempre inventa algo pra acabar com o dia e também gosta de ver Megamente que é uma vilão também, que no final salva a cidade , ele diz que que é o o cérebro e que o pink é o amiguinho dele da escola, acho engraçado a imaginação, mas fico preocupado quando ele diz que é do mal, mas já falei que pra ele que o mal é feio , mas ele disse que gosta de ser feio, acho que é uma fase, pois ele tem grande imaginação e está fazendo a máquina para dominar o mundo e gosta de fazer experiência, não para nunca sempre inventando. O que vcs acham sobre essa criança que me deixa de cabelo em pé. Kkkk

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Não se preocupe. Perceba que ele se identifica com as personagens inteligentes. Uma delas, inclusive, ao final da trama salva o dia, o que mostra que, para seu neto, está pesando o que ele vê como sendo o fator do intelecto. Ele até se vale disso para expressar a maneira como se relaciona com o amigo: este é o Pink, e ele é o Cérebro. A variedade de personagens e brincadeiras, o fator em comum a todas elas e sua por assim dizer aplicação a situações e relações reais, tudo isso são características de brincadeiras saudáveis e de uma criança sadia.

    Como apontado pelo colega, ele com o tempo passará a entender que as ações dos vilões têm consequências e elas gerarão nele o sentimento de repúdio moral. Por ora, vale notar que até mesmo nos desenhos as ações dos vilões são muitas vezes mitigadas nas consequências que trazem para outrem. Tudo é apresentado em tom jocoso. Não se preocupe se ele continuar a brincar no papel de vilões mesmo até daqui muitos anos.


  • Psicanálise não tem competência para curar o Transtorno Afetivo Bipolar?

    Psicanálise tem competência para curar o Transtorno Afetivo Bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Olá, saudações. Normalmente, sim. Atualmente, o diagnóstico de bipolaridade não requer a presença de transtornos psicóticos em nenhum dos dois estados de mania e de depressão. A consequência é um diagnóstico supérfluo da enfermidade para situações que seriam melhor compreendidas desde que se tomasse em consideração as vicissitudes da vida da pessoa. Uma pessoa que já se encontrou em estado de entusiasmo e de tristeza em diversas ocasiões pode receber o diagnóstico sem que sejam sopesadas as razões para ter se sentido assim. Retomando, pessoas que receberam o diagnóstico de bipolaridade normalmente podem ter os problemas fundamentais de sua condição tratados em psicoterapia. Exceções são pessoas cujos estados depressivos e (hipo)maníacos vêm acompanhados de alucinações, especialmente auditivas e catatonia (para depressão), quer dizer, os verdadeiros bipolares.


  • A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?

    A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Olá, como vai? A periodicidade da ansiedade ou da angústia é um fato conhecido. Ela está frequentemente ligada a datas ou a horários que demarcam determinada ocorrência marcante para o sujeito. Alguns exemplos, e que envolvem não apenas o afeto de ansiedade: sentimento de tristeza que se instala na vizinhança da data de falecimento de um ente querido; agitações no momento de dormir para alguém que sofreu abusos nesse horário; a reflexão sobre o passado para um homem que está para ultrapassar a idade de seu pai quando morrera. Vale notar que, na maior parte dos casos, a relação entre o estado de espírito e o evento que lhe deu lastro permanece inconsciente. Um trabalho terapêutico que ajude a trazê-lo à tona pode ser extremamente benéfico.


  • O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?

    O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Ansiedade é um estado de expectativa apreensiva na maior parte das vezes passível de ser referida a um estado-de-coisas definido. Uma pessoa está ansiosa porque conheceu alguém de quem gostou e preocupa-se se esse sentimento é recíproco. Sua preocupação será difusa porque relativa a tudo o que tiver associação a essa pessoa, e poderá ser suscitada na mais casual troca de mensagens por WhatsApp; e ela será bem delineada na medida em que possui algo como um objeto bem definido, a pessoa que começa a conhecer melhor.
    Essa lógica opera para outros “objetos”, tais como: trabalho, reconhecimento, família, o sustento desta e de si próprio.
    Em razão da importância desses objetos, a ansiedade e o sentimento de expectativa apreensiva podem dar o tom da existência ela toda do sujeito. Ela é, assim, algo como um estado, uma disposição.


  • Qual a diferença entre a psicanálise e psicoterapia?

    Qual a diferença entre a psicanálise e psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    A psicanálise é uma modalidade de psicoterapia, isto é, uma modalidade de cuidado da alma. A alma, neste contexto, consiste na maneira específica pela qual um ser humano se faz presente no mundo. Pode-se dizer que a psicoterapia trata do ser do ser humano. Uma pedra existe como um mero evento no fluxo da natureza, um conglomerado casual. Uma pessoa é um estado de tensão entre aquilo que ela é, e aquilo que ela pode ser. Até mesmo o passado entra na presença do homem no mundo, ele depende de seu passado para compreender quem é hoje. Ele é um ente que só pode ser tendo sido. Todo efeito psicoterápico incide sobre a temporalidade por meio da qual nosso futuro é modificado mediante uma reformulação de como enxergamos e tomamos posição relativamente a nosso passado. A razão por que toda psicoterapia opera assim, é que toda psicoterapia se vale da linguagem. A linguagem confere acesso ao passado, e é o caminho por meio do qual nos confrontamos com as questões fundamentais da existência, o amor, a morte, e o sexo. Apenas por meio dela pode ser modificada a maneira como nos relacionamos com essas coisas. A especificidade da psicanálise está em ter sido uma experiência que permitiu enxergar com mais clareza a lógica da temporalidade humana e o vínculo íntimo entre ser humano e linguagem. Isto redunda em maior eficácia, para dizer o mínimo. Muitas vezes, a psicanálise é a única a sequer tomar em conta a subjetividade em seus elementos essenciais, deixando de lado coisas como identificações com diagnósticos e outros tipos de alienações discursivas. Pode-se dizer que as diversas psicoterapias praticam inadvertidamente aquilo que apenas a psicanálise é capaz de teorizar.


  • Se eu saio de casa e esqueço a carteira... ai volto pra pegar.. As vezes pode acontecer. Mas quantas

    Se eu saio de casa e esqueço a carteira... ai volto pra pegar.. As vezes pode acontecer. Mas quantas x teria que acontecer de esquecer as coisas pra se encaixar em TDAH ? Também por ex.. se ao invés de colocar um objeto na primeira gaveta sendo que o correto seria na segunda gaveta. Quantas vezes teria que cometer o Erro pra ser considerado TDAH ?

    Pode se existir ansiedade sem TDAH ? Pois vi que ansiedade também atrapalha em tudo, até na concentração.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Por que você deseja receber um diagnóstico?


  • Faço terapia com a minha psicóloga a um ano sou lésbica e ela também, ela é nova e muito bonita. Eu

    Faço terapia com a minha psicóloga a um ano sou lésbica e ela também, ela é nova e muito bonita. Eu namorava mas ela fez eu perder o foco da minha namorada e a deseja-la. Pensei que poderia ser algo da terapia e então abandonei a terapia, mas me sinto tão atraída mesmo depois de 6 meses ter parado a terapia. O que eu faço voltei a fazer terapia a 1 semana com ela?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Enamoramento pelo terapeuta é ao mesmo tempo um obstáculo e possível impulso para a análise. A depender do manejo da situação, falar sobre o assunto pode dar ensejo a momentos dos mais fecundos de sua análise.


  • Ola! Psicólogo e paciente não podem nunca ser amigos?

    Ola! Psicólogo e paciente não podem nunca ser amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Amizade está lastreada em semelhança. Amigos se parecem, e um amigo busca ajudar o outro em situação difícil afim de que ele não sofra. Toda empatia é uma forma de identificação, e ela é muito forte na afeição filial. Pode-se dizer que não desejamos que a pessoa do amigo mude, ou seja obrigada a mudar. Ora, é exatamente esse o papel do psicólogo. Se ele é amigo do paciente, não desejará promover a mudança radical de personalidade normalmente necessária para a cura. O paciente, em contrapartida, nunca esperará de seu amigo as intervenções que são requeridas para induzir modificações em seus modos de vida. O equilíbrio induzido por uma relação de amizade é avesso à tarefa do trabalho do terapeuta.


  • O vicio em pornográfia pode fazer com que um hétero sexual perca o tesão em mulheres e só sinta atra

    O vicio em pornográfia pode fazer com que um hétero sexual perca o tesão em mulheres e só sinta atração por transsexuais? Isso no caso dos homens. Se sim, isso é reversível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    A resposta para a pergunta é não, não é possível que vício em pornografia faça alguém perder tesão em mulheres e passar a se sentir atraído por travestis. A atração ou as condições para ela existiam necessariamente antes. Entretanto, e dirigindo-me a sua segunda pergunta, não se pode dizer que essa atração seja reversível, já que, segundo a Resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia, Arts 3 e 4: “os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização (sic) de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades. Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.”


  • Oi, sofri abusos sexuais dos 5 aos 12 anos, agora com 18 quero tratar isso com terapias, mas eu simp

    Oi, sofri abusos sexuais dos 5 aos 12 anos, agora com 18 quero tratar isso com terapias, mas eu simplesmente apaguei inconscientemente da minha memória, o que fazer?
    Se eu contar desse abusos sexuais que aconteceram, psicóloga (o) podem contar para algum parente ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Olá, saudações. Desejo formular um ponto de vista distinto do que o dos colegas, que falaram a respeito do que é determinado e preconizado pelo código de ética. Muitos psicólogos, em especial em trabalho com adolescentes que chegam através de pais, compartilham abertamente com estes o conteúdo do que foi falado em terapia. Frequentemente, tal fato se dá sem que o paciente fique a par. Noutras palavras, muitos psicólogos (e também médicos, advogados e psiquiatras) falam abertamente sobre seus casos com quem quer que seja, em especial com pais e com amigos. Entendo que possa parecer chocante. Curiosamente, é uma realidade muito difundida, algo como a corrupção que se sabe existir na política, mas que causa espécie a partir do momento em que é formulada. Tenha cautela.


  • Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob es

    Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob estresse por causa dos incômodos da gravidez, da vida a dois e da pandemia. Devo procurar um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra para me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Certamente um psicanalista.


  • Olá, gostaria de um conselho. Estou em relacionamento onde reconheço que meu namorado e um príncipe

    Olá, gostaria de um conselho.
    Estou em relacionamento onde reconheço que meu namorado e um príncipe, amo ele muito, ele não me deu motivos de desconfiança por si só, só que eu vim de um relacionamento onde meu ex me enganou, mentia pra mim, enfim sofri muito, e me tormei muito insegura, e isso está refletindo no meu atual relacionamento. Eu conversei com meu namorado o pedindo que se fosse pra fazer sacanagem terminasse comigo mas por favor não me fizesse sofrer mais, contei minha história a ele, esses dias chegou uma mensagem no celular dele de uma amiga o convidando para irem a um sítio aí eu vi a msg enchi ele de perguntas dei uma pequena crise (estou arrependida por isso), sendo que ele me explicou que não ia, ele me disse que está cansado de falar que eu posso confiar nele,me fala várias vezes mesmo assim eu contínuo, e aí me disse que isso estava atrapalhando a gente, eu estou me sentindo culpada pior... O que eu faço? Por favor me ajudem...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Bruder

    Prezada, saudações, como vai? As respostas dos colegas são unânimes ao reconhecer que deve existir algo como uma reprodução de sua parte de um afeto originado no relacionamento anterior. Trata-se de uma ideia psicológica intuitiva, a de que reproduzimos esquemas marcantes de produção de afetos decorrentes de experiências traumáticas. Entretanto, a tarefa de oferecer ajuda a alguém por meio de um mero relato breve é desafiadora e convida à parcimônia nos juízos. No lugar de acreditar de olhos fechados no que disse, isto é, acreditar que é culpada e que está reproduzindo um afeto de um relacionamento anterior, é preferível por em suspenso a compreensão a analisar com calma sua situação. Antes de tudo, a ideia de reprodução ou de repetição não diz respeito a afetos, e sim a situações vitais. Por exemplo, repete-se a mesma escolha de empregos e de tipos de pessoa para relacionamentos. Induz-se assim desfechos similares e consequentemente afetos parecidos, mas este não é o que é primário. Em seu caso, a importância da observação está em que é perfeitamente possível que tenha se envolvido com alguém que “fará sacanagem” e mentirá também desta vez. Um pouco de reflexão faz da possibilidade uma probabilidade. Antes de tudo, pode-se dizer que todo homem faz sacanagem. Acredite, mesmo as exceções confirmam a regra. Em segundo lugar, o convite para o sítio só poderia ter vindo de alguém com intimidade suficiente para tanto, o que indica que seu namorado não deixou claro que uma viagem assim se tornou ilícita a partir do momento em que passou a estar com você. Ele não suprimiu intimidade com outras mulheres, e isso mesmo depois de saber que você sofre por conta disso e de ter ouvido-lhe suplicar para terminar antes de fazer sacanagem. É uma tática comum na mentira o esforçar-se por parecer um príncipe. Torna mais fácil fazer o outro sentir-se culpado. Se este for o caso, a questão se tornará: por que me envolvo com homens que mentem?


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