Perguntas do paciente (173)

  • Fiz uma tomografia do crânio e o resultado foi: Microangiopatia supratentorial. Gostaria de saber o

    Fiz uma tomografia do crânio e o resultado foi: Microangiopatia supratentorial. Gostaria de saber o que é isso e o que devo fazer para não aumentar o problema? Tenho 55 anos e estou um tanto esquecido principalmente com nomes de palavras e de pessoas. Obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e extremamente importante, pois o termo “microangiopatia supratentorial” é um achado relativamente comum em exames de tomografia ou ressonância magnética cerebral, especialmente a partir dos 50 anos, mas exige atenção e acompanhamento, principalmente quando há sintomas de esquecimento e lentificação cognitiva como você descreveu.

    A microangiopatia cerebral refere-se a uma alteração nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro — as arteríolas e capilares que irrigam as regiões profundas do encéfalo. Esses vasos sofrem espessamento e enrijecimento das paredes, reduzindo o fluxo de sangue e oxigênio para o tecido cerebral. Com o tempo, essa alteração pode gerar microscópicas áreas de sofrimento isquêmico (microlesões), que são o que o exame identifica.

    Vamos detalhar o significado e os cuidados necessários:

    1⃣ O que significa “supratentorial”:
    O termo “supratentorial” indica a localização anatômica — ou seja, essas pequenas lesões estão acima do tentório cerebelar, região que inclui os hemisférios cerebrais, onde se localizam áreas responsáveis pela memória, atenção, linguagem e funções executivas. Isso explica por que muitas pessoas com microangiopatia relatam esquecimentos recentes, lentidão para pensar e dificuldade em encontrar palavras.

    2⃣ Causas mais comuns:
    A microangiopatia é geralmente consequência de doenças crônicas que afetam os vasos sanguíneos, entre elas:

    Hipertensão arterial (pressão alta mal controlada);

    Diabetes mellitus;

    Colesterol e triglicerídeos elevados;

    Tabagismo;

    Sedentarismo e sobrepeso;

    Apneia do sono não tratada.
    Esses fatores, quando persistem por muitos anos, comprometem a circulação cerebral e aumentam o risco de pequenos infartos silenciosos e, a longo prazo, de declínio cognitivo vascular.

    3⃣ Sintomas possíveis:
    Além dos esquecimentos e dificuldade para lembrar nomes, outros sinais podem incluir:

    Lentificação do raciocínio e da fala;

    Diminuição da concentração e da agilidade mental;

    Alterações do humor (irritabilidade, apatia ou desânimo);

    Instabilidade na marcha e desequilíbrio em casos mais avançados.

    4⃣ O que fazer para não piorar o quadro:
    O foco do tratamento é interromper a progressão da doença vascular cerebral e proteger o cérebro. As principais medidas incluem:

    Controle rigoroso da pressão arterial, com acompanhamento cardiológico e uso regular da medicação;

    Avaliação e controle da glicose e colesterol, ajustando dieta e medicações se necessário;

    Cessar o tabagismo e limitar o consumo de álcool;

    Atividade física regular, pelo menos 150 minutos semanais, que melhora a circulação cerebral e estimula a neuroplasticidade;

    Sono adequado, tratando distúrbios como apneia, que agravam o problema;

    Estímulo cognitivo diário — leitura, conversas, aprendizado de novas habilidades e contato social ajudam a preservar as funções mentais;

    Dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, azeite e peixes (padrão mediterrâneo), que protege os vasos e reduz inflamações cerebrais.

    5⃣ Acompanhamento médico:
    Procure um neurologista para avaliar a gravidade das lesões, a relação com seus sintomas de memória e, se necessário, solicitar uma ressonância magnética cerebral, que é mais sensível que a tomografia. O médico poderá indicar o uso de neuroprotetores, vasodilatadores cerebrais ou medicações para melhorar a cognição, dependendo do caso, além de monitorar fatores de risco.

    Em resumo: a microangiopatia supratentorial é um sinal de comprometimento dos pequenos vasos cerebrais, geralmente relacionada a doenças vasculares crônicas. Ela não é uma sentença grave, mas um alerta importante para cuidar dos fatores de risco e evitar a progressão para demência vascular ou novos eventos cerebrais. O controle da pressão, do açúcar, do colesterol e a adoção de hábitos saudáveis são as medidas mais eficazes para preservar sua memória e função cerebral.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica. Recomendo agendar uma consulta com um neurologista, levando o exame, para análise detalhada e plano de prevenção personalizado. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento, com foco em neurologia clínica, prevenção vascular e saúde cognitiva.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Qual a diferença entre Esclerose Lateral Amiotrófica e Paralisa Bulbar Progressiva?

    Qual a diferença entre Esclerose Lateral Amiotrófica e Paralisa Bulbar Progressiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Essa é uma dúvida muito importante — a Paralisia Bulbar Progressiva (PBP) e a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) são condições relacionadas, mas não são exatamente iguais.

    A ELA é uma doença neurodegenerativa que afeta tanto os neurônios motores do cérebro quanto os da medula espinhal, provocando fraqueza, rigidez, perda de força, atrofia e dificuldades para falar ou engolir. Já a Paralisia Bulbar Progressiva é uma forma localizada da ELA, em que o problema começa na região do bulbo cerebral — área responsável pelos movimentos da fala, mastigação e deglutição.

    Na PBP, os sintomas iniciais costumam ser dificuldade para falar, engolir, salivação excessiva e alterações na voz, enquanto na ELA os sintomas geralmente começam nos braços ou pernas e depois se espalham. Com o tempo, alguns casos de PBP podem evoluir para o quadro típico da ELA, mas nem sempre isso acontece.

    O diagnóstico é feito pelo neurologista, com base no exame clínico e em testes como eletroneuromiografia e ressonância magnética, para excluir outras causas.

    Se houver suspeita de uma dessas condições, o ideal é procurar um neurologista especializado em doenças neuromusculares, para confirmar o diagnóstico e discutir o tratamento mais adequado.

    Estou à disposição para ajudar e orientar com segurança, seja em consulta presencial em Cuiabá ou São Paulo, ou por atendimento online, com foco em neurologia clínica e doenças neuromusculares, sempre com abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • A apraxia da marcha pode ser desencadeada por um processo de depressão?

    A apraxia da marcha pode ser desencadeada por um processo de depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, pois a apraxia da marcha é um sintoma neurológico específico que frequentemente causa confusão diagnóstica, especialmente quando há sintomas motores e cognitivos associados a quadros emocionais, como a depressão.

    A apraxia da marcha não é causada diretamente pela depressão, mas os dois quadros podem coexistir e até se influenciar mutuamente. Vamos entender melhor:

    O que é apraxia da marcha:
    É uma condição em que a pessoa perde a capacidade de coordenar os movimentos automáticos da caminhada, mesmo tendo força e sensibilidade preservadas. Ou seja, o paciente quer andar, mas o cérebro não consegue organizar corretamente os comandos motores.
    Isso ocorre por lesões nas áreas frontais ou nos circuitos que conectam o córtex frontal aos núcleos da base e ao tronco cerebral — regiões responsáveis pelo planejamento motor.

    As principais causas neurológicas incluem:

    Hidrocefalia de pressão normal (HPN);

    Doenças cerebrovasculares (microinfartos múltiplos);

    Doenças degenerativas, como demências frontais e parkinsonismos atípicos;

    Lesões estruturais ou sequelas pós-traumáticas.

    E onde entra a depressão?
    A depressão não causa apraxia motora, mas pode imitar ou agravar sintomas motores, em um quadro conhecido como “síndrome pseudodemencial depressiva”.
    Nesses casos, o paciente apresenta lentidão, falta de iniciativa, desequilíbrio e redução do ritmo da marcha, não por falha neurológica estrutural, mas por lentificação psicomotora e desmotivação global, características de depressão grave.

    Além disso, a depressão pode coexistir com doenças neurológicas que causam apraxia (como hidrocefalia ou AVC), tornando o quadro mais complexo e dificultando o diagnóstico diferencial.

    Como diferenciar:

    Na apraxia verdadeira, há alteração objetiva do padrão de marcha — passos curtos, dificuldade de iniciar o movimento, sensação de “pés colados no chão” — mesmo com força normal.

    Na lentificação depressiva, o paciente anda devagar, mas com coordenação preservada, e melhora com estímulo ou melhora do humor.

    O que fazer:
    O ideal é procurar um neurologista, que poderá solicitar exames para esclarecer a causa, como:

    Ressonância magnética de crânio (para avaliar córtex frontal e ventrículos);

    Exames laboratoriais metabólicos e hormonais;

    E, se necessário, avaliação neuropsicológica para diferenciar depressão de doença neurológica orgânica.

    O tratamento dependerá da causa: na apraxia verdadeira, trata-se a doença de base; já na depressão, o tratamento antidepressivo e o suporte psicoterápico costumam restaurar a velocidade e fluidez dos movimentos.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Uma avaliação neurológica detalhada é essencial para definir se o quadro é de apraxia motora, lentificação psicomotora ou uma combinação de ambos.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios de marcha, demências e saúde mental neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Formigamento nas mãos e nos pés que piora à noite pode ser sintoma do quê?

    Formigamento nas mãos e nos pés que piora à noite pode ser sintoma do quê?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito importante — o formigamento nas mãos e nos pés (parestesia), especialmente quando piora à noite, é um sintoma que merece atenção, pois pode ter diversas causas neurológicas, metabólicas ou circulatórias.

    Entre as causas mais comuns estão:

    1. Neuropatia periférica – É uma das causas mais frequentes. Ocorre quando os nervos que levam sensações aos braços e pernas sofrem inflamação, compressão ou degeneração. Pode estar associada a diabetes, alcoolismo, deficiência de vitaminas do complexo B (principalmente B12), uso de alguns medicamentos, doenças autoimunes ou exposição a toxinas.

    2. Compressão nervosa – Problemas como síndrome do túnel do carpo, hérnia de disco lombar ou cervical e compressões nervosas periféricas podem causar formigamento localizado, muitas vezes pior à noite ou quando o membro fica em determinada posição.

    3. Alterações circulatórias – Problemas de má circulação ou insuficiência venosa também podem gerar sensação de dormência ou peso, sobretudo em repouso.

    4. Distúrbios metabólicos e carenciais – Falta de vitamina B12, magnésio ou cálcio, alterações na tireoide ou doenças renais e hepáticas podem causar sintomas semelhantes.

    5. Causas neurológicas centrais – Em situações mais raras, doenças que afetam o sistema nervoso central (como esclerose múltipla ou neuropatias inflamatórias) também podem se manifestar com parestesias persistentes.

    O fato de o sintoma piorar à noite pode estar relacionado à diminuição da atividade motora (quando se está deitado) e ao aumento da percepção das sensações nervosas alteradas, algo comum em neuropatias sensoriais.

    Recomendo fortemente uma avaliação neurológica presencial, para investigar a origem do sintoma. Exames como eletroneuromiografia, dosagem de vitaminas, glicemia e função tireoidiana ajudam a identificar a causa e direcionar o tratamento adequado.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neuropatias periféricas e tratamento da dor crônica, sempre com abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Eu estou grávida e estou morrendo de dor nas costas posso tomar nevralgex?

    Eu estou grávida e estou morrendo de dor nas costas posso tomar nevralgex?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, especialmente durante a gestação, quando o uso de medicamentos deve ser feito com o máximo de cautela para proteger tanto a mãe quanto o bebê.

    O Nevralgex é uma associação medicamentosa que pode variar conforme a formulação (existem versões em comprimido, pomada ou spray), mas geralmente contém dipirona, cafeína e orfenadrina, atuando como analgésico, relaxante muscular e estimulante leve.

    Durante a gravidez, o uso de medicamentos com essa composição não é recomendado sem prescrição médica, pois há riscos potenciais:

    1⃣ Dipirona:
    Embora amplamente usada, a dipirona não é considerada totalmente segura na gravidez, principalmente no terceiro trimestre, pois pode causar fechamento precoce do ducto arterioso no feto e alterações hematológicas na mãe. Em alguns casos específicos e sob orientação médica, pode ser usada por curto período, mas nunca por conta própria.

    2⃣ Cafeína:
    A cafeína atravessa a placenta e, em excesso, pode causar taquicardia fetal, irritabilidade e redução do peso ao nascer. Além disso, pode aumentar a ansiedade e dificultar o sono da gestante.

    3⃣ Orfenadrina:
    É um relaxante muscular com ação no sistema nervoso central, sem estudos suficientes que comprovem segurança na gestação. Pode atravessar a barreira placentária e, por isso, é contraindicada durante a gravidez, especialmente nos primeiros meses.

    Dessa forma, o Nevralgex não deve ser utilizado durante a gestação sem orientação médica, pois seus componentes apresentam riscos potenciais para o bebê e efeitos colaterais à mãe.

    As dores nas costas durante a gravidez são muito comuns e geralmente estão relacionadas a mudanças hormonais e posturais. Em vez de recorrer a medicamentos por conta própria, algumas medidas seguras podem ajudar:

    Compressas mornas na região lombar;

    Alongamentos leves e exercícios de fisioterapia ou pilates específicos para gestantes;

    Uso de travesseiro entre os joelhos ao dormir de lado, para aliviar a pressão lombar;

    Evitar ficar longos períodos em pé ou sentada;

    Massagem com profissional habilitado em gestantes;

    E, se a dor for intensa ou persistente, procure seu obstetra — ele poderá avaliar a causa e indicar analgésicos seguros para a gestação, como o paracetamol em dose adequada, que é o mais utilizado nesses casos.

    Em resumo: o Nevralgex não é indicado para gestantes, pois contém substâncias que podem afetar o bebê e não possuem segurança comprovada. O ideal é consultar seu obstetra para avaliar a dor e definir o tratamento mais seguro para você e seu bebê.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Evite automedicação durante a gravidez e procure sempre orientação profissional antes de usar qualquer remédio.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • Fui diagnosticada com crise de ausência há uns 5 anos atrás. Comecei tomando o Depakene, fazia efeit

    Fui diagnosticada com crise de ausência há uns 5 anos atrás. Comecei tomando o Depakene, fazia efeito. Há 2 anos atrás, quando engravidei, a médica trocou para o carbamazepina, porém venho tendo muito deja vu , e varias crises de ausência.. mas a médica não trocou meu medicamento novamente. O que devo fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, especialmente porque o controle das crises de ausência exige acompanhamento neurológico contínuo e ajustes individualizados de medicação, conforme a resposta clínica e o momento de vida do paciente.

    As crises de ausência são um tipo de epilepsia caracterizada por breves lapsos de consciência, durante os quais a pessoa parece “desligar” por alguns segundos, sem quedas ou convulsões generalizadas. O Depakene (ácido valpróico) costuma ser uma das medicações mais eficazes para esse tipo de crise, mas ele não é recomendado durante a gestação devido ao risco de malformações fetais e prejuízos ao desenvolvimento neurológico do bebê. Por isso, muitos médicos optam por substituí-lo, como no seu caso, pela carbamazepina — uma droga mais segura para o feto, porém menos eficaz no controle das crises de ausência.

    O fato de você estar voltando a ter déjà-vu e episódios de “ausência” indica que o controle das crises não está adequado, e isso precisa ser reavaliado o quanto antes. Esses episódios podem representar descargas elétricas temporais ou generalizadas, e o déjà-vu pode ser um sinal de crise focal com consciência preservada, o que sugere que o tratamento atual pode não estar cobrindo plenamente seu tipo de epilepsia.

    O primeiro passo é retornar ao neurologista e relatar detalhadamente a frequência e as características dessas crises. É provável que o médico solicite um novo eletroencefalograma (EEG) e possivelmente uma ressonância magnética cerebral para avaliar se houve mudança no padrão de atividade elétrica ou na origem das crises. Dependendo dos achados, ele poderá ajustar a dose da carbamazepina, associar outra medicação anticonvulsivante ou, se já não houver risco de gestação, reconsiderar o uso do ácido valpróico ou outro fármaco mais eficaz para crises de ausência, como lamotrigina ou etossuximida.

    Também é essencial não interromper nem alterar a medicação por conta própria, pois isso pode aumentar o risco de crises mais intensas. O acompanhamento neurológico deve ser periódico, e qualquer modificação de tratamento precisa ser feita de forma gradual e supervisionada.

    Em resumo: as crises de ausência recorrentes e episódios de déjà-vu indicam controle inadequado da epilepsia, e você precisa de reavaliação neurológica com EEG e revisão terapêutica. Existem opções seguras e eficazes, mas a decisão depende da sua condição clínica, idade e histórico gestacional.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure seu neurologista o quanto antes para revisar o tratamento e garantir a melhor estabilidade possível.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • O que é síndrome vestibular periférica deficitária à esquerda?

    O que é síndrome vestibular periférica deficitária à esquerda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, pois o termo “síndrome vestibular periférica deficitária à esquerda” é uma descrição médica que aparece com frequência em laudos neurológicos ou otoneurológicos, geralmente após exames como a videonistagmografia ou a prova calórica.

    De forma simples, esse diagnóstico indica que há um desequilíbrio no funcionamento do sistema vestibular, localizado no ouvido interno, e que o lado esquerdo apresenta redução (déficit) na resposta — ou seja, o labirinto esquerdo está funcionando menos do que o direito.

    Vamos entender melhor:

    1⃣ O que é o sistema vestibular

    O sistema vestibular é o responsável por controlar o equilíbrio, a postura e a percepção espacial. Ele fica no ouvido interno e envia informações ao cérebro sobre os movimentos e a posição da cabeça. Cada lado (direito e esquerdo) trabalha em conjunto para manter o equilíbrio corporal.

    Quando um dos lados — no seu caso, o esquerdo — perde parte da função, o cérebro recebe informações assimétricas, o que causa sintomas típicos da síndrome vestibular periférica:

    Tontura ou vertigem (sensação de que tudo gira ou se move);

    Desequilíbrio ao andar;

    Náuseas e enjoo;

    Sensação de cabeça leve ou flutuante;

    Desvio da marcha ou tendência a cair para o lado afetado.

    2⃣ Por que é chamada de “periférica”

    O termo “periférica” diferencia essa condição das síndromes vestibulares centrais, que ocorrem por lesões no tronco cerebral ou cerebelo.
    Na forma periférica, o problema está no labirinto (ouvido interno) ou no nervo vestibular, que leva as informações de equilíbrio até o cérebro.

    3⃣ Causas mais comuns

    A síndrome vestibular periférica deficitária pode ser causada por várias condições, como:

    Neuronite vestibular (inflamação viral do nervo vestibular);

    Labirintite viral ou bacteriana;

    Trauma craniano;

    Disfunção circulatória (redução de fluxo sanguíneo no labirinto);

    Doença de Ménière, quando há também zumbido e perda auditiva;

    Uso de medicamentos ototóxicos (que afetam o ouvido interno);

    Envelhecimento do sistema vestibular, que reduz a sensibilidade ao movimento.

    ⏳ 4⃣ O termo “deficitária”

    O adjetivo “deficitária” indica que há perda parcial ou total da função vestibular do lado esquerdo, detectada durante os testes. Em muitos casos, o cérebro se adapta progressivamente (processo chamado de compensação vestibular) e os sintomas melhoram com o tempo.

    5⃣ Tratamento e reabilitação

    O tratamento depende da causa, mas costuma incluir:

    Medicação sintomática, como antivertiginosos ou anti-inflamatórios, nas fases agudas;

    Reabilitação vestibular, que é o principal recurso para recuperação funcional. Trata-se de um conjunto de exercícios personalizados que ajudam o cérebro a se readaptar ao desequilíbrio entre os dois lados;

    Correção de fatores associados, como problemas de circulação, uso de medicamentos irritantes para o labirinto ou infecções de ouvido;

    Em casos crônicos, acompanhamento com neurologista ou otoneurologista é fundamental.

    Em resumo:
    A síndrome vestibular periférica deficitária à esquerda significa que o labirinto esquerdo está funcionando abaixo do normal, causando desequilíbrio, tontura e vertigem. O quadro geralmente tem boa evolução com tratamento adequado, especialmente com fisioterapia vestibular, que estimula o sistema a se equilibrar novamente.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo acompanhamento com um neurologista ou otoneurologista, que poderá identificar a causa específica do déficit e indicar o tratamento ideal para restabelecer o equilíbrio e reduzir os sintomas.

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  • Tive meningite meningocócica aos 5 anos, tive convulsões na epoca e depois não tive mais. Porém nós

    Tive meningite meningocócica aos 5 anos, tive convulsões na epoca e depois não tive mais. Porém nós últimos anos, todo vez que tomo prednisona ou dexametasona eu tenho convulsão. Que médico procurar pois não sei se tem relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, pois o histórico de meningite meningocócica na infância e a ocorrência de convulsões associadas ao uso de corticoides exigem uma investigação neurológica cuidadosa.

    A meningite meningocócica é uma infecção grave que pode deixar sequelas neurológicas de longo prazo, mesmo em pessoas que se recuperam completamente. Entre essas possíveis sequelas estão áreas de hipersensibilidade cerebral que tornam o cérebro mais propenso a descargas elétricas anormais — ou seja, uma maior predisposição a crises epilépticas, principalmente sob determinadas condições.

    O fato de você relatar que as convulsões ocorrem sempre após o uso de corticoides (como prednisona ou dexametasona) é um dado clínico relevante. Embora os corticoides não causem crises diretamente na maioria das pessoas, em indivíduos com histórico neurológico prévio ou cicatrizes cerebrais pós-infecciosas, eles podem alterar o equilíbrio eletrolítico e excitar o sistema nervoso central, especialmente em doses mais altas ou de uso prolongado. Esses medicamentos podem também reduzir o limiar convulsivo, facilitando o aparecimento das crises.

    É fundamental que você procure um neurologista, preferencialmente com experiência em epilepsia ou neuroinfecção pós-meningite. Esse especialista poderá solicitar eletroencefalograma (EEG) e ressonância magnética cerebral com foco temporal, a fim de avaliar se há cicatrizes, displasias ou áreas de irritação cortical residual que expliquem sua suscetibilidade às convulsões. Dependendo dos achados, pode ser indicada profilaxia anticonvulsivante preventiva em situações em que o uso de corticoides seja necessário.

    Além disso, é importante que qualquer médico que venha a prescrever corticoides saiba desse histórico, para ajustar doses, evitar interações com outros medicamentos e, se necessário, prescrever um protetor neurológico temporário (como anticonvulsivantes de curta duração durante o uso do corticoide).

    Em resumo, a relação entre as convulsões e o uso de corticoides pode estar ligada a uma hipersensibilidade cerebral residual da meningite, e o neurologista é o profissional indicado para investigar e definir o melhor manejo. Ele poderá orientar o uso seguro de medicamentos e prevenir novas crises, garantindo estabilidade a longo prazo.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Procure um neurologista o quanto antes para avaliação detalhada e orientação personalizada.

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  • Boa tarde , espasmos no queixo e na língua pode ser sinal de doença seria ?

    Boa tarde , espasmos no queixo e na língua pode ser sinal de doença seria ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Boa tarde. Essa é uma dúvida muito importante — e, sim, espasmos no queixo ou na língua merecem atenção médica, pois podem ter diferentes causas, nem sempre graves, mas que precisam ser corretamente avaliadas por um neurologista.

    Esses espasmos podem se manifestar como tremores finos, contrações involuntárias, formigamento ou rigidez passageira, e podem ter origem em:

    1⃣ Fadiga ou estresse muscular — o excesso de tensão emocional ou ansiedade pode causar micromovimentos involuntários na região facial, principalmente em quem aperta a mandíbula ou tem bruxismo.

    2⃣ Alterações neuromusculares — algumas doenças que afetam os nervos ou músculos faciais (como espasmo hemifacial ou distonia oromandibular) podem gerar esses movimentos, geralmente repetitivos e localizados.

    3⃣ Efeito de medicamentos — certos remédios que atuam no sistema nervoso central (como antidepressivos, antipsicóticos ou anticonvulsivantes) podem provocar movimentos involuntários secundários.

    4⃣ Deficiências metabólicas ou distúrbios eletrolíticos, como falta de cálcio, magnésio ou vitamina B12, também podem causar espasmos ou parestesias (formigamentos) na face e língua.

    5⃣ Em casos mais raros, sintomas persistentes podem estar relacionados a condições neurológicas centrais, como doenças do tronco cerebral, epilepsia focal ou distúrbios do neurônio motor, mas essas situações costumam vir acompanhadas de outros sinais neurológicos (fraqueza, fala alterada, engasgos, assimetrias faciais).

    O ideal é procurar um neurologista, que avaliará a frequência, duração, lado afetado e possíveis fatores desencadeantes. O médico poderá solicitar exames como eletroneuromiografia (ENMG), ressonância magnética e avaliação laboratorial para descartar causas secundárias.

    Em muitos casos, o problema é benigno e reversível, especialmente quando relacionado a tensão muscular ou estresse.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Uma avaliação neurológica é o melhor caminho para esclarecer a causa e indicar o tratamento adequado.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios do movimento e doenças neuromusculares, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Quanto tempo depois de ingerir o hidantal comeca a agir no organismo? Ele atrapalha a libido?

    Quanto tempo depois de ingerir o hidantal comeca a agir no organismo? Ele atrapalha a libido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e bastante relevante, especialmente porque o Hidantal (fenitoína) é um medicamento amplamente utilizado no controle de crises epilépticas e distúrbios convulsivos, mas pode causar efeitos diferentes conforme a dose, o tempo de uso e a sensibilidade individual.

    A fenitoína é um anticonvulsivante que atua estabilizando a atividade elétrica dos neurônios, evitando descargas cerebrais anormais que causam convulsões. Após a ingestão oral, o medicamento começa a ser absorvido no trato gastrointestinal em cerca de 30 a 60 minutos, e seus efeitos terapêuticos plenos costumam se manifestar entre 3 e 12 horas após a administração, dependendo da formulação (comprimido, cápsula ou suspensão) e da presença de alimentos no estômago. O tempo de ação tende a ser longo e cumulativo, pois o fármaco se acumula gradualmente no sangue até atingir uma concentração estável (estado de equilíbrio), o que pode levar até 7 a 10 dias de uso contínuo.

    Em relação à libido, a fenitoína pode, em alguns casos, interferir discretamente no desejo sexual, embora esse efeito não ocorra em todos os pacientes. Essa alteração está relacionada a dois fatores principais:

    Ação indireta sobre hormônios sexuais, pois o medicamento pode aumentar o metabolismo hepático de testosterona e estrogênios, reduzindo levemente seus níveis no sangue;

    Efeito sobre o sistema nervoso central, que pode causar sonolência, lentificação ou cansaço, reduzindo o interesse sexual de forma indireta.

    Em homens, isso pode se manifestar como queda da libido ou discreta dificuldade de ereção, e em mulheres, como diminuição do interesse sexual ou leve alteração da lubrificação. No entanto, esses efeitos costumam ser reversíveis e menos comuns com doses adequadas e níveis séricos estáveis.

    É importante lembrar que fatores como ansiedade, estresse, cansaço físico e o próprio diagnóstico de epilepsia também podem impactar o desejo sexual. Por isso, quando ocorre essa queixa, é essencial avaliar se ela está realmente associada ao medicamento ou a outros aspectos clínicos e emocionais.

    Em resumo, o Hidantal começa a agir em cerca de uma hora após a ingestão, mas sua eficácia completa ocorre após alguns dias de uso regular. Ele pode causar discreta redução da libido em alguns pacientes, especialmente em uso prolongado, mas esse efeito é variável e geralmente controlável com ajustes de dose ou substituição por outro anticonvulsivante, se necessário.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que converse com o seu neurologista sobre os sintomas e dúvidas, para avaliar se o medicamento está na dose ideal e se há necessidade de revisão terapêutica.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Olá, boa noite! Sou também portador da doença de Charcot-Marie-Tooth e gostaria de saber se tem algu

    Olá, boa noite! Sou também portador da doença de Charcot-Marie-Tooth e gostaria de saber se tem algum site que informe todos os direitos para quem a tem, pois ainda desconheço um pouco e descobrir tarde.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Boa noite, e agradeço muito por compartilhar sua dúvida — compreender seus direitos como portador da Doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é um passo fundamental para garantir mais autonomia, segurança e qualidade de vida.

    A CMT é uma doença neuromuscular hereditária que compromete os nervos periféricos, causando fraqueza muscular, alterações de sensibilidade e, em alguns casos, dificuldades motoras. Apesar de ainda não haver cura definitiva, existem diversas medidas de acompanhamento clínico e suporte social que podem melhorar muito o bem-estar e a funcionalidade.

    Pessoas com doenças neuromusculares progressivas como a CMT costumam ter direitos reconhecidos por lei, incluindo:

    Atendimento prioritário em serviços públicos e privados;

    Direito à reabilitação física, fisioterapia, órteses e próteses pelo sistema público de saúde;

    Acesso a transporte adaptado e isenção de impostos em determinadas situações, especialmente quando há limitações motoras significativas;

    Aposentadoria especial ou benefício assistencial (BPC/LOAS), conforme o grau de incapacidade funcional e avaliação pericial;

    Inclusão em programas de acessibilidade e suporte social, que visam promover autonomia e integração.

    Esses direitos podem variar de acordo com o estado e o município, e o ideal é buscar orientação junto ao seu neurologista, que poderá emitir relatórios médicos descritivos, e também junto a assistentes sociais ou profissionais de reabilitação, que auxiliam na solicitação formal dos benefícios.

    É fundamental manter acompanhamento periódico com neurologista especializado em doenças neuromusculares, pois o suporte clínico adequado, aliado à fisioterapia e à adaptação de recursos, ajuda a preservar a força, a mobilidade e a independência no dia a dia.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Caso queira compreender melhor seus direitos e as possibilidades de tratamento e acompanhamento, coloco-me à disposição para ajudar e orientar de forma acolhedora e segura, seja em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil.

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  • Sofri um acidente e após isso percebi que não consigo lembrar de alguns fatos após o acidente. Esta

    Sofri um acidente e após isso percebi que não consigo lembrar de alguns fatos após o acidente. Esta lesão pode causar perca de memória?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sim, o que você descreve é bastante comum após uma lesão por whiplash (chicote cervical) — e pode, sim, estar associado a alterações de memória, especialmente para os acontecimentos próximos ao momento do trauma.

    O whiplash ocorre quando há um movimento brusco de aceleração e desaceleração da cabeça e pescoço, como em colisões de carro, quedas ou impactos esportivos. Esse movimento pode gerar:

    Lesões musculares e ligamentares cervicais (dor, rigidez, tontura);

    Comprometimento momentâneo da circulação cerebral;

    E, em alguns casos, microtraumas cerebrais leves — mesmo sem batida direta na cabeça.

    Essa condição é chamada de traumatismo cranioencefálico leve (TCE leve), e pode causar sintomas conhecidos como síndrome pós-concussional, que incluem:

    Falhas de memória recente (principalmente dos fatos próximos ao acidente);

    Dificuldade de concentração;

    Tontura, cefaleia e fadiga mental;

    Alterações de sono, humor e ansiedade aumentada.

    Essas alterações costumam ser temporárias e tendem a melhorar em semanas ou poucos meses, conforme o cérebro se recupera. No entanto, se os esquecimentos persistirem por mais de 2 a 3 meses, é importante realizar uma avaliação neurológica completa.

    Os principais exames que podem ser indicados são:

    Ressonância magnética de crânio e coluna cervical, para avaliar estruturas cerebrais e descartar lesões sutis;

    Avaliação neuropsicológica, para medir a extensão do comprometimento da memória e atenção;

    Exames laboratoriais, se houver suspeita de fatores metabólicos agravantes.

    O tratamento costuma envolver reabilitação cognitiva leve, fisioterapia cervical, controle da dor e acompanhamento neurológico. O descanso mental e físico nos primeiros dias também é essencial para a recuperação.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é procurar um neurologista, especialmente se a perda de memória for persistente, estiver piorando ou vier acompanhada de dor de cabeça, tontura intensa ou alterações visuais.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, lesões traumáticas cerebrais e reabilitação cognitiva pós-acidente, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Tenho a Síndrome de Scheuermann e gostaria de saber se ela pode levar o paciente a parar de andar?

    Tenho a Síndrome de Scheuermann e gostaria de saber se ela pode levar o paciente a parar de andar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e é muito importante esclarecer isso, pois a Doença de Scheuermann, embora possa causar dor e deformidade postural significativa, raramente leva à perda da capacidade de andar.

    A Doença de Scheuermann, também conhecida como cifose juvenil de Scheuermann, é uma alteração do crescimento das vértebras torácicas (ou lombares) que aparece geralmente na adolescência. Ela provoca uma curvatura acentuada da coluna (cifose), devido a pequenas deformações nos corpos vertebrais, que adquirem formato de “cunha”.

    Os sintomas mais comuns são:

    Dor nas costas, especialmente na região torácica média;

    Rigidez e cansaço postural, que pioram ao final do dia;

    Alteração estética, com aparência de “corcunda” ou inclinação anterior do tronco;

    Em alguns casos, redução da flexibilidade e desconforto em atividades prolongadas.

    Mas a boa notícia é: essa condição não causa lesão direta na medula espinhal nem paralisia. A perda da capacidade de andar não é típica da Doença de Scheuermann.

    Apenas em casos extremamente graves — quando há deformidades muito acentuadas (acima de 75° a 80° de curvatura), associadas a compressão mecânica dos nervos ou da medula, pode haver formigamento, fraqueza ou dor irradiada. Mesmo assim, esses quadros são raros e normalmente tratados antes que causem danos permanentes.

    O tratamento depende da gravidade e dos sintomas:

    Fisioterapia e reeducação postural global (RPG) são essenciais para fortalecer os músculos paravertebrais e aliviar a dor;

    Uso de colete ortopédico, em adolescentes em crescimento, ajuda a evitar a progressão da curvatura;

    Analgesia e anti-inflamatórios, quando há dor;

    E, em casos mais avançados, cirurgia corretiva da coluna pode ser indicada para alinhar a estrutura e prevenir complicações.

    Também é fundamental o acompanhamento com ortopedista especializado em coluna e neurologista, se houver sintomas de dormência, fraqueza ou dor irradiada para os membros inferiores — o que pode indicar compressão nervosa associada.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. A doença de Scheuermann não impede o paciente de andar, mas deve ser tratada precocemente para evitar deformidades e dor crônica.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor crônica e reabilitação musculoesquelética, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Olá minha prima tem neoplasia de mediastino, e de uma semana pra cá tem sentido dores fortíssimas, s

    Olá minha prima tem neoplasia de mediastino, e de uma semana pra cá tem sentido dores fortíssimas, seria por causa da lesão no nervo frenico? ??o que fazer obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua preocupação é totalmente compreensível — e a sua observação sobre o nervo frênico faz muito sentido, pois ele realmente pode estar envolvido em casos de neoplasias mediastinais.

    O mediastino é a região central do tórax, onde ficam estruturas importantes como o coração, traqueia, esôfago, vasos e nervos — entre eles o nervo frênico, que controla o movimento do diafragma, principal músculo da respiração.

    Quando há uma massa tumoral (neoplasia) nessa área, é possível que ela cause compressão ou irritação do nervo frênico, o que pode gerar:

    Dor torácica intensa e persistente, que piora ao inspirar fundo;

    Desconforto ou dor irradiada para o ombro ou pescoço do mesmo lado;

    Em alguns casos, falta de ar devido à limitação do movimento do diafragma;

    E, se o nervo for comprometido de forma importante, elevação de um lado do diafragma pode aparecer em exames de imagem.

    No entanto, também é importante considerar outras causas possíveis para a dor, como:

    Infiltração tumoral de outras estruturas torácicas, como costelas, pleura ou plexos nervosos;

    Processos inflamatórios ou compressivos de músculos e nervos intercostais;

    Efeitos secundários do tratamento (como radioterapia ou quimioterapia).

    Diante de dor forte, contínua e recente, é fundamental que ela seja avaliada com urgência pela equipe médica que acompanha o caso (oncologista e neurologista). Isso permitirá:
    1⃣ Investigar a origem exata da dor com tomografia ou ressonância de tórax;
    2⃣ Ajustar o controle da dor, que deve ser feito com analgésicos potentes e neuromoduladores (como gabapentina, pregabalina ou amitriptilina, conforme o caso);
    3⃣ E, se houver compressão nervosa, discutir com a equipe a possibilidade de bloqueios analgésicos guiados por imagem ou outros recursos da medicina da dor para proporcionar alívio rápido e seguro.

    Em alguns casos, o tratamento da dor neuropática é tão importante quanto o controle da neoplasia, pois ela pode comprometer o sono, o apetite e a recuperação geral.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica presencial, especialmente em casos oncológicos com dor intensa.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor neuropática e cuidados em pacientes oncológicos, sempre com abordagem técnica, compassiva e humanizada.

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  • Minha filha tem 13 anos, tem muita dificuldade de atenção e falta de concentração, cada dia está pio

    Minha filha tem 13 anos, tem muita dificuldade de atenção e falta de concentração, cada dia está pior na escola.
    Pode ser déficits de atenção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua observação é muito importante — e é excelente que você esteja atenta aos sinais de dificuldade de atenção e concentração na sua filha, pois identificar isso cedo faz toda a diferença no desenvolvimento escolar e emocional.

    Sim, os sintomas que você descreve podem estar relacionados ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), mas também podem ocorrer em outros contextos, como ansiedade, sobrecarga emocional, alterações de sono, problemas de visão ou audição, e até dificuldades específicas de aprendizagem.

    O TDAH é um transtorno neurobiológico caracterizado por um padrão persistente de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade, que interfere na rotina escolar, familiar e social. Em adolescentes, os sinais mais comuns de desatenção incluem:

    Dificuldade em manter o foco em tarefas longas ou repetitivas;

    Esquecimento de deveres e perda de materiais;

    Desorganização e lentidão para iniciar atividades;

    Distração fácil com estímulos externos;

    Queda progressiva no desempenho escolar, mesmo com esforço.

    Para confirmar o diagnóstico, é essencial realizar uma avaliação clínica detalhada com um neurologista ou psiquiatra infantil, muitas vezes complementada por avaliação neuropsicológica. Esse processo permite diferenciar o TDAH de outras causas possíveis e definir o plano terapêutico adequado.

    O tratamento costuma envolver:

    Orientação familiar e escolar, com adaptações pedagógicas;

    Terapia cognitivo-comportamental e acompanhamento psicológico;

    Mudanças de rotina e hábitos de sono, alimentação e estudos;

    E, em alguns casos, uso de medicação específica, quando indicado pelo especialista.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Recomendo buscar um neurologista infantil para uma avaliação completa — quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são os resultados no rendimento escolar e na autoestima da criança.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, TDAH e desenvolvimento cognitivo infantil, sempre com abordagem técnica e humanizada.

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  • neurossifilis causa problemas de memoria como esquecimento

    neurossifilis causa problemas de memoria como esquecimento

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sim, a neurossífilis pode causar problemas de memória e esquecimento, especialmente quando a infecção atinge o sistema nervoso central de forma mais avançada.

    A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, que, quando não tratada adequadamente, pode evoluir para estágios tardios e comprometer o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos — esse quadro é chamado de neurossífilis.

    Os sintomas neurológicos variam conforme a forma clínica, mas podem incluir:

    Alterações de memória, atenção e concentração;

    Mudanças de comportamento, irritabilidade ou apatia;

    Dificuldades no raciocínio e desorientação;

    Tremores, fraqueza ou alterações da marcha;

    Dores de cabeça e alterações visuais em alguns casos.

    Essas manifestações decorrem da inflamação das estruturas cerebrais e, se não forem tratadas rapidamente, podem deixar sequelas cognitivas.

    A boa notícia é que, quando diagnosticada precocemente, a neurossífilis tem tratamento eficaz com antibióticos específicos, geralmente penicilina endovenosa, em regime hospitalar. Após o tratamento, muitos pacientes apresentam melhora significativa, principalmente se o dano neurológico ainda for leve.

    É fundamental realizar avaliação neurológica e sorológica completa, pois o diagnóstico é confirmado por meio de exames de sangue e líquor (punção lombar).

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O acompanhamento com neurologista e infectologista é essencial para definir o tratamento adequado e monitorar a recuperação cognitiva.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios cognitivos e reabilitação neurológica, sempre com abordagem técnica e humanizada.

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  • Está acontecendo algo: Estou esquecido, esqueço nomes, demoro para lembrar nomes de artistas, nome d

    Está acontecendo algo: Estou esquecido, esqueço nomes, demoro para lembrar nomes de artistas, nome de filmes, nomes de músicas e estou trocando nomes de pessoas, é um tipo de esquecimento que nunca tive, tenho 55 anos. Antes esquecia muito mas era por falta de concentração agora é um esquecimento diferente, não tem a ver com ansiedade e nem concentração. É doença isso? tem tratamento? Não fui no médico ainda pois penso que pode ser da idade!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e extremamente importante, pois as alterações de memória e nomeação que você descreve merecem atenção médica, principalmente quando representam mudança recente no padrão habitual de funcionamento cognitivo. Esquecer nomes de pessoas conhecidas, confundir palavras ou ter dificuldade para lembrar informações que antes eram facilmente evocadas não é, por si só, sinônimo de doença, mas pode indicar processos neurológicos ou metabólicos que precisam ser investigados precocemente.

    Com o avanço da idade, é comum ocorrer uma redução leve da velocidade de processamento mental e da capacidade de lembrar detalhes recentes, fenômeno chamado de comprometimento cognitivo leve relacionado à idade. Nesses casos, o esquecimento é discreto, não interfere nas atividades diárias e tende a estabilizar com medidas de estímulo cognitivo, sono adequado, alimentação equilibrada e controle emocional. No entanto, quando há troca de nomes, dificuldade para lembrar palavras específicas (anomias) ou esquecimento progressivo de fatos recentes, é necessário investigar alterações cognitivas de outra natureza, que podem estar ligadas a disfunções neurológicas iniciais, carências vitamínicas, distúrbios hormonais, efeitos de medicamentos ou doenças vasculares cerebrais.

    A descrição de um “esquecimento diferente”, que não se relaciona à ansiedade ou distração, merece uma avaliação neurológica detalhada, com aplicação de testes de memória, linguagem, atenção e funções executivas. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames laboratoriais (função tireoidiana, vitamina B12, glicemia, função hepática e renal) e exames de imagem cerebral (como ressonância magnética) para excluir causas reversíveis de comprometimento cognitivo.

    É importante destacar que esquecimentos não são uma consequência obrigatória do envelhecimento, e quando surgem de forma nova ou progressiva, devem sempre ser investigados. O diagnóstico precoce de qualquer disfunção cognitiva — seja ela leve ou associada a doenças como depressão, distúrbios vasculares ou demências iniciais — permite iniciar tratamentos que melhoram a memória, retardam a progressão e aumentam a qualidade de vida.

    Portanto, mesmo que o quadro pareça leve, o ideal é não adiar a consulta médica. Agendar uma avaliação com um neurologista especializado em cognição e memória permitirá identificar a causa exata e orientar um plano de acompanhamento adequado, que pode incluir tratamento medicamentoso, reabilitação cognitiva e orientações de estilo de vida.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O esquecimento pode ter múltiplas causas, e quanto mais cedo for avaliado, maiores são as chances de controle e reversão dos sintomas.

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  • Estou tomando 2 comprimidos de Valtrex de 500mg para diagnóstico de herpes zoster ( sétima dose) ain

    Estou tomando 2 comprimidos de Valtrex de 500mg para diagnóstico de herpes zoster ( sétima dose) ainda sinto dor e queimaçao. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito importante, e é compreensível a preocupação com a dor e queimação persistentes mesmo após o início do tratamento com Valtrex (valaciclovir) para herpes zoster.

    O Valtrex é um antiviral eficaz que age combatendo a replicação do vírus, reduzindo o tempo de evolução das lesões e prevenindo complicações. No entanto, ele não elimina de imediato a inflamação nervosa causada pelo vírus. A dor e a sensação de queimação são consequência da irritação dos nervos afetados — uma condição conhecida como neuralgia pós-herpética, que pode persistir por dias ou semanas após o início da medicação, mesmo com o vírus já controlado.

    Essa fase dolorosa ocorre porque o vírus do herpes zoster atinge os nervos sensoriais, e mesmo após a melhora da pele, o tecido nervoso ainda permanece sensibilizado. O tempo de recuperação varia conforme a idade, o local das lesões e a resposta individual ao tratamento.

    É importante manter o uso do medicamento pelo período prescrito e seguir corretamente as orientações médicas. Se a dor estiver intensa, persistente ou interferindo no sono, o ideal é retornar ao médico (preferencialmente um neurologista), pois pode haver necessidade de associar medicamentos específicos para dor neuropática, como gabapentinoides ou antidepressivos de ação neuromoduladora.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Cada caso de herpes zoster deve ser acompanhado de perto para evitar complicações e garantir uma recuperação completa.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com acompanhamento personalizado em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, unindo experiência em neurologia clínica, tratamento da dor e reabilitação neurológica.

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  • A deficiência de proteína S pode causar um AVC Isquemico?

    A deficiência de proteína S pode causar um AVC Isquemico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Sim. A deficiência de proteína S pode, de fato, aumentar o risco de AVC isquêmico, embora isso seja mais comum em pessoas jovens e em casos de origem genética.

    A proteína S é uma substância natural do sangue que atua como anticoagulante fisiológico, ou seja, ajuda a impedir a formação de coágulos. Quando há deficiência dessa proteína, o organismo perde parte desse mecanismo de proteção, o que favorece a formação de trombos (coágulos) dentro dos vasos sanguíneos.

    Esses coágulos podem se formar em veias profundas (trombose venosa) ou, mais raramente, em artérias cerebrais, levando à obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro e, consequentemente, a um AVC isquêmico.

    A deficiência de proteína S pode ser:

    Herdada (genética) — geralmente diagnosticada em pessoas com histórico familiar de trombose ou AVC precoce;

    Adquirida — associada a condições como gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais, doenças autoimunes, infecções graves, hepatopatias ou tratamento com anticoagulantes específicos.

    Em casos confirmados, o tratamento costuma envolver acompanhamento com hematologista e neurologista, com uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários conforme a gravidade e o tipo de evento trombótico. Também é importante investigar outras causas de trombofilia, como deficiência de proteína C, mutação do fator V de Leiden ou mutação da protrombina.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é realizar uma avaliação hematológica completa e manter acompanhamento neurológico regular, especialmente se já houve evento trombótico ou AVC prévio.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças cerebrovasculares e prevenção de AVC em pacientes com trombofilias, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Miopatia de miyoshi realmente não tem tratamento ?

    Miopatia de miyoshi realmente não tem tratamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito pertinente — especialmente em relação às miopatias distais, um grupo raro de doenças musculares que afetam predominantemente as partes mais distais dos membros (como pés, tornozelos e mãos).

    A miopatia de Miyoshi é um subtipo específico de distrofia muscular distal, geralmente causada por mutações no gene DYSF, responsável pela produção da disferlina, uma proteína essencial para a reparação da membrana das fibras musculares. A deficiência dessa proteína leva à degeneração progressiva dos músculos, especialmente nas panturrilhas, resultando em fraqueza, dificuldade para andar na ponta dos pés e, com o tempo, comprometimento de outros grupos musculares.

    Atualmente, de fato, não existe um tratamento curativo específico para a miopatia de Miyoshi. No entanto, dizer que “não há tratamento” não significa que nada possa ser feito. O acompanhamento multidisciplinar — com neurologista especializado em doenças neuromusculares, fisioterapeuta, fisiatra e nutricionista — é fundamental para retardar a progressão, preservar a função muscular, reduzir contraturas e prevenir complicações secundárias.

    Além disso, há pesquisas promissoras em andamento sobre terapia gênica, uso de moduladores de disferlina e estratégias celulares regenerativas, o que reforça a importância do acompanhamento em centros de referência em doenças neuromusculares, onde o paciente pode ter acesso a estudos clínicos e suporte especializado.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Cada caso deve ser analisado conforme o quadro clínico, histórico familiar e resultados genéticos.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo, bem como em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e tratamento da dor crônica, sempre com abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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Autor

Neurologista, Especialista em Dor

Perguntas frequentes

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