Perguntas do paciente (173)

  • Sinto uma espécie de “inchaço” ou “estufamento” abaixo da costela esquerda. Sinto como se algum órgã

    Sinto uma espécie de “inchaço” ou “estufamento” abaixo da costela esquerda. Sinto como se algum órgão meu estivesse inflado, já faz 4 anos. Dói quando aperto abaixo da costela. Já fiz 7 ultrassons andominais, 1 ressonancia com contraste e uma tomografia. Não acusaram absolutamente nada. Aprendi a conviver com essa sensação horrivel de inchaço lateral (que as vezes me causa até falta de ar), mas agora quero engravidar e estou morrendo de medo por conta disso, já que até hoje não descobri o que é e não sei se pode atrapalhar minha gravidez. Gostaria de saber se podem me instruir quanto a esse diagnóstico e qual especialista devo procurar (já fui em muitos e ninguém descobre o que é).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, especialmente pela persistência dos sintomas e pela preocupação em relação à gravidez. O desconforto crônico abaixo da costela esquerda, descrito como “inchaço” ou “estufamento”, associado à dor ao toque e sensação de pressão, mesmo diante de exames normais, é uma queixa que exige uma avaliação abrangente e multidisciplinar, pois pode ter origens diferentes — musculoesqueléticas, digestivas, neurológicas ou até funcionais.

    O fato de ultrassonografias, tomografia e ressonância magnética não mostrarem alterações estruturais importantes é um bom sinal, pois descarta doenças graves de órgãos como baço, pâncreas, estômago e rins. No entanto, isso não significa que o sintoma não tenha causa. Existem situações em que a dor e a sensação de estufamento decorrem de disfunções sutis que não aparecem em exames convencionais, como:

    Alterações musculoesqueléticas — irritação ou contratura crônica dos músculos intercostais, abdominais ou do diafragma, possivelmente causada por postura inadequada, tensão constante ou esforço físico. Essa dor pode ser localizada, piorar com a palpação e dar a impressão de “inchaço interno”.

    Síndromes de dor funcional ou neuropática, como a síndrome do desfiladeiro costal ou neuralgia intercostal, nas quais há compressão ou irritação de nervos que passam sob as costelas. Esses quadros são muitas vezes confundidos com dores abdominais.

    Distúrbios digestivos funcionais, como síndrome do intestino irritável, distensão gasosa crônica, refluxo gastroesofágico ou hipersensibilidade visceral, que podem causar sensação de pressão e aumento de volume, mesmo com exames normais.

    Alterações do diafragma e do tônus respiratório, que podem provocar sensação de estufamento e falta de ar leve, principalmente em situações de estresse, ansiedade ou tensão muscular.

    Como a dor é persistente e tem características mistas (muscular, visceral e sensitiva), o ideal é buscar um acompanhamento conjunto entre um neurologista, um gastroenterologista funcional e um fisioterapeuta especializado em dor crônica. O neurologista pode avaliar se há compressão nervosa periférica ou disfunção somatossensorial, enquanto o gastroenterologista investigará disfunções do trato digestivo que não aparecem nos exames convencionais. Além disso, terapias complementares, como liberação miofascial, fisioterapia respiratória e técnicas de relaxamento diafragmático, podem reduzir bastante a sensação de pressão.

    Quanto à gravidez, até o momento não há indício de que esse quadro represente risco direto para a gestação, já que os exames de imagem estão normais. Ainda assim, é prudente que, antes de engravidar, você tenha um plano de acompanhamento médico pré-concepcional, incluindo avaliação nutricional, exames laboratoriais e monitoramento da dor, para que o corpo esteja equilibrado e preparado para as mudanças fisiológicas da gestação.

    Em resumo, o seu quadro sugere uma dor funcional ou musculoesquelética crônica, e não uma doença orgânica grave. O foco do tratamento deve ser a identificação da origem sensitiva e muscular do sintoma, o controle da tensão corporal e a abordagem integrada entre neurologia, gastroenterologia e fisioterapia.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo agendar uma avaliação com um neurologista especializado em dor e um gastroenterologista funcional, para direcionar o diagnóstico e garantir segurança no planejamento da gravidez.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Gente eu me trato no posto de saude ..e tomo desvalesfaxina o desve.....sor que o medico estar falta

    Gente eu me trato no posto de saude ..e tomo desvalesfaxina o desve.....sor que o medico estar faltando e sor deixando a receita pronta do medicamento pro paciente...dair eu faltei 3 vezes no consultorio por conta de todas as vezes o medico sor deixava a receita...entao quando eu voltei o medico me cortou do tratamento air eu fiquei sem as receita do desve. Fui no Neuro que eu tinha consulta marcada e o Dr passou pra mim tomar velaxifaxina sor quando eu cheguei em casa que eu vi que o nome do remedio estava trocado como eu ainda tinha um resto de desvalaxifaxina o desve....eu estou misturando serar que pode? Alguem tire minha duvida

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! A sua dúvida é muito importante — e você fez muito bem em procurar orientação antes de continuar usando as duas medicações juntas.

    A Desvenlafaxina (nome comercial comum: “Desve…”) e a Venlafaxina (“Velaxina”, “Venlaxina” ou similares) são medicamentos da mesma classe, chamados inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN).
    Ou seja, elas têm mecanismos de ação muito parecidos, mas não devem ser tomadas juntas, pois isso duplica o efeito químico no cérebro e aumenta o risco de efeitos adversos.

    Misturar as duas pode provocar sintomas como:

    Tontura e náuseas;

    Aumento da pressão arterial;

    Agitação, tremores ou insônia;

    E, em casos mais sérios, síndrome serotoninérgica, que é uma reação causada pelo excesso de serotonina (com febre, confusão, taquicardia e rigidez muscular).

    Por isso, o ideal é usar apenas uma das duas — a que foi prescrita mais recentemente pelo médico. A Venlafaxina é, na prática, a medicação “original”, e a Desvenlafaxina é um derivado (metabólito ativo). Ambas têm eficácia semelhante, e normalmente o médico troca de uma para a outra por motivos de disponibilidade, custo ou tolerância.

    O que você deve fazer:
    1⃣ Não misture as duas medicações.
    2⃣ Continue tomando apenas uma (a mais recente prescrita — no caso, a Venlafaxina).
    3⃣ Informe seu médico do posto de saúde sobre a troca, para que ele atualize sua receita e acompanhe a evolução.
    4⃣ Se ficar sem acompanhamento por falta de médico no posto, procure o neurologista ou um clínico geral para manter a prescrição e evitar interrupções abruptas (que também podem causar sintomas de abstinência).

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. É muito importante que o uso de antidepressivos seja sempre contínuo e supervisionado por um profissional, especialmente quando há trocas entre medicamentos da mesma classe.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde mental e tratamento de dor e ansiedade, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Olá Por favor . Gostaria de saber se uma pessoa com hidrocefalia adquirida. Pode evoluir por um

    Olá
    Por favor .
    Gostaria de saber se uma pessoa com hidrocefalia adquirida.
    Pode evoluir por um alzheimer ?
    Pois meu esposo tem esquecimento ... desde já agradeço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    memória podem ter várias causas, e nem todo esquecimento em pessoas com hidrocefalia adquirida significa que há Doença de Alzheimer.

    A hidrocefalia adquirida ocorre quando há acúmulo de líquido cefalorraquidiano (líquor) nos ventrículos cerebrais, geralmente após um trauma craniano, infecção, hemorragia ou outro evento que altera a circulação normal desse líquido. Esse acúmulo pode comprimir estruturas cerebrais e causar sintomas que se parecem com os do Alzheimer, como:

    Esquecimento e lentidão de raciocínio;

    Dificuldade de concentração e desatenção;

    Desequilíbrio ou instabilidade ao andar;

    E, em alguns casos, incontinência urinária.

    Esse quadro é conhecido como hidrocefalia de pressão normal (HPN), e muitas vezes é reversível com tratamento adequado — diferentemente do Alzheimer, que é uma doença neurodegenerativa progressiva e ainda sem cura.

    Por isso, é essencial diferenciar se a perda de memória vem da hidrocefalia ou de uma demência associada, e isso só pode ser feito através de uma avaliação neurológica completa, que inclui:
    1⃣ Ressonância magnética de crânio, para verificar o tamanho dos ventrículos e se há compressão cerebral;
    2⃣ Avaliação neuropsicológica, que analisa a natureza do esquecimento (atenção, memória, linguagem, raciocínio etc.);
    3⃣ Exames laboratoriais, para excluir causas reversíveis de déficit cognitivo (como vitamina B12 baixa, hipotireoidismo, distúrbios metabólicos);
    4⃣ E, quando necessário, punção lombar de teste (tap test), que ajuda a prever se o paciente pode melhorar com drenagem de líquor ou derivação (válvula).

    Em resumo:

    A hidrocefalia adquirida pode causar sintomas parecidos com o Alzheimer, mas não se transforma em Alzheimer.

    No entanto, é possível que as duas condições coexistam, principalmente em pessoas idosas.

    O diagnóstico correto é fundamental, pois a hidrocefalia pode ter tratamento com melhora cognitiva significativa, caso seja detectada precocemente.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Recomendo que seu esposo seja avaliado por um neurologista especializado em cognição e demências, para identificar a causa do esquecimento e definir o tratamento mais adequado.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, demências e reabilitação cognitiva, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • existe tratamento para neuropatia periférica causada por tratamento com a cisplatina?

    existe tratamento para neuropatia periférica causada por tratamento com a cisplatina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Sim. Embora a neuropatia periférica induzida por quimioterápicos, como a cisplatina, seja uma complicação relativamente comum, existem tratamentos e medidas de reabilitação que podem ajudar significativamente na melhora dos sintomas e na recuperação funcional.

    A cisplatina é um agente quimioterápico eficaz, mas pode causar lesão tóxica nos nervos periféricos, resultando em sintomas como formigamento, dormência, dor em queimação, sensibilidade aumentada e perda de equilíbrio — geralmente de forma simétrica, começando pelos pés e mãos.

    O tratamento é direcionado a três frentes principais:

    1⃣ Neuroproteção e regeneração nervosa

    Uso de vitaminas do complexo B (especialmente B1, B6 e B12), que participam da regeneração das fibras nervosas.

    Ácido alfa-lipóico e acetil-L-carnitina, que têm propriedades antioxidantes e podem auxiliar na recuperação do tecido nervoso.

    Em alguns casos, gabapentina, pregabalina ou duloxetina são indicadas para o controle da dor neuropática.

    2⃣ Fisioterapia e reabilitação neuromotora

    A fisioterapia neurológica e ocupacional é fundamental para manter a força muscular, o equilíbrio e prevenir quedas.

    Terapias de estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e fotobiomodulação (laser de baixa intensidade) podem auxiliar na regeneração e alívio dos sintomas.

    3⃣ Acompanhamento contínuo

    O neurologista monitora a evolução clínica e ajusta o tratamento conforme a resposta.

    Em casos persistentes, pode haver melhora gradual ao longo dos meses, pois a regeneração nervosa é lenta, mas possível.

    É importante destacar que, embora nem sempre seja possível reverter completamente a neuropatia, muitos pacientes apresentam melhora significativa com acompanhamento adequado e medidas combinadas de suporte neurológico e reabilitação.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O tratamento deve ser personalizado conforme a intensidade dos sintomas e a resposta clínica.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neuropatias periféricas e tratamento de dor neuropática, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Que médico especialista faz o acompanhamento do xarelto o neurologista ou hematologista se tratando

    Que médico especialista faz o acompanhamento do xarelto o neurologista ou hematologista se tratando de uma trombose cerebral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, pois o uso do Xarelto (rivaroxabana) em casos de trombose cerebral requer acompanhamento rigoroso para garantir a eficácia do tratamento e evitar complicações hemorrágicas.

    No caso específico de trombose venosa cerebral, o especialista mais indicado para o acompanhamento clínico principal é o neurologista, pois essa condição afeta diretamente o sistema nervoso central. O neurologista vascular é quem acompanha a evolução das lesões cerebrais, avalia sintomas neurológicos residuais (como dor de cabeça, tontura, fraqueza, visão turva) e ajusta o tratamento conforme a recuperação do paciente.

    Por outro lado, o hematologista também pode ter papel importante, especialmente quando há suspeita de alterações no sangue que predisponham à trombose, como trombofilias hereditárias (mutação do fator V Leiden, deficiência de proteína C ou S, mutação do gene da protrombina, entre outras). Nesses casos, o hematologista investiga as causas da coagulação anormal e orienta sobre a necessidade ou duração do uso de anticoagulantes a longo prazo.

    Em resumo, o acompanhamento ideal é multidisciplinar:

    Neurologista: conduz o tratamento e a recuperação da trombose cerebral; monitora os efeitos neurológicos e a evolução nas imagens (ressonância, angiorressonância).

    Hematologista: investiga e trata eventuais distúrbios de coagulação que possam ter causado o evento, ajudando a definir se o uso do Xarelto será temporário ou contínuo.

    Em alguns casos, o clínico geral ou cardiologista também participa do seguimento, especialmente para controle de pressão arterial, colesterol e outros fatores de risco vascular.

    Quanto ao Xarelto, é fundamental:

    Tomar sempre no mesmo horário, após alimentação;

    Evitar a interrupção sem orientação médica, pois isso pode aumentar o risco de nova trombose;

    Comunicar imediatamente ao médico qualquer sinal de sangramento (gengiva, urina, fezes escuras, hematomas incomuns);

    Realizar os exames de controle solicitados (função renal, hepática e, se indicado, estudos de coagulação).

    Em resumo: o neurologista é o principal responsável pelo acompanhamento da trombose cerebral, mas o hematologista complementa o tratamento, investigando as causas e orientando sobre o uso prolongado do anticoagulante. O trabalho conjunto entre essas especialidades garante um tratamento mais seguro e eficaz.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar — presencialmente em Cuiabá e São Paulo ou por atendimento online — sempre com foco em neurologia clínica, doenças cerebrovasculares e tratamento da dor.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • Meu marido toma carbamazepina ele pode me engravidar?

    Meu marido toma carbamazepina ele pode me engravidar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, especialmente para casais que estão planejando uma gravidez e fazem uso de medicamentos neurológicos. A carbamazepina é um anticonvulsivante utilizado no tratamento de epilepsia, neuralgia do trigêmeo e transtornos do humor, e costuma gerar dúvidas quanto à fertilidade masculina e possíveis efeitos sobre o bebê.

    De forma geral, homens que usam carbamazepina podem sim engravidar suas parceiras, pois o medicamento não impede a fertilidade masculina nem interfere diretamente na capacidade de fecundar. Entretanto, há alguns aspectos que merecem atenção.

    Em alguns casos, a carbamazepina pode provocar alterações transitórias na produção de espermatozoides, como redução da contagem, da mobilidade ou da morfologia, principalmente em tratamentos prolongados e com doses altas. Essas alterações, quando ocorrem, costumam ser reversíveis após o ajuste ou troca da medicação e não impedem, na maioria dos casos, a concepção.

    Outro ponto importante é que a carbamazepina pode reduzir os níveis de testosterona em alguns homens, causando leve diminuição da libido ou da energia sexual, mas esse efeito é variável e geralmente leve. Não há evidências de que o uso do medicamento pelo pai aumente o risco de malformações congênitas, abortos ou alterações genéticas no bebê. O risco fetal está mais associado ao uso materno da medicação durante a gestação, pois ela atravessa a placenta e pode interferir no desenvolvimento embrionário — o que não acontece com o uso paterno.

    Ainda assim, antes de planejar a gravidez, é recomendável que o casal realize uma avaliação pré-concepcional, com exames laboratoriais e espermograma, caso o uso do anticonvulsivante seja prolongado. O neurologista pode avaliar a possibilidade de ajustar a dose da carbamazepina ou substituí-la por outra medicação, dependendo da estabilidade clínica do paciente e da duração do tratamento.

    Em resumo, o uso de carbamazepina pelo homem não impede a gravidez nem representa risco direto ao bebê, mas pode, em alguns casos, afetar de forma discreta a qualidade do sêmen. O ideal é que o casal mantenha acompanhamento médico e, se houver dificuldade para engravidar após alguns meses, seja feita uma avaliação mais detalhada com o neurologista e um urologista especializado em fertilidade masculina.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que conversem com o médico que prescreve a carbamazepina, informando o desejo de engravidar, para que ele oriente de forma individualizada e segura.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Minha mãe tem PBP e tem muito mau hálito isso é causado pela doença?

    Minha mãe tem PBP e tem muito mau hálito isso é causado pela doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Essa é uma ótima pergunta — e sim, o mau hálito (halitose) pode estar relacionado indiretamente à Paralisia Bulbar Progressiva (PBP), embora não seja um sintoma “direto” da doença em si.

    A PBP afeta principalmente os neurônios motores do bulbo cerebral, que controlam a fala, a deglutição e os movimentos da língua e garganta. Com a progressão da doença, essas funções ficam prejudicadas, e isso pode favorecer o aparecimento de alterações na higiene e no ambiente oral, que acabam gerando o mau odor.

    Os principais motivos para a halitose em pacientes com PBP são:

    1⃣ Dificuldade para engolir (disfagia) — o acúmulo de resíduos alimentares na boca ou na orofaringe facilita a fermentação bacteriana e o mau cheiro.

    2⃣ Produção reduzida de saliva (boca seca) — muitos pacientes usam medicamentos que diminuem a salivação, e a saliva é essencial para limpar naturalmente a boca. A boca seca permite maior proliferação de bactérias anaeróbias, principais responsáveis pela halitose.

    3⃣ Respiração bucal ou dificuldade para manter os lábios fechados, o que também resseca a mucosa e agrava o odor.

    4⃣ Dificuldade de escovação e higiene oral adequada, já que a fraqueza motora facial pode dificultar o uso da escova e o enxágue completo.

    5⃣ Infecções associadas, como candidíase oral, gengivite, saburra lingual (língua esbranquiçada) ou refluxo gastroesofágico, que são frequentes nesses pacientes e podem acentuar o cheiro desagradável.

    O que pode ajudar:

    Avaliação com dentista ou estomatologista, para limpeza profissional e avaliação de infecções locais;

    Higiene oral cuidadosa após as refeições, com escova macia e limpador de língua;

    Uso de colutórios sem álcool, que hidratam a mucosa e reduzem bactérias;

    Estimular hidratação adequada e alimentos macios, para evitar resíduos;

    Manter acompanhamento com fonoaudiólogo, que orienta sobre técnicas seguras de deglutição e higiene oral;

    E, se necessário, revisar medicações que causem boca seca com o neurologista.

    Portanto, o mau hálito não é causado pela doença de forma direta, mas é consequência das limitações motoras orais e da redução da higiene natural da boca. O manejo é possível com medidas simples e multidisciplinares.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. O ideal é conversar com o neurologista e o dentista da sua mãe para ajustar o cuidado oral e evitar desconfortos.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e cuidados paliativos neurológicos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Tenho muito problema de enxaqueca e tremor, tomo Propranolol , metade de 40mg um vez ao dia já a trê

    Tenho muito problema de enxaqueca e tremor, tomo Propranolol , metade de 40mg um vez ao dia já a três meses, tem tempo para tomar esse remédio? ou posso tomar continuo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, pois o Propranolol é um dos medicamentos mais utilizados na prevenção da enxaqueca e no controle do tremor essencial, e o tempo de uso deve ser avaliado com cuidado de acordo com a resposta clínica e a tolerância do paciente.

    O Propranolol pertence à classe dos betabloqueadores, que atuam reduzindo a atividade adrenérgica do sistema nervoso, diminuindo a frequência cardíaca, a pressão arterial e estabilizando a excitabilidade dos vasos e do sistema nervoso central.

    Quando usado para enxaqueca e tremor, o medicamento não é apenas sintomático — ele tem efeito preventivo, ou seja, atua reduzindo a frequência e a intensidade das crises com o uso contínuo. Por isso, a resposta clínica costuma ser avaliada entre 8 e 12 semanas após o início do tratamento, e a manutenção depende de alguns fatores.

    Veja o que é importante considerar:

    1⃣ Tempo de uso:
    O tratamento preventivo com Propranolol geralmente é mantido por 6 a 12 meses após estabilização dos sintomas. Após esse período, o neurologista avalia se é possível reduzir gradualmente a dose e observar se as crises permanecem controladas. Em alguns casos, quando há recorrência ao tentar suspender, o uso pode ser prolongado por tempo indeterminado, desde que bem tolerado e monitorado.

    2⃣ Segurança no uso contínuo:
    Em doses baixas (como 20 mg/dia, equivalente à metade de um comprimido de 40 mg), o Propranolol é considerado seguro para uso prolongado, desde que não haja contraindicações como asma, bradicardia, hipotensão ou insuficiência cardíaca. O acompanhamento médico regular é essencial para verificar pressão arterial, frequência cardíaca e possíveis efeitos adversos.

    3⃣ Ajuste de dose:
    A dose ideal varia conforme a resposta e os efeitos colaterais. Em muitas pessoas, doses pequenas — como a que você usa — já são suficientes para manter as crises sob controle. Caso haja piora da enxaqueca ou retorno do tremor, o neurologista pode avaliar o aumento gradual, sempre com supervisão.

    4⃣ Efeitos colaterais possíveis:
    Cansaço, sonolência, queda de pressão, tontura e extremidades frias são os efeitos mais comuns, geralmente leves e reversíveis. Se houver sintomas como falta de ar, fraqueza acentuada ou tontura persistente, é importante reavaliar o tratamento.

    5⃣ Suspensão do medicamento:
    Jamais suspenda o Propranolol de forma abrupta, pois isso pode causar efeito rebote (aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial) e, em alguns casos, piora das crises de enxaqueca. A retirada deve ser lenta e supervisionada pelo médico, com redução gradual da dose.

    Em resumo: o Propranolol pode ser usado de forma contínua, desde que sob acompanhamento médico regular e com controle adequado da pressão e da frequência cardíaca. O tempo ideal de tratamento costuma ser avaliado entre 6 e 12 meses, mas pode ser estendido conforme a necessidade e tolerância individual.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que converse com seu neurologista, que poderá avaliar se já é momento de reavaliar a dose ou manter o tratamento preventivo por mais tempo. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar em casos de enxaqueca crônica e tremor essencial, com foco em uma abordagem segura, individualizada e humanizada.

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  • Quais são os sintomas de um avc ou infarto, eo que fazer neste momento?

    Quais são os sintomas de um avc ou infarto, eo que fazer neste momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e fundamental, pois reconhecer precocemente os sintomas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou de um infarto agudo do miocárdio pode literalmente salvar vidas. Embora ambas as condições envolvam interrupção do fluxo sanguíneo, o AVC afeta o cérebro, enquanto o infarto compromete o coração. A rapidez na identificação e no atendimento é decisiva para evitar sequelas graves ou até a morte.

    No caso do AVC, também conhecido como “derrame”, os sintomas surgem de forma súbita e podem incluir:

    Fraqueza ou dormência em um lado do corpo, afetando rosto, braço ou perna;

    Dificuldade para falar ou compreender o que é dito;

    Alteração repentina na visão, em um ou ambos os olhos;

    Perda de equilíbrio, coordenação ou tontura intensa;

    Dor de cabeça muito forte e diferente das habituais, sem causa aparente.

    Uma forma prática de reconhecer um AVC é o teste “SAMU”:

    Sorria: um lado do rosto pode ficar caído;

    Abrace: um dos braços pode não se levantar ou cair;

    Mensagem: a fala pode sair enrolada ou confusa;

    Urgência: chame imediatamente o serviço de emergência (ligue 192).

    O tratamento do AVC precisa ser iniciado o quanto antes — o ideal é que o paciente chegue ao hospital em até 4,5 horas após o início dos sintomas, pois dentro dessa janela há possibilidade de realizar trombólise intravenosa, um procedimento capaz de dissolver o coágulo e restabelecer o fluxo cerebral.

    Já no caso do infarto agudo do miocárdio (IAM), os sintomas típicos incluem:

    Dor intensa, em aperto ou queimação no peito, podendo irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula;

    Falta de ar, sensação de sufocamento ou cansaço extremo;

    Suor frio, náuseas e tontura;

    Palidez e sensação de desmaio iminente.

    Ao menor sinal de infarto, o correto é interromper qualquer atividade, manter a pessoa sentada ou deitada, chamar o serviço de emergência (192) e não tentar dirigir até o hospital. O atendimento médico imediato permite iniciar trombólise medicamentosa ou cateterismo cardíaco, que desobstruem a artéria e salvam o músculo cardíaco.

    Em ambos os casos — AVC ou infarto — o tempo é o fator mais importante. Quanto mais rápido for o atendimento, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas. O ideal é não esperar os sintomas melhorarem sozinhos, pois cada minuto de atraso significa perda de tecido cerebral ou cardíaco.

    Em resumo, os sinais de alerta incluem fraqueza súbita, alteração na fala, dor de cabeça intensa, dor no peito, falta de ar ou desmaio. A conduta imediata é ligar para o SAMU (192) e levar o paciente ao hospital mais próximo com estrutura de emergência neurológica ou cardiológica.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial. A prevenção continua sendo a melhor estratégia, com controle da pressão arterial, colesterol, diabetes, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Eu tomo Depakote ER 250mg 2x/dia, M e N, porém tenho tido muitos problemas com o sono, sonhos contur

    Eu tomo Depakote ER 250mg 2x/dia, M e N, porém tenho tido muitos problemas com o sono, sonhos conturbados, insônia, inquietação além do aumento dos ruídos hidroaéreos, flatulência, eu poderia tomar as 500 mg somente pela manhã?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, pois o Depakote ER (ácido valpróico de liberação prolongada) é uma medicação eficaz no controle de crises epilépticas, enxaquecas e transtornos do humor, mas o ajuste da dose e do horário de administração precisa ser individualizado, considerando a resposta clínica e os efeitos colaterais.

    A formulação ER (Extended Release) foi desenvolvida justamente para garantir liberação lenta e contínua do medicamento ao longo do dia, evitando picos de concentração que podem causar desconfortos gastrointestinais, sonolência excessiva ou agitação. Por isso, dividir a dose em duas tomadas (manhã e noite) costuma proporcionar níveis mais estáveis no sangue e melhor tolerabilidade.

    Quando o Depakote é tomado em dose única maior, especialmente pela manhã, pode haver variações na concentração plasmática — níveis muito altos nas primeiras horas e queda acentuada no fim do dia. Esse desequilíbrio pode aumentar o risco de efeitos adversos (como irritação gástrica, gases, sonhos vívidos, insônia ou agitação noturna) e, ao mesmo tempo, reduzir a eficácia anticonvulsivante ou estabilizadora do humor nas últimas horas do ciclo.

    Os sintomas que você descreve — sonhos intensos, inquietação e distúrbios do sono — podem ocorrer por alterações no metabolismo noturno do fármaco, mas também podem estar relacionados ao nível sérico total de ácido valpróico, que talvez esteja acima do ideal para o seu organismo. Já os sintomas gastrointestinais (flatulência e ruídos abdominais) são efeitos colaterais conhecidos, especialmente quando o medicamento é ingerido em jejum ou com pouca água.

    Antes de modificar o horário ou concentrar toda a dose em uma única tomada, é fundamental conversar com o seu neurologista. O médico pode solicitar a dosagem sanguínea de ácido valpróico (nível sérico) para avaliar se há necessidade de ajuste da dose, mudança no horário de uso ou até troca de formulação. Em alguns casos, pequenas mudanças na rotina — como tomar o medicamento junto às refeições, evitar cafeína à noite e manter horários regulares de sono — já melhoram significativamente a qualidade do descanso.

    Em resumo, não é recomendável alterar por conta própria o horário nem unificar as doses do Depakote ER, pois isso pode comprometer o controle clínico e intensificar os efeitos colaterais. O mais seguro é discutir os sintomas com o neurologista, que poderá ajustar o esquema de forma personalizada — seja reduzindo a dose, modificando o horário noturno, ou avaliando outra medicação de liberação mais estável para o seu perfil.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Procure seu neurologista antes de fazer qualquer ajuste na dose, para garantir segurança e eficácia do tratamento.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Porque apesar de tomar Aciclovir sinto dores no local onde ocorreu herpes zoster? Sinto choques e mu

    Porque apesar de tomar Aciclovir sinto dores no local onde ocorreu herpes zoster? Sinto choques e muita queimaçao dia e noite

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, pois o que você descreve é uma situação relativamente comum após o tratamento do herpes zoster, conhecida como neuralgia pós-herpética, uma complicação que pode ocorrer mesmo depois de concluído o uso do aciclovir e do desaparecimento das lesões de pele.

    O herpes zoster é causado pela reativação do vírus varicela-zoster (o mesmo da catapora), que permanece “adormecido” nos gânglios nervosos após a infecção inicial. Quando o sistema imunológico enfraquece, o vírus se reativa e inflama o nervo correspondente à região da pele onde surgem as lesões.

    O tratamento com aciclovir age bloqueando a replicação viral, reduzindo a duração das lesões e prevenindo complicações, mas ele não reverte a inflamação e o dano que o vírus já causou ao nervo. É exatamente esse dano que explica a dor persistente após a fase aguda da infecção.

    Vamos entender melhor o que acontece:

    1⃣ Lesão nervosa:
    Durante o episódio de herpes zoster, o vírus danifica as fibras nervosas responsáveis pela sensibilidade da pele. Após a infecção, essas fibras ficam “hipersensíveis” e enviam sinais de dor anormais ao cérebro, mesmo sem haver mais infecção ativa.

    2⃣ Neuralgia pós-herpética:
    Esse quadro caracteriza-se por dor em queimação, choques, formigamento ou hipersensibilidade ao toque na mesma área onde surgiram as lesões. Pode durar semanas, meses ou, em alguns casos, persistir por mais de um ano.

    3⃣ Fatores de risco:

    Idade acima de 50 anos;

    Dor intensa durante a fase aguda;

    Atraso no início do tratamento antiviral (idealmente, o aciclovir deve ser iniciado nas primeiras 72 horas);

    Comprometimento imunológico.

    4⃣ Tratamento da neuralgia pós-herpética:
    Como a dor é neuropática (resultante de lesão nervosa), os analgésicos comuns geralmente não são eficazes. O tratamento mais adequado envolve:

    Pregabalina ou gabapentina: reduzem a sensibilidade dos nervos e são o principal tratamento;

    Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina): modulam a dor neuropática e melhoram o sono;

    Pomadas com lidocaína ou capsaicina: aliviam a dor local;

    Bloqueios anestésicos ou neuromodulação, em casos refratários;

    Boa hidratação e cuidados com o sono e estresse, que influenciam diretamente na intensidade da dor.

    5⃣ Prognóstico:
    A boa notícia é que, com o tratamento adequado, a dor tende a diminuir gradualmente, embora a melhora possa ser lenta. Quanto mais precoce for o início do controle da dor, menor o risco de cronificação.

    Em resumo: mesmo após o uso do aciclovir e a cicatrização das lesões, é possível sentir choques e queimação persistentes por causa de uma inflamação residual e lesão do nervo afetado pelo vírus. Essa condição é chamada de neuralgia pós-herpética e requer tratamento específico para dor neuropática, diferente do antiviral.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure seu neurologista — ele poderá ajustar o tratamento da dor com segurança e indicar a melhor combinação medicamentosa para aliviar o desconforto e melhorar sua qualidade de vida. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento, sempre com foco em neurologia clínica e tratamento da dor neuropática.

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  • Olá! Estou com uma dor (fisgada) que vem do alto da nunca até o meio das costas e que não permite qu

    Olá! Estou com uma dor (fisgada) que vem do alto da nunca até o meio das costas e que não permite que eu me movimente muito, tipo um pinçamento ou torcicolo. Braços e mãos com leve formigamento e fraqueza. Mas o mais estranho é que vários músculos do meu corpo (coxas, antebraços, pescoço) estão super doloridos, como se eu tivesse feito uma musculação pesada. Sabem o que poderia ser? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e bastante relevante, pois os sintomas que você descreve combinam dor na região cervical irradiando para as costas, formigamento e sensação de fraqueza nos braços, associados a dores musculares difusas, o que pode estar relacionado a alterações musculoesqueléticas, compressão nervosa ou até disfunções inflamatórias.

    A dor em “fisgada” que parte do alto da nuca até o meio das costas, limitando os movimentos, é bastante compatível com um espasmo muscular cervical ou uma radiculopatia cervical (compressão de nervo na coluna cervical). Esse tipo de quadro pode ocorrer de forma súbita após esforço físico, má postura ao dormir, movimentos bruscos, uso prolongado do computador ou tensão emocional.

    Vamos entender os principais mecanismos que podem explicar seu quadro:

    1⃣ Espasmo cervical (torcicolo agudo):
    É uma contração involuntária da musculatura do pescoço e ombros. Provoca rigidez, dor irradiada e limitação de movimentos. A dor pode descer até o meio das costas e causar sensação de fisgada.

    2⃣ Compressão de nervos cervicais (radiculopatia):
    Quando há pinçamento de raízes nervosas entre as vértebras do pescoço, surgem formigamento, dormência ou fraqueza nos braços e mãos. Em alguns casos, a dor também se estende pela escápula e região torácica.

    3⃣ Tensão muscular generalizada:
    O fato de sentir dores musculares em várias partes do corpo (coxas, antebraços, pescoço) pode indicar sobrecarga muscular, possivelmente agravada por tensão, má postura ou até um quadro viral recente que afete a musculatura.

    4⃣ Alterações inflamatórias ou metabólicas:
    Alguns quadros inflamatórios (como mialgia viral, fibromialgia ou reações medicamentosas) podem causar dor muscular difusa associada a fraqueza leve, especialmente se houver fadiga ou sono não reparador.

    Diante desse quadro, o ideal é:

    Evitar movimentos bruscos do pescoço e manter o repouso relativo por alguns dias;

    Aplicar compressas mornas na região cervical e dorsal para aliviar o espasmo;

    Manter hidratação adequada e alongamentos leves quando a dor começar a melhorar;

    Se houver formigamento persistente, dor intensa ou fraqueza nos braços, procure um neurologista ou ortopedista — eles podem solicitar exames de imagem (como ressonância cervical) para investigar compressão de nervos ou hérnia de disco;

    Se as dores generalizadas persistirem por mais de alguns dias, é importante descartar causas sistêmicas, como deficiência de vitaminas (B12, D), alterações hormonais ou processos infecciosos.

    O uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares ou analgésicos deve ser feito somente com prescrição médica, pois a escolha da medicação depende da origem da dor e das condições clínicas do paciente.

    Em resumo: os sintomas sugerem espasmo ou pinçamento cervical com irradiação nervosa e tensão muscular difusa, mas é fundamental uma avaliação médica para confirmar a causa exata e definir o tratamento adequado.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar — presencialmente em Cuiabá e São Paulo, ou por teleatendimento — com foco em neurologia clínica, dor musculoesquelética e distúrbios do sistema nervoso periférico, buscando sempre uma abordagem segura e humanizada.

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  • Não sinto minha testa? E o dia todo isso, e a noite quando vou dormir parece que piora. Oque pode se

    Não sinto minha testa? E o dia todo isso, e a noite quando vou dormir parece que piora. Oque pode ser ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Entendo sua preocupação — a sensação de formigamento, dormência ou perda de sensibilidade na testa (parestesia) pode gerar bastante desconforto, especialmente quando se intensifica à noite.

    Essa alteração costuma ocorrer por irritação ou disfunção de nervos sensitivos da face, principalmente do nervo trigêmeo, responsável pela sensibilidade do rosto e da região frontal. Entre as causas mais comuns estão:

    Compressões nervosas transitórias, relacionadas à postura, tensão muscular ou esforço prolongado;

    Alterações cervicais ou musculares (como contraturas na região do pescoço e ombros);

    Distúrbios ansiosos e estresse, que aumentam a tensão facial e podem causar dormência localizada;

    Infecções virais prévias (como herpes simples ou zoster, mesmo sem lesões visíveis);

    Em casos mais raros, condições neurológicas periféricas ou centrais que afetam a condução sensitiva.

    O fato de o sintoma piorar à noite pode estar relacionado à fadiga neural ou postural, já que, ao deitar, há mudança na circulação e na percepção corporal.

    Ainda que, na maioria das vezes, seja algo benigno e reversível, é importante realizar uma avaliação neurológica presencial, especialmente se a dormência persistir por mais de alguns dias, se houver dor, fraqueza facial, alterações visuais ou sensibilidade em outras partes do corpo. O médico poderá investigar com exames de imagem, laboratoriais ou eletroneuromiografia, se necessário.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso precisa ser analisado com base no histórico clínico completo.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, oferecendo acompanhamento presencial em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor e distúrbios sensitivos, sempre com escuta acolhedora e abordagem humanizada.

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  • Quais os sintomas da leucoaraiose? O que causa no paciente com essa doença quais os riscos?

    Quais os sintomas da leucoaraiose? O que causa no paciente com essa doença quais os riscos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — a leucoaraiose é um achado neurológico bastante comum, especialmente em pessoas com mais idade, e muitas vezes gera dúvidas quando aparece em exames de ressonância magnética.

    O que é leucoaraiose:
    O termo “leucoaraiose” significa literalmente “rarefação da substância branca” do cérebro. Ela representa pequenas áreas de sofrimento crônico dos vasos sanguíneos cerebrais, que acabam reduzindo o fluxo de oxigênio e nutrientes para as fibras nervosas.
    Essas lesões aparecem na ressonância magnética como manchas brancas (hipersinal) na substância branca cerebral — principalmente nos lóbulos frontais e parietais, e ao redor dos ventrículos.

    Causas principais:
    A leucoaraiose é resultado de um processo crônico de microangiopatia cerebral, ou seja, de alterações nos pequenos vasos. As causas e fatores de risco mais comuns são:

    Hipertensão arterial (a principal causa);

    Diabetes mellitus;

    Colesterol alto;

    Tabagismo;

    Sedentarismo e obesidade;

    Idade avançada;

    Doenças cardiovasculares (como arritmias e aterosclerose);

    E, em alguns casos, predisposição genética.

    Sintomas da leucoaraiose:
    Nos estágios iniciais, ela pode ser assintomática e aparecer apenas como um achado incidental.
    Quando começa a afetar áreas maiores, pode causar:

    Dificuldade de atenção e concentração;

    Perda de memória recente leve;

    Lentificação do raciocínio;

    Alterações de marcha (passos curtos, instabilidade ou desequilíbrio);

    Tontura e insegurança para andar;

    Mudanças de humor, como apatia, irritabilidade ou sintomas depressivos;

    Em fases mais avançadas, pode contribuir para declínio cognitivo, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e demência vascular.

    Riscos e complicações:
    A leucoaraiose não é uma doença isolada, mas sim um sinal de que há comprometimento vascular cerebral crônico.
    Se não for controlada, aumenta o risco de AVC, declínio cognitivo progressivo e perda da autonomia funcional com o tempo.
    Por isso, o tratamento é sempre focado em controlar os fatores de risco e preservar a circulação cerebral.

    Tratamento e prevenção:
    Não existe uma “cura” específica, mas é possível evitar a progressão com medidas de proteção cerebral:
    1⃣ Controle rigoroso da pressão arterial e glicemia;
    2⃣ Dieta equilibrada, atividade física regular e cessar tabagismo;
    3⃣ Tratamento do colesterol e das doenças cardíacas associadas;
    4⃣ Sono regular e manejo do estresse;
    5⃣ Acompanhamento neurológico, com avaliações cognitivas periódicas.

    Em alguns casos, o médico pode indicar neuroprotetores, antitrombóticos ou antidepressivos, conforme os sintomas.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é fazer acompanhamento neurológico periódico, com revisão dos fatores de risco e da imagem cerebral ao longo do tempo.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, prevenção do AVC e saúde cognitiva do envelhecimento, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Propranolol

    O neurologista me receitou 1 cp por dia de Propanolol, 40 mg, como remédio preventivo de enxaqueca.
    Gostaria de saber depois de quanto tempo ele começa a surtir efeitos profiláticos ( dias,semanas?)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante para quem inicia o tratamento preventivo da enxaqueca com propranolol, pois é comum esperar resultados imediatos, quando na verdade o efeito desse tipo de medicamento é gradual.

    O propranolol é um betabloqueador amplamente utilizado na prevenção de enxaquecas. Ele atua estabilizando a atividade vascular e elétrica do cérebro, reduzindo a sensibilidade dos vasos sanguíneos e dos neurônios envolvidos nas crises. No entanto, como a ação preventiva depende de ajustes fisiológicos progressivos, os benefícios não aparecem nos primeiros dias.

    De forma geral:

    Na primeira semana, o organismo começa a se adaptar ao medicamento, e podem ocorrer leve cansaço ou queda da frequência cardíaca, que costumam ser transitórios.

    Entre 2 e 4 semanas, muitos pacientes já percebem redução na intensidade ou frequência das crises, embora ainda possam ocorrer episódios ocasionais.

    O efeito máximo costuma surgir após 6 a 8 semanas de uso contínuo, quando o sistema nervoso e os vasos cerebrais se tornam mais estáveis.

    Por isso, é importante manter o uso diário conforme prescrito, mesmo que as dores ainda não tenham melhorado nas primeiras semanas. O neurologista normalmente reavalia a resposta após 1 a 2 meses, podendo ajustar a dose se necessário (em alguns casos, chega-se a 80–120 mg/dia, dependendo da tolerância e do perfil do paciente).

    Durante esse período, é essencial também adotar medidas complementares que potencializam o efeito preventivo, como:

    Manter horários regulares de sono;

    Evitar jejum prolongado, cafeína e alimentos gatilho;

    Controlar estresse e tensão muscular cervical;

    E manter hidratação adequada.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é fundamental para garantir que a dose e o tempo de uso estejam adequados e seguros para o seu caso.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da enxaqueca e prevenção de dores crônicas, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Estou tomando Longactil não estou tendo ereção para fazer sexos com a minha mulher será por causa do

    Estou tomando Longactil não estou tendo ereção para fazer sexos com a minha mulher será por causa do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! A sua dúvida é muito válida — e sim, o Longactil (clorpromazina) pode estar relacionado a essa dificuldade de ereção.

    O Longactil é um antipsicótico da classe das fenotiazinas, usado no tratamento de quadros de agitação, ansiedade intensa, insônia refratária ou distúrbios psiquiátricos. Ele atua reduzindo a dopamina no sistema nervoso central, o que ajuda a acalmar, mas também pode causar efeitos colaterais sobre a função sexual.

    Entre os efeitos possíveis estão:

    Diminuição do desejo sexual (libido);

    Dificuldade de ereção ou ejaculação;

    Alteração hormonal, com aumento da prolactina (hiperprolactinemia), que pode reduzir testosterona e afetar a função erétil;

    Em alguns casos, sonolência e sedação excessiva, que também reduzem o estímulo sexual.

    Esses efeitos não significam impotência permanente, mas sim uma consequência farmacológica do uso do medicamento, que pode ser reversível com ajuste de dose ou troca do fármaco.

    O que você deve fazer:
    1⃣ Não interrompa o uso do Longactil por conta própria, pois a suspensão abrupta pode causar sintomas de abstinência ou retorno do quadro emocional que motivou o tratamento.
    2⃣ Converse com o médico que prescreveu o medicamento (neurologista ou psiquiatra). Ele poderá:

    Ajustar a dose;

    Substituir o Longactil por outro antipsicótico com menos impacto sexual (como quetiapina, olanzapina, risperidona em baixa dose, etc.);

    Ou, se indicado, associar tratamento específico para disfunção erétil, com segurança e acompanhamento médico.
    3⃣ Também é importante avaliar outros fatores que contribuem para a disfunção sexual, como ansiedade, estresse, tabagismo, diabetes, hipertensão ou uso de álcool.

    Com a avaliação médica adequada, na maioria dos casos é possível reverter o quadro, preservando tanto o controle dos sintomas emocionais quanto a qualidade de vida sexual.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
    Procure o seu médico para discutir o sintoma — essa é uma queixa comum e completamente tratável com orientação profissional.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde mental e tratamento de efeitos neurológicos de medicações, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Tomo dois comprimidos de Depakene 5oomg estou tendo muito suor na cabeça e rosto pode ser do remédio

    Tomo dois comprimidos de Depakene 5oomg estou tendo muito suor na cabeça e rosto pode ser do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, pois o Depakene (ácido valpróico), usado no tratamento de epilepsia, enxaqueca e transtornos do humor, pode realmente causar alterações autonômicas, entre elas aumento da sudorese (suor), especialmente na cabeça e no rosto.
    Embora não seja um dos efeitos colaterais mais comuns, o excesso de suor pode ocorrer por diferentes mecanismos relacionados à ação do medicamento sobre o sistema nervoso central e ao metabolismo corporal.
    Veja as principais explicações possíveis:
    1⃣ Efeito sobre o sistema nervoso autônomo:
    O ácido valpróico interfere na atividade de neurotransmissores como GABA e dopamina, que também participam da regulação da temperatura corporal e do controle da sudorese. Em algumas pessoas, essa modulação pode levar a hiperatividade das glândulas sudoríparas, resultando em suor localizado em cabeça, rosto e pescoço.
    2⃣ Alterações metabólicas e hormonais:
    O medicamento pode causar ligeiras alterações no metabolismo hepático e na função hormonal, o que, em certos pacientes, se manifesta como sensação de calor e suor excessivo, especialmente após as doses.
    3⃣ Efeito dose-dependente:
    Em doses mais altas — como 1000 mg por dia, no seu caso — há maior probabilidade de surgirem efeitos colaterais autonômicos, incluindo tremores finos, calor e transpiração aumentada.
    4⃣ Outras causas associadas:
    É importante também descartar fatores externos ou clínicos que possam intensificar a sudorese, como temperatura ambiente, estresse, ansiedade, menopausa, distúrbios de tireoide ou o uso concomitante de outros medicamentos (como antidepressivos).
    O que fazer:


    Verifique se o suor começou após o início ou aumento da dose do Depakene — isso ajuda a confirmar a relação causal.


    Evite interromper a medicação por conta própria. O ácido valpróico deve ser ajustado ou substituído apenas sob orientação médica, pois a retirada abrupta pode desencadear crises convulsivas.


    Informe seu neurologista sobre o sintoma. Ele pode avaliar se a dose atual está acima do necessário ou considerar outras opções terapêuticas, como lamotrigina ou topiramato, dependendo da indicação clínica.


    Se a sudorese for muito incômoda, o médico pode prescrever medidas paliativas, como antitranspirantes específicos, ajustes de dose, ou até medicações para controle autonômico em casos excepcionais.


    Em resumo: o suor excessivo na cabeça e no rosto pode estar relacionado ao uso do Depakene, especialmente em doses mais altas, por efeito sobre o sistema nervoso autônomo. Embora não seja grave, o sintoma deve ser avaliado pelo neurologista para descartar outras causas e ajustar o tratamento, se necessário.
    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar no acompanhamento, com foco em neurologia clínica e manejo seguro dos efeitos adversos dos anticonvulsivantes.
    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Olá meu filho teve encefalite a um ano atrás e convive com duas sequelas alucinação e convulsão e an

    Olá meu filho teve encefalite a um ano atrás e convive com duas sequelas alucinação e convulsão e anda sentindo dores nas costas e perdas na perna esquerda será mas uma sequela ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Entendo profundamente sua preocupação — as sequelas neurológicas após um quadro de encefalite podem variar bastante conforme a área do cérebro afetada e a gravidade do processo inflamatório. É importante valorizar os novos sintomas que você descreveu, pois eles merecem uma avaliação médica cuidadosa.

    A encefalite pode deixar sequelas neurológicas crônicas, como crises convulsivas (epilepsia secundária), alterações cognitivas, comportamentais ou perceptivas (como alucinações), e também comprometimentos motores ou sensitivos, dependendo das regiões cerebrais envolvidas.

    Entretanto, as dores nas costas e a perda de força ou sensibilidade na perna esquerda podem ter diferentes origens. Elas podem estar associadas a:

    Alterações musculoesqueléticas decorrentes de longos períodos de repouso ou mudanças na marcha;

    Comprometimento neurológico central ou periférico, quando há inflamação ou cicatriz em áreas cerebrais ou medulares ligadas ao controle motor;

    Efeitos de medicações anticonvulsivantes que interferem no tônus muscular ou na condução nervosa;

    Ou ainda compressões nervosas lombares, que precisam ser descartadas com exame clínico e, se necessário, imagem (ressonância magnética).

    Por isso, é fundamental que ele passe por reavaliação neurológica completa, especialmente diante de novos sintomas motores. Em alguns casos, exames complementares (como eletroencefalograma, ressonância de crânio e coluna, ou eletroneuromiografia) são úteis para diferenciar uma nova complicação de uma sequela pré-existente.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial, especialmente em quadros neurológicos complexos como este.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança, acolhimento e cuidado especializado, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e reabilitação de sequelas neurológicas.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Estou há mais de dois meses vendo flash de luz do lado externo do olho. Já fiz 3 mapeamentos da reti

    Estou há mais de dois meses vendo flash de luz do lado externo do olho. Já fiz 3 mapeamentos da retina e ultrasson e a retinologa diz que está tudo bem com a retina, mas os flashs não param. Será que devo marcar neurologista? ou como houve descolamento dos vítreos ainda é normal sentir esses flash

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! A sua observação é muito importante — e você fez o certo em procurar um retinólogo primeiro, já que os flashes de luz (fotopsias) podem estar relacionados tanto a causas oculares quanto neurológicas.

    Como a retina já foi avaliada três vezes e está normal, o próximo passo realmente é procurar um neurologista, pois há outras possibilidades para esse sintoma, especialmente quando os flashes persistem por semanas mesmo após o diagnóstico de descolamento do vítreo.

    Vamos entender as diferenças:

    1⃣ Flashes por descolamento do vítreo (causa ocular):
    Quando o vítreo — o gel que preenche o interior do olho — se separa da retina (algo comum após os 40 anos), ele pode tracionar mecanicamente a retina, gerando pequenos clarões ou faíscas luminosas.
    Esses flashes costumam:

    Ser rápidos e intermitentes;

    Aparecer ao movimentar os olhos;

    E diminuem gradualmente ao longo de semanas ou meses, conforme o vítreo se estabiliza.

    Se os flashes persistem por mais de 2 a 3 meses, principalmente sem alterações retinianas, é importante investigar outras causas neurológicas ou vasculares.

    2⃣ Flashes de origem neurológica (enxaqueca com aura):
    Na enxaqueca com aura visual, o sintoma costuma vir como flashes, ziguezagues luminosos, manchas cintilantes ou visão embaçada — podendo durar de 5 a 60 minutos, geralmente antes ou durante a dor de cabeça.
    Esses fenômenos acontecem por alterações transitórias na atividade elétrica e vascular do córtex visual, e não por lesão ocular.
    Mesmo que a dor de cabeça seja leve ou ausente, a aura pode ocorrer isoladamente.

    3⃣ Quando é importante investigar com o neurologista:
    Você deve procurar avaliação neurológica se:

    Os flashes são unilaterais e persistentes (como no seu caso);

    Há sensação de visão borrada, tontura, dormência facial ou formigamentos;

    Existem alterações cognitivas, fala embaralhada ou fraqueza durante as crises;

    Ou se os exames oftalmológicos estão normais, mas os sintomas continuam.

    O neurologista poderá solicitar ressonância magnética cerebral e exames vasculares (como angio-RM), além de avaliar a presença de enxaqueca com aura, distúrbios visuais persistentes pós-migrenosos ou causas cerebrais mais raras.

    Enquanto isso:

    Evite privação de sono e estresse;

    Reduza o consumo de cafeína e estimulantes;

    Mantenha boa hidratação e alimentação regular.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Como o seu quadro já foi avaliado por oftalmologia, o seguimento neurológico é o próximo passo indicado — e, felizmente, em muitos casos, esses sintomas têm origem benigna e controlável.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, enxaquecas e distúrbios visuais neurológicos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Minha sogra teve 3 AVC só operou de um ela está fazendo uso do Hidantal mas gosta de fumar pacaia to

    Minha sogra teve 3 AVC só operou de um ela está fazendo uso do Hidantal mas gosta de fumar pacaia toda hora pq ela é alcoólatra e está sem beber a 1 mês tem algum problema ela fumar a pacaia ? Fazendo uso do remédio ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Entendo sua preocupação — e ela é realmente muito importante, pois o caso da sua sogra envolve uso de medicação neurológica (Hidantal), histórico de AVCs e dependência química, fatores que precisam de acompanhamento próximo.

    O Hidantal (fenitoína) é um anticonvulsivante usado para prevenir crises epilépticas, que podem ocorrer após lesões cerebrais, como AVC, trauma ou cirurgia neurológica.
    Ele atua estabilizando a atividade elétrica dos neurônios, mas é uma medicação sensível a interações com outras substâncias, incluindo o álcool e o tabaco (pacaia, cigarro, fumo artesanal, etc.).

    Sobre fumar pacaia enquanto usa Hidantal:
    O problema não é apenas o tabaco em si, mas as substâncias químicas liberadas na queima, que afetam o metabolismo do fígado — o mesmo órgão responsável por eliminar o Hidantal do corpo.
    O fumo pode:

    Alterar a concentração do remédio no sangue, fazendo com que o Hidantal perca o efeito ou cause intoxicação;

    Sobrecarregar o fígado, especialmente em quem já fez uso prolongado de álcool;

    Piorar a circulação cerebral, aumentando o risco de novos AVCs;

    E aumentar a pressão arterial e a viscosidade do sangue, dificultando a recuperação neurológica.

    Além disso, em pessoas com histórico de alcoolismo, o organismo tende a ficar mais vulnerável a crises convulsivas de abstinência, e o uso irregular do Hidantal (ou sua interação com o fumo) pode deixar o cérebro mais excitável e instável.

    O que é importante fazer:
    1⃣ Evitar o uso de pacaia ou qualquer tipo de fumo, pois, embora pareça “mais leve”, também contém nicotina e substâncias tóxicas que interferem na recuperação cerebral e no metabolismo do remédio.
    2⃣ Manter o uso regular do Hidantal, sem suspender por conta própria — a interrupção abrupta pode causar crises convulsivas graves.
    3⃣ Acompanhar de perto com um neurologista, que pode avaliar se há necessidade de ajustar a dose e monitorar o fígado com exames de sangue (TGO, TGP, gama-GT).
    4⃣ Buscar apoio para cessação do tabagismo e do álcool, pois parar de fumar e manter-se sem beber melhora muito a circulação cerebral e o prognóstico após AVC.

    Em resumo: sim, há risco em fumar pacaia enquanto usa Hidantal — tanto por interferência medicamentosa quanto por prejuízo à recuperação neurológica. O ideal é interromper o fumo com apoio médico.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. A sua sogra precisa de seguimento regular com o neurologista e clínico, para ajustar a medicação, monitorar o fígado e evitar novas complicações.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, sequelas de AVC e acompanhamento de dependência química em pacientes neurológicos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


Autor

Neurologista, Especialista em Dor

Perguntas frequentes

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