Perguntas do paciente (92)

  • Quais as características de pensamentos disfuncionais ?

    Quais as características de pensamentos disfuncionais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Os pensamentos disfuncionais são interpretações rígidas, distorcidas ou pouco realistas sobre si mesmo, os outros ou as situações. Geralmente surgem de forma automática e podem influenciar emoções e comportamentos de maneira negativa.

    Algumas características comuns são: enxergar as situações de forma extremista ("tudo ou nada"), focar apenas nos aspectos negativos, tirar conclusões sem evidências suficientes, fazer generalizações a partir de uma única experiência e interpretar acontecimentos de forma excessivamente pessoal.

    Na TCC, trabalhamos para identificar esses padrões de pensamento, questioná-los e desenvolver interpretações mais equilibradas e funcionais, favorecendo uma melhor adaptação às situações do dia a dia.


  • Para quem o programa Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é indicado?

    Para quem o programa Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é indicado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é indicada principalmente para pessoas que enfrentam padrões recorrentes de ansiedade, estresse, pensamentos negativos automáticos, dificuldades de regulação emocional e quadros de sofrimento emocional relacionados à depressão e à sobrecarga mental.

    A proposta combina fundamentos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com práticas de atenção plena (mindfulness), auxiliando o paciente a desenvolver uma relação mais consciente com seus pensamentos, emoções e sensações.

    Como psicóloga clínica com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental, utilizo técnicas baseadas em mindfulness dentro do processo terapêutico quando percebo que elas podem contribuir para as necessidades específicas de cada paciente. O objetivo não é “eliminar pensamentos”, mas favorecer maior consciência emocional, redução de reações automáticas e desenvolvimento de estratégias mais saudáveis de enfrentamento no dia a dia.

    Cada acompanhamento é individualizado, respeitando a história, o momento e as demandas emocionais de cada pessoa.


  • O que fazer se eu tiver dificuldade em praticar Mindfulness?

    O que fazer se eu tiver dificuldade em praticar Mindfulness?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    É muito comum ter dificuldade no início da prática de mindfulness, principalmente porque muitas pessoas acreditam que precisam “esvaziar a mente” ou parar completamente os pensamentos. Na verdade, mindfulness não é sobre não pensar, mas sobre perceber o momento presente com mais consciência e menos julgamento.

    No começo, a mente tende a se distrair mesmo. Pensamentos, preocupações e ansiedade podem surgir o tempo todo, e isso faz parte do processo. O mais importante é perceber quando a atenção se afastou e, com gentileza, trazê-la de volta para a respiração, para o corpo ou para o momento presente.

    Algumas estratégias podem ajudar:

    Começar com poucos minutos por dia, sem pressão para longas práticas.
    Escolher ambientes mais tranquilos no início.
    Utilizar exercícios guiados, que ajudam a manter o foco.
    Praticar mindfulness em atividades simples do cotidiano, como tomar banho, caminhar ou se alimentar com atenção.
    Evitar transformar a prática em uma cobrança ou obrigação.

    Também é importante lembrar que mindfulness não funciona da mesma forma para todas as pessoas. Cada indivíduo possui uma história, um funcionamento emocional e um momento de vida diferente. Em algumas situações, principalmente quando a pessoa está emocionalmente muito sobrecarregada, vivenciando traumas, crises intensas de ansiedade ou outros sofrimentos psíquicos, determinadas práticas podem não ser as mais indicadas naquele momento.

    Por isso, é fundamental avaliar cada caso de forma individualizada, respeitando os limites, as necessidades e o contexto emocional da pessoa. O acompanhamento psicológico pode ajudar nesse processo, identificando quais estratégias de cuidado fazem mais sentido para cada indivíduo.

    Mindfulness é uma ferramenta que pode trazer benefícios, mas o cuidado em saúde mental precisa sempre considerar a singularidade de cada pessoa.


  • O que têm em comum a prática de mindfulness com a neurociência?

    O que têm em comum a prática de mindfulness com a neurociência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A prática de mindfulness e a neurociência se encontram na compreensão de como o cérebro e o corpo respondem à atenção, às emoções e aos hábitos mentais. Estudos mostram que práticas de atenção plena podem contribuir para a regulação emocional, redução da ansiedade, melhora da concentração e desenvolvimento de maior consciência sobre pensamentos e comportamentos automáticos.

    A neurociência também demonstra que o cérebro possui capacidade de adaptação e mudança ao longo da vida. Com prática e constância, o mindfulness pode ajudar a fortalecer caminhos neurais relacionados ao equilíbrio emocional, presença e manejo do estresse, favorecendo uma relação mais saudável consigo mesmo e com as próprias emoções.


  • Como a raiva, tristeza, ansiedade se apresentam no meu corpo?

    Como a raiva, tristeza, ansiedade se apresentam no meu corpo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    As emoções também se manifestam no corpo, e muitas vezes ele dá sinais antes mesmo de conseguirmos compreender o que estamos sentindo. A ansiedade pode aparecer através de tensão muscular, aceleração dos pensamentos, falta de ar, inquietação ou cansaço constante. A tristeza pode surgir como desânimo, sensação de peso no corpo, falta de energia ou vontade de se isolar. Já a raiva costuma se manifestar em forma de tensão, irritabilidade, dores, impulsividade ou dificuldade em relaxar.

    Cada pessoa sente de uma maneira diferente. Por isso, aprender a reconhecer os sinais do próprio corpo é um passo importante para compreender as emoções com mais consciência e cuidado.


  • Quais os benefícios da autorreflexão consciente ?

    Quais os benefícios da autorreflexão consciente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A autorreflexão consciente é uma ferramenta importante para o autoconhecimento e o desenvolvimento emocional. Ela permite que a pessoa observe seus pensamentos, emoções, comportamentos e experiências de forma mais consciente, favorecendo uma compreensão mais profunda de si mesma e dos fatores que influenciam suas escolhas e reações.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento da autoestima, a melhora da regulação emocional, o desenvolvimento da autoconfiança e uma maior clareza na tomada de decisões. Ao refletir sobre suas experiências, a pessoa também pode identificar padrões de comportamento que já não fazem sentido para sua realidade atual e construir formas mais saudáveis de lidar com desafios e relacionamentos.

    Além disso, a autorreflexão consciente contribui para uma postura menos impulsiva diante das situações do cotidiano, promovendo respostas mais alinhadas aos próprios valores e objetivos. Quando praticada de forma equilibrada, ela favorece o crescimento pessoal, o bem-estar emocional e uma relação mais saudável consigo mesmo.


  • O que é autorreflexão consciente? .

    O que é autorreflexão consciente? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A autorreflexão consciente é a capacidade de olhar para si mesmo de forma mais atenta e intencional, observando pensamentos, emoções, comportamentos e escolhas sem agir no “automático”.

    Na prática, é quando a pessoa consegue parar e se perguntar, por exemplo: “Por que determinada situação me afetou tanto?”, “O que esse sentimento quer me mostrar?” ou “Esse comportamento está me fazendo bem?”.

    Esse processo ajuda no desenvolvimento do autoconhecimento, porque permite compreender padrões emocionais, necessidades, inseguranças, limites e formas de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

    Na psicoterapia, a autorreflexão consciente é trabalhada de maneira acolhedora e gradual. Muitas vezes, a pessoa passa anos reagindo às situações sem perceber a origem de alguns sentimentos ou comportamentos. Quando começa a desenvolver esse olhar mais consciente, consegue tomar decisões com mais clareza, fortalecer a autoestima e lidar melhor com as emoções.

    É importante lembrar que autorreflexão não significa se cobrar o tempo todo ou ficar “pensando demais”. O objetivo não é gerar culpa, mas sim promover compreensão, equilíbrio emocional e crescimento pessoal.


  • Quais são as maneiras práticas de incorporar a atenção plena nas atividades cotidianas?

    Quais são as maneiras práticas de incorporar a atenção plena nas atividades cotidianas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A atenção plena pode ser incorporada ao dia a dia por meio de pequenas mudanças na forma como realizamos atividades rotineiras. O objetivo não é acrescentar mais uma tarefa à rotina, mas desenvolver o hábito de estar mais presente e consciente durante as experiências cotidianas.

    Algumas formas práticas incluem prestar atenção à respiração por alguns minutos ao longo do dia, realizar refeições com mais consciência dos sabores e sensações, observar o ambiente durante uma caminhada, ou direcionar a atenção para uma única atividade por vez, evitando o excesso de multitarefas.

    Também é possível praticar mindfulness durante tarefas simples, como tomar banho, escovar os dentes ou lavar a louça, observando as sensações físicas, os movimentos e os pensamentos que surgem, sem julgamentos. Essas práticas ajudam a reduzir o funcionamento automático e favorecem uma maior conexão com o momento presente.

    Quando incorporada de forma gradual e consistente, a atenção plena pode contribuir para uma melhor regulação emocional, redução do estresse e desenvolvimento do autoconhecimento.


  • Quantos minutos de mindfulness por dia? .

    Quantos minutos de mindfulness por dia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Não existe um tempo único ideal para todas as pessoas, mas estudos sugerem que a prática regular de mindfulness, mesmo por poucos minutos ao dia, pode trazer benefícios para o bem-estar emocional. Para iniciantes, entre 5 e 10 minutos diários já podem ser suficientes para desenvolver maior consciência do momento presente e familiaridade com a prática.

    À medida que a pessoa se sente mais confortável, esse tempo pode ser ampliado para 15, 20 minutos ou mais, conforme seus objetivos e rotina. Mais importante do que a duração é a consistência. Praticar mindfulness regularmente tende a ser mais benéfico do que realizar sessões longas apenas ocasionalmente.

    Na prática clínica, costumo orientar que a inclusão do mindfulness seja feita de forma gradual e adaptada à realidade de cada pessoa, para que a prática se torne sustentável e possa contribuir para uma melhor regulação emocional, redução do estresse e maior atenção ao momento presente.


  • Mindfulness significa desacelerar seus pensamentos ?

    Mindfulness significa desacelerar seus pensamentos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Não necessariamente. O mindfulness não tem como objetivo fazer os pensamentos desaparecerem ou desacelerá-los à força. Sua proposta é desenvolver uma atitude de atenção e consciência em relação ao momento presente, observando pensamentos, emoções e sensações sem julgamentos e sem a necessidade de reagir automaticamente a eles.

    Muitas pessoas acreditam que praticar mindfulness significa "esvaziar a mente", mas isso é um equívoco. Os pensamentos continuam surgindo naturalmente. A diferença é que, com a prática, aprendemos a perceber esses pensamentos com mais clareza, sem nos deixar levar por eles o tempo todo.

    Como psicóloga clínica com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), utilizo técnicas de mindfulness quando elas são adequadas às necessidades do paciente. Essas práticas podem auxiliar no desenvolvimento da atenção, da regulação emocional e no manejo da ansiedade e do estresse, contribuindo para uma relação mais consciente e equilibrada com os próprios pensamentos e emoções.


  • Mindfulness é para todas as pessoas? Qualquer pessoa pode praticar mindfulness?

    Mindfulness é para todas as pessoas? Qualquer pessoa pode praticar mindfulness?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    De modo geral, o mindfulness pode ser praticado por pessoas de diferentes idades e contextos, sendo uma ferramenta que favorece a atenção ao momento presente, o autoconhecimento e a regulação emocional. No entanto, isso não significa que a prática seja igual para todos ou que deva ser realizada da mesma forma em qualquer situação.

    Cada pessoa possui necessidades, experiências e objetivos diferentes. Embora o mindfulness possa trazer benefícios para muitas pessoas, há situações em que essa prática pode não ser a mais indicada ou pode exigir adaptações e acompanhamento profissional. Dependendo da intensidade do sofrimento emocional, da presença de determinados transtornos psicológicos ou do momento de vida que a pessoa está atravessando, outras intervenções podem ser mais adequadas inicialmente.

    Como psicóloga clínica com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), avalio cada caso de forma individualizada e utilizo técnicas de mindfulness quando elas são apropriadas às necessidades do paciente. O mais importante é compreender que o mindfulness é uma ferramenta que pode complementar o cuidado com a saúde mental, mas sua indicação deve considerar a singularidade, o contexto e os objetivos de cada pessoa.


  • O que é terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT)?

    O que é terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A Terapia Cognitiva Baseada em Atenção Plena, conhecida como MBCT, é uma abordagem que une a terapia cognitiva com práticas de mindfulness.

    Ela parte da ideia de que, muitas vezes, o sofrimento emocional não vem só do que acontece, mas da forma automática como interpretamos e reagimos aos nossos pensamentos e sentimentos. Na MBCT, o foco não é “eliminar” pensamentos difíceis, mas aprender a reconhecê-los com mais consciência, criando um espaço para responder de forma mais equilibrada.

    A atenção plena (mindfulness) entra como um caminho para isso. Por meio de práticas que trabalham a atenção, a intenção de estar presente e uma atitude mais gentil consigo mesmo, a pessoa aprende a observar suas experiências internas com menos julgamento — se permitindo errar, recomeçar e se tratar com mais cuidado.

    Mais do que um conjunto de técnicas, o mindfulness também é uma forma de estar no mundo: mais atento ao presente, mais consciente nas escolhas do dia a dia e menos preso à autocrítica.

    É um processo que acontece aos poucos e se fortalece com a prática, como um treino. Com o tempo, isso contribui para reduzir padrões como ansiedade, ruminação e recaídas depressivas, promovendo uma relação mais saudável com a própria mente


  • A Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) pode ser praticada de forma independente em casa?

    A Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) pode ser praticada de forma independente em casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Sim, algumas práticas da Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness podem ser realizadas em casa e até fazem parte da proposta da abordagem, como exercícios de atenção plena, respiração consciente e observação dos pensamentos no dia a dia.

    No entanto, é importante lembrar que a MBCT não se resume apenas a “meditar”. O acompanhamento profissional ajuda a adaptar as práticas à realidade de cada pessoa e a compreender melhor como os pensamentos, emoções e comportamentos se relacionam.

    Além disso, esse tipo de técnica não é indicado da mesma forma para todas as pessoas. Em alguns casos, as práticas precisam ser avaliadas e conduzidas com mais cuidado, principalmente quando existem questões emocionais mais intensas ou determinadas condições psicológicas. Por isso, a avaliação individual é fundamental para entender se essa abordagem faz sentido e de que maneira ela pode ser utilizada com segurança e benefício para cada paciente.


  • Como a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) funciona para melhorar a saúde mental?

    Como a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) funciona para melhorar a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) funciona como um treino para a mente — não no sentido de “parar de pensar”, mas de aprender a se relacionar de outra forma com os pensamentos e emoções.

    Na prática, ela combina princípios da terapia cognitiva com exercícios de atenção plena (mindfulness). Isso ajuda a perceber quando estamos entrando em padrões automáticos, como a autocrítica, a ansiedade ou a ruminação, e, aos poucos, criar um espaço entre o que sentimos e a forma como reagimos.

    O mindfulness, dentro desse processo, se utiliza de algumas bases importantes: a atenção (estar presente no momento), a intenção (escolher estar ali de forma consciente) e a atitude — que envolve cultivar uma postura de mais bondade consigo mesmo. É se permitir errar, recomeçar e se observar com menos críticas e julgamentos.

    E vai além de uma técnica. O mindfulness também é uma forma de ser e estar no mundo: estar mais atento ao que se vive, trazer mais intenção para as pequenas coisas do dia a dia e desenvolver uma relação interna menos autocritica.

    Como qualquer habilidade, é uma prática que se fortalece com o tempo — assim como os músculos do corpo. Quanto mais se pratica, mais natural se torna esse olhar mais consciente e acolhedor sobre si mesmo.

    Com isso, muitas pessoas percebem melhora na ansiedade, no humor e na forma de lidar com pensamentos difíceis, respondendo à vida com mais presença e equilíbrio


  • Qual é a relação entre Neuroplasticidade e Mudança Comportamental de uma pessoa ?

    Qual é a relação entre Neuroplasticidade e Mudança Comportamental de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de se reorganizar ao longo da vida, criando e fortalecendo novas conexões neurais a partir das experiências, aprendizados e comportamentos repetidos.

    Essa capacidade está diretamente relacionada à mudança comportamental. Quando uma pessoa aprende novas formas de pensar, sentir e agir, e pratica esses novos padrões de maneira consistente, o cérebro vai fortalecendo essas conexões, tornando os comportamentos mais naturais com o tempo.

    Da mesma forma, padrões antigos que deixam de ser utilizados tendem a enfraquecer gradualmente. Por isso, mudanças comportamentais costumam exigir repetição, persistência e prática contínua.

    Na psicoterapia, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente esse processo: identificar padrões disfuncionais e desenvolver estratégias mais saudáveis. À medida que novos comportamentos são experimentados e reforçados no dia a dia, o cérebro pode se adaptar a essas mudanças, favorecendo respostas emocionais e comportamentais mais funcionais.


  • . Por que a regulação emocional é importante para a saúde mental?

    . Por que a regulação emocional é importante para a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A regulação emocional é importante para a saúde mental porque está relacionada à forma como lidamos com nossas emoções diante das situações do dia a dia. Não significa “controlar” ou “reprimir” sentimentos, mas aprender a reconhecê-los, compreendê-los e responder a eles de maneira mais saudável e equilibrada.

    Quando uma pessoa tem dificuldade de regular as emoções, pode acabar reagindo de forma impulsiva, acumulando sofrimento emocional, enfrentando conflitos nos relacionamentos ou tendo mais dificuldade para lidar com estresse, frustrações e mudanças. Isso pode impactar diretamente a ansiedade, o humor, a autoestima e a qualidade de vida.

    Desenvolver regulação emocional ajuda a pessoa a perceber melhor o que sente, identificar gatilhos emocionais e encontrar formas mais saudáveis de enfrentar situações difíceis, sem agir apenas no impulso ou no automático.

    Na psicoterapia, esse processo é trabalhado de forma gradual e individualizada, respeitando a história, as vivências e os recursos emocionais de cada pessoa. Afinal, sentir emoções faz parte da experiência humana. O importante não é evitar o que sentimos, mas aprender a acolher e manejar essas emoções de forma mais consciente e menos prejudicial para si mesmo e para os relacionamentos.


  • Como se libertar de pessoas controladoras? .

    Como se libertar de pessoas controladoras? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Libertar-se de pessoas controladoras costuma ser um processo emocional profundo e, muitas vezes, delicado. Não se trata apenas de se afastar fisicamente de alguém, mas de compreender os padrões que foram construídos dentro da relação e como eles impactam a forma como a pessoa se percebe, se posiciona e se relaciona.

    Muitas relações controladoras acontecem de maneira sutil. Aos poucos, a pessoa pode começar a duvidar de si mesma, sentir culpa ao impor limites, depender excessivamente da validação do outro ou acreditar que precisa abrir mão das próprias necessidades para manter o vínculo.

    Por isso, “se libertar” nem sempre significa simplesmente romper uma relação. Em muitos casos, significa recuperar a própria autonomia emocional, fortalecer a autoestima, aprender a reconhecer limites saudáveis e desenvolver uma relação mais consciente consigo mesmo.

    Também é importante entender que esse processo pode estar relacionado à forma como a pessoa aprendeu a se relacionar ao longo da vida. Experiências emocionais, inseguranças, medo de rejeição, necessidade de aprovação ou padrões afetivos construídos desde cedo podem influenciar a permanência em relações controladoras.

    Na psicoterapia, esse processo é trabalhado de forma acolhedora e individualizada, ajudando a pessoa a compreender seus padrões relacionais, fortalecer sua identidade e construir relações mais saudáveis, onde exista respeito, autonomia e equilíbrio emocional.


  • Quais são as consequências do sentimento de rejeição?

    Quais são as consequências do sentimento de rejeição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    O sentimento de rejeição pode gerar um sofrimento emocional significativo, principalmente quando é frequente ou está relacionado a experiências marcantes da vida. Ele pode afetar a forma como a pessoa percebe a si mesma, os outros e os seus relacionamentos.

    É comum que quem se sente rejeitado passe a duvidar do próprio valor, desenvolva insegurança, medo de não ser aceito e até evite novas relações ou situações por receio de vivenciar a mesma dor novamente. Em alguns casos, esse sentimento pode contribuir para sintomas de ansiedade, tristeza persistente, baixa autoestima e isolamento social.

    Além disso, a rejeição nem sempre está ligada apenas ao que aconteceu, mas também à forma como essa experiência foi compreendida e elaborada ao longo do tempo. Por isso, duas pessoas podem viver situações semelhantes e reagir de maneiras completamente diferentes.

    Quando o sentimento de rejeição começa a interferir nos relacionamentos, na autoconfiança ou na qualidade de vida, é importante olhar para esse sofrimento com cuidado. A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender essas experiências, fortalecer a autoestima, ressignificar vivências dolorosas e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções e os vínculos.

    Reconhecer esse sofrimento e buscar ajuda não é um sinal de fragilidade, mas um passo importante para construir relações mais seguras e uma vida emocional mais equilibrada.


  • O que fazer se a raiva estiver muito intensa ou prolongada?

    O que fazer se a raiva estiver muito intensa ou prolongada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A raiva é uma emoção natural e importante, pois pode sinalizar que algo nos incomoda, ameaça nossos limites ou não está de acordo com nossos valores. No entanto, quando ela se torna muito intensa, frequente ou prolongada, pode gerar sofrimento e prejudicar relacionamentos, trabalho e qualidade de vida.

    Nesses momentos, é importante evitar agir impulsivamente. Buscar um tempo para se afastar da situação, praticar técnicas de respiração, identificar os pensamentos que estão alimentando a emoção e procurar formas saudáveis de expressar o que está sentindo pode ajudar a reduzir a intensidade da raiva.

    Também vale a pena refletir sobre o que está por trás dessa emoção. Muitas vezes, sentimentos como frustração, medo, tristeza ou sensação de injustiça podem estar contribuindo para sua manutenção.

    Quando a raiva é difícil de controlar, causa prejuízos significativos ou vem acompanhada de explosões frequentes, o acompanhamento psicológico pode ser fundamental. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos a identificação dos gatilhos, dos pensamentos envolvidos e o desenvolvimento de estratégias mais eficazes para lidar com as emoções e os conflitos do dia a dia.


  • Como a conexão entre mente e corpo afeta a saúde mental?

    Como a conexão entre mente e corpo afeta a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A mente e o corpo estão em constante interação, influenciando-se mutuamente. Por isso, a saúde mental não pode ser compreendida de forma isolada dos aspectos físicos do organismo.

    Situações de estresse, ansiedade ou sofrimento emocional podem se manifestar no corpo por meio de sintomas como tensão muscular, dores de cabeça, alterações no sono, fadiga, desconfortos gastrointestinais e mudanças no apetite. Da mesma forma, condições físicas, hábitos de vida inadequados ou privação de sono podem impactar diretamente o humor, a concentração e o bem-estar emocional.

    Essa conexão explica por que práticas de autocuidado, como atividade física regular, alimentação equilibrada, sono de qualidade e momentos de lazer, podem contribuir positivamente para a saúde mental. No entanto, é importante lembrar que essas estratégias não substituem o acompanhamento profissional quando há sofrimento psicológico significativo.

    Na psicoterapia, buscamos compreender a pessoa de forma integral, considerando tanto os aspectos emocionais quanto os físicos que podem estar relacionados às suas dificuldades, promovendo um cuidado mais amplo e efetivo da saúde.


Perguntas frequentes

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