Perguntas do paciente (92)

  • Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz

    Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Entendo sua preocupação, principalmente porque essa dor de cabeça está persistindo há alguns dias.

    A dor de cabeça pode aparecer como um dos efeitos colaterais da sertralina, especialmente durante o período de adaptação ao medicamento. Em algumas pessoas, esses efeitos tendem a diminuir depois das primeiras semanas, mas isso pode variar. Além disso, como você ficou uma semana sem tomar e depois retomou o uso, é importante que o médico que acompanha seu tratamento saiba disso, pois a interrupção e a retomada do medicamento podem estar relacionadas a alguns sintomas.

    Como a dor já está presente há 6 dias e não está passando, recomendo que você entre em contato com o médico que prescreveu a sertralina para relatar o que está acontecendo e receber uma orientação adequada. Não é indicado alterar a dose, interromper ou retomar a medicação por conta própria.

    Na psicoterapia, também podemos conversar sobre como você tem se sentido nesse período, os motivos que levaram à interrupção da medicação e como tem sido sua experiência com o tratamento. Se sentir que gostaria desse acompanhamento, podemos iniciar com uma primeira sessão para conhecermos melhor sua situação e entendermos quais são suas necessidades neste momento.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Entendo como isso pode estar sendo angustiante para você, principalmente quando percebe que esses pensamentos e impulsos começam a ocupar espaço e interferir na lembrança ou atenção em coisas importantes.

    Ter pensamentos sobre como gostaria de ser, possuir determinadas coisas ou se comparar com imagens e referências que vemos em revistas e redes sociais pode acontecer com muitas pessoas. Porém, quando esses pensamentos vêm acompanhados de uma sensação de impulso, ansiedade ou de uma necessidade de realizar determinado comportamento, como anotar e depois descartar os papéis, e isso começa a causar sofrimento ou interferência no dia a dia, é importante olhar para essa experiência com mais cuidado.

    Por meio de uma conversa inicial, podemos compreender melhor quando esses pensamentos aparecem, o que você sente antes e depois de anotar ou jogar fora, com que frequência isso acontece e o quanto tem interferido na sua rotina. Só assim é possível entender melhor o que está acontecendo, sem tirar conclusões ou fazer um diagnóstico apenas a partir desse relato.

    Se você sentir que gostaria de compreender melhor esses comportamentos e a ansiedade que eles estão causando, será um prazer acolher você em um primeiro atendimento psicológico. Podemos conversar com calma sobre o que você tem vivenciado e avaliar, juntas, quais caminhos podem fazer sentido para o seu caso.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    É compreensível que você fique em dúvida sobre isso, especialmente quando percebe uma relação entre perfeccionismo, necessidade de certeza e ansiedade. O perfeccionismo, por si só, não significa que a pessoa tenha TOC. Para pensar nessa possibilidade, é importante observar se existem pensamentos intrusivos e indesejados, além de comportamentos ou rituais que a pessoa sente necessidade de realizar para aliviar a ansiedade, e principalmente o quanto isso interfere na rotina, nos relacionamentos e no bem-estar.

    Como esses sinais podem se apresentar de formas diferentes e também podem estar relacionados a outras questões psicológicas, não é possível concluir um diagnóstico apenas por esses sintomas. Se você tem dúvidas sobre o que está acontecendo, o mais indicado é procurar um **médico de saúde mental** para realizar uma avaliação mais precisa e, se necessário, orientar o tratamento adequado.

    A psicoterapia também pode ser um espaço importante para compreender melhor essa necessidade de certeza, o perfeccionismo e a forma como você lida com a ansiedade. Se sentir que essas questões estão trazendo sofrimento ou limitando sua vida, buscar acompanhamento psicológico pode ser um primeiro passo para entendê-las e desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com a incerteza.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá. Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. O que você descreve — esse sentimento de vazio, a sensação de distanciamento dos momentos felizes, a falta de vontade, a angústia com o passar do tempo e, principalmente, os pensamentos de “acabar com tudo” — merece ser levado a sério e não precisa ser enfrentado sozinho.

    **Sim, procurar ajuda é importante.** Um acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço seguro para compreender melhor essas experiências e trabalhar os pensamentos e sentimentos que têm causado tanto sofrimento. Também é importante buscar uma avaliação com um **médico de saúde mental**, que poderá avaliar de forma mais precisa o que está acontecendo e indicar, se necessário, outras formas de cuidado.

    Como você mencionou pensamentos de acabar com tudo, gostaria de reforçar que não é necessário esperar que isso fique pior para pedir ajuda. Se esses pensamentos estiverem fortes neste momento, se você sentir que pode fazer algo contra si mesmo ou que não consegue se manter em segurança, **procure imediatamente um adulto de confiança e um serviço de emergência da sua região**, permanecendo acompanhado enquanto busca ajuda.

    Você não precisa ter todas as respostas sobre seu futuro agora. O fato de estar sofrendo neste momento não significa que sua vida continuará dessa maneira ou que seus projetos nunca poderão acontecer. Buscar ajuda pode ser justamente o primeiro passo para entender o que está acontecendo e começar a construir possibilidades novamente.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Entendo o que você está colocando. Quando algumas relações importantes terminam ou mudam de forma, é natural surgir a sensação de que investir em vínculos acaba trazendo mais frustração do que benefícios. E querer desenvolver autonomia não é algo negativo — saber estar consigo mesmo também é uma habilidade importante.

    Ao mesmo tempo, ser autossuficiente não precisa significar abrir mão de relacionamentos. As pessoas podem ocupar diferentes lugares em nossa vida e, mesmo quando uma amizade muda ou termina, isso não significa que o vínculo tenha sido inútil ou que todo o investimento tenha sido perdido. Algumas relações permanecem por muitos anos, outras acompanham apenas determinadas fases, e ambas podem ter significado.

    Talvez a questão não seja escolher entre **“ser completamente sozinho” ou “depender das pessoas”**, mas encontrar um equilíbrio: construir vínculos sem colocar neles a responsabilidade de preencher todas as lacunas, mantendo também seus próprios interesses, projetos e espaços individuais.

    Se essa vontade de se afastar das pessoas surgiu principalmente depois de experiências de perda, decepção ou frustração, pode ser interessante olhar com mais cuidado para isso em psicoterapia. O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender essas experiências, suas expectativas em relação aos vínculos e encontrar uma forma de se relacionar que preserve tanto sua autonomia quanto sua necessidade humana de conexão.

    Se perceber que esse tema tem causado sofrimento ou dificuldade para construir relações, procurar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para compreender melhor o que está acontecendo.


  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    A ansiedade social pode ser bastante limitante, especialmente quando o medo de julgamento, rejeição ou crítica faz com que a pessoa passe a evitar situações importantes, como escola, eventos, encontros e momentos de convivência. Pelo que você relata, essas dificuldades parecem estar interferindo de forma significativa na sua rotina e nas suas relações.

    Na TCC, inicialmente buscamos compreender como a ansiedade funciona no seu caso: quais situações despertam o medo, quais pensamentos surgem, o que você imagina que as outras pessoas estão pensando e quais comportamentos você utiliza para lidar com esse desconforto. A partir dessa compreensão, podem ser trabalhadas as crenças e os padrões de evitação, além de estratégias para enfrentar gradualmente situações que hoje provocam ansiedade.

    O objetivo não é simplesmente fazer você “parar de sentir ansiedade” ou se obrigar a socializar, mas compreender os fatores que mantêm esse ciclo e desenvolver formas mais funcionais de lidar com essas situações.

    Também é importante considerar que ter passado por outras experiências com psicoterapia sem perceber o resultado esperado não significa que você tenha falhado ou que a terapia não possa ser útil. Pode ser importante avaliar como os tratamentos anteriores foram conduzidos, quais objetivos foram estabelecidos e quais aspectos da ansiedade social foram trabalhados.

    Sobre a sertralina, como você relata que não percebeu melhora, converse com o psiquiatra responsável pelo seu acompanhamento. Ele poderá avaliar sua resposta ao medicamento e decidir, junto com você, quais condutas são mais adequadas. Não faça alterações por conta própria.

    Diante do impacto que a ansiedade vem causando na sua vida, buscar novamente acompanhamento psicológico pode ser uma possibilidade para compreender melhor esse quadro e trabalhar essas dificuldades de maneira individualizada e gradual.


  • A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá

    A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Sim. Na TCC, o objetivo não é que o psicólogo simplesmente diga ao paciente quais crenças estão “certas” ou “erradas”, mas que ele desenvolva ferramentas para **identificar, avaliar e questionar seus próprios padrões de pensamento**, tornando-se progressivamente mais autônomo nesse processo.

    As crenças centrais e intermediárias são trabalhadas ao longo da terapia por meio de estratégias como identificação de pensamentos automáticos, questionamento socrático, busca de evidências, experimentos comportamentais e outras técnicas. Com o tempo, o paciente pode aprender a reconhecer esses padrões também fora das sessões e aplicar essas habilidades no cotidiano.

    Isso não significa que precise fazer todo o processo sozinho. O psicólogo atua como um profissional que **orienta, ajuda a identificar padrões que podem passar despercebidos e constrói as estratégias junto com o paciente**. A autonomia é desenvolvida gradualmente, de acordo com as necessidades e o momento de cada pessoa.

    Se você percebe que algumas crenças vêm influenciando suas emoções, decisões ou relacionamentos, uma avaliação psicológica pode ajudar a entender como elas se formaram e como estão sendo mantidas atualmente.


  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Na TCC, primeiro buscamos compreender como esses medos e crenças estão funcionando na sua vida e em quais situações eles aparecem com mais intensidade. Pensamentos como “eu preciso agradar todo mundo” ou “se alguém não gostar de mim, significa que fiz algo errado” podem aumentar a ansiedade e levar a comportamentos como evitar situações, buscar aprovação constantemente ou ter dificuldade para dizer não.

    O trabalho terapêutico envolve identificar e questionar essas interpretações, avaliando se elas correspondem aos fatos e construindo formas mais flexíveis de pensar. Também podem ser trabalhadas, de maneira gradual, situações em que existe medo de julgamento ou rejeição, para que a pessoa possa desenvolver maior tolerância ao desconforto e perceber que não é possível controlar completamente a opinião das outras pessoas.

    No esporte, por exemplo, o medo de errar, ser criticado ou decepcionar alguém pode fazer com que a atenção fique excessivamente voltada para a avaliação dos outros, prejudicando a experiência e o desempenho. A terapia pode ajudar a trabalhar essas preocupações e a relação que você estabelece com erros, críticas e expectativas.

    Isso é feito de forma individualizada, considerando a intensidade dos sintomas, as situações que você evita e os padrões de pensamento e comportamento envolvidos. Se essas questões estão interferindo de forma significativa na sua vida pessoal e esportiva, a psicoterapia pode ser um espaço para compreendê-las melhor e trabalhar essas dificuldades.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    O que você descreve não significa, por si só, que exista uma intenção de trair ou que esses pensamentos sejam uma forma de traição. É possível perceber uma diferença importante entre ter um pensamento ou se preocupar com a forma como alguém nos enxerga e, de fato, escolher agir com a intenção de estabelecer algo com essa pessoa.

    A preocupação em parecer bonita, interessante ou mostrar que está bem diante de alguém do passado pode estar relacionada a diferentes fatores, como insegurança, autoestima, necessidade de aprovação ou preocupação excessiva com a avaliação dos outros. Em algumas pessoas, especialmente quando existe muita culpa e necessidade de ter certeza sobre o significado dos próprios pensamentos e comportamentos, esse tipo de preocupação também pode aparecer associado a padrões obsessivos.

    Na TCC, não partiríamos imediatamente da conclusão de que isso é ansiedade, TOC ou baixa autoestima. O primeiro passo seria compreender melhor o que acontece antes, durante e depois dessas situações: quais pensamentos aparecem, qual emoção surge, o que você faz para diminuir o desconforto e como interpreta esse comportamento depois.

    Por exemplo, se depois de uma situação você fica revisando mentalmente o que fez, tentando descobrir se “agiu como alguém que trai” ou buscando constantemente uma certeza de que não fez nada errado, esse ciclo de dúvida e busca por certeza também merece ser investigado.

    A psicoterapia pode ajudar justamente a compreender esses padrões sem transformar cada pensamento em uma prova sobre quem você é ou sobre a qualidade do seu relacionamento. O diagnóstico, quando necessário, depende de uma avaliação clínica mais ampla, considerando a frequência, intensidade e impacto dessas experiências.

    Se isso tem gerado culpa, ansiedade ou interferido no seu relacionamento, pode ser interessante buscar uma avaliação psicológica para entender melhor o que está acontecendo e trabalhar essa preocupação de forma individualizada.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    É compreensível que essa mudança gere ansiedade, especialmente quando existe carinho, uma história construída e o desejo de não machucar a outra pessoa. Também é importante lembrar que a forma como sentimos um relacionamento pode mudar ao longo do tempo. A intensidade e a “animação” do início não são necessariamente os únicos indicadores de amor ou de qualidade da relação.

    Na TCC, podemos investigar justamente o que está acontecendo nesse momento: quais pensamentos surgem quando você percebe essa diminuição do entusiasmo, o quanto você compara o relacionamento atual com o início, se existe uma necessidade de ter certeza absoluta sobre o que sente e como a ansiedade pode estar influenciando essa percepção.

    Também podemos observar a relação como um todo: como vocês se relacionam, como você se sente na presença dele, quais momentos de conexão ainda existem, quais dificuldades apareceram e como você tem interpretado essas mudanças. Isso ajuda a diferenciar uma dificuldade pontual de conclusões precipitadas sobre os próprios sentimentos.

    Não seria adequado afirmar, sem uma avaliação, se o que você sente é amor, carência, rotina ou ansiedade. Da mesma forma, a psicoterapia não tem como objetivo convencer você a permanecer ou terminar um relacionamento. O foco é proporcionar um espaço para que você possa compreender melhor suas experiências e tomar decisões mais coerentes com aquilo que realmente deseja.

    E, quando existe o desejo de recuperar proximidade e conexão, também é possível trabalhar aspectos da relação e comportamentos que favoreçam a aproximação, sem tentar obrigar ou fabricar um sentimento.

    Se essas dúvidas estão ocupando muito espaço na sua mente, gerando ansiedade ou fazendo você analisar constantemente o que sente, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender esse ciclo com mais calma e sem precisar encontrar uma resposta definitiva imediatamente.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Pelo que você relata, você já percebe uma mudança importante: uma situação que inicialmente provocava muita ansiedade e fazia você se sentir travada hoje está mais manejável. Isso é algo que merece ser reconhecido.

    Ser tímida, mais quieta ou gostar de falar menos não significa necessariamente ter um transtorno de ansiedade social. O diagnóstico depende de uma avaliação mais ampla, considerando a intensidade do medo, as situações envolvidas, o sofrimento e o quanto isso interfere na sua vida.

    Sobre os comentários de que você é séria ou quieta, é compreensível que eles mexam com você, principalmente considerando experiências anteriores de bullying e o fato de você ter aprendido a se proteger socialmente. Mas o comentário de outra pessoa não precisa ser usado como medida da sua evolução. Você pode ser uma pessoa mais reservada e, ao mesmo tempo, estar desenvolvendo cada vez mais segurança nas suas interações.

    Na TCC, podemos trabalhar justamente a forma como você interpreta essas situações. Por exemplo, quando alguém diz “você é muito quieta”, que pensamentos surgem? “Estão me julgando”? “Tem algo errado comigo”? “Preciso falar mais para que gostem de mim”? E o que você faz depois desses pensamentos? Essa compreensão ajuda a identificar o ciclo que pode manter a ansiedade e a sensação de não pertencimento.

    E “se curar” da ansiedade social não significa necessariamente se transformar em uma pessoa extrovertida ou nunca mais sentir desconforto diante de outras pessoas. O objetivo do tratamento é mais amplo: poder participar das situações importantes para você, se posicionar, construir relações e fazer escolhas sem que o medo do julgamento determine o que você pode ou não fazer.

    Também não é necessário eliminar completamente a ansiedade para considerar que houve evolução. Aprender a lidar com o desconforto, questionar pensamentos de autocrítica e reduzir comportamentos de evitação também fazem parte desse processo.

    Se essa sensação de não pertencimento e a preocupação com a forma como os outros percebem você continuam trazendo sofrimento, a psicoterapia pode ser um espaço para compreender essas experiências e trabalhar, de forma individualizada, a ansiedade, a autoconfiança e essas crenças sobre como você “deveria” ser para pertencer.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. Pelo que descreve, parece que as pesquisas sobre sintomas e transtornos acabaram aumentando ainda mais sua atenção para sensações e pensamentos relacionados à ansiedade, fazendo com que você se sinta cada vez mais inseguro e limitado.

    Na TCC, podemos trabalhar justamente essa relação com as pesquisas e com os pensamentos que surgiram a partir delas. Quando estamos muito ansiosos, é comum buscar informações para tentar entender ou controlar o que está acontecendo. Porém, quando essa busca se torna excessiva, ela pode acabar alimentando a preocupação: você encontra um novo sintoma, passa a observá-lo em si mesmo, sente medo e procura ainda mais informações para obter segurança.

    O objetivo não seria simplesmente “apagar” o que você leu, mas aprender a avaliar essas informações de outra maneira, diferenciando fatos de interpretações e reduzindo o ciclo de pesquisa, checagem e preocupação. Também podemos trabalhar gradualmente os comportamentos de evitação que estão fazendo com que você deixe de sair sozinho.

    Como você relata depressão, dificuldade importante para sair de casa e que já iniciou medicação, é importante manter o acompanhamento com o psiquiatra e contar a ele como você está se sentindo, especialmente se os sintomas estiverem se intensificando. Não altere ou interrompa a medicação por conta própria.

    E você não precisa resolver tudo de uma vez. O tratamento pode começar justamente compreendendo o que está mantendo esse ciclo e estabelecendo objetivos possíveis para o momento atual. Se a terapia online não é viável para você, também pode ser interessante buscar atendimento presencial e, se necessário, conversar com alguém de confiança para ter apoio nesse primeiro momento.

    Se você quiser iniciar esse processo, posso ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e trabalhar essas dificuldades de forma gradual e individualizada.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá. Antes de tudo, sinto muito que você tenha passado por experiências tão dolorosas. Obrigada por encontrar um espaço para compartilhar algo tão delicado.

    Pelo que você relata, essas reações podem estar relacionadas aos traumas vividos e não significam que exista algo de "defeituoso" em você. Muitas pessoas que passaram por situações de violência sexual podem experimentar medo, ansiedade, lembranças invasivas ou intenso sofrimento diante de situações que remetam, de alguma forma, ao trauma.

    Cada pessoa vivencia essas experiências de maneira única, por isso é importante que sua história seja compreendida com cuidado, sem julgamentos e respeitando o seu tempo. Um acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço seguro para acolher essas vivências e ajudá-la a elaborar o que aconteceu, reduzindo gradualmente o impacto que esses traumas têm na sua vida e nos seus relacionamentos.

    Também é importante lembrar que o uso de álcool pode intensificar emoções e dificultar o manejo dessas lembranças em algumas pessoas, o que merece atenção dentro de uma avaliação individualizada.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Buscar ajuda é um gesto de cuidado consigo mesma, e seu sofrimento merece ser acolhido. Espero ter ajudado e desejo que você encontre o suporte necessário para atravessar esse momento com segurança e respeito à sua história.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Obrigada por compartilhar uma reflexão tão sincera. É compreensível que essa situação desperte angústia, principalmente quando envolve um desejo de construir vínculos profundos e significativos.

    O fato de você ter 25 anos não significa que deveria ter todas essas respostas. Cada pessoa tem um tempo, uma história e circunstâncias diferentes, e comparar sua trajetória com uma ideia de como "deveria ser" pode aumentar ainda mais o sofrimento.

    Também não existe uma regra de que seja preciso estar com a vida completamente resolvida para viver um relacionamento saudável. Ao mesmo tempo, depositar a expectativa de felicidade exclusivamente em um relacionamento pode gerar uma pressão muito grande, tanto para você quanto para a relação. O equilíbrio costuma estar em construir uma vida com sentido para si, enquanto permanece aberto à possibilidade de compartilhar esse caminho com alguém.

    Talvez a pergunta mais importante não seja "quando serei feliz?", mas compreender o que essa busca por um relacionamento representa para você, quais necessidades emocionais ela expressa e como essas expectativas têm influenciado sua forma de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

    Se essa angústia tem sido frequente ou está impactando sua qualidade de vida, um acompanhamento psicológico pode ser um espaço valioso para explorar essas questões com mais profundidade, respeitando sua história e seus objetivos. Você não precisa encontrar todas essas respostas sozinho.

    Espero ter contribuído com a sua reflexão. Desejo que você encontre relações que façam sentido para a sua vida, sem perder de vista o cuidado com você mesmo.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Essa é uma pergunta muito importante e que costuma surgir entre muitas pessoas que já passaram por um episódio de depressão.

    Quando alguém vivencia a depressão, especialmente se já teve episódios anteriores, pode se tornar mais sensível a situações de estresse, perdas ou mudanças significativas. Isso não significa que a depressão esteja "esperando para atacar", mas que alguns acontecimentos podem funcionar como gatilhos em pessoas que já apresentam uma vulnerabilidade para o transtorno.

    Ao mesmo tempo, é importante lembrar que nem toda tristeza ou sofrimento após um evento difícil representa uma recaída. Sentir-se abalado diante de experiências dolorosas faz parte da vida. A diferença está na intensidade, na duração dos sintomas e no impacto que eles causam no dia a dia.

    Cada pessoa tem uma história, fatores de proteção e formas de enfrentamento diferentes. Por isso, quando existe um histórico de depressão, vale a pena dar atenção aos sinais e buscar apoio profissional caso perceba que o sofrimento está persistente ou interferindo na rotina. O acompanhamento psicológico pode ajudar tanto na identificação precoce desses sinais quanto no fortalecimento de estratégias para lidar com momentos difíceis.

    Espero ter ajudado. Cuide-se e, se essa preocupação estiver relacionada à sua própria experiência, saiba que você não precisa enfrentá-la sozinho. Buscar ajuda é uma forma de cuidado consigo mesmo.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Sinto muito que você tenha passado por uma experiência tão difícil. Quando enfrentamos um período prolongado de sofrimento e sentimos que não fomos compreendidos por alguém de quem esperávamos acolhimento, como a própria mãe, é natural que isso desperte emoções intensas e difíceis de elaborar.

    O sentimento de abandono ou traição pode surgir quando percebemos que nossas necessidades emocionais não foram reconhecidas ou validadas. No entanto, é importante lembrar que cada história é única, e compreender o que aconteceu envolve considerar diversos aspectos da relação familiar, das experiências vividas e da forma como cada pessoa interpreta os acontecimentos.

    Também chama a atenção o impacto que essa situação teve na sua saúde física e emocional. Quando experiências de sofrimento começam a influenciar a maneira como enxergamos as pessoas e os relacionamentos, pode ser um sinal de que essas vivências ainda precisam ser elaboradas.

    Um processo de psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender essas emoções, ressignificar essa experiência e fortalecer recursos para que ela não continue determinando a forma como você se relaciona consigo mesmo e com os outros. Isso não significa minimizar o que aconteceu, mas ajudá-lo a cuidar das marcas que essa vivência deixou.

    Espero ter ajudado. Desejo que você encontre um espaço de acolhimento onde possa falar sobre essa experiência com respeito e sem julgamentos. Você não precisa lidar com esse sofrimento sozinho.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Obrigada por compartilhar sua dúvida.

    Pelo que você descreve, parece haver um padrão em que a busca constante por novos conteúdos e o perfeccionismo acabam dificultando a continuidade das tarefas e impactando o seu trabalho. Esse tipo de dificuldade pode gerar bastante frustração, principalmente quando existe a sensação de estar sempre se preparando, mas com dificuldade para colocar em prática o que é importante.

    A psicoterapia pode, sim, ser um espaço para compreender melhor esse funcionamento. Mais do que focar apenas no comportamento de comprar livros ou cursos, o processo terapêutico busca entender o que mantém esse padrão, quais pensamentos, emoções e expectativas estão envolvidos e como isso afeta sua rotina e seus objetivos.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, conta com estratégias que podem auxiliar na identificação e na modificação de padrões que contribuem para a procrastinação, o perfeccionismo e a dificuldade de manter o foco. No entanto, é importante lembrar que cada caso é único e que uma avaliação individual é fundamental para compreender o que está acontecendo e definir a melhor forma de acompanhamento.

    Espero ter ajudado. Se essas dificuldades têm interferido no seu desempenho profissional ou na sua qualidade de vida, buscar apoio psicológico pode ser um passo importante para desenvolver uma relação mais equilibrada entre aprendizado e ação.


  • Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence

    Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
    É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
    Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
    O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
    Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Antes de responder à sua dúvida, gostaria de fazer uma pergunta que considero importante para oferecer uma orientação mais precisa: **como foi exatamente esse acompanhamento? Tratava-se de um processo de psicoterapia ou de uma avaliação psicológica?**

    Essa diferenciação é relevante porque cada modalidade possui objetivos, métodos e documentos específicos previstos pelas normas do Conselho Federal de Psicologia. Em uma **psicoterapia**, o foco é o acompanhamento terapêutico e a promoção da saúde mental, enquanto na **avaliação psicológica** o objetivo é responder a uma demanda específica por meio de procedimentos técnicos, podendo resultar em documentos como laudos, pareceres ou relatórios, conforme a finalidade da avaliação.

    De forma geral, o Código de Ética Profissional do Psicólogo e as resoluções do Conselho Federal de Psicologia garantem ao paciente o direito de solicitar documentos psicológicos, desde que sejam tecnicamente cabíveis e elaborados de acordo com a finalidade para a qual foram produzidos. O prontuário também possui regras específicas quanto ao acesso e ao conteúdo, sendo importante analisar o contexto do atendimento e o tipo de documento solicitado.

    Com mais informações sobre como ocorreu esse acompanhamento, será possível esclarecer quais documentos podem ser solicitados, quais são os direitos do paciente e quais são os deveres éticos do psicólogo nessa situação.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Obrigada por compartilhar o que está sentindo.

    Pelo que você descreve, essa experiência parece ainda ter um impacto importante na sua vida. Quando uma relação fica marcada por sentimentos de arrependimento, idealização ou por questões que parecem não ter sido elaboradas, é natural que ela continue ocupando espaço nos pensamentos, mesmo com o passar dos anos.

    Ao mesmo tempo, o fato de você comparar relacionamentos atuais com essa experiência pode indicar que ainda existem emoções que merecem ser compreendidas com mais cuidado. Isso não significa, necessariamente, que essa pessoa seja a única possibilidade de felicidade, mas pode ser um sinal de que há aspectos dessa história que ainda precisam ser processados.

    Um acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço seguro para compreender esses sentimentos, elaborar o que aconteceu, lidar com a culpa, com as expectativas e entender como essa vivência tem influenciado sua vida afetiva e suas escolhas no presente. Esse processo pode ajudá-lo a construir relações mais saudáveis e alinhadas com o que você deseja para o seu futuro.

    Se sentir que esse sofrimento tem sido frequente ou tem interferido na sua qualidade de vida, considere buscar um psicólogo. Cuidar dessas emoções pode ser um passo importante para seguir em frente com mais clareza e bem-estar.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nicoly Luiz Fontenele

    Olá! Obrigada por compartilhar uma questão tão delicada.

    O que você descreve demonstra o quanto essa experiência ainda provoca sofrimento. Sentimentos de culpa e arrependimento podem permanecer por algum tempo após um acontecimento que vai contra os nossos valores, mesmo quando houve diálogo e perdão por parte do parceiro.

    A necessidade frequente de relembrar o ocorrido, repetir a história ou buscar constantemente a confirmação de que foi realmente perdoada pode estar relacionada a diferentes fatores psicológicos. Em algumas situações, esse padrão pode ocorrer em quadros de ansiedade, enquanto em outras pode fazer parte de manifestações do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), especialmente quando há pensamentos persistentes e uma necessidade intensa de obter alívio por meio da busca de certezas ou confirmações. No entanto, esses sinais, por si só, não são suficientes para concluir que exista um diagnóstico. Uma avaliação psicológica é essencial para compreender o contexto, a frequência, a intensidade desses sintomas e o impacto que eles têm na sua vida.

    A boa notícia é que é possível trabalhar esse sofrimento. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender a origem dessa culpa, desenvolver uma relação mais compassiva consigo mesma e reduzir a necessidade de buscar confirmações constantes, favorecendo formas mais saudáveis de lidar com os pensamentos e as emoções.

    Se esse sofrimento tem sido recorrente e está interferindo na sua qualidade de vida ou no seu relacionamento, considere buscar acompanhamento psicológico. Você não precisa enfrentar esse processo sozinha, e existe tratamento para ajudá-la a lidar com essas dificuldades de maneira mais leve e saudável.


Perguntas frequentes

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