Perguntas do paciente (197)

  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Boa tarde! Antes de tudo, obrigada pela confiança em compartilhar isso. O que você está vivendo merece ser acolhido com cuidado e escuta. Muitas vezes, ansiedade e estresse se entrelaçam, e pode ser difícil distinguir exatamente de onde vem o sofrimento. Mas a verdade é que, mais do que dar um nome preciso de imediato, o mais importante é criar um espaço onde você possa falar livremente sobre o que está sentindo, sem julgamentos, sem pressa.

    Na psicanálise, a avaliação não é feita apenas por questionários ou classificações, mas pela escuta da sua fala. Um primeiro encontro já nos permite começar a compreender o que está se repetindo, onde estão os pontos de maior sofrimento e por onde podemos iniciar o trabalho. Não se trata de rotular, mas de entender o que está em jogo para você, nesse momento da sua vida.

    Se você quiser, podemos agendar uma primeira conversa. Será um espaço só seu, onde a sua experiência vai poder ser escutada com atenção e seriedade. A partir daí, podemos pensar juntas(o) os próximos passos.

    Estou à disposição.


  • Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad

    Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Obrigada por compartilhar o que você tem vivido. Suas palavras mostram claramente o peso que você tem sentido nos últimos tempos.

    O que você descreve como desânimo, cansaço constante, irritabilidade, vontade de se isolar e medo são realmente sinais que podem estar ligados a um quadro de depressão mas também pode ser outros fatores. A depressão, muitas vezes, se manifesta de formas silenciosas, com uma sensação de vazio, uma exaustão que não passa, e uma dificuldade de lidar com as próprias emoções.

    Quando falamos de sintomas como esses, é importante não só pensar no diagnóstico, mas também na forma como você tem vivido isso, e como isso tem impactado sua qualidade de vida. Sentir-se esgotado ao acordar, como se o sono não fosse suficiente, e querer se isolar das pessoas, são formas de defesa do seu corpo e da sua psique contra um sofrimento profundo.

    Na psicanálise, não apenas o diagnóstico é importante, mas entender o que esses sintomas significam no seu contexto de vida. O que é esse medo? O que você sente que está te afastando das pessoas? Como o sono e o isolamento se tornam um refúgio? Isso pode abrir portas para que, ao invés de só lidar com os sintomas, você consiga também entender melhor o que está em jogo e como cuidar de si mesma.

    Se você sentir que esse mal-estar está te consumindo e dificultando a sua vida, pode ser um bom momento para procurar alguém que te escute sem pressa de soluções prontas. A terapia é um espaço onde podemos parar e realmente olhar para o que está acontecendo, com mais paciência e acolhimento.

    Estou à disposição para conversar mais sobre isso.


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Essa é uma dúvida muito comum, especialmente para quem nunca fez acompanhamento psicológico antes e é muito bom que você esteja buscando orientação, porque esse já é um gesto importante de cuidado consigo.

    Diante de tantas abordagens e especialidades na psicologia, pode parecer confuso mesmo saber por onde começar. Mas a boa notícia é que você não precisa ter todas as respostas antes de iniciar. Se você está sentindo que algo não vai bem, como ansiedade, tristeza persistente, desânimo, medos ou dúvidas sobre si, já existe aí um ponto legítimo que merece ser escutado com atenção.

    Um bom primeiro passo seria procurar um(a) psicólogo(a) clínico(a). A partir da escuta profissional, será possível entender melhor o que está em jogo no seu sofrimento e, se for o caso, diferenciar se o que você está vivenciando se aproxima mais de um quadro ansioso, depressivo ou de outra ordem. Não é necessário ter um "diagnóstico fechado" para começar, pelo contrário: muitas vezes, é através do processo de fala que as coisas começam a se esclarecer.

    Na psicanálise, por exemplo, trabalhamos com a escuta singular de cada sujeito. O foco não está apenas em "dar um nome" ao sintoma, mas em entender o que esse sintoma diz sobre a sua história, seus afetos, suas repetições. É um caminho que não oferece fórmulas prontas, mas que pode te ajudar a se escutar de um jeito novo e, com isso, construir saídas mais próprias e menos sofridas.

    Então, se você sente que é hora de olhar para isso com mais profundidade, marque uma primeira conversa. Não precisa saber tudo agora. O essencial é que você já deu o passo mais difícil: reconhecer que algo pede atenção.

    Quando desejar, estarei à disposição para escutar.


  • Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de

    Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Obrigada por compartilhar sua dor! Só o fato de você colocar isso em palavras já é um passo muito importante e corajoso.

    Quando a vida parece travar e o corpo responde com esse aperto no peito, essa sensação de desmaio, de medo constante, é como se algo dentro de nós gritasse por cuidado. Às vezes, o que estamos vivendo não encontra explicação nos exames médicos, mas isso não significa que o sofrimento não seja real, muito pelo contrário. A angústia tem muitos caminhos para se manifestar, e o corpo é um deles.

    Você pergunta se um dia voltará a ser “normal”. Na psicanálise, a gente não fala de “normal” como um padrão a ser atingido, mas sim do seu jeito singular de viver, de sentir, de estar no mundo. É possível, sim, que você encontre um caminho onde essa dor não pese tanto, onde a ansiedade não dite o ritmo da sua vida, onde você possa se sentir mais viva, mais inteira. Mas isso não vem de fora, isso se constrói, aos poucos, num espaço de escuta, de respeito, onde você possa falar de tudo isso sem medo.

    O que você sente merece ser acolhido com delicadeza, e você não precisa passar por isso sozinha. A psicoterapia, especialmente com uma escuta psicanalítica, pode te ajudar a colocar em palavras esse sofrimento que hoje parece sem saída. Porque às vezes, o que mais dói é justamente aquilo que ainda não conseguimos dizer.

    Se puder, procure um profissional com quem você se sinta segura para falar, alguém que possa caminhar com você nesse processo. Você merece esse cuidado.

    Estou por aqui se quiser conversar mais.


  • Na minha adolescencia tive complexo de inferioridade, não gostava da minha letra e hoje minha mão fi

    Na minha adolescencia tive complexo de inferioridade, não gostava da minha letra e hoje minha mão fica tremula ao escrever em publico. Mão direita. Tem algum remedio para aliviar esse constrangimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    O que você descreve com tanta sinceridade aponta para algo que atravessa o corpo, mas que não se explica apenas por ele. A mão que treme quando está diante do olhar do outro, a escrita que já foi alvo de julgamento ou de autocrítica, o constrangimento que se antecipa... tudo isso nos fala de uma cena subjetiva, que se repete, mesmo quando os contextos mudam.

    A adolescência, com suas intensidades, muitas vezes marca de forma profunda como passamos a nos ver. É um tempo em que o olhar do outro pesa, molda, machuca. E quando esse olhar se torna fonte de vergonha ou de comparação, o corpo aprende a responder à sua maneira com recuos, com tremores, com defesas que, mesmo involuntárias, dizem muito.

    Na psicanálise, não costumamos buscar uma solução imediata ou um "remédio" para o sintoma, porque entendemos que o sintoma carrega uma função, uma história. Ele é uma forma de linguagem, uma tentativa, ainda que dolorosa, de dizer algo que talvez não tenha encontrado outra via. Quando a escrita em público se torna difícil, talvez não seja apenas da caligrafia que se trata, mas de algo mais antigo: a forma como você se sentiu visto, avaliado, ou mesmo diminuído ao tentar se expressar.

    O convite da análise é justamente esse: criar um espaço em que essas histórias possam emergir com mais liberdade. Um espaço em que você possa se escutar e, aos poucos, compreender por que seu corpo responde assim e o que ele tem tentado sustentar ou evitar com esse gesto.

    Não se trata de normal ou anormal, de certo ou errado. Trata-se de singularidade. Do modo como cada um construiu sua forma de estar no mundo. E sim, há alívio possível, mas ele não vem de um apagamento do sintoma, e sim da possibilidade de dar a ele um novo lugar, um novo sentido.

    Se você sentir que esse caminho pode fazer sentido, podemos conversar. Meu consultório está aberto para te acolher nesse percurso.


  • Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na

    Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na minha vida e tenho focado nisso,porém não estava nos meus planos apaixonar pela minha terapeuta,por conselho e pesquisa sobre o assunto criei coragem e falei para ela,só que se é uma "transferencia" não deveria estar cessando? pq está aumentando ? eu devo trocar de profissional? Não estou sabendo lidar com isso e está dificil! O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá… eu leio o que você traz com muito respeito, porque tem muita coragem aí, tanto por estar em terapia depois de momentos tão difíceis, quanto por ter conseguido falar sobre algo tão delicado com a sua terapeuta.

    Eu sou Nilzelly Martins, psicóloga e psicanalista, e quero te dizer, com muita clareza: o que você está sentindo não é estranho, nem errado… e também não é pequeno.

    Se apaixonar pela terapeuta pode ser muito confuso, eu sei. Ainda mais quando você já está lidando com dores profundas, como as tentativas de suicídio. Mas, dentro da clínica, isso tem um nome e um lugar, chamamos isso de transferência.

    E aqui tem um ponto importante: a transferência não é algo que simplesmente “passa” rápido ou desaparece quando a gente percebe. Pelo contrário… muitas vezes, quando ela é reconhecida e colocada em palavras, como você fez, ela pode até se intensificar.

    Isso não significa que está “dando errado”.
    Significa que algo muito importante do seu mundo emocional está aparecendo ali.

    A terapia é um espaço onde sentimentos profundos encontram um lugar seguro para surgir. E, às vezes, esses sentimentos vêm na forma de amor, de vínculo, de desejo de proximidade… especialmente quando você se sente escutado, acolhido, visto de uma forma que talvez tenha faltado em outros momentos da sua vida.

    O mais importante aqui não é “eliminar” esse sentimento, mas poder falar sobre ele, como você já começou a fazer.

    Agora, sobre a sua dúvida: você deve trocar de profissional?

    Eu diria que não necessariamente.

    A questão principal não é o fato de você estar sentindo isso, mas como isso está sendo conduzido dentro da terapia. Se a sua terapeuta consegue sustentar esse espaço com ética, escuta e clareza, sem te afastar, sem te invadir, sem transformar isso em algo fora do setting terapêutico, então isso pode, inclusive, se tornar uma parte muito rica do seu processo.

    Mas existe um limite importante: se esse sentimento está te deixando mais angustiado do que ajudando, se você sente que não consegue mais se expressar livremente, ou se isso está te desorganizando emocionalmente… então isso precisa ser olhado com muito cuidado, junto com ela.

    Você não precisa lidar com isso sozinho.

    E tem algo muito essencial que eu quero te dizer: o fato de você estar se implicando nisso, se questionando, buscando entender… mostra o quanto você está, de fato, em processo.

    Talvez, mais do que tentar “resolver” esse sentimento agora, o caminho seja continuar colocando isso em palavras. Dizer como isso cresce, como te afeta, o que você imagina, o que você sente falta… porque é aí que algo começa a se transformar.

    E, se em algum momento você sentir que esse espaço não está sendo suficiente para te sustentar, ou que você precisa de um outro tipo de escuta, tudo bem também buscar outro profissional. Mas não como uma fuga do que você sente… e sim como um cuidado com você.

    Você não está errado por sentir.
    Você está vivo… e em contato com algo muito profundo.

    E isso, mesmo que agora seja difícil, também pode ser parte do seu caminho de reconstrução.


  • Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e t

    Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e tomei Citalopram, depois mudei para o Exodus. agora parei com tudo uns 5 dias.Tenho Sindrome do Panico a muitos anos, com a morte da minha irma fiquei com depressao severa.Os medicamentos nao ajudam muito.Nem Terapia.Me isolei de todos, penso na minha irma toda hora, nao posso falar sobre o assunto com ninguem desde o falecimento dela.Nem com minha familia.Ninguem fala sobre a morte dela.Sei que meu pai esta tao mal quanto eu.Mas o resto , vida que segue.Eu nao consigo seguir minha vida, talvez por isso.Fiz tratamento com uma psicologa que nao ajudou nada.Agora sem medicaçao parece que foi ontem que aconteceu tudo.Lembro da minha irma ali sendo velada.Minha querida e amada irma.Choro muito.Dificil de acreditar.Ela estava me ajudando a superar minhas crises, de repente ela fica doente e morre.Nao moramos no mesmo Estado.Minha familia toda mora em Curitiba .Eu e meu filho em Santa Catarina, Bombinhas.Eramos muito unidas sempre. Agora me sinto perdida e sem rumo.Nao posso falar da minha dor.Remedios apenas aliviam no momento.O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Boa tarde… eu leio o que você escreveu com muito cuidado, e quero começar te dizendo algo importante: a sua dor faz sentido.

    Eu sou Nilzelly Martins, psicóloga e psicanalista, e o que você descreve não é apenas um luto “que demorou demais”. É um luto que não pôde ser vivido com espaço, com palavra, com acolhimento. E isso muda tudo.

    Perder alguém tão próxima, tão significativa como uma irmã, ainda mais alguém que te ajudava justamente nos momentos de maior fragilidade, não é algo que simplesmente “passa com o tempo”. Quando você diz que parece que foi ontem, isso me chama muita atenção… porque, de certa forma, para você, essa perda ainda está acontecendo. Ela não pôde ser elaborada, simbolizada, colocada em palavras.

    E existe um ponto muito delicado no que você trouxe: você não pode falar sobre isso.
    Quando a dor não encontra lugar no outro, ela fica sem saída dentro da gente. E aí ela não se transforma, ela se repete, volta, insiste. As imagens, as lembranças do velório, o choro que vem com força… tudo isso não é um sinal de fraqueza, mas de algo que ainda precisa ser escutado.

    Você não está “presa” porque quer. Você está tentando, sozinha, sustentar algo que é grande demais para ser carregado sem apoio.

    Sobre os medicamentos… eles podem, sim, ajudar a aliviar os sintomas, especialmente sob prescrição médica em quadros de Síndrome do Pânico e depressão, mas eles não tocam diretamente nesse lugar da perda, do vínculo, do que foi interrompido de forma tão dolorosa. Por isso, muitas vezes, parece que ajudam só “por um momento”.

    E quando você me diz que a terapia não ajudou, eu levo isso muito a sério. Nem todo encontro terapêutico consegue, de fato, criar esse espaço de escuta que você precisava. E isso pode gerar uma sensação de frustração, até de desistência.

    Mas isso não significa que não exista um caminho possível.

    Na psicanálise, a gente não tenta fazer você “superar” ou esquecer. A gente te oferece um espaço onde essa dor pode finalmente ser dita sem pressa, sem julgamento, sem ser interrompida. Onde você pode falar da sua irmã, da falta, da revolta, do amor… tudo aquilo que ficou sem lugar até agora.

    Porque existe algo muito importante: o luto não se resolve quando você deixa de amar ou de lembrar. Ele se transforma quando você pode dar um lugar para essa pessoa dentro da sua história, sem que isso te paralise.

    Hoje, parece que você ficou sem chão, sem direção… e isso é compreensível. Era um vínculo muito forte, muito estruturante para você.

    E eu também escuto a sua solidão nisso tudo. Estar distante da família, sentir que ninguém fala sobre isso, perceber que seu pai também sofre, mas em silêncio… tudo isso vai isolando ainda mais a dor.

    Você não deveria precisar atravessar isso sozinha.

    O que eu te diria, com muito cuidado, é: talvez o próximo passo não seja tentar “ficar bem” ou voltar a ser quem você era antes. Talvez seja encontrar um espaço onde você possa, pela primeira vez, falar livremente sobre tudo isso. Onde a sua dor não precise ser escondida, nem diminuída.

    Porque ela merece existir e você merece não carregar isso sozinha.

    E, se em algum momento você sentir que faz sentido tentar novamente, com um outro tipo de escuta, eu posso te acompanhar nesse processo… com respeito ao seu tempo, à sua história, e a tudo aquilo que ainda precisa ser dito.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Obrigada por compartilhar sua experiência com tanta sinceridade e coragem. Tudo o que você viveu nos últimos meses é intenso e muito sensível. Atravessar uma crise de ansiedade e, logo depois, ter que lidar com uma situação tão grave com sua mãe certamente mobiliza afetos profundos, mesmo quando, à primeira vista, parece que conseguimos “lidar bem”.

    Às vezes, o corpo reage com um certo atraso - é como se aquilo que foi vivido só começasse a cobrar espaço depois, quando tudo aparentemente já passou. Essa tristeza recente, o desânimo, a confusão… podem estar ligados a esse acúmulo de dores não ditas, não escutadas, que ainda não encontraram lugar para se expressar.

    Você menciona que já fez terapia antes e que as experiências não foram boas. E isso é importante: a relação com o terapeuta precisa ser de confiança, de respeito, de escuta verdadeira e, infelizmente, nem sempre encontramos esse espaço de primeira. Mas isso não significa que ele não exista.

    Na psicanálise, não se trata de dar conselhos, nem de forçar um caminho, mas sim de oferecer um espaço em que você possa, pouco a pouco, se escutar e entender o que tem se passado aí dentro, sem precisar justificar o que sente. É um processo muito singular, no seu tempo, e que pode fazer diferença justamente quando as palavras parecem difíceis ou inexistentes.

    A medicação tem um papel importante, claro, mas há coisas que só se transformam quando têm espaço para ser ditas, mesmo que de forma fragmentada, confusa ou silenciosa no início. Talvez valha dar uma chance a um novo encontro, não com a terapia em si, mas com uma escuta que realmente se abra para você.

    Se quiser conversar mais sobre isso, estou aqui.


  • fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep

    fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    O que você compartilha é muito mais comum, e mais legítimo, do que parece. Relações que vão e voltam, sentimentos que oscilam entre querer estar perto e desejar distância, o medo de repetir os mesmos padrões... tudo isso fala de algo que não está apenas na superfície do relacionamento, mas que toca camadas mais profundas da sua história, dos seus afetos e das marcas que os vínculos deixam em nós.

    Na psicanálise, a gente não olha para essas repetições como “erros” ou “falta de juízo”, mas como algo que precisa ser escutado com mais profundidade. Quando você diz “não consigo me entender”, isso já aponta para uma divisão interna que merece atenção. Há em você um desejo, talvez contraditório, talvez confuso, que precisa encontrar espaço para ser dito, escutado, elaborado.

    Muitas vezes repetimos situações, mesmo aquelas que nos fazem sofrer, porque algo nelas nos é familiar. Não por escolha racional, mas por uma lógica inconsciente que carrega marcas do passado, da infância, dos primeiros laços. E enquanto essas marcas não encontram palavra, elas seguem operando, conduzindo escolhas, mantendo impasses, provocando dúvidas.

    Por isso, mais do que um conselho pronto (que, na verdade, quase nunca resolve), o que posso te oferecer é a possibilidade de escutar o que essa repetição está tentando dizer. O que está em jogo para você nessa relação? O que se repete? O que você espera, o que teme, o que se cala? Essas são perguntas que só você pode responder, mas não precisa ser sozinha.

    Em análise, você encontra um espaço para se ouvir, com liberdade e sem julgamento. E, com o tempo, pode se apropriar mais do seu desejo, reconhecer o que é seu e o que talvez tenha sido vivido por inércia ou por medo. Isso não garante que tudo “dará certo”, mas pode transformar sua forma de estar nos relacionamentos, com mais autoria, mais clareza e menos sofrimento repetido.

    Se você sente que é hora de entender o que se repete em sua história e por quê, estarei aqui para escutar e construir contigo esse espaço e momento de cuidado, com respeito e delicadeza.


  • Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv

    Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    O que você descreve é mais comum do que parece e o fato de os exames físicos estarem normais já é um passo importante, pois ajuda a excluir causas orgânicas. Quando o corpo “fala” através da respiração, como essa sensação de falta de ar que vem e vai, sem explicação médica aparente, muitas vezes estamos diante de um sofrimento psíquico que encontrou no corpo um modo de se expressar.

    Na psicanálise, não vemos esses sintomas como algo “inventado” ou imaginário, mas como reais e legítimos. O corpo sente de verdade. E quando palavras ainda não dão conta de dizer o que está sendo vivido, o corpo pode acabar tomando esse lugar de expressão. É como se ele dissesse, no seu próprio idioma, que algo está demais, alguma tensão, angústia ou conflito interno que talvez ainda não esteja claro, mas insiste em se manifestar.

    Por isso, sim, pode ser de ordem psicológica. Mas não no sentido de ser "menos importante". Pelo contrário: é um pedido de escuta. Em um processo analítico, o sintoma não é algo a ser simplesmente cortado ou controlado, mas ouvido. E, com o tempo, à medida que você fala e é escutada de um jeito novo, esse sintoma pode começar a perder força, porque encontra espaço para se traduzir em palavras.

    Se você sentir que é hora de olhar para isso com mais profundidade e cuidado, a análise pode ser um caminho potente. Estarei à disposição para te acompanhar nesse processo, no seu tempo, no seu ritmo.


  • Não consigo respirar quando está ventando muito, ou por exemplo, quando fico de frente de um ventila

    Não consigo respirar quando está ventando muito, ou por exemplo, quando fico de frente de um ventilador muito forte. É como se os pulmões se contraíssem. Vi que pode ter a ver com uma resposta instintiva do corpo chamada de 'diving reflex', que confunde o fluxo de ar com a água. Como pode ser tratado este problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Agradeço por partilhar essa experiência tão específica e, ao mesmo tempo, tão angustiante.

    A dificuldade em respirar diante de vento forte ou ventiladores pode sim ter múltiplas causas: algumas ligadas ao corpo em sua dimensão fisiológica, como você mencionou com o diving reflex, mas também pode haver algo na experiência subjetiva que merece escuta.

    Na psicanálise, especialmente na linha lacaniana, não separamos o corpo do sujeito. O corpo não é apenas biológico, ele é atravessado pela linguagem, pelas marcas da nossa história, pelas experiências que nem sempre conseguimos lembrar com clareza, mas que continuam atuando. Às vezes, o corpo responde de forma intensa a algo que, conscientemente, não conseguimos nomear. E o sintoma, como esse que você relata, pode ser uma dessas respostas.

    A sua sensibilidade ao vento pode estar dizendo algo que ainda não pôde ser simbolizado, algo que o corpo insiste em expressar. Não é sobre "curar" o sintoma de forma direta, como quem apaga um incômodo, mas sim criar um espaço de escuta onde ele possa ser atravessado, nomeado, e quem sabe, transformado.

    O tratamento, nesse caso, pode ser iniciado por uma escuta psicanalítica, um lugar em que você possa falar livremente, sem pressa e sem julgamentos, para que o sintoma possa encontrar outro lugar que não seja mais o do corpo.

    Você não está sozinha, e há caminhos possíveis a partir da sua pergunta, que já é, por si, um ato de cuidado.


  • Concretizar metas num esforço tem estabilidade? É possível que a maioria das pessoas com mentalidade

    Concretizar metas num esforço tem estabilidade? É possível que a maioria das pessoas com mentalidades diferentes estejam focando em algo nos fatores ambientais relacionado a ponto de se tornarem eficientes em tais objetivos saudáveis?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Sua pergunta traz um tom reflexivo que toca numa questão muito presente na vida contemporânea: a busca por concretizar metas, por atingir objetivos tidos como saudáveis ou produtivos, num mundo que valoriza o desempenho e a eficácia. Mas o que sustenta de fato esse esforço? E o que ele encobre?

    Quando você menciona “estabilidade”, é possível que esteja se referindo a um desejo de firmeza, de constância, de um eixo que organize a própria ação no mundo. Mas na perspectiva psicanalítica, especialmente na orientação lacaniana, a estabilidade é uma ilusão necessária. Ela sustenta o sujeito, mas não sem custos. O que nos move, o que nos faz desejar, muitas vezes escapa ao nosso controle e à lógica da organização. O sujeito é dividido, marcado pela linguagem, atravessado por faltas e por um desejo que nem sempre é claro ou funcional.

    A eficiência que você menciona, e que parece estar em jogo em relação às metas, é também atravessada por discursos contemporâneos que valorizam o rendimento acima da escuta do desejo. Há um risco aí: o de nos submetermos a ideais de produtividade e saúde que não necessariamente correspondem àquilo que nos constitui de forma singular. O que é “saudável” para um pode ser sintoma para outro.

    Quando muitas pessoas parecem convergir em torno de metas semelhantes, com mentalidades semelhantes, é importante perguntar: isso se dá por identificação ou por alienação? Estão essas pessoas respondendo a algo de si, ou se conformando a um ideal que mascara o mal-estar? A psicanálise convida justamente a essa investigação: por que eu desejo o que desejo? O que me move, além do que sei de mim?

    A análise não vem propor um método para atingir metas, mas oferecer um espaço onde o sujeito possa escutar o que está em jogo no seu esforço, nos seus fracassos e nas suas repetições. Por vezes, ao escutar a si mesmo, é possível perceber que a meta que se perseguia com tanto afinco era, na verdade, uma tentativa de silenciar uma dor, de se proteger de uma angústia.

    A psicanálise propõe que, ao invés de buscar uma estabilidade rígida, possamos construir uma relação mais viva com a instabilidade que nos constitui, não para sofrer indefinidamente, mas para criar algo de novo a partir do que nos atravessa.

    Se você sente que há algo em jogo que merece ser escutado com mais profundidade, a análise pode ser esse lugar. Um lugar onde o sujeito não precisa ser eficiente, apenas verdadeiro no encontro com o que dele escapa. Se desejar, estou aqui para construir contigo essa caminhada.


  • Minha filha de 19 anos,tem uma timidez excessiva que esta atrapalhando a vida dela.Ela abandonou a faculdade

    Minha filha de 19 anos,tem uma timidez excessiva que esta atrapalhando a vida dela.Ela abandonou a faculdade pelo fato de ter vergonha de responder a chamada e não ter feito nenhum amigo,na escola ela ainda tinha o irmão mais novo dela no intervalo.Ela lê livros o dia todo sozinha,oque faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Quando uma mãe ou um pai se angustia diante do sofrimento de uma filha, é comum que venha também o desejo de encontrar rapidamente uma solução. E esse desejo é profundamente legítimo, afinal, amar é também querer que o outro viva, cresça, se encontre. Mas há formas de sofrimento que não se resolvem com conselhos ou incentivos diretos. Muitas vezes, é preciso que esse sofrimento encontre espaço para ser escutado.

    A timidez que você nomeia como “excessiva” pode estar dizendo algo sobre como sua filha tem vivido as exigências do laço social, os olhares dos outros, a expectativa de desempenho, o medo de errar. Abandonar a faculdade por vergonha de responder à chamada talvez soe, para alguns, como exagero. Mas para ela, certamente, foi o único caminho possível diante daquilo que se tornava insuportável. Quando o mal-estar chega a esse ponto, o silêncio pode parecer mais seguro que o risco do encontro. O livro, mais acolhedor que o outro.

    Na psicanálise, não partimos da ideia de corrigir comportamentos, mas de escutar o que está em jogo nesse modo singular de estar no mundo. O que essa timidez protege? O que ela evita? O que se calou para que fosse possível seguir vivendo? Essas são perguntas que não têm respostas prontas, mas que podem se desdobrar no tempo da análise, se houver um espaço de fala que não julga, que não pressiona, mas que aposta no sujeito que ali se apresenta, mesmo que de forma retraída.

    Você pergunta: “O que faço?”. Talvez o primeiro passo seja reconhecer que sua filha não precisa de um empurrão, mas de um lugar onde possa se escutar. E isso pode começar com um gesto simples: acolher sua dor sem apressá-la, sem dizer o que ela deveria fazer, mas deixando claro que há possibilidades, inclusive a de procurar uma escuta profissional que a ajude a se aproximar de si mesma, no tempo e no modo que forem possíveis para ela.

    Se você desejar, posso acolher sua filha no percurso analítico. A escuta da psicanálise não pretende moldá-la, mas criar um espaço para que ela mesma possa, aos poucos, sustentar uma presença no mundo que não lhe seja tão angustiante. Cada sujeito tem um modo único de se afetar, e é a partir disso, e não contra isso, que o trabalho se faz.


  • Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar

    Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    O que você está sentindo é mais comum do que parece e faz muito sentido diante do que você viveu. Relacionamentos abusivos deixam marcas profundas, e é natural que surja medo de se abrir novamente ou confusão sobre os próprios sentimentos. Sentir falta de pessoas que te machucaram não é “anormal”, é o seu psíquico tentando lidar com a experiência, misturando memória, afeto e necessidade de conexão.

    O acompanhamento psicológico é fundamental nesse momento. Um psicólogo clínico ou psicanalista pode ajudá-la a compreender os padrões emocionais que se repetem, ressignificar os traumas e recuperar a capacidade de se relacionar de forma segura e saudável. É um espaço para se reconectar consigo mesma, entender seus limites e desejos, e aprender a construir vínculos que realmente façam bem.

    Buscar ajuda agora é um ato de cuidado e coragem, e não apenas para superar experiências passadas é para se permitir viver relações futuras com mais consciência, presença e respeito por si mesma.


  • Qual é o tempo médio [quantas semanas ou meses] para o tratamento da timidez pela psicologia ter eficácia? Também

    Qual é o tempo médio [quantas semanas ou meses] para o tratamento da timidez pela psicologia ter eficácia?
    Também quero saber quais são as técnicas utilizadas pela psicologia para o tratamento da timidez. A pessoa fica desinibida, falante, comunicativa? Aguardo resposta[s]. Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Essa é uma pergunta muito comum, e carrega consigo uma expectativa legítima: a de encontrar alívio, transformação e talvez até uma nova forma de se colocar no mundo. Mas na psicanálise, quando nos perguntam "quanto tempo leva?", a resposta não costuma vir em semanas ou meses. Não por desinteresse ou evasão, mas porque cada sujeito tem sua própria história, seus tempos, seus modos de se afetar e de elaborar.

    A timidez, do ponto de vista psicanalítico, não é um traço a ser "curado" ou extinto como se fosse algo estranho ao sujeito. Ela pode ser expressão de muitas coisas: uma forma de se proteger de um olhar invasivo, um modo de lidar com a angústia do encontro com o outro, ou até uma resposta diante da exigência de desempenho constante. Quando alguém diz “sou tímido”, nos perguntamos: o que essa timidez está sustentando? O que ela impede de vir à tona?

    Na psicanálise, não utilizamos técnicas padronizadas ou protocolos. O que nos orienta é a escuta atenta e singular de cada sujeito. Não partimos de uma ideia de norma, como ser "desinibido", "falante" ou "comunicativo", mas buscamos compreender o que, na história daquele que fala, levou a construir essa relação com a fala, com o corpo, com o olhar do outro.

    A transformação, quando acontece, não é forçada de fora para dentro. Ela se dá na medida em que o sujeito se autoriza a ocupar um novo lugar, a sustentar o desejo com mais liberdade, e a criar novos modos de estar no mundo que não sejam marcados pelo sofrimento. E, às vezes, isso não implica "deixar de ser tímido", mas poder se reconhecer e se afirmar como alguém que, mesmo com certa reserva, pode desejar, criar, se relacionar à sua maneira.

    Se você sente que essa questão lhe causa sofrimento, talvez seja um bom momento para iniciar uma análise. Não para se encaixar em um ideal de comportamento, mas para compreender o que sua timidez diz de você e o que, de fato, você deseja transformar.

    Caso deseje trilhar esse percurso comigo, meu consultório está aberto para acolher sua história, com escuta ética e comprometida com sua singularidade.


  • Há 4 meses sinto pressão na testa e na bochecha, além de um pouco de dor nessas regiões e formigamento

    Há 4 meses sinto pressão na testa e na bochecha, além de um pouco de dor nessas regiões e formigamento no rosto, sintomas que aparecem e somem. Mas quando coloco a mão na região que incomoda a pressão some até eu retirá-la. Existe alguma doença que possa causar isso ou a causa seria psicossomática?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Agradeço por dividir algo tão inquietante.

    O que você descreve (pressão, dor e formigamento no rosto que aparecem e desaparecem, mas que aliviam ao toque) nos convida a escutar algo além do corpo físico. É muito importante que exames médicos tenham sido feitos (ou que sejam, caso ainda não tenha acontecido) para descartar causas neurológicas ou físicas. No entanto, quando os exames não indicam alterações e os sintomas persistem, abrimos espaço para pensar na dimensão psicossomática.

    Na psicanálise, especialmente na abordagem lacaniana, compreendemos que o corpo é atravessado pela linguagem, ou seja, o corpo fala. O sintoma, nesses casos, pode ser a forma que o inconsciente encontra para expressar algo que ainda não conseguiu se dizer de outra forma. Não quer dizer que o sintoma "não existe" ou que "está na sua cabeça", mas sim que ele tem uma verdade e que merece ser escutado com atenção.

    O gesto de colocar a mão sobre o rosto e perceber o alívio pode ter muitos sentidos, que só podem ser construídos junto com você, em um espaço de escuta. Pode ser uma forma inconsciente de "acalmar", "sustentar" ou até mesmo "proteger" algo que não está claro, mas que o corpo insiste em expressar.

    O trabalho analítico não busca eliminar o sintoma de imediato, mas abrir espaço para que você possa falar sobre ele, sobre o que o cerca, sobre sua história, suas experiências... E é nesse caminho que, muitas vezes, o corpo deixa de ser o único porta voz do sofrimento.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Existe um modo de tratar, sim: pela escuta, pela palavra, pelo tempo da sua verdade.

    Se sentir que faz sentido iniciar esse caminho de escuta e cuidado, estou por aqui para te acompanhar nessa construção.


  • Timidez excessiva: tem tratamento para isso? se sim,qual especialista procurar? lembrando que faço

    Timidez excessiva: tem tratamento para isso? se sim,qual especialista procurar?
    lembrando que faço tratamento com Sertralina e Risperidona para Toc e depressão nos ultimos 5 anos . a timidez vem desde a adolescencia e hoje com 27 anos isso já me causou desconforto demais...desja ja obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá!
    Gratidão por compartilhar algo tão importante e íntimo da sua história.

    Conviver com uma timidez que causa tanto desconforto ao longo dos anos não é algo pequeno — especialmente quando você já vem enfrentando outras questões, como TOC e depressão. Dá pra imaginar o quanto isso tudo pode pesar, ainda mais quando sentimos que a vida está passando e, por causa da timidez, deixamos de viver coisas que gostaríamos.

    Você pergunta se há tratamento. Sim, há. E é muito importante que você já esteja em acompanhamento com profissionais e fazendo uso de medicação, isso já mostra o quanto você tem se cuidado, mesmo com toda a dificuldade.

    Mas, quando a timidez permanece mesmo com tudo isso, talvez seja hora de olhar para ela de um jeito diferente, com mais profundidade. Às vezes, a timidez pode estar ligada a vivências que nos marcaram lá atrás, coisas que a gente nem sempre percebe ou entende muito bem sozinho. Por isso, conversar com alguém que escute sem julgamento e que te ajude a entender de onde vem esse medo de se expor, de falar, de ser visto… pode ser transformador.

    Um processo terapêutico mais voltado para a escuta da sua história, dos seus sentimentos e da sua forma de se relacionar com o mundo pode te ajudar a se sentir mais livre, mais à vontade com quem você é. O mais importante é saber que tem, sim, um caminho possível e ele começa a partir do momento em que você, como está fazendo agora, começa a procurar respostas.

    Se sentir que deseja dar esse passo, posso te ajudar a encontrar esse espaço de fala, de acolhimento, de cuidado. Você merece ser ouvido, com tempo, com carinho, com atenção.


Perguntas frequentes

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