Perguntas do paciente (197)
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Por favor algum médico me ajuda.Estou grávida e estou com depressão e com muito medo por favor.
Estou grávida e estou com depressão. Devo procurar algum especialista para obter alguma ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim… procurar ajuda é muito importante e muito corajoso. A gravidez costuma ser vista como um momento de alegria, mas, na realidade, ela desperta uma intensidade emocional enorme. O corpo muda, a vida muda, e junto com tudo isso vêm medos, dúvidas, memórias, e até dores antigas que voltam a aparecer.
Não é incomum que, nesse turbilhão, surjam sentimentos de tristeza, culpa ou até um vazio difícil de explicar.
A depressão na gestação não é um sinal de fraqueza, e sim um pedido de cuidado. Um chamado para que você não precise viver tudo isso sozinha. Sim, é fundamental procurar um profissional especializado, pode ser um psicólogo clínico, psicanalista ou psiquiatra. Há profissionais preparados para acolher esse momento com delicadeza, respeitando tanto a dimensão emocional quanto o cuidado com o bebê.
Em alguns casos, o acompanhamento conjunto (psicoterapia e, se necessário, avaliação psiquiátrica) pode ser o caminho mais seguro e restaurador. Buscar ajuda agora é um gesto de amor, por você e pelo seu bebê. Cuidar da sua mente é também cuidar da vida que está chegando. Você importa!
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Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida
Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida com a situação tive muitas perda a na família e esse quadro de ansiedade foi só agravando o que. Faco pra sai dessa rotina de transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por tudo que você tem vivido. Passar por perdas significativas na família já é um peso enorme, e somar a isso crises de ansiedade torna o dia a dia ainda mais difícil. Os sintomas que você descreve como palpitação, dores no peito, sensação de sobrecarga são manifestações reais do corpo e da mente diante do sofrimento. Eles não significam fraqueza, mas sim que algo dentro de você está pedindo atenção.
Sair dessa rotina de transtorno de ansiedade não precisa ser feito sozinho. Buscar acompanhamento psicológico é fundamental: um espaço seguro para escutar suas emoções, organizar os pensamentos e compreender como a ansiedade está se manifestando. Dependendo da intensidade, a avaliação médica ou psiquiátrica também pode ser necessária, para garantir cuidado físico e, se preciso, tratamento medicamentoso.
Além disso, pequenas estratégias do cotidiano, como respiração consciente, pausas para se reconectar com o corpo, rotina de sono e alimentação, ou atividades que tragam algum alívio, ajudam a reduzir os sintomas momentaneamente, mas não substituem o acompanhamento profissional.
A boa notícia é que é possível aprender a lidar com a ansiedade e recuperar um sentido de equilíbrio e presença na vida. Cada passo que você dá em direção a cuidado próprio já é um passo importante para sair dessa rotina difícil.
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Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me
Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dúvida é muito legítima, e escuto com frequência algo assim: “Eu tenho uma vida tranquila, não está acontecendo nada de grave... por que então essa ansiedade?” Isso, por si só, já mostra que a ansiedade não está necessariamente ligada a algo visível, imediato ou racional. Ela não depende, sempre, de um “motivo claro” no presente. E, definitivamente, não é um “defeito da pessoa”.
Na psicanálise, entendemos que a ansiedade ou, mais precisamente, a angústia pode surgir quando algo da nossa história, dos nossos desejos, dos nossos conflitos internos se aproxima demais da consciência, mesmo que a gente ainda não saiba nomear o que é. Às vezes, a ansiedade aparece quando estamos diante de escolhas, mudanças ou situações que tocam lugares sensíveis, mesmo sem parecer tão “grandes” do lado de fora. Pode ser algo que retorna de forma inconsciente, por repetições, expectativas internas, ou exigências que você talvez nem perceba que carrega.
Por isso, em análise, a gente não tenta apenas acalmar a ansiedade, mas escutar o que ela está tentando dizer. Porque ela não é um erro a ser corrigido, mas um sinal de que algo, muitas vezes recalcado ou não elaborado, está pedindo passagem. E quando esse algo encontra palavra, quando é trazido à fala e escutado com cuidado, a ansiedade costuma perder força.
Não há nada de “errado” com você. Há, sim, um sofrimento que merece ser ouvido com seriedade e delicadeza. E esse é justamente o trabalho que a psicanálise se propõe a fazer: abrir um espaço onde o que não tem nome ainda possa, pouco a pouco, ganhar contorno.
Se sentir que é o momento de começar esse caminho, estarei aqui!
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Por que é que a idea de me suicídar não me sai da cabeça? A mente de um indivíduo pode passar um di
Por que é que a idea de me suicídar não me sai da cabeça?
A mente de um indivíduo pode passar um dia inteiro a gerar ideias irracionais sobre a vida? Ideias como a sociedade devia funcionar?
Essa ansiedade e obsessão já me começam a matar por dentroRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
A ideia de suicídio que insiste, que não vai embora, que retorna dia após dia não é apenas um desejo de morte. Muitas vezes, é um grito silencioso por alívio. Por pausa. Por uma outra possibilidade que ainda não se conseguiu vislumbrar. É importante poder dizer: pensar em morrer não faz de você alguém fraco, irracional ou perdido. Faz de você alguém em sofrimento. E o sofrimento merece ser escutado com seriedade, sem julgamentos apressados.
Na psicanálise, olhamos para esses pensamentos não como meros sintomas a serem apagados, mas como forma de expressão de algo que, talvez, não tenha ainda encontrado um lugar para se dizer. Às vezes, a vida torna-se insuportável porque o sujeito sente-se fora de lugar, esmagado por ideais inalcançáveis, pressionado por normas sociais, ou tomado por uma angústia tão profunda que qualquer tentativa de compreensão parece falhar. A mente, então, se ocupa, se defende, até produzindo ideias, teorias, críticas, pensamentos sem cessar. Uma forma de manter-se em pé. Mas também uma forma de afastar o que dói demais.
Esse excesso de pensamentos sobre a vida, a sociedade, sobre como as coisas deveriam ser pode esconder uma tentativa de controlar a angústia que se infiltra, silenciosa, por todos os cantos da existência. Quando a dor se torna insuportável, é comum que a ideia de morte surja como uma solução radical. Mas o que seria preciso morrer, exatamente? Às vezes, é uma parte da história, uma narrativa de si, uma relação com o mundo que precisa ser transformada e não a vida inteira.
Na análise, criamos um espaço onde esses pensamentos podem finalmente ser acolhidos, escutados, desdobrados. Não com fórmulas, mas com uma escuta comprometida com o enigma que cada sujeito carrega. Talvez, no tempo do processo, algo se desamarre. Algo que permita, pouco a pouco, um outro modo de viver consigo mesmo.
Se você sente que chegou ao limite do que consegue suportar sozinho, talvez seja hora de não estar mais só com isso. A análise não promete respostas fáceis, mas oferece companhia nesse caminho e a possibilidade de dar novo sentido àquilo que, hoje, parece sem saída.
Se desejar, estou aqui para caminhar com você nesse percurso.
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Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto es
Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto estranha, não tenho reação as coisas.
Se algo de ruim ou bom acontece não manifesto reação sobre isso. E agora tenho sentido uma estranheza das coisas e ambiente q me encontro.
Isso pode ser devido a ansiedade não tratada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está descrevendo é muito significativo e merece atenção.
A ansiedade, quando não é acompanhada ou tratada, pode se transformar em algo mais difuso dentro de nós. É comum que, com o tempo, ela leve a um entorpecimento emocional ou sensação de estranheza, em que as coisas perdem cor, intensidade ou impacto. Esse fenômeno às vezes é chamado de desapego afetivo ou embotamento emocional, e não significa que você “perdeu a capacidade de sentir”, mas que suas emoções estão sobrecarregadas ou silenciadas pelo estado ansioso.
A sensação de que o ambiente ou as experiências parecem estranhos, ou que você não reage às coisas boas ou ruins, é algo que muitas pessoas com ansiedade não tratada relatam. É como se o corpo e a mente tentassem se proteger de estímulos que geram desconforto.
Buscar acompanhamento psicológico e retomar ou concluir o tratamento da ansiedade pode abrir espaço para sentir novamente, perceber o mundo com mais presença e começar a compreender essas estranhezas.
A análise oferece justamente um espaço seguro para escutar essas sensações, para entender o que está sendo silenciado e resgatar a conexão consigo mesma. Cuidar disso agora é um gesto de atenção a você mesma, que pode trazer alívio e clareza.
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Fui vítima de abuso sexual na infância, e gostaria de saber informações sobre quais tratamentos devo
Fui vítima de abuso sexual na infância, e gostaria de saber informações sobre quais tratamentos devo procurar. Grata
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Gratidão por confiar em compartilhar uma parte tão delicada de sua história. Eu sinto muito pelo sofrimento que você passou e entendo que é um passo corajoso procurar respostas e ajuda.
Quando falamos de abuso sexual na infância, não estamos lidando apenas com algo que aconteceu em determinado momento no passado, mas com algo que se inscreve profundamente em quem você é. Muitas vezes, esse tipo de experiência pode se manifestar de formas que não são fáceis de entender, pode afetar a forma como você se vê, como se relaciona com os outros, e até mesmo como se sente em seu próprio corpo.
A psicanálise pode ser uma aliada importante nesse processo, porque ela oferece um espaço para que você possa falar sobre o que viveu e o que isso ainda está te dizendo, muitas vezes de formas que não conseguimos entender sozinhos. A terapia não se trata de apagar o que aconteceu, mas de encontrar um espaço onde isso possa ser ouvido e elaborado, para que você não precise carregar esse peso sozinho(a).
O tratamento psicanalítico oferece a oportunidade de dar palavras para o que muitas vezes fica no inconsciente, permitindo que você se reconecte consigo mesma(o) e com a sua história. Esse processo pode ser longo, e cada passo é um passo importante. O mais valioso é que você não está sozinha(o) nesse caminho. O que você sente, o que você pensa, o que te aflige, pode ser colocado em palavras, e essas palavras têm o poder de aliviar, mesmo quando a dor é muito grande.
Além disso, dependendo do que você estiver vivenciando, pode ser útil buscar outras formas de apoio, como grupos de ajuda, terapia corporal, ou até mesmo acompanhamento psiquiátrico, se necessário. O mais importante é saber que há um caminho para você e que você merece apoio para encontrar a sua força novamente.
Se sentir que posso acompanhar você nesse processo de cura e autocompreensão, estarei à disposição para caminharmos juntos. O primeiro passo já foi dado, e isso é muito significativo.
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É possível se recuperar do trauma de um estupro? Fui molestada sexualmente por meu irmão quando tinh
É possível se recuperar do trauma de um estupro? Fui molestada sexualmente por meu irmão quando tinha 13 anos, perdi minha virgindade em um estupro coletivo com 19 anos, um dos estupradores filmou o ato, nao consegui denunciar e não tive nenhum suporte da minha família (em ambas as situações), eu odeio todos os humanos por terem me feito sofrer a vida inteira.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
O que você viveu é de uma violência inimaginável. São marcas profundas, que atravessam o corpo, os afetos, o tempo, e que dificilmente encontram lugar de escuta no mundo. O estupro, especialmente quando acontece dentro da família, depois em grupo, e somado à ausência de acolhimento, deixa feridas que não se curam por completo com o tempo. Não se apagam com frases prontas. E talvez nunca se apaguem. Mas isso não significa que você esteja condenada a viver para sempre sob o peso desse horror.
A dor que você traz é legítima. O ódio que sente não é à toa e ele tem uma história. O corpo, que foi invadido, carregado, tomado contra sua vontade, fala desse trauma de muitas maneiras. Não há como dizer que é simples "superar" algo assim. Mas é possível encontrar, na análise, um espaço onde essa dor possa ser acolhida, escutada, nomeada sem julgamento, sem pressa, sem a tentativa de silenciá-la com palavras vazias.
A psicanálise não busca apagar o que aconteceu. O que ela oferece é a possibilidade de fazer algo com isso que insiste, com essa dor que insiste em retornar através dos sonhos, no ódio, na culpa, no medo, no silêncio, no corpo. A análise não exige que você perdoe, nem que esqueça. Ela convida a escutar o que em você ficou sem palavra, e que precisa encontrar um lugar onde possa existir de outro modo. Falar disso, quando for possível, se for possível, pode ser uma forma de devolver a você o que foi roubado: sua voz, seu lugar, sua existência como sujeito.
Você não é aquilo que te fizeram. Você não é o que te aconteceu.
Esse percurso pode ser longo. E, sim, muitas vezes solitário, especialmente quando a família falha, quando o entorno falha, quando o mundo insiste em não enxergar a dor das mulheres. Mas você não precisa fazer esse caminho sozinha. Há escutas possíveis. Há espaços possíveis. Há analistas que se dispõem a caminhar com você, com ética e com respeito, diante de algo que jamais deveria ter sido vivido.
Não existe uma cura no sentido de “voltar a ser como era antes”. Porque talvez nunca tenha havido esse antes. Mas existe, sim, a chance de construir um depois, onde a dor não seja a única narrativa possível. Onde a palavra possa costurar lentamente os pedaços. Onde viver, apesar de tudo, possa voltar a ser algo possível. E digno.
Se você sentir que chegou o tempo de falar, a análise pode ser esse lugar. Um lugar em que você possa existir, sem precisar se calar mais.
Se desejar, estou aqui para te acompanhar nessa construção.
Você não precisa passar por isso sozinha.
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Meu marido é alcoólatra, gasta todo dinheiro e não estou feliz, nem meus filhos. Quando tento conver
Meu marido é alcoólatra, gasta todo dinheiro e não estou feliz, nem meus filhos. Quando tento conversar com ele sobre isso, ele diz que quando ele parar de trabalhar ele para de beber. Pois no meio da semana ele não bebe e se torna uma boa pessoa é so nos finais de semana, e quando chega na segunda-feira ele age como se nada tivesse acontecido. O que devo fazer nessa situação?
ObrigadaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço pela confiança em partilhar algo tão difícil.
O que você relata é profundamente doloroso e, ao mesmo tempo, muito comum em histórias marcadas pelo sofrimento causado pelo uso problemático do álcool. Seu olhar atento ao impacto disso não só em você, mas também nos seus filhos, mostra o quanto você já está tentando cuidar e isso é um gesto precioso.
Na psicanálise, não damos respostas prontas nem dizemos o que fazer. O que fazemos é caminhar ao lado, ajudando você a escutar o que essa situação tem causado em sua vida, seus afetos, seus limites e sua história. Cada pessoa responde ao sofrimento de um jeito, e há algo importante em poder falar sobre isso num espaço em que suas palavras não sejam julgadas, mas acolhidas.
Quando você diz que ele só bebe nos fins de semana e age como se nada tivesse acontecido na segunda-feira, vemos aí um ciclo que se repete e que provavelmente lhe deixa num lugar de grande angústia. E é possível que, para ele, o álcool esteja funcionando como uma forma de silenciar ou aliviar algo que também não consegue colocar em palavras. Mas isso não significa que você precisa suportar sozinha os efeitos disso.
Cuidar de você, da sua saúde mental e da dos seus filhos é um passo essencial. Um processo psicanalítico pode te ajudar a sustentar esse espaço de fala e, com o tempo, entender o que você quer e pode fazer diante disso, a partir do que é possível para você, não a partir de regras externas, mas da sua verdade.
Se desejar, estou aqui para que possamos conversar mais sobre.
Você não precisa passar por isso sozinha!
Com afeto,
Nilzelly Martins
Psicóloga psicanalista
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Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?
Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Agradeço por confiar e trazer essa questão.
A dificuldade em se relacionar ou conversar com mulheres, mesmo sem haver um desejo sexual envolvido, pode estar ligada a muitos fatores subjetivos, e não há uma única resposta ou fórmula pronta. Cada história carrega suas marcas, vivências e modos de se posicionar diante do outro.
Na psicanálise, não se trata de rotular comportamentos ou encaixar pessoas em categorias, mas sim de abrir um espaço para escutar o que isso diz sobre você: sobre suas relações, suas experiências anteriores, suas inseguranças ou mesmo sobre o que significa, para você, o feminino.
Talvez a dificuldade não esteja apenas nas mulheres em si, mas na forma como você se percebe diante delas: o que espera, o que teme, o que imagina que elas esperam de você. Tudo isso pode ser explorado num processo de análise, sem julgamento, sem pressa, com liberdade para nomear o que, muitas vezes, fica preso como um incômodo sem explicação.
Se sentir que isso tem te limitado ou causado sofrimento, procurar um espaço de escuta, como o da psicanálise, pode ser um bom caminho. Um lugar onde você possa se escutar e se conhecer melhor, sem precisar se justificar, apenas dando voz ao que pulsa aí dentro.
Estou à disposição, caso queira seguir conversando. Sua pergunta é legítima e merece cuidado.
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Em minha cidade tem um morador de rua,alcoólatra,e sempre me diz q quer ser internado p largar o víc
Em minha cidade tem um morador de rua,alcoólatra,e sempre me diz q quer ser internado p largar o vício e ninguém o leva.
O q posso fazer para ajudá-lo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por compartilhar essa preocupação tão genuína. O fato de você se sensibilizar com a dor desse homem e querer ajudá-lo já é algo muito valioso. Em um mundo em que tantas vezes passamos por essas situações sem nos afetar, seu gesto de escuta e cuidado não passa despercebido.
A questão do uso do álcool, especialmente em situação de rua, é sempre complexa. Envolve não só o vício em si, mas também uma história de vida marcada por perdas, exclusões, sofrimentos que muitas vezes não puderam ser escutados. Dizer que deseja ser internado pode ser, sim, um pedido de ajuda, mas também pode carregar outras camadas, que só podem ser compreendidas num espaço onde esse sujeito possa falar, com tempo e dignidade.
Na psicanálise, entendemos que o desejo de sair de uma situação de sofrimento precisa ser escutado com muito cuidado. Internar alguém contra a sua vontade, por exemplo, pode gerar ainda mais marcas e traumas. Ao mesmo tempo, quando esse desejo de mudança aparece, como ele expressou a você, é possível tentar oferecer apoio para que isso se transforme em algo concreto.
Você não precisa resolver tudo sozinha e nem conseguir “salvá-lo”. Mas pode buscar acolher esse desejo que ele expressou, ajudando a conectar esse pedido a serviços públicos da sua cidade, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de assistência social ou instituições que trabalhem com redução de danos e cuidado em saúde mental. Às vezes, é o simples ato de escutar e orientar com respeito que faz diferença.
E é importante também cuidar de si nesse processo. Se esse encontro com o sofrimento do outro também despertou algo em você, e sente que pode ser o momento de se escutar com mais cuidado, estou aqui para te acompanhar nesse caminho. A análise pode ser um espaço precioso para elaborar o que nos atravessa.
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Sinto muito medo de dirigir. Principalmente quanto meu esposo ta do lado.apesar de me deixar a vonta
Sinto muito medo de dirigir. Principalmente quanto meu esposo ta do lado.apesar de me deixar a vontade .me embaraço toda toda na hora de estacionar. Me da diarreia toda vez que vou dirigir. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
O medo que você sente ao dirigir, especialmente quando acompanhado de reações físicas tão intensas como a diarreia, fala de algo que vai além do ato de conduzir um veículo. A angústia que emerge, o embaraço, o corpo que responde com tamanha intensidade, tudo isso aponta para uma cena subjetiva que merece ser escutada com delicadeza.
A presença do seu esposo, ainda que gentil, parece acionar algo em você que não está totalmente sob controle consciente. Isso nos mostra como o olhar do outro, mesmo quando amoroso, pode mobilizar fantasmas antigos: a cobrança, o medo de errar, de falhar, de não corresponder. Muitas vezes, esse medo não nasce no trânsito, mas em histórias muito anteriores, talvez nas primeiras experiências em que nos sentimos julgados, expostos ou inseguros diante de um saber que parecia nos escapar.
Na psicanálise, não lidamos com os sintomas como algo a ser simplesmente eliminado. Escutamos o que eles tentam dizer. A diarreia, o nervosismo, o bloqueio no corpo são formas de linguagem. Algo ali está falando por você. E o que a análise propõe é justamente abrir espaço para que essas vozes possam ser ouvidas, para que você mesma possa escutar aquilo que, até então, só se manifestava como desconforto ou impedimento.
Dirigir, nesse sentido, pode não ser só dirigir. Pode ser ocupar um lugar, sustentar uma posição, tomar as rédeas de algo que talvez tenha sido sempre difícil. Há um saber sobre si que se constrói pouco a pouco, quando temos a chance de falar, e sermos ouvidos, sem pressa e sem julgamento.
Se você sente que algo disso ressoou, talvez seja o momento de permitir a si mesma um espaço de fala. A análise pode ser esse lugar. Um lugar em que você não precise ter todas as respostas logo de início, mas possa começar a se perguntar com mais liberdade. E saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado. Se desejar, pode me escrever.
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A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?
A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A depressão pode, sim, afetar o raciocínio e a clareza dos pensamentos.
Quando estamos deprimidos, a mente fica como que envolta em uma névoa: as ideias demoram mais a se organizar, a memória parece falhar, e até decisões simples se tornam pesadas. Não é falta de inteligência nem de vontade, é o próprio psíquico sobrecarregado, tentando lidar com uma dor que consome energia emocional e cognitiva.
A tristeza profunda, o desânimo, a culpa e a falta de prazer podem fazer com que o pensamento se retraia, se torne repetitivo ou sem direção. É como se o mundo interno perdesse cor e movimento e, junto com ele, o pensamento também ficasse paralisado.
Mas essa lentidão mental é um sintoma, não uma sentença. Com acompanhamento psicológico e, quando necessário, psiquiátrico, é possível compreender o que essa dor está tentando dizer e ir, aos poucos, recuperando o brilho da presença, da atenção e da lucidez.
Pensar com clareza é algo que volta quando o sofrimento encontra espaço para ser dito e escutado. A análise é justamente esse lugar: onde o que está pesado ganha nome, e o que parecia confuso começa a fazer sentido.
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Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por compartilhar sua dúvida. Ela é muito importante.
A autoestima baixa pode, sim, estar ligada a um sofrimento mais profundo, como a depressão. Mas também pode ser uma expressão de algo mais silencioso: uma dificuldade de se reconhecer, de se acolher, de se sentir com valor diante da vida. Às vezes, esse sentimento aparece aos poucos, como um olhar duro voltado para si mesmo, como se nada do que se é ou se faz fosse o bastante.
Mas é importante dizer: sentir-se assim não é um fracasso, nem uma fraqueza. É um sinal de que algo dentro de você está pedindo escuta e cuidado.
Na psicanálise, a gente não oferece fórmulas prontas para "aumentar a autoestima", porque cada pessoa tem sua história, sua maneira de viver, suas marcas. Mas criamos um espaço onde essas questões podem ser ditas, pensadas, e, aos poucos, ganham novos sentidos. É nesse processo de fala e escuta que a pessoa vai se aproximando de quem ela é de verdade. E é aí que algo da autoestima pode começar a se reconstruir, com mais verdade e menos exigência.
Se você sente que isso te afeta, que te paralisa ou te machuca, talvez seja o momento de procurar esse lugar de escuta. Você não precisa dar conta disso sozinha.
Estou por aqui, se quiser conversar mais. Você merece ser ouvida com respeito e delicadeza.
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Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz
Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por compartilhar o que você tem vivenciado. Os sentimentos de desânimo, o choro e a falta de vontade de fazer as coisas podem ser muito pesados, e é importante que você saiba que esses sintomas merecem cuidado e atenção.
Esses sinais podem estar associados a um quadro de depressão, que muitas vezes é marcado por uma sensação de vazio, cansaço emocional e uma dificuldade de encontrar prazer nas atividades cotidianas. Buscar ajuda é um passo fundamental para entender melhor o que você está sentindo e encontrar formas de lidar com isso.
Se você está passando por isso, procurar um psicólogo especializado pode ser muito útil. No seu caso, seria interessante buscar um psicólogo clínico, que tenha experiência com transtornos emocionais, como a depressão, e que utilize abordagens terapêuticas que ajudem a entender e processar esses sentimentos, como a psicanálise. Na psicanálise, por exemplo, a ênfase é na escuta profunda das suas emoções, compreendendo o que elas significam e como se manifestam em sua vida.
Além disso, outros tipos de abordagens, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), também podem ser eficazes, especialmente se você está procurando formas mais diretas de lidar com esses sintomas do dia a dia.
É importante que você procure um espaço onde se sinta confortável e acolhida para falar sobre o que está sentindo. O objetivo é que você não precise carregar essa sensação de desânimo sozinha e que consiga encontrar formas de ressignificar esse momento da sua vida.
Se precisar de mais orientações sobre isso ou quiser falar mais, estou à disposição para ajudar.
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Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?
Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Na terceira idade, é comum que surjam dúvidas, inseguranças, medos... e isso, embora muitas vezes seja vivido em silêncio, não é sinal de fraqueza ou de perda, mas de um momento da vida onde muita coisa que antes estava preenchida pelo trabalho, pelos filhos, por compromissos e urgências, começa a dar lugar a espaços mais vazios, mais silenciosos, mais íntimos. E é justamente aí que muitas perguntas começam a ecoar com mais força: “o que fazer agora?”, “o que ainda tem sentido?”, “quem sou eu quando o mundo ao redor parece não me chamar com tanta intensidade como antes?”.
É nessa hora que a psicanálise pode oferecer algo singular. Diferente de uma orientação ou conselho, o que se oferece em análise é um espaço de fala onde a escuta é feita sem julgamento, sem pressa e sem exigência de performance. A escuta psicanalítica aposta que mesmo no que parece confuso, sem resposta ou sem saída, existe um sujeito que deseja e que, ao poder falar, pode reencontrar um modo de se posicionar diante da própria vida.
Na terceira idade, muitas vezes a sociedade tenta empurrar um discurso de “fim”, como se não houvesse mais o que começar. Mas a vida psíquica não conhece essa lógica cronológica tão rígida. Há movimentos internos que continuam vivos, desejos que insistem, marcas do passado que voltam, sonhos que ainda incomodam, e tudo isso tem valor. Não é porque algo ficou no passado que deixou de operar no presente. O que não foi elaborado tende a reaparecer, às vezes como tristeza, outras vezes como angústia, medo, solidão.
Recorrer a um analista, nesse momento da vida, é um gesto que pode abrir caminhos. Não porque o analista vai dar respostas prontas, mas porque a experiência de poder ser escutado profundamente, sem interrupção e com respeito pelo que cada palavra carrega, já é, por si só, um recomeço. A psicanálise não apaga o medo, mas permite que ele seja nomeado. E nomear é o primeiro passo para se reposicionar diante daquilo que antes parecia intransponível.
A análise é, então, um lugar onde a escuta do que é mais íntimo, mesmo aquilo que não se consegue nomear de imediato, pode produzir sentido. É um espaço de reconstrução, não da juventude do corpo, mas da vitalidade da alma. Porque o desejo não tem idade, e enquanto houver desejo, há vida pulsando.
Se você sente que algo está te atravessando e não sabe exatamente o quê... talvez seja aí que começa a possibilidade de falar. E na fala, algo começa a se organizar. Não necessariamente para resolver, mas para viver com mais leveza, mais autoria e menos solidão diante de si.
Se, ao ler esse texto, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar, cuidar e acolher o que até agora tem sido silenciado.
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Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu
Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
Isso é um problema neurológico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo merece escuta e cuidado. Muitas vezes, quando algo começa a nos incomodar com mais frequência, seja irritabilidade, desânimo, vontade de se isolar, ou mesmo a sensação de que “não tem motivo, mas algo está estranho”, isso já é um sinal importante. Não necessariamente um sinal de algo neurológico, como você perguntou, mas sim de algo subjetivo, interno, que está buscando uma forma de se expressar.
Na psicanálise, escutamos os sintomas como mensagens, não como erros ou disfunções. Eles são formas de o sujeito dizer, com o corpo ou com o comportamento, algo que ainda não encontrou palavra. E isso pode acontecer em qualquer momento da vida, especialmente em fases de transição, como a menopausa, por exemplo, que não é só uma mudança biológica, mas também simbólica, cheia de significados e reposicionamentos subjetivos.
A análise oferece um espaço onde você pode falar livremente, sem julgamento, sem precisar dar conta de tudo. Um espaço para colocar em palavras o que, por enquanto, pode estar saindo em forma de impaciência, cansaço, desconexão. O analista escuta não apenas o conteúdo do que você diz, mas também os gestos, os silêncios, as repetições, porque muitas vezes é aí que o inconsciente se revela.
Com o tempo, essa escuta promove algo muito potente: poder se apropriar da sua própria história, encontrar um jeito mais seu de viver os afetos, as perdas, os desejos. A análise não promete uma vida sem angústia, mas pode transformar sua relação com ela. E isso já muda muita coisa.
Se você sente que é hora de olhar para tudo isso com mais profundidade, estou aqui para te escutar.
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não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n
não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sabe, quando alguém diz “não consigo conversar com a minha mulher”, muitas vezes não se trata apenas da falta de assunto.
Pode haver algo mais profundo acontecendo, um afastamento interno, um silêncio emocional que foi se instalando aos poucos, talvez sem que vocês percebessem. Às vezes, estar “no mundo da lua” diante do outro é uma forma inconsciente de se proteger de algo que dói: o medo do conflito, o cansaço, a sensação de não ser compreendido, ou até o desconforto de olhar para o que já não está funcionando entre vocês.
Mas o afastamento emocional também pode ser um sinal de esgotamento, de rotina, ou simplesmente da dificuldade de sustentar a presença real diante do outro e de si mesmo. Conversar, no sentido mais profundo, não é apenas trocar palavras: é se deixar afetar, é permitir que o outro exista em você.
E para isso, às vezes, é preciso antes reaprender a se escutar, perceber o que você sente, o que te angustia, o que te distancia. A análise pode ser esse espaço: um lugar onde você descobre o que silenciou em você e o que te impede de estar presente nas suas relações. Porque quando começamos a nos ouvir de verdade, o diálogo com o outro também se transforma.
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Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, sem dúvida. Nunca é “tarde demais” para iniciar um processo terapêutico e, na verdade, a maturidade pode ser um momento especialmente rico para esse tipo de escuta.
Aos 75 anos, a pessoa já atravessou muitas histórias, perdas, conquistas, mudanças de papéis, e talvez esteja diante de novas perguntas: sobre o tempo, os laços, o corpo, os sentidos da vida. A psicoterapia, especialmente na psicanálise, não tem como objetivo "consertar" algo, mas oferecer um espaço onde cada sujeito possa falar de si, dar sentido ao que viveu e ao que ainda vive, e encontrar um modo mais próprio de lidar com aquilo que insiste, que dói ou que confunde.
Muitos pacientes que iniciam análise nessa fase da vida relatam o alívio de poder falar livremente, sem julgamento, e descobrir que ainda há espaço para transformação, para escolhas e até para novos começos. O sofrimento psíquico não escolhe idade, e o desejo de compreender e elaborar a própria história também não.
Portanto, sim, pode ser profundamente proveitoso. Quando quiser, estarei à disposição para acolher essa escuta com o respeito e a delicadeza que ela merece.
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Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por sua pergunta. A timidez e a insegurança, quando passam a limitar nossos movimentos no mundo ou nos fazem sofrer, realmente merecem ser escutadas com atenção e cuidado.
O que muitas vezes chamamos de "timidez" pode ser algo que diz muito sobre nossa história, nossas relações, sobre o modo como fomos nos constituindo diante do olhar do outro. Sentimentos como medo de julgamento, dificuldade em se expressar ou em se colocar em certas situações costumam ter raízes mais profundas. E é justamente aí que a psicanálise pode oferecer uma escuta diferente.
Na psicanálise, não buscamos dar respostas prontas, mas abrir um espaço onde você possa se ouvir, se descobrir, se entender. Não se trata de "consertar" algo, mas de se perguntar: o que essa timidez diz de mim? O que está por trás dessa insegurança? Ao longo do processo, muitas vezes aquilo que parecia um bloqueio começa a se transformar, porque passa a fazer sentido.
Você pode procurar um psicólogo ou psicóloga com escuta psicanalítica. O importante é encontrar alguém com quem você se sinta à vontade, respeitado e acolhido. Isso faz toda a diferença.
Se quiser conversar mais ou tiver dúvidas sobre como começar, fico à disposição.
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Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do
Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do álcool. Não bebe sempre, mas tem vez que quando bebe não consegue parar, parece não ter controle.
Fico na dúvida do melhor profissional, seria psicólogo ou psiquiatra ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando você fala sobre esse familiar, eu escuto não só uma dúvida, mas também uma preocupação e, muitas vezes, até um certo cuidado silencioso de quem observa algo que não sabe exatamente como nomear, mas sente que merece atenção.
Eu sou Nilzelly Martins, psicóloga e psicanalista, e queria começar te dizendo que o que você descreve é mais comum do que parece. Nem todo uso problemático de álcool está ligado ao beber todos os dias. Existe algo que chamamos de uso abusivo ou episódios de perda de controle, quando a pessoa não bebe com frequência, mas, quando começa, tem dificuldade de parar.
E isso já é um sinal importante.
Não se trata apenas da quantidade ou da frequência, mas da relação que a pessoa tem com o álcool. O que acontece quando ela bebe? O que muda? O que se repete? Muitas vezes, o álcool entra como uma forma de lidar com algo que não está tão visível como tensões, angústias, dificuldades internas que não encontram outra via de expressão.
Sobre a sua dúvida entre psicólogo e psiquiatra, eu diria que não é exatamente uma escolha excludente, mas sim complementar.
O psiquiatra pode ser importante em casos onde existe uma dependência mais instalada, sintomas físicos, ou quando há necessidade de avaliação medicamentosa. Já o psicólogo, especialmente em um trabalho mais aprofundado, como na psicanálise, oferece um espaço para que a pessoa possa começar a entender o que está por trás desse comportamento, o que se repete, o que esse “não conseguir parar” pode estar tentando sustentar ou evitar.
Mas existe um ponto muito delicado aqui: esse movimento precisa partir, de alguma forma, da própria pessoa. Não é fácil ajudar alguém que talvez ainda não reconheça isso como um problema.
E, ao mesmo tempo, quem está por perto, como você, também precisa de espaço para entender o que sente diante disso. Porque observar alguém que perde o controle pode gerar angústia, dúvida, até impotência.
Às vezes, o primeiro passo não é “levar o outro para um profissional”, mas poder abrir um espaço de conversa, sem julgamento, sem confronto direto, mas com presença. E, em muitos casos, buscar orientação para você também pode ser um caminho importante.
Se isso continua te inquietando, talvez não seja algo que você precise carregar sozinho. Esse tipo de situação merece cuidado, não só com quem bebe, mas também com quem se preocupa.
E, se fizer sentido para você, eu posso te acompanhar nesse processo, com escuta, cuidado e respeito ao seu tempo, para que isso não seja solitário, mas possível.
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Perguntas frequentes
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Quem é vegetariano pode consumir alimentos que contém lactobacilos?
O tipo Ovolactovegetariano não come carne, mas consome leite, ovos e derivados.…