Perguntas do paciente (197)

  • Tenho 35 anos e ainda sou virgem (um pouco por escolha tbem) e namoro um rapaz há quase um ano e mei

    Tenho 35 anos e ainda sou virgem (um pouco por escolha tbem) e namoro um rapaz há quase um ano e meio... Não tivemos ainda o nosso momento porque até então não me sentia totalmente confiante entre outros motivos já resolvidos, com ele pra perder a virgindade apesar de praticarmos oral e conversarmos bastante sobre esses assuntos. Acontece que recentemente dei uma escolha a ele, se quer continuar comigo pois não sei se sou capaz de dar o prazer a ele do jeito que ele gostaria e espera ter acredito... E que talvez seria melhor ele procurar alguém que dê essa satisfação total a ele, alguém que já está acostumada a praticar e não eu que nem fiz nada ainda. Apesar de estar sempre em busca de informações sobre o assunto e estar aberta a tentar coisas diferentes como posições etc depois que já tivesse perdido a virgindade. Eu gosto muito dele mas se é pra viver infeliz do meu lado, é melhor deixar ir pra conseguir ser realizado com outra pessoa que ele venha a encontrar.
    Será que agi bem dando essa escolha a ele?
    Obrigada pela atenção!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que esta mensagem, em resposta a sua pergunta, te encontre bem.

    É natural que este momento desperte tantas dúvidas e inseguranças. Na psicanálise, acreditamos que o desejo e a relação com o outro são sempre únicos e permeados pela história subjetiva de cada um. O que você traz parece não só mostrar uma preocupação com o desejo e a satisfação do outro, mas também uma dúvida sobre o seu próprio lugar nessa relação.

    A questão aqui é: essa alternativa que você mostrou a ele foi realmente para ter a opção ou era, em um certo sentido, um teste para perceber como ele está em relação a você? Podemos frequentemente, ao nos colocarmos no "não suficientes" ou "não capazes de satisfazer", estar despertando algo sobre como nos percebemos, sobre o que esperamos da relação e até sobre como podemos lidar com o desejo.

    Você menciona que já resolveram outras questões e que há afeto, diálogo e trocas íntimas entre vocês. Então, o que exatamente está em jogo agora? Será que a sua angústia está realmente centrada na experiência da primeira vez ou há algo mais que merece ser escutado?

    O intimismo e o desejo não se restringem à experiência sexual. Que além de uma questão de performatividade, é uma questão de encontro de dois sujeitos, de seus tempos e singularidades. Em vez de colocar a satisfação dele como um pré-requisito para que ele fique ou vá, pode ser interessante olhar para o que você realmente quer desta relação e o que esta primeira vez significa para você.

    Se sentir que esta pergunta ainda está causando sofrimento ou preocupações mais profundas, buscar um lugar de escuta e acolhimento, como a análise/terapia, pode ser uma boa opção para compreender melhor o que está acontecendo e para que você possa se colocar de forma mais autêntica nas suas escolhas.


  • Frequentemente me pego refletindo sobre a minha vida, fazendo questionamentos, comparações, imaginan

    Frequentemente me pego refletindo sobre a minha vida, fazendo questionamentos, comparações, imaginando situações e principalmente me cobrando por diversas coisas. Tenho ciência de que estou indo bem em alguns aspectos da minha vida, mas ainda assim por vezes me sinto um fracasso, como se as minhas conquistas não tivessem tanto valor e como se eu estivesse atrasado em relação as outras pessoas e ao "padrão" do mundo.

    Sei que eu deveria buscar alguma ajuda psicológica, mas gostaria de entender que tipo de profissional, área ou tratamento eu deveria buscar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que essa mensagem, em resposta a sua pergunta, te encontre bem.

    O que você conta é algo que muitas pessoas vivenciam em algum momento da vida. O sentimento de estar "atrasado", de suas conquistas não serem tão valorizadas, e a autocrítica contínua podem ser sinais de que há algo no seu modo de se relacionar consigo mesmo que merece um olhar mais atento.

    A psicanálise pode ser um espaço interessante para olhar mais de perto essas questões. Em análise, não buscamos respostas prontas, mas entendemos melhor de onde vêm essas exigências e o que esses pensamentos repetitivos querem comunicar. Se, racionalmente, você sabe que está indo bem em algumas áreas, por que ainda assim aparece essa sensação de insuficiência? O que essas comparações estão tentando te dizer?

    O fato de você já perceber esse movimento interno e pensar em buscar ajuda mostra que há um desejo de se compreender melhor. Se isso fizer sentido para você, a análise pode ser um caminho para investigar isso com mais profundidade, sem pressa, mas com espaço para construir um entendimento mais singular sobre você e sua trajetória.

    Caso desejar saber mais sobre, será um grande prazer te acompanhar nessa trajetória.


  • Oi. Eu tenho 21 anos, e desde dos 11 anos eu comecei a me masturbar e até hoje não consegui parar co

    Oi. Eu tenho 21 anos, e desde dos 11 anos eu comecei a me masturbar e até hoje não consegui parar com o hábito. No começo eu fazia toda semana, todos os dias, mas entre meus quinze e em diante e agora eu posso passar dias, semanas e até três meses sem fazer, sem pensar, mas no final sempre acabo tendo uma recaída e as vezes me masturbo duas vezes ao dia. Eu não vejo como algo que quero que continue na minha vida, por isso gostaria de parar de uma vez, mas não sei como faço isso, sempre acabo voltando. Poderiam me ajudar??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que esta mensagem, em resposta a sua pergunta, o encontre bem.

    Você mencionou que esse comportamento te acompanha desde os 11 anos e que, mesmo conseguindo ficar um tempo sem ele, ele sempre acaba voltando. O que exatamente te incomoda nisso? A sensação de não ter controle? Alguma ideia sobre certo e errado que foi se formando em você ao longo dos anos?

    O que a gente chama de “hábito” nem sempre é só uma repetição automática. Muitas vezes, tem algo ali que faz sentido pra gente de um jeito que nem sempre percebemos. Se isso volta, talvez seja porque, de alguma forma, responde a algo importante para você. O que esse ato te possibilita? Em quais momentos ele aparece com mais força?

    Tentar simplesmente cortar algo sem entender o que está por trás pode ser bem frustrante. O desejo não funciona na base da proibição ou da força de vontade. Talvez, mais do que tentar controlar isso, o que pode realmente te ajudar seja escutar como você tem se sentido diante disso.

    Se isso tem te angustiado, conversar sobre isso em terapia ou análise pode te ajudar a perceber de outra forma a construção da sua sexualidade e a relação com seu próprio corpo. Pode ser uma oportunidade para entender como esses conceitos foram internalizados e como surgiu essa necessidade de fazer ou de parar completamente - mas sem culpa e sem essa sensação de estar sempre brigando consigo mesmo.


  • Resumidamente, quais são as diferenças de um psicólogo e um psicopedagogo?

    Resumidamente, quais são as diferenças de um psicólogo e um psicopedagogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que essa mensagem, em resposta a sua pergunta, te encontre bem.

    A diferença entre um psicólogo e um psicopedagogo está, essencialmente, no foco do trabalho de cada um, embora ambos desempenhem papéis fundamentais no bem-estar da pessoa.

    O psicólogo, especialmente sob a ótica da psicanálise, atua na promoção da saúde mental e emocional, proporcionando um espaço seguro e acolhedor onde o paciente possa se confrontar com suas angústias, conflitos e dificuldades. Através da escuta atenta e do processo terapêutico, buscamos compreender os mecanismos inconscientes que moldam o comportamento e as emoções, ajudando a pessoa a lidar com questões como ansiedade, traumas e padrões comportamentais que podem estar limitando sua vida. Em um processo analítico, a ideia é possibilitar que o paciente tenha um espaço para refletir, elaborar e, assim, desenvolver uma maior compreensão sobre si mesmo e sobre o que o afeta em seu cotidiano, possibilitando novas construções.

    Quanto ao psicopedagogo, ele se concentra no processo de aprendizagem, mas, ao contrário do que muitos podem pensar, seu trabalho vai além do simples auxílio acadêmico. Ele busca entender as dificuldades cognitivas e emocionais que surgem durante o processo de aprendizagem, ajudando a pessoa a superar barreiras internas, que podem ser inconscientes, que dificultam a assimilação do conhecimento. Assim como no processo psicanalítico, é preciso olhar para o que está por trás das dificuldades de aprendizado, que muitas vezes têm raízes em aspectos emocionais não resolvidos ou experiências passadas.

    Ambos os profissionais têm funções complementares, mas com focos diferentes. O psicólogo está ali para promover uma compreensão profunda do sujeito, enquanto o psicopedagogo trabalha para que o sujeito consiga transitar melhor no mundo do aprendizado, muitas vezes o ajudando a lidar com as barreiras internas que dificultam seu progresso.


  • Por conta de situações de violência psicológica e física na minha época de escola, hoje percebo que

    Por conta de situações de violência psicológica e física na minha época de escola, hoje percebo que não sinto muita coisa, medo, tristeza ou até felicidade. Isso teria como resolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que esta mensagem te encontre bem.

    Fico feliz em ver sua pergunta aqui, pois sei que, muitas vezes, dar o primeiro passo pode ser difícil. Mas o fato de você estar buscando compreender o que sente já é muito significativo.

    Pelo que você descreveu, a dificuldade em sentir emoções pode estar relacionada ao que você viveu na escola, com episódios de violência psicológica e física. Nossa mente tem formas de nos proteger do sofrimento, e uma delas é “desconectar” as emoções, bloqueando não apenas sentimentos negativos, como medo e tristeza, mas também a capacidade de sentir alegria e prazer. Isso pode gerar uma sensação de vazio ou distanciamento das próprias experiências e relações.

    A boa notícia é que isso pode, sim, ser trabalhado. A terapia, especialmente na abordagem psicanalítica, pode te ajudar a compreender esses bloqueios, dar espaço para suas emoções e, aos poucos, permitir que você se reconecte consigo mesmo. O processo envolve falar sobre o que aconteceu, entender os sentimentos que ficaram guardados e, com o tempo, construir novas formas de vivenciá-los.

    Esse caminho pode levar tempo, mas não significa que você ficará preso a essa desconexão para sempre. Aos poucos, é possível resgatar a sensibilidade emocional de maneira segura e saudável, sem que as dores do passado definam quem você é.

    Se quiser conversar mais sobre isso, estou à disposição!


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá...
    Gratidão por confiar e compartilhar algo tão íntimo e doloroso. Ao ler o que você escreve, fica evidente o quanto você está vivendo um luto, não só pelo término de uma relação, mas, principalmente, pela quebra de um ideal construído com muita entrega e esperança.

    Na perspectiva da psicanálise, especialmente a partir da leitura lacaniana, o amor é sempre atravessado pelo desejo, pela falta e pela idealização. Quando você diz que ele era “do jeito que você pediu a Deus”, é importante escutar aí um ponto delicado: algo do seu desejo estava sendo respondido, sim, mas talvez mais pela imagem que você construiu dele, do que pela pessoa real que ele foi ao longo da relação. E isso é profundamente humano — todos nós, em algum momento, nos agarramos a imagens de completude, de que finalmente alguém veio preencher aquilo que nos faltava.

    Mas o amor, quando se transforma em obediência cega, em silenciamento do próprio desejo, em abandono de si para satisfazer o outro, deixa de ser encontro e passa a ser dominação. Seu relato mostra, com muita clareza e coragem, como você foi gradualmente apagando suas vontades, sua liberdade, seus afetos, seus vínculos, até quase não se reconhecer mais. Isso dói. E é essa dor que precisa ser escutada com seriedade.

    Você nomeia bem: ele nunca te colocou como prioridade, e isso fala de uma relação que não reconhecia você como sujeito, alguém com desejos, escolhas, limites. Essa ausência de reconhecimento é um tipo de violência psíquica que deixa marcas.

    Quando você diz que está com “dependência emocional”, talvez estejamos diante de algo ainda mais complexo: uma dificuldade em se separar não apenas da pessoa, mas da promessa de amor que ela parecia carregar. É difícil abrir mão de um ideal, mesmo quando ele nos machuca. Mas é também nessa ruptura que algo novo pode nascer: uma chance de recuperar o que foi perdido de você nesse processo.

    Você já começou a fazer isso ao escrever esse texto, ao reconhecer que “isso não é amor”. Esse é um passo enorme. E sim, pode ser muito valioso continuar esse movimento num espaço de análise, um lugar onde você possa falar livremente, sem julgamento, sobre esse sofrimento, sobre esse amor, sobre essa perda, e principalmente sobre você.

    A análise não vem com respostas prontas, mas abre a escuta para que, no seu tempo, você vá recolhendo os pedaços da sua história e reencontrando, aos poucos, o seu desejo. A mulher que você é, a que ainda está aí, mesmo ferida, mesmo com medo, tem muito mais força do que imagina.

    Se sentir que esse tipo de escuta pode te ajudar, estou aqui. E lembre-se: você merece ser escolhida, por si mesma, antes de qualquer outra pessoa.


  • Olá, minha namorada sofreu abuso sexual pelo próprio irmão quando tinha 8 anos, nosso relacionamento

    Olá, minha namorada sofreu abuso sexual pelo próprio irmão quando tinha 8 anos, nosso relacionamento é bem complicado pois o abuso fez com que ela criasse uma visão de mundo errada sobre ela, sobre os homens e sobre a vida, queremos muito superar essa situação, como começamos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Fico contente que você tenha dado atenção a essa questão e tenha vindo buscar auxílio aqui, porque sua pergunta traz pontos muito sensíveis de cuidado.

    Mas, primeiramente, espero que essa mensagem, em resposta à sua pergunta, os encontre bem.

    No caso que você escreveu, há inúmeros fatores a serem desenvolvidos e cuidados. Quando o ser humano vem ao mundo, diferente de outros mamíferos que conseguem, com pouco tempo de vida, criar uma dinâmica de independência, o ser humano possui um processo mais lento para se desenvolver e se perceber no mundo, até desenvolver o processo de maturidade. Nessas fases que antecedem esse momento, acabamos por estar bastante sensíveis ao que acontece e à forma como estamos apreendendo o mundo. Assim, as relações que são construídas acabam sendo fatores importantes e impactantes nessa nova concepção da pessoa que está se desenvolvendo. Principalmente na infância, é onde são desenvolvidos os primeiros contatos com conceitos e significados que vão estruturando nossa perspectiva e percepção de mundo, principalmente temas como o amparo, desamparo, cuidado, proteção, amor, afeto, relações, família e vida.
    Na medida em que ocorreu um histórico de violência e/ou abuso (tendo sido agravado ainda mais por ter sido intrafamiliar), a percepção do mundo acaba sendo afetada e, então, o que viria a ser normal, de se constituir como o aspecto e o lugar de segurança dos vínculos e das relações, saber que há um lugar e espaço seguro para que se possa voltar e ser amparada, acaba sendo fragilizado. E assim, as inseguranças e medos podem tomar conta.

    O que deve ser feito para mudar isso? O que pode ser feito para que esse passado de dor e violência possa deixar de afetar o presente? Sim… essas são as principais perguntas a serem feitas diante desse caso. Mas, infelizmente, a resposta não poderá ser algo tão simples como gostaria: a exemplo de esvaziar uma mochila que estava super pesada há muito tempo ou como fechar a porta e separar definitivamente tudo o que aconteceu do presente. O processo é mais lento e requer muito cuidado para que o que possa ter se cristalizado na infância como sendo a realidade de um mundo que desamparou, violentou, não a acolheu e não a legitimou, possa vir a ser questionado de forma sutil. E, nesse questionamento, novas possibilidades de respostas e realidades venham a ser construídas.

    Sendo assim, nesse processo, se faz essencial que, de forma individual, vocês venham a fazer análise pessoal (o que eu recomendaria como a abordagem psicanalítica, devido à forma como interagimos e elaboramos sobre as distintas realidades de vida que nos atravessam ao decorrer do tempo). Recomendo isto de forma a construírem um espaço seguro de cuidado e acolhimento que, aos poucos, vá apresentando que, mesmo quando o passado possa ter sido marcado de diversas formas com distintos tipos de violência, nem tudo é igual ao que foi. Há novas construções a serem feitas, inclusive construções que legitimem as dores sofridas, as violências às quais foram vivenciadas, para que, assim, nesse espaço de cuidado e acolhimento, possa se perceber para além dessas dores e machucados. Os machucados e as violências sofridas não serão apagados, mas serão uma parte do passado. E, vendo o passado como o passado, com todo o cuidado, atenção e acolhimento, se cria, então, a possibilidade de reelaboração da dor, sem ser definida por ela, o que os levará a construir o presente de uma melhor forma, para além das dores sofridas.


  • Abuso psicológico afeta tanto saúde mental quanto física ?

    Abuso psicológico afeta tanto saúde mental quanto física ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá

    Sim… o abuso psicológico pode afetar profundamente tanto a saúde mental quanto o corpo. E é importante que isso seja nomeado, escutado, levado a sério.

    Embora nem sempre deixe marcas visíveis, como um corte ou uma fratura, o abuso que se dá pela palavra, ou pela sua ausência, pode corroer, dia após dia, a experiência de quem o vive. São humilhações sutis, silêncios que machucam, manipulações que confundem, olhares que diminuem. Situações que se repetem e que, muitas vezes, deixam a pessoa sem chão, duvidando do que sente, do que pensa, do que é.

    O corpo, por sua vez, responde. Porque o corpo sempre responde. Ele adoece, se cala, se agita, se tensiona. Insônia, cansaço constante, enxaquecas, alterações no apetite, dores crônicas, crises de ansiedade, dificuldade de concentração são alguns dos efeitos possíveis. E o mais desafiador é que, muitas vezes, quem sofre não associa esses sintomas ao ambiente ou à relação em que está imerso.

    A psicanálise nos convida a escutar esse corpo que fala, ainda que sem palavras. Ela nos propõe uma escuta que vá além dos sintomas, para que possamos compreender o que está em jogo nessas repetições, nesses vínculos, nesses modos de se relacionar que produzem sofrimento.

    E o mais importante: a análise oferece um espaço onde o sujeito possa, enfim, se colocar como sujeito. Onde possa se escutar com mais verdade, nomear suas dores, suas faltas, seus limites, e pouco a pouco sustentar escolhas que sejam mais próprias, menos marcadas por aquilo que foi imposto ou violentado.

    Se algo disso ressoa em você… talvez seja o momento de falar. Falar com alguém que possa escutar de modo ético, sem julgamento, com tempo. Estou aqui para isso. Meu consultório está aberto para você, para sua história, para aquilo que ainda não foi dito. Se desejar, é só me chamar. Vamos conversar.


  • É possível transformar a angústia em algo positivo?

    É possível transformar a angústia em algo positivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    A angústia, diferentemente do medo, não tem um objeto definido. Ela irrompe como um afeto que nos toma por inteiro, muitas vezes sem aviso, sem nome, sem causa aparente. E, no entanto, é profundamente verdadeira e ela não mente. Na perspectiva da psicanálise, a angústia é um dos afetos mais importantes, porque ela sinaliza a proximidade com algo do desejo, algo que toca o real do sujeito, aquilo que escapa ao que pode ser simbolizado.

    Por isso mesmo, ao contrário do que muitas vezes ouvimos, a angústia não deve ser imediatamente calada ou evitada. Ela não é um defeito a ser corrigido, nem um problema a ser eliminado. Ao contrário: ela pode ser escutada, interpretada, atravessada. É nesse atravessamento que reside a possibilidade de transformação.

    Transformar a angústia em algo positivo não significa, na psicanálise, convertê-la em otimismo ou em leveza forçada. Significa, talvez, fazer dela uma via de acesso a algo de si que ainda não havia sido tocado. Um gesto, uma criação, uma mudança de posição diante do próprio desejo podem nascer justamente desse ponto de desconcerto. Muitas obras, escolhas de vida, invenções subjetivas surgem quando o sujeito encontra uma forma de responder à sua angústia, não calando-a, mas escutando o que nela pulsa.

    A análise é o lugar em que essa escuta pode acontecer. Um espaço em que a angústia não precisa ser escondida ou resolvida apressadamente, mas acolhida como porta de entrada para um saber que é de cada um, um saber inconsciente, que se revela aos poucos. Ao falar, ao associar, ao repetir, o sujeito pode se surpreender com o que emerge e é aí que algo de novo se inscreve, algo que pode transformar a angústia em caminho.

    Se você sente que a angústia tem aparecido com frequência, talvez ela esteja dizendo que há algo de importante a ser escutado. A psicanálise não promete soluções fáceis, mas pode oferecer um espaço ético para esse encontro consigo mesmo. Se quiser, estou aqui para construir contigo essa caminhada.


  • O que fazer quando a crise existencial bate à porta?

    O que fazer quando a crise existencial bate à porta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá...

    Quando uma crise existencial aparece, geralmente ela não chega de repente. É como se, aos poucos, algo dentro da gente começasse a se agitar, pedindo escuta. E quando esse sentimento bate à porta, pode ser bem difícil… parece que as certezas escorrem pelas mãos, que nada faz muito sentido, e que uma solidão muito particular se instala.

    Mas talvez essa crise não seja um problema a ser resolvido de imediato, e sim um convite. Um chamado para olhar com mais cuidado para si mesmo, para as perguntas que têm insistido em aparecer, mesmo que silenciosas.

    Na psicanálise, especialmente na linha que sigo, a Lacaniana, a gente não busca "consertar" o sujeito, nem oferecer respostas prontas. A gente escuta. Escuta aquilo que, às vezes, nem você mesmo consegue colocar em palavras, mas que o seu corpo sente, que seu silêncio carrega, que seus pensamentos rondam.

    Sabe… é muito comum a gente tentar afastar a crise, fugir dela, achar que é sinal de fraqueza. Mas, na verdade, ela pode ser uma chance importante de reencontro consigo. De se perguntar: o que está faltando? O que já não faz mais sentido? O que desejo, de verdade?

    Talvez o melhor a fazer seja justamente dar espaço para essas perguntas. E buscar um lugar seguro onde você possa falar sobre tudo isso, sem julgamentos, sem pressa, do seu jeito, no seu tempo.

    Se essa crise chegou, ela está dizendo alguma coisa. E talvez seja a hora de escutar. Se você sentir que precisa de apoio nesse processo, saiba que você não está só e que há caminhos possíveis a partir daqui.

    Se você sentir que faz sentido, estou aqui para caminhar junto nesse processo. Seu sofrimento merece ser escutado com cuidado, respeito e tempo.


  • O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?

    O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que essa mensagem, em resposta à sua pergunta, te encontre bem.

    A nossa vida é marcada por fases e construções, que muitas vezes estão correlacionadas socialmente com momentos que são delineados de acordo com a faixa etária, especialmente na infância, adolescência e vida adulta. De acordo com o conhecimento popular, as crises da infância e adolescência tendem a ser vistas como mais toleráveis, sendo consideradas uma parte natural do processo de crescimento.

    No entanto, falar sobre crise existencial na vida adulta é muito mais difícil de aceitar. Isso ocorre devido à ideologia predominante de que chegando na vida adulta venhamos ter a capacidade total de resolver tudo e todas as questões. Nesse contexto, as inconstâncias, dúvidas e variáveis que surgem são frequentemente vistas como sinais de que algo está errado. Assim, sempre que sentimos um certo desconforto, tende a ocorrer uma tentativa de contenção das emoções, sentimentos e pensamentos, buscando suprimir as questões e críticas que emergem diante do que está acontecendo.

    Contudo, a vida está em constante mudança, transformação e desenvolvimento. A crise existencial é construída a partir de nossas vivências e dos aspectos da vida que causam divisões internas. Ela nos introduz questões e nos faz refletir sobre padrões que até então haviam sido preestabelecidos e planejados. A vida humana, portanto, é atravessada pelas esferas imaginária, real e simbólica, transitando entre elas e abordando questões de prazeres e desprazeres que, por sua vez, podem afetar nossa vida e fundamentar questionamentos profundos, como: "Quem sou eu nesse processo?", "Quem eu gostaria de ser?", "A carreira que escolhi seguir faz realmente sentido para quem sou nesse momento?".

    Lidar com o decorrer do tempo leva o ser humano a construir novas perspectivas, o que, consequentemente, traz possibilidades de transformações e mudanças. Esses momentos de reflexão podem ser sentidos como uma verdadeira crise existencial. Às vezes, estar dividido é uma maneira de se multiplicar, abrindo novas possibilidades de se conhecer e se descobrir. No entanto, isso não significa que, ao entender esses pontos, saímos ilesos e sem sermos afetados. Na realidade, tudo isso nos afeta, e muito.

    Dessa forma, a terapia e a análise pessoal se tornam essenciais para a construção de um espaço e de um momento em que você possa se questionar e também construir novas respostas. Esse processo vai demonstrando que, ao contrário do que muitas vezes se pensa, a vida está mais vinculada à fluidez do que à rigidez, criando pontes para as atualizações de quem somos e das escolhas que vamos fazendo, atravessados pelos aprendizados que se desenvolvem ao longo do tempo.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Primeiramente, gostaria de agradecer por partilhar algo tão profundo e íntimo. A dor da perda de um filho é uma experiência que toca uma dimensão do impossível, algo que não tem nome, que ultrapassa o que a linguagem muitas vezes dá conta de dizer. O luto, especialmente quando se trata de um filho, não segue regras, nem cronologias padronizadas.

    Na escuta psicanalítica, consideramos que cada sujeito tem o seu tempo para elaborar a perda, e esse tempo não obedece a um relógio externo. O fato de ainda chorar ao falar sobre isso não é sinal de fraqueza ou de que há algo "errado" com você, ao contrário, pode ser o modo pelo qual o seu inconsciente ainda insiste em dizer algo que foi marcado de maneira muito intensa.

    Lacan nos ensina que o sofrimento, quando não encontra lugar de escuta, tende a se fixar, a se repetir, a retornar como algo que aperta, que não cessa. Por isso, criar um espaço em que essa dor possa ser dita, ainda que entre lágrimas, pode permitir que ela seja simbolizada pouco a pouco. Não para esquecê-lo, pois o amor por um filho não se apaga, mas para que esse amor possa ter outro lugar em você, um lugar menos marcado pelo trauma e mais pelo vínculo que continua existindo, ainda que de outra forma.

    Você não está sozinha, e sua dor merece ser escutada com cuidado, sem pressa, sem julgamentos. Se sentir que pode ser importante conversar mais sobre isso, há um espaço possível na análise onde sua fala pode encontrar acolhimento para que, no seu tempo, você possa bordar, com suas palavras, um lugar para essa ausência.


  • Tenho uma facilidade em esquecer coisas, reclamam bastante pra mim e as vezes marco de fazer algo ma

    Tenho uma facilidade em esquecer coisas, reclamam bastante pra mim e as vezes marco de fazer algo mas depois perco o interesse e as pessoas se irritam comigo. O que é isso, e o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    É interessante como certas queixas, como “esquecer com facilidade”, “perder o interesse”, “irritar os outros”, se repetem em tantas histórias, mas ganham contornos únicos quando atravessam a experiência de alguém. Quando alguém se percebe esquecendo compromissos, se desinteressando de algo que parecia importante ou lidando com a impaciência dos outros diante disso, pode surgir uma sensação desconfortável: “o que há de errado comigo?”

    Na escuta psicanalítica, não nos apressamos em nomear o que se passa como um simples déficit, desatenção ou falha de caráter. Perguntamos: o que está sendo esquecido? E mais importante ainda: o que se quer esquecer? Às vezes, o esquecimento pode ser um modo inconsciente de se proteger de algo. Um jeito de afastar compromissos que parecem pesados demais, relações que geram angústia, obrigações que entram em desacordo com o desejo. Outras vezes, é um modo de dizer “não”, quando o sujeito não consegue sustentar esse “não” de forma direta. Perder o interesse, adiar, recuar... podem ser também maneiras silenciosas de expressar um conflito interno.

    Quando o outro se irrita com nossas ausências, nossos esquecimentos ou nossa desistência, é comum que o mal-estar se intensifique. Surge a culpa, o sentimento de inadequação, a dúvida sobre o próprio valor. Mas a questão não está apenas em “parar de esquecer” ou “ser mais responsável”. É preciso escutar o que está por trás desses gestos repetidos. O que está em jogo ali? De onde vem esse movimento de recuo? O que se quer e o que se evita ao mesmo tempo?

    A psicanálise oferece um espaço justamente para isso: escutar essas pequenas ações que, embora pareçam banais ou desajeitadas, dizem muito sobre o sujeito. Não há fórmula pronta para “resolver”. Mas há um trabalho possível de construir uma relação com o próprio desejo que não seja atravessada apenas pela cobrança externa, mas por uma escuta interna mais afinada com aquilo que realmente importa para si.

    Se esse modo de funcionamento tem lhe causado sofrimento, talvez seja hora de se escutar de um novo lugar. Um lugar onde o que se repete possa finalmente ser dito e, quem sabe, transformado. Estou por aqui para caminhar com você nesse percurso, caso deseje.


  • Me sinto uma fraude na frente das pessoas, pois elas me veem com alguém incrível ou inteligente, amb

    Me sinto uma fraude na frente das pessoas, pois elas me veem com alguém incrível ou inteligente, ambicioso ou dedicado, disciplinado e educado.
    Mas que não sinto que sou isso, quando não há ninguém me vendo, sinto uma exaustão física e mental, como se eu pudesse ser eu mesmo. Como se eu tivesse criado um alter-ego e criado máscaras e mudá-lo de acordo com a situação.... ou como tivesse em alertar máximo até quando eu fecha a porta do quarto ( meu refúgio, "tenho 17anos, não sei como os adolescentes veem o próprio quarto, acredito que seja o Mundo de cada um) e posso ser eu mesmo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Esse sentimento que você descreve, de se perceber como uma fraude, como alguém que performa para o mundo uma imagem que não corresponde ao que sente internamente, é mais comum do que parece, embora nem sempre encontre espaço para ser dito em voz alta. Quando você diz que, aos 17 anos, sente como se tivesse criado máscaras, um alter-ego, algo que muda conforme o ambiente… há aí já um nível de lucidez muito sensível. Você está tentando nomear algo que toca o cerne de como o sujeito se constitui: entre o que mostra ao outro e o que vive em silêncio dentro de si.

    Na adolescência, essa tensão costuma se intensificar. É o tempo em que se começa a se dar conta de que somos olhados, interpretados, lidos e, ao mesmo tempo, sentimos que esse olhar externo muitas vezes nos pressiona a corresponder a algo que não sabemos se somos ou queremos ser. Ser visto como inteligente, dedicado, educado… pode parecer um elogio, mas, para quem carrega por dentro uma exaustão, pode soar como uma prisão. Como se o amor e o reconhecimento só pudessem vir quando se veste uma máscara e nunca por quem se é, no silêncio do próprio quarto.

    O quarto, como você bem disse, torna-se um refúgio. Um espaço onde a guarda pode baixar, onde o corpo pode descansar de estar em alerta. E talvez seja importante escutar essa exaustão com cuidado. Porque não se trata de falta de força, nem de fraqueza, mas do peso que é tentar sustentar uma imagem que parece não coincidir com o que se vive por dentro. Há uma dor aí que merece escuta, não para que se anule o que os outros veem, mas para que você possa, aos poucos, reconhecer quem é para além dos papéis que desempenha.

    A psicanálise oferece esse espaço: não para dizer quem você é, mas para que você mesmo possa se encontrar com as diferentes partes de si, inclusive com aquelas que foram colocadas de lado para que os outros gostassem, para que o mundo aceitasse. Falar, nesse contexto, não é apenas desabafar. É construir, pouco a pouco, um outro modo de se sustentar no mundo: menos condicionado por expectativas externas, mais ancorado na própria verdade.

    Não é fácil sustentar a pergunta “quem sou eu?”, especialmente quando ela vem carregada de culpa ou medo de decepcionar. Mas essa pergunta merece ser vivida, não calada. E você já está no caminho, ao nomear o que sente e ao abrir espaço para que isso possa ser pensado. A máscara que se desgasta pode ser o começo de uma escuta verdadeira, uma escuta de si.

    Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.


  • Em quais casos de Saúde Mental a terapia é indicada como tratamento?

    Em quais casos de Saúde Mental a terapia é indicada como tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    A escuta terapêutica, especialmente no campo da psicanálise, não se destina apenas a quem já carrega um diagnóstico ou sente que algo "está fora do lugar" de forma evidente. A terapia pode ser indicada em diferentes momentos da vida: desde situações mais agudas de sofrimento psíquico até aquelas em que a pessoa apenas percebe um mal-estar persistente, uma repetição que insiste, uma dificuldade em dar sentido ao que sente ou vive.

    Estados de depressão, ansiedade, crises de pânico, fobias, transtornos alimentares, compulsões, insônia, dores sem explicação médica, perdas, lutos que não passam, conflitos nos relacionamentos, dificuldades sexuais, traumas, tudo isso pode, sim, encontrar na análise um campo fértil para elaboração. Mas também há quem busque a terapia não por "adoecer", mas por um desejo de se conhecer mais, de compreender as escolhas que faz, de se implicar na própria história.

    A saúde mental não é a ausência de sintomas, mas a possibilidade de sustentar uma vida com mais verdade, com mais autoria. E muitas vezes é o sintoma, esse que parece ser apenas um incômodo, que nos aponta o caminho. Freud já dizia que os sintomas falam. Eles trazem em si uma mensagem do inconsciente, algo que escapa à consciência, mas insiste em se repetir. O tratamento analítico não é, portanto, um adestramento da mente, mas uma escuta singular, que convida o sujeito a colocar em palavras o que pulsa silenciosamente.

    Não há um único tipo de sofrimento que autorize ou não alguém a buscar análise. Basta que algo toque, que algo incomode, que algo peça um lugar para ser dito. O tratamento começa a partir desse primeiro gesto de fala. E cada percurso é único. Se você se pergunta se deveria procurar terapia, talvez já tenha aí um início de resposta: algo em você já começou a se mover.

    Se sentir que posso te acompanhar nesse percurso, estou aqui, para construir contigo essa caminhada.


  • Eu faço coisas que a grande maioria das pessoas não tem coragem, como por exemplo descer de rapel po

    Eu faço coisas que a grande maioria das pessoas não tem coragem, como por exemplo descer de rapel por cordas, faço luta,sou um alpinista Irata profissional, mais fui reprovado 3 vezes na prova do Detran,na primeira vez eu não estava nervoso,aí estourei o tempo, agora na segunda e terceira perdi o controle do meu corpo as pernas começou a tremer muito a ponto de perder as forças, como faço pra controlar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    O corpo tem uma linguagem própria. Às vezes ele fala antes mesmo que a gente consiga entender o que está acontecendo dentro da gente. Não é incomum que, justamente nas situações que parecem simples, como uma prova prática de direção, o corpo fale de um modo que nos desconcerta. Tremores, bloqueios, sensação de paralisia… tudo isso pode emergir como resposta a algo que escapa à lógica consciente. Algo que não se resolve apenas com treino ou força de vontade.

    Você é alguém que desafia alturas, enfrenta riscos reais e se expõe a situações que muitos jamais se colocariam. Mas, diante da prova, algo se desloca. Isso não se trata de fraqueza, tampouco de covardia. Trata-se de uma outra lógica em jogo: a do inconsciente. A psicanálise nos ensina que aquilo que nos afeta nem sempre tem relação direta com o “grau de dificuldade” da situação, mas com o lugar simbólico que essa situação ocupa para o sujeito.

    A prova de direção, por exemplo, pode carregar, sem que nos demos conta, significados que remetem à autonomia, ao controle, ao olhar do outro, ao desejo de aprovação, ou ainda à relação com figuras importantes da nossa história. E é aí que o corpo responde: quando palavras não dão conta, ele fala. Tremer, falhar, esquecer, se perder… não são simples “erros” ou sinais de incapacidade. São formas de expressão.

    A psicanálise não vai te oferecer uma técnica para “controlar” esse tremor. O que ela propõe é outro caminho: o de escutar. Escutar o que está por trás da repetição dessa falha, o que está em jogo nesse momento, o que o seu corpo está tentando dizer. Esse percurso, feito no tempo da análise, pode abrir espaço para que o sintoma perca sua força e para que você, pouco a pouco, se aproprie de novas formas de se colocar no mundo.

    Não se trata de apagar o medo ou calar o corpo. Mas de criar condições para que você possa, com a sua história e singularidade, sustentar esse lugar sem ser atravessado por algo que te paralisa. Porque há sempre algo a ser escutado, mesmo ou sobretudo quando tudo parece dar errado. É aí que a análise começa.

    Se, ao ler esse texto, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório (online ou presencial) está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado. Se quiser, me escreva. Vamos conversar.


  • Olá, eu tenho uma parceira que bebe desde nova, e atualmente elas está com 19 anos e senti q está se

    Olá, eu tenho uma parceira que bebe desde nova, e atualmente elas está com 19 anos e senti q está sem controle da bebida. Ela já esteve pior em relação a bebida. Mas estava num momento da vida sem ligar pra nada então vivia bebendo sempre. Hj em dia, praticamente bebe só final de semana. Mas nas últimas semanas ela tem bebido após o trabalho. E ela tem ficado bem alcoolizada, como se o álcool estivesse pegando mais sabe. Bebendo pouco e já ficando alta.
    Ela teve muitos problemas familiares. E eu acredito q ela sinta falta desses familiares e tem recorrido a bebida. E ela está me pedindo ajuda pra parar de beber, está se sentindo alcoólatra... Por onde eu começo? Oq posso fazer pra ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Agradeço profundamente por sua mensagem e pela confiança em dividir algo tão delicado. É visível o quanto você se importa com sua parceira e deseja apoiá-la nesse momento tão difícil. A sua escuta atenta e seu desejo de ajudar já são gestos muito potentes.

    Quando alguém recorre com frequência ao álcool, especialmente diante de dores emocionais e feridas antigas, como conflitos familiares, o que está em jogo vai além da substância em si. Na psicanálise, escutamos o uso repetido do álcool como uma tentativa de lidar com algo que não se consegue nomear facilmente, como uma falta, um vazio, uma angústia que insiste e para a qual a bebida parece, por um instante, oferecer alívio.

    Você mencionou que ela está te pedindo ajuda. Esse pedido tem um valor enorme. Quando alguém diz “preciso de ajuda”, está abrindo um espaço interno para que algo novo possa acontecer. Mas é importante lembrar: o processo de mudança não é simples, nem linear. E, por mais que você esteja ao lado dela, o caminho da transformação precisa ser feito por ela mesma, com suporte, mas também com um espaço próprio de escuta.

    A psicanálise pode ser esse espaço. Um lugar onde sua parceira possa, com calma, entender o que a bebida representa em sua vida, o que ela tenta silenciar, o que ainda dói e precisa ser falado.

    Você também, como parceira(o) e alguém que convive com essa situação, pode se beneficiar muito de um espaço de escuta. Muitas vezes, quem cuida também precisa ser cuidado. Afinal, conviver com alguém em sofrimento nos atravessa de muitas formas e pode gerar angústia, culpa, impotência.

    Se você sentir que é o momento, estou à disposição para acompanhar vocês nesse processo. A escuta analítica não oferece soluções prontas, mas abre caminhos para que cada um possa descobrir o seu próprio modo de lidar com aquilo que o atravessa.


  • Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.

    Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    A descoberta da dependência emocional não é o fim, é o começo de uma travessia. É quando algo se torna visível o bastante para ser nomeado, mesmo que ainda não compreendido em sua profundidade. E você já começou a caminhar, ao procurar lidar com isso de forma consciente, tentando usar a lógica, regulando o impulso, querendo preservar não só a relação com o outro, mas também com você mesmo.

    Mas o que você chama de “dor inconsciente”, essa que retorna, mesmo quando a lógica já parece ter feito seu trabalho, é justamente aquilo que escapa à razão. O campo do desejo, da falta, da necessidade de ser amado, reconhecido, acolhido… não se inscreve pelas vias do raciocínio. E é por isso que, mesmo que se diga a si mesmo que “não precisa” tanto assim do outro, o corpo aperta, o peito dói, algo em você ainda grita.

    Na psicanálise, escutamos que o sujeito é faltante por estrutura. Ou seja, essa sensação de incompletude, de precisar do outro para se sentir inteiro, não é defeito, é condição humana. A dependência emocional só se torna sofrimento quando essa falta se transforma numa prisão: quando o outro se torna o único lugar possível de abrigo, como se sem ele você deixasse de existir.

    Por isso, o caminho não é acabar com a falta, isso seria impossível. Mas sim, construir um espaço onde você possa sustentar a si mesmo com um pouco mais de leveza, de autonomia, de desejo que seja próprio. E isso não se faz pela lógica, se faz pela escuta. Uma escuta que vá ao encontro desse lugar de dor e que o acolha, sem julgamento, sem urgência de resolver, mas com tempo. Com tempo e com palavras.

    A análise não “cura” a dependência emocional como quem retira um obstáculo. Ela permite que você se aproxime da sua história, que compreenda como essa dependência foi se construindo, como ela se enlaça ao amor, à infância, ao modo como você aprendeu a se relacionar. E, sobretudo, que você encontre formas mais singulares e saudáveis de se vincular, sem apagar o desejo, mas sem se perder nele.

    Cuidar de si, nesse processo, é essencial. Não como um gesto egoísta, mas como um ato de responsabilidade com sua própria vida. Amar o outro, sim, mas também sustentar a si mesmo com alguma ternura. Porque só assim o amor pode ser troca, e não exigência. Só assim ele pode durar, sem se tornar fardo.

    Você já começou. E continuar, mesmo que aos poucos, é o que faz toda a diferença.

    Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.


  • Como superar a perda de alguém (de maneira inesperada)? Me sinto culpada por não ter prestado mais a

    Como superar a perda de alguém (de maneira inesperada)? Me sinto culpada por não ter prestado mais atenção aos sinais, de ter falado menos sobre mim, e mais sobre ele, ter o ouvido mais, ter sido uma pessoa melhor...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Lidar com a perda de alguém de forma inesperada é daquelas experiências que atravessam a gente por inteiro. Nada nos prepara verdadeiramente para o fim abrupto de uma presença que era parte do nosso cotidiano, dos nossos afetos, dos nossos gestos mais simples. E quando a morte chega assim, de surpresa, é comum que o luto venha acompanhado de perguntas que não se calam, de cenas que se repetem na mente, de um sentimento de que algo ficou por fazer ou por dizer.

    Você fala da culpa, e ela é uma presença frequente nesses momentos. Como se, ao reconstruir a história com quem partiu, o que ficou faltando ganhasse um tamanho desproporcional, obscurecendo tudo o que, de fato, foi vivido e partilhado. “Se eu tivesse prestado mais atenção…”, “se eu tivesse falado menos de mim…”, “se eu tivesse sido melhor…” são frases que surgem como tentativas de reescrever o que já não se pode mais mudar. Mas veja: essa culpa nem sempre diz respeito a algo que de fato poderia ter sido diferente. Às vezes, ela é uma forma de dar algum sentido ao sem-sentido que é perder alguém de repente.

    A psicanálise não oferece uma receita para “superar” a dor. Ela nos convida a caminhar com ela, a escutá-la, a descobrir o que essa ausência provoca em cada um de nós. Porque o luto não se trata apenas de chorar por quem partiu, mas também de lidar com tudo o que essa perda reativa: desejos interrompidos, palavras que ficaram no meio do caminho, idealizações, culpas e até raivas que parecem não ter lugar.

    É nesse processo que a análise pode ser importante. Não para apagar a dor, mas para dar a ela um espaço onde possa ser elaborada. Para que, aos poucos, você possa distinguir o que de fato pertence à história que viveram, com suas limitações e afetos possíveis, do que é construído no vazio deixado por quem se foi. A culpa, muitas vezes, tenta preencher esse vazio. Mas ela também pode ser um convite a olhar com mais gentileza para si mesma. A escutar o que essa dor está dizendo sobre o seu modo de amar, de se implicar, de se responsabilizar.

    Há uma diferença entre responsabilidade e culpa. A responsabilidade nos abre à possibilidade de transformar; a culpa, muitas vezes, nos paralisa. Na análise, aprendemos a fazer esse deslocamento, a sair do lugar de quem se acusa para o lugar de quem se implica na própria história, com mais verdade e menos julgamento.

    Você está sofrendo. E esse sofrimento merece ser escutado com delicadeza. Não há um tempo certo para isso passar, nem uma maneira certa de viver o luto. Mas há caminhos possíveis. E talvez, ao se permitir dizer mais sobre isso, você possa encontrar algo que ajude a atravessar essa dor, sem apagar o amor que ficou, mas encontrando um novo modo de se relacionar com essa ausência.

    No momento que sentir que gostaria de ser escutada mais... Gostaria que soubesse que estou aqui, para te acompanhar nessa caminhada.


  • É normal se engasgar e passar o dia todo com sensação de morte? Sempre tive medo de me alimentar,

    É normal se engasgar e passar o dia todo com sensação de morte?
    Sempre tive medo de me alimentar, pois sempre acabo engasgando. Hoje senti como se algo tivesse entrado na minha traqueia e após alguns minutos comecei a passar mal. Meu coração e respiração acelerou, fiquei pálida, tremendo e só sentir a sensação que iria morrer naquele momento. Dps eu melhorei, mas passei o dia sentindo algo na minha garganta e tive medo de ter a sensação novamente. Só senti isso uma vez na adolescência, é normal essa sensação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que esta mensagem, em resposta à sua pergunta, a encontre bem.

    Primeiramente, gostaria de expressar que estou contente por você ter vindo até aqui, na tentativa de encontrar suporte para elaborar melhor o que está acontecendo. Você trouxe pontos sensíveis que merecem análise, cuidado e acolhimento.

    Em nossa sociedade, por muito tempo, o corpo foi compreendido de maneira puramente biológica e fisiológica. Assim, todos os adoecimentos eram vistos sob uma ótica física, com base em exames laboratoriais e nos conhecimentos disponíveis até então. No entanto, com o tempo, começou-se a questionar essa visão, especialmente com os estudos de Freud, que exploraram a relação entre o corpo e o psiquismo humano e como essa interação ocorre. A partir disso, foi desenvolvido o entendimento de que as vivências psíquicas também deixam marcas no corpo, principalmente quando envolvem assuntos sensíveis e difíceis de serem simbolizados ou abordados. Como mecanismo de defesa, essas questões acabam sendo reprimidas na mente consciente.

    O medo de engasgar e o medo da morte podem estar relacionados a questões mais profundas que merecem atenção. Essas questões podem ser desenvolvidas e compreendidas de maneira mais clara para que você possa entender melhor como elas têm te afetado. De fato, medos como o medo de morte ou de perder o controle podem ser mais comuns em períodos de mudanças intensas, como a adolescência, quando surgem conflitos internos e hormonais que nos fazem enfrentar novas questões emocionais. A sensação de "morrer" pode ser uma metáfora para o medo de perder o controle ou ser consumido por uma situação que você não consegue nomear ou entender.

    Buscar ajuda terapêutica pode ser uma maneira de explorar esses sentimentos e medos de forma mais profunda, ajudando você a entender o que está por trás dessas sensações e aprender a lidar com elas de maneira mais saudável. Eu recomendaria que procurasse um profissional da abordagem psicanalítica, pois essa abordagem oferece caminhos para olhar, cuidar e acolher os afetos que atravessaram sua vida ao longo do tempo, e que encontram no corpo físico uma maneira de se expressar. A psicanálise pode ajudá-la a entender o que está por trás dessas reações, o que elas podem significar e como você pode trabalhar essas emoções de uma maneira mais integrada.

    A análise e a terapia possibilitam que você desenvolva questões e caminhos para perceber quantas coisas têm sido difíceis de vivenciar. Quantas vezes você se sentiu diante de uma situação em que não conseguiu se expressar tão bem quanto gostaria sobre o que sente ou pensa?! O que seria a morte?! Além destas perguntas ela também possibilita construir um espaço em que o corpo não somente tenha como única possibilidade de se expressar através do sintoma fisico, mas poderá ser expressado e desenvolvido através da palavra construída na terapia/análise.

    Em relação ao que você sentiu, não é algo que deva ser ignorado. Buscar ajuda de um profissional de saúde, como um psicólogo ou psicanalista, pode ser um passo importante para aprender a lidar com esses sentimentos e encontrar maneiras de reduzir o medo, especialmente ao se alimentar. Além disso, um médico pode avaliar se há alguma condição física que contribua para essas sensações e reações.

    Em resumo, o que você está sentindo não é algo banal, e há uma interação entre o corpo e a mente que merece atenção. Buscar ajuda para explorar esses medos e tentar entender suas origens pode ser um passo importante para sua saúde e bem-estar.


Perguntas frequentes

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