Perguntas do paciente (197)

  • Namoro a 2 anos com a mesma pessoa, porém, não sinto mais atração sexual por ele, mas sinto por outr

    Namoro a 2 anos com a mesma pessoa, porém, não sinto mais atração sexual por ele, mas sinto por outras pessoas.
    Gosto demais dele e da forma como ele me trata, sempre foi extremamente carinhoso comigo, mas quando ele tenta algo no sentido sexual eu recuso, por não sentir a mínima atração. O que posso fazer a respeito disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Primeiramente, quero te agradecer por dividir algo tão íntimo e delicado. Essa dúvida que você está trazendo é mais comum do que parece, e é muito importante que você esteja refletindo sobre isso.

    O desejo sexual é algo muito complexo, e muitas vezes não tem a ver apenas com a atração pela outra pessoa, mas também com o que estamos vivendo internamente. O fato de você não sentir atração sexual pelo seu parceiro, apesar de gostar dele e de como ele te trata, pode estar dizendo algo sobre você mesma, sobre a relação e sobre o que o desejo representa nesse momento da sua vida.

    Na psicanálise, acreditamos que o desejo não é uma coisa simples ou fixa. Ele pode mudar ao longo do tempo, ser influenciado por nossas emoções, histórias passadas, ou até por questões mais profundas que nem sempre conseguimos entender de imediato. Pode ser que, mesmo amando e respeitando seu parceiro, algo no relacionamento esteja fazendo com que você não consiga se conectar sexualmente com ele da mesma forma. E isso não significa que você não o ame ou que haja algo de errado com vocês, mas que o desejo sexual é uma parte mais complicada da nossa psique e não está apenas ligado ao que vemos externamente.

    A atração por outras pessoas pode ser uma forma do seu inconsciente tentar comunicar algo, mas isso não é uma resposta simples ou imediata. Talvez haja algo que precise ser escutado, tanto de você quanto da relação. A psicanálise pode ser um espaço muito importante para ajudar você a entender o que está por trás desse bloqueio, o que isso diz sobre o que você está vivendo e o que está faltando, seja dentro de você ou da relação.

    Não há uma resposta pronta ou rápida para isso, mas a terapia pode ser um caminho para descobrir o que está por trás desse momento, ajudando você a se entender melhor e a se conectar com o que está acontecendo com o seu desejo.

    Se em algum momento sentir que seria importante conversar mais sobre isso e explorar com calma o que está acontecendo, estarei aqui para te apoiar nesse processo de autodescoberta, com todo o cuidado que você merece.


  • Estou em um relacionamento há dois anos e minha parceira frequentemente reclama que não demonstro ci

    Estou em um relacionamento há dois anos e minha parceira frequentemente reclama que não demonstro ciúmes, o que já causou conflitos entre nós. Isso está afetando nosso relacionamento e estou com medo de perdê-la. Gostaria de entender se a falta de ciúmes pode estar ligada a alguma questão emocional ou comportamental, e se a terapia de casal poderia ajudar. Um psicólogo pode me orientar sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    A sua pergunta é muito legítima e mostra o quanto você se importa com essa relação. Quando algo começa a afetar o vínculo e desperta medo de perder quem se ama, geralmente é porque algo está pedindo para ser olhado com mais cuidado, mais profundidade.

    Você menciona que sua parceira reclama da sua “falta de ciúmes”. Muitas vezes, o ciúmes é entendido como sinal de amor, como se, para a pessoa se sentir querida, ela precisasse ver o outro com medo de perdê-la. E embora o ciúmes possa mesmo ser um sinal de apego, ele também pode ter muitas outras camadas: insegurança, medo, experiências passadas que marcaram, ou até a forma como cada um aprendeu, desde cedo, a amar e ser amado.

    Se você não sente ciúmes da maneira como ela espera, não significa que você é indiferente. Pode ser apenas que você ama de um jeito diferente, talvez mais confiante, mais silencioso, mais tranquilo. E isso é algo que pode e merece ser compreendido melhor. Por você, primeiro. E, quem sabe, por ela também.

    Muitas vezes, o que chamamos de “falta” de alguma coisa num relacionamento é, na verdade, um sinal de que há dificuldades na comunicação afetiva. Você pode estar demonstrando amor de formas que ela não reconhece como suficientes. E ela pode estar buscando garantias que você não sabe como oferecer.

    A psicoterapia pode ser um espaço muito importante para você entender melhor o que sente, por que sente (ou não sente) certas coisas, e como isso influencia seus relacionamentos. Um psicólogo pode te ajudar a olhar para sua história, para seus modos de se relacionar, e te apoiar a encontrar jeitos mais saudáveis e verdadeiros de se colocar no amor.

    E sim, a terapia de casal pode ajudar também, se vocês dois estiverem dispostos a ouvir um ao outro com menos cobrança e mais curiosidade. Às vezes, é nesse espaço mediado que conseguimos dizer e escutar o que, sozinhos, não conseguimos dar conta.

    O mais bonito é que você já está fazendo a pergunta. E toda pergunta que nasce do cuidado, do afeto e do desejo de continuar junto merece ser escutada com muita seriedade e respeito.

    Se precisar, sigo por aqui.


  • Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela p

    Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela porque nunca achei ninguem importante ao ponto de trazer essa pessoa pra vida dela. há algum tempo encontrei alguem que a trata muito bem , mas ela nao quer nem saber de aceitar ele na minha vida. É grossa, mal educada muitas das vezes e nao ve, mesmo que eu converse com ela , que ele quer ser alguem importante na vida dela principalmente. EM TUDO nos tentamos inclui-la pra que ela nao se sinta sozinha ou excluida. O convivio dela com ele longe de mim é excepcional, carinhosa e amorosa, mas quando eu chego a festa acaba. Como lidar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    O que você traz é muito delicado, e mostra o quanto você se importa com sua filha e com a forma como ela vive suas relações, principalmente agora, com a chegada de alguém que também passou a ocupar um lugar importante na sua vida.

    Quando uma criança reage de forma agressiva, distante ou até mesmo grosseira diante de um novo parceiro da mãe, geralmente não é porque ela "não gosta" dessa pessoa em si. Na verdade, muitas vezes, ela está tentando lidar com sentimentos que são muito difíceis de entender ou de colocar em palavras.

    Você mesma trouxe algo fundamental: quando você não está por perto, ela é carinhosa e tranquila com ele. Isso mostra que ela não tem um problema com ele como pessoa, mas com a situação que se cria quando ele está com você. Em outras palavras: ela sente alguma coisa muito forte quando vê vocês dois juntos. E talvez nem ela mesma entenda exatamente o que é.

    Pode ser medo de perder o lugar especial que tem com você, ciúmes, insegurança, ou até uma sensação de que está sendo deixada de lado, mesmo que racionalmente ela veja que vocês estão tentando incluí-la em tudo. Essas emoções não seguem a lógica do adulto. Elas pertencem a um outro nível: o do sentimento profundo, às vezes confuso, que envolve amor, medo e apego.

    Quando ela reage de forma “ruim”, pode estar, na verdade, pedindo ajuda: “Me mostra que eu ainda sou importante pra você”, “Me ajuda a entender essa mudança”, ou até “Me deixa sentir isso sem que você tente me corrigir o tempo todo”.

    E é por isso que, mais do que convencer ela de que ele é legal, o que ela até já sabe, de certa forma, talvez o que ela mais precise agora é sentir que tem espaço para viver esse conflito com você por perto, sem medo de perder seu amor. Que ela possa ver que você entende a dor dela, mesmo quando ela se expressa de um jeito difícil.

    Se essa situação está se repetindo muito, pode ser bonito e útil oferecer a ela um espaço de escuta com um profissional, onde ela possa falar livremente, sem julgamentos, e aprender, no seu tempo, a lidar com tudo isso que está sentindo.

    Você está fazendo algo muito bonito: cuidando do amor que construiu com sua filha e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para uma nova relação. Isso não é fácil. Mas é possível, sim, encontrar um equilíbrio, ainda que isso leve tempo.

    E o mais importante: o amor que vocês têm uma pela outra é o solo mais seguro para atravessar essa fase. Estou aqui, se desejar continuar essa conversa.


  • Olá tenho uma dúvida muito séria meu companheiro vez em outra faz uso de cocaína isso não é sempre é

    Olá tenho uma dúvida muito séria meu companheiro vez em outra faz uso de cocaína isso não é sempre é de vez em quando porém ele quando usa isso busca ver vídeos de sexo com trans, busca site gay, e diz que queria me ver tradando com outro homem e que esse homem tbm penetrasse ele, eu disse que não consigo ter uma terceira pessoa na relação sexual ele disse respeitar mais disse que quer então que eu penetre ele e ele só faz isso quando cheira cocaína eu já disse que quando ele usa isso só me afasta dele disse pq vc não me pede isso tudo quando não usa isso ele disse que precisa disso para querer fazer precisa da droga eu falei que deste jeito não dá pq sou contra o uso de drogas perguntei se ele é bissexual ele diz não saber mais percebo que ele quando está sem o uso desta droga e faz sexo comigo pede sempre sexo anal percebo que ele gosta muito mais sem o uso da droga ele não pede pra ser penetrado não consigo entender ele já disse se ele quiser seguir a vida dele ter um relacionamento com um trans que seja feliz, mais ele diz me amar e que não vai transar com nenhum sem eu estar junto mais quando infelizmente faz o uso desta droga fica horas vendo vídeos de trans e entra no site gay me deixa as vezes de lado pq sabe o quanto eu sou contra o uso de drogas, queria saber se ele faz isso por medo de assumir querer ter um trans na vida dele ou até um gay sei que ele tbm gosta de mulher pq ele já teve muitos outros relacionamentos com mulheres é pai mais tento entender e quando eu ameaço ir embora ele implora e diz que não irá mais usar drogas eu disse meu problema não está em ele ser bissexual ou sei lá o que mais a droga e ele só age assim com o uso dela preciso entender isso obrigada e desculpa o texto

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Obrigada por dividir algo tão íntimo e delicado. O que você relata envolve não apenas questões de desejo e sexualidade, mas também o impacto do uso de substâncias no relacionamento. Quando seu companheiro usa cocaína, surgem comportamentos e fantasias que parecem desconectados da relação que vocês constroem em momentos de sobriedade — e isso gera confusão, dor e afastamento.

    O uso da droga pode estar funcionando como uma espécie de "gatilho" para liberar fantasias que, talvez, ele mesmo não compreenda ou aceite. Não se trata apenas de identificar uma orientação sexual, mas de lidar com conflitos internos que se tornam visíveis nesses momentos. Dizer que só consegue desejar essas coisas quando está sob efeito da substância aponta para uma dificuldade maior de se escutar e se responsabilizar pelo que sente.

    Seu desconforto é legítimo. É importante escutar os seus próprios limites e perceber como tudo isso está afetando sua saúde emocional. A questão maior aqui talvez não seja a sexualidade dele, mas o uso da droga como mediadora da relação e da intimidade entre vocês.

    Tanto ele quanto você podem se beneficiar de um espaço terapêutico. Para ele, seria essencial poder trabalhar o uso da substância e as questões de desejo com um profissional. Para você, pode ser um caminho para elaborar tudo isso com mais clareza e autocuidado.

    Você não está sozinha. O que sente merece ser acolhido, com respeito e sem pressa.

    Estou aqui, caso deseje conversar mais sobre.


  • Tenho 19 anos e estou me sentindo muito mal, acho que tenho depressão. Não sei como contar isso aos

    Tenho 19 anos e estou me sentindo muito mal, acho que tenho depressão. Não sei como contar isso aos meus pais. Eles são os pais mais amorosos que eu poderia ter e sei que eles vão me apoiar. Mas é muito estranho. Não sei como contar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    É muito valioso que você consiga colocar em palavras esse mal-estar. Isso já é um movimento importante. Quando algo em nós começa a pesar e a nos deixar confusos, nomear essa sensação pode ser o primeiro passo para não carregar tudo sozinho(a).

    Você menciona a possibilidade de estar vivendo uma depressão, e ao mesmo tempo diz que tem pais amorosos, que certamente te apoiariam. E, ainda assim, há algo que te impede de falar com eles. Isso é compreensível. Nem sempre é fácil dizer o que sentimos, mesmo quando sabemos que seremos acolhidos. Às vezes, o difícil não está na reação do outro, mas na estranheza do que se passa dentro de nós.

    Na psicanálise, buscamos justamente abrir um espaço onde você possa dizer o que sente, mesmo que ainda não entenda muito bem. Não se trata de ter certeza de um diagnóstico, mas de encontrar um lugar onde sua dor possa ser escutada com respeito e sem pressa.

    Talvez, com o tempo, esse espaço de fala possa te ajudar também a encontrar um modo mais próprio e possível de conversar com seus pais. Afinal, se há amor, como você diz, isso já é um solo fértil para o diálogo, mas ele precisa partir do seu tempo, do seu desejo.

    Você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Buscar ajuda é um gesto de cuidado consigo. E você já começou.

    Estou aqui, se desejar conversar mais sobre isso.


  • Bom dia ,estou com uma sessão estranha como se estivesse desligado da realidade,passei uma vez no ps

    Bom dia ,estou com uma sessão estranha como se estivesse desligado da realidade,passei uma vez no psiquiatra ele disse que é um sintoma de Desrealização, o que posso fazer pra minimizar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    O que você descreve, essa sensação de estar “desligado da realidade”, pode, de fato, ser vivido como algo bastante angustiante. A desrealização, como nomeou o psiquiatra, é uma forma que o psiquismo encontra para dar conta de algo que, por algum motivo, se tornou difícil demais de elaborar. É como se a realidade ficasse meio borrada, distante, como se você estivesse ali, mas sem estar por inteiro.

    Na escuta psicanalítica, buscamos acolher o que esse sintoma tem a dizer, porque ele nunca aparece por acaso. O que hoje se manifesta como esse desligamento talvez esteja ligado a vivências que não puderam ser ditas, sentidas ou compreendidas no momento em que aconteceram. O sintoma, nesse sentido, é também uma tentativa do sujeito de se proteger, ainda que com um alto custo.

    Você pergunta o que pode fazer para minimizar isso, e eu diria que talvez o mais importante agora não seja “eliminar” essa sensação rapidamente, mas começar a dar um lugar para ela, permitindo que você possa se escutar com mais profundidade. Um espaço de análise pode ser precioso para isso: não para medicar o que é estranho, mas para acompanhar esse estranho com escuta e cuidado.

    O que hoje parece sem sentido pode, aos poucos, ganhar contorno. Não como uma resposta pronta, mas como um caminho de elaboração singular. Você não está sozinho nessa experiência.

    Estou aqui, caso deseje falar mais sobre...


  • Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequênci

    Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequência ela está distante do meu filho também o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Obrigada por compartilhar algo tão delicado. O que você descreve é um desafio muito comum em relacionamentos, especialmente quando há sentimentos não resolvidos e tensões envolvendo ex-parceiros, que acabam refletindo nas relações atuais.

    O ódio que sua namorada sente pela sua ex pode ser um reflexo de insegurança, de uma mágoa profunda ou até mesmo de ciúmes. Esses sentimentos não processados podem afetar tanto o relacionamento entre vocês quanto as interações dela com seu filho, já que emoções intensas e não resolvidas podem gerar distanciamento e dificuldade de aceitação, principalmente se ela não se sente totalmente segura em sua posição no relacionamento.

    A melhor forma de lidar com isso é procurar entender a origem desse sentimento de ódio. O que ela sente em relação à sua ex? O que a incomoda mais nesse vínculo que ainda persiste? Uma vez que esses sentimentos sejam compreendidos e ressignificados, ela pode se sentir mais à vontade para construir uma relação mais equilibrada com você e com seu filho.

    Sugiro que você converse com sua namorada de forma aberta e sem julgamento, criando um espaço de escuta e acolhimento. É importante também considerar que, se esse sentimento de ódio persistir e continuar afetando a convivência, pode ser interessante buscar o apoio de um terapeuta de casal para ajudar a lidar com essas questões e para facilitar o entendimento mútuo.

    Na psicanálise, por exemplo, pode-se investigar como as relações anteriores e as projeções que fazemos nos outros impactam a nossa forma de estar no presente. É um processo que exige tempo e reflexão, mas que pode trazer mais clareza e aproximação entre você, sua namorada e seu filho.

    Se você precisar de mais apoio ou quiser discutir mais a fundo essas questões, estou à disposição para ajudar.


  • Venho passando por uma situação bem difícil em meu relacionamento e isso tem me deixado bem mal. Est

    Venho passando por uma situação bem difícil em meu relacionamento e isso tem me deixado bem mal. Estou em um relacionamento a 5 meses, nos conhecemos por redes sociais e desde o início conversamos todos os dias durante um mês e marcamos de nos ver pessoalmente no mês seguinte pois ela morava em outro estado. Nesse primeiro mês enquanto apenas conversamos e fazimos planos de nos ver eu fiquei com uma garota uma vez, e ela descobriu sobre essa garota e está profundamente chateada pois considera um traição ter ficado com alguém enquanto conversava com ela. E eu entendo o lado dela perfeitamente, me arrependo arduamente por ter cometido esse erro. Isso vem me tirando o sono pois não quero perder minha namorada, sei que é culpa minha e devo arcar com as consequências de meus atos, mas não estou sabendo lidar com essa situação e está afetando meu sono e minha saúde. Já conversamos porém ela sempre acha que estou tentando distorcer e ludibriar ela, porém tenho sido sincero com ela o tempo todo e assumo que errei e menti pra ela quando estávamos conversando.
    Queria saber uma opinião sobre como posso lidar com esse assunto sem afetar tanto minha saúde que já não anda muito boa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Obrigada por compartilhar algo tão sensível. É compreensível que esse momento esteja te afetando profundamente. Quando nos damos conta de que ferimos alguém que amamos, algo em nós também se desorganiza.

    O que você relata não é apenas sobre o acontecimento em si, mas sobre o que ele causou em você e na relação. O sentimento de culpa, a insônia, a dificuldade em ser escutado mesmo sendo sincero agora... tudo isso aponta para algo que merece ser acolhido com cuidado.

    Na psicanálise, mais do que buscar culpados, nos interessamos por compreender o que está em jogo para cada um. Que lugar esse arrependimento ocupa hoje em você? Que fantasmas ele ativa? E o quanto da insistência em reparar pode estar te afastando ainda mais de si mesmo?

    Você já reconheceu o erro, e isso é importante. Mas a reconstrução de um vínculo depende dos dois e também do tempo, que precisa ser respeitado. Talvez esse seja também um momento de escutar o que essa dor diz sobre você, sobre seus limites, sobre o desejo de fazer diferente.

    Um processo terapêutico pode te ajudar a atravessar isso com mais cuidado, evitando que a culpa se transforme em sofrimento físico e psíquico.

    Você não precisa carregar tudo sozinho. Estou aqui, se desejar falar mais sobre.


  • Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressen

    Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressentimento de que vou morrer cedo. Não é algo que me causa medo ou angústia, é só uma certeza. Mesmo que eu consiga imaginar algum tipo de futuro, não sinto que vou chegar lá. Parece que tem uma parede que eu não sou/serei capaz de atravessar. Esse sentimento tem uns bons anos já. Só decidi perguntar isso aqui depois da minha mãe e da minha amiga, que estava presente na hora, me falarem que eu deveria ter reagido de um jeito diferente quando quase sofri um acidente um dia desses. E acho que elas estavam certas, não senti nenhuma preocupação, desespero ou coisa do gênero. Na hora, apenas aceitei a situação, acho que até pensei um "Então é isso" (mas tudo foi muito rápido, portanto, não tenho tanta certeza). Mesmo logo depois, nada mudou, realmente só fiquei mal por ter atrapalhado o dia do motorista. Eu ainda não sei muito bem o que concluir disso, mas queria saber o que os senhores e senhoras têm a dizer sobre...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá!
    Obrigada por dividir algo tão íntimo. Você conseguiu colocar em palavras uma sensação que muita gente sente, mas nem sempre sabe explicar.

    Essa impressão de que “não vai viver muito”, mesmo sem sentir medo, merece ser ouvida com atenção. Pode não ter a ver com idade, mas talvez com coisas que você viveu, sentiu, ou guardou em silêncio por muito tempo.

    A terapia pode ser um espaço seguro pra isso: um lugar onde você pode falar livremente, sem julgamentos, e ser escutado com cuidado. Não é sobre dar respostas prontas ou dizer o que você deve fazer, mas sobre caminhar junto com você, ajudando a entender melhor o que sente e por que sente assim.

    Esse momento que você viveu, o quase-acidente, pode ter mostrado com mais clareza algo que já estava aí dentro. E a forma como você reagiu também pode ter muito a dizer sobre você. Por isso, falar sobre isso pode te ajudar a compreender melhor seus sentimentos, seu jeito de estar no mundo, e até descobrir novas formas de se sentir mais inteiro(a).

    Se quiser seguir conversando sobre isso, estou por aqui. Você não está sozinho(a), e o que você sente merece ser levado a sério, com cuidado e carinho.


  • Olá! Meu nome é Nathacha e tenho um relacionamento de 4 anos com outra mulher. Tínhamos um relaciona

    Olá! Meu nome é Nathacha e tenho um relacionamento de 4 anos com outra mulher. Tínhamos um relacionamento ativo no começo, depois ela foi tendo crises de choro e aí percebi que a depressão dela estava voltando, com isso ela parou de transar comigo...eu tocava ela e ela não retribuía comigo e ficou nisso por muito tempo sem ela falar o que estava acontecendo e eu só me perguntando o pq daquilo estar acontecendo...Enfim depois de um tempo ela disse que não sentia mais vontade de transar comigo e também as vezes eu fazia nela e ela não sentia nada...depois de um 2 anos fomos morar juntas e o problema continuou...Ela com uma depressão profunda, e eu sempre do lado dela, marcava consulta ela não ia...passava mal de vomitar pois nesse meio tempo ela desenvolveu gastrite esofagite e etc...Bom, sempre tentei, ela ia em alguns, dizia que estava tentando resolver, mas no final das contas não resolveu nada....Estou extremamente cansada e chateada por isso, pois é quase 3 anos esperando esse problema resolver, ela diz que vai correr atrás agora que eu disse que quero um tempo...a gente voltar pra casa dos pais....Mas não sei se ela vai resolver mesmo. Além de tudo isso, eu fico preocupada com ela, a depressão dela....oque devo fazer? Pois estou cansada, mas amo muito ela, não quero deixa-la, não sei se o melhor é realmente cada um ficar nas suas casas. Ela não tem muito apoio dos familiares...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá, Nathacha.

    Obrigada por compartilhar sua vivência com tanta sinceridade. O que você relata mostra o quanto tem sido difícil sustentar uma relação em que o amor e o cuidado estão presentes, mas onde o sofrimento psíquico da sua companheira atravessa tudo, inclusive a intimidade entre vocês.

    Estar ao lado de alguém em depressão, especialmente quando essa pessoa não consegue seguir com o tratamento, pode ser extremamente desgastante. Você tem tentado, por muito tempo, acolher, cuidar e compreender. Mas é natural que, mesmo com amor, você se sinta cansada, frustrada, até sozinha dentro da relação.

    A ausência de desejo e de contato físico, somada ao silêncio e ao adoecimento emocional dela, também produzem marcas em você. Não se trata apenas de uma "fase", mas de um tempo longo de espera, no qual você também foi se esvaziando.

    Dar um tempo, neste caso, pode ser um gesto de cuidado, consigo mesma e com a relação. Não significa abandono. Às vezes, a separação de espaços pode permitir que algo novo se diga, que um movimento aconteça. Mas é importante que você se escute: o quanto dessa espera ainda é possível para você? E o que está te impedindo de colocar esse limite com mais clareza?

    Um processo de análise pode te ajudar a elaborar esses impasses, escutando seu desejo, sua culpa, seu cansaço e seu amor com o cuidado que eles merecem.

    Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Sua dor e seu afeto merecem também um espaço de acolhimento.

    Estou aqui, caso deseje conversar mais.


  • Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de per

    Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de personalidade esquizóide e evitativo ? Esses transtornos podem ser totalmente remidos em pacientes já passados dos 30 anos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Sua pergunta é muito pertinente e mostra um desejo importante de compreender mais a fundo o que você está vivendo. E isso, por si só, já é um movimento valioso no processo de cuidado psíquico.

    Do ponto de vista da psicanálise, não falamos exatamente em “remissão” no sentido de eliminar por completo os traços de uma estrutura ou de um modo de funcionamento psíquico. Mas sim, é possível transformar a relação que se tem com o sofrimento, escutando o que está em jogo por trás da ansiedade, do retraimento ou das dificuldades de vínculo.

    Os chamados transtornos de personalidade esquizoide e evitativo, muitas vezes marcados por um distanciamento afetivo, medo do contato e dificuldades de se colocar no laço com o outro, podem ser compreendidos, na escuta analítica, como formas que o sujeito encontrou, ainda que com sofrimento, de lidar com experiências muito precoces e complexas. Não se trata de “curar um transtorno”, mas de escutar a singularidade dessa defesa: o que ela protege? O que está em jogo nesse afastamento?

    A ansiedade, nesse contexto, pode ser vista como um sinal de que algo insiste, algo do desejo que tenta emergir, mesmo diante do medo ou da retração. É justamente esse “algo” que pode ser acolhido em um processo de análise.

    Independentemente da idade, sempre é possível fazer um percurso de elaboração e construção de um modo mais próprio de estar no mundo. A psicanálise não promete fórmulas, mas oferece um espaço ético de escuta, onde você pode, pouco a pouco, reconhecer seus tempos, seus limites e também suas possibilidades de criação e transformação.

    Se desejar, estou por aqui. Seu movimento de perguntar já é um primeiro passo importante.


  • É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento on

    É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento onde moramos perto mas nunca se vimos. Sempre acontece algo que nos impede de se ver, relacionado a estado mental, contratempos e imprevistos.
    Ja ocorreram alguns questionamentos mas sempre nos entendemos, recentemente eu questionei sobre ter visto um cabelo azul em video q ela me mandou e ela disse q era uma manta q ela estava usando e acabou aparecendo, pedi q me mostrasse essa manta para q eu entendesse melhor e agora ela esta me bombardeando de mensagens por ter que se provar e eu ainda duvidar dela. gostaria de saber se ela precisa se provar todas as vezes que eu questionar, pq quando ela me questiona eu faço de tudo pra provar e tranquilizar ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,
    Obrigada por compartilhar com tanta sinceridade o que você tem vivido nesse relacionamento.

    É absolutamente humano que dúvidas e questionamentos apareçam numa relação. Especialmente quando existe uma distância física ou obstáculos constantes para o encontro presencial, é natural que a mente comece a buscar respostas, tentando organizar aquilo que não se sustenta só na presença ou no cotidiano partilhado.

    Na perspectiva da psicanálise, os vínculos afetivos são atravessados por muitas camadas: desejos, fantasias, inseguranças, repetições da nossa própria história. Muitas vezes, não é só o outro que está em questão, mas algo que toca em nossas próprias feridas ou expectativas.

    O seu desejo de que ela se prove, por exemplo, pode apontar não só para o que ela faz ou deixa de fazer, mas também para uma necessidade interna de segurança, de confirmação, de ser levado a sério no que sente. Isso não é "errado", mas pode ser interessante se perguntar: o que esse tipo de prova representa para mim? O que está em jogo quando não me sinto totalmente seguro?

    Por outro lado, é importante também olhar com cuidado para a reação dela: sentir-se cobrada em excesso, ou como se tivesse que se justificar o tempo todo, também pode gerar desgaste e defesa. Relações saudáveis se constroem mais no espaço do diálogo do que na exigência de "provas". E às vezes, o que precisa ser construído não é uma resposta exata, mas um espaço onde ambos possam ser escutados de forma verdadeira.

    Você não está errado em querer compreender o que sente e em buscar um relacionamento mais claro. Mas talvez seja um bom momento para refletir sobre o que essa dinâmica está te ensinando sobre você mesmo, e como você tem se colocado nesse laço.

    Se sentir que isso tem te causado sofrimento ou te mobilizado de forma repetitiva, procurar um espaço de análise pode te ajudar a dar nome às sensações e entender o que está em jogo de um jeito mais profundo — sem julgamento, com escuta e cuidado.

    Estou por aqui, caso queira continuar conversando.


  • Tenho muitas feridas que vão se espalhando pela pele do meu corpo, já fui em dermatologistas e faço

    Tenho muitas feridas que vão se espalhando pela pele do meu corpo, já fui em dermatologistas e faço terapia. Relataram ser psicossomático. Quais profissionais devo buscar para essas feridas pararem de aparecer e eu melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá...

    Primeiramente, agradeço profundamente por compartilhar sua angústia. É preciso muita coragem para olhar para o próprio sofrimento e buscar caminhos de cuidado. E isso, por si só, já é um gesto importante em direção à escuta de si mesma.

    Quando o corpo fala por meio de feridas que “se espalham pela pele”, como você diz, estamos diante de algo que merece ser escutado com atenção. Você menciona que já procurou dermatologistas e está em acompanhamento terapêutico, e que o quadro foi compreendido como psicossomático. Na psicanálise, especialmente na orientação lacaniana, não vemos o corpo e a mente como separados. O sintoma que aparece no corpo pode ser um modo do inconsciente se expressar, uma mensagem que ainda não encontrou palavras, mas que insiste em aparecer na pele.

    Você pergunta quais profissionais deve buscar. É sempre importante que os cuidados médicos continuem, para que qualquer causa orgânica seja acompanhada. Mas, quando o sofrimento se apresenta de forma repetitiva no corpo, mesmo com o tratamento clínico adequado, é sinal de que algo mais está pedindo espaço. E é nesse ponto que a psicanálise pode oferecer um lugar singular: um espaço em que você possa falar, escutar a si mesma e, pouco a pouco, colocar em palavras o que o corpo está tentando dizer.

    A psicanálise não se propõe a oferecer soluções rápidas, mas sim a sustentar um trabalho de escuta profunda, sem julgamentos, que respeita o tempo do sujeito. Talvez, com o tempo, o que hoje se inscreve na pele possa encontrar outro modo de existir, possa se transformar, ao ser simbolizado, ao ganhar voz.

    Você já deu passos importantes ao procurar ajuda. Seguir falando, abrindo espaço para esse sofrimento ser escutado, pode ser um caminho potente para que algo de novo possa surgir e o corpo, que hoje carrega a dor, possa se aliviar.

    Se desejar, posso te ajudar a encontrar esse espaço de escuta mais profundo, voltado ao que te afeta de forma tão íntima. Seu sofrimento merece cuidado, tempo e um lugar onde possa, enfim, ser ouvido.


  • Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos

    Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos de idade tive acesso irrestrito ao celular, isso me levou a consumir pornografia a essa idade e se tornou um vício que eu não entendia na infância, tornei a esconder dos meus pais mesmo sem entender sobre relações sexuais. Até que um dia decidi parar e passei cerca de 3 anos sem consumir esse tipo de conteúdo, de verdade. No início da adolescência isso voltou, principalmente pq eu estava me descobrindo e descobrindo minha real sexualidade acabei vendo asmr’s sexuais falados, até então eu só escutava, porém eu ia cada vez mais fundo e acabei voltando para a pornografia. Aos 16 comecei a me tocar, uma coisa importante sobre isso é que eu nunca me toquei SEM a pornografia até hoje. Porém, hoje sou comprometida, e mesmo assim cedo a esse vício, eu não vejo todos os dias mas as vezes é como um chamado. Eu amo a pessoa com quem eu estou e quero passar o resto da minha vida com ela, eu a amo de verdade e não queria decepcioná-la com isso, eu sei que não terminaríamos por causa disso porque o nosso amor uma pela outra é muito forte mas o nosso relacionamento é a distância e somente quando há essa distância eu cedo algumas vezes a pornografia. Eu estou realmente decepcionada comigo mesma, é horrível ver, mas de vez em quando é como se houvesse um chamado. Nós já tivemos experiências sexuais e isso foi incrível, eu não queria estragar nossa química por causa disso, eu já li que isso pode estragar relacionamentos e o momento do sexo em si, e eu não queria que nossa história e nossa química se percam, de verdade. Eu gostaria de me livrar disso mas mesmo desativando os navegadores, tirando qualquer incentivo sexual isso continua voltando. Eu quero parar, gostaria que alguém me dê um caminho, uma luz para que eu possa viver meu relacionamento feliz. Adendo: eu não gosto de pensar em outras pessoas quando vejo esses vídeos, eu já amo a com quem estou, porém eu acredito que eu veja pq sou muito isolada e não saio de casa, fico com tédio e vou ver

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá...

    Primeiramente, agradeço profundamente a confiança ao compartilhar algo tão íntimo e sensível. Percebo no seu relato um desejo sincero de compreender o que está acontecendo com você e também de cuidar do que há de mais precioso: o amor que você sente, sua relação consigo mesma, e o vínculo com quem está ao seu lado.

    O que você traz toca em muitas camadas da vida psíquica: a descoberta do corpo, o isolamento, o prazer, o desejo, a vergonha, o amor, e os modos que encontramos muitas vezes desde muito cedo de lidar com o que não compreendemos totalmente. Quando você fala que começou a consumir conteúdos pornográficos aos 8 anos, é impossível não escutar aí uma solidão, uma falta de mediação, e talvez um apelo por respostas que não estavam disponíveis no tempo certo. O corpo e o desejo apareceram antes mesmo de poderem ser nomeados, compreendidos, ou acolhidos. E o que é vivido assim, de forma solitária, muitas vezes insiste em retornar, mesmo quando já não desejamos mais.

    Na perspectiva da psicanálise, especialmente na orientação lacaniana, não falamos de vício como um problema moral ou de força de vontade mas como um modo que o sujeito encontra para lidar com algo que o angustia, para tamponar um vazio, uma falta. A pornografia, nesse sentido, não é apenas um conteúdo que você consome: é uma tentativa de apaziguar algo que, talvez, ainda não foi simbolizado ou escutado com profundidade.

    Você diz que sente como um "chamado". Essa é uma palavra forte e importante. O que será que está chamando por você, nesse momento? O que está sendo dito ali, por meio do retorno à pornografia? O tédio, o isolamento, o medo de perder algo que você ama? São perguntas que não têm respostas prontas mas que podem ser elaboradas, pouco a pouco, em análise.

    O desejo de parar, de transformar isso, é muito legítimo. Mas talvez o caminho não seja "se livrar" rapidamente, e sim compreender o que está em jogo, o que esse hábito significa na sua história, na sua relação com o seu corpo, com a sua sexualidade e com o outro.

    Estar em análise é justamente dar lugar a esse tipo de escuta sem culpa, sem correções, sem pressa. É poder falar sobre isso tudo com alguém que não vai te julgar, mas te acompanhar a descobrir o que há por trás desse "chamado". Isso pode abrir novos caminhos para você se relacionar consigo mesma e com quem você ama, de forma mais livre, mais consciente, mais sua.

    Você não está sozinha. Seu sofrimento merece escuta, cuidado e tempo. E há, sim, um caminho possível que começa quando você se permite falar e elaborar sobre isso. Você já está dando esse primeiro passo, ao vir aqui.

    Se quiser, posso te ajudar a encontrar esse espaço.


  • Como posso apagar o que sinto por alguém do passado? Há décadas atrás, quando eu era um pré-adole

    Como posso apagar o que sinto por alguém do passado?

    Há décadas atrás, quando eu era um pré-adolescente eu queria me declarar para uma pessoa mas acabei não fazendo por medo. A pessoa até ficou sabendo mesmo disso, mas eu nunca cheguei a dizer a essa pessoa como eu me sentia.

    Passou-se se décadas e mesmo agora nos vinte poucos anos acho que meu lado emocional não superou essa pessoa de fato. Apesar de eu ter decidido a esquecer e seguir em frente.


    Queria entender também como isso é possível.

    Eu até cheguei a conclusão comigo mesmo nessas semanas ja tinha chegado a conclusão que isso era amor mas no máximo uma paixão não correspondida. Mas ontem a noite eu sonhei que eu me Casava com essa pessoa. Era eu de joelhos me declarando para essa pessoa. Até lembro do vestido que essa pessoa usava
    .
    .Todos sonhos já tive com essa pessoa por mais diferentes que fossem sempre terminaram assim. Ou então era só nós dois conversando.

    Queria saber o que eu preciso fazer para isso parar ou então entender por que não sigo como qualquer outra paixão não correspondida já lidei e segui em frente facilmente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Como psicóloga de orientação psicanalítica, acolho seu relato com atenção e cuidado. O que você compartilha toca em uma questão bastante sensível: a permanência de uma experiência emocional do passado que insiste em não se dissolver com o tempo. Mesmo que você pense racionalmente nisso como um amor não correspondido, os sentimentos mais calorosos permanecem vivos; eles reaparecem nos sonhos, que são como um bilhete premiado da loteria para o inconsciente tentando comunicar aquilo que, na vida desperta, muitas vezes nos escapa.

    Na psicanálise, não tentamos “apagar” sentimentos como se fossem algo que pudesse ser deletado. O que sentimos, especialmente na infância e adolescência, marca profundamente e para sempre a nossa subjetividade. Com frequência, as primeiras experiências amorosas se tornam referências internas para nossos afetos futuros, porque condensam desejos, expectativas, idealizações e também feridas.

    Os sonhos que você relatou, de casamento e declarações desse amor antigo, parecem apontar para algo que talvez não tenha sido plenamente simbolizado ou elaborado. Provavelmente não se trata apenas de um traço de saudade ou arrependimento, mas sim de algo que ainda está muito vivo como presença emocional para você. Às vezes, trata-se menos da pessoa em si e mais do que ela representou: um desejo que não pôde ser vivido, uma parte de você que não conseguiu se expressar, um tempo que ficou congelado emocionalmente.

    Você menciona já ter vivido outros amores não correspondidos, mas este se destaca e não se resolve como os demais. Isso sugere que ele se inscreveu de forma única em seu tecido psíquico. Por isso, simplesmente tentar esquecer ou “seguir em frente” racionalmente não adianta - o inconsciente não obedece à lógica do tempo cronológico.

    E o que pode ajudar? A escuta. Falar sobre isso em análise, dar a essa história o lugar que lhe é devido, nomear os significados que ela tem para você (no passado e no presente). Ao invés de tentar fazer isso “parar”, talvez o caminho seja permitir-se compreender o que exatamente permanece vivo ali e por quê. Assim, talvez algo desse afeto possa se transformar, e o que hoje retorna de forma tão insistente possa, com o tempo e o trabalho psíquico, ocupar outro lugar em você.

    Estou à disposição para te ajudar a encontrar um espaço de apoio apropriado para que isso possa acontecer. Seu sofrimento merece ser acolhido com respeito e sem pressa, algo que só o tempo e o processo analítico podem verdadeiramente proporcionar.


  • Eu tenho 13 anos, e daqui a 4 meses eu faço 14 anos. E eu simplesmente não quero isso, não quero cre

    Eu tenho 13 anos, e daqui a 4 meses eu faço 14 anos. E eu simplesmente não quero isso, não quero crescer e me separar das pessoas que eu gosto. Tudo parece não ter mais sentido, pq eu sei que eu vou crescer e tudo isso vai acabar, já que daqui a dois anos eu estou entrando no ensino médio, oque me deixa ainda mais ansiosa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá,

    Primeiramente, muito obrigada por compartilhar seus sentimentos tão profundos e difíceis.

    Gostaria de começar dizendo que, nessa fase da adolescência, sentir uma grande confusão sobre o que está por vir é super compreensível. O crescimento, o passar do tempo e as mudanças que ele traz podem parecer assustadores e, por vezes, até dolorosos, principalmente quando há o medo de perder as pessoas ou as coisas que amamos. Isso tudo pode causar muita ansiedade, como você está sentindo.

    O que você traz é algo que, na psicanálise, podemos entender como um movimento de separação e transformação. Quando estamos crescendo, temos que lidar com a ideia de que a infância fica para trás, e isso pode gerar uma sensação de perda. Ao mesmo tempo, é nesse processo de crescimento que novas formas de se relacionar com o mundo, com os outros e consigo mesma começam a surgir. Isso não significa que você vai perder o que é importante, mas sim que vai aprender a lidar com esses sentimentos de forma diferente, conforme for amadurecendo.

    A ansiedade que você sente sobre o futuro, especialmente sobre o início do ensino médio, é muito comum e faz parte dessa fase de transição. O ensino médio representa, para muitos, um novo ciclo de aprendizado e relações, mas também o enfrentamento de novas responsabilidades. A grande questão não é evitar o crescimento, mas aprender a lidar com ele da melhor forma possível, com o tempo.

    Se você sentir que isso está tomando muita força e dificultando seu dia a dia, vale a pena buscar ajuda para falar mais sobre essas inseguranças, medos e ansiedades. A terapia pode ser um espaço onde você pode entender melhor esses sentimentos e encontrar formas de lidar com eles de maneira saudável.

    Você não está sozinha nesse processo. Esse momento pode ser um pouco difícil, mas é também uma oportunidade para se descobrir, aprender a lidar com as mudanças e entender melhor a sua relação com o tempo e com as pessoas ao seu redor. O fato de você já estar refletindo sobre tudo isso já mostra que você está no caminho de se conhecer melhor e entender o que se passa com você.


  • Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico trist

    Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico triste. Também sinto falta dessa melancolia, desse vazio, mesmo que seja algo confuso para mim. Também fico desmotivado, cabisbaixo, sem ânimo pra fazer nada..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Fico tocada com o que você compartilha. E antes de qualquer coisa, queria dizer: o que você sente é importante. Mesmo que pareça confuso, mesmo que às vezes nem você entenda direito, isso merece ser escutado com cuidado.

    Sabe, muitas vezes a gente está aparentemente bem — sem grandes problemas, com tudo funcionando do lado de fora — mas ainda assim, algo dentro da gente pesa. Uma tristeza que chega de repente, um vazio que insiste… E isso não é loucura, nem frescura, nem fraqueza. É humano.

    Esse sentimento de melancolia que vai e volta, que às vezes até faz falta, pode estar ligado a partes muito profundas da sua história. Coisas que talvez não foram ditas, sentidas ou compreendidas lá atrás… e que agora pedem um espaço pra existir. Às vezes, o que parece só um desânimo pode ser, na verdade, uma forma do corpo e mente dizerem: “tem algo aqui que precisa ser olhado e cuidado com carinho e atenção.”

    Na abordagem psicanalista, não trazemos respostas prontas, mas construimos juntos um espaço pra você se escutar com mais verdade, sem julgamento, no seu ritmo. E cuidar da sua saúde mental é principalmente dar um tempo pra si, se permitir sentir, se perguntar, se reconstruir.

    Você não precisa dar conta de tudo sozinho. Há caminhos possíveis. E talvez o primeiro passo seja reconhecer que essa dor tem algo a dizer… e que você merece ser escutado.


  • É normal, em algum momento da vida, a pessoa perder a fé em tudo? Não estou falando necessariamente

    É normal, em algum momento da vida, a pessoa perder a fé em tudo?
    Não estou falando necessariamente de fé em Deus, mas em tudo mesmo. Desde o começo do ano, minha mente está muito negativa. Comecei a me fazer vários questionamentos que só me traziam sofrimento — pensamentos intrusivos, muitos deles indo contra os meus próprios princípios. Desde então, comecei a me perder de mim mesma. É uma sensação horrível.

    Não acredito mais na vida, não acredito que vou melhorar, nem que posso controlar minha mente. Desde pequena (tenho 23 anos atualmente)sempre tive medo de "encucar pensamentos", porque sempre fui assim — ansiosa, com fases difíceis — mas ainda assim levava uma vida normal, me considero uma pessoa alegre , extrovertida e cheia de vida e até 3 meses atrás eu estava na fase mais segura de mim, e agora me encontro assim e não entendo o porque. Agora, tudo parece muito mais intenso e angustiante. Essa sensação é horrível. Saudade do meu antigo eu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá...

    Primeiramente, queria agradecer por confiar e dividir algo tão profundo. Dá pra sentir o quanto está sendo difícil. E sim… pode acontecer, em algum momento da vida, da gente perder a fé em tudo. Não só em algo maior, mas na vida, nas pessoas, na gente mesma. E isso não significa que tem algo “errado” com você — significa que algo muito importante está querendo ser ouvido.

    Às vezes, parece que tudo desaba e parece que foi de uma hora pra outra, né? Você diz que até pouco tempo se sentia segura, feliz, cheia de vida… e agora se vê tomada por pensamentos difíceis, uma sensação de vazio, como se tivesse se perdido de si. Isso machuca. Dá saudade da gente mesma. E é uma dor que não dá pra explicar direito, só sentir.

    Na psicanálise, a gente entende que esses momentos não são falhas ou fraquezas. São sinais de que algo que estava guardado, talvez por muito tempo, está vindo à tona. Pensamentos intrusivos, angústia, esse sentimento de não se reconhecer mais… tudo isso, por mais desconfortável que seja, tem um sentido. Mas não um sentido óbvio — é algo que precisa ser construído com tempo, com escuta, com cuidado.

    Talvez, agora, você não consiga acreditar que vai melhorar. Mas o simples fato de estar nomeando isso, buscando entender, já mostra que tem uma parte sua que quer viver, que não desistiu. E isso importa muito.

    Você não precisa passar por isso sozinha. Buscar um espaço onde sua dor possa ser escutada — sem pressa, sem julgamento — pode ser um começo. Um lugar onde, aos poucos, você vai podendo entender o que está acontecendo com você e, principalmente, se reencontrar. Talvez não com o “antigo eu”, mas com algo novo que possa surgir a partir desse processo.

    Mesmo na dor mais profunda, existe algo vivo querendo se dizer. E isso merece ser escutado.

    Com carinho,
    uma psicóloga que acredita na força da escuta e na transformação que pode vir, mesmo nos momentos mais escuros.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá! Espero que essa mensagem te encontre bem.

    Sinto muito pela dor que você está vivendo. Quando um relacionamento termina, especialmente de forma inesperada, é comum sentir como se o chão sumisse. Mais do que a ausência do outro, o que dói também é a perda do que se construiu — os sonhos, a forma como você se percebia dentro daquela relação.

    Essa sensação de rejeição e de ver o outro “seguindo em frente” machuca profundamente, e o que você sente é legítimo. Não é exagero, é dor real.

    Na psicanálise, não buscamos respostas rápidas. Criamos um espaço de escuta, onde sua dor pode ser acolhida com respeito. É nesse espaço que, aos poucos, você pode entender o que essa dor está dizendo sobre você, sobre o amor e sobre suas feridas.

    Buscar ajuda profissional pode ser um gesto de cuidado consigo mesma. Um passo em direção à reconstrução, à escuta da mulher que você é — e que merece atenção e carinho.

    Com afeto,
    uma psicóloga que acredita na força da escuta e na possibilidade de renascer após a dor


  • Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe.

    Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe. Começaram com um namoro há 2 anos, um namoro tranquilo bem infantil mesmo , eram da mesma sala, mandavam cartinha um para o outro nossas famílias se conheciam e até aí estava tudo bem. Com o passar do tempo esse namoro foi ficando cada vez mais tóxico, excessivo e doentio, meu filho já não tinha amigos, já não queria estar perto da família ( coisas que ele amava fazer) e a namorada disse que não gostava da família dele ( sem qualquer motivo) e se ele quisesse continuar o namoro teria que ser seguindo suas regras. A partir desse momento ele passou a se afastar cada vez mais de mim e do seu pai. Somos bons pais, orientamos, conversamos, aconselhamos e acolhemos quando por diversas vezes ela o deixa na pior (o que é cada vez mais frequente. Tenho a impressão que a menina tenha traços de narcisismo, o que tem deixado meu filho extremamente depressivo, ansioso, irreconhecível… Busquei ajuda, conversei com vários psicólogos, psiquiatras que me orientaram não intervir no namoro, deixar que ele consiga resolver. Tenho muito medo do término também, por ver que com certeza ele não está preparado. A única vez que isso ocorreu me deixou muito assustada. Medo de auto-extermínio. Não sei mais o que posso fazer. Vejo que existe a obsessão de ambos os lados e que realmente não está normal! Fico arrasada pois ele sempre foi um menino educado, alegre, amável e todos que o conhecem me perguntam o que está acontecendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nilzelly Martins

    Olá... Consigo sentir o quanto está doendo em você ver seu filho tão diferente, tão longe, preso num relacionamento que parece sufocar tudo o que ele era. E mais do que isso, entendo o medo, a angústia de não saber como ajudar sem invadir — porque quando se ama, a gente quer proteger.

    O que você descreve é sério e merece ser olhado com muito cuidado. Essa perda de interesse pela vida, o afastamento da família, dos amigos, e os sinais de tristeza profunda, são alertas importantes. E sim, relacionamentos assim podem confundir a cabeça, ainda mais na adolescência, que já é um tempo tão intenso.

    Sei que você já está fazendo muito. E às vezes, mesmo fazendo tudo, parece que não é suficiente. Mas sua presença, seu amor constante, sua escuta, são mais valiosos do que você imagina. Seu filho precisa saber que, mesmo quando ele se fecha, tem um lugar seguro pra voltar.

    Um acompanhamento terapêutico pode ajudá-lo a se escutar, a se reconectar com quem ele é, com seus desejos — e também pode ser algo super recomendado para você, como apoio, lugar de escuta e acolhimento para tudo o que você tem sentido, nesse momento tão delicado.

    Você não está sozinha. E seu filho também não. O cuidado começa assim: na escuta, na presença, e no amor que, mesmo angustiado, segue firme aí dentro de você.

    Tô aqui, se desejar conversar mais.


Perguntas frequentes

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