Perguntas do paciente (197)
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Como a saúde mental pode ser melhorada para quem convive com Transtorno de Personalidade Borderline
Como a saúde mental pode ser melhorada para quem convive com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e com o sentimento de menos-valia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Viver com Transtorno de Personalidade Borderline não é simples. A intensidade emocional, os altos e baixos nas relações, a sensação de vazio e o medo constante de rejeição podem tornar o dia a dia exaustivo. E, muitas vezes, junto com tudo isso, vem o sentimento de menos-valia, aquela sensação profunda e persistente de que você nunca é o bastante, de que há algo em você que está sempre “errado”, “demais” ou “de menos”.
Esse sentimento pode machucar silenciosamente. Pode aparecer no corpo, nas relações, no modo como você se vê. E por mais que os outros tentem te convencer do contrário, a dor continua ali, porque não é racional, é emocional. Ela tem história. Ela tem raiz.
Na psicanálise, criamos um espaço onde você pode falar sobre isso com liberdade e sem julgamento. Onde você pode olhar para sua história com mais gentileza, entender o que se repete, e começar a construir um jeito mais possível de existir com o que sente.
A análise não tem pressa, não impõe metas, não tenta te encaixar. Ela oferece um tempo só seu, para que você possa, no seu ritmo, reconhecer o seu valor para além das feridas, dos rótulos ou das exigências que pesam.
Se você sente que esse texto falou com você… Se carrega essa sensação constante de ser “menos”, de nunca se sentir suficiente… Saiba que você pode cuidar disso com mais escuta, com mais presença, com mais verdade.
Estou aqui, disponível, se quiser iniciar esse processo.
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Como a expectativa dos pais contribui para que uma criança desenvolva traços narcisistas até o desen
Como a expectativa dos pais contribui para que uma criança desenvolva traços narcisistas até o desenvolvimento do narcisismo na idade adulta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Toda criança nasce em um mundo onde já existem expectativas: o desejo dos pais, as projeções da família, as ideias sobre o que ela “deveria ser”. Isso é natural, mas quando essas expectativas se tornam excessivas, rígidas ou silenciosamente exigentes, podem afetar profundamente a construção da identidade da criança.
Em vez de ser escutada como ela é, a criança passa a tentar corresponder ao que esperam dela: ser a melhor, a mais inteligente, a mais boazinha, a que “não dá trabalho”. Com o tempo, isso pode gerar uma espécie de armadura: um "falso eu" moldado para agradar, para ser admirado, para evitar rejeição.
Esses são os primeiros traços do que chamamos, na clínica, de estrutura narcisista: uma forma de estar no mundo em que a pessoa precisa ser validada o tempo todo, tem medo da crítica, e vive com uma insegurança profunda por trás da aparência de autossuficiência.
Na vida adulta, isso pode se traduzir em relações frágeis, dificuldade em lidar com frustrações, medo de falhar ou de ser visto como “comum”. E, muitas vezes, a pessoa nem sabe de onde vem tudo isso, sente apenas que está sempre em conflito com o olhar do outro e com a própria imagem.
A análise oferece um espaço onde essas marcas podem ser escutadas com profundidade e sem julgamento. É um percurso que permite separar o que é da expectativa do outro… do que realmente faz sentido para você. É um caminho de reencontro com sua verdade, aquela que existe para além do que esperavam que você fosse.
Se você sente que vive sob o peso constante de agradar, se busca perfeição ou reconhecimento o tempo todo, ou se tem medo de mostrar suas falhas… talvez essa seja uma dor que merece ser escutada com cuidado.
Estou aqui para construir contigo, caso sinta que chegou a hora de dar esse passo.
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Quanto tempo deve durar uma desintoxicação digital?
Quanto tempo deve durar uma desintoxicação digital?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito importante, e ela já diz de um certo cuidado consigo.
Quando falamos em desintoxicação digital, não existe um tempo “ideal” que sirva para todas as pessoas. Cada sujeito se relaciona com o digital de uma forma muito própria. Para alguns, alguns dias já provocam alívio; para outros, o incômodo aparece justamente quando o silêncio surge e a tela se afasta.
Na clínica, o que observo é que, muitas vezes, o excesso de telas não é apenas um hábito, mas uma forma de anestesiar angústias, preencher vazios, evitar pensamentos ou sentimentos difíceis. Por isso, mais importante do que quanto tempo dura uma desintoxicação, é o que aparece quando ela começa. O que surge quando o celular é deixado de lado? Ansiedade? Vazio? Culpa? Tédio? Alívio?
Uma pausa digital pode ser um primeiro gesto de cuidado, mas ela não substitui um espaço onde você possa falar sobre o que te leva a precisar se desconectar tanto ou, ao contrário, a não conseguir se afastar. Na psicanálise, não buscamos regras rígidas, mas escutar o sentido singular que essa relação com o digital tem na sua história.
Se você perceber que, mesmo longe das telas, algo continua inquietando, talvez seja um convite para olhar mais de perto para si, com acompanhamento e escuta. A análise oferece justamente esse lugar: onde não é preciso silenciar sintomas, mas compreendê-los.
Com atenção e cuidado,
Nilzelly Martins
Psicóloga Clínica, Mestranda em Humanidades Digitais
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Como a tecnologia digital está afetando a saúde mental das pessoas?
Como a tecnologia digital está afetando a saúde mental das pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tecnologia digital transformou profundamente a maneira como nos relacionamos, trabalhamos e até como nos percebemos. Ela traz muitas facilidades, mas também pode afetar nossa saúde mental de formas que nem sempre são fáceis de identificar.
Do ponto de vista psicanalítico, a tecnologia pode amplificar sentimentos como ansiedade, solidão e angústia, especialmente quando passamos a depender dela para suprir necessidades emocionais. Por exemplo, o excesso de estímulos, a comparação constante nas redes sociais, a sensação de estar sempre “conectado” podem gerar um desgaste emocional que muitas vezes passa despercebido.
Além disso, a tecnologia pode dificultar o contato com a própria interioridade, aquele espaço onde conseguimos escutar o que sentimos de verdade, com calma e profundidade. Essa falta de contato pode aumentar a confusão interna, os sentimentos de vazio ou descontrole.
Na análise, buscamos justamente criar um espaço para que você possa se ouvir de um jeito diferente, longe do ruído constante do mundo digital, e encontrar formas mais autênticas de se relacionar com seus desejos, angústias e limites.
Por isso, se perceber que a tecnologia está interferindo no seu bem-estar, vale a pena olhar com atenção para essa relação e, se necessário, buscar um acompanhamento que acolha esse desafio com cuidado e respeito.
Se quiser conversar mais sobre isso, estou à disposição para te escutar.
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Como lidar com a abstinência tecnológica digital?
Como lidar com a abstinência tecnológica digital?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma questão muito atual e importante. A relação que temos com a tecnologia digital, muitas vezes, vai muito além do uso em si, ela toca nossa maneira de nos conectar com o mundo, com os outros e, principalmente, conosco mesmos.
Na psicanálise, não falamos exatamente em “livrar-se” como se fosse algo a ser eliminado de forma abrupta, mas sim em entender qual lugar essa dependência ocupa na sua vida. A tecnologia pode funcionar como uma espécie de suporte, um refúgio, ou até uma forma de lidar com angústias, inseguranças e vazios. O que está em jogo é como essa relação se organiza e o quanto ela interfere no seu bem-estar e nas suas escolhas.
O processo analítico oferece um espaço para que você possa escutar o que essa dependência digital está dizendo. Muitas vezes, quando começamos a dar palavra ao que está por trás do hábito, o que nos inquieta, o que nos falta, o que nos move, a necessidade de uso excessivo pode perder força, abrindo espaço para outras formas de estar e se relacionar.
Não se trata de um caminho simples ou rápido, mas de um convite para você se apropriar da sua relação com a tecnologia, trazendo mais consciência e liberdade para suas escolhas. A psicanálise pode ser um suporte precioso nesse processo, porque ela não trabalha com receitas, mas com o singular de cada pessoa.
Se sentir que é esse o momento, estarei aqui para acolher sua escuta com cuidado e respeito.
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Quais são os obstáculos criados pelo excesso de informações pela internet ?
Quais são os obstáculos criados pelo excesso de informações pela internet ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O excesso de informações que recebemos pela internet pode, na verdade, nos deixar mais confusos e ansiosos. Na psicanálise, entendemos que cada pessoa precisa de um espaço interno para pensar, sentir e organizar o que vive. Quando somos invadidos por um fluxo constante e muitas vezes contraditório de notícias, opiniões e imagens, fica difícil encontrar esse espaço de calma e reflexão.
Isso pode gerar alguns obstáculos importantes: a mente fica sobrecarregada, perdemos a capacidade de focar e de escolher o que realmente importa para nós. Além disso, o contato constante com vidas e realidades idealizadas nas redes sociais pode fazer a gente se sentir menor, mais sozinho ou inadequado. E, com tanta coisa acontecendo fora, acabamos perdendo o contato com o que sentimos de verdade, com nosso próprio desejo.
Na análise, o convite é para que você encontre um lugar para ouvir sua própria voz, separar o que é seu do que vem do mundo digital e, aos poucos, construir um sentido mais autêntico para sua vida. Se perceber que isso está pesando para você, a análise pode ser um espaço seguro para cuidar dessa relação e buscar um equilíbrio que faça sentido.
Quando quiser conversar, estarei aqui para escutar.
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Quais são os impactos da tecnologia na saúde mental?
Quais são os impactos da tecnologia na saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O excesso de informações que recebemos pela internet pode, na verdade, nos deixar mais confusos e ansiosos. Na psicanálise, entendemos que cada pessoa precisa de um espaço interno para pensar, sentir e organizar o que vive. Quando somos invadidos por um fluxo constante e muitas vezes contraditório de notícias, opiniões e imagens, fica difícil encontrar esse espaço de calma e reflexão.
Isso pode gerar alguns obstáculos importantes: a mente fica sobrecarregada, perdemos a capacidade de focar e de escolher o que realmente importa para nós. Além disso, o contato constante com vidas e realidades idealizadas nas redes sociais pode fazer a gente se sentir menor, mais sozinho ou inadequado. E, com tanta coisa acontecendo fora, acabamos perdendo o contato com o que sentimos de verdade, com nosso próprio desejo.
Na análise, o convite é para que você encontre um lugar para ouvir sua própria voz, separar o que é seu do que vem do mundo digital e, aos poucos, construir um sentido mais autêntico para sua vida. Se perceber que isso está pesando para você, a análise pode ser um espaço seguro para cuidar dessa relação e buscar um equilíbrio que faça sentido.
Quando quiser conversar, estarei aqui para escutar.
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Quais os principais impactos observados na relação entre redes sociais e saúde mental?
Quais os principais impactos observados na relação entre redes sociais e saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito necessária no tempo em que vivemos e que toca diretamente o sofrimento de muitas pessoas hoje.
Na clínica, os impactos das redes sociais na saúde mental não aparecem de forma genérica, mas atravessam a vida de cada sujeito de maneira singular. Ainda assim, alguns efeitos se repetem com frequência.
Um dos principais é o aumento da comparação constante. As redes costumam mostrar recortes idealizados da vida do outro, o que pode alimentar sentimentos de inadequação, insuficiência e fracasso. Muitas pessoas passam a se perguntar, mesmo sem perceber: “Por que eu não consigo ser assim?”
Outro impacto importante é a intensificação da ansiedade. O fluxo contínuo de informações, notificações e estímulos mantém o corpo em estado de alerta permanente, dificultando o descanso psíquico. O silêncio, que poderia ser um espaço de elaboração, passa a ser evitado.
Também observo um empobrecimento do contato com o próprio desejo. Ao tentar corresponder a padrões de aceitação, curtidas e validação externa, o sujeito pode se afastar da pergunta fundamental: o que eu quero? Em vez disso, passa a buscar reconhecimento constante no olhar do outro.
Há ainda efeitos ligados à autoimagem e autoestima, especialmente quando o valor pessoal começa a ser medido por números, seguidores, visualizações, engajamento. Isso pode reforçar quadros de depressão, sensação de vazio e desamparo.
Do ponto de vista psicanalítico, as redes não são “boas” ou “más” em si. O essencial é compreender o lugar que elas ocupam na vida de cada um: servem como laço, fuga, anestesia, palco, defesa?
Quando o uso das redes passa a gerar sofrimento, culpa ou angústia persistente, esse é um sinal importante. A análise oferece um espaço para falar sobre essa relação, sem moralizações, permitindo que cada pessoa encontre uma forma mais possível e menos dolorosa de estar no mundo, inclusive no digital.
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O luto pode ser um gatilho para transtornos de ansiedade?
O luto pode ser um gatilho para transtornos de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O luto, além de ser uma experiência dolorosa e única para cada pessoa, é também um momento de intensa reorganização interna. A perda rompe referências, desestabiliza rotinas e toca diretamente questões profundas sobre sentido, segurança e finitude.
Para algumas pessoas, essa vivência pode despertar sintomas de ansiedade, como insônia, pensamentos acelerados, sensação de falta de ar ou medo constante, porque o corpo e a mente estão tentando lidar com uma realidade nova e incerta.
Na psicanálise, entendemos que não é apenas a ausência da pessoa querida que afeta, mas também o que essa perda representa na história de cada um. Elaborar o luto em análise permite dar palavras a sentimentos muitas vezes confusos ou intensos demais, ajudando a atravessar o sofrimento sem que ele se transforme em um estado de alerta permanente.
Se algo nessas palavras te tocou, talvez seja o momento de começar a cuidar de si, em análise. E você não precisa dar esse passo sozinho(a). Estou aqui, se desejar, para te caminhar contigo nessa construção.
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Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recor
Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recorrer (Para falar a verdade nem sei se tem um especialista específico pra isso). Desde que me entendo por gente eu tenho pavor de baratas, não é só um medinho qualquer ou nojo, mas pavor mesmo. Se eu vejo uma, mesmo que longe de mim, meu instinto é correr ou gritar, sinto meu corpo inteiro se tremer (e ele fica por um bom tempo assim), meu coração bate bastante e teve até algumas vezes que eu me machuquei por causa desses sustos e movimentos inconscientes. Eu sei que é tudo da minha cabeça mas eu não sei o porquê disso, isso não é normal, mas também nunca vi alguém tendo esses mesmos sintomas que eu então fica difícil saber o que fazer. Chegou muitas vezes de até evitar certos lugares por um breve período por conta disso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você descreve algo que ultrapassa o “nojinho” compartilhável nas conversas de bar: o corpo dispara, treme, corre, grita. Isso não é “bobagem” nem “frescura”; é um modo muito concreto de o seu corpo dizer algo que ainda não encontrou palavras. Na psicanálise, especialmente em Lacan, falamos que a fobia pode funcionar como um “tampão” para a angústia: ela dá um nome, um rosto, no seu caso uma barata, a algo indeterminado que angustia. Assim, ao mesmo tempo que te aprisiona, ela também organiza um certo limite para o que poderia ser um transbordamento mais difuso.
Você diz “eu sei que é da minha cabeça”, mas percebe que o corpo não obedece a essa frase racional. Pois é justamente aí que a psicanálise se interessa: onde o saber consciente falha e o corpo fala de outro jeito. A pergunta talvez não seja “por que eu sou assim?” num sentido de defeito, mas “o que essa barata representa para mim?”, “quando isso começou?”, “que cena, que palavra, que olhar se encostou nisso lá atrás?”. Não para buscar uma “causa definitiva”, mas para abrir espaço ao seu dizer, para que você possa se ouvir.
Também noto que você se sente só nessa experiência (“nunca vi alguém assim”). Isso pode aumentar o desconforto: quando não encontramos no Outro (família, amigos) um espelho para o que sentimos, tendemos a nos julgar “fora da norma”. Mas o sofrimento é singular, e é nesse singular que a análise aposta. O “normal” não é um parâmetro útil aqui; o que importa é o quanto isso te faz sofrer e limita sua circulação pelo mundo (evitar lugares, se machucar tentando fugir).
“Qual especialista?” Se essa pergunta te trouxe até aqui, eu te diria: a psicanálise pode ser um caminho. Diferente de uma terapia que visa extinguir o sintoma rapidamente por técnicas de dessensibilização, na análise nós acolhemos o sintoma como mensagem, e vamos interrogá-lo junto com você. Se, em paralelo, você quiser ou precisar de abordagens mais diretas, como terapias comportamentais, ou até consultar um psiquiatra caso a ansiedade esteja muito intensa, isso pode ser discutido. Nada impede um cuidado combinado, desde que faça sentido para você.
O convite é: vença o medo de falar da barata, já que enfrentá-la “ao vivo” é demais. O que você evita ao evitá-la? Que lugar do seu desejo a barata ocupa? Há sempre um sujeito por trás do sintoma, e é desse sujeito, você, que vamos cuidar.
Se desejar falar mais sobre... Saiba que estou aqui, para caminhar e construir contigo esse espaço de cuidado.
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Olá o meu marido gasta de faser sexo comigo mas gosta de ver outros homen fazendo sexo comigo e depo
Olá o meu marido gasta de faser sexo comigo mas gosta de ver outros homen fazendo sexo comigo e depois o homem faz sexo anal com nele isso é normal n me sinto confortável ver o homem fazendo sexo anal nele. Meu marido é gay
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Primeiro, quero reconhecer a coragem que é falar sobre algo tão íntimo assim. Trazer esse tipo de questão já mostra que você está tentando entender o que sente, o que está vivendo, e isso merece respeito.
O que você descreve envolve preferências sexuais, desejos e limites dentro de uma relação. Seu marido expressa um tipo de fantasia ou prática sexual que envolve outras pessoas, incluindo homens, e você está se perguntando o que isso significa, especialmente ao ver que ele sente prazer quando outro homem faz sexo anal com ele.
Vamos por partes. Na psicanálise, a gente não costuma dizer o que é “normal” ou “anormal” de forma rígida, porque o desejo humano é muito complexo e diverso. O que importa mais do que um rótulo é como você se sente diante disso.
Você mencionou que não se sente confortável. E isso é muito importante. Numa relação saudável, os desejos de cada um precisam ser escutados e respeitados. Você não precisa aceitar algo que te machuca ou te deixa desconfortável só porque o outro tem esse desejo. O casal precisa conversar, negociar limites, encontrar um espaço onde ambos se sintam inteiros, respeitados.
Sobre a pergunta “meu marido é gay?”, entendo sua dúvida. É difícil dar uma resposta direta sem conhecer mais profundamente o que ele sente, como ele se identifica. Algumas pessoas têm fantasias que envolvem o mesmo sexo, mas nem sempre se reconhecem como homossexuais. Outras, sim. O desejo não é algo simples nem “encaixável” em rótulos.
Mas, acima de tudo, o que importa aqui é: você se sente respeitada nesse relacionamento? Você sente que tem espaço para ser quem você é, com seus desejos e seus limites? Essas perguntas são um bom começo.
Pode ser muito útil você ter um espaço terapêutico para pensar isso com mais calma, com escuta e sem julgamento. Às vezes, a gente precisa de ajuda para nomear o que sente, para entender o que quer, para decidir o que faz sentido continuar vivendo e o que já não cabe mais.
Você merece ser ouvida. Merece sentir que suas emoções também importam. E pode sim procurar ajuda para entender tudo isso com mais profundidade.
Conte comigo, se quiser continuar elaborando.
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Faz 13 anos que perdi meu avô. Na época, eu tinha apenas 12 anos. Desde então, minha vida mudou prof
Faz 13 anos que perdi meu avô. Na época, eu tinha apenas 12 anos. Desde então, minha vida mudou profundamente. A dor da perda desencadeou em mim uma série de questões emocionais com as quais luto até hoje. Desenvolvi fobia social, depressão e transtornos de ansiedade. E mesmo antes da morte dele, eu já lidava com outras questões como: compulsão alimentar, automutilação e bulimia.
Hoje, aos 24 anos, continuo tentando lidar com essas feridas. Uma das coisas mais dolorosas é pensar na possibilidade de perder meus pais. Só de imaginar essa ideia, meu coração dispara. Às vezes entro em pânico, choro, fico completamente abalada.
Essa é uma questão tão profunda que parece ter causado um tipo de apagão na minha mente. Desde que meu avô faleceu, é como se certas memórias tivessem se apagado — eu não consigo lembrar a data de aniversário dos meus pais, da minha irmã... Eu evito até saber a idade deles. Não porque eu não me importe, mas porque isso me machuca, me traz à tona a realidade do tempo passando.
Atualmente faço uso de Sertralina de 100mg, e para tentar me ajudar a lidar com esse assunto, recorro para alguns livros que tratem sobre isso. Atualmente estou lendo " Tudo bem não estar tudo bem", mas já li dois livrinhos infantis, como " Pode chorar coração, mas fique inteiro" e " O que eu faço com esse buraco ?". Para de alguma forma tentar acalentar meu coração e minha mente.
Mas tem vezes que não sei mais o que fazer.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por dividir algo tão íntimo, tão atravessado por dor, mas também por um desejo muito claro de se cuidar, de se compreender. Eu sinto no seu relato não só o sofrimento, mas também a sua sensibilidade, a sua coragem, e o quanto você está se movimentando para não ficar sozinha diante de tudo isso. Isso já diz muito sobre você.
Você viveu uma perda importante ainda muito jovem, aos 12 anos, e, como você mesma percebe, essa experiência marcou profundamente sua história emocional. A perda de alguém tão significativo pode, sim, abrir feridas que não se fecham com o tempo sozinho. E, em alguns casos, como o seu, pode desencadear sintomas que se desdobram em muitos aspectos da vida: o medo da perda, o apagamento da memória, a ansiedade, os transtornos alimentares, a fobia social... nada disso está "solto no ar", tudo isso fala de algo muito real que foi vivido por você.
Na psicanálise, a gente escuta esse sofrimento como algo que tem sentido, ainda que ele não esteja completamente claro à consciência. E por isso, em vez de tentar simplesmente "resolver" ou "apagar" esses sintomas, o caminho é acolhê-los como forma de expressão de algo mais profundo, algo do seu inconsciente, que precisa encontrar espaço para ser escutado, nomeado, atravessado.
O apagamento das memórias, por exemplo, você mesma diz que não consegue lembrar datas, evita pensar nas idades... Isso pode ser uma forma do seu psiquismo tentar se proteger da dor, uma tentativa inconsciente de interromper o tempo, de não olhar para o risco da perda, para o que dói. E isso é muito humano. Não significa que você ama menos, mas talvez que amar, para você, se tornou um lugar de risco, de medo constante de perder.
E, veja, você está tentando se cuidar. Está lendo, buscando caminhos, está medicada, está nomeando o que sente. Isso tudo mostra o quanto você está viva nesse processo. Só que, às vezes, mesmo com todo o esforço, a dor insiste em voltar, porque o que precisa não é só compreensão racional, mas escuta afetiva e profunda. Uma escuta que você possa ter de alguém que não vai te julgar, não vai te apressar, mas que vai te acompanhar na travessia dessas dores.
Esse é justamente o lugar da psicanálise: um espaço onde você possa falar do que nem sempre consegue colocar em palavras, onde possa se escutar e ir construindo aos poucos novas formas de estar no mundo, de se relacionar com a vida, com o tempo, com os afetos, inclusive com a ideia da perda.
Você não precisa carregar isso sozinha. E você não está errada por sentir como sente. Esse sofrimento fala de amor, de perdas que doeram, de vínculos profundos que te marcaram. E também de uma grande sensibilidade, de uma alma que sente intensamente.
Se você sentir que é hora, um processo analítico pode te ajudar muito a dar um lugar para essa dor, não para que ela desapareça magicamente, mas para que ela possa ser elaborada, transformada, para que você possa viver com mais leveza, mais presença, menos medo de perder o que ama.
Você já está cuidando de si. O próximo passo pode ser não precisar fazer isso sozinha.
Estou por aqui, se desejar falar mais sobre...
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Estou passando por uma situação muito difícil em minha vida, sou homem casado com mulher a 6 anos e
Estou passando por uma situação muito difícil em minha vida, sou homem casado com mulher a 6 anos e temos uma filha de 1 ano, mas acontece que eu tenho desejos sexuais com outros homens porem nunca tive nada com nenhum homem e sou viciado em porno gay e isso já está afetando minha vida sexual com ela tenho falhado muito na cama, a algum tempo atrás eu contei tudo para ela, mas decidimos continuar tentando salvar nosso casamento e disse que não veria mais pornografia, porém não consigo parar de ver, ela sempre me pergunta se estou bem e sempre falo que sim pois tenho vergonha de ficar a todo tempo falando desse assunto, mas sei que ela percebe e agora estamos passando por um momento muito difícil, penso sempre em me separar, mas o medo de perder meu casamento e de viver longe de minha filha é muito grande. Não sei o que fazer nem como resolver já tentei ajuda com o pastor de nossa igreja mas não resolveu, eu não consigo mudar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Antes de qualquer coisa, eu quero te dizer: você não está sozinho. O que você está vivendo pode parecer confuso, doloroso, e talvez até solitário, mas o simples fato de estar falando sobre isso já mostra que há em você um desejo de entender, de cuidar, de encontrar um caminho mais verdadeiro para si mesmo e para aqueles que você ama. E isso é algo muito importante.
Você está trazendo aqui um conflito interno profundo, entre o que sente, o que deseja, o que acredita, o que teme perder e o que gostaria de preservar. Isso não se resolve com respostas prontas, porque não se trata de uma escolha simples, como muita gente pode pensar. O que você vive está atravessado por questões de identidade, desejo, vergonha, responsabilidade, amor, culpa… E tudo isso merece escuta, tempo, e respeito.
Na psicanálise, a gente entende que o desejo não é algo que se escolhe. Ele se impõe, muitas vezes de forma silenciosa, outras vezes de forma avassaladora, e nem sempre faz sentido dentro dos padrões que aprendemos como “certos”. Você está se deparando com um desejo que vem te acompanhando, e que hoje está começando a te colocar diante de um limite: o da sua verdade.
E veja, isso não quer dizer que você ama menos sua esposa ou sua filha. As coisas não são tão lineares assim. Mas o que parece estar te sufocando é essa tentativa de “resolver” tudo sozinho, em silêncio, escondendo não só dela, mas de si mesmo, a sua angústia. Quando tentamos reprimir o que sentimos, não é incomum que o corpo acuse, como está acontecendo com a sua sexualidade, sua autoestima, seu prazer.
Você procurou ajuda no espaço que conhece, com o pastor da sua igreja, e mesmo isso não aliviou esse peso. Isso já mostra que não é uma questão apenas de força de vontade ou de fé. É algo mais profundo, que talvez precise de outro tipo de escuta, uma escuta clínica, que não vai te julgar, que não vai te empurrar para respostas prontas, mas que vai te ajudar a compreender quem é você, o que você sente e o que deseja fazer com isso.
Na psicanálise, a gente não está aqui para te dizer quem você “é” ou o que “deve” fazer. Estamos aqui para te acompanhar na travessia de si mesmo, para que você possa fazer escolhas que façam sentido com a sua verdade, e não apenas com o que esperam de você.
Separar-se ou não, assumir ou não um desejo, mudar de vida ou não... são decisões grandes. Mas elas não precisam ser tomadas agora, nem às pressas. O mais urgente agora talvez seja você poder se escutar de verdade, num espaço onde possa falar livremente, sem culpa, sem medo, sem ter que se justificar o tempo todo.
Você não precisa mudar quem é. Mas pode sim entender o que está acontecendo dentro de você, e aprender a lidar com isso de forma mais leve, mais honesta e menos solitária.
Você está dando o primeiro passo ao buscar ajuda. E esse passo já é parte do caminho.
Se desejar, estou aqui para te auxiliar construir esse momento de cuidado, acolhimento e análise.
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Falei para a minha psicóloga que amo ela desde bem antes da terapia começar, pq eu já conhecia ela d
Falei para a minha psicóloga que amo ela desde bem antes da terapia começar, pq eu já conhecia ela de vista do meu bairro e já olhava pra ela com outros olhos e acabei pedindo pra ela ser minha psicóloga. Vejam bem, EU JA OLHAVA COM OUTROS OLHOS UNS 2 ANOS ANTES DA TERAPIA COMEÇAR. Como posso saber se há contratransferencia? Eu sei quando tem essa contratransferencia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Que bom que você está se permitindo falar sobre isso, já é algo muito significativo.
Quando você diz que ama sua psicóloga desde antes da terapia começar, e que já olhava pra ela com outros olhos, está tocando num ponto muito delicado e importante na psicanálise: o desejo. E mais ainda, você está falando de algo que chamamos de transferência, um fenômeno central no processo terapêutico.
A transferência acontece quando sentimentos, desejos, fantasias que temos, muitas vezes inconscientes e vindos de outras relações da nossa vida, como com nossos pais, figuras importantes da infância, são "transferidos" para o analista. É natural, esperado e faz parte da análise. Não é algo para se envergonhar ou evitar, mas para ser escutado e trabalhado.
Agora, você perguntou sobre a contratransferência, ou seja, o que o analista sente em relação ao paciente. Na psicanálise, especialmente na linha lacaniana, a gente costuma tratar esse tema com bastante cuidado. O foco da análise está em você, no que você sente, pensa, deseja e fala. O analista ocupa um lugar específico, ele não está ali como uma pessoa comum da nossa vida, e sim como alguém que escuta, que sustenta um lugar simbólico para que você possa se encontrar com o que está em jogo para você mesma.
Você quer saber se há contratransferência, se você conseguiria perceber. A verdade é: não necessariamente. E, mais do que isso, não é isso que vai fazer diferença no seu processo. O importante é você olhar para o que esse amor significa para você, o que ele te mobiliza, o que você busca ali. Isso pode abrir caminhos muito profundos de autoconhecimento.
Seu desejo de saber se ela sente algo por você pode estar falando de uma busca por reconhecimento, por amor, por reciprocidade e tudo isso é muito legítimo. Mas, na análise, o convite é justamente olhar de onde vem esse desejo, e o que você faz com ele.
É normal se sentir confusa ou até exposta ao falar essas coisas na terapia. Mas, se você se sentir segura, pode levar exatamente isso para a sua próxima sessão. Dizer o que sente, como está se perguntando sobre tudo isso. A análise não é lugar de julgamento, é lugar de escuta e, mais importante, de descoberta.
Você já começou esse movimento.
Se desejar, estou aqui, para que possamos olhar juntos para isso que tem afetado...
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É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa? Sinto coisas incríveis por ela e
É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa?
Sinto coisas incríveis por ela e uma tranquilidade extrema quando estamos juntos, até mesmo quando conversamos de forma profunda minha mente e todas as vozes se silenciam.
Porém nos últimos dias essas "vozes" tem ficado mais fortes, dizendo que eu não amo ela, que estou errado em estar com ela, que deveria me afastar, entre tantas outras coisas.
Cerca de 1 ano atrás passei por um término bem difícil, a garota atual está sendo a 1x que me conectei profundamente com alguém, temos muito em comum e nos conectamos de formas que eu não consigo nem mesmo descrever o quanto eu gosto e amo tudo com ela, porém sempre após um desentendimento (seguido de reconciliação) sobre essas vozes, elas não saem mais da minha cabeça (Antes do desentendimento eu nem havia me tocado da existência delas, só notei isso após)
Eu quero muito ficar com essa garota, me relacionar com ela e construir (ou ao menos tentar) um futuro com ela, porém essas vozes estão me perturbando muito me dizendo que eu não deveria pensar de tal forma.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
O que você está trazendo é algo muito importante e mais comum do que parece, embora nem sempre seja fácil de falar. Então, antes de tudo, obrigada por dividir isso.
Você pergunta se é normal sentir medo de não amar. E sim, esse medo pode surgir. Especialmente quando estamos diante de algo que tem valor real para nós. Às vezes, quando algo nos toca profundamente, como uma relação que nos acalma, nos faz sentir vistos, acolhidos, justamente por ser tão precioso, ele pode despertar dúvidas, inseguranças, ou até angústia. Isso não significa que há algo errado com você, nem necessariamente com a relação.
Na psicanálise, a gente entende que o amor não é só sentimento, ele é também atravessado pelo desejo, pela história de cada um, pelas marcas que as experiências passadas deixaram em nós. E você menciona algo muito significativo: um término difícil há cerca de um ano. Feridas emocionais, mesmo que não estejam mais “doendo” o tempo todo, deixam rastros, e esses rastros podem aparecer justamente quando estamos nos abrindo para algo novo e bom.
Essas “vozes” que você descreve, que dizem que você não ama, que está errado, que deveria se afastar, podem ser expressões de um conflito interno. Na linguagem da psicanálise, poderíamos pensar que o inconsciente está falando. Não no sentido de prever o fim ou apontar verdades absolutas, mas no sentido de que há algo em você que está dividido, talvez tentando se proteger, tentando evitar reviver uma dor antiga.
E olha que interessante: você também diz que, quando está com ela, sente uma tranquilidade extrema, que as vozes se silenciam, que há uma conexão profunda. Isso não é pouca coisa. Parece que há um espaço de encontro real entre vocês e é justamente isso que pode estar mexendo com algo mais antigo e mais frágil dentro de você.
Na psicanálise, a gente não tenta calar as vozes. A gente escuta o que elas estão dizendo, para entender de onde vem esse medo, o que está em jogo para você, o que o seu desejo quer, o que o amor representa na sua história. Porque amar, se entregar, construir algo com alguém... pode ser assustador, especialmente se em algum momento da vida isso significou dor ou perda.
Você não precisa resolver tudo isso sozinho. Talvez seja o momento de encontrar um espaço onde possa falar livremente, sem julgamento. Um espaço de escuta, como o que acontece num processo analítico, onde você possa nomear esses sentimentos e dar sentido a essas vozes. O que está acontecendo não precisa ser um sinal de que algo vai mal. Pode ser um convite à escuta de si mesmo.
E saiba: querer construir algo com alguém, apesar do medo, já é uma demonstração de coragem e de desejo de viver algo verdadeiro.
Se quiser, estou por aqui para seguir construindo...
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Sinto que tem algo de errado comigo, mas não sei dizer o que é. Não me sinto normal. Essa incerteza
Sinto que tem algo de errado comigo, mas não sei dizer o que é. Não me sinto normal.
Essa incerteza fica me incomodando no dia-a-dia e parece uma luta interna. Tenho medo de piorar e me afetar no futuro.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
O que você está dizendo é mais comum, e mais importante, do que talvez pareça à primeira vista. Quando você diz "sinto que tem algo de errado comigo, mas não sei o que é", está colocando em palavras uma angústia que muitas pessoas sentem, mas têm dificuldade de admitir. E o fato de você estar nomeando isso, mesmo que ainda confuso, já é um começo muito valioso.
Na psicanálise, a gente não parte da ideia de "certo" ou "errado" em termos de como alguém se sente. O sofrimento psíquico não segue uma lógica simples. O que você está chamando de “errado” pode ser, na verdade, um sinal de que há algo dentro de você que está pedindo escuta. Uma espécie de mal-estar que não se resolve com respostas prontas, mas que pode se transformar a partir do momento em que você começa a olhar para ele, a dar lugar a ele.
Você fala também de uma luta interna. Isso é muito importante. Porque, sim, às vezes há um conflito entre partes de nós mesmos: entre o que queremos ser e o que sentimos de fato, entre o que esperam de nós e o que conseguimos entregar, entre o que aparentamos e o que se passa dentro. E isso pode gerar confusão, medo, sensação de estar “fora do lugar”. Mas essa luta não significa que há algo de errado com você, ela significa que há algo vivo, algo pulsando, algo tentando emergir, mesmo que você ainda não consiga entender o que é.
Esse medo de “piorar”, que você menciona... Ele também pode ser um alerta do seu corpo, da sua mente, pedindo cuidado. Não é sobre se antecipar a um problema futuro, mas sobre começar a escutar o que está acontecendo agora. Porque quanto mais silenciamos algo que nos incomoda, mais ele tende a se expressar de outros modos: no corpo, nas relações, na ansiedade, no esvaziamento da alegria.
Por isso, talvez o mais importante agora não seja tentar “consertar” nada em você, mas criar um espaço onde você possa se escutar com mais liberdade, com menos culpa, com menos medo. E é isso que um processo terapêutico oferece: um lugar onde você pode colocar em palavras o que ainda é confuso, sem a obrigação de já saber tudo, sem ter que parecer forte o tempo todo.
Você não precisa ter todas as respostas agora. Mas esse incômodo que você sente pode ser o primeiro passo de uma jornada mais honesta com você mesmo. E você não precisa trilhar esse caminho sozinho.
Se quiser, estou aqui para que possamos conversar mais sobre isso...
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Oi, tudo bem? Amo meu psicólogo, mais isso sentia muito antes da terapia e antes trocávamos muitos o
Oi, tudo bem? Amo meu psicólogo, mais isso sentia muito antes da terapia e antes trocávamos muitos olhares mais somos tímidos e nenhum chegou no outro e até que pedi pra ele ser meu terapeuta, ao mesmo tempo quero saber lidar com meus problemas e ele me conhecer, e quando ele me der alta, posso depois de uns 4 meses chamar ele e ver no que dá? Não vou criar expectativas, vou respeitar a decisão dele, mais quero tentar e nao quero levar isso ora terapia mesmo ele tendo essa noção dos meus sentimentos por ele. Observando esse contexto de eu me apaixonar bem antes da terapia começar, não é fantasia é real, e estou melhorando fazendo terapia eu estou separando as coisas e ele é bem ético mais sinto um carinho bem grande dele por mim também. Posso depois da alta chamar ele pra ter uma amizade e quem sabe algo a mais se ele desejar é claro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Você traz um relato muito delicado, que merece ser acolhido com cuidado. O que você sente, esse amor que parece ter surgido antes mesmo da terapia começar, carrega um sentido que talvez ainda esteja se desenhando para você. É importante dizer que esse tipo de afeto não é incomum em um processo terapêutico. Às vezes, quando somos profundamente escutados, quando alguém nos olha com atenção verdadeira, algo muito precioso se mobiliza em nós. E é aí que, na psicanálise, falamos da transferência.
Transferência não é um erro nem um exagero: é o modo como sentimentos profundos e inconscientes se atualizam na relação com o analista. Não quer dizer que o amor que você sente não seja “real”. Quer dizer que esse amor pode estar encenando algo que foi vivido ou desejado, antes mesmo de você encontrar esse terapeuta. O que está em jogo não é só o outro, mas o que ele desperta em você: talvez uma esperança, uma memória, uma espera longa por um encontro assim. A análise pode te ajudar justamente a escutar esse amor, com suas camadas e sua história, em vez de tentar decidir agora se ele deve ou não ser vivido fora da clínica.
Você diz que está melhorando, que tem conseguido separar as coisas, e que deseja lidar com seus conflitos pessoais, isso mostra que há algo em você que aposta no processo e que respeita o lugar da análise. O cuidado que você demonstra, ao não querer transformar a análise num lugar de expectativa amorosa, já diz muito sobre a sua ética subjetiva, sobre a sua busca de elaboração.
É compreensível que a pergunta sobre “o que fazer depois da alta” surja. Mas talvez ela ainda não precise de uma resposta. A psicanálise nos ajuda a sustentar certas perguntas sem apressar conclusões. Por que esse desejo surgiu? O que ele está te dizendo agora, nesta fase da sua vida? O que você busca nele? Às vezes, a ideia de um amor possível com o analista encarna muito mais do que um romance: encarna um desejo de ser compreendida, de ser escolhida, de finalmente se sentir inteira na presença de alguém.
E sobre a ética do analista: o afeto que ele oferece é real, mas ele aparece de outra forma. Ele se expressa no silêncio que escuta, no tempo que sustenta, no modo como ele não cede ao impulso de responder ao seu desejo como um parceiro, porque ele ocupa ali um lugar diferente, um lugar que pode fazer surgir algo novo em você.
Você pode falar disso na análise. É ali, inclusive, que essa pergunta poderá encontrar espaço para se desdobrar com profundidade, sem medo, sem julgamento. Se esse sentimento é importante para você, ele também pode ser importante no seu processo. E é no atravessamento disso, e não na negação ou no adiamento, que algo do seu desejo pode se transformar.
Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.
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Como pode eu ter medo de ter uma convulsão se nunca aconteceu comigo ? Na infância minha irmã teve
Como pode eu ter medo de ter uma convulsão se nunca aconteceu comigo ?
Na infância minha irmã teve uma crise fez tratamento e hj n tem mais, só que aquela situação me assustou muito e hj estou tratando depressão atípica, e todas as vezes que tenho espasmos no corpo ou sinto meu pescoço duro e doendo , sabe sintomas físicos fico muito mal por que na minha cabeça vai acontecer comigo e nem os remédios nem a terapia está adiantando. Estou tratando a dois anos , como vencer esse medo de passar mal !?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
O medo que você sente, e que se manifesta com tanta força no corpo, tem sua razão de ser, ainda que, racionalmente, pareça “sem motivo”. A psicanálise não parte da lógica do “real ou imaginário” no sentido comum. Ela escuta os afetos na sua verdade mais própria, mesmo quando não parecem fazer sentido imediato.
Você diz que nunca teve uma convulsão, mas que assistiu a uma cena marcante na infância: sua irmã passando por uma crise. E é disso que se trata, talvez de uma cena que te atravessou, mas que talvez nunca pôde ser elaborada com palavras. Uma imagem que ficou, como uma marca no corpo, e que hoje retorna na forma de sintomas: espasmos, rigidez, dor, angústia. O corpo fala o que, por algum motivo, a mente ainda não conseguiu simbolizar.
Na psicanálise, entendemos que nem todo sofrimento é resolvido pela razão ou apenas pelo uso da medicação. Há algo mais profundo, que insiste e retorna, mesmo após dois anos de tratamento. E é aí que a análise pode operar de um outro lugar. Ela não vem para “acabar com o medo” de forma imediata, mas para abrir espaço para que ele fale, para que seja escutado. Porque o medo é uma forma de linguagem e toda linguagem, por mais estranha que pareça, fala de algo que precisa de escuta.
Você pergunta: “Como vencer esse medo?”. Talvez a questão não seja vencê-lo, mas se aproximar dele com menos resistência, entendê-lo não como inimigo, mas como algo que tem uma história. Algo que, um dia, foi vivido como ameaça real, não porque estivesse acontecendo com você, mas porque seu corpo infantil sentiu assim. E, quando isso não encontra palavras, o corpo continua carregando.
A análise é esse espaço onde se pode construir um outro laço com os próprios sintomas, não para eliminá-los à força, mas para poder viver de forma menos aprisionada por eles. É um trabalho que leva tempo, sim, mas que pode permitir que você, pouco a pouco, se escute com mais delicadeza e menos culpa, reconhecendo que há motivos, mesmo quando eles não são claros de imediato.
Talvez, ao invés de se perguntar “por que isso ainda acontece comigo?”, você possa começar a perguntar “o que esse medo quer me dizer?”. Essa escuta pode ser o começo de uma travessia. E ela não precisa ser feita sozinha. Se algo aqui te tocou, esse pode ser um bom momento para buscar uma análise que se dedique a acompanhar esse percurso, sem pressa, mas com profundidade.
Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.
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Terminei um relacionamento e desde então nunca mais nos vimos por questões geográficas. Nós nos amáv
Terminei um relacionamento e desde então nunca mais nos vimos por questões geográficas. Nós nos amávamos muito e terminamos de forma remota por besteira. Desde o primeiro dia ela já se afastou de mim, alegando ter sentimentos por mim porém não fala mais comigo, não responde de mensagens e NAO ME BLOQUEIA DAS REDES SOCIAIS, WHATSAPP E INSTAGRAM. Ela esta em fase final da faculdade. Não estou sabendo lidar bem com esse termino, já fazem 5 meses e estou muito triste pois não no ls despedimos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Você fala de um término, mas o que se escuta em seu relato é algo que parece não ter terminado de fato. O fim de uma relação costuma trazer luto, mas nesse caso há algo ainda mais inquietante: a ausência de um encerramento claro, o silêncio que persiste, a possibilidade que se mantém em suspenso através das redes sociais, das mensagens não respondidas, do “não bloqueio” que, paradoxalmente, também é uma forma de presença, uma presença ausente.
Na psicanálise, nos debruçamos sobre esse tipo de enigma: por que certas experiências insistem em não se fechar dentro de nós, mesmo quando o tempo passa? Por que algumas relações, ou melhor, a forma como elas terminam, nos deixam presos em um ponto do qual não conseguimos nos mover? A dor de uma ausência sem palavra, sem despedida, tende a se enroscar com aquilo que de mais íntimo carregamos: o desejo de ser visto, escutado, reconhecido, desejado. E quando o outro se cala, não responde, mas também não desaparece, somos deixados num espaço entre a esperança e a frustração, entre o passado e a impossibilidade de seguir adiante.
É justamente aí que a psicanálise se torna uma travessia possível. Não para apagar o sofrimento, não para ensinar a “superar” como tantas vezes se escuta por aí, mas para possibilitar que esse sofrimento fale. Que ele tenha lugar. Porque enquanto ele não puder ser escutado de forma profunda e singular, ele tende a se repetir, não apenas no pensamento constante sobre essa pessoa, mas em sintomas, em angústias, em formas silenciosas de paralisar a própria vida.
A análise é um espaço onde você pode, pouco a pouco, sair do labirinto que o outro deixou em você, não esperando que o outro volte para dizer o que faltou, mas escutando o que dentro de você insiste em permanecer preso à espera dessa resposta. Há algo seu que merece escuta e não depende da resposta de quem foi embora para que isso aconteça.
É possível, através da análise, ir tocando esses nós que se formaram: o nó da perda, da espera, do afeto suspenso. E talvez, ao fazer isso, você possa encontrar uma forma de continuar, não apagando o que foi vivido, mas sustentando o que se pode aprender sobre si a partir disso.
Esse caminho é íntimo e, às vezes, difícil. Mas não precisa ser solitário. Há muito o que se dizer quando se pode ser escutado.
Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.
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Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp
Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
O que você compartilha é profundo, não apenas pela dor que descreve, mas pela coragem de colocar em palavras algo que, muitas vezes, parece escapar à explicação. O que nos angustia profundamente, o que dispara uma sensação de pânico no corpo, muitas vezes não nasce no presente. Pode ter raízes em experiências muito antigas, traços que ficam inscritos em nós sem que tenhamos, naquele momento, conseguido compreender ou simbolizar o que estava acontecendo.
Você menciona que desde pequeno sentia esse pânico diante de rodas-gigantes e parques. Algo no cenário, no movimento, na altura, talvez no som ou no aglomerado de pessoas, despertava algo que não era apenas medo, mas um terror íntimo, um mal-estar que ia além do controle racional. À época, você “seguia a vida”, como disse, e isso é algo que muitos de nós fazemos: seguimos adiante, sem conseguir, de fato, escutar o que aquele sintoma queria dizer.
Mas o sintoma não desaparece por vontade. Ele retorna. E retorna, muitas vezes, com mais força quando outras instabilidades, afetivas, profissionais, existenciais, começam a se sobrepor. O que antes era um incômodo suportável passa a se tornar insuportável. O corpo reage com pressa, com urgência. Vem a taquicardia, o aperto, o impulso de fuga. E com isso, vem também a sensação de impotência: “por que eu não consigo ficar ali como os outros?”, “o que há de errado comigo?”.
Na psicanálise, escutamos isso não como um defeito, nem como um fracasso da vontade, mas como um pedido de escuta. O pânico, a fobia, o sintoma, todos eles falam. Só que falam de um jeito que a gente, sozinho, nem sempre entende.
A análise oferece um espaço para que essa fala possa emergir sem pressa, sem julgamento, com espaço para os silêncios e para os afetos que, muitas vezes, foram soterrados ao longo da vida. O que você chama de “vida normal” talvez não precise ser uma vida sem medo, sem angústia, mas uma vida em que isso possa ser vivido com menos solidão, com menos urgência de fuga, com mais elaboração.
O inconsciente não se guia por lógica, mas por marcas, traumas, lembranças confusas, afetos encobertos. E é nesse campo, tão particular, que a psicanálise opera: ajudando a costurar sentidos, a dar lugar ao que não teve lugar, a fazer com que, aos poucos, o que era insuportável possa se tornar nomeável e, quem sabe, transformável.
Você já começou esse caminho ao escrever. Talvez agora seja tempo de continuar essa travessia em direção a si mesmo, com alguém ao seu lado para escutar não apenas o medo, mas aquilo que nele se repete e que pede sentido. Isso é possível. E é, sim, um ato de força, não aquela força que tenta apagar o sintoma, mas a que se propõe a escutá-lo com seriedade e sensibilidade.
Se isso te tocar de algum modo, talvez a análise possa ser um bom lugar para continuar essa conversa, agora com menos urgência de se calar e mais espaço para ser escutado.
Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.
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