Perguntas do paciente (143)
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero dizer que o seu sofrimento merece ser levado a sério. Pelo que você descreve, não parece se tratar apenas de timidez. A intensidade da ansiedade, os sintomas físicos, o medo de falar com as pessoas e o prejuízo na sua vida profissional sugerem que você pode estar enfrentando um quadro de ansiedade social, mas somente uma avaliação psicológica poderá confirmar isso.
A ansiedade social faz com que situações simples, como conversar, olhar nos olhos ou falar em público, sejam percebidas pelo cérebro como ameaças, desencadeando sintomas como coração acelerado, tremores, choro e vontade de evitar essas situações.
Também me chamou atenção o seu receio de procurar ajuda por medo de não ser levada a sério. Saiba que esse sofrimento é reconhecido pela Psicologia e tem tratamento. Você não está exagerando nem precisa enfrentar isso sozinha.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes para a ansiedade social. Ela ajuda a modificar os pensamentos relacionados ao medo do julgamento, fortalecer a autoestima e desenvolver segurança nas interações sociais. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação com um psiquiatra.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade social, timidez excessiva, baixa autoestima e dificuldades nos relacionamentos.
Realizo atendimentos online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ.
Espero ter ajudado.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você reconhecer esse padrão já é um passo importante. Muitas pessoas têm dificuldade em flexibilizar suas opiniões, principalmente quando interpretam mudar de ideia como um sinal de fraqueza, derrota ou perda de valor pessoal.
Defender o próprio ponto de vista é saudável. O problema surge quando a necessidade de estar certo se torna mais importante do que ouvir o outro, aprender com novas informações ou preservar os relacionamentos. Isso pode gerar conflitos na vida profissional, familiar e afetiva.
Uma boa forma de começar a mudar esse padrão é se perguntar: "Estou tentando compreender a situação ou apenas provar que estou certo?". Essa reflexão ajuda a desenvolver uma postura mais aberta e flexível.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a identificar os pensamentos e crenças que sustentam essa necessidade de ter razão, além de desenvolver habilidades como flexibilidade cognitiva, comunicação assertiva e resolução de conflitos.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam dificuldades nos relacionamentos, rigidez de pensamento, ansiedade e desenvolvimento de habilidades sociais.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse tipo de sentimento é mais comum do que parece. Muitas pessoas acabam comparando sua trajetória com a dos outros e concluem que estão "atrasadas" na vida. O problema é que essa comparação costuma desconsiderar as diferenças de história, oportunidades, desafios e circunstâncias de cada pessoa.
Percebo que você já está caminhando em direção às suas metas, mas o que o desmotiva é a ideia de que só poderá aproveitar a vida quando alcançar determinado resultado. Esse pensamento pode fazer com que o presente pareça apenas um período de espera, como se sua vida ainda não tivesse começado.
Vale a pena refletir sobre uma pergunta: quem definiu que existe uma idade "certa" para conquistar estabilidade, sucesso ou realização? Muitas pessoas encontram novos caminhos, constroem carreiras, relacionamentos e projetos importantes depois dos 35, 40 ou até mais tarde.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente esses pensamentos que podem aumentar a frustração e diminuir a motivação. O objetivo é desenvolver uma visão mais realista da própria trajetória, reduzindo comparações excessivas e valorizando os avanços que já estão acontecendo.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade, baixa autoestima, desmotivação e dificuldades relacionadas aos projetos de vida.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos é possível reconstruir o respeito, mas isso depende do comprometimento de ambos. O respeito não costuma desaparecer de um dia para o outro; geralmente ele é desgastado por anos de críticas, ofensas, desprezo, desqualificações e conflitos mal resolvidos.
Reconstruí-lo exige mais do que pedir desculpas. É necessário que o casal esteja disposto a modificar a forma como se comunica, assumir responsabilidade pelos próprios comportamentos e desenvolver novas maneiras de lidar com as diferenças. A confiança e o respeito são reconstruídos por meio de atitudes consistentes ao longo do tempo.
Também é importante avaliar se ainda existe admiração, disposição para a mudança e segurança emocional na relação. Em alguns casos, o respeito pode ser recuperado; em outros, o nível de desgaste é tão intenso que o casal percebe que seguir caminhos diferentes é a decisão mais saudável.
A Terapia de Casal pode auxiliar nesse processo, ajudando os parceiros a interromper ciclos de acusações, melhorar a comunicação, compreender as necessidades um do outro e decidir, de forma mais consciente, se desejam reconstruir a relação.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia de Casal, auxiliando casais que enfrentam conflitos, dificuldades de comunicação, perda da confiança e desgaste no relacionamento.
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Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem
Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem frequente e uma mulher com desejo de 1x ao mês. É saudável, usar a masturbação como alivio. Inclusive pensando em outras pessoas para controlar o desejo pela outra pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diferenças de desejo sexual são bastante comuns nos relacionamentos e, por si só, não significam que exista falta de amor ou que o relacionamento esteja condenado. O mais importante é a forma como o casal lida com essa diferença.
A masturbação pode ser uma estratégia saudável para aliviar a tensão sexual quando existe um desencontro na frequência de desejo, desde que não seja utilizada como substituta permanente da intimidade do casal nem gere sofrimento para qualquer um dos parceiros. Ela faz parte da sexualidade de muitas pessoas, inclusive daquelas que estão em relacionamentos satisfatórios.
Em relação às fantasias, é natural que muitas pessoas utilizem a imaginação durante a masturbação. Fantasiar não significa, necessariamente, desejar trair o parceiro ou estar insatisfeito com o relacionamento. A vida sexual e a vida imaginativa nem sempre correspondem aos desejos que a pessoa pretende realizar.
No entanto, se a diferença de desejo está causando frustração, afastamento, conflitos ou sofrimento frequente, vale a pena investigar o que pode estar contribuindo para isso. Baixo desejo sexual pode estar relacionado a fatores emocionais, qualidade da relação, estresse, sobrecarga, crenças sobre sexualidade, questões hormonais ou problemas de saúde.
Nesses casos, o foco não deve ser apenas encontrar uma forma de aliviar o desejo de um dos parceiros, mas compreender a dinâmica sexual do casal e buscar estratégias para que ambos se sintam acolhidos e respeitados.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, Terapia Cognitivo-Sexual e Terapia de Casal, auxiliando casais que enfrentam diferenças de desejo sexual, dificuldades na intimidade, problemas de comunicação e conflitos no relacionamento.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo merece atenção. Sentir tristeza de forma intensa, querer se isolar e chorar com frequência não deve ser ignorado, principalmente quando esses episódios estão se repetindo e causando sofrimento.
Pelo seu relato, parece haver uma ligação entre essa tristeza e a forma como você se sente dentro do relacionamento. Você diz que tem a sensação de precisar "pisar em ovos" para falar e que, em outros momentos, seus sentimentos não foram validados. Quando uma pessoa sente que não pode se expressar livremente ou que suas emoções são constantemente minimizadas, é comum surgirem tristeza, frustração, insegurança e até o desejo de se afastar.
Isso não significa necessariamente que o relacionamento seja a única causa do seu sofrimento, mas indica que essa dinâmica merece ser compreendida com mais profundidade. Também vale a pena observar se essa dificuldade de expressar o que sente acontece apenas com seu parceiro ou em outros relacionamentos.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudá-la a compreender melhor a origem desses sentimentos, identificar padrões de pensamento e desenvolver formas mais saudáveis de se comunicar e de cuidar das próprias necessidades emocionais.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia de Casal, auxiliando pessoas que enfrentam tristeza, ansiedade, dificuldades de comunicação e conflitos nos relacionamentos.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, quero reconhecer a sua postura de olhar não apenas para os erros da sua esposa, mas também para os seus. Essa capacidade de autorreflexão é um fator importante quando pensamos na possibilidade de reconstrução de um relacionamento.
Pelo seu relato, o desgaste é significativo e já está afetando não apenas o casal, mas também os filhos. Discussões frequentes, ofensas e conflitos constantes podem impactar o bem-estar emocional de toda a família, especialmente das crianças, que aprendem muito sobre relacionamentos observando os pais.
Do ponto de vista psicológico, um relacionamento costuma ter mais chances de ser reconstruído quando ambos estão dispostos a assumir responsabilidades, rever comportamentos e investir em mudanças. Não é necessário que o casal concorde em tudo, mas é fundamental que exista abertura para o diálogo, respeito e disposição para compreender a perspectiva do outro.
Por outro lado, quando os conflitos se tornam crônicos, não há espaço para conversas produtivas, um ou ambos não demonstram interesse em mudar e o sofrimento emocional aumenta continuamente, pode ser importante refletir sobre outras possibilidades, incluindo um afastamento temporário. Em alguns casos, esse período permite reduzir a intensidade dos conflitos e favorecer decisões mais conscientes, desde que seja uma escolha construída com diálogo e objetivos claros.
Independentemente da decisão sobre permanecer ou não no casamento, o cuidado com a saúde emocional de vocês e dos filhos deve ser uma prioridade. A terapia individual pode ajudá-lo a compreender seus sentimentos e fortalecer seus recursos emocionais, enquanto a terapia de casal pode oferecer um espaço seguro para avaliar se ainda existem condições de reconstruir a relação.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia de Casal, auxiliando casais que enfrentam conflitos, dificuldades de comunicação, perda do respeito e desgaste no relacionamento.
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Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade pode interferir de forma significativa na atenção de pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Isso acontece porque grande parte dos recursos mentais fica direcionada para as obsessões (pensamentos, imagens ou impulsos indesejados) e para a tentativa de aliviar a ansiedade provocada por eles.
Como consequência, pode haver dificuldade para se concentrar em tarefas, estudar, trabalhar, acompanhar conversas ou lembrar informações importantes. Muitas pessoas com TOC relatam a sensação de estarem fisicamente presentes, mas com a mente constantemente ocupada pelas preocupações e pelos pensamentos obsessivos.
Além disso, quanto maior a ansiedade, maior tende a ser a dificuldade de manter o foco. Isso não significa necessariamente que exista um problema de atenção em si, mas que a atenção está sendo constantemente "capturada" pelas obsessões e compulsões.
A boa notícia é que o TOC tem tratamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente associada à técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), é considerada uma das abordagens mais eficazes para reduzir os sintomas, diminuir a ansiedade e melhorar a capacidade de concentração. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação psiquiátrica para verificar a necessidade de tratamento medicamentoso.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam TOC, ansiedade, pensamentos obsessivos e dificuldades emocionais.
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Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?
Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar significativamente a qualidade de vida quando os sintomas passam a ocupar muito tempo, causar sofrimento ou interferir nas atividades do dia a dia.
As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos indesejados que geram intensa ansiedade. Já as compulsões são comportamentos ou rituais realizados na tentativa de aliviar esse desconforto. Embora proporcionem um alívio temporário, costumam manter o ciclo do TOC ao longo do tempo.
Esse funcionamento pode prejudicar o desempenho no trabalho ou nos estudos, afetar os relacionamentos, aumentar o isolamento social e gerar sentimentos de culpa, vergonha, frustração e cansaço emocional. Muitas pessoas também deixam de realizar atividades importantes por medo de que suas obsessões se tornem mais intensas ou por precisarem realizar rituais repetitivos.
A boa notícia é que o TOC tem tratamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente com a técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), é considerada uma das abordagens mais eficazes para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra também pode ser recomendado.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam TOC, ansiedade, pensamentos obsessivos e dificuldades emocionais.
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Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o desempenho profissional?
Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o desempenho profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o desempenho profissional de diferentes formas, dependendo da intensidade dos sintomas. As obsessões podem consumir grande parte da atenção da pessoa, enquanto as compulsões podem demandar tempo e energia, dificultando a realização das tarefas do dia a dia.
Como consequência, podem surgir dificuldades de concentração, queda na produtividade, atrasos, necessidade de revisar o mesmo trabalho várias vezes, indecisão, medo excessivo de cometer erros e dificuldade para finalizar atividades. Em alguns casos, o sofrimento é tão intenso que a pessoa evita determinadas situações no ambiente de trabalho ou até se afasta de suas funções.
Além do impacto profissional, o TOC pode gerar ansiedade, cansaço emocional, prejuízo na autoestima e dificuldades nos relacionamentos com colegas e gestores, especialmente quando os sintomas não são compreendidos.
A boa notícia é que o TOC tem tratamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente associada à técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), é considerada uma das abordagens mais eficazes para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida e o desempenho nas atividades profissionais. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação psiquiátrica.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam TOC, ansiedade, pensamentos obsessivos e dificuldades emocionais.
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Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando o
Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando os problemas é normal? Isso é considerado uma questão comportamental ou não ? Existe algum medicamento que ajude ou o tratamento é apenas terapia? Há possibilidade de melhora ou até de "cura"? Em quanto tempo isso costuma acontecer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter dificuldade para controlar as emoções em alguns momentos da vida é algo comum. No entanto, quando essa dificuldade é frequente, leva à catastrofização dos problemas, prejudica os relacionamentos, o trabalho ou a qualidade de vida, é importante investigar o que está acontecendo.
Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes fatores, como padrões de pensamento aprendidos ao longo da vida, dificuldades na regulação emocional, ansiedade, depressão, transtornos de personalidade ou outras condições psicológicas. Por isso, não é possível afirmar a causa sem uma avaliação individualizada.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente a identificação dos pensamentos automáticos, das interpretações catastróficas e dos comportamentos que mantêm o sofrimento. A pessoa aprende estratégias para regular melhor as emoções, enfrentar situações de pressão e desenvolver respostas mais adaptativas aos desafios do dia a dia.
Em relação aos medicamentos, eles podem ser indicados por um psiquiatra quando existe um transtorno mental associado ou quando os sintomas são intensos. Entretanto, a necessidade de medicação depende da avaliação de cada caso. Em muitos casos, a psicoterapia é suficiente; em outros, a combinação entre terapia e tratamento medicamentoso pode trazer melhores resultados.
Quanto ao tempo de tratamento, ele varia conforme a intensidade dos sintomas, a história de vida, os objetivos terapêuticos e o envolvimento da pessoa no processo. Mais do que falar em "cura", buscamos promover mudanças duradouras, reduzindo o sofrimento e desenvolvendo habilidades para lidar de forma mais saudável com as emoções e os desafios da vida.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade, dificuldades na regulação emocional, pensamentos catastróficos e outros desafios emocionais.
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É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem
É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem?
Eu estou em um relacionamento sério há algum tempo. Um dia, a minha namorada sugeriu de experimentarmos sem camisinha, pois segundo ela eu passaria a não mais querer fazer com camisinha. Assim que começou a menstruação dela nós experimentamos. Pois bem, fizemos isso duas vezes (em dois meses diferentes).
Acontece que ela disse que agora só faremos após o casamento. Perguntei a ela o porquê disso, e ela me explicou os motivos dela. Me senti um pouco enganado, mas entendi e respeitei. Após isso, eu não tenho mais sentido "tesão" durante o sexo com camisinha da mesma forma que eu sentia antes de saber como era a sensação sem proteção. Soma-se o fato dela ter me contato que só transava sem camisinha com o ex, faz me sentir ainda pior.
Agora, me parece que essa minha dificuldade de sentir o "tesão", não digo prazer, é mais da parte psicológica. E eu tenho buscado maneiras de "reeducar" meu cérebro para voltar a sentir essa vontade no sexo que eu sentia antes, mas tem sido muito difícil.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, é possível que a dificuldade não esteja relacionada apenas à camisinha, mas também ao significado que essa experiência passou a ter para você.
É verdade que algumas pessoas percebem diferenças de sensibilidade ao utilizar o preservativo. No entanto, o fato de você dizer que perdeu o "tesão", e não necessariamente o prazer, além de mencionar sentimentos de ter sido enganado e o desconforto ao saber que sua namorada teve experiências diferentes em um relacionamento anterior, sugere que fatores emocionais podem estar influenciando sua resposta sexual.
Na sexualidade humana, o cérebro é um dos principais responsáveis pela resposta sexual. Quando sentimentos como frustração, comparação, insegurança, ressentimento ou pensamentos recorrentes estão presentes durante a relação, é comum que o desejo diminua, mesmo quando existe atração pela parceira.
A boa notícia é que esses padrões podem ser modificados. Em vez de tentar "reeducar" o cérebro apenas para aceitar a camisinha, pode ser mais útil compreender quais pensamentos surgem antes e durante a relação. Pergunte-se: o que representa para você o fato de ela ter mudado essa decisão? O quanto a comparação com o relacionamento anterior ainda interfere na sua experiência? Muitas vezes, essas questões têm um impacto maior no desejo do que o preservativo em si.
Também considero importante destacar que o preservativo continua sendo um dos métodos mais eficazes para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e, quando utilizado corretamente, também ajuda a prevenir uma gravidez não planejada. Seu uso deve ser uma decisão construída em comum acordo, baseada no respeito, na confiança e no cuidado com a saúde de ambos.
Se essa situação continuar afetando sua vida sexual ou gerando sofrimento, a Terapia Cognitivo-Sexual pode ajudá-lo a compreender os fatores emocionais envolvidos, reduzir os pensamentos que interferem no desejo e favorecer uma vivência sexual mais satisfatória e saudável.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Cognitivo-Sexual, auxiliando homens e mulheres que enfrentam dificuldades relacionadas ao desejo sexual, ansiedade de desempenho, conflitos na vida íntima e relacionamentos.
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Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p
Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Morder o próprio lábio nem sempre é classificado como automutilação. Para compreender esse comportamento, é importante avaliar qual é a sua função e quais são as consequências que ele provoca.
Pelo que você relata, esse ato parece ocorrer como uma forma de lidar com a ansiedade e aliviar um desconforto emocional. Algumas pessoas desenvolvem comportamentos repetitivos voltados para o corpo, como morder os lábios, as bochechas ou as unhas, especialmente em momentos de tensão. Em outros casos, o comportamento pode fazer parte de uma tentativa de regular emoções intensas.
O que merece atenção é o impacto desse hábito. Se ele provoca lesões frequentes, é difícil de controlar, gera sofrimento ou se tornou a principal forma de lidar com emoções difíceis, é importante buscar uma avaliação psicológica. Além disso, você menciona falta de motivação e ânimo para a vida, sintomas que também merecem ser investigados, pois podem estar relacionados a um quadro de ansiedade, depressão ou outra condição emocional.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a identificar os gatilhos desse comportamento, compreender sua função e desenvolver estratégias mais saudáveis para regular a ansiedade e as emoções. Dependendo da avaliação, também pode ser recomendada uma consulta com um psiquiatra.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade, comportamentos repetitivos, dificuldades na regulação emocional e outros desafios psicológicos.
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Tenho vício em pornografia e masturbação (pelo menos 1 vez por dia) e sinto que perdi o controle, o
Tenho vício em pornografia e masturbação (pelo menos 1 vez por dia) e sinto que perdi o controle, o que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O primeiro ponto importante é que se masturbar uma vez por dia, por si só, não significa necessariamente que exista um vício. A frequência, isoladamente, não é suficiente para determinar se um comportamento é saudável ou problemático.
A questão principal está no impacto que a pornografia e a masturbação estão causando na sua vida. Quando a pessoa sente que perdeu o controle, tenta reduzir ou parar e não consegue, passa cada vez mais tempo consumindo pornografia, negligencia relacionamentos, trabalho, estudos ou outras áreas importantes da vida, ou continua o comportamento apesar das consequências negativas, vale a pena olhar para a situação com mais atenção.
Também é comum que a pornografia seja utilizada como uma forma de lidar com emoções difíceis, como ansiedade, estresse, solidão, frustração, tristeza ou tédio. Nesses casos, o problema nem sempre está apenas no comportamento sexual, mas na função que ele passou a exercer na vida da pessoa.
Por isso, antes de pensar apenas em "parar", pode ser útil observar algumas questões: Em quais momentos surge mais vontade de consumir pornografia? Quais emoções costumam estar presentes antes do comportamento? O que você sente depois? Existe sofrimento, culpa ou prejuízo em outras áreas da sua vida?
A boa notícia é que esse tipo de dificuldade pode ser trabalhado. A Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia Cognitivo-Sexual ajudam a identificar gatilhos, compreender os padrões envolvidos e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com emoções e impulsos, sem depender exclusivamente da pornografia ou da masturbação.
O fato de você reconhecer que sente ter perdido o controle já é um passo importante, pois demonstra consciência do problema e desejo de mudança.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Cognitivo-Sexual, auxiliando homens e mulheres que enfrentam dificuldades relacionadas ao uso excessivo de pornografia, masturbação compulsiva, ansiedade, sexualidade e relacionamentos.
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Beijos na boca entre parentes são considerados incesto? Tenho 18 anos e, quando eu tinha 7 ou 8 anos
Beijos na boca entre parentes são considerados incesto? Tenho 18 anos e, quando eu tinha 7 ou 8 anos, tive beijos na boca com minha meia-tia, que na época tinha 9 anos. Foram apenas beijos, sem qualquer contato sexual, e isso aconteceu em mais de uma ocasião. Não me lembro exatamente como ou por que aconteceu; apenas sei que essa lembrança ainda me causa incômodo. Isso pode ser considerado incesto, mesmo sem contato sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
Pela situação que você descreve, não é possível afirmar automaticamente que isso se enquadre como incesto no sentido clínico ou jurídico. Você relata que ambos eram crianças, com idades próximas, e que ocorreram apenas beijos, sem outros comportamentos sexuais.
Na infância, é relativamente comum que algumas crianças manifestem curiosidade sobre o corpo, afeto e relacionamentos, nem sempre compreendendo plenamente o significado de determinados comportamentos. O contexto, a diferença de idade, a existência ou não de coerção, a frequência dos episódios e o impacto emocional da experiência são aspectos importantes para uma compreensão mais adequada do ocorrido.
O fato de essa lembrança ainda causar incômodo merece atenção. Muitas vezes, o sofrimento não está apenas no que aconteceu, mas na forma como a pessoa interpreta a experiência anos depois, especialmente na vida adulta, quando passa a avaliar o passado com outros conhecimentos e valores.
Se essa lembrança gera culpa, vergonha, ansiedade ou pensamentos recorrentes, conversar com um psicólogo pode ajudá-lo a compreender melhor o significado dessa experiência na sua história e reduzir o sofrimento associado a ela.
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Tenho 19 anos e sinto desejo sexuais intensos e ardentes é nessa fase que os hormônios são mais alto
Tenho 19 anos e sinto desejo sexuais intensos e ardentes é nessa fase que os hormônios são mais altos? E quando isso acaba?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é bastante comum que aos 19 anos a pessoa perceba o desejo sexual de forma mais intensa. Nessa fase da vida, os hormônios sexuais costumam estar em níveis elevados, o que pode contribuir para pensamentos, fantasias e interesse sexual mais frequentes.
No entanto, a libido não depende apenas dos hormônios. Fatores emocionais, qualidade do sono, saúde física, nível de estresse, autoestima, experiências afetivas e até a forma como a pessoa lida com a própria sexualidade também influenciam o desejo sexual.
Não existe uma idade exata em que isso "acaba". Ao longo da vida, o desejo sexual pode variar de intensidade, aumentando ou diminuindo conforme as circunstâncias da vida e os fatores biológicos e emocionais. Muitas pessoas mantêm uma vida sexual satisfatória por toda a vida adulta.
O mais importante é observar se esse desejo está sendo vivido de forma saudável e compatível com seus valores e objetivos. Ter uma libido elevada aos 19 anos, por si só, não indica nenhum problema.
Caso você tenha dúvidas sobre sua sexualidade, perceba dificuldades para lidar com seus impulsos ou queira compreender melhor seu funcionamento sexual, a terapia pode ser um espaço seguro para autoconhecimento e orientação.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, especialista no atendimento de questões relacionadas à sexualidade, relacionamentos e ansiedade, utilizando a Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia Cognitivo-Sexual.
Realizo atendimentos online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ.
Espero ter ajudado.
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Olá! Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por
Olá!
Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por isso desde pequeno, ainda mais considerando que sou uma pessoa LGBTQIA+. Hoje ainda permaneco com crenças que não fazem sentido para mim, mas sinto que muitas vezes fico tomado pelo medo ou ansiedade, o que inclusive afeta o meu relacionamento atual. Devo procurar um psicólogo e/ou psiquiatra?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, acredito que buscar um psicólogo pode ser um passo muito importante. Pelo seu relato, você já conseguiu identificar que algumas crenças adquiridas ao longo da vida continuam influenciando a forma como você pensa, sente e se relaciona, mesmo percebendo que elas já não fazem sentido para você hoje.
Pessoas LGBTQIA+ podem vivenciar experiências de preconceito, rejeição, críticas ou necessidade de esconder quem são, e essas vivências podem contribuir para o desenvolvimento de crenças negativas sobre si mesmas. No entanto, cada história é única, e compreender como essas experiências impactaram a sua vida é uma parte importante do processo terapêutico.
Você também relata que o medo e a ansiedade têm interferido no seu relacionamento. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente a identificação dessas crenças, dos pensamentos automáticos e dos comportamentos que mantêm o sofrimento, favorecendo o desenvolvimento de uma visão mais realista e de relações mais saudáveis.
Em relação ao psiquiatra, ele pode ser indicado quando os sintomas de ansiedade ou outros sinais emocionais são intensos, persistentes ou causam prejuízos importantes. A necessidade de medicação, porém, deve ser avaliada individualmente. Em muitos casos, a psicoterapia é suficiente; em outros, a combinação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico pode trazer melhores resultados.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade, baixa autoestima, crenças limitantes, dificuldades nos relacionamentos e conflitos relacionados à identidade e ao autoconhecimento.
Realizo atendimentos online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ.
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Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es
Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade, especialmente ao Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). No entanto, não é possível fazer um diagnóstico apenas com esse relato.
Um aspecto que chama atenção é a diferença entre as duas situações. Quando você caminhava prestando muita atenção aos sintomas e aos pensamentos, sentiu mais cansaço. Já no retorno, enquanto conversava com outra pessoa, sua atenção estava voltada para a conversa, e você praticamente não percebeu o esforço físico nem os sintomas.
Na ansiedade, é comum que a pessoa fique em estado de hipervigilância, monitorando constantemente o próprio corpo. Quanto mais atenção é direcionada aos batimentos cardíacos, à respiração ou à sensação de cansaço, maior tende a ser a percepção desses sintomas, o que pode aumentar ainda mais a ansiedade e a sensação de exaustão.
Apesar disso, é muito importante que você realize uma avaliação médica antes de concluir que tudo é consequência da ansiedade. Algumas condições clínicas também podem causar fadiga, falta de ar ou desconforto durante a atividade física e precisam ser descartadas.
Caso os exames não identifiquem alterações, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudá-lo a compreender esses gatilhos, reduzir o medo dos sintomas físicos e recuperar a confiança para praticar exercícios de forma mais tranquila.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade, TAG, medo dos sintomas físicos e dificuldades que interferem na qualidade de vida.
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Quais distorções cognitivas mantêm os ciclos de instabilidade interpessoal e emocional?
Quais distorções cognitivas mantêm os ciclos de instabilidade interpessoal e emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que a forma como interpretamos as situações influencia diretamente nossas emoções e comportamentos. Algumas distorções cognitivas podem contribuir para manter ciclos de instabilidade emocional e interpessoal.
Entre as mais comuns estão:
Pensamento dicotômico (tudo ou nada): a pessoa passa a enxergar os outros ou a si mesma como totalmente bons ou totalmente ruins, dificultando uma visão mais equilibrada dos relacionamentos.
Catastrofização: pequenos conflitos são interpretados como sinais de que a relação vai acabar ou de que nada dará certo.
Leitura mental: acreditar que sabe o que o outro está pensando, geralmente supondo críticas, rejeição ou abandono, sem evidências concretas.
Personalização: assumir a responsabilidade por acontecimentos ou comportamentos dos outros, sentindo culpa excessiva.
Raciocínio emocional: concluir que algo é verdadeiro apenas porque sente dessa forma. Por exemplo: "Se me sinto rejeitado, é porque realmente fui rejeitado."
Esses padrões de pensamento podem intensificar emoções como ansiedade, raiva, culpa e tristeza, favorecendo reações impulsivas, dificuldades de comunicação e conflitos nos relacionamentos.
A boa notícia é que essas distorções podem ser identificadas e modificadas. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a pessoa aprende a reconhecer esses padrões, questionar interpretações automáticas e desenvolver formas mais flexíveis e realistas de pensar e agir, favorecendo maior estabilidade emocional e relações mais saudáveis.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade, dificuldades na regulação emocional, conflitos nos relacionamentos e padrões de pensamento que contribuem para o sofrimento psicológico.
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Como modos disfuncionais (Criança Vulnerável, Criança Raivosa, Pai Crítico) se manifestam nas sessõe
Como modos disfuncionais (Criança Vulnerável, Criança Raivosa, Pai Crítico) se manifestam nas sessões de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os modos Criança Vulnerável, Criança Raivosa e Pai Crítico são conceitos da Terapia do Esquema, e não da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tradicional.
Na TCC, trabalhamos principalmente com a identificação de pensamentos automáticos, crenças centrais, crenças intermediárias, emoções e comportamentos que contribuem para o sofrimento psicológico.
Embora utilize uma linguagem diferente, a TCC também ajuda a compreender padrões emocionais semelhantes. Por exemplo, uma pessoa que apresenta intensa autocrítica pode ter crenças como "não sou bom o suficiente" ou "não posso errar". Já alguém que reage com muita raiva pode interpretar determinadas situações como injustas ou ameaçadoras, desencadeando emoções e comportamentos impulsivos.
O objetivo da Terapia Cognitivo-Comportamental é identificar esses padrões de pensamento, questioná-los de forma colaborativa e desenvolver interpretações mais realistas e funcionais, favorecendo uma melhor regulação emocional e relacionamentos mais saudáveis.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam ansiedade, depressão, dificuldades emocionais, baixa autoestima e problemas nos relacionamentos.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…