Boa noite. Há um mês atrás, presenciei um assalto na volta pra casa do serviço dentro de um colet

10 respostas
Boa noite.
Há um mês atrás, presenciei um assalto na volta pra casa do serviço dentro de um coletivo e em momento algum os meliantes mexeram comigo, mas foi o suficiente para me mudar por inteiro. Primeiro que parei de pegar coletivos, tanto pra ir pro serviço, quanto pra voltar. Não consigo me sentir segura na rua nem mesmo com meus familiares, tenho pensamentos de que a qualquer momento podem me matar, que estou sentindo seguida, hipervigilãncia, medo extremo e sinto que afetou a minha vida social também, pois só me sinto segura em casa, tenho evitado sair, a não ser pro meu serviço. Quero saber como posso tratar essa questão, pois eu só quero voltar a ser normal como antes.
 Hannayo Osaki
Psicanalista, Psicólogo
Florianópolis
A cena que presenciou desencadeou alguma questao sua com relacao ao ponto de segurança emocional, é importante rever a narrativa de como estabeleceu as relações de segurança, inclusive com posicionamentos pessoais de passividade e atividade em todas as esferas da vida.

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Dra. Carolaine Siqueira
Psicólogo
São José do Rio Preto
Olá!

O que você está vivendo tem um nome, é uma resposta traumática, e pela intensidade dos sintomas (hipervigilância, medo extremo, isolamento, sensação constante de ameaça).

Na abordagem sistêmica, entendemos que o trauma não afeta apenas você isoladamente, mas também seus vínculos, sua forma de se relacionar com o mundo e com as pessoas ao seu redor. O seu corpo e sua mente estão tentando te proteger, mas de forma desregulada, por isso esse medo constante, mesmo em situações seguras.

Na terapia, vamos trabalhar:

Como esse medo foi construído após o trauma e como ele interfere na sua rotina e vínculos;

O papel da sua rede de apoio (família, trabalho, amigos) e como ela pode te ajudar a recuperar o senso de segurança;

Estratégias para você retomar gradualmente a vida social e a autonomia, sem se violentar emocionalmente;

E principalmente, vamos reconstruir a confiança no mundo e em si mesma, no seu ritmo, sem julgamentos.

Você não está sozinha e não precisa carregar isso calada. Fico à disposição para te acompanhar nesse processo com acolhimento e segurança. Se sentir que é o momento, podemos agendar uma sessão e começar esse cuidado juntas.
Dra. Marina Cabeda Egger Moellwald
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá,
Você passou por uma situação difícil que desencadeou muitos medos e insegurança.
Fazer terapia ou análise pode ser uma maneira de entender e elaborar o que aconteceu e o que ficou disso, em um ambiente seguro (na sessão de terapia ou análise).
Assim, é possível, aos poucos e com o tempo necessário, abrir espaço para enfrentar a realidade e "voltar à vida" de maneira mais segura.
Situações como essa sua podem nos levar a uma grande mobilização emocional. Cada pessoa tem uma resposta diferente a mesma situação e isso tem relação com o temperamento e experiências anteriores. Algumas vezes pode ser interessante a ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para ajudar a elaborar esse episódio.
 Nilzelly Martins
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, bom dia!

Antes de qualquer coisa, quero te dizer que o que você está sentindo é legítimo, compreensível e profundamente humano. Mesmo que os assaltantes não tenham encostado em você, o que você viveu foi uma experiência traumática e o trauma não depende da gravidade aparente do acontecimento, mas de como ele atravessa e marca cada pessoa por dentro.

Estar em risco, ainda que por poucos minutos, pode romper a sensação de segurança no mundo. Seu corpo e sua mente, em um gesto de proteção, passaram a ficar em estado de alerta constante, como se algo ruim pudesse acontecer a qualquer momento. É por isso que você se sente hipervigilante, com medo de sair, desconfiada até em situações que antes eram comuns.

Nada disso significa que “tem algo errado com você”, pelo contrário: é o seu sistema psíquico tentando te proteger. Mas, quando essa proteção passa a controlar sua vida e limitar seus movimentos, é sinal de que essa dor precisa ser acolhida e escutada.

Você não precisa atravessar isso sozinha. A psicanálise (ou a psicoterapia clínica) pode te oferecer um espaço seguro para falar sobre o que aconteceu, sobre o que ficou em você desde então, e principalmente: sobre como isso te afeta hoje. Não se trata de “voltar a ser como antes”, mas de elaborar essa experiência de modo que ela não te paralise mais. Que ela possa fazer parte da sua história sem tomar conta do seu presente.

Esse medo tem um sentido. Ele quer dizer algo. E na escuta certa, com ética e cuidado, é possível que ele vá se transformando, aos poucos, em algo menos sufocante, mais nomeável, mais leve.

Se você sentir que esse pode ser um bom momento, estou aqui para te acompanhar nesse processo, com respeito, escuta e sem pressa.
Olá! Essa hipervigilância tende a diminuir com o tempo. A psicoterapia ajuda-nos a elaborarmos essa experiência: dar significado, aprendermos com as vivências ruins. A logoterapia também ajuda-nos a dar sentido a experiência traumática e ao sofrimento, a crescermos na espiritualidade.
Dr. Jansen Sarmento
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá, tudo bem? É normal situações como essas deixarem marcas, trazendo medo e incômodo de que o ocorrido aconteça novamente. A tendência é que o tempo vá amenizando esses sentimentos e que a nossa vida volte a uma normalidade, nos fazendo entender que a vida é um meio a meio, onde podemos passar toda uma existência sem repetir a experiência ruim, vivida anteriormente... Agora, se você percebe que o tempo não está fazendo o papel dele e que esse desconforto permanece o mesmo ou, pior, está crescente, talvez valha a pena pensar em procurar um profissional especializado para te ajudar no processo de ressignificação dessa experiência traumática. Tem coisas onde, nem sempre conseguiremos resolver sozinhos e nestes casos, a terapia pode ser excelente para a resolução. Espero ter te ajudado. Abraço.
Olá!
O que aconteceu com você é extremamente desagradável e violento. Ainda que não tenham mexido diretamente com você, sua sensação de segurança foi violada abruptamente e isso parece ter gerado um trauma. Não significa necessariamente que vai durar para sempre, mas é inegável que agora você está com medos e inseguranças à flor da pele. É inevitável, até porque é algo recente.

Esse foi um evento que te causou sensações físicas e emocionais. Seu organismo como um todo está mais em alerta e de olho em quaisquer perigos. Sua vulnerabilidade foi enfatizada ao extremo e ela ainda está gritando por aí.

O mais importante agora é você acolher-se, permitir-se passar pelo período de recuperação que for necessário e deixar cobranças de lado. Tudo que te ajudar a reforçar as suas sensações de conforto e segurança deve ser alimentado, mesmo que seja através de pequenos hábitos diários.

Outro ponto importante é ter espaço pra falar dos seus medos sem julgamentos. Se puder ser com um profissional é o ideal porque aí você pode ir mais a fundo no que essa situação significou pra você. Ele também pode te ensinar formas de identificar suas emoções e de regulá-las.

Em outro momento mais pra frente quando já tiver um pouquinho menos vulnerável, pode ser o momento de ir bem aos poucos tentando se expor gradativamente ao mundo lá fora. Quando digo aos poucos, é bem aos poucos mesmo e cercada de elementos de segurança, talvez sair de carro durante o dia com alguém da família pode ser uma opção.

Claro que essas são diretrizes gerais, fazer um acompanhamento profissional é o ideal pois ele irá olhar para as SUAS especificidades.

O que você sofreu é muito ruim e merece ser cuidado com carinho. Aos poucos você pode voltar a sentir prazer na vida e ficar menos alerta com várias questões cotidianas.
Tudo de bom pra você!
Olá!

Primeiramente, saiba que o que está sentindo é uma resposta comum quando presenciamos situações com potenciais riscos a integridade física de alguém. Esses sintomas tendem a amenizar com o tempo, mas o trauma marca cada individuo de forma única.

O ideal para tratar essa questão é fazer psicoterapia, pois será um lugar que tu conseguirá elaborar melhor esses pensamentos angustiantes e medo extremo para que não apareçam (ou não te afetem tanto) em situações cotidianas. Talvez, dependendo de como ocorrer a terapia, tenha que entrar com algum medicamento para ajudar a estabilizar as emoções, mas isso será analisado e conversado tanto com a psicóloga, quanto com a psiquiatra.

Espero que fique bem e que seu caminho pela saúde mental te traga muitas conquistas!
Sinto muito pelo que você viveu, presenciar um assalto é uma experiência potencialmente traumática, mesmo quando não há agressão direta. O que você descreve não é fraqueza nem exagero: são reações do sistema nervoso após uma situação de ameaça real.

Depois de eventos assim, é comum o corpo e o cérebro permanecerem em estado de alerta, como uma forma de proteção. Isso pode gerar hipervigilância, medo intenso, sensação de estar sendo seguido, evitação de lugares e mudanças importantes na rotina e na vida social, significa que seu organismo ainda está tentando se sentir seguro.

O tratamento envolve psicoterapia, especialmente abordagens que trabalham o trauma e a regulação emocional, ajudando o sistema nervoso a sair desse estado de alarme e a retomar a sensação de segurança. Existem métodos que não exigem reviver o evento o tempo todo, mas focam em estabilização, recursos internos e processamento gradual da experiência.

Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir esses sintomas e recuperar sua autonomia, voltando a circular, se relacionar e viver com mais tranquilidade. Se, neste momento, ainda não for possível buscar ajuda profissional, procure estar com pessoas que transmitam segurança, pois a sensação de apoio na relação com o outro ajuda o sistema nervoso a se regular.

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