Como o terapeuta pode trabalhar com a tendência do paciente com Transtorno de Personalidade Borderli
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Como o terapeuta pode trabalhar com a tendência do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a se tornar excessivamente dependente da terapia?
Através de psicoterapia, há uma abordagem amplamente reconhecida chamada DBT que faz ótimas orientações de manejo.
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Sabe, essa é uma dúvida que aparece com bastante frequência na prática clínica.
A dependência da terapia, especialmente no Transtorno de Personalidade Borderline, geralmente não é um “excesso de vínculo”, mas uma tentativa de encontrar estabilidade em um lugar onde a pessoa finalmente se sente compreendida e segura. O problema não está no vínculo em si, mas quando ele passa a ser a única fonte de regulação emocional, como se o paciente só conseguisse se organizar a partir da presença do terapeuta.
O trabalho terapêutico, então, não é cortar esse vínculo, mas transformá-lo. O terapeuta vai ajudando o paciente a perceber essa dependência com cuidado, sem crítica, mostrando que aquilo que ele encontra na sessão também pode começar a ser construído dentro dele. Em termos mais sutis, é como se o cérebro estivesse aprendendo, aos poucos, a internalizar essa sensação de segurança.
Isso envolve criar limites claros e consistentes, o que paradoxalmente fortalece o vínculo em vez de enfraquecer. Ao mesmo tempo, o terapeuta estimula a autonomia, incentivando o paciente a testar novas formas de lidar com suas emoções fora da sessão. Perguntas como “O que você consegue levar daqui da terapia para quando estiver sozinho?”, “Em que momentos você sente que precisa mais do terapeuta?” ou “O que muda dentro de você quando não tem esse apoio imediato?” ajudam a ampliar essa consciência.
Também é comum trabalhar a tolerância à ausência e à frustração, que muitas vezes ativam medos profundos de abandono. Ao viver essas experiências dentro de um vínculo seguro, o paciente começa a perceber que a conexão não desaparece simplesmente porque o outro não está disponível o tempo todo.
Com o tempo, a terapia deixa de ser um lugar de dependência e passa a ser um espaço de fortalecimento interno. O paciente continua se beneficiando do vínculo, mas já não precisa dele da mesma forma para se sustentar emocionalmente.
Caso precise, estou à disposição.
A dependência da terapia, especialmente no Transtorno de Personalidade Borderline, geralmente não é um “excesso de vínculo”, mas uma tentativa de encontrar estabilidade em um lugar onde a pessoa finalmente se sente compreendida e segura. O problema não está no vínculo em si, mas quando ele passa a ser a única fonte de regulação emocional, como se o paciente só conseguisse se organizar a partir da presença do terapeuta.
O trabalho terapêutico, então, não é cortar esse vínculo, mas transformá-lo. O terapeuta vai ajudando o paciente a perceber essa dependência com cuidado, sem crítica, mostrando que aquilo que ele encontra na sessão também pode começar a ser construído dentro dele. Em termos mais sutis, é como se o cérebro estivesse aprendendo, aos poucos, a internalizar essa sensação de segurança.
Isso envolve criar limites claros e consistentes, o que paradoxalmente fortalece o vínculo em vez de enfraquecer. Ao mesmo tempo, o terapeuta estimula a autonomia, incentivando o paciente a testar novas formas de lidar com suas emoções fora da sessão. Perguntas como “O que você consegue levar daqui da terapia para quando estiver sozinho?”, “Em que momentos você sente que precisa mais do terapeuta?” ou “O que muda dentro de você quando não tem esse apoio imediato?” ajudam a ampliar essa consciência.
Também é comum trabalhar a tolerância à ausência e à frustração, que muitas vezes ativam medos profundos de abandono. Ao viver essas experiências dentro de um vínculo seguro, o paciente começa a perceber que a conexão não desaparece simplesmente porque o outro não está disponível o tempo todo.
Com o tempo, a terapia deixa de ser um lugar de dependência e passa a ser um espaço de fortalecimento interno. O paciente continua se beneficiando do vínculo, mas já não precisa dele da mesma forma para se sustentar emocionalmente.
Caso precise, estou à disposição.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O terapeuta deve reforçar autonomia, estimular habilidades fora da sessão e evitar reforçar comportamentos de dependência. Limites claros, foco em competências pessoais e incentivo à autorregulação ajudam o paciente a perceber que pode lidar com emoções sem apoio constante. A terapia deve ser um espaço de fortalecimento, não de substituição da vida real.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
Abraços
O terapeuta deve reforçar autonomia, estimular habilidades fora da sessão e evitar reforçar comportamentos de dependência. Limites claros, foco em competências pessoais e incentivo à autorregulação ajudam o paciente a perceber que pode lidar com emoções sem apoio constante. A terapia deve ser um espaço de fortalecimento, não de substituição da vida real.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
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