Como podemos dizer "não" para uma uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Como podemos dizer "não" para uma uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
3 respostas
Entendo que uma pessoa com Borderline possa estar muito sensível em muitos momentos, instável ou depressivo, talvez até com pensamentos suicidas. Porém, a questão de "dizer não" é importante para a pessoa e para quem convive como ela de alguma forma. É claro que estamos citando "dizer não" dentro de níveis razoáveis, de algo necessário. Nesse sentindo, sim, é preciso "dizer não", até porque dar e receber "limites saudáveis e realistas" (Jeffrey Young) é uma dar necessidades básicas emocionais do ser humano. Como dizer? Usando de acolhimento (outra necessidade básica emocional é dar e receber amor e proteção), de empatia e de assertividade. A CNV - Comunicação Não-violência - traz uma técnica que pode ajudar: falar do fato, de como se sente sobre ele, das suas necessidades, e fazer um pedido específico pertinente.
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Dizer “não” para uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline exige uma postura firme, clara e ao mesmo tempo respeitosa, evitando justificativas excessivas ou tom acusatório, pois a negativa pode ser vivida como rejeição ou abandono; é importante comunicar o limite de forma objetiva, validando o sentimento envolvido — por exemplo, reconhecendo que a frustração pode ser difícil, mas sem ceder por culpa ou medo de conflito; sob a perspectiva psicanalítica, sustentar o “não” com constância oferece uma experiência de contorno e previsibilidade, fundamentais para a organização psíquica, mostrando que o vínculo pode suportar frustrações sem necessariamente se romper.
Olá! É um prazer ter você aqui. O segredo para dizer "não" de forma eficaz é usar a técnica de Validação antes do Limite: Valide a emoção ou o desejo (Acolha): "Eu entendo que você queira muito sair agora e que isso é importante para você..." Estabeleça o limite com clareza (Diga o "não"): "...mas hoje estou exausto e não vou conseguir ir." Ofereça uma alternativa real (se possível): "Podemos combinar de fazer isso no sábado à tarde?" Mantenha a calma e seja firme: Se houver uma reação explosiva, não argumente no pico emocional. Diga: "Percebo que você ficou chateado. Vamos conversar sobre isso quando estivermos mais calmos." Fernando Vicente Rébuli Segundo, Psicólogo e Neuropsicólogo (@psifernandosegundo | fernandosegundo.com). Ofereço psicoterapia presencial em Vitória‑ES e atendimento online para todo o Brasil e no exterior. Abraços
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