Eu sinto que só existo quando estou mal. Tenho medo de melhorar porque ninguém liga para quem está

13 respostas
Eu sinto que só existo quando estou mal.
Tenho medo de melhorar porque ninguém liga para quem está bem. Como posso melhorar esse pensamento (embora não sinta vontade)? Quem eu deveria buscar?
O autoconhecimento e a autorresponsabilização, apontam para a consciência do problema e a disponibilidade para tratá-lo.
Busque psicoterapia
Procure identificar os ciclos mantenedores do sofrimento e invista, com disciplina, em um sentido funcional lidar com a relação dor/prazer.
A raiz primária do apego ao sofrimento deve estar vinculada a traumas, assim, a terapia é indicada.
boa sorte!

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O que você descreve é mais comum do que parece — e muito mais profundo do que soa à primeira vista.

Quando alguém sente que “só existe quando está mal”, geralmente não é sobre gostar de sofrer. É sobre ter aprendido, em algum momento da vida, que dor era a única forma de ser visto, cuidado ou validado.

Se, ao longo da sua história, atenção e acolhimento vieram principalmente nos momentos difíceis, o cérebro pode associar sofrimento a pertencimento. Então melhorar pode gerar medo — não da melhora em si, mas de perder o olhar do outro.

Perceba que há uma parte sua que quer mudar (você está perguntando como melhorar), mas há outra parte que tem receio. Essa ambivalência merece ser escutada, não julgada.

A questão talvez não seja “como parar de pensar assim” imediatamente, mas:
Quando foi que você começou a sentir que só era percebido quando estava mal?
Que tipo de atenção você sente que precisa hoje?

Esse tipo de crença costuma estar ligado à autoestima, à forma como você aprendeu a se relacionar e à sua história emocional. É algo que pode — e deve — ser trabalhado em psicoterapia.

Você perguntou quem deveria buscar. O profissional mais indicado é um psicólogo, para que você tenha um espaço seguro onde possa compreender essa construção interna e aprender a existir sem precisar adoecer para ser visto.

Melhorar não precisa significar ficar sozinho. Na verdade, pode ser o caminho para construir relações onde você seja valorizado também na sua força, na sua alegria e na sua estabilidade.

Você não está errado por se sentir assim. Mas não precisa continuar vivendo a partir dessa crença. Tente e seja Feliz
Olá, como vai?
Você pode procurar um psicólogo para te ajudar a compreender o seu ganho secundário: ter atenção a partir do mal estar. A partir da psicoterapia você pode se aprofundar nessa questão, entender a origem dela e o que a fez se sustentar por tantos anos, ao ponto de hoje você reconhecer que é um problema. Procure ajuda, você não está sozinho e não precisa passar por essa situação sozinho, o profissional da psicologia é capacitado para esses momentos!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Quando estamos mal, a falta de motivação é comum. Às vezes, começar por pequenos passos, mesmo sem vontade, ajuda a criar movimento. Buscar apoio profissional pode ser importante, especialmente se houver sensação persistente de desânimo ou desesperança.
Os relacionamentos nem sempre são satisfatórios, alguns relacionamento podem ficar presos em maneiras de se relacionar que não satisfazem as necessidades emocionais dos envolvidos e normalmente causando sentimentos de desvalorização, incompetência, falta de pertencimento, ressentimentos, etc. É importante perceber o que está acontecendo com o ambiente e como isso tem afetado a nossa percepção de nós mesmos. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança pode lhe ajudar.
Que pensamento interessante. Você disse que estando mal as pessoas te notam e então você passa a existir. Indico que procure compreender a ligação que você fez entre existir e ser percebido, o que em não ser notado te dá a impressão de não existência? O que seria, na sua opinião, uma melhora nesse pensamento? Você quer existir independente da noção do outro, ou quer existir apesar de se sentir mal? Ou quer parar de se sentir mal? Essas são ótimas perguntas para se fazer em terapia!
O que você descreve é algo muito delicado, porque parece que o sofrimento acabou se tornando uma forma de se sentir visto, validado ou percebido. Às vezes, quando a pessoa passou muito tempo só recebendo atenção, cuidado ou acolhimento quando estava mal, pode surgir esse medo de que, ao melhorar, ela deixe de importar. Mesmo que você não sinta vontade de mudar isso agora, já é muito importante conseguir nomear esse pensamento e perceber que ele existe. Você pode buscar acompanhamento psicológico, não necessariamente com a obrigação de “melhorar”, mas para falar sobre como é sentir que só existe quando está mal, como isso começou e como você se relaciona com os outros a partir desse lugar. A terapia pode te ajudar a construir uma forma de existir que não dependa do sofrimento para ser visto.
O que você descreve é um sentimento mais comum do que parece. Às vezes, quando o sofrimento esteve muito presente na história de alguém, ele pode acabar se tornando uma forma de reconhecimento ou de vínculo — como se “existir” estivesse associado a estar mal.

Esse pensamento não significa que você realmente queira sofrer, mas pode indicar que há questões emocionais importantes a serem compreendidas. A psicoterapia é um espaço adequado para explorar isso com segurança e profundidade.

Você pode buscar um(a) psicólogo(a) para iniciar esse processo. O fato de você refletir sobre isso já é um passo significativo.
Olá, boa tarde.

O que você descreve é um sofrimento profundo e bastante compreensível do ponto de vista clínico. A sensação de que “só existo quando estou mal” costuma aparecer quando, ao longo da vida, o cuidado, a atenção ou o vínculo vieram principalmente em momentos de dor. A mente aprende, de forma não consciente, que o sofrimento é uma forma de ser visto, reconhecido ou mantido em relação.

Na psicologia baseada em evidências, isso não é entendido como desejo de adoecer ou manipulação, mas como uma associação aprendida entre afeto e sofrimento. Quando a melhora começa a aparecer, surge o medo de invisibilidade, abandono ou irrelevância. Por isso, é comum não sentir vontade de melhorar, não porque você goste de estar mal, mas porque melhorar parece ameaçar o vínculo e o sentido de existir.

Na TCC, esse pensamento costuma estar ligado a crenças centrais como “só sou importante quando preciso” ou “se eu estiver bem, serei deixada de lado”. A mente tenta proteger você da perda de conexão, mantendo o estado conhecido, mesmo que doloroso. Terapias contextuais também ajudam a compreender isso como um padrão de evitação experiencial e busca de validação externa, não como falha pessoal.

É importante dizer algo com clareza e cuidado: melhorar não deveria significar desaparecer. Parte do trabalho terapêutico é construir relações e uma identidade em que você possa ser vista também quando está estável, neutra ou bem, não apenas quando sofre.

Quanto a quem buscar, a indicação baseada em evidências é:
– Psicoterapia individual, preferencialmente com abordagem Cognitivo-Comportamental ou terapias contextuais, para trabalhar crenças de valor pessoal, medo de abandono e dependência da dor como forma de existir.
– Se houver histórico de invalidação emocional, negligência ou vínculos instáveis, esse tema precisa ser abordado com tempo e segurança, não com pressa para “ficar bem”.

Você não precisa querer melhorar agora para buscar ajuda. Muitas vezes, o primeiro passo da terapia é justamente cuidar do medo de melhorar, e não forçar mudanças. O sofrimento que você descreve merece escuta, não exigência.

Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Olá, tudo bem? É possível ficar "viciado" em se sentir mal mesmo. Afinal, muitas vezes ganhamos afeto e atenção das pessoas ao nosso redor. O problema é que, essas ações machucam os outros ao nosso redor e dificulta a manutenção de relações duradouras. O importante aqui então, não é combater seus pensamentos, mas sim aprender a conseguir atenção e afeto das pessoas de formas mais saudáveis. O melhor lugar para aprender isso é na psicoterapia. O psicólogo pode te ajudar a aprender novas formas de se relacionar com as pessoas, e como desenvolver relações mais profundas onde todos os envolvidos se sentem bem. Caso pense em optar pelo processo, estou disponível para te acompanhar.
Olá! Como vai? O que você descreve é doloroso, mas compreensível, e não significa que exista algo “errado” com você.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), esse pensamento costuma se formar quando, ao longo da vida, o sofrimento foi a principal (ou única) forma de receber atenção, cuidado, escuta ou validação. Nesses contextos, o cérebro aprende algo como: “quando estou mal, sou vista; quando estou bem, desapareço”. Isso não é uma escolha consciente — é um aprendizado emocional.

Com o tempo, o mal-estar passa a ter uma função relacional: ele garante vínculo, presença do outro ou sensação de existir. Por isso, a ideia de melhorar pode gerar medo, vazio ou até resistência, mesmo quando racionalmente você sabe que quer ficar bem. Não é que você queira sofrer; é que melhorar parece ameaçar a sua existência simbólica, o lugar que você ocupa nas relações.

A pergunta “como posso melhorar esse pensamento, mesmo sem vontade?” é muito importante. Pela Análise do Comportamento, a mudança não começa pela vontade, mas por pequenas experiências diferentes. Primeiro, é preciso reconstruir a ideia de valor pessoal, para que ele não dependa apenas do sofrimento. Isso acontece quando você começa a viver situações em que é vista, respeitada ou validada sem estar mal — mesmo que no início isso pareça estranho ou vazio.
É fundamental diferenciar duas coisas: Ser vista quando sofre não é o mesmo que ser amada de forma segura; Atenção baseada na dor tende a ser instável e não sustenta bem-estar no longo prazo.
Sobre quem buscar: o mais indicado é um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com Análise do Comportamento, esquemas emocionais ou abordagens focadas em vínculo. Esse profissional pode ajudar a identificar como esse padrão foi construído, quais comportamentos mantêm essa crença hoje e, principalmente, como criar novas formas de existir emocionalmente sem precisar adoecer para ser percebida.
É importante dizer algo com muito cuidado: o seu valor não está no seu sofrimento, mesmo que a sua história tenha te ensinado isso. O medo de melhorar não te faz fraca — ele mostra o quanto você precisou se agarrar ao sofrimento para não desaparecer. E isso pode ser transformado, passo a passo, com acompanhamento adequado e no seu ritmo.
Você não precisa querer melhorar agora para começar um processo. Às vezes, buscar ajuda é justamente o primeiro sinal de que uma parte sua quer existir para além da dor. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
 Sandra Helena O. Silva
Psicólogo, Sexólogo
Rio de Janeiro
Olá. Entendo e respeito sua dor mas que tal ao inverter essa lógica e em vez de esperar que o telefone toque perguntando como você está, que tal você ligar pra alguém quando você estiver bem e falar que viu algo que lembrou dessa pessoa e qria saber como ela está. Isso educa o seu entorno de que você também existe fora da crise. Busque rede de apoio. Deixo meu carinho pra você.
Olá. Parece que é necessário o que chamamos de reestruturação coginitiva, para que você consiga repensar esta sua crença que "ninguém liga para quem está bem". Sugiro que procure um psicólogo.

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